Direto do túnel do tempo (160)

rio-de-janeiro-avenida-das-americas-1966-03RIO DE JANEIRO – A foto mostra o streamliner Carcará, o ousado projeto de Jorge Lettry, Anísio Campos e Rino Malzoni, do qual participou também o mecânico Miguel Crispim, construído com o objetivo de registrar o recorde brasileiro de velocidade em quilômetro lançado. O carro, com chassi de Fórmula Júnior, carroceria de alumínio super aerodinâmica e mecânica Vemag de 1 litro, com Norman Casari a bordo, conseguiu a média de 212,903 km/h no dia de 29 de junho de 1966.

Foi o primeiro recorde brasileiro de velocidade oficializado e a marca jamais foi suplantada na categoria até 1000cc na América Latina. A princípio, o Carcará seria conduzido por Mário César Camargo Filho, o Marinho, mas este se esquivou afirmando que era impossível conduzi-lo. Casari topou quebrar o recorde, desde que se resolvesse o problema de excessiva pressão aerodinâmica no eixo dianteiro. Como paliativo, foram trocados os pneus radiais por diagonais e instalado um volante de madeira, para diminuir a sensibilidade da direção.

Esse recorde do Carcará, para quem não sabe, foi batido aqui no Rio de Janeiro, na BR-101, num ainda incipiente bairro chamado Barra da Tijuca. Quem vê a Avenida das Américas hoje nem faz ideia de que em 1966 ela era assim como vista na imagem acima.

Há 48 anos, direto do túnel do tempo.

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5 respostas em “Direto do túnel do tempo (160)

  1. A troca do volante foi por um de maior diâmetro, que era com aro em acabamento de madeira,
    o que proporcionou uma direção menos direta, que precisava de mais movimento de esterço para virar. O motor tinha 110 HP cifra que nem na Alemanha foi alcançada. O Paulo Trevisan tem uma réplica que funciona, feita por Toni Bianco em seu Museu do Automobilismo Brasileiro em Passo Fundo, RS e também do Fórmula Jr Landi-Bianco. Existe miniatura na escala 1/43 do Carcára em suas duas versões, alumínio aparente, 1965 e branco com logotipos 1966, fabricada pela automodelli.com.br

  2. Rodrigo,

    Há algum tempo publiquei essa história lá no blog, com mais duas fotos além dessa, do carcará na pista, de frente. É fantástico descobrir o que de fantástico já aconteceu por aqui ligado ao automobilismo.

    O LInk é esse aqui: http://blogdoboueri.blogspot.com.br/2013/09/carcara.html#.Ut5rCRBTvIU

    Aproveito para deixar outro link, de uma corrida nos anos 60, no centro da cidade do Rio. Um tal de Circuito do Castelo, que eu não conhecia.

    Achei a localização atual da foto, mas não tenho mais informações sobre o circuito completo. Queria fazer uma “volta” nele, nos dias de hoje, em vídeo, e publicar…

    Dá uma olhada aqui ó: http://blogdoboueri.blogspot.com.br/2014/01/castelo.html

  3. Bela foto. Na época, a gente dizia que foi na Rio-Santos…
    O feito dessa turma foi mesmo impressionante, com o motorzinho de um litro.

  4. Chamava-se a atual Av.das Americas de : “Rio-Santos” e de “BR-6” e aí mesmo em 1967 meu pai Ricardo fazia testes de motores em seu Formula Vê Aranae pois ali não havia quase nenhum movimento, e chegar ao autódromo era bem mais distante ( vinha-mos de Ipanema via Av. Niemeyer e Estrada do Joá e o Formula Vê era transportado em carreta ou Kombi pick up). Alguns anos antes já existia o lendário kartódromo do “Motel Clube do Brasil” lá no Recreio quase no final da Americas (Quando começamos a frequentar o local, a estrada estava sendo preparada para o primeiro asfalto em mão dupla).

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