Corte de custos, pontos dobrados na última etapa e numeração livre: é a Fórmula 1 tentando se reinventar

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RIO DE JANEIRO – O dia 9 de dezembro entra para a história recente da Fórmula 1. A categoria, que completou neste ano sua 64ª temporada desde 1950, terá algumas mudanças que darão muito o que falar para 2014 e os anos vindouros.

Especialmente no que tange à quebra de uma tradição adotada desde o GP da Bélgica de 1973, quando – com uma ou outra exceção ao longo daquela temporada – os números passaram a ser fixos, obedecendo uma hierarquia criada pela FIA, quebrada apenas quando um piloto campeão do mundo levava seu número consigo quando se transferia para outra casa. A partir de 1996, as regras mudaram e essa numeração passou a obedecer à classificação do Mundial de Construtores.

Para a próxima temporada, os pilotos poderão escolher aleatoriamente os números entre o #2 e o #99. O #1 estará sempre reservado ao campeão mundial de cada ano, desde que ele queira utilizá-lo. No caso do Vettel, duvido que ele deixe de se inscrever com o #1 em 2014. Se dois pilotos escolherem a mesma numeração, o que tiver terminado em melhor posição fica com esse número e o que perder nesse desempate escolhe outro.

Se por um lado temos uma novidade que já causa furor e especulações das mais variadas – já tem gente dizendo que o Massa vai com o #19 em sua Williams por causa do Desafio das Estrelas de Kart – há uma notícia não muito comemorada: a última etapa da temporada terá pontuação dobrada.

Claro: a novidade não foi bem aceita porque a última etapa de 2014 será em Abu Dhabi, uma pista que é do profundo desagrado dos fãs da Fórmula 1. Mas o que está decidido, está decidido. E por unanimidade, aliás.

O chamado Grupo Estratégico da FIA também pôs em pauta a questão do corte e da contenção de custos para a categoria no futuro. A proposta foi aprovada, será discutida e homologada até junho de 2014 para poder entrar em vigor em janeiro de 2015.

A FIA também fez saber que entre os dias 17 e 19 deste mês de dezembro, haverá uma sessão extra de três dias de testes de pneus Pirelli no circuito de Sakhir, no Bahrein, onde os compostos construídos pelo fabricante italiano serão melhor avaliados no que se refere às questões de segurança. Todos os times da Fórmula 1 foram convidados e seis deles aceitaram participar dos testes: Red Bull, Mercedes, Ferrari, McLaren, Force India e Toro Rosso.

E aí, leitores? O que você acharam das novidades? O espaço dos comentários agora é de todos vocês.

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30 respostas em “Corte de custos, pontos dobrados na última etapa e numeração livre: é a Fórmula 1 tentando se reinventar

  1. Eu gostei da numeração fixa, mas desaprovei a da última prova valer pontuação dobrada, ainda mais sabendo que a última prova será na insossa Abu Dhabi. Sinceramente, se tem uma prova que poderia valer pontuação dobrada são duas: Mônaco ou Monza, pela história de longa data com a Fórmula 1 e o Automobilismo em geral.

  2. A idéia do numero fixo é bem interessante. Mas os pontos dobrados seria legal em uma pista como Interlagos, que sempre reserva uma corrida de grandes disputas e emoções.

  3. Sinceramente,acho isso tudo ridiculo.A questão dos número,é meramente cosmética,e duvido que alcance qualquer resultado prático,na questão de marketing,que no fundo,foi o objetivo desta nova regra.
    Qto a pontuação dobrada na última prova,estão adotando,uma sugestão do anuário Autocourse de 1972…Mais uma medida artificial,tentando manter o interesse pelo campeonato,atraves de medidas esdrúxulas,que são um verdadeiro atentado a competição,e ao mérito esportivo.
    Infelizmente,esse tipo de atitude se tornou o padrão da F-1,de uns 10 ou 12 anos para cá….
    Lamentável!

