Bomba: Franchitti anuncia aposentadoria

0801500x250RIO DE JANEIRO – Acabo de ver pelo twitter que o escocês Dario Franchitti, três vezes vencedor das 500 Milhas de Indianápolis e quatro vezes campeão da Fórmula Indy, anunciou nesta quinta-feira sua aposentadoria definitiva do automobilismo. O piloto de 40 anos foi aconselhado pelos médicos que o assistiram após o acidente sofrido na etapa de Houston, no Texas, a parar com a atividade automobilística. E é o que o piloto fará após 265 corridas disputadas, com 31 vitórias e 33 pole positions.

Abaixo reproduzo o trecho do comunicado emitido hoje pela Chip Ganassi Racing com a declaração de Franchitti sobre sua aposentadoria das pistas.

“Desde o meu acidente em Houston, eu estive sob os cuidados de especialistas, médicos e enfermeiros, os quais fizeram a minha saúde, a minha segurança e da minha recuperação a principal prioridade. Sou eternamente grato pela assistência médica que tenho recebido ao longo das últimas semanas. Eu também gostaria de agradecer a minha família e amigos pelo apoio inacreditável.

Um mês após o acidente e com base no aconselhamento dos médicos que trataram e avaliaram minha cabeça e lesões na coluna vertebral pós-acidente, a opinião médica é que eu devo parar de correr. Eles deixaram muito claro que os riscos envolvidos em mais corridas são grandes e pode ser prejudicial para o meu longo prazo bem-estar. Com base nessa orientação médica, eu não tenho outra escolha a não ser parar.

O automobilismo tem sido a minha vida por mais de 30 anos e é muito difícil pensar que minha carreira acabou. Eu estava realmente ansioso para a temporada de 2014 com a Target Chip Ganassi Racing, com o objetivo de ganhar uma quarta Indianapolis 500 e um quinto campeonato IndyCar Series .

Eu gostaria de agradecer a todos os meus colegas concorrentes, colegas, equipe e os patrocinadores pelo apoio incrível ao longo deste período incrível. Eu também gostaria de agradecer a Hogan Racing, Team KOOL Green e Andretti Green Racing para as oportunidades de competir na pista e, especialmente, Target Chip Ganassi Racing, que se tornaram como uma família para mim desde que entrei para o time em 2008. Eu seria negligente se eu não agradecer a todos os meus fãs ao redor do mundo. Eu não tenho como agradecer o suficiente aos que estiveram do meu lado por todos esses anos.

Guardarei boas lembranças de minha carreira na CART e IndyCar Series e as relações que eu forjei no esporte e que vão durar toda uma vida.

Espero que com o tempo, eu seja capaz de exercer alguma atividade extrapista com a IndyCar Series. Eu amo as corridas de monopostos e eu quero ver o sucesso delas. Eu conversarei com Chip para ver como posso ficar envolvido com a equipe, e com todos os amigos incríveis que eu fiz ao longo dos anos.

Como meu amigo Greg Moore dizia: ‘Vejo você na frente ‘”

Com o fim da carreira de Franchitti, Chip Ganassi terá que buscar um substituto à altura para um dos quatro carros do time em 2014. Uma excelente vaga se abre, lamentavelmente, em razão deste anúncio.

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Direto do túnel do tempo (141)

downloadRIO DE JANEIRO – Ao volante desta Tyrrell 007 número #39 está um dos muitos pilotos que fazem parte da legião de “rejects” da Fórmula 1. Trata-se do austríaco Otto Stuppacher, um dos três pilotos de seu país a jamais disputar oficialmente um Grande Prêmio.

Nascido em Viena, no dia 3 de março de 1947, ele começou a correr regularmente no fim dos anos 60, no World Sportscar Championship (WSC), o Campeonato Mundial de Marcas. Passou também sem muito brilho pelas provas do Europeu de Carros Esporte (onde teve como rival – e eventualmente parceiro – Niki Lauda, que também iniciava sua carreira) e de Subida de Montanha, anunciando uma prematura aposentadoria aos 25 anos, em 1972 – com direito a uma participação nas 24 Horas de Le Mans daquele mesmo ano, abandonando após 11 voltas e um acidente com seu Porsche 908/02.

