Direto do túnel do tempo (63)

63415_323469941111779_826335358_nRIO DE JANEIRO - Leitores e leitoras do blog até poderão se questionar:  o que faz Cláudio Marzo num blog de automobilismo – e ainda por cima bem mais moço?

Simples: esta é uma foto tirada em 1969 no antigo Autódromo de Jacarepaguá, onde foram feitos takes de apoio para as cenas que envolviam Marzo, no papel de um piloto de corridas, Marcelo Montserrat, para a novela “Véu de Noiva”, exibida entre 10 de novembro de 1969 e 6 de junho de 1970, no horário das 20h.

No folhetim escrito por Janete Clair, que trazia pela primeira vez o universo do automobilismo às novelas, Marcelo vivia um relacionamento duplo com Irene (Betty Faria) e Andréa (Regina Duarte). “Véu de Noiva” é a primeira novela com trilha sonora original – produzida por Nelson Motta e comercializada pela Philips, com canções como “Irene”, de autoria de Caetano Veloso e “Teletema”, de Antônio Adolfo/Tibério Gaspar, cantada por Evinha, do Trio Ternura, e que venceria o FIC de 1969 com “Cantiga por Luciana”.

A novela contou com o falecido Antonio Carlos Scavone, que trouxe nos anos seguintes ao Brasil categorias internacionais como a F-Ford, a F-3, a F-2 e até a Fórmula 1, como consultor técnico ao lado de Júlio César, aqui encoberto na foto. Reparem ao fundo na enorme câmera usada na gravação de externa e, mais atrás, o famoso Globossauro, o ônibus de externa que, segundo Daniel Filho, tinha um gerador de energia que fazia um monstruoso esporro que vazava nas gravações de “Irmãos Coragem”.

Agora, a pergunta: vocês não têm ideia quem é o outro ator ao lado de Cláudio Marzo, não é mesmo?

É ninguém mais ninguém menos que Oswaldo Loureiro!

A foto, aliás, é cortesia do acervo preciosíssimo do grande Sidney Cardoso, publicada com a devida autorização do próprio.

Há 44 anos, direto do túnel do tempo.

Tudo pronto para o GP de Barber

RIO DE JANEIRO - Neste sábado, será realizada a 3ª etapa da Rolex Sports Car Series – a Porsche 250 – no seletivo e complicado circuito Barber Motorsports Park, com 3,7 km de extensão e nada menos que dezessete curvas, na cidade de Birmingham, no Alabama.

Quem estará ausente neste fim de semana é o brasileiro Oswaldo Negri, que foi operado para ficar 100% curado da fratura que quase o tirou das 24h de Daytona e essa cirurgia, além da recuperação, o deixará de fora em Barber e também na 4ª etapa, marcada para o dia 20 em Road Atlanta. Assim, os pilotos brasileiros serão apenas dois – Christian Fittipaldi e Antonio Pizzonia, que inicia neste mês uma maratona de corridas: após Barber, o amazonense voa para disputar as 6h de Silverstone no dia 14 e volta aos EUA para a corrida de Road Atlanta.

Com 65 pontos somados, Memo Rojas/Scott Pruett, da Ganassi, lideram o campeonato na divisão Daytona Prototype, seis à frente de Alex Gurney/Jon Fogarty e onze a mais que Ryan Dalziel/Alex Popow. Na GT, mais equilíbrio: Andy Lally/John Potter somam 58 pontos contra 57 de Dion Von Moltke e 56 de Emil Assentato/Anthony Lazzaro.

A lista de inscritos da Grand-Am em Barber está aqui.

Pequenas maravilhas – Ferrari 512 S (1970/1971)

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RIO DE JANEIRO - Este foi o último exemplar que passou pelas bancas do Rio de Janeiro na Ferrari Collection, o 41º de um total de cinquenta e duas miniaturas: a Ferrari 512 S, protótipo da Casa de Maranello que competiu nas pistas internacionais no início dos anos 70.

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O carro da foto é o #12 da Écurie Francorchamps, com sua indefectível cor amarela, alinhado para o Baron Hughes De Fierlant e Alistair Walker nas 24 Horas de Le Mans de 1970. O belga Jean Beurlys, sogro de Jacky Ickx, também estava listado para andar no carro – mas não correu.

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Com o protótipo dotado de motor 512 V12 a 60º de 5 litros de capacidade cúbica, De Fierlant e Walker qualificaram-se em 25º lugar no grid e terminaram a corrida daquele ano, vencida por Richard Attwood e Hans Herrmann (na primeira vitória geral da Porsche em Sarthe) na 5ª colocação – um tremendo resultado.

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Este mesmo carro, com o chassis #1030, disputara também os 1000 km de Spa-Francorchamps (8º colocado com De Fierlant e o britânico Derek Bell) e também participaria de mais duas corridas: as 9h de Kyalami, onde a dupla chegou em sexto lugar e as 24h de Daytona de 1971, com Gustave Gosselin compondo a dupla com Hughes De Fierlant. Os dois largaram em oitavo, mas o carro teve problemas mecânicos e eles não terminaram a competição.

A 512 S foi antecedida pela não menos bela 312 P e no ano de 1971, já existia a 512 M. Os grandes protótipos com motores de alta capacidade cúbica foram banidos do Mundial de Resistência em 1972 em prol dos modelos 3 litros, mas ainda foram vistas muitas Ferrari 512 M na Intersérie e até no Brasil, quando Herbert Müller disputou os 500 km de Interlagos tendo Reinhold Joest e Luiz Pereira Bueno como seus principais adversários.

O último ‘duplo’ campeão

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RIO DE JANEIRO - Uma vez que nos aproximamos do início do Mundial de Motovelocidade, que dá a largada neste fim de semana em Losail, no Catar, cabe lembrar aqui do último piloto que venceu dois campeonatos num mesmo ano. Foi em 1985 e a façanha coube a “Fast” Freddie Spencer.

Nascido Frederick Bourdette Spencer em 20 de outubro de 1961 na cidade de Shreveport, na Louisiana, “Fast Freddie” tem números impressionantes numa carreira pontuada por inúmeras lesões (principalmente tendinite) que o fizeram abandonar o motociclismo prematuramente, aos 32 anos, em 1993. Foram 27 vitórias no Mundial de Motovelocidade em somente 72 corridas disputadas, 39 pódios, 33 pole positions e 24 recordes de volta em prova.

Campeão das 500cc em 1983 e impedido de repetir o feito em 1984 por ficar de fora em cinco corridas, “Fast Freddie”, com o apoio do HRC, apareceu para a temporada de 1985 inscrito tanto nas 500cc quanto nas 250cc. Os adversários não acreditavam naquilo. Seria capaz do garoto, então com 23 anos, andar tão bem em duas máquinas distintas?

Se não era possível para outros, Spencer mostrou que tinha talento de sobra para ser campeão com o que quisesse e pudesse. Num ano livre de lesões, o estadunidense matou a pau. Conquistou seis vitórias consecutivas nas 250cc e quatro nas 500cc. Em cada campeonato, venceu sete vezes no ano. Campeão antecipado das 250cc na 10ª etapa e das 500cc na penúltima, nem se preocupou em correr na última do ano.

Infelizmente para o motociclismo e seus fãs, aquele foi o último grande momento de Spencer no Mundial. A Honda teve paciência com ele por mais dois anos, mas não renovou o compromisso e “Fast Freddie” teve em 1988 um ano sabático. Voltou na temporada seguinte pela equipe Marlboro-Yamaha chefiada por Giacomo Agostini e seu melhor resultado em 10 etapas de que participou foi um 5º posto na Espanha. Sua despedida foi em 1993, com um melancólico décimo-quarto lugar na Itália, alinhando uma YZR500 da equipe Yamaha França.

Saudosas pequenas – Forti Corse, parte I

guido-fortiRIO DE JANEIRO -  A penúltima equipe da série Saudosas Pequenas chega ao blog: fundada por Paolo Guerci e Guido Forti (foto ao lado), a Forti Corse começou no automobilismo na Itália, no popular e competitivo Campeonato Italiano de Fórmula 3 (nos bons tempos, é claro). Entre 1985 e 1989, quatro de seus pilotos levaram a taça para casa – pela ordem: Franco Forini (1985), Enrico Bertaggia (1987), Emanuele Naspetti (1988) e Gianni Morbidelli (1989). Nada mal. E de quebra, Bertaggia ainda venceu os GPs de Macau e Mônaco e Morbidelli, o Europeu de Fórmula 3.

A equipe continuou na categoria até 1992, quando deu prioridade à Fórmula 3000, categoria que já disputava regularmente desde 1987. No primeiro ano, o time usou chassis Dallara e entre seus pilotos estava Nicola Larini, que conseguiu um 16º posto no circuito de rua de Birmingham. No ano seguinte, ainda com os Dallara, Enrico Bertaggia foi sétimo em Monza.

Em 1989 e 1990, Guido Forti concentrou-se no preparo de apenas um carro, respectivamente para Claudio Langes e Gianni Morbidelli. Este último deu à equipe sua primeira vitória na Fórmula 3000 no circuito de Enna-Pergusa, na Sicília. Na temporada seguinte, Emanuele Naspetti ganhou quatro vezes de forma consecutiva, insuficientes, porém, para fazê-lo campeão – o título foi do brasileiro Christian Fittipaldi.

No ano de 1992, com três pilotos diferentes em seus carros, a Forti ganharia mais três provas na Fórmula 3000 – uma com Emanuele Naspetti e mais duas com Andrea Montermini. A equipe, que já passara pelo Brasil na Fórmula 3 sul-americana, inclusive dando a Rubens Barrichello a chance de estrear na categoria após o título europeu da Fórmula Opel – e vencer em Interlagos – estreitou os laços com o país com a chegada de Pedro Paulo Diniz em 1993 ao time.

O piloto paulista teve Olivier Beretta como companheiro e foi o monegasco quem venceu na primeira prova do ano em Donington Park, somando todos os 20 pontos do time naquele ano. Diniz teve como melhor resultado um 7º posto em Enna-Pergusa. O brasileiro melhoraria em 1994, ano em que fez um quarto lugar no Estoril, enquanto o japonês Hideki Noda foi 3º em Pergusa e quinto em Silverstone.

Para o ano de 1995, a Forti Corse – já com Carlo Gancia, filho do antigo presidente da CBA Piero Gancia como um dos sócios –  resolveu dar o seu mais ambicioso salto e, com o dinheiro vindo dos patrocínios generosos de Pedro Paulo Diniz, cujo pai Abílio era na época o poderoso dono dos Supermercados Pão de Açúcar, inscreveu-se para o Mundial de Fórmula 1. O principal apoio era da Parmalat que, somado aos outros sponsors, cobria (mas não muito) o orçamento necessário para a montagem de um time com dois carros.

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O primeiro bólido, o FG01, foi concebido pelo engenheiro argentino Sergio Rinland, com a colaboração de Giorgio Stirano. O carro foi apresentado no último dia de janeiro daquele ano em Alessandria, na sede do time, apenas com Pedro Paulo Diniz como o único piloto confirmado.

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Iniciados os testes de pré-temporada, ficou claro que a equipe, embora tivesse tradição na Fórmula 3 e Fórmula 3000, iria penar um bocado em seu primeiro ano na categoria máxima. Embora os tempos mostrassem o progresso do estreante Diniz a bordo do carro amarelo, faltava velocidade e a comparação com os tempos obtidos pelos times grandes chegava a ser covardia.

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Aí a Forti Corse, que ainda não tinha segundo piloto definido, trouxe o “pau para toda obra” Roberto Pupo Moreno, figura de proa em muitas das equipes da série, que a princípio correria apenas nas duas primeiras provas do ano: o que não faltava era gente com grana, disposta a pegar o cockpit do carro #22. E a Forti Corse, para ficar segura, precisaria de mais alguns milhões de dólares para completar o orçamento e assegurar, pelo menos, o pagamento em dia das revisões dos seus motores Ford Cosworth ED.

