Quem é quem – Mundial de Endurance 2014: classe LMP1

RIO DE JANEIRO - A cereja do bolo do Mundial de Endurance (WEC) não podia faltar. Faltando poucas horas para os primeiros treinos livres das 6 Horas de Silverstone, o blog traz a apresentação das equipes que tomam parte da principal categoria, a LMP1.

Neste ano, os principais protótipos estão divididos em duas subcategorias dentro da mesma competição. Os LMP1-H (Hybrid) são os carros oficiais de fábrica dotados de ERS (Energy Recovering System). E desta vez, Audi e Toyota não estão sozinhas. A Porsche chega com um modelo dotado de motor 2 litros e quatro cilindros em linha, com turbocompressor – prometendo incomodar muito os compatriotas e aos japoneses. Os resultados do The Prologue, em Paul Ricard, mostram isso.

Em contrapartida, os carros sem ligação com times oficias de fábrica e/ou sem sistemas híbridos formam a LMP1-L (Light). Basicamente, a disputa acontecerá entre a Rebellion Racing e a Lotus, mas pelo menos em Silverstone esse confronto não vai acontecer. Além do Lotus T129 não estar ainda pronto, a Rebellion sequer estreará o novo carro, o R-One, o que acontecerá apenas em Spa, na 2ª etapa.

Fiquem de olho no carro #1 da Audi. Nele estará o brasileiro Lucas Di Grassi, que sonha em repetir o feito de Raul Boesel, até hoje o único brasileiro campeão mundial de Endurance, há 27 anos. Capacidade e condições para tanto, Lucas tem. Afinal de contas, ele será o substituto de Allan McNish, que se aposentou ao fim da última temporada.

Eis as equipes da LMP1:

AUDI SPORT TEAM JOEST
Sede: Wald-Michelbach, Alemanha
Chefe de equipe: Ralf Jüttner
Diretor técnico: Christian Reinke
Carro: Audi R18 e-tron quattro
Motor: Audi 4 litros V6 turbodiesel
Transmissão: Audi sequencial de 7 marchas
Pneus: Michelin
Pilotos: Tom Kristensen/Loïc Duval/Lucas Di Grassi (#1) e Marcel Fässler/Bénoit Tréluyer/Andre Lotterer (#2)

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O nome do carro continua o mesmo. Mas este Audi R18 e-tron quattro é muito diferente do modelo de 2013. Uma série de mudanças foram implementadas para o protótipo do construtor alemão se encaixar dentro do novo regulamento técnico. Com 45 kg a menos, o novo e-tron quattro recebeu incrementos de aerodinâmica e mecânica, agora com um motor de 4 litros de capacidade cúbica. Entretanto, os alemães tiveram problemas com o ERS-H (Energy Recovery System-Heat), que aproveitaria a energia térmica dos exaustores internos para acionar uma espécie de turboelétrico, oferecendo mais potência e o projeto teve que ser abortado. Apenas o sistema flywheel que dá tração às rodas dianteiras continua a bordo deste carro.

Por ter um modelo movido a diesel, a Audi preferiu começar na categoria 2MJ de equivalência de tecnologia, o que pode lhe custar caro no começo. Vamos ver quais serão as consequências desta decisão. No mais, a equipe tem como única novidade entre os pilotos a estreia do brasileiro Lucas Di Grassi – e logo no carro #1 dos campeões Tom Kristensen e Loïc Duval.

TOYOTA RACING
Sede: Colônia, Alemanha
Chefe de equipe: Pascal Vasselon
Diretor técnico: John Litjens
Carro: Toyota TS040
Motor: Toyota THS-R 3,7 litros V8
Transmissão: Toyota-ZF sequencial de 7 marchas
Pneus: Michelin
Pilotos: Alex Wurz/Stéphane Sarrazin/Kazuki Nakajima (#7) e Nicolas Lapierre/Anthony Davidson/Sébastien Buemi (#8)

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Em menos de duas temporadas, a Toyota conseguiu algumas vitórias no WEC, mas ainda não incomodou totalmente o poderio da Audi. Para este ano, os japoneses apostam pesado num novo projeto: o chassis TS040 Hybrid atende às especificações do regulamento para a LMP1 em 2014, com um reestudo de aerodinâmica e grandes novidades mecânicas. A adoção de um sistema híbrido capaz de gerar 480 HP extras, aliado ao motor de aspiração normal com 3,7 litros V8 de 520 HP pode fazer o protótipo alcançar 1000 HP de potência – o que para os dias de hoje é um número absurdo.

