Haas Racing: mais uma equipe dos EUA na Fórmula 1

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RIO DE JANEIRO – Quase cinco anos após o fracasso da natimorta escuderia USF1 e muito tempo depois dos projetos de Dan Gurney (Eagle Weslake), Parnelli Jones (Vel’s Parnelli), Roger Penske (Penske) e Carl Haas (Team Force-Lola), os EUA voltam a ter uma equipe de Fórmula 1. A Haas Racing Developments, do empresário Gene Haas, foi confirmada hoje como a 12ª escuderia da categoria máxima, a estrear em 2015.

De acordo com o pessoal da Autosport britânica, a Haas Racing passou por um minucioso processo de avaliação no qual foi apurada a possibilidade da equipe ter estrutura e recursos para se comprometer com a Fórmula 1. E antes que pensem que trata-se de um aventureiro, Gene Haas é um bem-sucedido homem de negócios.

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Dono da Haas Automation, empresa que já faturou mais de US$ 1 bilhão em vendas, Gene, de 61 anos de idade, possui uma equipe da Nascar desde 2002. Seis anos depois, anunciou uma união com Tony Stewart que rendeu, além do crescimento do time como uma das forças da Stock Car, um título do Smokey em 2011. Hoje, a Stewart-Haas alinha quatro carros, para Stewart, Kevin Harvick, Kurt Busch e Danica Patrick.

“Obviamente estamos extremamente satisfeitos por ter sido concedida uma licença de Fórmula 1 através da FIA”, disse o dirigente em comunicado oficial. “É um momento emocionante para mim, para a Haas Automation e para quem queria ver o retorno de uma equipe dos EUA. Agora, o trabalho duro começa. É um desafio que abraçamos e vamos colocar nossos carros no grid. Quero agradecer pela oportunidade e pela diligência da FIA em estender o prazo de apreciação para que se concretizasse o nosso período de licença”, afirmou.

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26 respostas em “Haas Racing: mais uma equipe dos EUA na Fórmula 1

  1. Em 1960, uma equipe norte-americana construtora famosa por seus protótipos , a Scarab com carrro de motor dianteiro correu na F1 e disputou seguramente, pois tenho as fotos os Gps de F1 : Monaco, SPA, Zandvoort, e Riversidade. Stirling Moss chegou a testar o carro em Monaco. Seus pilotos eram : Chuck Daigh e Lance Reventlow. Os carros eram azuis com larga faixa branca. Em 1961 no GP de Monaco competiu um Emeryson-Maserati de motor traseiro, pilotado por Olivier Gendebien. Ainda em 1961, tivemos Jack Fairman no Gp de Aintree pilotando um Ferguson-Climax. Mais dois carros com chassis americanos.

    • De todas as tentativas americanas, uma única vitória em SPA com Dan Gurney e seu Eagle-Weslake V12, carro e motor construidos por Gurney.

      • A Penske ainda venceu uma corrida na F1 em sua passagem nos anos 70.

    • A Danica possui muito apelo, mas não tem capacidade de pilotar um F1 em alto nível. Na Indy pilotou vários anos na poderosa equipe Andretti e a única corrida que venceu foi um oval, não pilotava bem nos circuitos mistos (em que pese a qualidade das pistas americanas). O único estadunidense da Indy que poderia se dar bem na F1 é o Josef Newgarden, que é jovem e consegue ter boas atuações mesmo por uma equipe modesta (que ao menos esse ano parece ter um patrocínio mecenas pra temporada, porque nos últimos anos a equipe alinhava o campeonato quase inteiro com o carro liso e em algumas corridas usava patrocínios pontuais). Marco Andretti também não é uma boa. Seu avô foi bem sucedido na F1 e na Indy, seu pai ainda hoje é cultuado pelos fãs da Indy mas não se firmou na F1 e ele há vários anos patina na Indy. Fez uma excelente temporada de estreia vencendo uma corrida e quase vencendo as 500 milhas, mas estagnou desde então e ele tem ficado pra trás dos seus companheiros Ryan Hunter-Reay (que também é ianque e fera na Indy mas não tem características de piloto de F1, além de ser um pouco afobado, como domingo em Long Beach, quando o Newgarden saiu dos boxes [com pneus frios, pois na Indy não existe cobertor térmico] logo à sua frente, e mesmo sabendo que era questão de tempo retomar a liderança pois o ianque mais novo não tinha ritmo, tentou passar onde não tinha espaço, tentando cortar por dentro numa curva fechada que resultou no equivalente ao “big one” na Indy).