E três anos após o Andrea Moda S921, lá foi Moreno andar num carro em que não testou um metro na pré-temporada, no fim de semana do GP do Brasil de 1995. Em Interlagos, o Baixo conseguiu uma façanha notável: qualificou-se à frente das duas Simtek de Jos Verstappen e Mimmo Schiattarella. Mas abandonou em decorrência de uma rodada na 47ª volta, quando vinha em décimo-primeiro. Diniz cumpriu à risca o objetivo de terminar a corrida – mesmo que sete voltas atrás do vencedor, foi o 10º colocado.

Na Argentina, os FG01 padeciam de absoluta falta de velocidade de ponta em reta – segundo consta, eram 70 km/h mais lentos que todos os outros adversários com os motores Ford Cosworth ED. E tome tirar pressão da asa traseira, o que tornou os bólidos inguiáveis nas curvas. Como efeito, Moreno e Diniz levaram nove voltas do vencedor Damon Hill e não receberam classificação, embora tenham visto a quadriculada em Buenos Aires.

Em Imola, Paolo Guerci, o antigo fundador e engenheiro, se juntou novamente ao time, já que Sergio Rinland pediu as contas. Nada mudou: o carro tinha um erro conceitual de projeto, era excessivamente pesado e para piorar, tinha câmbio manual e não semi-automático (é com ou sem hífen?), como 90% dos times da época. Claro que o carro continuava lento. O jeito para Moreno e Diniz era ganhar quilometragem e dar horas de voo ao time. No circuito Enzo e Dino Ferrari, terminaram sete voltas atrás de Hill, novamente vencedor.

No GP da Espanha, a equipe já tinha conseguido reduzir o peso do carro em sete quilos, o que certamente daria mais alguns décimos e velocidade ao FG01. Mas ninguém terminou a corrida de Barcelona: Diniz teve o câmbio quebrado e Moreno, problemas na bomba d’água do #22. Em Mônaco, os novos chassis, mais leves (ou menos pesados, como queiram) já estavam à disposição de ambos. Pedro Paulo conseguiu um excelente 21º posto no grid e Moreno foi o vigésimo-quarto. Na corrida, enquanto o paulista chegava ao fim em 10º, o Baixo quase sofreu um gravíssimo acidente: ficou sem freio na tomada da Ste. Dèvote e conseguiu fazer o carro rodar antes de ser destruído na barreira de proteção.

A saída da Simtek após a corrida de Monte-Carlo não mudou muito as coisas em Montreal. Os dois pilotos da Forti dividiram a última fila e nenhum deles chegou ao fim. O caso de Moreno, confirmado no time até o fim do ano, foi o mais cruel: com o sistema de alimentação quebrado, parou no meio do circuito sem combustível…

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Na França, o chassi que já tinha emagrecido um pouco fez uma bela dieta: perdeu 23 kg e além disto, o FG01 ganhou novos pontões laterais e um bico alto, estilo Benetton. Como as revisões à Cosworth estavam sendo pagas de forma correta e a Pacific já devia grana aos fornecedores, a Forti passou a receber motores mais potentes. O fosso em relação ao time britânico diminuía a olhos vistos, mas em Magny-Cours os problemas prosseguiram: com o revestimento do pedal do acelerador solto, a cola grudou na sapatilha, melecou a sola e Moreno foi apenas o 16º colocado e Diniz se envolveu numa carambola no início da corrida, abandonando.

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Nas velozes pistas que vieram na sequência – Silverstone e Hockenheim – a sorte da equipe e dos pilotos não mudou muito. Diniz ainda conseguiu o 20º posto no grid do GP da Inglaterra e na Alemanha os dois se classificaram melhor que a dupla da Pacific, numa evidente evolução mecânica do time. Mas não houve resultados. Ainda penando com o câmbio manual Hewland, os pilotos levavam do jeito que dava e pelo menos na Bélgica conseguiram terminar a corrida, na 13ª e 14ª posições, respectivamente, com Moreno atrás de Pedro Paulo.

O tão esperado câmbio semi-automático deveria ter estreado na Itália, mas ficou só na promessa. Mesmo assim, em Monza, no país-sede do time, Pedro Paulo conseguiu um excelente 9º lugar, o que para aquela época onde os carros quebravam muito mais do que nos dias de hoje, era mesmo muito bom. Imaginem só uma HRT da vida fazendo, em 2013, o que fez o brasileiro em Monza? Somaria pontos no Mundial de Construtores!

Pulemos essa parte, portanto: em Portugal, a situação voltou a ser a de sempre: pit stops problemáticos, carro ainda lento e pilotos com problemas ao longo da corrida. Resultado: Diniz em 16º e Moreno logo atrás. E o veterano brasileiro não mudou sua sorte no GP da Europa, em Nürburgring, abandonando aquela corrida. Já Pedro Paulo conseguiu uma façanha que merece ser escrita em caixa alta: por sete voltas, ANDOU NA FRENTE DAS DUAS McLAREN DE MARK BLUNDELL E MIKA HÄKKINEN.

Pode parecer mentira, mas foi isso mesmo que aconteceu naquele dia 1º de outubro de 1995, numa pista traiçoeira e molhada. Até, claro, a McLaren desfazer a cagada que foi mandar seus dois pilotos para largar com pneus de pista seca rezando para que não chovesse mais – e é claro que choveu. Diniz fez o que pôde: com a 18ª melhor volta da corrida, completou em décimo-terceiro, cinco voltas atrás de Michael Schumacher, que na época soltou uma frase sobre o piloto brasileiro.

“Um dos que mais admiro hoje na Fórmula 1 é o (Pedro Paulo) Diniz. Confesso que não sei de onde ele tira tanta motivação para guiar um carro tão lento”, falou o então campeão mundial.

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O que Schumacher não sabia é que Diniz já estava negociando com outros times para 1996 e Moreno estava com os dias contados dentro da própria Forti Corse, antes do ano de 95 terminar. Para o GP do Pacífico, em Aida, a Forti Corse anunciara a sua substituição pelo japonês Hideki Noda, que tentara com alguns ienes salvar a Larrousse da falência no ano anterior. Engraçado que o japonês consumara um acordo com a Simtek para aquele mesmo ano de 1995 e ficara a pé porque o time de Nick Wirth faliu. Mais engraçado ainda é que a FIA não cedeu a Superlicença a Noda, que ficou chupando o dedo.

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Moreno foi localizado em Hong Kong e, graças a proximidade com o Japão, chegou a tempo de participar dos treinos, onde os dois FG01 bateram facilmente os Pacific. Na corrida, devagar e sempre, Moreno chegou em 16º e Diniz em décimo-sétimo. Em Suzuka, no GP do Japão, Moreno foi protagonista de um dos momentos mais plásticos de todo o ano no automobilismo, ao decolar com sua Forti Corse em razão de (mais) uma falha de câmbio. Diniz não conseguiria nada melhor: rodou na 32ª volta e abandonou.

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Veio então a última corrida do ano em Adelaide, na Austrália. Àquela altura, o FG01 não era mais o carro mais lento do lote e tanto Moreno quanto Pedro Paulo se classificaram confortavelmente à frente dos dois Pacific, com o Baixo a menos de um segundo do tempo do horroroso Taki Inoue, da Footwork. A última corrida de Moreno na Fórmula 1 acabou num incidente insólito, que também vitimaria o escocês David Coulthard, da Williams (em momentos diferentes, que fique claro): ambos bateram na mureta de acesso aos boxes do circuito urbano.

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Mas Pedro Paulo Diniz levou o carro até o fim. Valente, o brasileiro driblou as dificuldades e andou a corrida inteira à frente do franco-luxemburguês Bertrand Gachot – outra figurinha fácil da série Saudosas Pequenas, visto noutras escuderias. Recebeu a quadriculada em sétimo – no seu melhor resultado do ano – e se a corrida tivesse pelo menos mais três voltas, poderia ter pontuado: a Ligier de Olivier Panis tivera o motor Mugen quebrado e o carro azul era uma verdadeira ‘maria fumaça’ a 200 km/h. Não se sabe como, mas o francês ainda chegou em segundo, duas voltas atrás do vencedor Damon Hill.

A Forti Corse não conseguiu marcar ponto algum em 1995, mas mostrou evolução e disposição para tentar melhorar na categoria. Quer saber se isso aconteceu? Espere então o próximo post…

O exemplo britânico

itv4-UKRIO DE JANEIRO - A internet tem coisas fantásticas em meio a um universo amplo de barbaridades e mediocridades. Uma delas é o oferecimento de torrents de transmissão de corridas internacionais. Sou cadastrado num site – cujo nome vou omitir – de onde baixo vários dos vídeos que gravo para DVD e nesse fim de semana, um deles me chamou a atenção: a cobertura completa da iTV4 realizada no domingo passado em Brands Hatch.

E quando digo completa, é completa MESMO! Duvidam? Então lá vai: gravei num mesmo DVD nada menos que seis horas de automobilismo, com três baterias do British Touring Car Championship (BTCC), uma de Fórmula Ford, duas de Renault Clio Cup, uma de Porsche Carrera Cup, uma do Ginetta Junior Championship e outra da Ginetta GT Supercup.

Façam as contas, então: nove provas em quase seis horas no ar. Com exceção da corrida #1 da Renault Clio Cup e a prova da Fórmula Ford (que já tivera uma bateria no sábado), todas as outras com transmissão ao vivo. E não só isso: com entrevistas, com informação e sem frescura. Pódio? Que nada. O que vale é carro na pista. E isso a cobertura da iTV4 mostrou de lavada.

Ao escrever um post como este, deixo minha admiração aos ingleses, os verdadeiros papas do automobilismo moderno, que tratam o esporte como ele merece. Tá: a iTV tem quatro canais ou qualquer coisa que o valha? E daí? Fazem bem feito e isso é o que importa.

Nesta postagem, não quero cobrar absolutamente nada de emissora alguma de televisão no Brasil. E quem sou eu para fazer isso? Só quero deixar claro que, quando há vontade, desprendimento e principalmente competência, seis horas de automobilismo na televisão passam bem rápido. O exemplo da iTV está nos torrents da vida, para quem quiser ver.

Direto do túnel do tempo (62)

RIO DE JANEIRO - Este blog e o blogueiro sempre foram fãs extremados do Chaparral, fantástico protótipo concebido por Jim Hall e que tornou-se uma lenda da Endurance e da série estadunidense Can-Am. Nomes consagrados não faltaram na condução dos bólidos durante os anos 60: Jo Bonnier, Vic Elford e John Surtees foram alguns deles.

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O Mefistófeles, que sempre deixa seus comentários aqui nos posts sobre automobilismo, mandou via e-mail algumas fotos do Chaparral 2H, que competiu no ano de 1969. O detalhe criativo do protótipo fica por conta da aerodinâmica, onde o piloto ficava praticamente ‘embutido’ e havia vidros laterais no spyder para melhor visibilidade.

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O Chaparral 2H corria com motor Chevrolet V8 big block com 7 litros de capacidade cúbica e potência estimada em 560 HP. Um monstro das pistas.

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Há 44 anos, direto do túnel do tempo.

Quatro vagas em aberto para as 6h de Silverstone

7864740178_7812ee79b8_zRIO DE JANEIRO - A menos de uma semana do início das atividades de pista para as 6h de Silverstone, abertura do Campeonato Mundial de Endurance (WEC), restam quatro vagas entre as equipes que estão inscritas na competição. A HVM-Status GP não definiu ainda os parceiros do britânico Jonathan Kennard no Lola LMP2 #30. Falta ainda o terceiro piloto do #44 da Starworks, equipe que vai defender seu título na segunda subclasse de protótipos e o companheiro de Matt Griffin e Jack Gerber na Ferrari #61 da AF Corse.

