Grand-Am pune equipe de Negri, que perde os pontos de Daytona

RIO DE JANEIRO – Vou no popular: “deu ruim” para a Mike Shank Racing, cinco dias após a disputa da 51ª edição das 24 Horas de Daytona. A verificação técnica realizada sacramentou que o motor Ford do Riley número #60 tinha uma irregularidade, deixando-o fora do padrão exigido pelo regulamento. A unidade tinha mais potência que o permitido pelo Balance Of Performance (BOP) dos Daytona Prototypes, infringindo a Seção 4-1.1 do regulamento técnico.

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Assim, a MSR foi punida, perdendo o 3º lugar conquistado no último domingo, jogando por terra todo o esforço dos pilotos John Pew, AJ Allmendinger, Justin Wilson, Marcos Ambrose e do brasileiro Oswaldo “Ozz” Negri. Pilotos, escuderia e a Ford perderam os 30 pontos ganhos em Daytona, o prêmio em dinheiro no valor de US$ 35 mil (cerca de R$ 70 mil) foi cassado e a equipe terá que pagar uma multa equivalente a US$ 15 mil (em torno de R$ 30 mil), revertidos ao Camp Boogy Creek, com quem a Grand-Am tem uma parceria para assuntos de caridade.

Com a punição, o 3º lugar geral em Daytona passa a ser de João Barbosa/Burt Frisselle/Mike Rockenfeller. Nelsinho Piquet/Christian Fittipaldi/Felipe Nasr/Brian Frisselle sobem para a sétima posição.

Pequenas maravilhas – Wolf WR1 (1977)

RIO DE JANEIRO – Motivado pela publicação do post sobre o Jody Scheckter, o Bento Bach, leitor deste blog, aproveitou a deixa para mandar duas fotos para a série “Pequenas maravilhas”. São do modelo Wolf WR1 Cosworth com que o sul-africano venceu o GP da Argentina de 1977, em Buenos Aires.

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A miniatura do Bento é em escala 1:43 e produzida pela tradicional Minichamps. Ele diz ter cerca de 500 em sua coleção e os filhos dele curtiram muito o post sobre os Porsches de Le Mans na série.

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Legal, Bento! Mande mais! Serão bem-vindas, todas as fotos que puder mandar.

O layout do Stock-Petronas da Bassani

535646_421575577924816_17486236_nRIO DE JANEIRO – Eis a foto do Stock Car da equipe RC3 Bassani que terá Diego Nunes como piloto e o patrocínio da Petronas, conforme dito aqui no blog neste post publicado no último dia de 2012.

A categoria está com praticamente todos os lugares preenchidos para esta temporada. Aliás, uma das vagas é do segundo carro do time do competente engenheiro Eduardo Bassani. Outras duas que estão em aberto são na Officer ProGP de Duda Pamplona e na equipe JF Racing, comprada pela Cimed e que será administrada por Andreas Mattheis – aliás, mais uma informação em primeira mão deste blog.

Formação esquadrão

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RIO DE JANEIRO – Foto icônica e histórica, marcando uma das maiores conquistas da Porsche no automobilismo mundial: as 24 Horas de Daytona em 1968. A corrida, disputada naquele ano em 3 e 4 de fevereiro e válida pelo Campeonato Mundial de Carros Esporte, teve vitória do carro #54, o primeiro de cima para baixo, guiado por Vic Elford/Jochen Neerpasch/Rolf Stommelen. O #52 de Jo Siffert/Hans Hermann chegou em segundo lugar e a terceira posição foi do #51 guiado por Jo Schlesser/Joe Buzzetta.

Foi a primeira conquista da marca de Stuttgart de um total de dezoito até hoje. Naquela ocasião, o modelo usado foi o 907 LH. LH, sigla para langheck, que em alemão quer dizer traseira longa.

Quinze inscritos para o teste de inverno da ALMS

RIO DE JANEIRO – A temporada 2013 da American Le Mans Series começa extra-oficialmente com a realização de dois dias de testes de inverno, nos próximos dias 7 e 8 de fevereiro no circuito de Sebring, na Flórida. Quinze carros devem participar das atividades, que terão quatro sessões cronometradas – normalmente uma pela manhã e outra à tarde, nos dois dias.

Entre os inscritos, as novidades são a volta da Risi Competizione – que confirmou Olivier Beretta e Matteo Malucelli como os pilotos titulares do carro #62 em 2013 e a “queda” de divisão da Flying Lizard Motorsports, que fará seu primeiro treino na LMGTC. A Muscle Milk Racing é a única equipe inscrita na LMP1, com seu ‘novo’ HPD ARX-03c, dotado de rodas dianteiras mais largas. Os campeões Klaus Graf e Lucas Luhr estarão a bordo do carro.