Entre os pilotos, nenhuma mudança de vulto, a não ser na formação dos trios. Alex Wurz e Kazuki Nakajima agora trabalham com Stéphane Sarrazin no carro #7. O antigo parceiro deles, Nicolas Lapierre, mudou para o #8 com Anthony Davidson e Sébastien Buemi. Será interessante ver a questão do entrosamento entre as novas formações.

PORSCHE TEAM
Sede: Weissach, Alemanha
Chefe de equipe: Andreas Seidl
Diretor técnico: Alexander Hitzinger
Carro: Porsche 919 Hybrid
Motor: Porsche 2 litros 4 cilindros em linha turbo
Transmissão: Porsche sequencial de 6 marchas
Pneus: Michelin
Pilotos: Romain Dumas/Neel Jani/Marc Lieb (#14) e Timo Bernhard/Mark Webber/Brendon Hartley (#20)

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A Porsche volta às competições de protótipos em grande estilo. Fazendo barulho, “metendo o pé na porta” e assustando as rivais Audi e Toyota. Os vários quilômetros de teste em diversas pistas, a partir do momento em que o projeto tomou forma, pelo visto não foram em vão e o novo 919 Hybrid parece ter muito mais potencial que o esperado – apesar da solução mecânica utilizada, com um propulsor de quatro cilindros em linha e apenas 2 litros.

Tal opção se baseia no fato de que a Porsche introduziu dois sistemas híbridos no seu novo carro e a acoplagem não daria certo se fosse um motor com outra configuração. O desempenho na pré-temporada foi muito bom e os tempos no The Prologue, excelentes e animadores. O plantel de pilotos mescla gente da casa e algumas novidades. A grande atração é a estreia de Mark Webber no WEC, após mais de uma década na Fórmula 1. Outras boas aquisições foram o velocíssimo Brendon Hartley e o eficiente Neel Jani. É uma equipe que, contando ainda com Romain Dumas, Timo Bernhard e Marc Lieb, promete dar muito trabalho.

LOTUS
Sede: Grëding, Alemanha
Chefe de equipe: Romulus Kolles
Diretor técnico: Paul White
Carro: Lotus T129
Motor: AER P60 V6 Biturbo
Transmissão: Ricardo sequencial de 6 marchas
Pneus: Michelin
Pilotos: Christijan Albers/James Rossiter/Thomas Holzer (#9)

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A associação Lotus-Kodewa permanece viva no WEC em 2014 apesar dos problemas envolvendo a equipe e o escritório de tecnologia ADESS AG, que pararam na justiça. Não obstante, a equipe sediada em Grëding buscou um acordo com a Audi para o uso dos motores 4 litros V8 do DTM, mas a indefinição persistiu até o fim do ano passado e o projeto do novo protótipo T129 desenhado por Paul White atrasou substancialmente por conta desta situação, contornada com um acordo costurado com a Advanced Engines Research (AER), que lançou em novembro último um motor biturbo V6 para a classe LMP1.

Como consequência, o T129 não fez nenhum teste de pré-temporada e só percorrerá suas primeiras voltas após as 6 Horas de Silverstone, buscando quilometragem para a estreia em Spa-Francorchamps. Quando entrar na pista, o carro preto terá a bordo o holandês Christijan Albers, aquele mesmo ex-Fórmula 1, ao lado de James Rossiter e Thomas Holzer.

REBELLION RACING
Sede: Derbyshire, Oriental Midlands (Inglaterra)
Chefe de equipe: Barth Hayden
Diretor técnico: Ian Smith
Carro: Rebellion R-One (Lola B12/60 em Silverstone)
Motor: Toyota RV8K 3,4 litros V8
Transmissão: Xtrac sequencial de 6 marchas
Pneus: Michelin
Pilotos: Nicolas Prost/Nick Heidfeld/Mathias Beche (#12) e Dominik Kraihamer/Andrea Belicchi (#13)

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Para não ficar de fora da festa, a Rebellion Racing – também sem carro ainda pronto a tempo da estreia – vai para Silverstone na abertura do WEC para uma honrosa despedida do Lola B12/60 com motor Toyota. O carro, utilizado pelo time de bandeira helvética e de sede britânica, recebeu autorização especial para fazer sua despedida das pistas. Já em Spa estreia o novo carro, de visual bem mais agressivo que seu antecessor.

