Direto do túnel do tempo (127)

1376617_594793160586946_902435223_nRIO DE JANEIRO – O ano é 1970 e a foto traz uma lenda do automobilismo nacional: esse era um dos Opalas de Pedro Victor De Lamare, um dos primeiros pilotos a marchar para o profissionalismo no Brasil dentro do esporte a motor. Com seus carros de cor azul-escura, PV montou uma equipe com bons patrocinadores (Banco Emissor, Eletroradiobraz, Zona Sul, Ideal Tintas) e fez história com seus carros com o motor “seis canecos”, tanto o de quatro como o de duas portas, muito bem preparados pelo Caíto. Não bastasse isso, o piloto também andou na Fórmula Ford e na Divisão 4, primeiro com um Fúria Chevrolet (que também teve motor BMW) e depois com um Avallone – sem contar um estranho protótipo argenitno chamado Trueño Sprint.

Quem também tiveram a oportunidade de guiar o Opala de PV foram Carlos “Cacó” Quartin de Moraes e o gaúcho José Luís de Marchi – este último normalmente chamado para reforçar a equipe em provas longas feito as 12h de Tarumã.

Desconheço quem tenha ficado com o quatro portas de Pedro Victor, mas quando este foi para a Europa correr de Esporte Protótipo 2 litros com um protótipo March 74S patrocinado pela SPI, o duas portas – que em 1973 já estava pintado de amarelo – foi comprado por Edson Yoshikuma e continuou correndo na Divisão 3.

Há 43 anos, direto do túnel do tempo.

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4 respostas em “Direto do túnel do tempo (127)

  1. Foi o primeiro Opala Divisão 3 realmente bravo, O primeiro a rebaixar e jogar para dentro do carro o 6 cilindros em linha, portas, capôs e paralamas de fibra, o primeiro a usar tomada de ar para alimentar os 3 Webers Duplos 48mm e era imbatvel, tanto que foi tricampeão consecutivamente antes de ir prá Europa correr de Euro 2000. No último de seus títulos a Hollywood fez um Opala para Luis Pereira Bueno, mas não teve jeito, o Professor da primeira Escola de Pilotagem do Brasil, a Fittipaldi Bardhal dava aulas com seu Opala.
    Nos tempos de equipe Willys, PV tinha uma berlineta azul com 2 faixas brancas que chegou a andar na frente das berlinetas de fábrica, ah, era o # 84 claro, como todos os seus carros, desde o tempo de Gordini em que disputava com o # 33 de Giaffone, este preparado por outra lenda, Silvano Pozzi, o mestre dos carburadores e coletores de admissão weber e que construiu o Kart Silpo. Bons tempos!

  2. Aproveito para dizer que a grafia correta do sobrenome é De Lamare com D maiúsculo como no nome do parente famoso de PV, também de Santos, o médico pediatra.

  3. Uma outra faceta do Mestre Pedro Victor De Lamare foi a de tradutor, ele traduziu o livro A História de Jim Clark do Jornalista neo-zelandês Bill Gavin, originalmente publicada em inglês pela Leslie Frewin Publishers Limited, London em 1967-68 e que teve seus direitos autorais adquiridos pela EFECê Editora, publicado em 1969 em terras tupiniquins, sendo o primeiro volume da Coleção Auto Esporte, Revista que na época era a Biblia brasileira de automobilismo.

  4. Prezado Rodrigo, como vai? Amigo, aproveito sua indagação sobre o ‘destino’ do Opala 4 portas do P.V. Lamare para fazer uma ressalva. No ano passado (ou retrasado), li em algum forum de automobilismo que tal veiculo foi adquiridopelo gaucho Pedro Carneiro Pereira. Nada mais errado: O saudoso Pedrinho (todos sabem que ele faleceu em Tarumã, por sinal, há exatos quarenta anos) competia com um Opala 4 portas, porém, adquirido do Bird Clemente. Enfim: ótimo constatar que voce não foi na ‘onda’ de uns e outros em termos de publicar notícia não condizente com a realidade. Abraço and… keep up the good job.

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