AutoGP: dois triunfos de Sato na Hungria

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RIO DE JANEIRO – Vice-campeão da AutoGP World Series ano passado, o japonês Kimiya Sato venceu de forma sensacional as duas provas da 3ª rodada dupla da temporada, disputadas no último fim de semana em Hungaroring, como preliminar do WTCC. O piloto da Euronova não tomou conhecimento dos adversários: na corrida #1, largou de décimo feito um torpedo e em sete voltas, já era terceiro colocado. Na 10ª volta, superou o pole position Markus Pommer e daí chegou à ponta, parando nos boxes mais tarde para o pit stop compulsório e receber a quadriculada da vitória com 1″215 de vantagem sobre o húngaro Tamas Pàl Kiss, da Zele Racing.

Andrea Roda conquistou o primeiro pódio na temporada com a 3ª posição, seguido por Kevin Giovesi, Sam Dejonghe e por Markus Pommer, dominante numa classificação banhada pela chuva. A corrida deste fim de semana marcou o retorno do italiano Vittorio Ghirelli, que está na Indy Lights. O atual campeão da categoria completou a prova #1 na nona posição, à frente da compatriota Michela Cerruti.

Na corrida #2, disputada no domingo, Sato largou em oitavo com a inversão dos oito primeiros no resultado da prova #1 e fez uma corrida mais conservadora para não desgastar os pneus na primeira parte da disputa. Saiu-se bem na tarefa: fez o pit stop na 15ª volta e quando assumiu a liderança, não a perdeu mais. Venceu com 7″220 de vantagem para Vittorio Ghirelli. Sam Dejonghe acabou no pódio, seguido por Kevin Giovesi, Andrea Roda e Markus Pommer. O ídolo local Pàl Kiss acabou apenas na 7ª colocação.

Com os resultados do fim de semana, Sato disparou na liderança do campeonato, agora somando 114 pontos contra 75 de Kiss, 65 de Pommer e 58 de Giovesi. O campeonato faz uma longa pausa no mês de maio e volta apenas no dia 31 e em 1º de junho para a quarta rodada dupla, no tradicional Autódromo de Monza, na Itália.

Após a primeira pole, a primeira vitória

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RIO DE JANEIRO – Um domingo de fortes emoções em Laguna Seca, na 4ª etapa do Tudor United SportsCar Championship. Numa corrida sem bandeira amarela alguma, fato raro em competições de Protótipos e GTs, a equipe Extreme Speed Motorsports, pole position no Mazda Raceway, prevaleceu ao longo das duas horas de disputa e conquistou a primeira vitória de um carro LMP2 na competição.

Johannes van Overbeek/Ed Brown foram os mais felizes ao longo das 87 voltas de disputa, mesmo com a péssima largada de Brown, que perdeu a liderança após a bandeira verde para o Corvette DP de Michael Valiante. A estratégia foi deixar Brown cumprir o tempo mínimo de 20 minutos na pista para deixar JvO fazer o resto. E ele fez, com uma magnífica manobra de ultrapassagem sobre Jordan Taylor, 2º colocado em dupla com o irmão Ricky.

Na verdade, a Extreme Speed podia até ter feito a dobradinha e não teria sido exagero se isso acontecesse. Basta lembrar que o #1 de Scott Sharp/Ryan Dalziel era o melhor carro na pista até enfrentar uma falha insolúvel de câmbio e a dupla acabou alijada da disputa.

Mesmo sem nenhuma neutralização ao longo da disputa, a prova teve algumas polêmicas. No início, o #90 da Spirit of Daytona e o #42 da OAK Racing começaram se enroscando na briga pela ponta, o que beneficiou Christian Fittipaldi, que chegou a ser segundo colocado. Mais tarde, Alex Brundle, já substituindo Gustavo Yacaman no Morgan Nissan, acabou por perpetrar uma manobra infelicíssima de ultrapassagem, batendo no Corvette DP de Fittipaldi/Barbosa e tirando de esquadro – coitado – o Mazda de Joel Miller/Tristan Nunez. O #42 e o #90 acabaram punidos e o carro da OAK, com sérios problemas, ficou para trás.

Scott Pruett/Memo Rojas sobreviveram para chegar em 3º, logo à frente de Barbosa/Fittipaldi, que conservam assim a liderança do campeonato, embora a vantagem tenha sido reduzida. De realçar também a honesta corrida do Mazda Skyactiv-D de Sylvain Tremblay/Tom Long, que chegaram em 7º na geral, melhor resultado do carro com motor japonês em 2014. Oswaldo Negri e John Pew abandonaram por quebra de câmbio.

A classe GTLM também teve muita movimentação ao longo da disputa, embora o domínio tenha pertencido ao Corvette C7-R de Antonio Garcia/Jan Magnussen, que acabaram por vencer e chegar em 8º na geral. Bill Auberlen/Andy Priaulx, líderes ao chegar no Mazda Raceway, conseguiram na última curva da última volta uma ultrapassagem polêmica sobre o Porsche de Nick Tandy/Richard Lietz. Passível de punição? Nunca se sabe…

A Ferrari de Giancarlo Fisichella/Pierre Kaffer se aguentou bem enquanto os pneus resistiram. A dupla da Risi esteve na ponta em alguns momentos, mas acabou mesmo em 4º lugar, seguida por Wolf Henzler/Bryan Sellers e Oliver Gavin/Tommy Milner.

Pódio para Junqueira na corrida da PC/GTD

Algumas horas mais cedo, as categorias PC e GTD fizeram a primeira prova do dia – ambas não competiram em Long Beach – com 32 carros no total. Essa corrida acabou apresentando duas neutralizações, por saídas de pista de dois carros GTD, no caso o Porsche de Patrick Dempsey e o Audi de Charles Putman.

MartiniWin

Na maior parte da disputa, a liderança pertenceu ao carro #25 da 8Star Motorsports guiado por Sean Rayhall/Luis Diaz. Pole position, o #09 de Duncan Ende/Bruno Junqueira também chegou a pontear, por 23 voltas. Mas ao fim das duas horas de prova, as duplas foram surpreendidas por Mirco Schultis/Renger Van der Zande, que ganharam com o #8 da Starworks Motorsports pintado nas tradicionais cores da Martini. O brasileiro e seu companheiro de equipe acabaram mesmo na 3ª posição.