Sem concorrência na LMP1-L em Silverstone, a Rebellion vai aproveitar a corrida deste fim de semana para entrosar a tripulação do carro #13, na qual só estarão Dominik Kraihamer e Andrea Belicchi. Fabio Leimer, anteriormente anunciado, não consta mais da lista de inscritos. O protótipo principal do time reúne Nicolas Prost ao lado de Nick Heidfeld e Mathias Beche.

Discos eternos – Led Zeppelin IV (1971)

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RIO DE JANEIRO - Após algumas semanas ausentes, os “Discos Eternos” do blog voltam com mais um álbum fundamental da história da música: Led Zeppelin IV, também conhecido informalmente por Zoso, Four Symbols, Disco Sem Nome ou o Disco do Fazendeiro – até porque não havia explicitamente nada que remetesse ao Led na capa ou na contracapa – exceto no som forte, potente, poderoso, marca registrada da banda.

O disco é um divisor de águas entre o hard rock e o heavy metal. Na verdade, é uma fusão dos dois estilos, mesclando também folk music, uma pitadinha de pop, blues de raiz e psicodelia, num trabalho homogêneo como poucos gravados nos idos de 1971.

As duas primeiras músicas são grandes clássicos do Zep até hoje, com os vigorosos riffs de guitarra de Jimmy Page, o baixo marcadinho de John Paul Jones, os falsetes de Robert Plant e as pancadas de Bonzo na bateria. “Black Dog” e “Rock And Roll” são feitas para se ouvir no volume máximo – um contraponto tremendo com as músicas mais, digamos, cabeça, como “Going To California”, “Misty Mountain Hop” e especialmente “Stairway To Heaven”, a música que tanto Page quanto Plant renegaram nos anos que se seguiram ao fim do grupo – inclusive negando-se a tocá-la no último festival Hollywood Rock realizado em 1996, quando os dois vieram ao país na esteira do lançamento do disco Un-Led-Ed gravado pelos dois com farta percussão indiana.

O disco ainda tem excelentes músicas, feito “The Battle of Evermore”, relembrada no filme Singles (Vida de solteiro) pelo grupo Lovemongers, formado pelas integrantes do Heart, Ann e Nancy Wilson, fãs devotadas do Zeppelin. E também “When The Levee Breaks”, graças à intensa marcação de percussão de John Bonham, as linhas de guitarra de Jimmy Page e o vocal gritado de Robert Plant.

O Led estava pronto para deixar os estúdios e se tornar uma grande banda de “arena”, enchendo teatros e estádios grandiosos, arrastando multidões de fãs no mundo inteiro e impondo sua massa sonora de esporro nos palcos mundo afora. O rock and roll ainda não tinha sido tomado de assalto pela fúria do punk e o início dos anos 70 ainda vivia o fim do movimento hippie e os protestos dos pacifistas pelo fim da guerra do Vietnã. E o Zeppelin ainda voaria alto por muito tempo…

Ficha técnica de Led Zeppelin IV 
Selo: Atlantic/Warner Music
Gravado entre dezembro de 1970 e março de 1971, em Londres, Califórnia, Hampshire e no Rolling Stones Mobile Studio
Produzido por Jimmy Page
Tempo total: 42’38″

Músicas:

1. Black Dog (Jones/Page/Plant)
2. Rock And Roll (Bonham/Jones/Page/Plant)
3. The Battle of Evermore (Page/Plant)
4. Stairway to Heaven (Page/Plant)
5. Misty Mountain Hop (Jones/Page/Plant)
6. Four Sticks (Page/Plant)
7. Going to California (Page/Plant)
8. When the Levee Breaks (Memphis Minnie/Bonham/Jones/Page/Plant)

Direto do túnel do tempo (186)

10259318_453094664835843_5243543208095340071_nRIO DE JANEIRO - Já que o post abaixo foi sobre a Fórmula 3, uma foto dos arquivos do Ronnie Silva para recordarmos os bons tempos da F-3 Sul-Americana. Se não me engano, o ano é 1996. Na foto, conseguimos divisar o #22 guiado pelo argentino Ricardo Risatti, o #9 de Fabián Malta, também argentino e o #7 de Tom Stefani. Alguém consegue identificar a pista em questão e alguns dos possíveis pilotos participantes desta corrida?

