Um título histórico

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RIO DE JANEIRO – Que Sebastian Vettel seria o campeão mundial de Fórmula 1 em 2013, todo mundo sabia. A dúvida era sobre quando e onde isso iria acontecer. Pois bem: a dúvida caiu por terra. Neste domingo, 27 de outubro, no circuito de Buddh, na Índia, o piloto alemão de 26 anos conquistou seu quarto título consecutivo na categoria máxima do automobilismo.

É a coroação e a confirmação do trabalho fantástico de uma grande dupla que se formou: na pista, Vettel conduz seu carro com grande competência e isto traz a confiança de toda a equipe Red Bull – que tem um gênio fora das pistas, chamado Adrian Newey. O engenheiro britânico, com seus carros acima da média, também contribui para as históricas conquistas do piloto alemão.

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Vettel é, a partir de agora, o piloto mais jovem a conquistar quatro títulos em sequência na Fórmula 1. Superou Michael Schumacher, que chegou ao 6º título da carreira (o quarto consecutivo) em 2003, quando tinha 34 anos. Juan Manuel Fangio, ao levar a taça em 1956, tinha 46 anos. É mais um recorde que o “Colosso de Heppenheim” trucida. Sabe-se lá quantos outros virão para serem batidos e conquistados.

E este tetracampeonato seguido talvez tenha sido o mais gostoso dos títulos que ele conquistou – mais até do que os dificílimos feitos de 2010 e do ano passado. Vettel teve um ano perfeito. Dez vitórias – seis consecutivas – doze pódios, sete pole positions, seis voltas mais rápidas em prova, 504 voltas na liderança (o segundo tem 104) e 2.730 km percorridos em primeiro lugar (o segundo tem 447 km somente). Um massacre.

Muito bem: encerrada a luta pelo título de pilotos – e também pelo de Construtores, pois a Red Bull foi igualmente campeã de forma antecipada, a pergunta fica no ar: com a mudança de regulamento, que traz de volta os motores turbo e a economia de combustível, será que ainda veremos a parceria Vettel-Newey de novo vitoriosa em 2014?

No que depender da combinação de genialidade e talento, sim. Mas se isso será capaz de ofertar ao piloto alemão um pentacampeonato, veremos no correr do próximo ano.

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8 respostas em “Um título histórico

  1. Nas últimas voltas eu estava chorando,mas escondendo da minha família,pois tinha receio de quê eles não entendesse o motivo,pois o Vettel foi supremo,humilde,criança,principalmente na sua comemoração. E sua reverência ao carro foi fantástica,como todo esportista deve de ser.será que ele vai manter essa hegemonia? para mim não interessa o quê importa é o trabalho quê foi feito,principalmente em comparação com as atitudes de outros pilotos desonestos do presente e do passado.

  2. Vettel está de parabéns. Ele está no auge de sua capacidade, e vai demorar muito tempo assim.

    E arrisco um palpite: a temporada de 2014 tem tudo para ser dele novamente. Não creio que as mudanças consideradas tão radicais do ponto de vista técnico sejam capazes de frear o domínio da dupla Vettel/Newey. É bom lembrar que Adrian é o que melhor se adapta à mudanças de regulamento. Ele sempre tem coelhos debaixo da cartola.

    • Engraçado que o post do tri do Vettel rendeu muito mais comentários. Talvez porque tenha sido na última etapa e no Brasil. Enfim… vida que segue.

  3. sebastian vetell estragoua f-1 se continuar so ele ganhando todas as corridas e largando na frente e disparanado, vai perder público, f-1 é competitividade um cara largar na frente disparar e ninguém conseguir alcançar ele, qual a graça duma corrida dessas ?nenhuma,a red bull para mim ta usando alguma irregulariedade, pois é muito estranho isso o carro do vetell some desapareçe e ninguém consegue chegar nele ha 6 corridas, isso é muito estranho, para mim alonso é mais piloto e melhor que vetell, vettel sobre pressão erra e não é constante,

    • Schumacher venceu cinco títulos seguidos e sete ao todo. Os alemães não reclamaram. Vettel já ganhou quatro. Os alemães não reclamaram. Gostaria de saber se fosse um brasileiro ganhando tantos títulos e se você reclamaria.

  4. A melhor parte da corrida foli quando o Mau carater do Alonso caiu para ultimo, ai a corrida ficou perfeita, Parabens ao Vettel, mas ainda sou da opinião que nenhum piloto da atual geração merece ser tri ou tetra, os carros é que fazem a diferença ja ha muito tempo, o melhor exemplo disso são os campeonatos de 2008 e 2009, em 2008 o Melhor carro era o da Ferrari o segundo da McLaren, se a Ferrari não tivesse cometido tantos erros o Massa teria sido campeão com umas 2 ou 3 corridas de antecedência, em 2009 foi um passeio da Brawn, ai eu pergunto, sera que Massa, Hamilton e Button ficaram piores que nesse dois anos em que eles dominaram, ou os carros é que ficaram inferiores a tal ponto deles não conseguirem nem competir.

    Talvez Vettel e Alonso sejam o melhores pilotos da atualidade, como muitos dizem, mas como carros e engenheiros é que fazem a diferença, todos ficam no mesmo nivel, pois enxergar essa diferença é difícil.

  5. As duas ultimas décadas foram péssimas para o Brasil, em 1988 nos tornamos o pais com o maior nº de títulos da F1, com 6 , em segundo vinham Argentina, Inglaterra e Escócia com 5 cada, 1991 nos tornamos o líder disparado com 8 títulos, começou então a escalada Alemã, mas ainda assim em 2004 eramos lideres com 8, Alemanha com 7 e Inglaterra com 7, em 2008 a Inglaterra empatou com Hamilton e em 2009 passou a frente com Button, em 2010 e 2011 foi a vez da Alemanha com Vettel de empatar e ultrapassar, e agora com o tetra de Vettel a Alemanha lidera com 11 títulos, seguido de Inglaterra com 9 e Brasil com 8, entre 2002 e 2008 tivemos 3 vice campeonatos, 2 de Barrichelo e 1 de Massa, que poderiam mudar esse cenário, seriam 2 a menos para Alemanha e 1 a menos para Inglaterra.

    A Inglaterra venceu 9 campeonatos distribuídos em 51 anos, o 1º em 1958 e o 9º em 2009, o Brasil venceu 8 em um período de 19 anos o 1º em 1972 e o 8º em 1991, a Alemanha venceu 11 em um período de 19 anos, um aproveitamento impressionante, que pode melhorar se as mudanças no regulamento não melhorarem a competitividade.

    Lista de Países com pilotos Campeões por ordem da 1º conquista

    1 º Itália – 1950 – 3 títulos
    2 º Argentina – 1951 – 5 títulos
    3 º Inglaterra – 1958 – 9 títulos
    4 º Austrália – 1959 – 4 títulos
    5 º EUA – 1961 – 2 títulos
    6 º Escócia – 1963 – 5 títulos
    7 º N. Zelândia – 1967 – 1 títulos
    8 º Áustria – 1970 – 4 títulos
    9 º Brasil – 1972 – 8 títulos
    10 º A. do Sul – 1979 – 1 titulo
    11 º Finlândia – 1982 – 4 títulos
    12 º França – 1985 – 4 títulos
    13 º Alemanha – 1994 – 11 títulos
    14 º Canada – 1997 – 1 titulo
    15 º Espanha – 2005 – 2 titulos

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