Três anos mais tarde, Stuppacher voltou às pistas: inscrito nos 1000 km de Österreichring (reduzidos para 600 km por força da chuva), em Zeltweg, com um Lola T294 protótipo da equipe de Roger Heavens, ao lado do francês Hervé Le Guellec. Terminaram em 17º lugar com 51 voltas, mas não foram classificados ao fim da disputa. E com um currículo tão pouco emocionante, foi surpreendente que o piloto, aos 29 anos de idade, quisesse ainda disputar uma corrida do Campeonato Mundial de Fórmula 1.

Ele não era o único que tinha planos semelhantes: Karl Oppitzhauser, seis anos mais velho que Stuppacher, também queria fazer sua estreia e conseguiu um March 761 para atingir seu intento. Otto foi inscrito a princípio para o GP da Áustria de 1976 com um Tyrrell 007 antigo, alugado por 20 mil libras, mas nenhum dos dois teve sua inscrição aceita pelos organizadores.

Persistente, Stuppacher voltou à carga e apareceu inscrito para o GP da Itália, em Monza, novamente com uma Tyrrell 007, mas sob a égide do ÖASC Racing Team e um generoso apoio que lhe permitiu ter no carro a frase “Austria is Beautiful” escrita na pintura.

Foi um fracasso.

Lento, Otto foi 14 segundos pior que a pole position de Jacques Laffite na ocasião, marcando o tempo de 1’55″22 – quase oito segundos mais lento que o Wolf-Williams do italiano Arturo Merzario. Os pilotos notaram que poderiam ter problemas com sua presença na pista e exigiram que o austríaco fosse banido das corridas seguintes no Canadá e Watkins Glen.

Só que, antes disso, Stuppacher foi beneficiado pela desclassificação, por irregularidades técnicas, dos dois McLaren de James Hunt e Jochen Mass e do Penske de John Watson. Acabou guindado ao 26º posto do grid, mas não apareceu para correr. No fim das contas, os dois McLaren largaram com a desistência de Otto e de Merzario e a Penske só correu em Monza porque Bubbles Horsley vendeu (isso mesmo) por US$ 13 mil cash a vaga de Guy Edwards, com o Hesketh 308C, no grid.

Em Mosport, Otto ficou a exatos 12″695 de James Hunt e, com a restrição do grid a 26 carros, foi impedido de largar. No circuito de Watkins Glen, a mesma história: ele ficou a mais de vinte e sete segundos da pole position e mais uma vez ficou fora de um grid de largada. O ÖASC achou que já era demais patrocinar um piloto tão lento e tão ruim e Stuppacher se viu forçado a não continuar na Fórmula 1 e no automobilismo.

Em 13 de agosto de 2001, Otto Stuppacher foi encontrado morto em seu apartamento na capital austríaca, Viena. Ele tinha 54 anos de idade.

Há 37 anos, direto do túnel do tempo.

Última etapa do WEC terá 28 carros

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RIO DE JANEIRO – Os organizadores do Campeonato Mundial de Endurance (WEC) já divulgaram, com antecedência de semanas, a lista provisória de inscritos para as 6 Horas do Bahrein, oitava e última etapa da temporada 2013, que se disputa no último sábado de novembro em Sakhir.

Os carros que viajam para o Oriente Médio provenientes da China serão os mesmos que disputaram a 7ª etapa em Xangai no último fim de semana. Ou seja: 28 bólidos vão competir no encerramento do WEC – cinco na classe LMP1, nove na LMP2, seis na LMGTE-PRO e oito na LMGTE-AM.

A Toyota, que havia prometido alinhar o segundo TS030 Hybrid só em Fuji por questões mercadológicas e estratégicas, mudou de ideia e volta a pôr – assim como em Xangai – o carro #7 que terá tripulação completa: Alex Wurz e Nicolas Lapierre terão a companhia de Kazuki Nakajima. A Rebellion Racing fará a despedida do modelo Lola B12/60 Toyota, que será substituído pelo protótipo construído pelo time suíço em parceria com a francesa Oreca, com Andrea Belicchi e Mathias Beche ao lado de Nicolas Prost, único confirmado do time para 2014.