Há 18 anos, direto do túnel do tempo.

F-3 europeia: tudo pronto para a abertura do campeonato

RIO DE JANEIRO -  Doze equipes, quase 30 pilotos, quatro motores diferentes. A Fórmula 3 Europeia, que assistiu em 2013 à sua revitalização e o surgimento de novos talentos para o automobilismo internacional, pretende seguir os mesmos preceitos neste ano. O campeonato que se inicia neste fim de semana, em Silverstone, como parte da programação do FIA WEC, mescla pilotos que fizeram bonito na categoria ano passado e permanecem como naturais favoritos a outros que vêm das mais variadas origens e certames.

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Nicholas Latifi é um dos mais experientes nomes da Fórmula 3 para este ano

Campeã ano passado com Raffaele Marciello, a Prema Powerteam tem uma das formações mais fortes desta temporada. Além de contar com o canadense Nicholas Latifi, oriundo da rival Carlin, a equipe italiana aposta nos novatos Esteban Ocon, francês de 17 anos e em Antonio Fuoco, atual campeão da Fórmula Renault ALPS. Quem completa o esquadrão é o holandês Dennis Van de Laar, que vem da holandesa Van Amersfoort.

A Mücke Motorsport mantém o vice-campeão de 2013, o sueco Felix Rosenqvist, que larga talvez como o grande favorito, pelo desempenho mostrado no último ano. Sobrinho de Gerhard Berger, o austríaco Lucas Auer permanece na categoria após um ano razoável de estreia pela Prema. Roy Nissany, de Israel, entra como mero figurante.

FIA Formula 3 European Championship Test Red Bull Ring Spielberg (A)Com patrocínio do Racing Steps Foundation, Jake Dennis chega à F-3 após boa campanha na F-Renault europeia

Os britânicos da Carlin optaram por um time 100% composto por súditos da rainha a bordo de seus três Dallara com motor Volkswagen. Campeão da F-3 britânica, Jordan King é o líder natural do time, que tem ainda Ed Jones, vitorioso do Euro F-3 Open e o novato Jake Dennis, 4º colocado no Europeu de Fórmula Renault.

FIA Formula 3 European Championship Test Red Bull Ring Spielberg (A)Riccardo Agostini volta à F-3 pela Eurointernational

Com experiência anterior na categoria, Riccardo Agostini volta aos monopostos da F-3 após competir parcialmente na AutoGP e na World Series by Renault. Completando 20 anos neste fim de semana, o italiano lidera a equipe Eurointernational, do veterano Antonio Ferrari, ao lado de dois novatos: Michele Beretta e Santino Ferrucci – que apesar do nome e sobrenome italianíssimo corre com bandeira dos EUA.

FIA Formula 3 European Championship Test Red Bull Ring Spielberg (A)

O carro #12 do espanhol Alexander Toril estreia os novos motores NBE, do mago da preparação Neil Brown

A Fortec Motorsports, outra tradicional equipe da categoria, mantém o sueco John Bryant-Meisner, tido como promessa, ao lado do australiano Mitch Gilbert, ex-Mücke. E uma das novidades é a estreia dos motores NBE na Fórmula 3 Europeia. Sigla para Neil Brown Engineering, esses propulsores são o regresso do preparador dos vitoriosos motores Mugen-Honda à categoria. Richard Goddard e Alexander Toril são os pilotos que irão guiar os Dallara da Three Bond with T-Sport, com os novos motores.

O brasileiro Felipe Guimarães, de 23 anos, volta ao automobilismo europeu após dominar a Fórmula 3 sul-americana ano passado. 4º colocado na F-3 inglesa, que disputou em paralelo com o certame continental extinto em 2014, Felipe entra no Europeu pela equipe Double R Racing, que um dia já foi de Kimi Räikkönen e Steve Robertson – e pela qual já correram pilotos feito Mike Conway e Álvaro Parente, por exemplo. Mas hoje o dono do time é o antigo engenheiro de Bruno Senna, Anthony “Boyo” Hieatt – e a Double R não é mais tão forte quanto antigamente.