    • Compartilho integralmente de sua opinião,é lamentável o que estão fazendo para tentar alavancar a audiência minguante desta F1 super artificial.
      E é piada de muito mau gosto esta de “Contenção de Gastos”com pneus “Sfarelli” e mudança drástica de regulamento,só sendo muito idiota para acreditar nisto.Mas eu creio que seja isto que Tio Bernie acredita que sejam quem assiste a atual F1 com os horrorosos traçados dos autodromos projetados por Hermann Tilketrancaruas.o apaixonado por curvas de 90* após uma reta.Ele deve ter algum trauma com o Nordschleife e detesta qualquer coisa mais desafiadora que retas curtas e freadas violentas antes de uma curva bem fechada tipo ninguem passa ninguem.

  4. Números não-fixos, OK. Corte de custos, OK, precisa. Teste com os pneus, OK, é mais do que necessário depois do papel que a Pirelli pagou este ano. Agora esta de pontos dobrados na etapa de Abu Dhabi foi um tiro no pé. Lembro de uma corrida do V8 Supercars que foi incrível lá, o que prova que a culpa não é do circuito, ele simplesmente não é para a F1. Quem sabe eu possa morder minha língua com o decorrer da temporada e do dito GP, mas era melhor ter continuado Interlagos se é para abraçar uma regra dessas.

    • Que se ressalte que a pista usada para a prova do V8 Supercars em Abu Dhabi não foi a mesma da Fórmula 1, assim como ocorreu no COTA neste ano.

      • A etapa da V8 Supercars realizada em Yas Marina ano passado fez parte da programação da F1 e foi utilizado o circuito completo. Em 2011 foi utilizada a versão curta mas ela é apenas uns 800m menor e muda muito pouco em relação a versão completa.

  5. A pontuação dobrada, em si, é legal. Mas por ser a última corrida em Abu Dhabi, de fato, fica meio maizomeno.

    Quanto à numeração fixa, vai ser curioso. Que números Alonso e Raikkonen usarão – 27 e 28? A McLaren vai voltar a usar 7 e 8, números que sempre deram sorte? E a Lotus, 11 e 12? A Williams, 5 (“red five”) e 6? Será que alguém vai aparecer com o 13?

  6. A ideia da pontuação dobrada é bem legal (mais pilotos na briga, variação de posições na tabela maior, atrai mais emoção), mas o problema é o circuito. Se fosse em um lugar como Hermanos Rodríguez, Austin ou Interlagos seria interessante, mas em Abu Dhabi é um problema.

  7. Eu não gostei de absolutamente nada a não ser o teto orçamentário para 2015. Não vejo graça a numeração fixa, e considero ridícula a pontuação dobrada para a última etapa do mundial.

  8. Numeração fixa cria se ate mesmo uma identificação publico piloto …por exemplo o 5 vermelho do Mansell …na NASCAR o 43 do Petty ( hj Almirola ) na Indy o 3 de Helio Castroneves . Essa pontuação Dobrada eu acho que e valida ( solução anti Vettel E Anti RBR ) porem a pista mal escolhida ….poderia ser SPA ou Monza .. Sobre os teste e o Orçamento pra 2015 so acerdito vendo

  9. É….não tinha pensado numa coisa:já que vão criar essa regra para os números,as equipes,poderiam aproveitar,e utilizar números tradicionais e marcantes….A Ferrari 27,a Williams 5,a McLaren 7…..pena que não vá muito além disso,pela falencia de várias equipes tradicionais….

  10. Para o lance da numeração ser válida, seria preciso VER os números nos carros, sendo que hoje eles são minúsculos e praticamente invisíveis. Os testes pneus, sempre foram necessários, e se a Pirelli errou no composto ou montagem desde que voltou a F1, acredito que não seja culpa exclusiva dela, mas tbm da falta desses mesmos testes. Teto orçamentário eu tbm só acredito quando eu ver na prática, mas que a categoria precisa arranjar uma forma de conter seus gastos, é algo que todos sabemos fazem bem uns 10 anos. Agora o lance da pontuação dobrada na última etapa… se fosse em um circuito descente eu já ficaria meio pé atrás, naquela coisa, então, nem se fala…

      • Geraldo bem que essa prova dobrada poderia ser em SPA . Seria um espetáculo . e o mais fantástico seria colocar a obrigatoriedade do pneu vermelho …..seria muito legal e atrativo

