12h de Sebring, treino livre #1: Ganassi larga na frente

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RIO DE JANEIRO – A Chip Ganassi Racing larga na frente no primeiro treino livre para a 62ª edição das 12 Horas de Sebring, que se realizam neste sábado no circuito localizado no estado da Flórida. O carro #02 do trio Sage Karam/Scott Dixon/Tony Kanaan estabeleceu o melhor tempo da sessão com duração de 60 minutos em 1’52″357. A marca do protótipo Ford EcoBoost Riley DP é quase dez segundos pior que a pole position alcançada pelo Audi R18 e-tron quattro para a prova do ano passado – 1’43″886.

Esta, aliás, é a primeira vez em décadas que a corrida de Sebring não terá a presença dos LMP1 – fruto do que se tornou o Tudor United SportsCar Championship, privilegiando os Daytona Prototypes da extinta Rolex Sports Car Series e ‘estrangulando’ os LMP2 do regulamento ACO/FIA, que também andam mais lentos que ano passado, também pelo uso de um pneu mais duro e, consequentemente, menos aderente.

Tanto que o segundo tempo do treino, embora tenha sido de um LMP2, no caso o Morgan Nissan #42 da OAK Racing guiado por Alex Brundle, foi meio segundo pior que o #02 líder e quase dois segundos pior que a melhor marca de um carro da divisão no treino oficial das 12h de Sebring no ano passado. A terceira posição foi do português João Barbosa no #5 da Action Express Racing, que registrou 1’53″404 em sua melhor volta – já um segundo acima do tempo de Scott Dixon.

Ozz Negri foi o quarto mais veloz da manhã com o #60 da Mike Shank Racing. O brasileiro marcou 1’53″484 na melhor das 23 voltas do protótipo Ford EcoBoost Riley DP, seguido por Lucas Luhr a bordo do Oreca Nissan da Muscle Milk Pickett Racing e por Jordan Taylor, no carro da equipe de seu pai.

Na Prototype Challenge, Jonathan Bennett estabeleceu a volta mais rápida do primeiro treino com o #54 da CORE Autosport, virando 1’55″382, 10º mais rápido na geral. O piloto ficou um segundo inteiro abaixo do tempo de Raphael Matos, que participa da prova no #38 da Performance Tech Racing. O piloto da Stock Car marcou 1’56″633, 13º geral, logo seguido do conterrâneo – de país e estado – Bruno Junqueira, da RSR Racing.

O holandês Renger Van der Zande, no agora único carro da Starworks na divisão, foi o quarto mais veloz, seguido por Doug Bielefeld (BAR1 Motorsports) e Tom Kimber-Smith, da 8Star Motorsports.

Entre os veículos da divisão GT Le Mans (GTLM), bom começo para a Risi Competizione e sua Ferrari F458 Italia, reconstruída após o pavoroso acidente em Daytona. Matteo Malucelli estabeleceu a melhor marca da sessão em 1’59″394, seis décimos melhor que o Corvette C7-R de Tommy Milner. Antonio Garcia foi o terceiro no outro Corvette oficial de fábrica e Dirk Muller fez o quarto tempo com a BMW Z4 do time de Bobby Rahal.

O Team Falken Tire ficou em quinto na sua estreia nesta temporada, com o Porsche #17 guiado por Bryan Sellers e Bill Auberlen estabeleceu a sexta marca do treino. Vencedores em Daytona, os Porsche oficiais ficaram em 7º e 10º, misturados com os SRT Viper e à frente da Ferrari da Krohn Racing.

Na classe GTD, 23 dos 26 carros inscritos marcaram tempo e o Aston Martin Vantage #009 da TRG foi o carro mais veloz do lote. James Davison fez 2’03″762, apenas 0″038 mais veloz que o polonês Jakub “Kuba” Giermaziak, a bordo do Porsche #30 da NGT Motorsports. Craig Stanton, da Park Place Motorsports, foi o terceiro, seguido por Marco Cioci (Spirit of Race), Spencer Pumpelly (Flying Lizard Motorsports) e Townsend Bell (AIM Autosport).

A partir de 17h05, pelo horário de Brasília, carros, pilotos e equipes do Tudor United SportsCar Championship voltam à pista para mais uma sessão de treinos livres, com duração de 60 minutos. Às 21h começa o treino noturno, com 1h30min de duração.

O resultado completo do primeiro treino livre está aqui.

Foto: John Dagys (Sportscar365.net)

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6 respostas em “12h de Sebring, treino livre #1: Ganassi larga na frente

  1. Apesar de gostar muito do time Chip Ganassi, bem como do Action Express, vou realmente torcer para que, na corrida dê um LMP2. Não acho impossível.

  2. Rodrigo, particularmente, não achei que estrangularam tanto assim os LMP2 mas, ok, a minha pergunta (são algumas na verdade) é outra…

    … alguém já parou para calcular os custos dos DP e os custos dos LMP2? Dá muita diferença?

    • Pelo o que eu li os DPs ficaram quase tão caros quanto um LMP2 após os upgrades feitos para equiparar as duas classes.

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