Ele assusta… ele incomoda…

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RIO DE JANEIRO – A MotoGP pisou na bola diante da decisão tomada nesta quinta-feira, antes do GP da Malásia de Motovelocidade, próxima etapa do Mundial de 2013. O entrevero entre Dani Pedrosa e Marc Márquez durante o GP de Aragão, o último disputado no campeonato, deu o que falar – muito mais pela choradeira sem fim de Pedrosa do que propriamente pela manobra do companheiro de equipe na Honda.

Convenhamos: o que Márquez fez com Pedrosa (se é que fez realmente alguma coisa) não foi muito diferente do que muitos que já estiveram ali já fizeram, não só na MotoGP como nas categorias de acesso. O “vale tudo” na Moto3 e na Moto2 às vezes ultrapassa os limites do permissível em matéria de disputas por posição.

Para citar outro exemplo recente, o falecido Marco Simoncelli era criticado por suas atitudes e foi chamado de “barbeiro”. Não há quem, hoje, não tenha saudade do ‘Moita’, do ‘Urso do Cabelo Duro’. Eu tenho, aliás. Simoncelli faz falta. Talento como o dele poucos têm hoje, de fato.

Tal como na Fórmula 1, que começou com essas palhaçadas de punição por chamar inclusive o adversário de feio, a MotoGP vai adotando uma postura “coxinha” com relação ao comportamento dos pilotos na pista. Marc Márquez tinha uma advertência por ter ignorado uma bandeira amarela em Silverstone, no ponto onde Cal Crutchlow caíra antes e o espanhol da moto #93 também foi ao chão, assustando os fiscais que socorriam o piloto da Yamaha. Essa sim, uma atitude punitiva. Agora, perdeu o terceiro “ponto” na carteira e se perder o quarto, será obrigado a largar da última posição no GP da Malásia.

Já o ocorrido em Aragão não tem nada a ver com uma manobra sacana de Márquez para cima de Pedrosa. Ou alguém acredita que a jovem fera espanhola entrou na pista naquele fim de semana para cortar o cabo do controle de tração da Honda de Dani Pedrosa e provocar o tombo do companheiro de equipe e adversário? Francamente!

O que acontece é o seguinte: Pedrosa se pela de medo, porque vai acontecer o inevitável: a Honda será campeã mundial em 2013 e de novo o piloto de 28 anos e 1,58 metro de estatura, vai perder mais um título. E o ego do baixinho de Sababell não admite, de nenhuma forma, que um garoto recém-chegado à equipe, oito anos mais novo, mas sem dúvida muito mais talentoso, o derrote.

Já era, Pedrosa. Esqueça títulos na MotoGP. Assim mesmo, no plural. Seu tempo passou. Em condições normais de temperatura e pressão, você é um piloto de segundo escalão. Se derem uma moto boa (a.k.a. 100% de fábrica) a gente como Stefan Bradl e Cal Crutchlow, garanto que os dois te trucidam. No fundo, no fundo, você, do alto da sua baixeza como piloto e como gente, está se borrando todo porque Marc Márquez é mais piloto e mais talentoso do que você.

Confesse, Pedrosa. Ele assusta… não assusta? Aliás, não só assusta. Incomoda. Jorge Lorenzo também é outro que às vezes destila seu veneno em cima do compatriota, mas como convém, esquece do que já fez no passado.

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O carro mais bonito da história da Fórmula 1 – Brabham BT52B com motor BMW Turbo em Silverstone, 1983. Aliás, vou propor aos leitores do blog o seguinte: a partir de hoje, escolham dez carros que vocês têm como os mais bonitos da categoria. Em 10 dias dou o resultado. Vambora? Conto com vocês!

“Lei Maria da Penha” nele!

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RIO DE JANEIRO – Uma briga doméstica com a própria esposa trouxe consequências negativas para Travis Kvapil. O piloto da Sprint Cup foi preso na última terça-feira em Mooresville, na Carolina do Norte.

Sob acusação de agressão, algo semelhante à Lei Maria da Penha aqui no Brasil, Kvapil, de 37 anos, acabou detido pela polícia e posto na cadeia do condado de Iredell, mas liberado sob fiança na manhã do dia seguinte. Provavelmente, o caso vai a julgamento num Tribunal Distrital.

Kvapil, que atualmente defende a equipe BK Racing na principal divisão da Nascar, está em 31º lugar na classificação do campeonato. Sua melhor temporada foi a de 2008, quando terminou em vigésimo-terceiro. Fez 240 corridas na divisão principal, com sete aparições no top 10. Nas demais divisões, destacou-se muito mais na Truck Series, onde venceu nove corridas e foi o campeão da temporada 2003.