A classe LMP2, em crise nos EUA, não conta com nenhum carro inscrito. Já entre os Oreca da LMPC, veremos quatro bólidos na pista, de três equipes: a BAR1 Motorsports, de Brian Alder, tem duas inscrições. A Performance Tech e a CORE Autosport completam a lista.

Na LMGT, com a ausência dos times oficiais de BMW e Corvette, além da CORE Autosport, que só estreará seu programa na segunda etapa, e da TRG-Aston Martin, um total de sete carros compõe a relação dos que vão andar em Sebring. São dois Porsches, dois SRT Viper e três Ferraris, incluindo a da Risi. E na divisão LMGTC, quorum baixo. Só três Porsche Cup para JDX Racing, Alex Job – que contratou Jeroen Bleekemolen para andar ao lado do campeão Cooper MacNeil – e Flying Lizard.

Vamos à lista:

LMP1

#6 MUSCLE MILK PICKETT RACING
HPD ARX-03c (M)
Klaus Graf/Lucas Luhr

LMPC

#7 BAR1 MOTORSPORTS
Oreca FLM09 Chevrolet (M)
Chapman Ducote/TBA

#8 BAR1 MOTORSPORTS
Oreca FLM09 Chevrolet (M)
Kyle Marcelli/Chris Cumming/Stefan Johansson

#18 PERFORMANCE TECH MOTORSPORTS
Oreca FLM09 Chevrolet (M)
Tristan Nunez/Charlie Shears

#05 CORE AUTOSPORT
Oreca FLM09 Chevrolet (M)
Jonathan Bennett/Colin Braun

LMGT

#17 TEAM FALKEN TIRE
Porsche 911 (997) GT3 RSR (F)
Wolf Henzler/TBA

#48 PAUL MILLER RACING
Porsche 911 (997) GT3 RSR (M)
Bryce Miller/Marco Holzer

#62 RISI COMPETIZIONE
Ferrari F458 Italia (M)
Olivier Beretta/Matteo Malucelli

#91 SRT MOTORSPORTS
SRT Viper GTS-R (M)
TBA/TBA

#93 SRT MOTORSPORTS
SRT Viper GTS-R (M)
TBA/TBA

#01 EXTREME SPEED MOTORSPORTS
Ferrari F458 Italia (M)
Scott Sharp/Johannes Van Overbeek

#02 EXTREME SPEED MOTORSPORTS
Ferrari F458 Italia (M)
Guy Cosmo/Ed Brown

LMGTC

#11 JDX RACING
Porsche 911 (997) GT3 Cup (Y)
Jan Heylen/Mike Hedlund/Jon Fogarty

#22 ALEX JOB RACING
Porsche 911 (997) GT3 Cup (Y)
Jeroen Bleekemolen/Cooper MacNeil

#44 FLYING LIZARD MOTORSPORTS
Porsche 911 (997) GT3 Cup (Y)
TBA/TBA

Discos eternos – Snegs (1974)

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RIO DE JANEIRO – Nos anos 70, o rock and roll passava por uma metamorfose. Tempos de músicas longas, chamadas “suítes”, muitos sintetizadores, viagens, músicos cabeludíssimos ou barbados e experimentalismo. Era o rock progressivo para a moçada da época curtir um barato.

No Brasil, o prog rock engatinhava. Ao defenestrarem Rita Lee, Os Mutantes direcionaram seu bem-humorado estilo para beberem na fonte de quem serviu-lhes de inspiração, como Yes, Emerson Lake And Palmer, King Crimson e Premiata Forneria Marconi. O Terço também entrou de cabeça no gênero e surgiram outros grupos, como o Vímana e A Barca do Sol. Mas talvez um dos mais emblemáticos da safra seja o Som Nosso de Cada Dia.

O grupo, que começara batizado Cabala em 1970, lançou quatro anos depois de seu surgimento um disco que é referência na história do rock brasileiro e do gênero progressivo, embora pouco conhecido no mainstream. Entre seus integrantes, o mitológico Manito, o virtuose dos instrumentos, oriundo d’Os Incríveis. Ele, Pedro Baldanza (Pedrinho) e Pedro Batera (Pedrão) fizeram misérias em Snegs.

Manito tocou simplesmente quase todos os instrumentos, exceto bateria e baixo. Os sintetizadores, teclados e pianos que pontuam quase todas faixas são dele, além dos violinos, saxes e flautas. O cara era demais! Mas Pedrinho também faz um ótimo trabalho compondo a cozinha rítmica e nos vocais do álbum.