De mais a mais, a lista de inscritos baixou para 33 carros: temendo um fiasco semelhante ao das 12 Horas de Sebring no ano passado, a Gulf Racing Middle East retirou a inscrição dos seus Lola B12/80 Nissan na classe LMP2. O objetivo do time de Fréderic Fatien e Fabién Giroix, que além de proprietários são dois dos pilotos confirmados, é preparar melhor os bólidos para as 6h de Spa. A partir daí, vão encarar o resto do campeonato e em Le Mans, aparecerão com um Art Car, com pintura diferenciada.

A lista de inscritos atualizada é esta:

LMP1

#1 AUDI SPORT TEAM JOEST DEU
Audi R18 e-tron quattro (M)
Marcel Fässler/Andre Lotterer/Bénoit Tréluyer

#2 AUDI SPORT TEAM JOEST DEU
Audi R18 e-tron quattro (M)
Allan McNish/Tom Kristensen/Loïc Duval

#7 TOYOTA RACING JPN
Toyota TS030 Hybrid (M)
Alex Wurz/Nicolas Lapierre

#8 TOYOTA RACING JPN
Toyota TS030 Hybrid (M)
Anthony Davidson/Stéphane Sarrazin

#12 REBELLION RACING CHE
Lola B12/60 Toyota (M)
Nicolas Prost/Neel Jani/Nick Heidfeld

#13 REBELLION RACING CHE
Lola B12/60 Toyota (M)
Andrea Belicchi/Mathias Beche/Cong Fu Cheng

#21 STRAKKA RACING GBR
HPD ARX-03c (M)
Nick Leventis/Danny Watts/Jonny Kane

LMP2

#24 OAK RACING FRA
Morgan LMP2 Nissan (D)
Alex Brundle/Olivier Pla/David Heinemeier-Hänsson

#25 DELTA-ADR GBR
Oreca 03 Nissan (TBA)
Antonio Pizzonia/James Walker/Tor Graves

#26 G-DRIVE RACING RUS
Oreca 03 Nissan (TBA)
Roman Rusinov/John Martin/Mike Conway

#30 HVM-STATUS GP CDN
Lola B12/80 Judd (D)
Jonathan Kennard/TBA/TBA

#31 LOTUS DEU
Lotus T128 (D)
Kevin Weeda/James Rossiter/Vitanonio Liuzzi

#32 LOTUS DEU
Lotus T128 (D)
Thomas Josef Holzer/Dominik Kraihamer/Jan Charouz

#35 OAK RACING FRA
Morgan LMP2 Nissan (D)
Bertrand Baguette/Ricardo Gonzalez/Martin Plowman

#41 GREAVES MOTORSPORTS GBR
Zytek Z11SN Nissan (D)
Tom Kimber-Smith/Chris Dyson/Michael Marsal

#44 STARWORKS MOTORSPORTS USA
HPD ARX-03b (TBA)
Alex Popow/Ryan Dalziel/TBA

#45 OAK RACING FRA
Morgan LMP2 Nissan (D)
Jacques Nicolet/Jean-Marc Merlin/Philippe Mondolot

#47 KCMG HKG
Morgan LMP2 Nissan (D)
Alexandre Imperatori/Matthew Howson/Jim Ka To

#49 PECOM RACING ARG
Oreca 03 Nissan (TBA)
Nicolas Minassian/Pierre Kaffer/Luis Perez-Companc

LMGTE-PRO

#51 AF CORSE ITA
Ferrari F458 Italia (M)
Giancarlo Fisichella/Gianmaria Bruni/Marco Cioci

#71 AF CORSE ITA
Ferrari F458 Italia (M)
Kamui Kobayashi/Toni Vilander/Olivier Beretta

#91 PORSCHE AG TEAM MANTHEY DEU
Porsche 911 (991) GT3 RSR (M)
Jörg Bergmeister/Patrick Pilet/Timo Bernhard

#92 PORSCHE AG TEAM MANTHEY DEU
Porsche 911 (991) GT3 RSR (M)
Marc Lieb/Richard Lietz/Romain Dumas

#97 ASTON MARTIN RACING GBR
Aston Martin Vantage V8 (M)
Stefan Mücke/Darren Turner

#99 ASTON MARTIN RACING GBR
Aston Martin Vantage V8 (M)
Fréderic Makowiecki/Bruno Senna

LMGTE-AM

#50 LARBRE COMPETITON FRA
Chevrolet Corvette C6-R ZR1 (M)
Julien Canal/Patrick Bornhauser/Fernando Rees

#57 KROHN RACING USA
Ferrari F458 Italia (M)
Tracy Krohn/Maurizio Mediani/Nic Jönsson

#61 AF CORSE ITA
Ferrari F458 Italia (M)
Jack Gerber/Matt Griffin/TBA

#76 IMSA PERFORMANCE MATMUT FRA
Porsche 911 (997) GT3 RSR (M)
Raymond Narac/Christophe Bourret/Jean-Karl Vernay

#81 8STAR MOTORSPORTS USA
Ferrari F458 Italia (M)
Enzo Potolicchio/Rui Águas/Philipp Peter

#88 PROTON COMPETITION DEU
Porsche 911 (997) GT3 RSR (M)
Paolo Ruberti/Christian Ried/Gianluca Roda

#95 ASTON MARTIN RACING GBR
Aston Martin Vantage V8 (M)
Christoffer Nygaard/Allan Simonsen/Kristian Poulsen

#96 ASTON MARTIN RACING GBR
Aston Martin Vantage V8 (M)
Jamie Campbell-Walter/Roald Goethe/Stuart Hall

AsLMS: início adiado para o segundo semestre

aslms-600x350RIO DE JANEIRO – Vai demorar um pouco mais a estreia da Asian Le Mans Series, criada para levar escuderias e pilotos da Ásia para as 24 Horas de Le Mans e criar uma nova cultura de Endurance naquelas bandas. O início do campeonato, previsto para o fim de abril, foi adiado para agosto e duas das pistas que teriam corridas – Xangai e Ordos, ambas na China – estão fora.

Sabe-se que a situação da economia não só no continente, como também no resto do planeta, não é das melhores. As equipes interessadas em fazer parte do certame, assim como a Promotor, parceira do Automóvel Clube do Oeste (ACO) na organização da AsLMS, pediram – e foram atendidas – que houvesse um alargamento nos prazos de inscrição e também o remanejamento do calendário.

Também o número de equipes anunciadas não empolga: só se sabe de dois protótipos LMP2 efetivamente inscritos e outros cinco carros da classe LMGTC, fora eventuais competidores do GT300 japonês que podem se apresentar na etapa de Fuji em 22 de setembro. Decidiu-se pela não inscrição de modelos LMGTE numa classe unificada, como nos moldes do European Le Mans Series (ELMS) e a LMPC, mesmo sem indícios de nenhum carro inscrito, até aqui, está mantida.

A temporada de quatro etapas vai começar em Inje, o novo circuito construído na Coreia do Sul, em 4 de agosto. As demais provas serão em Fuji, no dia 22 de setembro, Zhuhai, na China, em 23 de outubro e por fim Sentul, na Indonésia, em 8 de dezembro.

Mundial de Motovelocidade 2013 – Quem é quem, MotoGP

RIO DE JANEIRO - Chegou o momento de fecharmos o Quem é quem do Mundial de Motovelocidade 2013 com a principal entre as três categorias da modalidade. A MotoGP, além da volta de Valentino Rossi à Yamaha, a estreia de Marc Márquez e outras trocas de pilotos, tem uma outra novidade – esta na esfera desportiva.

Vou tentar explicar aqui: os 24 pilotos inscritos em todo o campeonato, além dos substitutos eventuais e dos possíveis wild-cards em alguns eventos, terão que passar pelo seguinte processo: participar de todos os treinos livres e estar dentro dos 107% do melhor tempo combinado de pelo menos três desses quatro treinos livres. Os dez mais rápidos no somatório de FP1, FP2 e FP3 vão automaticamente para o chamado Q2.

Os restantes 14 pilotos (ou menos, dependendo das circunstâncias), vão para o Q1 e os dois mais rápidos desse treino se juntam aos dez pré-selecionados para o Q2. Cada qualificação terá duração de 15 minutos e assim serão definidas as posições de largada da MotoGP em 2013. Se um piloto não estiver apto a andar no Q1 ou não marcar tempo, automaticamente sairá no fundo do grid.

Este será também o segundo ano de participação das motos Claiming Rule Teams (CRT), que muitos acreditam ser o futuro da MotoGP, onde os protótipos de fábrica seriam abandonados em prol de uma categoria menos custosa. Em 2012, houve críticas, mas certo é que para a temporada que se inicia domingo, equipes ampliaram sua participação e o número de motos CRT subiu para 12. Portanto, o grid está meio a meio entre motocicletas protótipo e os chassis artesanais com motores derivados de modelos de produção em série.

Chega de papo. Hora de conhecer cada um dos artistas do grande espetáculo sobre duas rodas que é a MotoGP.

#04 ANDREA DOVIZIOSO (Itália)
Equipe: Ducati Team
Moto: Ducati Desmosedici GP13
Idade: 27 anos (23/03/1986)
4º colocado na MotoGP em 2012

4-Dovizioso

Após uma sólida temporada com a melhor equipe satélite da MotoGP, a francesa Tech 3, o italiano Andrea Dovizioso, de 27 anos, assume o desafio de devolver competitividade à Ducati, marca que apostou em Valentino Rossi e não pôde proporcionar ao grande campeão uma moto que lhe desse chances de ganhar. Agora, com o investimento da Audi, que comprou a marca de Borgo Panigale, pode ser que as coisas mudem. Dovizioso, que só venceu uma corrida até hoje na MotoGP (quando ainda era piloto da Repsol Honda) tem 10 triunfos no Mundial e foi campeão das 125cc em 2004. É inegavelmente um piloto talentoso, mas parece faltar-lhe aquele “algo mais” que todo grande ídolo precisa ter.

#5 COLIN EDWARDS (EUA)
Equipe: NGM Mobile Forward Racing
Moto: FTR-Kawasaki (CRT)
Idade: 39 anos (27/02/1974)
20º colocado na MotoGP em 2012

5-Edwards

Responda rápido: que chance tem na temporada deste ano um piloto de 39 anos, que em 168 corridas disputadas na MotoGP desde 2003 não venceu nenhuma delas? Ainda mais a bordo de uma CRT? Com todo respeito, mas o estadunidense Colin Edwards, conhecido pelo apelido de “Texas Tornado” (Tornado do Texas), poderia reconhecer que seu tempo na categoria máxima chegou ao fim. Mas, experiente e ainda em forma, pode ajudar mais uma vez a equipe NGM Mobile Forward Racing, que troca o conjunto Suter-BMW pelas FTR-Kawasaki inscritas na regra das CRT. Ano passado, Edwards teve um ano para esquecer. Marcou somente 27 pontos e terminou em vigésimo no Mundial de Pilotos, sua pior classificação desde o ano de estreia em 2003, quando foi 13º colocado.

#6 STEFAN BRADL (Alemanha)
Equipe: LCR Honda MotoGP
Moto: Honda RC213V
Idade: 23 anos (29/11/1989)
8º colocado na MotoGP em 2012

6-Bradl

Campeão com sobras da Moto2 ano retrasado, o alemão Stefan Bradl estreou na MotoGP em 2012 pela equipe do italiano Lucio Cecchinello. E fez uma primeira temporada das mais promissoras: em 18 etapas, só não marcou pontos em quatro e nunca ficou fora dos dez primeiros quando pontuou. Seu melhor resultado foi uma 4ª posição em Mugello. O piloto de 23 anos, filho de Helmut Bradl, vice-campeão das 250cc em 1991, parte em busca do primeiro pódio e talvez da sonhada primeira vitória na MotoGP. Anotem o nome dele: Bradl poderá ser, junto com Cal Crutchlow, a pedra no sapato da turma de cima em 2013.