A classe GTD teve um final cinematográfico: luta sensacional pela vitória entre a BMW #94 da Turner Motorsport guiada por Dane Cameron/Markus Palttala e o Audi #48 da Paul Miller Racing, com Christopher Haase/Bryce Miller, separados por apenas 0″168. O pódio foi completado por Andy Lally/John Potter, da Magnus Racing. Foram três marcas diferentes nas três primeiras posições.

Na próxima etapa, dia 31 de maio, no circuito Belle Isle Park, em Detroit, correrão os Prototypes e os GTD desta vez. Uma boa para a Corvette, já que a equipe estadunidense viaja para Le Mans para o Journée Test, que ocorre no dia seguinte a esta prova.

Oitava coluna

RIO DE JANEIRO – Mais uma coluna Parabólica sai do forno para os leitores do Grande Prêmio. O mote, claro, é a tragédia de Imola e os 20 anos da perda não só de Ayrton Senna e Roland Ratzenberger, traçando um paralelo com o ano de 1982, em que a Fórmula 1 também presenciou a morte de dois pilotos.

Tão ídolo quanto Ayrton Senna, Gilles Villeneuve se foi. E tão anônimo quanto Roland Ratzenberger, Riccardo Paletti, assim como o austríaco, caiu na vala comum do esquecimento.

O link para a coluna está aqui. Boa leitura!

Primeira e monótona vitória de Wittmann no DTM

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RIO DE JANEIRO – A estreia do novo modelo M4 da BMW não poderia ter sido melhor: Marco Wittmann dominou com sobras desde a 3ª volta e venceu pela primeira vez no DTM em Höckenheim. Aliás, longe vão os tempos em que o circuito da região de Baden-Wüttemberg recebia públicos monstruosos. O trecho do estádio tinha claros bem visíveis, de acordo com o que denunciaram as imagens da transmissão.

A corrida em si foi muito monótona. O piloto do carro #23 não teve adversários e venceu com 13 segundos de vantagem para Mattias Ëkström. O pole position Adrien Tambay conseguiu salvar pelo menos um pódio, seguido do campeão Mike Rockenfeller.

Quatro outros pilotos da BMW terminaram entre quinto e oitavo, entre eles o brasileiro Augusto Farfus, envolvido num entrevero no fim da disputa com o alemão Timo Scheider, da Audi. O vice-campeão da última temporada conseguiu quatro pontos na abertura do campeonato.

Para a Mercedes, foi um péssimo início de campeonato. O melhor dos pilotos da marca foi Pascal Wehrlein, em 11º lugar, logo à frente de Gary Paffett. O regresso de Paul Di Resta rendeu ao escocês um modesto décimo-quarto posto.

Entre os estreantes, o português Antônio Félix da Costa foi muito bem no início, mas depois acabou envolvido numa colisão e obrigado a pagar um drive through. Depois abandonaria. O suíço Nico Müller foi o melhor dos novatos na classificação final, com um modesto 16º lugar.

Próxima etapa do campeonato: Motopark Oschersleben, daqui a duas semanas.

Resultado final:

1. Marco Wittmann (BMW) – 42 voltas em 1:06’40″548
2. Mattias Ëkström (Audi) – a 12″869
3. Adrien Tambay (Audi) – a 14″879
4. Mike Rockenfeller (Audi) – a 17″593
5. Timo Glock (BMW) – a 21″780
6. Bruno Spengler (BMW) – a 23″513
7. Martin Tomczyk (BMW) – a 24″082
8. Augusto Farfus (BMW) – a 24″913
9. Timo Scheider (Audi) – a 26″138
10. Joey Hand (BMW) – a 34″759

Morbidelli quebra série invicta da Citroën no WTCC

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RIO DE JANEIRO – Cai a invencibilidade da Citroën, vencedora de cinco das seis primeiras corridas do Mundial de Turismo, o WTCC. Graças ao italiano Gianni Morbidelli, da equipe Münnich Motorsport, a sequência de triunfos da “armada” francesa chegou ao fim neste domingo, no circuito de Hungaroring.

O italiano de 45 anos fez uma ótima largada, aproveitando o grid invertido entre os dez primeiros do Q2, para liderar de ponta a ponta, do início ao fim, numa pista de ultrapassagens quase impossíveis, ainda mais se considerarmos a pouca largura do traçado e também o fato da pista ter 4,381 km de extensão.

Tiago Monteiro foi o único que ofereceu resistência ao bravo Gianni, mas o italiano prevaleceu ao fim das 14 voltas e cruzou a linha final com 0″350 de vantagem para o português da Honda. Pole da prova #2, Hugo Valente completou um pódio sem – fato inédito no ano – nenhum piloto Citroën.

Tom Coronel chegou em 4º lugar, à frente de Yvan Muller, que vencera mais cedo, com folga absoluta, a corrida #1 saindo da pole position. “Pechito” López, líder do campeonato, foi o 6º colocado, seguido por Tom Chilton, Gabriele Tarquini, Sébastien Loeb e Norbert Michelisz, a esperança local.

Mais cedo, apesar do intenso frio de 10º C registrado neste domingo no Hungaroring, Muller vencera com 1″282 de vantagem para “Pechito” López e mais de oito de avanço sobre Tiago Monteiro. Tarquini completou em quarto, seguido por Mehdi Bennani (que não largou na prova #2 por problemas no turbo de seu carro) e Michelisz. Loeb foi 7º apenas, com Coronel, Morbidelli e Valente completando os 10 primeiros.

Na TC2, Pasquale Di Sabatino e Franz Engstler partilharam as vitórias no Yokohama Trophy, para as equipes que usam carros dentro do antigo regulamento. O campeonato ainda é dominado pelos pilotos da Citroën, com López na dianteira, 10 pontos à frente de Yvan Muller. E já no próximo domingo, teremos a 4ª rodada do campeonato, no circuito Slovakia Ring, em Orechová Potôň.

