Nove brasileiros no Dakar

RIO DE JANEIRO – O primeiro evento automobilístico de 2013, como de praxe, é o Rali Dakar, mais uma vez a acontecer na América do Sul, desta vez com largada em Lima, no Peru e chegada em Santiago do Chile. Do dia 5 de janeiro ao dia 20, 459 veículos divididos em carros, motos, caminhões e quads vão participar da competição, realizada pela 34ª vez, descontado o cancelamento de 2008.

O quinto Dakar em território sul-americano terá a presença de nove competidores brasileiros. A realçar, a ausência de André Azevedo, o mais antigo dos participantes do país no evento. Após mais de duas décadas, ele fica de fora da competição em 2013 por perda de patrocínio. Desta vez, não o veremos a bordo dos caminhões Tatra que ele sempre pôde alugar nos últimos anos.

Há dois motociclistas inscritos: Felipe Zanol, integrando a equipe oficial da Honda, junto ao português Hélder Rodrigues e ao especialista em provas de Enduro Sam Sunderland, inscrito com o numeral #16; e Jean Azevedo, que participará da prova com uma KTM Rally Replica número #28.

A categoria em duas rodas vem com os favoritos de sempre: o francês Cyril Després e o espanhol Marc Coma estão confirmados para o desafio, sem contar os outros ótimos pilotos que podem surpreender, diante de um vacilo dos dois principais nomes do Rali entre os motociclistas.

Nos carros, Guiga Spinelli e Youssef Haddad vão para mais uma participação no Dakar, trocando o Lancer pelo modelo ASX, que a dupla conheceu no Rali do Marrocos. Eles ostentarão o número #311. Marcos Baumgart/Kléber Cincea, tradicionais participantes do Rali dos Sertões, terão a oportunidade da estreia na competição, também com um Mitsubishi, numeral #374. Bruno Sperancini e Thiago Vargas farão igualmente seu primeiro Dakar, com um UTV Polaris RZR 900 XP. E Lourival Roldan, cujo nome não figura ainda na lista, participará do Rali com um Toyota Land Cruiser #424, ao lado do boliviano Luis Barbery e de Hernan Daza.

A exemplo de Després e Coma nas motos, os carros também têm seus favoritos, encabeçados pelo mito Stéphane Peterhansel e pelo regressado Carlos Sainz.

Confira nos links abaixo as listas de inscritos das quatro categorias no Dakar 2013:

Rali Dakar 2013 – inscritos motos

Rali Dakar 2013 – inscritos carros

Rali Dakar 2013 – inscritos quads

Rali Dakar 2013 – inscritos caminhões

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Allez, Laffite!

Neste 21 de setembro, o blog homenageia um ‘quase setentão’ da Fórmula 1, que deverá estar em Interlagos para acompanhar o GP do Brasil, do próximo domingo. Jacques-Henri Marie Sabin Laffite, ou melhor, Jacques Laffite, completa 69 anos. Aqui acima, ele acelera a Ligier JS5 Matra, no GP da Alemanha de 1976… e aqui abaixo, comigo, no paddock de Interlagos, em 2008.

Ah, esses ingleses…

RIO DE JANEIRO – Olha… depois falam que brasileiro é “pacheco”, que italiano é passional e que espanhol é bairrista. Os ingleses, em se tratando de Fórmula 1, conseguem ser piores. Muito piores.

Esse negócio de lista disso e aquilo gera muita discussão e controvérsia. E a BBC soltou uma com os 20 maiores pilotos da categoria máxima, que vai gerar discussão e controvérsia. Especialmente pela posição de alguns grandes pilotos que por lá passaram.

Os nomes que lá estão são praticamente indiscutíveis, com Ayrton Senna no topo do rol, seguido por Juan Manuel Fangio, Jim Clark e Michael Schumacher – nesta ordem – o que já suscita algumas dúvidas. Porém, sejamos honestos e sinceros: o que fez Stirling Moss para merecer ficar em 6º se nem campeão ele foi? E Nigel Mansell e Lewis Hamilton à frente de monstros como Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet, Jack Brabham e Graham Hill? Como explicar isso?

Pois é… eu não estou sendo pacheco. Apenas querendo ser coerente. E a lista da BBC é incoerente. Por mérito, Emerson, Nelson, Graham e Black Jack estão, sim, num patamar acima de Moss, Mansell e Hamilton.

Só faltava o pessoal forçar a barra e achar que o James Hunt merece estar nesse top 20.