#7 HIROSHI AOYAMA (Japão)
Equipe: Blusens Avintia
Moto: FTR-Kawasaki (CRT)
Idade: 31 anos (25/10/1981)
25º colocado na MotoGP em 2012

7-Aoyama

Último campeão da história da classe 250cc, o japonês Hiroshi Aoyama nunca se firmou na classe MotoGP. Disputou duas temporadas em 2010 e 2011, ambas com resultados médios, e acabou nas Superbikes ano passado, onde também andou de forma discreta. O piloto de 31 anos regressou à MotoGP para a última corrida do ano em Valência, onde chegou em 13º lugar, já com um contrato para competir em 2013 pela equipe Blusens Avintia, com moto FTR-Kawasaki CRT, ao lado de Hector Barberá. A equipe é boa, mas a parceria com o espanhol não inspira confiança. Provavelmente veremos Aoyama tentando – e não conseguindo – superar as motos da equipe de Jorge “Aspar” Martinez.

#8 HECTOR BARBERÁ (Espanha)
Equipe: Blusens Avintia
Moto: FTR-Kawasaki (CRT)
Idade: 26 anos (02/11/1986)
11º colocado na MotoGP em 2012

8-Barbera

Após disputar a última temporada da MotoGP pela Pramac, equipe satélite da Ducati, com a qual terminou o campeonato em 11º lugar e com três corridas a menos que os rivais, em razão de um acidente que lhe deixou com fraturas, o espanhol Hector Barberá resignou-se em aceitar uma vaga no time Blusens Avintia, com motos CRT. É um piloto rápido – foi duas vezes vice-campeão mundial, uma nas 125cc (2004) e outra nas 250cc (2009), mas muito propenso a acidentes. Manter-se o máximo possível longe do chão é o principal objetivo do piloto de 26 anos para 2013.

#9 DANILO PETRUCCI (Itália)
Equipe: Came IodaRacing Project
Moto: Ioda-Suter-BMW (CRT)
Idade: 22 anos (24/10/1990)
19º colocado na MotoGP em 2012

9-Petrucci

Quando o tcheco Lukas Pések foi anunciado pela Ioda para a MotoGP em 2013, pensei… “xi, o Petrucci perdeu a vaga”. Mas não: o time do experiente Gianpiero Sacchi ampliou as operações e terá duas máquinas CRT este ano. As motos com chassi Suter e motor BMW recebem ‘melhoramentos’ no ateliê do time e são rebatizadas como Ioda-Suter. Em seu primeiro ano na MotoGP ano passado, Petrucci, de 22 anos, fez o que pôde. Seu melhor resultado foi o 8º lugar no GP de Valência, onde o chove-para-chove acabou tornando a disputa uma loteria. Acabou somando tantos pontos no fim do campeonato quanto o experiente Colin Edwards, o que não deixa de ser um bom sinal para ele. Veremos o que poderá fazer em 2013.

#11 BEN SPIES (EUA)
Equipe: Pramac Racing Team
Moto: Ducati Desmosedici GP13
Idade: 28 anos (11/07/1984)
10º colocado na MotoGP em 2012

11-Spies

Eis um piloto em quem ninguém mais aposta na MotoGP: o estadunidense Ben Spies já é considerado desacreditado pela mídia especializada e muitos apostam que o piloto de Memphis, Tennessee, não chega ao fim do campeonato deste ano. De fato, Spies vive um momento terrível na carreira. Sofreu uma série de acidentes ano passado que abalaram sua confiança e o lado psicológico do piloto também está em pandarecos. O quinto lugar no Mundial de 2011, resultado mais do que razoável, já pertence a um passado bastante remoto. Aos 28 anos, Spies precisa agarrar a chance que recebeu na Pramac Racing e mostrar que não está acabado para o esporte.

#14 RANDY DE PUNIET (França)
Equipe: Power Electronics Aspar
Moto: ART (CRT)
Idade: 32 anos (14/02/1981)
13º colocado na MotoGP em 2012

14-DePuniet

Participante regular da MotoGP desde 2006, o francês Randy De Puniet ainda convive com a fama de piloto que mais visita o chão e a brita do que propriamente termina as corridas. Na última temporada, é bem verdade, seu número de abandonos não foi tão alto quanto noutras épocas. Ficou fora da zona de pontos cinco vezes e seu melhor resultado foi um 8º lugar – duas vezes, na Holanda e República Tcheca. Batido por Aleix Espargaró no confronto direto entre os pilotos com motos CRT, o piloto de 32 anos quer dar o troco em 2013.

#17 KAREL ABRAHAM (República Tcheca)
Equipe: Cardion AB Motoracing
Moto: ART (CRT)
Idade: 23 anos (02/01/1990)
14º colocado na MotoGP em 2012

17-Abraham

Nascido na cidade que sedia o GP da República Tcheca, o piloto Karel Abraham, de 23 anos, irá para seu terceiro ano na MotoGP e o primeiro com uma CRT, após ter fracassado fragorosamente a bordo de uma Ducati GP12, levando ferro não só de Aleix Espargaró na classificação do Mundial de Pilotos como também de Randy De Puniet. Posta em dúvida a capacidade de Abraham, podemos deduzir que ele só está ali porque o pai, dono do maior e melhor hospital particular do país, injeta dinheiro na carreira do filho. Em 123 corridas disputadas no Mundial até hoje, desde 2005, Abraham só venceu uma única vez, em Valência, no ano de 2010. É muito pouco.

#19 ÁLVARO BAUTISTA (Espanha)
Equipe: Go & Fun Honda Gresini
Moto: Honda RC213V
Idade: 28 anos (21/11/1984)
5º colocado na MotoGP em 2012

19-Bautista

Esse tirou a sorte grande ano passado: ao herdar a equipe e a moto do saudoso Marco “Urso do Cabelo Duro” Simoncelli, Álvaro Bautista conseguiu enfim fazer uma ótima temporada na MotoGP, após dois anos complicados com a Suzuki. O espanhol de 28 anos foi duas vezes ao pódio em Misano (na pista que homenageia Simoncelli) e Motegi, terminando o campeonato em 5º lugar. Renovou contrato com a equipe de Fausto Gresini para 2013 e é uma aposta para incomodar as quatro grandes feras, assim como Bradl e Crutchlow. Mas ainda é visto com muita desconfiança pela mídia especializada. A ver.

#26 DANI PEDROSA (Espanha)
Equipe: Repsol Honda Team
Moto: Honda RC213V
Idade: 27 anos (29/11/1985)
Vice-campeão da MotoGP em 2012

26-Pedrosa

A temporada 2013 é a do ‘vai ou racha’ para o espanhol Dani Pedrosa. Além da volta de Valentino Rossi à Yamaha e a concorrência natural de Jorge Lorenzo, o outro piloto da marca dos três diapasões, ele tem uma sombra talentosíssima a lhe perseguir este ano, como um fantasma assustador: Marc Márquez, que vem da Moto2 com as credenciais de um possível campeão do mundo na MotoGP. E a possibiilidade disto acontecer realmente pode desestabilizar Pedrosa, que nas sete temporadas anteriores na categoria máxima colecionou três vice-campeonatos. O piloto de 27 anos já foi até beneficiado por mudanças de regulamento que chamaram a MotoGP de “Fórmula Pedrosa”, pois com mirrados 1,60 metro e 51 kg, seria melhor para ele as máquinas com limite de 800cc do que as poderosas motos de 1000cc que voltaram à competição ano passado. Definitivamente, a vida de Pedrosa na MotoGP em 2013 não será nada fácil. Lidar com Rossi, Lorenzo e agora com Márquez promete ser demais para o piloto espanhol.

#29 ANDREA IANNONE (Itália)
Equipe: Pramac Racing Team
Moto: Ducati Desmosedici GP13
Idade: 23 anos (02/09/1989)
3º colocado na Moto2 em 2012

29-Iannone

Nos últimos três anos, o italiano Andrea Iannone foi por três vezes consecutivas o 3º colocado no Mundial da Moto2. Se lhe faltou o chamado ‘algo mais’ para ser campeão da categoria, certo é que o italiano de 23 anos tem futuro na turma de cima. É rápido, consistente e sabe lidar com pressões. O histórico recente da Ducati não é dos mais abonadores, mas numa equipe satélite de bons resultados como a Pramac, poderá ter segurança e confiança para bater Ben Spies com grande regularidade. Veremos se é isso que Andrea Iannone irá conseguir em sua temporada de estreia na MotoGP.

#35 CAL CRUTCHLOW (Grã-Bretanha)
Equipe: Monster Yamaha Tech 3
Moto: Yamaha YZR-M1
Idade: 27 anos (29/10/1985)
7º colocado na MotoGP em 2012

35-Crutchlow

O britânico Cal Crutchlow é hoje apontado como um dos únicos capazes de fazer frente ao “quarteto de ferro” da MotoGP na temporada que começa domingo em Losail. De fato, o antigo piloto das Superbikes mostrou grande evolução em sua segunda temporada na MotoGP, conquistando dois pódios, impressionando pela velocidade nas corridas e incomodando muito os rivais. Seu fim de temporada em 2012 foi de altos e baixos: os altos foram justamente os pódios em Brno e Phillip Island. E os baixos, logicamente, foram os abandonos: cinco, nas últimas oito corridas. Ele tinha passado as dez primeiras provas da temporada sem ficar fora da zona de pontos – e por isso acabou superado por Dovizioso no confronto direto e também por Álvaro Bautista. Mas as esperanças em seu potencial foram plenamente renovadas para 2013 e há quem aposte em sua primeira vitória na MotoGP neste ano.

#38 BRADLEY SMITH (Grã-Bretanha)
Equipe: Monster Yamaha Tech 3
Moto: Yamaha YZR-M1
Idade: 22 anos (28/11/1990)
9º colocado na Moto2 em 2012

38-Smith

Sem ter tido nenhum desempenho espetacular em dois anos de Moto2, ao contrário de suas atuações agressivas na extinta classe 125cc, que lhe renderam um vice-campeonato mundial em 2009, o britânico Bradley Smith, de 22 anos, chega à MotoGP para sua primeira temporada com a equipe Tech 3, a mesma que defendeu na categoria inferior. Tem a simpatia e a confiança de Hervé Poncharal, o chefão do time francês, mas vai ter que conviver e enfrentar um osso duríssimo dentro dos próprios boxes, que é o compatriota Cal Crutchlow. Por sua excessiva discrição na Moto2 nos últimos anos, não dá para fazer nenhum prognóstico claro sobre as possibilidades de Smith em 2013.

#41 ALEIX ESPARGARÓ (Espanha)
Equipe: Power Electronics Aspar
Moto: ART (CRT)
Idade: 23 anos (30/07/1989)
12º colocado na MotoGP em 2012

41-Espargaro

Após uma temporada completa de MotoGP onde foi prejudicado pela inexperiência e pela deficiência da moto que guiava, Aleix Espargaró desceu para a Moto2 em 2011 e voltou ano passado à categoria máxima, a bordo de uma CRT. Mais confiante, o piloto de 23 anos mostrou constância e regularidade: dentro das limitações de uma máquina deste porte, fez pontos em 16 das 18 corridas da temporada e teve como melhor resultado um 8º posto no GP da Malásia, em Sepang. Como efeito, foi o melhor piloto entre os que guiaram as CRT em 2012, superando até o experiente Randy De Puniet – no que foi uma grande surpresa. Desde já, Espargaró é um piloto a ser muito bem observado ao longo do ano.