O resultado final da corrida #1:

1 – Yvan Muller – Citroen Elysée – Citroen – 14 voltas em 25’57″292, média de 141,69 km/h
2 – Josè Maria Lopez – Citroen Elysée – Citroen – 1”282
3 – Tiago Monteiro – Honda Civic – Honda Jas – 8”961
4 – Gabriele Tarquini – Honda Civic – Honda Jas – 13”980
5 – Mehdi Bennani – Honda Civic – Proteam – 14”747
6 – Norbert Michelisz – Honda Civic – Zengo – 16”672
7 – Sébastien Loeb – Citroen Elysée – Citroen – 17”475
8 – Tom Coronel – Chevrolet Cruze – Roal – 22”863
9 – Gianni Morbidelli – Chevrolet Cruze – Munnich – 27”891
10 – Hugo Valente – Chevrolet Cruze – Campos – 36”287

O resultado final da corrida #2:

1 – Gianni Morbidelli – Chrevrolet Cruze – Munnich – 14 voltas em 26’15″851, média de 140,02 km/h
2 – Tiago Monteiro – Honda Civic – Honda Jas – 0”350
3 – Hugo Valente – Chevrolet Cruze – Campos – 1”206
4 – Tom Coronel – Chevrolet Cruze – Roal – 5”104
5 – Yvan Muller – Citroen C-Elysée – Citroen – 5”435
6 – José Maria Lopez – Citroen C-Elysée – Citroen – 5”605
7 – Tom Chilton – Chevrolet Cruze – Roal – 6”306
8 – Gabriele Tarquini – Honda Civic – Honda Jas – 7”828
9 – Sebastien Loeb – Citroen C-Elysée – Citroen – 8”308
10 – Norbert Michelisz – Honda Civic – Zengo – 8”842

Classificação do campeonato após 6 corridas:

1. Pechito López – 115 pontos; 2. Yvan Muller – 105; 3. Sébastien Loeb – 84; 4. Tiago Monteiro – 65; 5. Gabriele Tarquini – 48; 6. Hugo Valente- 47; 7. Gianni Morbidelli – 37; 8. Tom Chilton – 36; 9. Mehdi Bennani – 26; 10. Norbert Michelisz – 23; 11. Tom Coronel – 16; 12. Dusan Borkovic – 15; 13. Rob Huff e Mikhail Kozloviskiy – 10; 15. Franz Engstler – 6; 16. John Filippi – 4; 17. Pasquale Di Sabatino e James Thompson – 2 pontos.

Oliveira/Yasuda vencem 500 km de Fuji e lideram campeonato

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RIO DE JANEIRO – Banzai! João Paulo de Oliveira e Hironobu Yasuda venceram neste domingo os 500 km de Fuji, 2ª etapa do Super GT japonês. Largando da pole position, a dupla do Calsonic Team Impul dominou amplamente as 110 voltas da disputa e após 3h07min de disputa, receberam a quadriculada com quase 25 segundos para cima dos atuais campeões Kohei Hirate/Yuji Tachikawa.

Com esse resultado, somado ao 3º posto em Okayama a dupla assumiu a liderança do campeonato com 31 pontos. Isso significa que Oliveira/Yasuda vão para a próxima corrida, em Autopolis, carregando nada menos que 62 kg de lastro adicional, quarenta a mais do que em Fuji.

Os modelos Nissan e Lexus continuam melhores que os Honda NSX neste começo de campeonato do Super GT. Entre os dez primeiros, nove eram das duas primeiras marcas, com o único Honda que terminou a corrida – o de Naoki Yamamoto/Jean-Karl Vernay – na 10ª posição. No último lugar do pódio ficou a dupla formada por Kazuya Oshima/Yuji Kunimoto.

O veterano Michael Krumm fez excelente corrida e chegou em 4º, correndo em dupla com Daiki Sasaki. Vencedores em Okayama, Andrea Caldarelli/Daisuke Ito completaram os cinco primeiros.

Na GT300, cuja disputa foi marcada pelo forte acidente do Lamborghini de Manabu Orido/Takayuki Aoki, mais uma vez deu BMW – e de novo com a dupla Nobuteru Taniguchi/Tatsuya Kataoka, para a alegria do folclórico chefe de equipe do time, ninguém menos que Ukyo Katayama. A dupla completou 102 voltas e venceu com apenas 1″061 de vantagem para a Mercedes da equipe Gainer Dixcel, guiada por Katsuyuki Hiranaka/Björn Wirdheim.

Com mais um triunfo, a dupla do carro #4 atinge a pontuação máxima na temporada e em Autopolis terão que competir com nada menos que 80 kg de troféu bigorna. O carro campeão do ano passado, guiado por Tomoki Nojiri/Yukhi Nakayama, completou o pódio em Fuji.

Pole position da divisão, a dupla Kazuki Hoshino/Lucas Ordonez acabou em 5º lugar, atrás dos experientes Jörg Müller/Seiji Ara, noutra BMW. O Toyota Prius com sistema híbrido chegou em 6º, à frente do McLaren da Cars Tokäi Dream 28. Completaram os 10 primeiros a Mercedes da equipe Leon e dois Nissan, da STP Gaia Taisan e da Iwasaki APR.

Classificação do campeonato após 2 etapas:

GT500

1. Hironobu Yasuda/João Paulo de Oliveira – 31 pontos
2. Daisuke Ito/Andrea Caldarelli e Kazuya Oshima/Yuji Kunimoto – 26
4. Yuji Tachikawa/Kohei Hirate – 15
5. Oliver Jarvis/Hiroaki Ishiure – 13
6. Michael Krumm/Daiki Sasaki – 8
7. Naoki Yamamoto/Jean-Karl Vernay e Tsugio Matsuda/Ronnie Quintarelli – 7
9. Koudai Tsukakoshi/Toshihiro Kaneishi – 5
10. Yuhi Sekiguchi/Juichi Wakisaka – 4
11. Vitantonio Liuzzi/Kosuke Matsuura – 3
12. James Rossiter, Ryo Hirakawa e Takashi Kogure/Hideki Mutoh – 2
15. Satoshi Motoyama/Masataka Yanagida – 1

GT300

1. Nobuteru Taniguchi/Tatsuya Kataoka – 40
2. Katsuyuki Hiranaka/Björn Wirdheim – 26
3. Jörg Müller/Seiji Ara – 23
4. Kazuki Hoshino/Lucas Ordonez – 14
5. Yukhi Nakayama/Tomoki Nojiri – 13
6. Haruki Kurosawa/Kyosuke Mineo – 9
7. Shinichi Takagi/Takashi Kobayashi e Morio Nitta/Koki Saga – 5
9. Kazuho Takahashi/Hiroki Katoh e Shinya Hosokawa/Koji Yamanishi – 4
11. Richard Lyons e Tomonobu Fujii – 3
13. Naoki Yokomizo/Shogo Mitsuyama – 2
14. Masayuki Ueda/Hideki Yamauchi e Yuki Iwasaki/Masami Kageyama – 1

Pole position histórica da ESM em Monterey

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RIO DE JANEIRO – Sábado histórico para o Tudor United SportsCar Championship. Pela primeira vez em quatro corridas, um protótipo LMP2 conseguiu superar os Daytona Prototypes herdados da Rolex Sports Car Series em ritmo de classificação: o HPD ARX-03b da Extreme Speed Motorsports guiado por Johannes van Overbeek foi a grande surpresa do qualifying para a 4ª etapa do campeonato.

