Ferrari na LMP1? Será?

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RIO DE JANEIRO – Em artigo assinado hoje por Laurent Mercier no site Endurance-info.com, mais uma vez se levanta uma bola sobre a possibilidade da Ferrari tomar parte do WEC, o Campeonato Mundial de Endurance, em 2015, construindo um protótipo LMP1.

Há vários rumores que apontam para este sentido. Daqui a dois anos, completam-se 50 anos da última vitória do construtor de Maranello em Le Mans, com Jochen Rindt/Masten Gregory a bordo. Seria a ocasião perfeita para o retorno e, de mais a mais, os italianos têm o domínio dos sistemas híbridos de recuperação de energia (KERS) que vem sendo usados por Audi e Toyota no WEC. Sarthe também verá o novo ZEOD RC, o protótipo elétrico da Nissan, já no próximo ano.

Com o incentivo do ACO e da FIA para a construção de protótipos e, provavelmente, de GTs com sistemas de recuperação de energia, nada impede que a Ferrari dirija investimentos no sentido de construir um carro para combater Porsche, Audi, Toyota e, quem sabe, Nissan, no WEC. O construtor italiano hoje tem na AF Corse seu time oficial de fábrica na divisão LMGTE-PRO, disputando com muito brilho as corridas da divisão contra Porsche e Aston Martin.

Ferrari na LMP1? Será?

Seria fantástico.

Foto: Ferrari 250LM de Masten Gregory/Jochen Rindt, vencedora das 24 Horas de 1965 (Sutton Images)

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Vem aí (5)

23920_181538262024230_1862731881_nRIO DE JANEIRO – Que o James Hunt não era fácil, isso todo mundo sabe. E a produção do filme “Rush” está se esmerando para tornar o filme cada vez mais próximo do que se viu em 1976.  E olha, mesmo que a pose não seja parecida, a turma de Ron Howard está caprichando.

13 de setembro… tá chegando o grande dia. Eu não vou perder. E vocês?

 

Crutchlow na Ducati; Espargaró na Tech3

RIO DE JANEIRO – A saída de Nicky Hayden da Ducati ao fim da temporada 2013 do Mundial de MotoGP precipitou as primeiras negociações do mercado de pilotos para o próximo campeonato. E o período de férias das competições fez começar a silly season e a rádio paddock.

Uma das negociações já avançadas se concretizou: o britânico Cal Crutchlow desistiu de esperar por uma chance de ser piloto oficial Yamaha (bastava aguardar a aposentadoria de Valentino Rossi, não?) e fechou com a Ducati por duas temporadas, justamente para a vaga de Hayden.

O piloto de 27 anos soma 43 GPs disputados na MotoGP em duas temporadas e meia, com uma pole, um recorde de volta e seis pódios. Ano passado, terminou o Mundial da MotoGP em 7º lugar e na atual temporada ocupa o quinto posto, com 116 pontos.

A Tech3, equipe que Crutchlow defenderá até o fim do campeonato deste ano, não perdeu tempo: fechou e anunciou o espanhol Pol Espargaró, de 22 anos, também por duas temporadas. Irmão de Aleix Espargaró, que compete com uma moto CRT na MotoGP, Pol está na Moto2, onde foi vice-campeão ano passado. Favorito ao título de 2013, venceu três vezes nesta temporada e está em segundo no campeonato, com 120 pontos, vinte e três atrás do líder Scott Redding.

Mihaly Hidasy (1938-2013)

RIO DE JANEIRO – Há algumas semanas, creio que durante a etapa da Rolex Sports Car Series, em Watkins Glen, citamos na transmissão do Fox Sports que tínhamos a audiência qualificada de Mihaly Hidasy, que por muito tempo dirigiu com muita competência o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1.

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É com tristeza que o blog fica sabendo de sua morte, nesta sexta-feira, aos 75 anos de idade.

Húngaro de nascimento, fugiu do país em 1956 e veio para o Brasil depois de obter asilo político, onde casou com uma húngara, Eva, e teve três filhos. Em 1970, começou seu envolvimento com o automobilismo, que durou praticamente até o fim da vida.

Primeiro como comissário desportivo e diretor de prova em corridas de kart, Mihaly foi galgando postos até chegar a trabalhar como comissário desportivo e diretor de prova em corridas de Fórmula 1. Trabalhou em 32 eventos internacionais – dentro e fora do país (aliás, foi levado por Bernie Ecclestone para ser o primeiro diretor de prova no GP da Hungria, em 1986 – o que deve ter sido muito marcante para Mihaly Hidasy, pois voltava à sua terra natal depois do asilo político) – e nas cinco corridas de Fórmula Indy aqui realizadas.

Ele ficou marcado para sempre por ter dado a bandeirada a Ayrton Senna nas duas vitórias do piloto em Interlagos. Provavelmente, esse era um dos maiores orgulhos de sua vida, dentro do automobilismo.

Desde abril de 2010, fixou residência em Volta Redonda, para ficar mais próximo dos filhos e netos. Afastado do posto de diretor de prova do GP do Brasil já há alguns anos, Mihaly participava de um projeto formador de sinalizadores de pista para corridas e, por paixão e prazer, ainda estava envolvido com o kartismo.

É, leitores… o automobilismo brasileiro piora a cada dia. Barão Wilson Fittipaldi, Zampa e agora Mihaly Hidasy.

Não está fácil…

Os 50 melhores pilotos não F-1 – parte 4

RIO DE JANEIRO – O blog segue com a lista dos 50 melhores pilotos que não frequentaram a Fórmula 1, de acordo com a revista britânica Autosport. Hoje, apresento-lhes mais dez nomes. E tem brasileiro aqui. Confiram.