#46 VALENTINO ROSSI (Itália)
Equipe: Yamaha Factory Racing
Moto: Yamaha YZR-M1
Idade: 34 anos (16/02/1979)
6º colocado na MotoGP em 2012

46-Rossi

Tremei, adversários! O velho #46 quer brilhar como nos bons tempos: Valentino Rossi, aos 34 anos, está de volta à Yamaha, onde conquistou quatro dos seus seis títulos na MotoGP. O maior talento da Motovelocidade em sua história contemporânea, segundo maior vencedor de todos os tempos com 105 triunfos (o recordista Giacomo Agostini tem 122) e dono de nove títulos mundiais na carreira, quer mostrar que não perdeu a verve e que vem para incomodar o antigo parceiro e rival Jorge Lorenzo, sem esquecer, claro, a dupla da Honda formada por Dani Pedrosa e Marc Márquez. Valentino arriscou muito de seu prestígio ao guiar por dois anos as difíceis motos da Ducati e, dentro do que pôde fazer, até que conseguiu muito, somando três pódios. Agora isto pertence ao passado. Il Dottore vem para tentar fazer valer aquela frase que já usou noutros anos: “Galinha velha ainda dá um bom caldo.” E quem há de duvidar de Valentino Rossi?

#52 LUKAS PÉSEK (República Tcheca)
Equipe: Came IodaRacing Project
Moto: Ioda-Suter-BMW
Idade: 27 anos (22/11/1985)
Estreante na MotoGP

52-Pesek

Após três anos ausente das competições do Mundial de Motovelocidade, o tcheco Lukas Pések, de 27 anos, regressa de forma até certo ponto surpreendente pela equipe Ioda, de Gianpiero Sacchi. Poucos devem saber, mas Pések tem 118 corridas disputadas no currículo – a maioria nas extintas classes 125cc e 250cc, tendo vencido duas vezes e conquistado nove pódios, três pole positions e quatro recordes de volta. Ou seja: a República Tcheca já era representada na competição antes de Karel Abraham. E é a primeira vez que dois pilotos daquele país participam juntos de uma temporada da MotoGP. Pelo razoável tempo ausente, não dá para prever absolutamente nada sobre o que Pések poderá fazer neste ano de 2013. Vamos ver primeiro como será o confronto direto com o companheiro de equipe, o italiano Danilo Petrucci. Depois, pensamos no resto.

#67 BRYAN STARING (Austrália)
Equipe: Go & Fun Honda Gresini
Moto: FTR-Honda (CRT)
Idade: 25 anos (01/06/1987)
Estreante na MotoGP

67-Staring

Com uma solitária aparição no Mundial de Motovelocidade em 2004, quando tinha 17 anos, o australiano Bryan Staring reaparece na competição agora na MotoGP, como substituto do italiano Michele Pirro a bordo da CRT inscrita pela equipe de Fausto Gresini. Em seu currículo, consta participações esporádicas no Mundial de Superbikes nos dois últimos anos. Não deve incomodar muito os melhores pilotos das motos CRT este ano. Vem para aprender e não conhece a maioria das pistas do Mundial.

#68 YONNY HERNÁNDEZ (Colômbia)
Equipe: Paul Bird Motorsport
Moto: PBM-ART (CRT)
Idade: 24 anos (25/07/1988)
17º colocado na MotoGP em 2012

68-hernandez

O colombiano Yonny Hernández é o único sul-americano no grid de 24 pilotos da MotoGP para este ano. Após dois anos de Moto2, estreou na classe principal ano passado, pela equipe Blusens Avintia, com o chassis BQR. Seu melhor resultado foi o 9º lugar no GP de Indianápolis e acidentes o deixaram de fora de três corridas. Acabou dispensado pelo time espanhol e conseguiu abrigo na Paul Bird Motorsport, considerada a mais fraca de todas as equipes CRT. Pelo menos, Yonny livrou-se da BQR e vai andar com a moto ART, bem superior.

#69 NICKY HAYDEN (EUA)
Equipe: Ducati Team
Moto: Ducati Desmosedici GP13
Idade: 31 anos (30/07/1981)
9º colocado na MotoGP em 2012

69-Hayden

Um dos mais insondáveis mistérios da história do motociclismo é o fato de Nicky Hayden ter sido campeão mundial em 2006. Os números, afinal, não mentem: com apenas três vitórias na carreira em 167 corridas disputadas na MotoGP, é um acinte ver o piloto de 31 anos no panteão dos grandes nomes da categoria. Tanto é que, em quatro anos de Ducati, ele só foi ao pódio por três vezes – Rossi, em dois anos que esteve lá em Borgo Panigale, também. Enfim: o “Kentucky Kid” vai para sua 11ª temporada na categoria máxima e a concorrência será dura dentro do time com a chegada de outro italiano, Andrea Dovizioso. Veremos quanto tempo mais irá durar a presença de Hayden na MotoGP.

#70 MICHAEL LAVERTY (Grã-Bretanha)
Equipe: Paul Bird Motorsport
Moto: PBM-ART (CRT)
Idade: 31 anos (07/06/1981)
Estreante no Mundial de Motovelocidade

70-laverty

Irmão de Eugene Laverty, que já esteve no Mundial de Motovelocidade e agora anda – e bem – no Mundial de Superbikes, o britânico Michael Laverty é o único estreante, de fato, do lote de 24 pilotos da MotoGP, na competição internacional. Vem do competitivo Campeonato Britânico de Superbikes, onde correu nos três últimos anos e terminou por duas vezes o certame em 4º lugar, conquistando sete vitórias. Agora, sobe para a categoria máxima com a equipe do conterrâneo Paul Bird. Largar a maioria das corridas à frente do colombiano Yonny Hernández será o grande desafio de Laverty em 2013. Pontuar, então, é vitória.

#71 CLAUDIO CORTI (Itália)
Equipe: NGM Mobile Forward Racing
Moto: FTR-Kawasaki (CRT)
Idade: 25 anos (25/06/1987)
14º colocado na Moto2 em 2012

71-Corti

Egresso da Superstock 1000, onde foi vice-campeão em 2009, o italiano Claudio Corti disputou as três últimas temporadas do Mundial de Motovelocidade na classe Moto2, com resultados discretos. Ano passado, conseguiu um 2º lugar no GP da França, em Le Mans e terminou a temporada em décimo-quarto. Fez uma solitária corrida em Valência estreando na MotoGP com o horroroso chassis Inmotec, abandonando a prova. Neste ano, Corti faz sua primeira temporada completa na categoria pela mesma equipe de Colin Edwards.

#93 MARC MÁRQUEZ (Espanha)
Equipe: Repsol Honda Team
Moto: Honda RC213V
Idade: 20 anos (17/02/1993)
Campeão da Moto2 em 2012

93-Marquez

O novo fenômeno espanhol da Motovelocidade tem nome e sobrenome: aos 20 anos, Marc Márquez fará domingo uma estreia cercada de expectativa na MotoGP. Credenciado pelo título mundial na Moto2, onde venceu nove das 17 provas do calendário, o piloto fez com que a Dorna abrisse um precedente na regra dos novatos, que não permitia o ingresso destes em times oficiais de fábrica e ele quer mostrar que o investimento do HRC, o departamento de competição da Honda, valeu a pena. Márquez entra neste ano como uma sombra das mais sinistras para Dani Pedrosa dentro do time. E não é só isso: ele pretende ser, também, uma ameaça concreta a Rossi e Lorenzo, os rivais da Yamaha. Será?

#99 JORGE LORENZO (Espanha)
Equipe: Yamaha Factory Team
Moto: Yamaha YZR-M1
Idade: 25 anos (04/05/1987)
Campeão da MotoGP em 2012

99-Lorenzo

Quatro vezes campeão mundial na carreira – duas nas 250cc e outras duas na MotoGP, a última ano passado, quando conquistou dezesseis pódios em 18 corridas, o espanhol Jorge Lorenzo é de fato um piloto muito talentoso. Mas tem traços de arrogância e prepotência que angariam a antipatia de muitos torcedores – em especial dos fãs de Valentino Rossi, ávidos por verem o “Doutor” devorar “Lorenshow”. A batalha interna na equipe oficial Yamaha promete e Lorenzo, logicamente, tem vantagem por ser o atual campeão. Ele já conviveu também com Valentino e sabe que o italiano, quando quer, o pôe no bolso. Então, todo cuidado é pouco.

Saudosas pequenas – British Racing Partnership (BRP)

Trevor Taylor Behind the Wheel

RIO DE JANEIRO - Após lembrarmos de dezenas de finadas escuderias de Fórmula 1 a partir dos anos 70, é hora de dar espaço a uma equipe que começou de forma independente e enveredou como construtora na década de sessenta. Eis a British Racing Partnership, conhecida pela sigla BRP.

Fundada por Alfred Moss, pai do piloto Stirling Moss e pelo manager do britânico, Ken Gregory, a BRP começou como um time independente. Estreou alinhando um modelo T45 da Cooper com motor Climax para Tom Bridger no GP do Marrocos de 1958, corrida esta que ficaria marcada pela morte do piloto Stuart Lewis-Evans. No ano seguinte, Stirling Moss foi 2º colocado no GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps, com uma BRM P25 da equipe de seu pai.

Em 1960, pilotos do calibre de Olivier Gendebien, Phil Hill e Tony Brooks guiaram para a BRP com bons resultados – Gendebien foi 2º colocado em Reims, no GP da França. Nos anos seguintes – 61 e 62 – a equipe comprou chassis Lotus e os resultados rarearam, com Innes Ireland, que brigara com Colin Chapman, indo competir ao lado de Masten Gregory, além de outros nomes menos votados.

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No ano de 1963, a BRP deu um passo além e se inscreveu não só como equipe, mas também como construtora de chassis. O modelo MK1, projetado por Tony Robinson, tinha monocoque em alumínio, motor BRM V8 e um interessante desenho de suspensão. Innes Ireland foi escalado para guiar o único bólido do time naquela temporada.

O irlandês começou bem com um 7º posto no grid do GP da Bélgica em Spa, abandonando por quebra do câmbio. Mas, logo na segunda corrida do MK1, em Zandvoort, Ireland chegou em quarto, resultado excepcional para o pequeno construtor britânico. O desempenho em treinos e corridas seguiu bom: 9º na França, o piloto acabaria desclassificado no GP da Inglaterra por ser empurrado na largada. Na Itália, mesmo com o motor quebrado na última volta, chegou em quarto novamente.

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A BRP não disputou as corridas finais daquele ano de 1963 e na temporada seguinte apareceu com uma versão evoluída do MK1 – o chassis MK2. E um segundo piloto: o também britânico Trevor Taylor, que na estreia pelo time abandonou em Mônaco com um vazamento de óleo no motor BRM do carro.

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Ao contrário do ano anterior, a British Racing Partnership não repetiu as boas atuações. Ireland ainda conseguiu dois quintos lugares nas corridas da Áustria, em Zeltweg e da Itália, em Monza. Trevor Taylor fez um pontinho com o 6º posto no GP dos EUA, em Watkins Glen.

Apesar do potencial existente ali, Alfred Moss e Ken Gregory cansaram da brincadeira – talvez cedo demais. A BRP encerrou sua trajetória na Fórmula 1 como construtora após 13 GPs disputados, somando entretanto 11 pontos, uma média de quase um por corrida – bem razoável para uma escuderia que durou tão pouco tempo na categoria máxima do automobilismo.

Direto do túnel do tempo (61)

312893_112471902198859_883331938_nRIO DE JANEIRO - Mais uma “do tempo em que Dondon jogava no Andaraí”: o ano é 1970 e o briefing entre Colin Chapman e seus pilotos era assim mesmo. Não havia luxo, nem motorhomes feéricos, então as reuniões eram do lado de fora do caminhão da Lotus. À esquerda do fundador da equipe inglesa (direita de quem vê a foto) está John Miles. Quem também está no instantâneo é Emerson Fittipaldi, atento a tudo. Naquele ano, ele estreou na Fórmula 1 após uma temporada meteórica de sucesso na Fórmula Ford e na Fórmula 3.

Há 43 anos, direto do túnel do tempo.