Natural de Oakland, na Califórnia e, portanto, piloto “da casa”, JvO fez uma volta excelente em 1’18″561 e não foi mais superado por ninguém da principal categoria do TUSC. O britânico Richard Westbrook bem que tentou fazer bonito com o Corvette DP da Spirit of Daytona, mas tudo o que conseguiu foi o 2º tempo, a 0″227 da pole.

Não foi só JvO que foi bem entre os LMP2: Ryan Dalziel marcou o 3º tempo com o #1 da equipe ESM e Gustavo Yacaman, que neste fim de semana tem a companhia de Alex Brundle, pois Olivier Pla correu em Spa pelo Mundial de Endurance, foi o quarto mais veloz.

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Aliás, a escuderia patrocinada pela Tequila Patrón anunciou que vai adquirir o novo HPD ARX-04b e correr com ele em 2015. Esse bólido é o novo protótipo fechado da Honda Performance Development – e outra vez desenvolvido por Nick Wirth. A equipe não descarta uma participação nas 24 Horas de Le Mans.

Entre os 12 carros inscritos na Prototype, o Corvette DP #5 do brasileiro Christian Fittipaldi e do português João Barbosa, líderes do campeonato, ficou com a 5ª posição, a 0″614 da pole. Já Oswaldo Negri e seu parceiro John Pew largam de oitavo, com o tempo de 1’20″107 com o Ford EcoBoost Riley DP da Michael Shank Racing.

Na classe GTLM, que corre junto com a Prototype neste domingo, tal como ocorreu em Long Beach, outra vez o Corvette C7-R foi dominante. Antonio Garcia fez a melhor volta da categoria para o circuito Mazda Raceway em 1’22″373, 0″205 mais veloz que a BMW de Dirk Müller/John Edwards. Foram três marcas nas três primeiras posições, pois a seguir veio o Porsche de Nick Tandy/Richard Lietz.

O SRT Viper mais bem classificado ficou em 6º no grupo, com a dupla Dominik Farnbacher/Marc Goossens, logo à frente da Ferrari #62 da Risi Competizione. Giancarlo Fisichella/Pierre Kaffer largam à frente de dois Porsches, de um SRT Viper, da Ferrari da Krohn Racing e de um Mazda da classe Prototype.

As categorias Prototype Challenge e GTD, ausentes em Long Beach, farão a primeira prova do dia, com 32 carros na pista da Califórnia. E quem parte na frente é o Oreca #09 do brasileiro Bruno Junqueira. O piloto cravou 1’19″723, quase quatro décimos à frente do segundo colocado e registrou o novo recorde do circuito para a categoria.

E na GTD, os modelos alemães dominaram as primeiras posições: o Audi #45 da Flying Lizard, guiado pela dupla Spencer Pumpelly/Nelson Canache, sai da posição de honra da divisão, seguido pelo Porsche de Leh Keen/Cooper MacNeil, com outro Audi guiado por Christopher Haase/Bryce Miller na 3ª colocação.

O Fox Sports 2 transmite neste domingo a partir de 18h30 de Brasília a prova das classes Prototype e GTLM ao vivo, direto do Mazda Raceway.

Toyota domina e vence mais uma no FIA WEC

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RIO DE JANEIRO – Aos que tinham dúvidas acerca do potencial do TS040 Hybrid da Toyota, principalmente depois do Prólogo em Paul Ricard – quando o desempenho dos dois protótipos foi muito questionado, pela diferença em relação às rivais, os japoneses vieram não só com a resposta da vitória das 6 Horas de Silverstone como também repetiram a dose neste sábado. Mais uma vez, a trinca do carro #8 guiado por Sébastien Buemi/Nicolas Lapierre/Anthony Davidson chegou na frente, fazendo a tripulação disparar na liderança do Mundial de Pilotos da classe LMP1 com 50 pontos. E tudo isso antes das 24 Horas de Le Mans, que dão pontuação dobrada para os vitoriosos.

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O triunfo enfático da Toyota, segundo consecutivo em 2014, coloca uma enorme pulga atrás da orelha dos germânicos. Audi e Porsche vão juntar os cacos e dimensionar o tamanho da sova que levaram na pista. A turma de Stuttgart até que mostrou serviço e o #14 de Romain Dumas/Marc Lieb/Neel Jani liderou a corrida partindo da pole, por um bom período. Após alguns problemas técnicos, perderam uma volta e acabaram na 4ª posição. Já a corrida do #20 foi muito mais atribulada, cheia de percalços, desde o início. Primeiro tiveram problemas com a suspensão e depois, várias falhas mecânicas. Acabaram em 23º lugar, vinte e três voltas atrasados.

Novamente a Audi tornou-se a maior derrotada no início do FIA WEC. Fica claro que a mudança de regulamento foi um tiro no pé da turma de Ingolstadt e a opção pela categoria 2MJ na Equivalência de Tecnologia é um retrocesso de desempenho dos R18 e-tron quattro. Mesmo assim, o Audi #1 fez uma boa corrida dentro das limitações do protótipo e o brasileiro Lucas Di Grassi salvou um importante 2º lugar, ao lado dos parceiros Tom Kristensen e Loïc Duval.

O carro #2 de Marcel Fässler/Bénoit Tréluyer/Andre Lotterer também não foi páreo na briga pela vitória, encerrando a disputa em 5º lugar, à frente do R18 e-tron quattro longtail de Filipe Albuquerque/Marco Bonanomi. Mau sinal? Cedo para dizer. Le Mans é território Audi nos últimos anos e não se pode dizer que os “quatrargólicos”, para usar uma expressão comum no blog do Flavinho Gomes, são carta fora do baralho.