Na LMP2, novidades nos carros #25 da Delta-ADR e #41 da Greaves Motorsport: por conta de uma parceria já costurada com a Gulf Racing Middle East para a próxima temporada, o time de Alan Docking traz Fabién Giroix na etapa barenita para o lugar do tailandês Tor Graves. E na Greaves, duas estreias: o piloto de GP2 Series Jon Lancaster terá seu primeiro contato com os protótipos, bem como o belga Wolfgang Reip, egresso do Nissan GT Driver Academy e colega de Mark Shulzhitskiy, que debutou no WEC na China. Na Lotus, outra alteração entre os inscritos é a confirmação do austríaco Lucas Auer, 4º colocado no Europeu de Fórmula 3, no carro #31 junto a Kevin Weeda e Vitantonio Liuzzi. Auer, de 19 anos, é sobrinho do antigo piloto de Fórmula 1 Gerhard Berger.

O brasileiro Bruno Senna foi confirmado mais uma vez a bordo do Aston Martin Vantage V8 #99, que dividirá mais uma vez com o português Pedro Lamy e com Richie Stanaway, como já ocorrera na corrida da China, onde o trio chegou em 2º lugar na classe LMGTE-PRO. Nos demais carros, nenhuma novidade.

Fernando Rees também marca presença no Bahrein: ele estará a bordo do Corvette C6-R da Larbre Competition, naquela que pode ser a corrida de despedida do “trovão” do WEC. Aguardemos pela possibilidade do Corvette ainda ser visto no Mundial ano que vem, quer seja com um modelo antigo, de 2013 – ou, numa hipótese bem remota, como o novo C7-R, já garantido no Tudor United SportsCar Championship e nas 24h de Le Mans.

Confira os inscritos:

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#1 AUDI SPORT TEAM JOEST DEU
Audi R18 e-tron quattro (M)
Marcel Fässler/Andre Lotterer/Bénoit Tréluyer

#2 AUDI SPORT TEAM JOEST DEU
Audi R18 e-tron quattro (M)
Tom Kristensen/Allan McNish/Loïc Duval

#7 TOYOTA RACING JPN
Toyota TS030 Hybrid (M)
Alex Wurz/Nicolas Lapierre/Kazuki Nakajima

#8 TOYOTA RACING JPN
Toyota TS030 Hybrid (M)
Sébastien Buemi/Stéphane Sarrazin/Anthony Davidson

#12 REBELLION RACING CHE
Lola B12/60 Toyota (M)
Andrea Belicchi/Mathias Beche/Nicolas Prost

title-lmp2

#24 OAK RACING FRA
Morgan LMP2 Nissan (D)
Alex Brundle/Olivier Pla/David Heinemeier-Hänsson

#25 DELTA-ADR GBR
Oreca 03 Nissan (D)
Fabién Giroix/Craig Dolby/Robbie Kerr

#26 G-DRIVE RACING RUS
Oreca 03 Nissan (D)
Mike Conway/John Martin/Roman Rusinov

#31 LOTUS PRAGA CZE
Lotus Praga T128 (D)
Kevin Weeda/Lucas Auer/Vitantonio Liuzzi

#32 LOTUS PRAGA CZE
Lotus Praga T128 (D)
Thomas Josef Holzer/Jan Charouz/Dominik Kraihamer

#35 OAK RACING FRA
Morgan LMP2 Nissan (D)
Bertrand Baguette/Martin Plowman/Ricardo Gonzalez

#41 GREAVES MOTORSPORT GBR
Zytek Z11SN Nissan (D)
Björn Wirdheim/Jon Lancaster/Wolfgang Reip

#45 OAK RACING FRA
Morgan LMP2 Nissan (D)
Jean-Marc Merlin/Keiko Ihara/Jacques Nicolet

#49 PECOM RACING ARG
Oreca 03 Nissan (M)
Nicolas Minassian/Pierre Kaffer/Luis Perez-Companc

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#51 AF CORSE ITA
Ferrari F458 Italia (M)
Giancarlo Fisichella/Gianmaria Bruni

#71 AF CORSE ITA
Ferrari F458 Italia (M)
Kamui Kobayashi/Toni Vilander

#91 PORSCHE AG TEAM MANTHEY DEU
Porsche 911 (991) GT3 RSR (M)
Jörg Bergmeister/Patrick Pilet