Ah, esses ingleses…

By the way, aí está a lista. Comentem, tirem suas próprias conclusões. O espaço é de vocês agora.

1 – Ayrton Senna
2 – Juan Manuel Fangio
3 – Jim Clark
4 – Michael Schumacher
5 – Alain Prost
6 – Stirling Moss
7 – Jackie Stewart
8 – Sebastian Vettel
9 – Niki Lauda
10 – Fernando Alonso
11 – Alberto Ascari
12 – Gilles Villeneuve
13 – Nigel Mansell
14 – Mika Hakkinen
15 – Lewis Hamilton
16 – Nelson Piquet
17 – Emerson Fittipaldi
18 – Jack Brabham
19 – Graham Hill
20 – Jochen Rindt

Sem palavras…

… e sem comentários, também, diante de tamanha desfaçatez, tamanho desprezo do sr. prefeito Eduardo Paes e do riso frouxo, incontido e incompreensível da sra. Maria Silvia Bastos Marques, presidente da Empresa Olímpica. Um dia, vocês hão de pagar a conta por tudo o que fizeram contra o Autódromo de Jacarepaguá.

Ao ataque!

RIO DE JANEIRO – O sempre bem-informado jornalista John Dagys, do site do canal estadunidense Speed, confirma as intenções da Rebellion Racing em disputar não só parte da American Le Mans Series, mas de competir em todas as 10 provas do calendário da temporada 2013.

Vencedora da última edição da Petit Le Mans, em Road Atlanta, a escuderia helvética abriu com esse triunfo a possibilidade de disputar algumas corridas da ALMS, mas parece que competir na temporada completa é algo muito palpável. A Rebellion tem três chassis Lola B12/60 e usaria um dos carros para o certame estadunidense e os outros dois para o World Endurance Championship (WEC), no qual foi a melhor entre as escuderias não-oficiais, batendo Strakka e JRM Racing.

A possível entrada da Rebellion na ALMS é um alento para uma esvaziada LMP1 nos EUA, limitada desde 2011 à presença da equipe de Greg Pickett e também aos esforços da Dyson Racing. Algumas das corridas no próximo ano poderão ter até cinco carros da classe principal de protótipos, dependendo das intenções da própria Rebellion em ter dois bólidos – especialmente em Sebring – e também da Dyson.

Não é nada, não é nada…

Lua viajante

RIO DE JANEIRO – Feriado que celebra o Dia da Consciência Negra, e os shoppings pondo gente pelo ladrão. Foi assim que passei parte da minha terça-feira, com os cinemas entulhados de fãs dos vampiros da “saga” Crepúsculo e outros ávidos por ver até onde vai James Bond no novo filme da série 007. Optei por um caminho um pouco mais simples: assistir na telona a história de Luiz Gonzaga e seu filho, Gonzaguinha, dirigida por Breno Silveira, o mesmo que já contara há alguns anos a vida dos Dois Filhos de Francisco.

Valeu a pena esperar quase um mês inteiro para ver como se desenhou a trajetória do Rei do Baião desde Exu, no sertão de Pernambuco, até a difícil relação com Gonzaguinha, fruto de um relacionamento de Gonzagão com uma dançarina do famoso Dancing Avenida, lá pelos anos 40.

Enquanto o velho “Lua” desfilava Brasil afora com seus xotes e baiões que conquistaram o povo, Gonzaguinha sofria com a ausência do pai e da mãe, falecida prematuramente vítima da tuberculose. Talvez aí esteja o cerne do porquê de tantas canções do filho de Gonzagão serem por vezes difíceis, qual coração dilacerado, qual carne cortada a faca com sua lâmina fria. Não foi à toa que, quando iniciou carreira musical e num estilo diametralmente oposto ao pai, já que era um ativo militante de esquerda, Gonzaguinha tinha o apelido nada singelo de “cantor rancor”.

Buscando o passado a limpo e sua própria história de vida, Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior fez o que tinha de ser feito. Deixou para trás tudo o que passou, a ausência, a saudade e se reaproximou do velho Gonzagão, surpreendendo o país inteiro nos anos 80 com uma turnê que foi um sucesso nacional.

A relação entre pai e filho, tão tempestuosa, tornou-se intensa e de um imenso respeito. De ambas as partes. Gonzagão se foi em 1989. Gonzaguinha, menos de dois anos depois, num acidente de carro. Como dito várias vezes, saíram da vida e entraram para a história de uma música que ainda tinha muito a dizer – totalmente o inverso dos tchus tchas que infestam as rádios.