A Rebellion Racing usou a prova de Spa como teste dinâmico do novo R-One. O carro parece ter potencial, mas precisa de desenvolvimento. Cinco dias de testes não representaram nada: o carro ganhou muita quilometragem neste fim de semana e, mesmo com 10 voltas de atraso, o #12 de Nick Heidfeld/Mathias Beche/Nicolas Prost completou a prova na sétima colocação. O #13 teve um sem fim de problemas e foi o único carro que abandonou a disputa na Bélgica.

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Na LMP2, a KCMG começou bem e na frente, mas o protótipo Oreca Nissan do time de Hong Kong foi perdendo terreno no correr da disputa e a vitória, pela segunda prova consecutiva, foi do #26 de Roman Rusinov/Julien Canal/Olivier Pla, que também disparam na liderança do campeonato com duas vitórias e os mesmos 50 pontos da turma da Toyota na LMP1. Em segundo ficou o trio da Jota Sport, com Marc Gené/Simon Dolan/Harry Tincknell, seguidos por Richard Bradley/Matthew Howson/Alexandre Imperatori. A SMP Racing ficou longe da briga pelo pódio: o carro #27 de Nicolas Minassian/Sergey Zlobin/Maurizio Mediani, inclusive, pagou um stop & go por queima de largada e não conseguiu mais se recuperar.

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Como sempre, na LMGTE-PRO as brigas por posição garantiram a emoção ao longo das 6 horas de disputa. Os Aston Martin Vantage começaram fortes e em dado momento, chegaram à dobradinha, com Stefan Mücke e o brasileiro Fernando Rees andando muito. Porém, prevaleceu a maior coesão da dupla da AF Corse no carro #51: vitória de Toni Vilander/Gimmi Bruni, seguidos por Patrick Pilet/Jörg Bergmeister, que conquistaram o segundo lugar após uma luta sensacional com a outra Ferrari do time italiano, guiada pela dupla James Calado/Davide Rigon.

O carro #97 de Bruno Senna/Darren Turner/Stefan Mücke completou em quarto, seguido por Fernando Rees/Alex MacDowall/Darryl O’Young, num bom fim de semana da tripulação do #99.

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A disputa na LMGTE-AM foi menos intensa e a vitória também pertenceu aos italianos da AF Corse, com a Ferrari de Mirko Venturi/Marco Cioci/Luis Perez-Companc levando a melhor após completar 149 voltas na pista belga. A Aston Martin levou as posições seguintes de pódio com Richie Stanaway/Kristian Poulsen/David Heinemeier-Hänsson e Pedro Lamy/Paul Dalla Lana/Christoffer Nygaard.

Agora é esperar pela cereja do bolo: a edição 2014 das 24 Horas de Le Mans, a 82ª da história da prova francesa. E do jeito que a coisa vai, melhor a Audi pôr de uma vez por todas as barbas de molho. Duvido muito, no entanto, que a Toyota chegue a Sarthe achando que pode “chutar cachorro morto” na França, porque, repito, a prova francesa é território alemão há mais de 10 anos.

Oliveira brilha e crava pole no Super GT

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RIO DE JANEIRO – Na segunda corrida do Super GT dentro do novo regulamento técnico, o brasileiro João Paulo de Oliveira mostrou o que sabe e o que vale na qualificação para os 500 km de Fuji, 2ª etapa do campeonato que acontece nesta madrugada brasileira de domingo.

Com o Nissan #12 da foto, que reparte neste ano com Hironobu Yasuda, o piloto da equipe Calsonic Team Impul  foi o único a virar abaixo de 1’29” – precisamente 1’28″799, média de 184,989 km/h e quase meio segundo mais baixo que o tempo de Satoshi Motoyama, também com outro Nissan GT-R, mas inscrito pela escuderia S-Road Mola.

O italiano Ronnie Quintarelli colocou mais um carro da marca em 3º lugar no grid, cabendo a James Rossiter (substituto de Kazuki Nakajima) o melhor resultado entre os Lexus RC-F inscritos a 4ª posição. Vencedores na abertura em Autopolis, Daisuke Ito/Andrea Caldarelli vão largar de oitavo, na quarta fila.

Nenhum dos Honda NSX Concept GT avançou para o Q2 em Fuji: o melhor foi o #18 de Naoki Yamamoto/Jean-Karl Vernay, com a 11ª posição. Bertrand Baguette e seu parceiro Daisuke Nakajima largam de décimo-quarto, logo à frente de Kosuke Matsuura/Vitantonio Liuzzi.

Também deu Nissan na pole da GT300: o carro #3 de Lucas Ordonez/Kazuki Hoshino foi o único a rodar abaixo de 1’38” no Q2, com o espanhol a marcar o melhor tempo da sessão que definiu o melhor tempo – 1’37″841, contra 1’38″034 do segundo colocado Kota Sasaki, da Subaru. Shinichi Takagi sai em 3º com o Honda CR-Z da ARTA, enquanto Yuki Iwasaki fez o quarto tempo noutro Nissan.

Vencedores na abertura em Okayama com a BMW da equipe de Ukyo Katayama (sim, ele mesmo!), Nobuteru Taniguchi/Tatsuya Kataoka partem em nono entre os carros desta divisão. O Honda CR-Z do Team Mugen, campeão do ano passado, parte em 5º lugar.

Tambay leva pole na abertura do DTM

16 Adrien Tambay (F), Audi Sport Team Abt, Audi RS 5 DTM

RIO DE JANEIRO – Filho do ex-piloto de Fórmula 1 Patrick Tambay, o francês Adrien Tambay conquistou neste sábado a primeira pole position da carreira no DTM, o popular Campeonato Alemão de Turismo que dá a largada neste domingo para a primeira de 10 etapas, no circuito de Höckenheim.

Com seu Audi RS5 DTM, o gaulês de 23 anos foi insuperável no Q3 que definiu o grid. A categoria abandonou para 2014 o formato de Final Four com uma volta lançada. Foram oito pilotos decidindo a pole position, enquanto dez ficaram pelo caminho no Q2 e outros cinco “dançaram” no Q3.

O treino começou com um verdadeiro fiasco da Mercedes. TODOS os cinco carros que falharam a passagem para o Q2 eram da marca de Stuttgart. Paul Di Resta regressou à categoria com um tristonho 19º lugar no grid e a estreia de Vitaly Petrov na categoria deixou o russo na última posição do pelotão. Entre os dois que passaram pela Fórmula 1, Dani Juncadella, Christian Vietoris e Robert Wickens.

