E lá vamos nós…

RIO DE JANEIRO – Muito bem: é hora da bandeira quadriculada para o A Mil Por Hora.

Não… o blog NÃO encerrou sua trajetória. Muito pelo contrário: estamos iniciando, a partir de hoje, 9 de maio, uma nova fase.

O blog passa a fazer parte do leque de opções do Grande Prêmio, para o qual já escrevo colunas desde março. Será um prazer e uma honra fazer parte também com o blog do timaço comandado pelo Flavinho Gomes e pelo Victor Martins.

Conto com a valiosa audiência de todos vocês para alavancar ainda mais um espaço que, em menos de dois anos, somou 1,7 milhão de pageviews, sem estar vinculado a nenhum portal. A força de vocês foi fundamental para essa marca expressiva. E isso não tem preço.

Então, convido todos vocês a acessar o novo A Mil Por Hora, clicando neste link. O conteúdo que aqui estava, foi migrado para lá, na íntegra. Aos poucos, vamos afinando pequenos detalhes que ainda não foram corrigidos. Mas é questão de tempo.

Obrigado a todos, mais uma vez!

Retrô

2014581621686_temp_Penske_Castroneves_IIRIO DE JANEIRO - E aí está a pintura retrô do carro #3 de Hélio Castroneves para a disputa das 500 Milhas de Indianápolis pelo Team Penske. Além do piloto brasileiro, somente Johnny Rutherford e Rick Mears guiaram – e venceram – com esta pintura no mítico oval de 2,5 milhas em toda a história. Lembrei que Al Unser venceu também com um carro amarelo em 1987, mas o patrocínio era Holset/Cummins.

Eu achei sensacional essa ideia e, se vocês prestarem atenção, o capacete que está ali em cima do defletor lateral também remete ao “casco” de Rick Mears, o Rei dos Ovais.

Salut, Gilles

image1RIO DE JANEIRO - Lá se vão 32 anos desde o sábado, 8 de maio de 1982. Nesse dia, morreu o canadense Gilles Villeneuve, ídolo de toda uma geração que acompanhava automobilismo. Foi a primeira vez que chorei com a morte de um piloto – porque eu era fã do canadense – e não fui o único: meu pai, que estivera comigo no GP do Brasil em Jacarepaguá, naquele ano, não conseguiu conter as lágrimas de tristeza.

Em 2012, quando completou-se 30 anos da perda monumental, publiquei no meu ex-blog algumas frases ditas por ele e por outros sobre Gilles Villeneuve, que tomo a liberdade de republicar hoje, aqui e agora.

“O meu cheiro preferido é o da borracha queimada.”
(Gilles Villeneuve)

“Foi o piloto mais maluco que a Fórmula 1 já viu.”
(Niki Lauda)

“Saí da pista muitas vezes, mas me diverti muito.”
(Gilles Villeneuve)

“Ele era maluco, mas era um fenômeno. Conseguia fazer coisas que eram inalcançáveis para os demais.”
(Nelson Piquet)

“A minha estratégia? É andar o mais rápido possível o tempo todo.”
(Gilles Villeneuve)

“Penso que temos em Gilles um piloto maravilhoso.”
(Enzo Ferrari)

“Ele sempre arriscou mais do que qualquer outro piloto. Foi assim que construiu sua carreira.”
(Eddie Cheever Jr.)

“O homem é uma ameaça pública.”
(Ronnie Peterson)

“Enquanto eu queria me manter vivo, Gilles queria ser o mais rápido sempre – mesmo nos testes.”
(Jody Scheckter)

“O comendador, em pessoa, me telefonou e perguntou: ‘Você está pronto para guiar para nós?’ E eu respondi: ‘É claro que estou’”
(Gilles Villeneuve)

“Gilles foi o homem mais genuíno que conheci.”
(Jody Scheckter)

“Não se esqueçam que Nuvolari ganhou uma corrida só com três rodas.”
(Enzo Ferrari)

“Disse para mim mesmo: ‘Este é o Scheckter, este é o Andretti e eu consigo andar com eles.’ Fiquei muito satisfeito.”
(Gilles Villeneuve)

“Estava à espera de que uma Renault pudesse aparecer durante a largada, mas do nada veio uma Ferrari. Fui pego de surpresa e pensei: ‘De onde raios veio Villeneuve?’”
(Alan Jones)

“Ele é diferente de nós.”
(Jacques Laffite)

“Conheci apenas um piloto com a mesma capacidade que Villeneuve demonstrava ao controlar um carro: Jim Clark.”
(Chris Amon)

“Somente duas pessoas poderiam ter feito aquilo – Villeneuve e eu. Para mim, aquilo é a melhor memória de Gilles. Ele era uma ótima pessoa tanto fora, quanto dentro da pista. Gostava dele porque era natural. Ele era muito popular porque dizia exatamente o que estava na sua cabeça. Aquilo era muito importante para mim.”
(René Arnoux)

“Não penso em morrer. Mas aceito o fato de que a morte faz parte do jogo.”
(Gilles Villeneuve)

“Pensei que ele talvez fosse um pouco maluco.”
(Joanna Villeneuve)

Sua Majestade, Jair Rodrigues

Aperte o Play! Jair RodriguesRIO DE JANEIRO - Jair Rodrigues de Oliveira era daquelas pessoas que a gente achava que iria ficar por muito tempo neste plano, nesta vida. Pelo menos era a minha impressão, pois sempre percebi nele uma alegria infinita de viver. O “Cachorrão”, como era conhecido, transpirava simpatia e sorrisos, com quem quer que fosse.

Mas hoje, qual não é a nossa surpresa ao saber que o Jair Rodrigues se foi.