19 pilotos confirmados no Brasileiro de Marcas

RIO DE JANEIRO - A cinco dias da rodada dupla inaugural da Copa Petrobras de Marcas, que será disputada em sua 3ª edição desde que a competição existe sob a batuta da Vicar, temos 19 pilotos e 16 carros confirmados para a primeira etapa que acontece domingo no Autódromo José Carlos Pace, em Interlagos.

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Se por um lado as marcas continuam sendo as mesmas – Honda, Ford, Chevrolet, Toyota e Mitsubishi, pondo um fim às expectativas de quem gostaria de ver mais carros e uma sexta montadora na competição, há muitas novidades entre pilotos e equipes.

A Honda não terá desta vez a dupla formada por Juliano Moro/André Bragantini Jr., mas o campeão de 2012 Ricardo Maurício alinha para mais uma temporada – desta vez em casa nova, na JLM, ao lado de Vicente Orige, que ano passado andou de Chevrolet Cruze substituindo Thiago Camilo. Na Full Time, volta Alceu Feldmann e permanece Felipe Gama.

Na equipe de Carlos Alves, que segue mais um ano com o modelo Cruze, duas duplas e quatro pilotos novos: Júlio Campos faz parceria com Gabriel Casagrande e Raulino Kreis Jr. terá como companheiro Gustavo Martins. O outro time da marca da gravatinha é a J. Star Racing, do velho de guerra Murilo Macedo Fº. Alinharão o “Japonês Voador” Allam Khodair num carro e no outro, andarão em dupla Leandro Romera e Renan Guerra.

As escuderias que alinham o modelo Toyota Corolla XRS também estão definidas. Thiago Marques não permanece para esta temporada e seu lugar no time de Ricardo Zonta é agora de Galid Osman, que ano passado era da Carlos Alves. Pedro Nunes deixa os monopostos e vai para a Bassani Racing, formar a dupla de pilotos com Denis Navarro.

Novidade absoluta é a volta da Petrópolis Competições, sob a batuta de Elio Seikel. O antigo piloto do Brasileiro de Marcas, Fórmula Ford e Fórmula 3 nos áureos tempos de todas estas categorias, faz ressurgir a equipe do pai Wulf, que tornou-se referência em matéria de organização e profissionalismo nos anos 80/90. Eduardo Rocha, estreante na categoria, é até aqui o único piloto confirmado.

A outra equipe que vai andar com Mitsubishi Lancer GT é a Officer ProGP do carioca Duda Pamplona. Sem ter onde competir após o fim da Copa Fiat, os irmãos Fernando e Leonardo Nienkötter pegaram os dois carros e vão fazer um time familiar na categoria.

Com os Ford Focus, veremos de novo a Amir Nasr Racing, do sempre competente Amir Nasr, que teve muito sucesso na Fórmula 3 e na Stock. Somente Vítor Meira está confirmado e há um carro em aberto. A Bassan Motorsports, que competiu ano passado no Brasileiro de Marcas não volta em 2013. Os  dois outros Focus devem ser alinhados pela Cesinha Competições, também egressa da extinta Copa Fiat. O compromisso é ter 20 carros na pista e faltam quatro por definir.

O blogueiro aqui pretende acompanhar in loco as atividades de pista do Brasileiro de Marcas em Interlagos. E não é só a categoria que vai andar no “templo”. Vai ter Copa Marshal (o Regional Paulista), Classic Cup, Fórmula Vee, Hot Car, Super Cars e também a Fórmula 3 sul-americana. Tem corridas sábado a partir de 13h55 e domingo começando às 8h45 da manhã.

Super TC2000, por supuesto!

RIO DE JANEIRO - Um oferecimento do blog A Mil Por Hora a todos os seus leitores: o vídeo com a transmissão na íntegra da primeira etapa do Super  TC2000, que como era de se esperar, arrastou uma multidão no último domingo de Páscoa ao circuito urbano montado em Buenos Aires, nas proximidades do famoso bairro da Recoleta. No ano passado, o traçado era no Centro e os carros aceleravam ao largo do Obelisco e outros pontos turísticos.

Largaram 28 pilotos de um total de 30 inscritos e a vitória foi de Facundo Ardusso, com um Fiat Linea, seguido por Néstor Girolami (Peugeot) e Christian Ledesma (Honda).

Curtam o vídeo!

Pediu, ganhou (2)

557926_588288001182369_1101357815_nRapaz.. e não é que a “pit popsie” safadinha de Monte-Carlo ganhou também um autógrafo do Gunnar Nilsson? Primeiro foi o Ronnie Peterson, na foto postada mais abaixo aqui no blog. Aí está a prova de que o piloto da Lotus também deixou seu nome na camiseta da menina. A dica, sensacional, foi do Raphael Lincoln, via facebook. E agora só falta alguém descobrir a foto do Andretti dando autógrafo!

Olho na World Series by Renault

RIO DE JANEIRO - Começa no fim de semana em Monza, na Itália, mais uma temporada da World Series by Renault. A competição de monopostos, com os motores construídos pelo fabricante francês e chassis Dallara dotados de DRS, terá neste ano 17 etapas, nove rodadas e, com certeza, muita competitividade – como já é hábito no campeonato.

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A temporada 2013 vem repleta de novidades. Uma delas é a entrada de Pietro Fantin na equipe Caterham, onde dividirá as atenções com um dos favoritos ao título, o português Antônio Félix da Costa, o novo enfant gaté da Red Bull. Além do paranaense que veio da Fórmula 3, três outros pilotos brasileiros participam do campeonato: Lucas Foresti saiu da DAMS e foi para a Comtec, André Negrão permanece na Draco e Yann Cunha troca a Pons pela AV Formula.

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Além do português do carro #3, a World Series by Renault apresenta outros nomes com favoritismo destacado ao título: egresso da GP2 Series, o holandês Nigel Melker vai para a Tech 1 Racing, onde participou Jules Bianchi, hoje na Marussia; além dele, há o belga Stoffel Vandoorne (foto acima), muito bem credenciado pelo título europeu da Fórmula Renault 2.0. Kevin Magnussen, 7º colocado na WSR ano passado, vai andar na DAMS ao lado do francês Norman Nato.

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Entre as possíveis surpresas, é bom observar o jovem e velocíssimo russo Sergey Sirotkin, que impressionou a bordo dos velhos monopostos da AutoGP World Series ano passado; o filipino Marlon Stockinger, que vem da GP3; além do colombiano Carlos Huertas (acima), que dividirá a Carlin com o malaio Jazeman Jaafar, seu antigo rival de Fórmula 3.

Aliás, a World Series by Renault é uma categoria que vem caindo nas graças dos pilotos e dos patrocinadores porque é menos custosa, hoje, que a GP2 Series. Também pudera: com provas concentradas na Europa, a WSR tornou-se uma opção mais barata que a competição rival, cujo nível vem baixando bastante. Espera-se que a temporada 2013 seja tão boa e equilibrada como foi a do ano passado, onde o holandês Robin Frinjs derrotou Jules Bianchi por somente quatro pontos e Sam Bird por dez.

Vamos aos inscritos:

#1 MIKHAIL ALESHIN RUS
Tech 1 Racing

#2 NIGEL MELKER NDL
Tech 1 Racing

#3 ANTÔNIO FÉLIX DA COSTA POR
Arden Caterham Motorsport

#4 PIETRO FANTIN BRA
Arden Caterham Motorsport

#5 STOFFEL VANDOORNE BEL
Fortec Motorsports

#6 OLIVER WEBB GBR
Fortec Motorsports

#7 SERGEY SIROTKIN RUS
ISR

#8 CHRISTOPHER ZANELLA CHE
ISR

#9 MARCO SÖRENSEN DEN
Lotus

#10 MARLON STOCKINGER PHI
Lotus

#11 CARLOS HUERTAS COL
Carlin Motorsport

#12 JAZEMAN JAAFAR MAL
Carlin Motorsport

#15 DANIIL MOVE RUS
SMP Racing by Comtec

#16 LUCAS FORESTI BRA
SMP Racing by Comtec

#17 ANDRÉ NEGRÃO BRA
International Draco Multiracing

#18 NICO MÜLLER CHE
International Draco Multiracing

#19 NORMAN NATO FRA
DAMS

#20 KEVIN MAGNUSSEN DEN
DAMS

#21 WILL STEVENS GBR
P1 Motorsport

#22 MATIAS LAINE FIN
P1 Motorsport

#23 MIHAI MARINESCU ROM
Zeta Corse

#24 EMMANUEL PIGET FRA
Zeta Corse

#25 ZOËL AMBERG CHE
Pons Racing

#26 NIKOLAY MARTSENKO RUS
Pons Racing

#27 ARTHUR PIC FRA
AV Formula

#28 YANN CUNHA BRA
AV Formula

Pediu, ganhou

480784_290819797715912_811626080_nMônaco, 1977. Fã nos boxes do circuito de Monte-Carlo pede autógrafo a Ronnie Peterson e o sueco não se avexa. O sorriso da “pit popsie” diz tudo. A dupla da Lotus, Gunnar Nisson e Mario Andretti aguarda a vez. Onde será que o outro sueco e o velho Mario autografaram a fã, hein?

Que aerodinâmica hein…

42d5c940779a406e422cb13c3aa48ee8RIO DE JANEIRO - Leitoras e leitores do blog: não estranhem uma foto com um derriére de fora. Principalmente porque a personagem em questão é filha do todo-poderoso da Fórmula 1: Tamara Ecclestone, herdeira do império do baixinho britânico, aceitou aos 28 anos de idade um convite para posar nua.

E aí está um aperitivo do que será o ensaio da moça, liberado pela revista Playboy. A publicação com a nudez de Tamara Ecclestone vai às bancas em maio.

Ah… a moça é comprometida. Então, marmanjos… podem esquecer. Por enquanto…

Mundial de Motovelocidade 2013 – Quem é quem, Moto2

RIO DE JANEIRO – Na sequência da apresentação dos pilotos do Mundial de Motovelocidade aqui no blog, vamos para a turma da Moto2. A subcategoria criada para ocupar o espaço da saudosa 250cc desde o ano de 2010 vai para mais uma temporada repleta de bons valores e as alternativas que podem advir dessa reunião de pilotos capazes de vencer corridas devem dar a tônica desta temporada.

Claro que existem os favoritos naturais ao título e os que podem surpreender, e é o que veremos a partir de agora. Ah, sim… ia me esquecendo: uma mudança importante no regulamento a se aplicar em 2013: o peso mínimo moto + piloto é de 215 kg.

Vamos ver quem são as feras da Moto2 neste ano:

#3 SIMONE CORSI (Itália)
Equipe: NGM Mobile Racing
Moto: SpeedUp
Idade: 25 anos (24/04/1987)
11º colocado na Moto2 em 2012

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Com 162 corridas no currículo, o italiano Simone Corsi é um dos mais veteranos dentre todos os inscritos da Moto2 para este ano. Presente na categoria desde 2010, conseguiu como melhor resultado um 5º lugar em seu ano de estreia. Vindo da extinta 125cc, onde foi vice-campeão em 2008 pela Jack & Jones, Corsi é um piloto de resultados discretos. Tem apenas cinco vitórias, 16 pódios e quatro pole positions em seu cartel. Nada indica que irá virar o jogo a seu favor em 2013.

#4 RANDY KRUMMENACHER (Suíça)
Equipe: Technomag carXpert
Moto: Suter
Idade: 23 anos (24/02/1990)
19º colocado na Moto2 em 2012

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O helvético Randy Krummenacher é um dos que também chegará ao total de 100 corridas disputadas no Mundial de Motovelocidade neste ano – soma hoje 97. Também não impressiona, embora esteja a caminho do seu sétimo ano completo na modalidade e o terceiro na Moto2. Ano passado, ficou fora de três corridas em virtude de um acidente. Seu melhor resultado foi um 8º lugar na Catalunha, seguido de um nono posto na Austrália. Acabou em 19º lugar com 31 pontos somados, uma posição abaixo da que conquistou em seu ano de estreia na categoria. É mais um que provavelmente vai figurar no bloco intermediário.