FIA Formula 3 European Championship Test Red Bull Ring Spielberg (A)Sangue brasileiro, cidadania americana: Gustavo Menezes, nascido na Califórnia, estreia na F-3 europeia pela Van Amersfoort Racing

Os holandeses da Van Amersfoort ampliam a estrutura dos dois carros de 2013 para três neste ano, apostando em três caras novas: Max Verstappen, filho do antigo piloto de Fórmula 1 Jos Verstappen é uma atração – já que mostrou muita velocidade nos testes de pré-temporada realizados na Hungria e na Áustria. O compatriota Jules Szymowiak e o estadunidense Gustavo Menezes, que é filho de brasileiro, completam o time.

FIA Formula 3 European Championship Test Red Bull Ring Spielberg (A)Antonio Giovinazzi é um dos três nomes da equipe DMS-Investama, em parceria com a britânica Carlin

A Jo Zeller Racing continua no Europeu com um esquema praticamente familiar. Com um cockpit ainda disponível, o antigo piloto de F-3 alinha um carro para o filho Sandro, de 22 anos. Não devem fazer frente às principais forças da categoria. A Carlin, já citada anteriormente, terá um time “B” com bons pilotos: o italiano Antonio Giovinazzi, o indonésio Sean Gelael e o sueco Tom Blomqvist, filho do craque do Rali Stig Blomqvist.

FIA Formula 3 European Championship Test Red Bull Ring Spielberg (A)O colombiano Óscar Tunjo é um dos novos valores da categoria. Ele e Tatiana Calderón vão correr com motores Renault na volta da Signature à F-3

Os britânicos da West-Tec sobem para o Europeu após a participação no F-3 Euro Open, com modelos mais antigos que os Dallara F312 do certame continental. Como novidade, Hector Hurst junta-se ao experiente portorriquenho Felix Serrallés. E, por fim, a temporada 2014 marca o retorno da Signature à categoria, com motores Renault/Oreca. Como parte do acordo entre o time de Philippe Sinault e a Régie, a equipe terá pilotos do programa júnior da marca, ambos colombianos: Óscar Tunjo, de 18 anos, conquistou um bom 6º lugar no Europeu de Fórmula Renault. Ele terá a companhia de Tatiana Calderón, 21 anos, única mulher da categoria desta vez.

As provas do Europeu de Fórmula 3 continuam no mesmo padrão do ano passado. Três corridas por fim de semana, com duração máxima de 35 minutos. Os pilotos entram na pista de Silverstone para dois treinos de classificação que definem o grid da seguinte forma: a melhor volta de cada piloto corresponde às posições de largada da corrida #1 e a segunda passagem mais rápida forma o grid da corrida #3. As posições do grid da corrida #2 são definidas no segundo treino classificatório. Cada sessão tem duração de 20 minutos cada, com cinco minutos de intervalo entre elas.

Nos treinos livres, os pilotos podem passar dois sets de pneus novos ou um jogo de compostos usados. Nas qualificações e corridas, são três sets de pneus novos à disposição. Em finais de semana com chuva, a organização oferece três jogos de pneus. Os motores também têm restrições: a mesma unidade propulsora tem que ser utilizada em duas corridas consecutivas.

As atividades de pista da Fórmula 3 em Silverstone estão assim definidas, com horários já convertidos para o fuso brasileiro. Na Inglaterra, são quatro (e não três) horas a mais.

Sexta-feira, 18 de abril:

5h – Treino livre #1 (40 minutos)
5h45 – Treino livre #2 (35 minutos)
9h40 – Treino classificatório – corrida #1 e corrida #3 (20 minutos)
13h40 – Treino classificatório – corrida #2 (20 minutos)

Sábado, 19 de abril:

6h20 – Corrida #1 (35 minutos)
9h20 – Corrida #2 (35 minutos)

Domingo, 20 de abril:

5h15 – Corrida #3 (35 minutos)

Com estreia marcada para Spa, Rebellion R-One faz primeiro teste na França

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RIO DE JANEIRO - Às vésperas da abertura do Mundial de Endurance (WEC) em Silverstone, a Rebellion Racing fez o primeiro shakedown do novo protótipo do time suíço com base na Inglaterra: o Rebellion R-One com motor Toyota percorreu seus primeiros quilômetros em Paul Ricard, na França, com Mathias Beche a bordo.

