WTCC: primeira fila é toda desclassificada; Muller herda P1

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Antes da desclassifcação na vistoria técnica, Sébastien Loeb comemorou a pole recebendo a visita ilustre do príncipe Albert de Mônaco (Foto: Italiaracing.net)

RIO DE JANEIRO (atualizado às 14h45) – Soltem os melhores pilotos da atualidade no automobilismo numa pista e certamente ele dará espetáculo. Sébastien Loeb está sem dúvida entre esses nomes e há quem diga que ele é o melhor entre os melhores. O piloto francês, nove vezes campeão do WRC, começa a pôr as asinhas de fora no WTCC, o Mundial de Carros de Turismo.

Com o Citroën C-Elysée número #9, Loeb cravou uma volta sensacional na superpole em 1’29’527, média horária de 154,45 km/h, para liderar a trifeta da marca da Terra da Bastilha no grid de 18 carros. Pechito López, líder do campeonato após a etapa inaugural no Marrocos, ficou a 0″092 da pole position e o francês Yvan Muller, quatro vezes campeão, foi o terceiro a 0″330 de Loeb.

Todavia, a vistoria técnica realizada após o treino classificatório “canetou” os dois carros da primeira fila. Uma irregularidade no corte automático de combustível do C-Elysée de Loeb e do argentino López manda os dois para o fim do pelotão. Assim, a pole position é de Yvan Muller, por herança. Na corrida #2, Loeb e López também serão obrigados a partir do fim do pelotão.

Gabriele Tarquini não teve chances de chegar perto dos três carros franceses e considerando as circunstâncias, fez um ótimo trabalho – com a desclassificação dos rivais, herdou a 2ª posição do grid. A bordo de um novo Honda Civic WTCC, já que o carro anterior foi bem destruído numa batida em Marrakech, o italiano merece aplausos por ter alcançado a Superpole, no melhor desempenho de um carro do construtor japonês no grid. E o francês Hugo Valente brilhou competindo em casa. Além de fazer o melhor tempo no primeiro treino livre, avançou para o Q3 e conseguiu um honroso 5º posto, transformado em terceiro.

Na corrida que abre a programação de rodada dupla do Mundial de Turismo na França, Norbert Michelisz sai em quarto com o Honda da Zengö, seguido por um batalhão de Chevys Cruze, com Tom Chilton à frente de Dusan Borkovic e Gianni Morbidelli.

Para nenhuma surpresa, os três Lada Granta não avançaram para além da primeira fase do treino classificatório, uma vez que o modelo do fabricante de Togliatti carece de desempenho em pistas com muitas retas e curvas velozes. Entre os TC2 inscritos, John Filippi aproveitou o “fator casa” para bater as BMW do Team Engstler.

O grid para a corrida #1 do Mundial de Carros de Turismo é este:

1ª fila:

#1 Yvan Muller (Citroën C-Elysée WTCC TC1) – 1’29″857 – Q3
#2 Gabriele Tarquini (Honda Civic WTCC TC1) – 1’30″808 – Q3

2ª fila:

#7 Hugo Valente (Chevrolet RML Cruze TC1) – 1’31″139 – Q3
#5 Norbert Michelisz (Honda Civic WTCC TC1) – 1’30″741 – Q2

3ª fila:

#3 Tom Chilton (Chevrolet RML Cruze TC1) – 1’30″897 – Q2
#98 Dusan Borkovic (Chevrolet RML Cruze TC1) – 1’31″099 – Q2

4ª fila:

#10 Gianni Morbidelli (Chevrolet RML Cruze TC1) – 1’31″207 – Q2
#18 Tiago Monteiro (Honda Civic WTCC TC1) – 1’31″224 – Q2

5ª fila:

#77 René Münnich (Chevrolet RML Cruze TC1) – 1’31″345 – Q2
#25 Mehdi Bennani (Honda Civic WTCC) – 1’32″458 – Q2

6ª fila:

#12 Rob Huff (Lada Granta 1.6T TC1) – 1’32″142 – Q1
#11 James Thompson (Lada Granta 1.6T TC1) – 1’33″162 – Q1

7ª fila:

#14 Mikhail Kozloviskiy (Lada Granta 1.6 TC1) – 1’34″210 – Q1
#27 John Filippi (Seat León WTCC TC2) – 1’35″972 – Q1

8ª fila:

#6 Franz Engstler (BMW E90 320 TC2) – 1’36″022 – Q1
#8 Pasquale Di Sabatino (BMW E90 320 TC2) – 1’36″083 – Q1

9ª fila:

#9 Sébastien Loeb (Citroën C-Elysée WTCC TC1) – 1’29″527 – Q3 (*)
#37 José María López (Citroën C-Elysée WTCC TC1) – 1’29″619 – Q3 (*)

4 respostas em “WTCC: primeira fila é toda desclassificada; Muller herda P1

  1. Rodrigo. A pole da segunda corrida também deixa de ser de Tiago Monteiro e passa para o Benani, ou fica tudo como dantes?

  2. A wtcc nos últimos anos tem sido apenas uma vitrine para 1 ou 2 montadoras para vender seus carros e fazer Yvan Muller campeão. Sempre muito desiquilibrada, uma marca voando na pista, como se fosse de outra categoria e outra “tentando” alcançar. Foi assim com a Seat com o Leon TDI, depois com a Chevrolet Cruze LT e agora com a Citroën C-elyse. Um exemplo de falta total de competitividade. Um porre de assistir. Bem fez a BMW em ir para DTM. A WTCC se depender de espetáculo de competição acaba este ano.

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