  2. Ele ja divulgou que motor usara ano que vem ?
    Os pilotos eu acho que o Norte Americano Alex Rossi ( Gp2 ) deve ocupar uma das vagas e a outra e reza pra que não seja a Danica kkkk

    • Vamos com calma. Ele foi informado da aceitação da equipe agora. Isso não é um processo rápido. A Haas ainda deve negociar com fornecedores de motor.

    • No motorsport.com já surgiu uma especulação sobre a Ford, mas creio ser ainda muito cedo para cravar qualquer coisa.

      • …A Ferrari sempre teve um grande interesse no mercado americano através da F1, pode ser a deixa.

      • A Ford poderia voltar à F1 em breve, mas desenvolver um desses novos motores leva muito tempo. A Renault, por exemplo teve quatro anos pra desenvolver os novos motores (um a mais do que o prazo previsto inicialmente, pois esses novos motores eram pra estrear em 2013 mas foi postergado por pressão das equipes) e mesmo assim ainda está com o cronograma muito atrasado. A Honda vai reentrar ano que vem e não tenho notícias do estágio atual de desenvolvimento do motor, e possivelmente vai construir boa parte da sua unidade de força tendo por base os acertos da Mercedes e os erros das outras, mas ela tem acesso a dados dos motores alemães repassados pela McLaren. Pra outra fornecedora conseguir construir um motor competitivo (o que não deve levar menos de dois anos) terá de fazer o mesmo da Honda: se associar a uma equipe estabelecida para ter acesso a dados dos outros motores. Mudando de assunto, se a Ford voltasse à F1 seus motores seriam desenvolvidos novamente pela Cosworth? Afinal, durante a longa passagem da Ford pela F1 os motores que levavam seu nome eram feitos pela Cosworth, e a Ford entrou na categoria porque quando os motores da categoria mudaram de 2.0 pra 3.0 litros, Colin Chapman da Lotus convenceu a montadora a financiar o desenvolvimento de um V8 pela Cosworth (que por acaso foi fundada por dois ex-funcionários da Lotus). Esse V8 sofreu com a falta de confiabilidade no primeiro ano, mas do segundo em diante começou a colocar no chinelo motores V10 e V12 rivais por sua relação peso/potência e sagrou-se o modelo de motor mais vitorioso da história da F1 e o usado por mais escuderias (que outro motor foi usado por 18 equipes numa mesma temporada de F1?)

  3. No lugardele eu não levaria obrigatoriamente um piloto americano, mas tem um cara na Indy que acredito ser mais que habilitado para o posto: Simon Pagenaud…jovem, arrojado e agressivo…muito bom piloto. Simona de Silvestro também não faria feio, em minha opinião. Já a cotadíssima Dânica, sem chance…além do mais, ela já tem 32 aninhos…velha para uma estreante…Outro que foi cotado em algum momento para a F1, Marco Andretti, não tem a menor capacidade…sairia de forma mais feia que seu pai, em 93.

  4. Li que ele seria um espécie de equipe-satélite da Ferrari (somente no motor) mas com chassis Dallara mas tudo pode ser especulação. Eu estava pensando poderia ser chassis Panoz ou Dallara com motor Ferrari ou Honda talvez ? Pilotos? Talvez o Alex Rossi por ser americano já que corre a GP2 e testou na F1, Simon Pagenaud ou alguém da Nascar. Como a Honda precisa de uma segunda equipe na F1 para a analise de dados no desenvolvimento do Motor poderá ser a Haas a escolhida e assim ela agradaria a McLaren pela sua escolha. Haas-Dallara Honda HD01.

  5. Boa adição para a F1, espero que o Gene faça boas escolhas: sobre o chassi, talvez seja mais interessante contratar um projetista que pedir para uma empresa (Dallara, Lola, Panoz, etc.) projetar, vide aqueles carros horríveis da Indy e o HRT projetado pela Dallara.

    Motor, talvez a Honda seria bom, pois a empresa precisa de mais clientes para ajudar no desenvolvimento do motor.