Gravado em menos de uma semana, Snegs contém verdadeiras pérolas do progressivo nacional, como “Sinal da Paranoia”, “O Som Nosso de Cada Dia”, “Snegs de Biuffrais”, “Massavilha” (um show de Manito nos teclados, aliás), “A Outra Face”, “Direccion de Aquarius”, sem contar o rockão “Bicho do Mato”.

O som do grupo, que lançara seu disco pela Continental, chamou a atenção dos responsáveis por trazer Alice Cooper para uma turnê de shows no Brasil. E o Som Nosso foi convidado para fazer a abertura para o roqueiro estadunidense em cinco apresentações no Rio de Janeiro e São Paulo.

Tocaram para um público estimado em 140 mil pessoas no total e levaram a plateia à loucura. Quando Manito tocava os primeiros acordes de “Massavilha”, a massa roqueira ficava boquiaberta e alucinada com o que via e ouvia. Há quem diga que os shows do Som Nosso foram até melhores que os de ‘Tia’ Alice. Mas pode ser só lenda…

Nessa época, Manito deixou o Som Nosso e foi para Os Mutantes, ocupar o lugar de Arnaldo Baptista – por pouco tempo, diga-se. Ele voltaria ao Som Nosso como músico convidado e a banda teria ainda mais dois integrantes: Egídio Conde, guitarrista egresso do Moto Perpétuo e o tecladista Tuca. O grupo lança mais um álbum, Sábado/Domingo, em 1976, pela CBS, com pegada mais funk, onde se destacam as faixas “Pra Swingar” e “Levante a Cabeça!”. Mas a carreira do Som Nosso acabaria ao fim daquele mesmo ao.

Ficha técnica de Snegs
Selo: Continental/Phonodisc (vinil) e PRW (CD)
Produção: Peninha Schmidt
Gravado em 1973
Tempo: 44’25” (versão em CD) e 37’54” (vinil)

Músicas:

1. Sinal da Paranoia (Cimara-Pedro Baldanza)
2. Bicho do Mato (Gastão Lamounier)
3. O Som Nosso de Cada Dia (Paulinho-Pedro Baldanza)
4. Snegs de Biuffrais (Paulinho-Pedrão-Pedro Baldanza)
5. Massavilha (Paulinho-Pedro Baldanza)
6. Direccion de Aquarius (Paulinho-Pedro Baldanza)
7. A Outra Face (Paulinho-Pedro Baldanza)
8. O Guarani (Carlos Gomes) *

* Faixa bônus somente na versão em CD

Luiz Razia: o novo brasileiro na Fórmula 1

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RIO DE JANEIRO – O Brasil terá o seu 30º piloto na Fórmula 1. Há pouco, Luiz Razia acertou os detalhes do acordo com a Marussia e será o substituto do alemão Timo Glock, que deixara a equipe há poucos dias e foi para a BMW, no DTM.

Baiano de Barreiras, município de cerca de 140 mil habitantes localizado no extremo oeste do estado, Luiz Tadeu Razia Filho tem 23 anos. Após vencer a Fórmula 3 sul-americana em 2006, seguiu para a Europa, onde disputou a Fórmula 3000 italiana e europeia, a World Series, a GP2 Asia e a GP2 Series, na qual foi vice-campeão ano passado, correndo pela Arden International. Nesta categoria, Razia conquistou cinco vitórias, quatro delas em 2012.

Ele já fizera parte da Marussia quando a equipe se chamava Virgin, em 2010. Fez os testes reservados aos novatos, mas nunca guiou pelo time em qualquer treino livre daquele ano. A Caterham, na época Lotus, chamou-o para ser piloto-reserva e em 2011 Razia apareceu nos treinos livres de sexta-feira na China e no Brasil. Ano passado, andou com a Force India em Magny-Cours e chegou a ser cogitado na Toro Rosso, que manteve seus pilotos titulares.

A saída de Glock da Marussia precipitou a chegada de um piloto que injetasse dinheiro fresco no time, que é o que eles precisavam – já que o alemão ganhava para correr. Tanto Razia quanto Max Chilton, o outro piloto, também estreante, vêm com patrocínios que garantem a salvaguarda do time em 2013.

Então é isso: faltam, portanto, duas vagas a se confirmar para a temporada deste ano. Pena que a Marussia não é carro para Razia mostrar o seu potencial. O jeito será bater sistematicamente o companheiro de equipe e assim conseguir chamar a atenção das outras escuderias para o futuro.