  11. Com exceção do teto de custo – desde que bem planejado – tudo foi ridículo. Em especial a questão dos pontos.

    Pontos dobrados numa etapa qualquer – mesmo que a última – é simplesmente desmerecer todas as demais provas. Algo absolutamente sem nexo. Além do mais, para o pessoal que defende a ideia, acreditando que ela trará mais imprevisibilidade no resultado, campeonatos como 2008, 2012, 1986, 1997, tiveram desfechos épicos, seja pelo desafiante perseguindo o outro, buscando estreitar a margem de pontos, como com o primeiro se preocupando em manter uma distância segura daquele que o persegue. Essa mudança em si, simplesmente, muda a dinâmica da F1. E outra; é um completo demérito um piloto ser campeão vencendo uma prova que vale o dobro de pontos. Mais do que isso, é lamentável.

    Mais; se for para se preocupar com números, que a FIA primeiro se preocupe com a F1 e a identidade de suas equipes. Por mim, a entidade poderia manter números fixos para as escuderias, com estes sendo também elementos de salvaguarda para a estabilidade financeira do time dentro da categoria. Por exemplo; a Mercedes teve uma celeuma com o Pacto da Concórdia, com a FIA e Ecclestone acusando o time de ser “novo”, mas a mesma se defendendo, dizendo que merece um voto por sua tradição no esporte. Como solução, eles poderiam adotar 3 e 4, numeração da antiga Tyrrell, equipe presente no seu DNA, e assim manter esse legado para o público e a categoria.

  12. Meio off-post mas nem tanto:
    Já li por aí alguns imbecis postando “se em 2008 fosse assim, o “Bate-e-Amassa” teria sido campeão!”
    Pelamordedeus!!
    Falasééééério!!

    Zé Maria

    • Isso porque muita gente resolve fazer as contas para aquela materinha “e se a pontuação fosse dobrada na última?”

      Pombas, se a minha mãe fosse homem, seria meu pai!

      • Pode crer… Se fosse assim, o Fangio em 1958… ah, faça me o favor

  13. Palhaçada, a FIA não sabe o que fazer para aumentar a audiência e o interesse e fica inventando bobagens, A gente nem vê os números dos carros hoje em dia…
    E essa pontuação dobrada pode gerar altas confusões, se alterar o resultado do campeonato.

  14. Estão esculhambando o quê já foi bom,”conter gastos” ora façam o favor se é para conter quê continue como estar.Os gestores da F1 só precisam entender uma coisa se F1 é o topo,tem quê ter motor potente,com um monte de RPM,pneus quê durem,e quê se acelere com gosto,sem pensar em economia de combustível,e o resto os pilotos quê se virem.

  15. Pelo menos não podemos acusar a FIA de omissão, eles estão tentando algo, já nossa CBA fica assistindo ótimos campeonatos morrerem RIP GT no Brasil… =/

  16. O engraçado é que o único lugar que eu conheço onde a numeração é escolhida pelos pilotos “a la motogp” e que tem dessa de pontuação dobrada na última etapa “para dar emoção” é no…Brasil. Da até para dizer que o automobilismo brasileiro está fazendo escola…

    Pessoalmente eu não gostei da numeração fixa com esse formato, prefiro que os números pertençam às equipes. Quanto a pontuação dobrada na última etapa acho uma imensa piada de mal gosto, se a etapa tem os 300km igual as outras não vejo motivos para a pontuação ser diferente. Essa medida é mais uma para o rol das invencionisses que tem aparecido ultimamente na tentiva de aumentar a audiência do automobilismo. O pior é pensar que a F1 costuma ser referência para muitas categorias e é bem capaz que algumas das medidas adotadas agora se espalhem.

  17. quanto à numeração já passou da hora de ter essa identidade e quanto à pontuação dobrada vejo um desespero por parte da FIA-FISA…é ridiculo, assim como está atualmente a categoria.

  18. Eu acho é que rolou uma grana preta do pessoal de Abu Dhabi direto nos cofres da FIA, só isso pode explicar esta decisão.

  19. Rodrigo,

    O #19 do Felipe não tem a ver com o desafio, embora ele o use lá, mas sim com o numeral que ele sempre usou desde o kart. Assim como Rubens com o #11, o Nelson Jr. com o #33 o Emerson com o #7…

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