Veio o Q2 e o desastre da turma da estrela de três pontas prosseguiu, com Gary Paffett e Pascal Wehrlein alijados da fase decisiva da qualificação e ambos ocupando a 8ª fila do grid. Quem também não se saiu bem foi Jamie Green, da Audi, com a décima-oitava posição.

3 Augusto Farfus (BR), BMW Team RBM, BMW M4 DTM

O brasileiro Augusto Farfus não encaixou uma boa volta na segunda parte do treino e acabou fora da disputa pela pole. Vai largar em 12º, ao lado do campeão Mike Rockenfeller, na sexta fila. Entre os estreantes, o melhor foi o português Antônio Félix da Costa, com um excelente 3º posto, à frente do campeão de 2012 Bruno Spengler. Nico Müller larga em 13º e Maxime Martin em décimo-quarto.

O grid do DTM:

1. fila
Adrien Tambay (Audi RS5) – Abt – 1’32″272 – Q3
Marco Wittmann (BMW M4) – RMG – 1’32″419 – Q3
2. fila
Antonio Felix da Costa (BMW M4) – MTEK – 1’32″475 – Q3
Bruno Spengler (BMW M4) – Schnitzer – 1’32″600 – Q3
3. fila
Mattias Ekstrom (Audi RS5) – Abt – 1’32″624 – Q3
Miguel Molina (Audi RS5) – Abt – 1’32″787 – Q3
4. fila
Edoardo Mortara (Audi RS5) – Abt – 1’32″898 – Q3
Martin Tomczyk (BMW M4) – Schnitzer – 1’33″113 – Q3
5. fila
Timo Glock (BMW M4) – MTEK – 1’32″603 – Q2
Timo Scheider (Audi RS5) – Phoenix – 1’32″706 – Q2
6. fila
Mike Rockenfeller (Audi RS5) – Phoenix – 1’32″717 – Q2
Augusto Farfus (BMW M4) – RBM – 1’32″739 – Q2
7. fila
Nico Muller (Audi RS5) – Rosberg – 1’32″756 – Q2
Maxime Martin (BMW M4) – RMG – 1’32″792 – Q2
8. fila
Gary Paffett (Mercedes C-Coupe) – HWA – 1’32″834 – Q2
Pascal Wehrlein (Mercedes C-Coupe) – HWA – 1’32″840 – Q2
9. fila
Joey Hand (BMW M4) – RBM – 1’32″885 – Q2
Jamie Green (Audi RS5) – Rosberg – 1’32″986 – Q2
10. fila
Paul Di Resta (Mercedes C-Coupe) – HWA – 1’33″639 – Q1
Daniel Juncadella (Mercedes C-Coupe) – HWA – 1’33″746 – Q1
11. fila
Robert Wickens (Mercedes C-Coupe) – HWA – 1’33″875 – Q1
Christian Vietoris (Mercedes C-Coupe) – HWA – 1’34″242 – Q1
12. fila
Vitaly Petrov (Mercedes C-Coupe) – Mucke – 1’34″367 – Q1

WTCC: mais uma pole da Citroën

AUTO - WTCC HUNGARORING 2014

RIO DE JANEIRO (atualizado às 16h02) – Agora foi para valer, não por herança, feito a etapa de Paul Ricard. Yvan Muller conquistou neste sábado a pole position para a corrida #1 do WTCC, o Mundial de Carros de Turismo, no circuito de Hungaroring, em Budapeste. Mesmo com os 60 kg adicionais por força do regulamento, os C-Elysée da montadora francesa continuam muito rápidos e competitivos.

Na superpole, o atual campeão mundial bateu por 0″034 o líder do campeonato Pechito López e levou mais cinco pontos extras na classificação, enquanto o argentino ganhou mais quatro de bônus. A Citroën fez a trifeta, porque o multicampeão de Rali Sébastien Loeb foi o 3º, à frente da dupla oficial da Honda – com Tiago Monteiro desta vez melhor que Gabriele Tarquini.

O croata Dusan Borkovic, graças ao 10º tempo obtido no Q2, herdaria a pole position para a segunda corrida da 3ª rodada dupla do campeonato, que marca o retorno de Tom Coronel (8º no grid com o Chevrolet da ROAL Motorsport, reconstruído após o acidente em Marrakech) e a estreia do japonês Yukinori Taniguchi num Honda TC2 da Nika Racing. Mas na vistoria técnica verificou-se que o carro do croata da Campos Racing estava com o peso abaixo do mínimo exigido pelo regulamento e o tempo de Borkovic foi excluído. A pole da prova #2 passa às mãos de Hugo Valente, com o outro Chevrolet da equipe Campos.

Os Lada Granta ficaram devendo, de novo. Décimo-segundo tempo para o antigo campeão Rob Huff, seguido por James Thompson. Mikhail Kozloviskiy sai em décimo-quinto no grid de 20 carros neste domingo.

O grid:

1. fila
Yvan Muller – Citroen Elysée – Citroen – 1’48”727 Q3
Josè Maria Lopez – Citroen Elysée – Citroen 1’48”761 Q3
2. fila
Sébastien Loeb – Citroen Elysèe – Citroen 1’49”113 Q3
Tiago Monteiro – Honda Civic – Honda Jas – 1’49”166 Q3
3. fila 
Gabriele Tarquini – Honda Civici – Honda Jas – 1’50”576 Q3
Mehdi Bennani – Honda Civic – Proteam – 1’49”745 Q2
4. fila
Tom Chilton – Chevrolet Cruze – Roal – 1’49”757 Q2
Tom Coronel – Chevrolet Cruze – Roal – 1’50”428 Q2
5. fila
Gianni Morbidelli – Chevrolet Cruze – Munnich – 1’50”728 Q2
Hugo Valente – Chevrolet Cruze – Campos – 1’52”123 Q2
6. fila
Norbert Michelisz – Honda Civic – Zengo – S.T. Q2
Rob Huff – Lada Granta – Lada – 1’50”908 Q1
7. fila
James Thompson – Lada Granta – Lada – 1’50”995 Q1
René Munnich – Chevrolet Cruze – Munnich – 1’51”123 Q1
8. fila
Mikhail Kozlovskiy – Lada Granta – Lada – 1’52”451 Q1
Pasquale Di Sabatino – BMW 320 TC – Engstler – 1’54”584 Q1
9. fila
Franz Engstler – BMW 320 TC – Engstler – 1’55”121 Q1
Yukinori Taniguchi – Honda Civic –  Nika Racing – 1’56”561 – Q1
10. fila
John Filippi – Seat Leon – Campos – 1’56”588 – Q1
Dusan Borkovic – Chevrolet Cruze – Campos – 1’51”937 Q2 (*)

(*) desclassificado porque seu carro estava abaixo do peso mínimo

FIA WEC: momento histórico em Spa; pole do 919 Hybrid!