#92 PORSCHE AG TEAM MANTHEY DEU
Porsche 911 (991) GT3 RSR (M)
Richard Lietz/Marc Lieb

#97 ASTON MARTIN RACING GBR
Aston Martin Vantage V8 (M)
Darren Turner/Stefan Mücke

#99 ASTON MARTIN RACING GBR
Aston Martin Vantage V8 (M)
Bruno Senna/Pedro Lamy/Richie Stanaway

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#50 LARBRE COMPETITION FRA
Chevrolet Corvette C6-R (M)
Fernando Rees/Julian Canal/Patrick Bornhauser

#57 KROHN RACING USA
Ferrari F458 Italia (M)
Tracy Krohn/Nic Jönsson/Maurizio Mediani

#61 AF CORSE ITA
Ferrari F458 Italia (M)
François Perrodo/Matt Griffin/Emmanuel Collard

#76 IMSA PERFORMANCE MATMUT FRA
Porsche 911 (997) GT3 RSR (M)
Jean-Karl Vernay/Raymond Narac/Markus Palttala

#81 8STAR MOTORSPORTS USA
Ferrari F458 Italia (M)
Enzo Potolicchio/Rui Águas/Davide Rigon

#88 PROTON COMPETITION DEU
Porsche 911 (997) GT3 RSR (M)
Christian Ried/Gianluca Roda/Paolo Ruberti

#95 ASTON MARTIN RACING GBR
Aston Martin Vantage V8 (M)
Nicki Thiim/Christoffer Nygaard/Kristian Poulsen

#96 ASTON MARTIN RACING GBR
Aston Martin Vantage V8 (M)
Jamie Campbell-Walter/Stuart Hall/Roald Goethe

Muitas novidades para o USCC

RIO DE JANEIRO – A semana que antecede os testes de pré-temporada em Sebring e depois em Daytona termina repleta de notícias e mudanças nas equipes que vão disputar o Tudor United SportsCar Championship. E são mudanças radicais de planejamento e equipamento também, para a temporada 2014.

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Começando pela Muscle Milk Pickett Racing. O time de Greg Pickett, que poderia abraçar a classe Prototypes fazendo o downgrade do HPD ARX-03c transformando o protótipo num LMP2, muda radicalmente de classe para o próximo ano. A equipe opta por competir na divisão Prototype Challenge (PC), com o chassis Oreca FLM09 – carro, aliás, com o qual a equipe já trabalhou no início de 2012, com Mike Guasch e Memo Gidley como pilotos titulares.

“Tudo o que posso dizer é que estamos empolgados com o futuro”, disse o chefão Greg Pickett. “Estudamos muitas opções para o próximo ano, incluindo outras categorias, mas ao final de tudo, o nosso coração está nas corridas de carros esporte”, afiançou. “O formato Pro-Am desta classe é fundamental para seu sucesso contínuo, o emparelhamento de pilotos com menor experiência e os profissionais provou-se bem-sucedido no exterior. Tenho certeza que fará sucesso aqui também”, concluiu.

A Muscle Milk Pickett Racing, que teria fechado com Klaus Graf e Lucas Luhr, por sinal, deve rever os planos em virtude do ranqueamento proposto para a divisão PC no USCC. Portanto, os pilotos não foram oficialmente confirmados para 2014.

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Na GTD, outra mudança é proporcionada pela escuderia Paul Miller Racing, que nos últimos anos foi vista na extinta American Le Mans Series com carros Porsche, quer na divisão LMGTC, quer na LMGT, onde estavam nas duas últimas temporadas. No próximo ano, o time virá – a exemplo da Flying Lizard – como cliente da Audi.

As relações de Paul Miller com a marca de Ingolstadt são antigas: em 1976, fundou-se a Paul Miller Group Auto, uma das maiores concessionárias da montadora nos EUA. A mudança do Porsche 911 GT America, o novo carro da marca de Stuttgart, para o R8 LMS, acontece de forma natural.

