Mercedes-Benz C292: o Grupo C que nunca andou

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RIO DE JANEIRO – O blog apresenta hoje um Esporte-Protótipo da época do Grupo C que nunca riscou o asfalto de qualquer pista: o Mercedes-Benz C292, que disputaria o World Sportscar Championship na temporada de 1992.

Naquele início de década, a FIA, graças primeiro a Jean-Marie Balestre e depois a Max Mosley, mudara o regulamento do WSC, obrigando os construtores a optar por mecânica 3,5 litros de aspiração normal em seus carros. Foi o início da dèbacle da competição como a conhecíamos. No primeiro ano, em 1991, ainda eram permitidos os Porsche 962C, mas os carros alemães, que corriam com motor turbo, sofriam grandes restrições de potência e consumo de combustível.

Mesmo assim, Jaguar (com motores Ford HB), Peugeot, Toyota e Mercedes-Benz construíram seus carros dentro do novo regulamento e independentes como Walter Brun e Franz Konrad também desenvolveram carros novos para abrigar motores de aspiração atmosférica.

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A Mercedes-Benz investira no protótipo C291 no primeiro ano do novo regulamento do WSC. O carro tinha um motor de 12 cilindros flat com 180º de inclinação nas bancadas – e que era o ponto fraco do projeto capitaneado por Peter Sauber e sua trupe. Esse motor começou com apenas 580 HP de potência, mas ganhou evoluções ao longo do ano e quando o C291 conquistou enfim uma vitória no circuito japonês de Autopolis, já desenvolvia 100 HP a mais, batendo na casa de 13,5 mil rotações por minuto.

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O C292 teve o seu desenvolvimento cancelado por iniciativa da própria Mercedes-Benz, que não ficou satisfeita com os resultados do ano anterior e com a relação custo-benefício da empreitada. Talvez os alemães previssem a verdadeira debandada que tomou conta do WSC, que perdeu não só a Mercedes como também a Jaguar como construtores. O fracasso dos projetos de Walter Brun e Franz Konrad também tirou os independentes de cena e em 1992 só havia a Toyota, a Peugeot, a Mazda (com o Jaguar XJR-14 e motores Judd), os ingleses da Spice e a Lola com a equipe Euro Racing.

Um dos exemplares do C292 – não se sabe quantos foram construídos – repousa hoje no museu da Sauber, em Hinwill, na Suíça. O que se sabe é que o carro tinha sido construído para aproveitar o máximo do potencial do motor M291, apresentando diversas modificações em relação ao projeto do ano anterior. O carro que nunca correu foi o último projeto da Mercedes-Benz antes da estreia do CLK-GTR para a disputa do FIA GT em 1997.

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Uma resposta em “Mercedes-Benz C292: o Grupo C que nunca andou

  1. Rodrigo,tem outro prototipo q nunca largou em corridas,só correu em testes na pista.O Porsche LMP2000.Podia falar tambem desse carro q na real “nunca existiu”.Abraços e q continue seu belissimo trabalho.

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