#5 JOHANN ZARCO (França)
Equipe: Came IodaRacing Project
Moto: Suter
Idade: 22 anos (16/07/1990)
10º colocado na Moto2 em 2012

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Aos 22 anos, Johann Zarco vai para seu segundo ano na Moto2, agora na equipe Ioda. Ano passado, andando na JiR, o mesmo time pelo qual estreou Eric Granado, terminou o campeonato em 10º lugar com 94 pontos e um quarto posto em Portugal como melhor resultado. Impressionou menos do que supunha pelo vice-campeonato conquistado na última temporada da história das 125cc, quando venceu pela primeira e única vez no Mundial de Motovelocidade. Em 67 GPs no currículo, largou quatro vezes na pole e soma onze pódios. Difícil prever o que Zarco fará na Moto2 neste ano.

#7 DONI TATA PRADITA (Indonésia)
Equipe: Federal Oil Gresini Moto2
Moto: Suter
Idade: 23 anos (21/01/1990)
Disputou a 250cc em 2008

7-Pradita

Cinco anos após sua primeira aparição no Mundial de Motovelocidade numa temporada completa, o indonésio Doni Tata Pradita reaparece para competir na Moto2 pelo time de Fausto Gresini. Em 2008, fez o que pôde com uma Yamaha já superada e conseguiu somar pelo menos um pontinho, terminando o campeonato na 28ª posição. Tem 19 GPs disputados no currículo e uma temporada de 12 provas sem muito brilho no Mundial de Supersport, também com Yamaha, em 2009. Figurar nos pontos será uma vitória para o piloto de 23 anos.

#9 KYLE SMITH (Grã-Bretanha)
Equipe: Blusens Avintia
Moto: Kalex
Idade: 21 anos (16/09/1991)
Estreante no Mundial de Motovelocidade

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Vice-campeão do supercompetitivo CEV, o Campeonato Espanhol de Motovelocidade, na categoria Moto2, o britânico Kyle Smith, de 21 anos, fará sua estreia no Mundial de Motovelocidade pela escuderia Blusens Avintia, também da Espanha. Tem a vantagem de conhecer todas as quatro pistas do país que fazem parte do calendário do Mundial e deve aprender bastante dividindo a equipe com Toni Elias, que já esteve na MotoGP várias vezes e foi o primeiro campeão da história da Moto2.

#11 SANDRO CORTESE (Alemanha)
Equipe: Dynavolt Intact GP
Moto: Kalex
Idade: 23 anos (06/01/1990)
Campeão da Moto3 em 2012

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Primeiro campeão da história da nova Moto3, o alemão Sandro Cortese faz este ano sua primeira temporada na Moto2. Assinou por dois anos para competir na equipe Intact GP, com prioridade para subir junto com o time para a MotoGP em 2015. O piloto de 23 anos começou a se destacar no Mundial de Motovelocidade de cinco temporadas para cá, ganhando confiança e colecionando os primeiros pódios. Em 133 participações, são 26 pódios (quinze só no ano passado) e sete vitórias, cinco delas na Moto3. Como a regularidade é seu forte, pode se dar muito bem numa categoria competitiva feito a Moto2.

#12 THOMAS LUTHI (Suíça)
Equipe: Interwetten-Paddock
Moto: Suter
Idade: 26 anos (06/09/1986)
4º colocado da Moto2 em 2012

12-Luthi

Campeão mundial da extinta classe 125cc em 2005, Thomas Luthi é o que podemos chamar de “eterna promessa”. Na 250cc, teve resultados medianos e na Moto2, onde corre desde a criação da categoria, venceu corridas, mas título, que é bom… Ano passado, o piloto que tem 165 GPs disputados na carreira venceu só uma corrida pelo time de Daniel Epp. Neste ano, era de novo apontado como um dos favoritos ao título, mas um acidente na pré-temporada o fará ficar de fora de algumas corridas. Em Losail, por exemplo, seu lugar será ocupado pelo espanhol Sérgio Gadea.

#14 RATTHAPARK WILAIROT (Tailândia)
Equipe: Honda Gresini Moto2
Moto: Suter
Idade: 24 anos (14/04/1988)
27º colocado na Moto2 em 2012

14-Wilairot

O tailandês Ratthapark Wilairot é um mistério. Nas 250cc, andou bem e conquistou resultados razoáveis para um piloto que representa um país sem nenhuma tradição no esporte a motor. Subiu para a Moto2 e nunca conseguiu engrenar uma boa temporada. Foi prejudicado por um sério acidente em 2011 e ano passado não conseguiu nada muito digno de registro. Em 97 GPs disputados, nunca subiu ao pódio. E mesmo competindo no time de Fausto Gresini em 2013, nada indica que poderá fazer melhor do que tem feito nos últimos anos.

#15 ALEX DE ANGELIS (República de San Marino)
Equipe: NGM Mobile Forward Racing
Moto: SpeedUp
Idade: 29 anos (26/02/1984)
12º colocado na Moto2 em 2012

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Espécie de “móveis e utensílios” das categorias de base do Mundial, o samarinês Alex De Angelis só conseguiu vencer pela primeira vez na vida há sete anos, quando foi 3º colocado no campeonato da extinta 250cc (colocação que repetiu em 2007). Na 125cc, chegou a ser vice-campeão, mas nunca foi um piloto de resultados sensacionais. Talvez isso explique o fato de estar ainda na Moto2 perto dos 30 anos de idade. O piloto tem 212 GPs no currículo, com somente quatro vitórias, quarenta pódios, onze poles e dezessete recordes de volta em corrida. Na Moto2, onde compete desde 2010, mantém a média de vencer pelo menos uma vez por ano. Em 2012, guiou duas máquinas diferentes numa temporada mediana, onde foi 12º colocado. Mesmo assim, ganhou na Malásia. Este ano, após andar com vários chassis diferentes (Scot Force, Motobi, FTR e Suter) vai guiar uma SpeedUp da equipe Forward Racing.

#17 ALBERTO MONCAYO (Espanha)
Equipe: Argüiñano & Gines Racing
Moto: SpeedUp
Idade: 21 anos (23/07/1991)
17º colocado na Moto3 em 2012

17-Moncayo

Apesar de uma temporada apenas mediana na Moto3, o espanhol Alberto Moncayo, de 21 anos, arrisca a transição para a Moto2 em busca de um lugar ao sol no Mundial de Motovelocidade. Vai correr na equipe Argüiñano & Gines Racing, que se não é das melhores, pelo menos tem bastante tradição no esporte. Em 54 corridas desde a estreia isolada em 2008, nas 125cc, Moncayo tem um solitário pódio no cartel, conquistado no ano em que foi 10º colocado na extinta categoria, em 2011. Vamos ver o que fará numa moto mais forte.

#18 NICOLAS TEROL (Espanha)
Equipe: Mapfre Aspar Team Moto2
Moto: Suter
Idade: 24 anos (27/09/1988)
18º colocado na Moto2 em 2012

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Este foi um piloto que sem dúvida ficou devendo em seu ano de estreia na Moto2. Após uma progressão monstruosa nas 125cc, Nicolas Terol acabou decepcionando profundamente no último ano, com as motos 600cc de quatro tempos, às quais não se mostrou prontamente adaptado. O que salvou uma temporada horrorosa, repleta de resultados medianos e/ou medíocres foi um impressionante 3º posto em Valência, o que pode ser um indício de melhores dias neste ano. Terol continua sob a proteção do craque Jorge “Aspar” Martinez e pode evoluir em 2013. Veremos o quanto conseguirá.

#19 XAVIER SIMÉON (Bélgica)
Equipe: Desguaces La Torre Zelos
Moto: Kalex
Idade: 23 anos (31/08/1989)
22º colocado na Moto2 em 2012

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Campeão da Superstock 1000 em 2009, com apenas 20 anos de idade, o belga Xavier Siméon está presente na Moto2 desde o seu começo, mesmo que tenha de fato apenas uma temporada completa no currículo, em 2011. Ano passado, em quinze provas a bordo da moto da equipe francesa Tech 3, dividindo atenções com Bradley Smith, fez somente 21 pontos no campeonato e terminou o Mundial da Moto2 em 22º lugar. Neste ano, vai de Kalex, na equipe espanhola Stop & Go, que mudou o nome para atender um pedido dos patrocinadores. Deve continuar na turma da marola.

#23 MARCEL SCHRÖTTER (Alemanha)
Equipe: Desguaces La Torre SAG
Moto: Kalex
Idade: 20 anos (02/01/1993)
33º colocado na Moto3 em 2012

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Jovem valor do motociclismo alemão, Marcel Schrötter vem para seu primeiro ano completo na Moto2, após participar de duas temporadas completas na extinta 125cc e dividir seu tempo ano passado entre Moto2 e Moto3. Na classe das máquinas de 600cc e quatro tempos, andou de Bimota e não pontuou. Na Moto3, pouco fez com a Mahindra: somou apenas quatro pontos e terminou o campeonato num distante 33º lugar. Dividindo a equipe Stop & Go com Xavier Siméon, não há muitos indícios de que Schrötter poderá fazer melhor do que tem feito nos últimos anos no Mundial.

#24 TONI ELIAS (Espanha)
Equipe: Blusens Avintia
Moto: Kalex
Idade: 30 anos (26/03/1983)
17º colocado na Moto2 em 2012

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Aos 30 anos de idade, o espanhol Toni Elias já é um veterano de guerras quando o assunto é Motovelocidade. E com exceção feita à Moto3 e à extinta 500cc, correu em TODAS as classes vigentes desde 1999. Não à toa, o campeão da Moto2 em seu ano de estreia em 2010 tem nada menos que 212 GPs disputados, com 17 vitórias e 43 pódios. Mas, a julgar pelo mediano 17º posto obtido ano passado, guiando por duas equipes (Aspar e Italtrans) diferentes, com duas motos distintas, Elias pode estar experimentando a curva descendente da parábola em sua carreira. Neste ano, vai andar pela Blusens Avintia, que tem ótima estrutura. Vamos aguardar o que Toni poderá fazer em 2013.

#30 TAKAAKI NAKAGAMI (Japão)
Equipe: Italtrans Racing Team
Moto: Kalex
Idade: 21 anos (09/02/1992)
15º colocado na Moto2 em 2012

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Um dos dois únicos representante do Japão na Moto2, Takaaki Nakagami estreou na categoria ano passado após ficar três anos fora do Mundial. Fez 56 pontos e terminou o ano de 2012 na décima-quinta posição. Mais bem adaptado, poderá surpreender. Na pré-temporada, Nakagami teve bons desempenhos. Dividirá a equipe Italtrans com o espanhol Julián Simón.

#33 SÉRGIO GADEA (Espanha)
Equipe: Interwetten Paddock
Moto: Suter
Idade: 28 anos (30/12/1984)
Não disputou o Mundial de Motovelocidade em 2012

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Ausente do Mundial de Motovelocidade no ano passado, o espanhol Sérgio Gadea regressa para fazer sua segunda aparição na Moto2 (correu uma prova só em 2011 nesta classe), como o substituto do suíço Thomas Luthi, lesionado, na Interwetten Paddock. A moto é boa, a equipe também. Mas o desempenho de Gadea, que em outros anos até venceu corridas na finada 125cc e teve classificações razoáveis, é uma tremenda incógnita.