Devido ao pouco tempo hábil para preparar o bólido a tempo de estrear nas 6 Horas de Silverstone, os helvéticos optaram pelo seguro: com a anuência da FIA, conseguiram autorização para alinhar neste fim de semana o velho Lola B12/60 com que disputaram as duas últimas temporadas do Mundial. Será a corrida de aposentadoria definitiva do carro construído em Huntingdon, pois a partir de Spa-Francorchamps, em maio, os pilotos do time de Alexandre Pesci e Barth Hayden vão dispor do carro construído nas modernas instalações da Oreca, vizinhas a Magny-Cours, também na França.

O novo Rebellion R-One vai à pista pela primeira vez exatos 363 dias após os primeiros ‘rabiscos’ de concepção do protótipo visando seu desenvolvimento para 2014. À primeira vista, ainda no carbono, o carro tem um visual muito agressivo na seção dianteira, repleta de defletores e com uma espécie de deriva marcando dois níveis numa frente bastante proeminente. A tomada de ar é central, acima do habitáculo e as laterais têm desenho bastante peculiar. Os engenheiros da Oreca procuraram otimizar a parte aerodinâmica do carro para torná-lo, de saída, o mais competitivo entre os protótipos LMP1 sem vínculo com equipes de fábrica.

Quem é quem – Mundial de Endurance 2014: classe LMP2

RIO DE JANEIRO - Continuamos a apresentação das escuderias inscritas no FIA World Endurance Championship. Agora é a vez dos times da LMP2, a segunda divisão dos protótipos. A subclasse, aliás, não começa bem neste campeonato.

Problemas técnicos e financeiros vêm afligindo pelo menos três equipes. A Strakka Racing, embora com o Dome S103 pronto, preferiu saltar a etapa de Silverstone e também as 6 Horas de Spa-Francorchamps, com o objetivo de dar mais confiabilidade ao novo projeto. A Millenium Racing também desfalca o grid da 1ª etapa porque um dos apoiadores falhou o pagamento. E os russos da SMP Racing têm sofrido por tabela com as sanções impostas por UE e EUA ao governo de Vladimir Putin por conta da luta da Rússia contra a Ucrânia pela Crimeia. Mesmo assim, os carros do time que tem assistência da AF Corse estão na abertura do campeonato.

Com os forfaits de Strakka e Millenium, apenas quatro dos sete inscritos abrem a temporada – o que é lamentável. Em Spa, por conta da preparação para as 24 Horas de Le Mans, são aguardados vários carros do ELMS na pista belga.

Eis as equipes da LMP2 no WEC:

STRAKKA RACING
Sede: Silverstone, Northants (Inglaterra)
Chefe de equipe: Karl Patman
Diretor técnico: Piers Phillips
Carro: Dome Strakka S103
Motor: Nissan VK45DE 4,5 litros V8
Transmissão: Ricardo sequencial de 6 marchas
Pneus: Michelin
Pilotos: Danny Watts/Nick Leventis/Jonny Kane (#21)

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O regresso da Strakka às competições de Endurance após os problemas enfrentados em 2013 com seu projeto de LMP1 era aguardado com grande expectativa. A parceria com a Dome foi consumada e o desenvolvimento de um novo protótipo foi feito no tempo esperado. Mas faltaram testes dinâmicos suficientes para auferir confiabilidade ao novo S103 e o carro não foi visto no The Prologue em Paul Ricard. A decepção veio com a confirmação de que o Dome não será visto nas pistas pelo menos até o Journée Test das 24 Horas de Le Mans, o que fará com que a Strakka tenha que trabalhar, pelo resto do campeonato, com a limitação de apenas dois motores.

MILLENIUM RACING
Sede: Silverstone, Northants (Inglaterra)
Chefe de equipe: Simon Dowson
Diretor técnico: Nick Carpenter
Carro: Oreca 03
Motor: Nissan VK45DE 4,5 litros V8
Transmissão: Xtrac sequencial de 6 marchas
Pneus: Dunlop
Pilotos: John Martin/Fabién Giroix/Oliver Turvey (#22) e Stefan Johansson/Mike Conway/Shinji Nakano (#23)

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O projeto da Millenium Racing, em parceria com a Delta Motorsports de Simon Dowson é ambicioso. A equipe se inscreveu para o WEC com dois Oreca 03 com motor Nissan, mas nenhum dos carros será visto em Silverstone, após boas performances no The Prologue, em Paul Ricard. O dinheiro que viria do fundo de investimentos OMD, dos Emirados Árabes, não foi depositado no prazo aguardado e a Millenium Racing, que tinha feito o shakedown de seus protótipos num campo de pouso de aeronaves lá mesmo na Inglaterra, se viu forçada a adiar sua estreia para Spa. O plantel de pilotos mescla experiência e velocidade, com nomes que passaram pela Fórmula 1 feito os veteranos Stefan Johansson e Shinji Nakano, junto aos promissores John Martin e Oliver Turvey. Mike Conway, emprestado pela Toyota, participa do campeonato também. Fabién Giroix, que se associou à Delta Motorsports a partir do Bahrein, completa o lineup de pilotos.