Gerry Birrell

582Talentoso, Gerry Birrell (à direita na foto, ladeado por Jody Scheckter) poderia ter sido um dos bons nomes da Fórmula 1. Escocês feito Jim Clark e Jackie Stewart, guiava bem em monopostos e carros de turismo. Com um Ford Capri, venceu em sua classe nas 24h de Le Mans em 1972. Estava cotado para suceder o “Vesgo” na Tyrrell quando este se aposentasse das pistas, mas a morte chegou antes. Birrell acidentou-se numa prova de Fórmula 2 com seu Chevron, em Rouen Les Essarts e desapareceu prematuramente aos 29 anos.

Scott Dixon

948864-scott-dixonDa mesma terra de Bruce McLaren, Scott Dixon jamais participou de corridas em território europeu. O neozelandês de 33 anos fez história ao ser o vencedor mais jovem de uma corrida da CART e tem uma longa carreira nos EUA, com direito a dois títulos na Fórmula Indy e uma vitória nas 500 Milhas de Indianápolis. Não precisou chegar à F-1 para mostrar seu talento.

Adam Carroll

Adam-Carroll--001Outra das chamadas escolhas discutíveis da lista: o irlandês Adam Carroll, hoje com 30 anos, foi um andarilho do automobilismo. Foi muito bem na GP2 e levou a Irlanda, seu país, ao título da A1GP, a chamada Copa do Mundo de Automobilismo. Fez também aparições na Fórmula Indy e hoje empresta sua experiência para uma equipe no Blancpain Endurance Series. Se lhe sobra competência, faltou-lhe dinheiro para ir longe no esporte.

Emmanuel Collard

1000kmSpa2008-743Experiente piloto francês que bateu às portas da Fórmula 1 e testou para nada menos que seis equipes, entre elas as finadas Ligier e Larrousse, sem ter tido qualquer chance de chegar na categoria máxima. Versátil, corre muito bem de Grã-Turismo e Esporte Protótipos. Venceu duas vezes em subcategorias nas 24h de Le Mans e foi vice na classificação geral em 2005, guiando para Henri Pescarolo.

Al Unser Jr.

351866-al-unser-jrLenda do automobilismo estadunidense, seguiu a linhagem do pai Al Unser e do tio Bobby Unser, grandes nomes da USAC nos anos 60/70. Foi um enfant terrible no começo da carreira, mas amadureceu e foi campeão da Fórmula Indy e também das 500 Milhas de Indianápolis, protagonizando um final histórico com Scott Goodyear. Chegou a testar com a Williams e esteve perto de ir para a Fórmula 1, mas nunca concretizou tal fato. Ao abandonar as pistas, teve problemas com alcoolismo.

Greg Moore

greg-moore-c1Rápido e muito aguerrido, taí um piloto que deixou saudades. Greg Moore teve uma meteórica carreira, com um título incontestável da Indy Lights em 1995 e a consequente passagem para a CART em 1996, aos 20 anos. Ficou marcado pelo destemor e por alguns acidentes. Num deles, teria sido culpado pela batida em Michigan que tirou Emerson Fittipaldi definitivamente das pistas. Já tinha tudo acertado para guiar em 2000 pela Penske, até que sofreu um acidente brutal em Fontana, numa corrida onde largou em último – com uma lesão numa das mãos – e não deveria ter corrido. Faleceu com apenas 24 anos.

Jamie Green

Jamie_GreenOutra escolha bem discutível da Autosport, movida muito mais pelo pachequismo do que pelas qualidades propriamente ditas do piloto. Jamie Green até teve grandes momentos na Fórmula 3. Rival de Lewis Hamilton e Robert Kubica, andou melhor que os dois. Mas, depois disto, nunca mais andou de monopostos. Migrou para o DTM, onde se estabeleceu e corre até hoje – agora como piloto da Audi.

Don Parker

Don Parker3Uma outra escolha pacheca dos ingleses: Don Parker, o piloto da foto acima, foi destaque na Fórmula 3 nos anos 50, quando a categoria tinha carrinhos minúsculos e motor de 500cc. Foi tricampeão da categoria na Inglaterra e chegou a ser convidado para a Fórmula 1. Preferiu ficar onde estava e era mais feliz.

Dan Wheldon

dan-wheldon-posa-com-trofeu-das-500-milhas-de-indianapolis-de-2011-1318805552444_956x500O britânico Dan Wheldon recusou ofertas de BAR e Sauber, em épocas distintas, e por isso jamais andou de Fórmula 1. Trocou a Europa pelos EUA e fez seu nome na Fórmula Indy, onde foi campeão. Venceu as 500 Milhas de Indianápolis de forma surpreendente em 2011 e no fim do ano, em Las Vegas, envolveu-se numa tragédia que lhe custou a vida. A morte de Wheldon foi uma das mais sentidas dos últimos tempos. O piloto tinha apenas 33 anos.

Gil de Ferran

dfm2Ele não podia mesmo ficar de fora dessa lista. Gil de Ferran foi um dos mais competentes e completos pilotos brasileiros que conhecemos. Técnico, veloz, excelente acertador de carros, impressionou Jackie Stewart, para quem correu nas Fórmulas Opel, 3 e 3000. Testou carros da Williams e Footwork e há quem diga que só não conseguiu uma vaga nesta última porque se distraiu no paddock do circuito do Estoril e entrou de cabeça na escada de um caminhão. Jamais se abalou por não ter corrido na categoria máxima: com a competência que Deus lhe deu, desfilou suas qualidades nas equipes de Jim Hall, Derrick Walker e Roger Penske. Bicampeão da Fórmula Indy, venceu também as 500 Milhas de Indianápolis em 2003. Anunciou a aposentadoria, mas montou uma equipe de protótipos e correu por mais dois anos. Deixou as pistas de vez aos 41 anos, sem ter se arrependido da decisão.