Últimas da Nascar: Stewart volta em 2014; Martin assume #14 e Vickers o #55

RIO DE JANEIRO – Importantes novidades para o fim de temporada da Sprint Cup da Nascar. Tony Stewart, que convalesce de uma fratura dupla na perna direita, sofrida após um acidente de SprintCar em Iowa, num oval de terra, não retorna mais ao posto de titular do #14 da equipe que mantém em sociedade com Gene Haas neste ano. Adeus, portanto, às chances já reduzidas que o piloto de 42 anos tinha de conquistar seu quarto título na categoria.

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Isto posto, o lugar do Smoke será ocupado em doze das 13 provas restantes até o fim deste campeonato pelo veterano Mark Martin, que também busca um carro em que possa competir no regime de “partial season” em 2014, uma vez que seu lugar na Michael Waltrip Racing será de Brian Vickers. Somente em Talladega é que a Raposa Felpuda não vai andar no carro #14, que voltará a ser ocupado por Austin Dillon, que andou na Sprint Cup neste fim de semana em Michigan.

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Como Martin vai para a Stewart-Haas neste fim de ano, Vickers já assume o posto de titular do #55, para o qual assinou um contrato que entra em vigor no próximo ano, na etapa de Bristol, no próximo sábado. O piloto só não corre em Talladega, onde o titular do Toyota Camry será Michael Waltrip.

E por falar no time de Tony Stewart, novamente, Kurt Busch tem seu nome cada vez mais vinculado a um possível quarto carro da escuderia em 2014. Buschão não deve ficar na Furniture Row Motorsports, pela qual faz até um belíssimo campeonato neste ano. Caso as negociações fracassem, uma outra opção é a Earnhardt Ganassi Racing (EGR), onde Kyle Larson, revelação da Nationwide Series, está muito bem cotado.

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Um novo motor diesel para o WEC?

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RIO DE JANEIRO – A partir de 2014, a Audi poderá não estar sozinha no desenvolvimento de propulsores movidos a diesel no World Endurance Championship (WEC). De acordo com matéria assinada por Filippo Zanier no site Italiaracing.net, a Mecachrome, cujo passado sempre esteve ligado à Renault no automobilismo, desenvolve um motor V10 biturbo de 5,5 litros para clientes particulares na divisão LMP1.

De acordo com o texto, o motor poderá debitar até 700 HP de potência, trabalhando inclusive com o uso de sistemas híbridos de recuperação de energia. Mas não deixa de ser intrigante o seguinte: o número de equipes particulares na principal classe de protótipos já não é dos melhores e neste ano vimos a debandada da Strakka e a diluição do interesse da Rebellion em detrimento do desenvolvimento de um novo protótipo, algo perfeitamente justificável. Em tempos de crise, quem irá investir com os franceses neste projeto e no desenvolvimento de um motor LMP1 turbodiesel para clientes?

Uma equação difícil de resolver, não é mesmo?

Que saudade, Zampa… que saudade…

1150256_10151639433007736_241975153_nRIO DE JANEIRO – A melhor forma que a Racing encontrou para homenagear o saudoso Marcus Zamponi: sem palavras, sem texto, sem nada, na última página onde o jornalista assinava sua coluna intitulada “E tenho dito”. Um vazio impreenchível. E só nos resta a saudade. Um abraço do “turco filho da puta” pra você, Zampa, onde quer que esteja.

 

Wickens brilha e vence primeira no DTM

RIO DE JANEIRO – A “grande abóbora” saiu das sombras e brilhou intensamente na 7ª etapa do DTM, o Campeonato Alemão de Turismo. Com direito a uma manobra magistral de ultrapassagem sobre Augusto Farfus e Adrien Tambay numa pista traiçoeira e molhada pela chuva naquele momento, o canadense Robert Wickens, de 24 anos, conquistou sua primeira vitória na categoria.

Com o mau tempo e o piso encharcado durante boa parte da disputa, a corrida que teria 49 voltas a princípio, acabou no tempo máximo de 1h15min. Só no último terço é que os pilotos puderam montar pneus slicks em seus carros e houve quem ainda fizesse apostas erradas, feito o alemão Mike Rockenfeller, que precisou de uma parada a mais que todos os concorrentes. Menos mal que o piloto da Audi chegou em 4º, resultado que o mantém na liderança do campeonato com 106 pontos, trinta e cinco à frente do novo vice-líder, o também alemão Christian Vietoris, da Mercedes, que chegou em terceiro.

Bruno Spengler, atual campeão e que vinha bem próximo a Rockenfeller na briga pela liderança, não teve um fim de semana de muita sorte. Acabou fora dos pontos, em 14º lugar, caindo para quarto na classificação com 67 pontos, um a mais que o brasileiro Augusto Farfus. Pole position, o curitibano chegou em 2º e obteve seu terceiro (e não segundo) pódio do ano.

Outros destaques da corrida foram Martin Tomczyk com o quinto lugar, Adrien Tambay em sexto e Miguel Molina em oitavo. Jamie Green teve uma atuação razoável e chegou em nono. Pascal Wehrlein, uma das revelações do ano, podia ter ido mais além no resultado final, mas sofreu uma rodada e acabou em décimo.