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RIO DE JANEIRO – Um treino simplesmente espetacular para as 6 Horas de Spa-Francorchamps não poderia ter tido um final histórico: a Porsche conquistou a pole position para a 2ª etapa do Campeonato Mundial de Endurance, com largada prevista para este sábado às 9h30, pelo horário de Brasília. O carro #14 guiado por Neel Jani e Marc Lieb (que tem também Romain Dumas a bordo) roubou da Toyota uma pole que parecia certa e fez explodir de alegria os boxes do time de Stuttgart.

Com uma condução impecável, especialmente de Lieb, no chamado “apagar das luzes”, o 919 Hybrid ficou com a posição de honra no treino, cravando a média de voltas em 2’01″198, numa sessão que começou em condições adversas: choveu após o segundo treino livre, a pista ficou úmida e, mesmo com o frio (temperatura perto de 10ºC na pista), os tempos baixaram progressivamente.

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Em alguns momentos, as imagens mostravam o que, para os mais desavisados, parecia briga por posição numa corrida, tamanha a fome dos pilotos em busca do melhor tempo. E desta vez a Porsche saiu-se melhor, com o #8 partilhado no treino por Sébastien Buemi e Anthony Davidson em 2º lugar – na média, ficaram a 0″638 da pole.

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A Audi foi mais uma vez derrotada – e foi uma derrota feia: o #2 de Andre Lotterer e Marcel Fässler ficou em terceiro a 1″301 da pole e o #1, que teve o brasileiro Lucas Di Grassi a bordo, não passou da 6ª posição, a 2″683 do melhor tempo. Pior mesmo foi o #3: mesmo com o kit de aerodinâmica de Le Mans, na versão longtail, o carro de Marco Bonanomi/Filipe Albuquerque ficou apenas em sétimo lugar.

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Como previsto, os dois Rebellion R-One estiveram longe de ser competitivos: o #12 foi o único que efetivamente marcou tempo na qualificação e o carro guiado primeiro por Mathias Beche e depois por Nicolas Prost ficou a longos 13″736 da pole. O #13 quase não treinou: cheio de problemas desde o primeiro treino livre, Dominik Kraihamer ficou sem completar uma única volta. Vão largar no fim do pelotão, junto com o #37 da SMP Racing, vítima de uma batida na segunda sessão.

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Aliás, entre os LMP2, uma surpresa: a KCMG Racing fez um ótimo trabalho graças a Richard Bradley e Matt Howson, desbancando o #27 da SMP Racing conduzido por Nicolas Minassian e Maurizio Mediani e o Morgan #26 da G-Drive Racing vencedor das 6 Horas de Silverstone. Pole e 8º posto geral para a equipe de Hong Kong, portanto.

Nas classes LMGTE, domínio da AF Corse: os italianos ficaram com a pole não só na LMGTE-PRO como também na LMGTE-AM. Nesta última, Mirko Venturi e Marco Cioci conseguiram superar o Porsche da Prospeed Competition, equipe da casa e que tem um ótimo acerto para a pista. Aliás, destaque para o jovem (19 anos) Mathieu Vaxivière, muito bem a bordo do carro #75.

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Na divisão principal, Gimmi Bruni/Toni Vilander marcaram a média de voltas em 2’32″338, 0″167 abaixo do Aston Martin #97 partilhado por Stefan Mücke e Darren Turner na qualificação. Esse será o carro em que Bruno Senna vai participar da prova belga. O Porsche #92 de Fréderic Makowiecki/Marco Holzer ficou em terceiro. Já o Aston #99 de Fernando Rees/Darryl O’Young/Alex MacDowall foi razoavelmente bem, com a quinta posição no grupo e a 17ª média geral – 2’33″070.

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A AF Corse, que tem três Ferrari inscritas na LMGTE-AM e ainda dá assistência ao carro da 8Star Motorsports, ainda abiscoitou o 3º posto na divisão com Michele Rugolo e Andrea Bertolini no #81. O #90 de Enzo Potolicchio e Paolo Ruberti foi o quinto e a seguir veio o #60 de Lorenzo Casé e Raffaele Gianmaria, mais rápido que os dois Aston Martin que fecharam a raia nesta classe.

 Vale a dica: o site do FIA WEC – link aqui ao lado, no blog – transmite a corrida em live streaming ao vivo e na íntegra. Embora o acesso esteja sendo cobrado (€ 19.99 pela temporada completa, exceto Le Mans e € 4.99 corrida por corrida, exceto Le Mans também) a partir deste ano, basta ao usuário cadastrar nome, e-mail e senha, não concluir a transação, abrir uma nova janela (members.fiawec.com) e voilà: a transmissão se materializa. O narrador é o sempre excelente John Hindnaugh, com os comentários de Nick Daman.

FIA WEC: Porsche sai na frente em Spa-Francorchamps

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RIO DE JANEIRO – A sexta-feira que marcou o início das atividades de pista para as 6 Horas de Spa-Francorchamps, a serem realizadas neste sábado, começou com chuva, como é hábito na região das Ardenas. Chuva e temperatura baixa, é bom que se diga. Mas depois a pista secou e os tempos, muito altos no primeiro treino, melhoraram bastante na segunda sessão, que mostrou como poderá ser a divisão de forças entre Porsche, Audi e Toyota – muito embora seja apenas um treino livre, o único com a pista realmente em boas condições.

O carro #14, do trio Romain Dumas/Neel Jani/Marc Lieb, que assim como o outro 919 Hybrid do time está inclusive com o kit aerodinâmico de Le Mans, mostrou força no treino e ficou com a melhor marca em 1’59″887, numa volta estonteante de Lieb. O tempo do piloto foi quase oito décimos melhor que o do suíço Sébastien Buemi, que pôs o Toyota TS040 Hybrid número #8 em segundo.