“Não poderia estar mais animado para iniciar uma nova temporada num novo carro”, comentou Bryce Miller, filho de Paul Miller e piloto da equipe. Seu futuro companheiro será anunciado brevemente e a equipe pretende já participar dos testes coletivos em Sebring e Daytona a partir de sábado com o novo carro. Além deles e da Flying Lizard, a Fall-Line Motorsports também correrá com o Audi R8 LMS em 2014 na divisão GTD.

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A Level 5 Motorsports, que ganhou o último campeonato de LMP2 na American Le Mans Series com Scott Tucker, apresentou nesta semana o chamado “customer service”, um programa de clientes da escuderia para a disputa de nada menos que três categorias do Tudor United SportsCar Championship em 2014.

Eu explico: a equipe tem nada menos que nove carros disponíveis para os interessados, expandindo sua área de atuação nas pistas com nada menos que três Oreca FLM09 para a divisão Prototype Challenge e duas Ferrari F458 para a classe GTD – juntando-se aos quatro protótipos que o time possui enquadrados no regulamento LMP2: dois HPD ARX-03b, um Lola B11/83 Coupé e um Lola B11/40 Spyder.

A Level 5 pretende estar presente nos testes de pré-temporada em Sebring e Daytona para “impressionar” com sua eficiência e seu paddock repleto de carros. Mas não há garantias de que o time irá disputar o certame estadunidense por completo no próximo ano. Scott Tucker gostaria de participar do Campeonato Mundial de Endurance (WEC) e está direcionando esforços para entrar com sua escuderia na divisão de equipes particulares da LMP1, a LMP1-Light.

2014 Mazda SKYACTIV-D Prototype Racer

Outra boa (boa não, ótima) notícia foi confirmada hoje: a Mazda finalmente vai levar a tecnologia Skyactiv-D de seu motor 2,2 litros turbodiesel para a divisão Prototypes do USCC em 2014. O projeto foi anunciado em 2012 e contemplaria a estreia neste ano com a equipe de Patrick Dempsey, inclusive nas 24 Horas de Le Mans. Mas houve dificuldades e a companhia japonesa optou por ingressar na divisão GX da Rolex Sports Car Series, para desenvolver melhor os motores.

Embora a divisão GX tivesse pouco quorum e os carros fossem os mais lentos do grid, a Mazda ganhou considerável experiência no desenvolvimento da mecânica Skyactiv-D, a ponto de anunciar um envolvimento total na categoria com dois protótipos, que serão alinhados pela equipe SpeedSource Race Engineering, de Sylvain Tremblay, provavelmente com chassis Lola B12/80 Coupé. Os novos protótipos com motor Mazda serão vistos em janeiro durante o Roar Before The Rolex 24, os testes marcados para acontecer de 3 a 5 daquele mês, em Daytona.

Outra mudança envolve a equipe Turner Motorsport: cliente fiel da BMW na Rolex Sports Car Series, Will Turner deverá ser agraciado com a troca de carro para 2014: o modelo M3, já sem a menor chance de competitividade diante dos novos GT3 que são admitidos para a divisão GTD do Tudor United SportsCar Championship, deve ser substituído pelo Z4 GT3, semelhante ao usado no FIA GT Series e no Blancpain Endurance Series por diversas equipes. Pelo menos um carro já está inscrito pelo time para os treinos coletivos em Daytona, nos dias 19 e 20, com Paul Dalla Lana a bordo. Caso a troca realmente se confirme, o Z4 da Turner terá que passar por um downgrade para se adequar ao regulamento técnico mais espartano do certame estadunidense.

Mais um Magnussen na Fórmula 1

F1 Young Driver Tests - Silverstone

RIO DE JANEIRO – Mais de quinze anos após a passagem nada emocionante de Jan Magnussen pela Fórmula 1, a segunda geração da família se garante na categoria máxima. O filho do antigo piloto de McLaren e Stewart, Kevin Magnussen, foi anunciado hoje pelo time de Ron Dennis e Martin Whitmarsh como piloto titular para a temporada 2014, ao lado de Jenson Button, substituindo o mexicano Sergio Pérez, que publicara ontem uma carta de despedida do time britânico.

