Legado

RIO DE JANEIRO – O xará Rodrigo Borges fez uma excelente análise do quanto a morte de Ayrton Senna mexeu – mal – com o automobilismo brasileiro. No blog Esporte fino, ele elencou 20 fatos do esporte ocorridos após 1994. Garanto que muitos deles realmente são consequência do fatídico 1º de maio.

Quer conferir? Então clique aqui e leia.

Alguém sabia disso?

10156139_494833273952132_8867956799480155567_nRIO DE JANEIRO – Via Facebook, o João Marcon me mandou essa e perguntou se eu conhecia algo a respeito de um autódromo em Adrianópolis, um bairro do município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Esse projeto, que nunca saiu do papel, foi matéria da revista Quatro Rodas em sua edição de abril de 1964.

Aí eu pergunto: alguém sabia disso? Alguém tinha ideia que existiu um projeto de autódromo fora da capital?

Tem um buraco no meio do caminho…

10259975_10152138366277736_4439390292278740235_nRIO DE JANEIRO – Esta, meus caros leitores e leitoras, é o que dizem ser a pista de rolamento dos boxes do Autódromo Nelson Piquet, em Brasília. O mesmo que, segundo consta, dizem que receberá verba pública para uma reforma que o credencie a sediar uma prova da MotoGP.

Em tempo: tem corrida da Stock Car neste fim de semana, lá mesmo na Capital Federal, no traçado externo de 2,919 km.

Como sempre digo, parabéns aos envolvidos.

Reprodução do instagram do Rian Assis.

Últimos suspiros

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RIO DE JANEIRO – Eu bem que avisei aqui no blog, tanto que, com 27.543 cliques, é o post mais visitado da história do A Mil Por Hora em sua nova fase. Na época, lembro que muitos desdenharam do que eu havia escrito e ninguém deu muito crédito.

Só que é hora de aproveitar, enquanto há tempo: o Autódromo Internacional de Curitiba exala seus últimos suspiros, de fato, neste ano de 2014. No ano que vem, ele deixa de existir e em seu lugar, como a postagem linkada aqui acima já tinha dito, o terreno servirá para a especulação imobiliária e a consequente construção de condomínios residenciais.

Aos fãs do esporte, só resta lamentar. Jacarepaguá, pelo visto, ganha ilustre companhia no rol dos circuitos nacionais que viraram pó e servirão ao bel-prazer das empreiteiras. Triste saber, também, que diversos pilotos e equipes sediadas em Curitiba e adjacências perdem uma pista que, desde 1989, tornou-se uma das mais importantes do esporte a motor do país após sua reinauguração.

Um novo capítulo de uma triste história, contribuindo para ferir de morte mais uma vez o automobilismo brasileiro.

Saudoso Trovão

521273_577871685559891_1695632241_nRIO DE JANEIRO – O ano era 1992. Tinha sido, inclusive, uma temporada especial para Luiz Antonio Greco porque, com a chancela da Fiat, ele e seu filho Fábio criaram a Fórmula Uno, de imenso sucesso nas pistas Brasil afora. Um campeonato que começou com 20 carros em Tarumã e fechou com mais de 50 na finalíssima em Interlagos jamais pode ser chamado de fracasso.

Porém, no dia 23 de dezembro, quando passava merecidas férias em Miami, na Flórida (EUA), o Trovão passou mal de repente e morreu, jovem ainda. 57 anos de intensa vida. Ficou o vazio e a saudade de um dos homens mais importantes da história do automobilismo brasileiro.

Podemos dizer que o profissionalismo do esporte por aqui teve em Greco um de seus alicerces. Tão jovem quanto nos deixou, ele foi alçado à condição de diretor da equipe Willys quando Christian Heins morreu tragicamente nas 24 Horas de Le Mans de 1963. Passou para o outro lado do balcão e teve sob sua condução alguns dos maiores pilotos do nosso país. Não havia prova que as Berlinetas Interlagos não fossem favoritas. Uma tradição que passou por carros feito o Mark I, o Bino e os lendários Maverick Divisão 1 e Divisão 3 de sua equipe.

Em meados dos anos 70, Greco deu um tempo das pistas, mas o lendário chefe de equipe voltou em 1984, com direito inclusive à retomada da parceria com Luiz Pereira Bueno. Com Lian Duarte e Fábio Greco, o Trovão teve a alegria suprema de um título do Brasileiro de Marcas, a bordo de outra lenda: o Ford Escort com a indefectível decoração do carro da foto acima. Em 1991, preparou os modelos Voyage, da Volkswagen. Foi sua única experiência com esse carro, pois logo criou a Fórmula Uno antes de nos deixar fisicamente.

Mas a sua história, Greco… ah! Essa história é eterna, saudoso Trovão. Felizmente você nos deixou algo a que podemos nos apegar e rememorar.

Deu MC Tubarão na abertura do Gaúcho de Endurance

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RIO DE JANEIRO – Quarenta carros na pista e um festival de sons e cores. Assim foi a primeira etapa do Campeonato Gaúcho de Endurance, disputada em prova de 3 horas de duração no tradicional Autódromo de Tarumã, em Viamão. Um velho conhecido das provas do certame levou a melhor na corrida inaugural: o MC Tubarão de Tiel de Andrade resistiu brilhantemente ao rigor da disputa e faturou a vitória após 137 voltas percorridas no circuito de 3,016 km de extensão.