Em terceiro ficou o Audi #2 de Marcel Fässler/Andre Lotterer/Bénoit Tréluyer, um décimo acima do Toyota. Em quarto, ficou o trio vencedor das 6 Horas de Silverstone, com o carro do brasileiro Lucas Di Grassi e dos parceiros Tom Kristensen e Loïc Duval em quinto. O Porsche de Mark Webber/Timo Bernhard/Brendon Hartley ficou em sexto e o Audi de Marco Bonanomi/Filipe Albuquerque foi o sétimo colocado.

Os dois novos Rebellion R-One não puderam ter o desempenho avaliado. Problemas de gerenciamento eletrônico evitaram que o carro #13 de Fabio Leimer/Dominik Kraihamer/Andrea Belicchi saísse dos boxes. O #12 marcou apenas o 12º tempo geral – 2’10″116, mais de dez segundos acima do melhor carro do treino. Sem a concorrência do Lotus, que ainda não ficou pronto, a Rebellion vai encarar a prova deste fim de semana mais como um teste dinâmico do que propriamente desempenhar um papel competitivo na corrida de amanhã.

Na classe LMP2, problemas: o Oreca #37 de Viktor Shaitar e o Zytek #38 de Simon Dolan provocaram bandeiras vermelhas ao longo do segundo treino. Shaitar, aliás, sofreu um forte acidente ao bater na curva Raidillon, após a Eau Rouge, em decorrência de uma falha de suspensão em seu protótipo.

Enquanto isso, o Morgan #26 da G-Drive Racing guiado por Roman Rusinov/Julien Canal/Olivier Pla registrou o tempo de 2’08″673, o mais rápido dentre os seis inscritos. Antes do acidente, o #37 da SMP Racing conseguiu ainda o segundo tempo e o Zytek #38 do Team Jota foi o terceiro mais rápido.

A AF Corse começou na frente entre os inscritos da LMGTE-PRO: o carro #51 da dupla Gianmaria Bruni/Toni Vilander foi o melhor, com 2’18″913, contra 2’19″603 de James Calado/Davide Rigon. Na sequência, os dois Porsche da equipe de Olaf Manthey e os dois Aston Martin, com o #99 de Fernando Rees/Alex MacDowall/Darryl O’Young marcando 2’20″811, 0″014 melhor que o #97 de Darren Turner/Stefan Mücke/Bruno Senna.

Na LMGTE-AM, deu Porsche: o #88 de Klaus Bachler/Christian Ried/Khaled Al Qubaisi ficou com a 15ª posição geral na sessão, com 2’19″151, três décimos abaixo da Ferrari de Enzo Potolicchio/Paolo Ruberti/Gianluca Roda. O trio formado por Luis Perez-Companc/Mirko Venturi/Marco Cioci, noutra Ferrari, completou os três mais velozes da divisão.

Nigel Stepney (1958-2014)

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RIO DE JANEIRO – Morreu nesta sexta-feira, aos 56 anos, num acidente rodoviário nas cercanias de Kent, na Grã-Bretanha, um dos principais protagonistas de um dos maiores escândalos contemporâneos do automobilismo: Nigel Stepney.

Mecânico de longa carreira no esporte, tendo trabalhado na Shadow, Lotus e Benetton, ficou por um longo tempo na Ferrari, onde tornou-se primeiro chefe de mecânicos e depois engenheiro da escuderia de Maranello.

Em 2007, Stepney foi o pivô de uma controversa troca de informações entre ele e o colega britânico Mike Coughlan, na época na McLaren. Foi um dos casos mais rumorosos, talvez o mais rumoroso, de espionagem no automobilismo, do qual tinham conhecimento os pilotos Pedro de la Rosa e Fernando Alonso, que na época defendiam a equipe de Ron Dennis. A escuderia foi, inclusive, eliminada do Mundial de Construtores daquele ano e levou uma multa de US$ 100 milhões, a maior já aplicada na Fórmula 1.

Com a credibilidade abalada pelo episódio, Stepney foi “saído” da Ferrari e depois juntou-se à escuderia JRM do amigo James Rumsey, para trabalhar no FIA GT e cuidar dos Nissan GT-R da equipe e posteriormente no WEC, como o engenheiro-chefe do protótipo HPD ARX-03c que a equipe alinhou no campeonato do ano retrasado.

Stepney chegou a ser condenado, há quatro anos, por sabotagem e pelo vazamento de dados confidenciais da Ferrari à McLaren. Sua pena foi de um ano e oito meses. Cumpriu-a em liberdade, além de pagar uma multa de € 600 à época.

Vídeos históricos – o pega antológico do GP da Holanda (1980)

RIO DE JANEIRO – Tinha 9 anos em 1980 e aquela foi a primeira temporada de Fórmula 1 que lembro claramente de ter assistido. Essa corrida do vídeo acima, então, foi a melhor. O GP da Holanda, em Zandvoort, foi épico. As primeiras voltas foram alucinantes, espetaculares realmente. E houve uma disputa por posição que é de arrepiar, até hoje.

Dois veteranos da categoria, o argentino Carlos Reutemann, 38 anos de idade e o ítalo-estadunidense Mario Andretti, 40, lutaram como dois garotos a bordo de seus carros. E era uma batalha sem precedentes pela… quarta posição!

Andretti não tinha pontos no campeonato e estava desesperado para mostrar serviço. O velho Mario fez uma corrida digna do grande campeão mundial que fora em 1978, com direito a ultrapassagem por fora sobre Reutemann na curva do Tarzã. Vale observar também como os carros passavam por bumps no fim do retão antes da freada.

Pena que a disputa não foi até o fim: Andretti acabou parado a duas voltas da quadriculada por… falta de gasolina.

No vídeo acima, a narração é de Murray Walker e os comentários de James Hunt que, em dado momento, solta um “WOW! They’re banging each other!”

Outros tempos, outra Fórmula 1. Saudades…

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MartiniStarworksRIO DE JANEIRO – Vista no ótimo Sportscar365.net, do jornalista estadunidense John Dagys: olha que espetacular o Oreca FLM09 da Starworks Motorsport para o GP de Laguna Seca, 4ª etapa do Tudor United SportsCar Championship. O carro da classe Prototype Challenge ganha uma pintura Martini & Rossi para o fim de semana e será guiado por Mirco Schultis e Renger Van der Zande.

Eu gostei. E vocês?