As decepções foram Mattias Ëkström em 13º, Andy Priaulx (em temporada horrorosa) na 16ª posição, Gary Paffett em décimo-sétimo e Timo Glock logo atrás.

A próxima etapa será noutra pista travada: Motopark Oschersleben, no dia 15 de setembro.

O resultado da corrida:

1 – Robert Wickens (Mercedes C-Coupé) – HWA – 47 voltas em 1:15 ’33 “710
2 – Augusto Farfus (BMW M3) – RBM – 2″158
3 – Christian Vietoris (Mercedes C-Coupé) – HWA – 9 “749
4 – Mike Rockenfeller (Audi RS5) – Phoenix – 20″524
5 – Martin Tomczyk (BMW M3) – RMG – 27″104
6 – Adrien Tambay (Audi RS5) – Abt – 27″523
7 – Marco Wittmann (BMW M3) – MTEK – 29″540
8 – Miguel Molina (Audi RS5) – Phoenix – 33″037
9 – Jamie Green (Audi RS5) – Abt – 39″972
10 – Pascal Wehrlein (Mercedes C-Coupé) – Mucke – 40″486

Classificação do campeonato após 7 etapas:

1. Mike Rockenfeller – 106 pontos; 2. Christian Vietoris – 71; 3. Robert Wickens – 70; 4. Bruno Spengler – 67; 5. Augusto Farfus – 66; 6. Gary Paffett – 57; 7. Marco Wittmann – 39; 8. Mattias Ëkström – 38; 9. Dirk Werner e Joey Hand – 26; 11. Adrien Tambay e Dani Juncadella e Jamie Green – 20; 14. Timo Glock – 15; 15. Timo Scheider – 12; 16. Martin Tomczyk – 10; 17. Roberto Mehri – 8; 18. Miguel Molina – 4; 19. Pascal Wehrlein – 3; 20. Edoardo Mortara e Andy Priaulx – 2 pontos.

Marciello some na ponta da F-3 europeia; Derani volta ao pódio

RIO DE JANEIRO – O italiano Raffaele Marciello teve um fim de semana que podemos chamar de perfeito. Venceu as três corridas da 7ª rodada do Campeonato Europeu de Fórmula 3, partindo da pole position em todas elas – e só não fez barba, cabelo e bigode porque o sueco Felix Rosenqvist, vice-líder da temporada, fez a melhor volta da corrida #2.

Com os 75 pontos somados em Nürburgring, “Lello” ampliou sua diferença em relação a Rosenqvist para 72,5 – conseguindo assim uma confortável vantagem para chegar à rodada que será realizada no fim de setembro em Zandvoort, na Holanda, com possibilidade de abrir mais vantagem e tentar o título por antecipação no penúltimo evento do ano, diante da torcida, em Vallelunga.

Na corrida #3, enquanto Rosenqvist não ia além de quinto, Marciello venceu em dobradinha com o austríaco Lucas Auer, sobrinho do ex-piloto de Fórmula 1 Gerhard Berger. Pipo Derani fechou seu melhor fim de semana na temporada com o segundo pódio consecutivo: o brasileiro da Fortec chegou em terceiro e pulou para nono no campeonato, com 75 pontos.

O resultado da corrida #3 do Europeu de F-3 em Nürburgring:

1 – Raffaele Marciello (Dallara-Mercedes) – Prema – 25 voltas em 36’03″350
2 – Lucas Auer (Dallara-Mercedes) – Prema – 3″234
3 – Luis Derani (Dallara-Mercedes) – Fortec – 15″928
4 – Harry Tincknell (Dallara-Volkswagen) – Carlin – 17″707
5 – Felix Rosenqvist (Dallara-Mercedes) – Mucke – 18″040
6 – Alex Lynn (Dallara-Mercedes) – Prema – 18″424
7 – Michael Lewis (Dallara-Mercedes) – Mucke – 19″901
8 – Mitchell Gilbert (Dallara-Mercedes) – Mucke – 21″672
9 – Eddie Cheever (Dallara-Mercedes) – Prema – 23″937
10 – Antonio Giovinazzi (Dallara-Mercedes) – Double R – 24″279

Classificação do campeonato após 7 rodadas e 21 corridas:

1. Raffaele Marciello – 372,5 pontos; 2. Felix Rosenqvist – 300; 3. Lucas Auer – 211; 4. Alex Lynn – 202,5; 5. Harry Tincknell – 160; 6. Tom Blomqvist – 122,5; 7. Felix Serralés e Jordan King – 104; 9. Pipo Derani – 75; 10. Sven Müller – 71; 11. Josh Hill – 56; 12. Alexander Sims – 55; 13. Pascal Wehrlein – 49; 14. William Buller – 39; 15. Nicholas Latifi – 37; 16. Lucas Wolf – 28; 17. Michael Lewis e Eddie Cheever III – 20; 19. Dennis Van de Laar, Roy Nissany e Jan Mardenborough – 11; 22. Mitch Gilbert e Antonio Giovinazzi – 4; 24. Andre Rudersdorf – 3 pontos.