#36 MIKA KALLIO (Finlândia)
Equipe: Marc VDS Racing
Moto: Kalex
Idade: 30 anos (08/11/1982)
6º colocado na Moto2 em 2012

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Com passagem pela MotoGP no currículo, o experiente Mika Kallio vai para sua terceira temporada na Moto2 pelo time belga chefiado por Marc Van Den Straeten. Após a troca do chassi Suter pelo Kalex, o desempenho dele e da equipe melhorou. Do mediano 16º lugar em 2011, Kallio evoluiu para o sexto posto ano passado, com um segundo lugar como melhor resultado. Aos 30 anos, com 181 GPs disputados e 12 vitórias no cartel, o finlandês parece estacionado na carreira. Título é algo difícil neste ano, mas dada a sua experiência, não é impossível.

#40 POL ESPARGARÓ (Espanha)
Equipe: Tuenti HP 40
Moto: Pons Kalex
Idade: 21 anos (10/06/1991)
Vice-campeão na Moto2 em 2012

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O favorito ao título. Este é o espanhol Pol Espargaró, irmão mais novo de Aleix, que está na MotoGP. Com 21 anos, o catalão destacou-se ano passado com quatro vitórias, somando 268 pontos e conquistando o vice-campeonato da Moto2 após um 13º posto em 2011. O jovem espanhol já tinha mostrado qualidades na classe 125cc e seu estilo de pilotagem “casou” bem com as motos de 600cc e quatro tempos. Ele segue no time chefiado por Alfonso “Sito” Pons, com uma Kalex melhorada dentro do atelier do time, sediado em Barcelona.

#44 STEVEN ODENDAAL (África do Sul)
Equipe: Argüiñano & Gines Racing
Moto: SpeedUp
Idade: 20 anos (02/09/1993)
Sem pontos no Mundial de Motovelocidade

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Sul-africano de Johannesburgo, Steven Odendaal foi escolhido pela equipe Argüiñano & Gines para disputar um ano completo na Moto2, após participações esporádicas em 2011 e 2012. Nas oito corridas que disputou, ficou fora dos pontos em todas. Ano passado, conseguiu um modesto 21º lugar no GP de Aragão, na Espanha. Ainda precisa melhorar muito para poder alcançar destaque na competição.

#45 SCOTT REDDING (Grã-Bretanha)
Equipe: Marc VDS Racing
Moto: Kalex
Idade: 20 anos (04/01/1993)
5º colocado na Moto2 em 2012

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Mais jovem vencedor de uma corrida da história do Mundial de Motovelocidade, aos 15 anos e 170 dias, quebrando um recorde de uma década, pertencente ao italiano Marco Melandri, o britânico Scott Redding foi bem na última temporada da Moto2. Chegou em quinto lugar no campeonato com quatro pódios e 161 pontos somados. Entretanto, embora esteja no pelotão da frente na sua atual categoria, o piloto de 20 anos nunca mais venceu nenhuma outra corrida desde o histórico GP da Inglaterra de 2008. Será que chegou a hora da quebra deste tabu?

#49 AXEL PONS (Espanha)
Equipe: Tuenti HP 40
Moto: Pons Kalex
Idade: 21 anos (01/09/1991)
25º colocado na Moto2 em 2012

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As más línguas dizem que só por ser filho de Sito Pons é que Axel está no Mundial de Motovelocidade. O problema é que o rapaz de 21 anos dá muita munição aos críticos. Em 62 corridas disputadas, seu melhor resultado foi um 9º lugar no GP do Japão ano passado na classe Moto2. Muito pouco para quem carrega um sobrenome de peso, com títulos mundiais e tudo. E com Espargaró dividindo com ele a equipe, além de Esteve “Tito” Rabat, nada indica que será diferente.

#52 DANNY KENT (Grã-Bretanha)
Equipe: Tech 3
Moto: Tech 3
Idade: 19 anos (25/09/1993)
4º colocado na Moto3 em 2012

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O britânico Danny Kent sobe para a Moto2, ocupando o lugar que era do compatriota Bradl Smith no time de Hervé Poncharal. Quarto colocado na Moto3 com 154 pontos em 2012, o piloto de 19 anos tem potencial para ser uma das boas surpresas deste ano. Tem 40 GPs disputados, duas vitórias, três pódios e uma pole position.

#54 MATTIA PASINI (Itália)
Equipe: NGM Mobile Racing
Moto: SpeedUp
Idade: 27 anos (13/08/1985)
22º colocado na MotoGP em 2012

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Mattia Pasini é uma das figuras mais insólitas do paddock do Mundial de Motovelocidade. Usa brincos, piercings e sobrancelha delineada. É, portanto, o protótipo do “metrossexual”. Vaidoso ao extremo, o italiano de 27 anos volta à Moto2 para uma temporada completa após uma fracassada experiência na MotoGP com uma motocicleta CRT. Pasini tem 136 largadas no cartel, com 10 vitórias (a última delas em 2009, ainda nas 250cc), 26 pódios e onze pole positions.

#60 JULIÁN SIMÓN (Espanha)
Equipe: Italtrans Racing
Moto: Kalex
Idade: 24 anos (03/04/1987)
13º colocado na Moto2 em 2012

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Julián Simón completa 25 anos às vésperas da abertura do campeonato, amanhã. O piloto espanhol, vice-campeão da primeira temporada da Moto2 em 2010 após o sonhado título mundial das 125cc um ano antes, não repetiu mais os desempenhos anteriores. Ano passado, foi apenas um distante 13º colocado no campeonato. Em dez anos no Mundial de Motovelocidade, soma oito triunfos e 25 pódios. Vai andar pela Italtrans Racing neste ano, com o objetivo de voltar a figurar no pelotão da frente.

#63 MIKE DI MEGLIO (França)
Equipe: JiR Moto2
Moto: Motobi
Idade: 25 anos (17/01/1988)
23º colocado na Moto2 em 2012

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Campeão da classe 125cc em 2008, o francês Mike Di Meglio continua tentando se encontrar na Moto2. Nunca conseguiu um resultado de vulto nesta categoria e nos três primeiros anos, terminou o Mundial de 20º lugar para baixo. Ano passado, foi vigésimo-terceiro, com apenas doze pontos somados. O francês de Toulouse será o único no grid com o chassi Motobi. A JiR é a antiga equipe de Eric Granado na Moto2.

#72 YUKI TAKAHASHI (Japão)
Equipe: Idemitsu Honda Team Asia
Moto: Moriwaki
Idade: 28 anos (12/07/1984)
30º colocado na Moto2 em 2012

72-Takahashi

Mais um que tenta se reencontrar na Moto2 e também no Mundial: o simpático japonês Yuki Takahashi, de 28 anos, volta a usar um chassi Moriwaki após o 11º lugar de 2011 e a sofrível trigésima posição do ano passado, quando alinhava um quadro FTR. Nesse ano, o piloto vem com a equipe Idemitsu Honda Team Asia, disposto a apagar a má impressão da última temporada. Takahashi tem 124 GPs na carreira, três vitórias e onze pódios no total.

#77 DOMINIQUE AEGERTER (Suíça)
Equipe: Technomag carXpert
Moto: Suter
Idade: 22 anos (03/09/1990)
8º colocado na Moto2 em 2012

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Este suíço nascido em Rohrbach tinha um cartel mediano nas 125cc, onde correu por três temporadas seguidas, sem muito brilho. Bastou subir para a Moto2 e Dominique Aegerter começou a pôr as manguinhas de fora. Após um discreto 15º lugar em 2010, melhorou bastante nas duas últimas temporadas, com direito ao melhor resultado da carreira (3º lugar no GP da Comunidade Valenciana em 2011) e dois oitavos lugares no Mundial de Pilotos da Moto2. Pode ser uma das boas surpresas do ano.

#80 ESTEVE “TITO” RABAT (Espanha)
Equipe: Tuenti HP 40
Moto: Pons Kalex
Idade: 23 anos (25/05/1989)
7º colocado na Moto2 em 2012

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Natural de Barcelona, Esteve “Tito” Rabat é uma das muitas promessas do motociclismo espanhol que ainda não vingaram. Aos 23 anos, vai para sua sétima temporada completa no Mundial e a terceira na Moto2. Ano passado, foi bem: terminou em 7º lugar com 114 pontos e um terceiro posto no GP do Japão, resultado que já obteve noutros anos mais quatro vezes. Não é um piloto de desempenhos espetaculares e ainda terá que conviver com o favoritismo e a preferência por Pol Espargaró dentro da equipe de Sito Pons. Será, no máximo, um bom coadjuvante.

#81 JORDI TORRES (Espanha)
Equipe: Mapfre Aspar Team Moto2
Moto: Kalex
Idade: 25 anos (27/08/1987)
20º colocado na Moto2 em 2012

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Com apenas 20 participações na Moto2 no currículo, o piloto Jordi Torres, de 25 anos de idade, foi contratado por Jorge “Aspar” Martinez para disputar sua primeira temporada completa em 2013. Não é um piloto jovem, o que já dificulta as coisas para ele. Apesar da pouca rodagem no Mundial, fez boas corridas ano passado: 8º colocado em Aragão e 6º em Valência. Nas pistas caseiras, pode surpreender. Vamos ver do que será capaz nos demais circuitos.

#88 RICKY CARDÚS (Espanha)
Equipe: NGM Mobile Forward Racing
Moto: SpeedUp
Idade: 25 anos (18/03/1988)
28º colocado na Moto2 em 2012

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Sobrinho do antigo piloto Carlos Cardús, contemporâneo e rival ferrenho dos compatriotas Joan Garriga e Sito Pons, Ricard “Ricky” Cardús tenta tardiamente ‘decolar’ no Mundial de Motovelocidade. Mesmo tendo pedigree, o piloto de 25 anos ainda não disse ao que veio: em 39 corridas, seu melhor resultado foi um modesto 13º lugar no GP da República Tcheca da Moto2, com uma AJR. Ano passado, terminou o campeonato com oito pontos somados, na 28ª colocação.

#95 ANTHONY WEST (Austrália)
Equipe: QMMF Racing Team
Moto: SpeedUp
Idade: 31 anos (17/07/1981)
16º colocado na Moto2 em 2012

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Um dos mais talentosos pilotos no piso molhado de toda a Motovelocidade, o australiano Anthony West é o famoso “pau pra toda obra”. Desde 1998 – e lá se vão quinze anos desde que apareceu pela primeira vez num circuito pra disputar um Grande Prêmio, o piloto fez nada menos que 186 apresentações no Mundial, nas classes 125cc, 250cc, 500cc, MotoGP e Moto2. Tanta experiência faz com que West seja requisitado para salvar motos e equipes que têm problemas técnicos e o piloto não se avexa com isso. Ano passado, conseguiu dois segundos lugares consecutivos, no temporal da Malásia e em casa, na Austrália, o que salvou a temporada da equipe QMMF, que o manteve para 2013.

#96 LOUIS ROSSI (França)
Equipe: Tech 3
Moto: Tech 3
Idade: 23 anos (23/06/1989)
11º colocado na Moto3 em 2012

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Mais do que Johann Zarco ou Mike Di Meglio, os franceses apostam em Louis Rossi para chegar à MotoGP. O piloto de 23 anos estreia este ano na Moto2 após concluir o Mundial da Moto3 ano passado em 11º lugar, com direito à sua primeira vitória da carreira no circuito de Le Mans, diante de sua torcida. Está na experiente e bem-preparada equipe Tech 3. Se corresponder, pode surpreender os rivais.

#97 RAFID TOPAN SUCIPTO (Indonésia)
Equipe: QMMF Racing Team
Moto: SpeedUp
Idade: 18 anos (24/09/1994)
Sem pontos no Mundial de Motovelocidade

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O mais jovem entre todos os pilotos da Moto2 neste ano de 2013 é o indonésio Rafid Topan Sucipto. Com apenas 18 anos, ele entra no campeonato da Moto2 para sua primeira temporada completa no time QMMF Racing Team, pelo qual estreou na última etapa do ano passado, em Valência, chegando em 30º lugar. Não será um ano fácil. Ele não conhece quase todas as pistas, mas dentro da equipe contará com a experiência e a colaboração do australiano Anthony West para poder evoluir ao longo do campeonato.