Tal como Daniil Kvyat, Magnussen é mais um piloto que chega à Fórmula 1 sem passar pela GP2 – que, por sinal, deve ter o segundo ano consecutivo em sua história onde o campeão da temporada (primeiro Davide Valsecchi e agora o suíço Fabio Leimer) não tem a oportunidade de ser titular – nem nas nanicas Marussia e Caterham. Kevin, de 21 anos de idade, foi o verdugo do português Antônio Felix da Costa, o favorito à vaga que Kvyat abocanhou na Toro Rosso e também do belga Stoffel Vandoorne, que começou a World Series by Renault como o principal candidato ao título e acabou sucumbindo ao rival e companheiro de equipe.

O nórdico é mais uma aposta da McLaren (leia-se Ron Dennis), que investiu pesado primeiro em Lewis Hamilton e agora traz um piloto jovem e sem muita experiência para as suas fileiras. A responsabilidade de Kevin Magnussen como titular em 2014 vai ser grande, mas a equipe precisa também lhe dar subsídios para que possa mostrar o que sabe e vale. Sergio Pérez foi vítima da pouca competitividade do carro neste ano, mas também não fez a sua parte: dono de um péssimo temperamento, o mexicano raramente dava ouvidos ao que lhe diziam e foi aos pouquinhos sendo “fritado” dentro da equipe. Quando percebeu que a situação estava ruim para seu lado, já era tarde demais.

Enquanto as portas da Fórmula 1 se abrem para um possível talento futuro como Kevin Magnussen, pode ser que elas se fechem com estrondo para Sergio Pérez. Interessante observar que muita gente – e me penitencio por estar entre eles – se iludiu com as performances do piloto pela Sauber, clamando que o mexicano fosse ocupar um lugar de piloto titular na Ferrari.

Talvez os italianos não estivessem de todo errados. Até porque a Ferrari hoje tem, mesmo que não na F-1, o melhor piloto da dupla da equipe suíça na categoria no ano passado…

Foto: Kevin Magnussen em Silverstone no teste dos jovens pilotos da Fórmula 1 (Fox Sports Asia)

A Kova o que era de Kimi

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RIO DE JANEIRO – Sai um finlandês e entra outro na Lotus: Heikki Kövalainen acertou com a equipe de Enstone para substituir Kimi Räikkönen, já de saída daquela escuderia para disputar o campeonato do ano que vem pela Ferrari, mas que passará por uma cirurgia na coluna, nas duas corridas finais do Mundial de Fórmula 1 neste ano, em Austin (EUA) e Interlagos. O piloto de 32 anos volta ao posto de titular de um cockpit após praticamente um ano fora da categoria. Ele vinha atuando como reserva da Caterham e foi visto algumas vezes nos treinos livres de sexta-feira, onde a substituição de pilotos titulares é permitida.

A escolha da Lotus é perfeitamente compreensível. Dentre os nomes que se apresentaram como possíveis substitutos de Kimi, à exceção de Hülkenberg, Kova era um dos poucos que podia pleitear a vaga sem correr o risco de ser um desastre completo para a escuderia. Por mais que Davide Valsecchi, tido como o reserva imediato de Räikkönen e Grosjean conheça o modus operandi da equipe, na Fórmula 1 de hoje, piloto de teste não testa – muito menos reserva imediato. Como Kövalainen fez o serviço de terceiro piloto na Caterham e tem quilometragem, mesmo com um carro ruim como o do time de Cyril Abiteboul, não vejo a opção por ele como um bicho de sete cabeças.

Agora, cogitar Michael Schumacher ou mesmo Rubens Barrichello, como se disse por aí, acho que não estava na cabeça de Eric Boullier. Talvez o brasileiro tenha tentado se oferecer mesmo, não é impossível que isso aconteceu. Mas mesmo com seus mais de 300 GPs disputados, ele nem estava na pauta de substitutos possíveis para Räikkönen. As ilações passavam desde uma suposta influência de uma emissora de televisão para atrair público a Interlagos até o dinheiro de um patrocinador brasileiro que bancaria o retorno de Rubens à Fórmula 1.

Tudo não passou de conversa fiada. Fato é que Kövalainen é quem vai andar na Lotus e que a equipe espera que ele mantenha o bom nível das atuações dos carros negros e dourados nas corridas que encerram a temporada 2013.