Setenta e cinco anos de idade, mais de cinquenta de carreira. Dois filhos – Luciana Mello e Jairzinho – que seguiram os passos do pai, orgulhosos do ídolo e referência. Um artista avant la lettre: foi o nosso primeiro rapper - alguém tem dúvidas disso? – com o clássico “Deixa isso pra lá”, aquele das mãozinhas pra cima e pra baixo. Ele foi também um grande intérprete de sambas, que na verdade pontuaram mais a sua carreira nos palcos e nos discos, mas como bom sujeito nascido em Igarapava, no interior de São Paulo, foi amamentado pelas modas de viola – que cantava com a alma, com o coração.

Por ser um intérprete versátil, carismático e sobretudo divertido, Jair foi requisitado para participar do histórico programa O Fino da Bossa com Elis Regina e os não menos históricos discos Dois na Bossa, que o alavancaram para o patamar das grandes estrelas da MPB. Embora Ronaldo Bôscoli tivesse sérias restrições ao jeitão de Jair, que era um tanto quanto espalhafatoso, a dupla fazia sucesso – até que as circunstâncias os separaram.

Jair foi também figura de proa na Era de Ouro dos Festivais de MPB. No de 1966, imortalizou a “Disparada” de Théo de Barros e Geraldo Vandré, tornando-a um clássico, talvez a maior música sertaneja da história. Também foi protagonista involuntário da confusão envolvendo a canção “O combatente” (cuja torcida organizada vaiou a desclassificação da música, provocando uma quizumba no Teatro Paramount), no ano seguinte e defendeu “A família”, música escrita por Ary Toledo e Chico Anysio, junto aos Golden Boys em 1968 – ano em que também participou de forma brilhante na interpretação de “Canto chorado” (Billy Blanco), com os Originais do Samba.

Ao todo, foram 43 discos lançados como intérprete, incluindo a série Dois na Bossa. Em muitos deles, Jair imortalizou com sua voz sambas lendários como “Tristeza”, “Foi um rio que passou em minha vida”, “Festa para um rei negro”, “Orgulho de um sambista”, “Diz que eu fui por aí”, “Saudosa maloca”, “Sou da madrugada”, “As quatro estações do ano”, “Lendas do Abaeté” e por aí afora.

Mas as modas de viola, vez ou outra, eram lembradas e igualmente imortalizadas na sua voz. Quem há de esquecer d’ele cantando “A majestade, o sabiá” e “Menino da porteira”? Difícil… muito difícil.

A voz de Jair Rodrigues se cala, infelizmente, neste 8 de maio de 2014. A música brasileira fica, a cada dia, mais triste e mais pobre.

Ficarão para sempre as canções e a saudade.

Dê um beijo na Elis e um abraço no Vina, “Cachorrão”. E avise para eles que a coisa tá cada vez mais preta. Mas a gente vai levando…

Surpresa

RIO DE JANEIRO - O artigo foi escrito em 24 de abril mas só hoje, dando uma fuçada no Google, terminei por descobrir que um blog de uma disciplina da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), cidade do interior do Paraná, teceu os mais rasgados elogios ao A Mil Por Hora.

O texto escrito por Daniel Schneider diz que o blog é uma ótima opção para acompanhar e conhecer novas séries de corridas. Não à toa, o total de pageviews ultrapassou a casa de 1,7 milhão nesta quarta-feira e com certeza os números chegarão a 2 milhões ainda antes do fim do ano.

Fico surpreso, agradecido e envaidecido porque o A Mil Por Hora virou alvo da matéria Crítica de Mídia, do 2º ano do curso de jornalismo da UEPG. São situações como esta que fazem valer a pena manter esse espaço.

A volta

RIO DE JANEIRO - O confrade de Fox Sports Paulo Lima foi o portador da melhor notícia que eu podia ter no mês de maio: John Pizzarelli, um dos maiores guitarristas de jazz contemporâneo, que prestou tributos sensacionais aos Beatles, Frank Sinatra e a Nat King Cole, volta ao Brasil para uma temporada e o Rio de Janeiro fará parte das apresentações do músico, que também se apresenta em São Paulo, no lendário Bourbon Street e também em Natal, Recife e Porto Alegre.

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O show de Pizzarelli no Rio será em 15 de maio, uma quinta-feira, no Teatro Bradesco Rio, na Av. das Américas, 3.900, no shopping Village Mall. O guitarrista de 54 anos, completados no último dia 6 de abril, é um habitué dos palcos brasileiros. Tive a oportunidade de assistir ao vivo a um de seus shows no finado Mistura Fina da Lagoa, em 2005. Além de um tremendo músico e de uma ótima banda de apoio, com Tony Tudesco na bateria, Martin Pizzarelli (seu irmão mais novo) no contrabaixo e Larry Fuller no piano, ele tem uma simpatia e um carisma inexcedíveis. Recebeu o público com o maior carinho no intervalo entre o primeiro e o segundo shows naquela oportunidade. Ele autografou todos os CDs que levei e tirou uma foto comigo, que reproduzo aqui acima.

Pizzarelli tem, além do mérito das grandes homenagens – considero excepcionais os discos em que ele recria os clássicos dos Beatles e de Nat King Cole – um bom humor nos palcos que é fora de série. Um de seus mais divertidos números é “I like Jersey best”. Nessa canção, ele faz imitações de Bob Dylan, Lou Reed, Beach Boys, Mel Tormé, Billie Holliday e, recentemente, incorporou à sua performance Bee Gees e Roy Orbison. As risadas da plateia são inevitáveis!

Por conta de seu regresso ao Brasil, “I like Jersey best”, com John Pizzarelli e banda é o clip da semana.