Esporte-Protótipos Inesquecíveis – Chevrolet Intrepid (1991/93)

4701542677_a0ff28f7aeRIO DE JANEIRO – O carro da foto foi uma das atrações da série IMSA (International Motor Sport Association) nos anos 90. Eis o protótipo Chevrolet Intrepid RM-1, que por três temporadas tentou se estabelecer como uma força nas pistas estadunidenses – mas por conta do esvaziamento da série, o interesse no desenvolvimento deste carro foi se perdendo com o tempo.

Projeto de Bob e Bill Riley e alinhado pela Pratt & Miller, o Intrepid RM-1, ou Intrepid GTP, tinha um poderoso motor Chevrolet V8 de 7,2 litros de capacidade cúbica. Com peso de apenas 816 kg e rodas traseiras cobertas, era o protótipo mais rápido em curva de toda a série IMSA – melhor que os Jaguar, Porsche, Nissan e Eagle Toyota que rivalizavam contra ele nas pistas.

A estreia do carro aconteceu em 3 de março de 1991, na corrida de 2h de duração disputada em West Palm Beach, na Flórida. O piloto sul-africano Wayne Taylor, contratado para desenvolver o Intrepid, fez o 6° tempo no grid e chegou em segundo, atrás do Jaguar de Davy Jones.

O Intrepid ainda não era confiável para corridas de “tiro longo”: já não correra em Daytona e não apareceu nas 12h de Sebring. E em Miami, na corrida ganha por Raul Boesel em sua volta aos protótipos, Tommy Kendall, no outro protótipo do time, o #65, chegou em segundo, repetindo o resultado da estreia.

Em Road Atlanta, numa prova com 300 km de percurso, Taylor foi o 4° colocado e Kendall chegou em sétimo. Na pista de Topeka, mais um pódio com a 3ª posição do #64, atrás do Nissan de Chip Robinson e do Jaguar de Davy Jones. Em Lime Rock Park, outro bom resultado – quarto e quinto para os dois carros, à frente dos Jaguar, sendo superados apenas pelos Eagle Toyota e Nissan.

Na etapa de Mid-Ohio, a vitória passou raspando de novo. Pela terceira vez, o Intrepid RM-1 chegou em segundo, com Taylor a bordo. Kendall foi 3º e em New Orleans, enfim, veio o primeiro triunfo: Wayne Taylor chegou quase um minuto à frente de Geoff Brabham, da Nissan.

Nos 500 km de Watkins Glen, o projeto do Intrepid RM-1 sofreria um rude golpe: após largar em terceiro, Tommy Kendall saiu da pista na 61ª volta e destruiu seu carro numa violenta batida no guard-rail. Wayne Taylor chegou em quarto, mas a partir daí, foi como que uma caveira de burro fosse enterrada quanto às pretensões futuras do time.

Até o fim da temporada de 1991, Wayne Taylor conduziu sozinho o único carro restante, abandonando em Laguna Seca. Foi 7º em Portland, terceiro em Elkhart Lake e abandonou na última corrida, em Del Mar, por falha na embreagem.

Em 1992, de novo o Intrepid RM-1 não foi visto na largada em Daytona. Naquele campeonato, Wayne Taylor começava no #5 da Tom Milner Racing, tendo como novos companheiros de equipe o ex-Fórmula 1 François Migault e o estadunidense Jeff Purner, e Tommy Kendall, de volta após o grave acidente do ano anterior em Glen, estava com a MTI no #12.

O regresso foi em Miami: Taylor chegou em segundo. Kendall abandonou com problemas na bomba d’água e Migault desistiu sem freios. Em Sebring, o carro #5 apareceu com Wayne Taylor/Perry McCarthy/Les Delano. Largaram em 3°, mas a corrida só durou sete voltas para o Intrepid: o câmbio quebrou.

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Em Road Atlanta, Kendall voltou ao pódio com um 2° lugar, à frente de Migault e do novo parceiro Hugh Fuller. Na corrida de Lime Rock, só andaram dois Intrepid, com Taylor e Kendall abandonando. Até o fim do ano, um quarto lugar em Mid-Ohio e outro em Del Mar, na última etapa da temporada, salvariam a temporada dos bólidos estadunidenses do completo desastre.

Na temporada de 1993, como sempre o RM-1 não apareceria em Daytona, fazendo sua primeira corrida em Miami, com Wayne Taylor e o compatriota George Fouché, terminando em 5º lugar. O carro não terminaria no Atlanta Motor Speedway, em Lime Rock e em Mid-Ohio, onde mesmo abandonando ainda foi classificado na nona posição.

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A rotina de abandonos continuaria em Watkins Glen e Road America, antes de Wayne Taylor chegar ao 8º posto em Laguna Seca e voltar a ter problemas nas corridas de Portland e Phoenix. Junto com o fim dos protótipos GTP, acabaria ao fim do melancólico campeonato de 1993 o investimento da Chevrolet neste projeto. O Intrepid disputou um total de 32 corridas, com uma vitória, seis pole positions e seis pódios nas corridas estadunidenses.