G-DRIVE RACING
Sede: Moscou, Rússia
Chefe de equipe: Philippe Dumas
Diretor técnico: Thierry Bouvet
Carro: Morgan LMP2
Motor: Nissan VK45DE 4,5 litros V8
Transmissão: Xtrac sequencial de 6 marchas
Pneus: Dunlop
Pilotos: Roman Rusinov/Julien Canal/Olivier Pla (#26)

Onroak Automotive is aiming for another title with G-Drive Racin

Com financiamento vindo da Rússia, a G-Drive Racing se apresenta para seu terceiro campeonato seguido no WEC. Depois de se associar à Signatech em 2012 e ao time de Simon Dowson e Alan Docking na última temporada, neste ano a empresa do grupo Gazprom formou uma parceria com a OAK Racing. Por isso, o time vem com os chassis Morgan comercializados pela Onroak Automotive de Jacques Nicolet, que cedeu engenheiros, mecânicos e pessoal técnico para a empreitada. Nos testes, o carro andou bem. Roman Rusinov, que traz o valioso patrocínio, entra no campeonato ao lado do ótimo francês Olivier Pla e de Julien Canal, que sobe da LMGTE-AM, na qual corria pela Larbre Competition, para a LMP2.

SMP RACING
Sede: Moscou, Rússia
Chefe de equipe: Boris Rotemberg
Diretor técnico: Benjamin Durand
Carro: Oreca 03
Motor: Nissan VK45DE 4,5 litros V8
Transmissão: Xtrac sequencial de 6 marchas
Pneus: Michelin
Pilotos: Sergey Zlobin/Nicolas Minassian/Maurizio Mediani (#27) e Viktor Shaitar/Kyrill Ladygin/Anton Ladygin (#37)

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Mesmo com os problemas decorrentes das sanções governamentais aos empreendimentos russos no exterior, a SMP Racing conseguiu, a muito custo, confirmar sua participação nas 6 Horas de Silverstone e a ausência de mais dois carros além dos três que ficaram fora seria um vexame histórico. Com o apoio da AF Corse, os russos chegam ao WEC com dois carros e muita vontade de fazer bonito. A experiência de Nicolas Minassian será o ponto chave do sucesso do carro #27, que ainda terá Sergey Zlobin e Maurizio Mediani. Estes dois últimos competiram juntos em algumas provas no ELMS e ainda darão duplo expediente em Silverstone, correndo também de Ferrari GT no Europeu. O trio do #37 é 100% composto por pilotos russos, com os irmãos Kyrill e Anton Ladygin, mais Viktor Shaitar.

KCMG RACING
Sede: Kowloon, Hong Kong
Chefe de equipe: Maarten De Busser
Diretor técnico: Maarten De Busser
Carro: Oreca 03
Motor: Nissan VK45DE 4,5 litros V8
Transmissão: Xtrac sequencial de 6 marchas
Pneus: Dunlop
Pilotos: Matthew Howson/Richard Bradley/Tsugio Matsuda (#47)

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Após duas aparições no WEC ano passado, incluindo uma visita às 24 Horas de Le Mans, a equipe KCMG, com sede em Hong Kong, agora encara o Mundial de Endurance como seu principal desafio para a temporada 2014. Como preparação, uma boa participação no Asian Le Mans Series, no qual brigaram de igual para igual com a OAK Racing pelo título na LMP2. Neste ano, trocam o chassis Morgan pelo Oreca, trazendo como novidade o engenheiro Maarten De Busser, que acumula os papéis de chefe de equipe e diretor técnico do time fundado por Paul Ip. Em Silverstone, o japonês Tsugio Matsuda se junta aos britânicos Matthew Howson e Richard Bradley na prova de abertura. Alexandre Imperatori fechou para disputar cinco das corridas restantes do calendário – Le Mans inclusive.