    Sobre pilotos, se ele quiser contratar americanos, o Alex Rossi seria uma boa pedida, pois conhece vários circuitos do calendário da F1 e ajudaria bastante no feedback para o desenvolvimento do veículo. Já de estrangeiros, Simon Pagenaud seria uma boa pedida, pois tem estilo agressivo. Se quiser trazer audiência, poderia tentar algum piloto com passagem pela F1, como Montoya ou Sebastian Bourdais ou mesmo resgatar um dos sobrenomes mais famosos do automobilismo ianque com o Marco Andretti.

    • Ele ainda está analisando o cenário em volta para então tomar as decisões. Ele não é nenhum aventureiro endinheirado, ele tem experiência com automobilismo e a decisão que ele tomar vai ser a que julgar mais vantajosa. Aliás, a primeira coisa que ele vai fazer é contratar pessoas com experiência na categoria, daí o próximo passo será analisar todos os cenários possíveis. Motores especula-se Ferrari, Honda e Mercedes mas qualquer comentário até aqui é mero chute. Quanto aos chassis discordo um pouco e acredito que ao menos na primeira temporada deveria ter uma parceria com uma construtora, de preferência a Dallara, que tem mais experiência com monopostos, lembrando que o primeiro ano é um ano de transição, de aprendizado. A Brawn GP foi um ponto fora da curva, pois assumiu o chassis da Honda que estava quase pronto e ela não foi de fato uma nova equipe, mas sim uma nova roupagem de uma equipe velha, que nasceu como Tyrrel e hoje atende por Mercedes. Começar do zero quem começou de fato foram as de 2010. Dessas, a Caterham investiu pesado desde o começo em sua estrutura, que é bem razoável (e a equipe já atua em outras categorias) e embora seu orçamento seja limitado ela conta com o apoio de empresas respeitadas, como Airbus, CNN, GE, Dell, entre outras. Mesmo assim a equipe não encontrou ainda um rumo. A Marussia tem uma estrutura capenga que depende basicamente dos donos (que apesar de russos parecem não ter muita bala na agulha), visto que seus carros correm lisos de patrocínios e dos pilotos pagantes. O que mantém a equipe ainda de pé é que ela é uma espécie de equipe satélite da Ferrari e da McLaren ao mesmo tempo (parceria técnica com os prateados e os motores e o pupilo dos vermelhos). Fosse a FIA aprovava logo a entrada da Forza Rossa (que parece até fusão de Force India com Toro Rosso) porque ano passado já especularam uma fusão com a Sauber. Não deu em nada, mas pelo andar da carruagem (e das duas equipes) é possível que haja mesmo esse casamento de russos e suíços.

  6. Nome fortíssimo entrando na categoria. Automobilismo eles sabem fazer e bem. Vão entrar para incomodar os europeus. Podiam levar dos pilotos ianques para a F1 para o pacote ficar completo.

    • Só dois carros americanos incomodaram os europeus e bastante,que me lembre ,um foi o carro criado por jim Hall e Hap sharp(Chaparral) e o outro,com muito mais sucesso o Ford GT 40(afinado pelo grande Carol Shelby),quem sabe agora surja um outro,vamos esperar para ver.

      • Antes do Ford GT, teve o motivo da Ford chamar Carroll Shelby e a Lola Cars para construírem o carro de 40 polegadas de altura, o Ford GT 40, daí a sua nomenclatura. Foi o AC Cobra 289 ci depois vitaminado e de traseira alargada o 427 ci e finalmente o Cobra Daytona, que melhorou muito a aerodinâmica dos AC Cobra, venceu as Ferraris 250 GTO, Ganhou 24 H Le Mans na Categoria e foi campeão mundial de GT em 1965, Os Cobras Daytonas só tiveram 7 exemplares fabricados, e em leilões atingem US$ 10 milhões. Dan Gurney forneceu os cabeçotes Gurney-Weslake para os motores 427 ci dos cobras e Ford GT

  7. Dan Gurney foi o pilto campeão mundial de GT em 1965 com o Cobra Daytona e na e na lateral traseira do carro, entre o paralama e o fim da carroceria havia um sticker: Dan Gurney for President. Ele se candidatou, sem o mesmo sucesso das pistas

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