Quem disputou a vitória palmo a palmo com o #5 foi o protótipo MRX número #12 de Jindra Kraucher/Luciano Cardoso, recuperado após um acidente na qualificação. A dupla brigou o quanto pôde pelo primeiro posto, mas acabou mesmo em 3º lugar, uma volta atrás do vencedor. A segunda posição foi do MRX #65 de Nílson Ribeiro/José Cintra Ribeiro: os sul-matogrossenses chegaram a 15″186 do MC Tubarão e faturaram o primeiro lugar na subclasse II de protótipos.

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Pole position, o MR18 Audi Turbo dos irmãos Felipe e Vinícius Roso, ajudados pelo sempre rápido Cláudio Ricci, enfrentou alguns problemas. Tanto que ao fim da primeira hora, o carro #4 estava atrasado quatro voltas em relação aos líderes, desvantagem que subiu para 10 passagens ao fim da segunda hora. Refeitos dos percalços, ainda conseguiram levar o carro ao 6º posto na geral e quarto na subclasse I.

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Outro favorito, o MRX #10 de Tigrinho Almeida/Machão Cardoso/Vicente Orige também não teve chances de repetir seus desempenhos de outras provas. A exemplo do #4, tiveram problemas e perderam 10 voltas já ao fim da primeira hora de disputa. Recuperaram duas passagens apenas e terminaram em oitavo na classificação final.

Na classe III, o melhor dos inscritos (todos protótipos Spyder Race), foi o #2 de Sandro Loff/Igor Eberle. A dupla acabou, contudo, em 25º na geral, com 23 voltas a menos que o MC Tubarão. Entre os inscritos da classe IV, a principal dos modelos Turismo, com um velho Maserati Trofeo, Fernando Poeta, Gustavo e Vicente Daudt levaram a melhor: acabaram em 10º lugar na geral, único carro do gênero em meio aos protótipos que dominaram as nove primeiras posições.

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Cléber e Celso Schuler fizeram excelente corrida com o Fiat Linea Turbo e conseguiram o primeiro posto entre os carros da subclasse V, chegando em 12º lugar. Com um carro idêntico, o trio Oppelt/Rodrigues/Silveira foi o segundo no grupo, seguidos por Martin/Souza/Bacher, num antigo Aldee RTT 2 litros.

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Na divisão VI, o Volvo C30 de Lemke/Bacher/Cícero foi o melhor na disputa, completando a prova num razoável 14º lugar na geral. O Gol de Délcio, Marcelo e Renato Dornelles chegou em segundo e a terceira posição foi dos Halmenschlager, noutro VW Gol. E, por fim, na classe VII, triunfo de Rafael Apolo/Daniel Elias, num VW Gol.

O resultado final das 3 Horas de Tarumã:

1º #5 Tiel de Andrade
Protótipo MC Tubarão – categoria I
137 voltas em 2h59min42seg918, média de 139 km/h

2º #65 Nílson Ribeiro/José Cintra Ribeiro
Protótipo MRX Ford Duratec – categoria II
a 15seg186

3º #12 Jindra Kraucher/Luciano Cardoso
Protótipo MRX Audi Turbo – categoria I
a 1 volta

4º #98 Guaracy Costa/Luiz Fernando Costa/Rafael Costa
Protótipo Tornado Hayabusa – categoria II
a 3 voltas

5º #26 Marco Garcia/Oswaldo Scheer Fº
Protótipo MRX Opel Turbo – categoria I
a 7 voltas

6º #4 Felipe Roso/Vinícius Roso/Cláudio Ricci
Protótipo MR18 Audi Turbo – categoria I
a 7 voltas

7º #31 Luiz Carlos Crestani
Protótipo Tornado Hayabusa – categoria II
a 8 voltas

8º #10 Tigrinho Almeida/Machão Cardoso/Vicente Orige
Protótipo MRX Audi Turbo – categoria I
a 8 voltas

9º #19 Jorge Machado
Protótipo Spyder Race – categoria I
a 8 voltas

10º #18 Fernando Poeta/Vicente Daudt/Gustavo Daudt
Maserati Trofeo – categoria IV
a 9 voltas

Show de Endurance!

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RIO DE JANEIRO – Começa hoje em Tarumã o melhor campeonato de Endurance do país. Já que, repito, não temos um certame nacional por inépcia, desinteresse de muitos, revanchismo ou tudo isso junto e mais um pouco, a turma do Rio Grande do Sul dá mais uma aula de como fazer automobilismo.

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Não obstante o que acontece com as categorias Fórmula Júnior e Fórmula Gaúcha, que mostraram crescimento evidente em 2013 e bom nível técnico, a Endurance impressiona por tudo: o colorido dos carros, a qualidade dos equipamentos, a diversidade de categorias e, principalmente, um grid espetacular.

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Era para ser 45 carros, mas um Opala que voltava às pistas bateu num treino e não pôde ser reparado. O MRX #80 da equipe Power Imports explodiu o motor e não larga. Também um Gol inscrito por um pessoal de Guaporé e aguardado em Tarumã, não compareceu. O #12 de Jindra Kraucher/Luciano Cardoso sofreu um acidente e seria reparado para que pudesse alinhar. Caso o time não consiga pôr o carro na pista a tempo, mesmo assim é um plantel de respeito. Afinal, que campeonato hoje neste país coloca 41 carros numa mesma pista?

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A pole position, na ausência do MRX “foguete” normalmente guiado por Juliano Moro, foi do novo protótipo MR18 dos gêmeos Felipe e Vinícius Roso, mais Cláudio Ricci. Com sua aparência de Peugeot 908 HDi FAP LMP1, o protótipo made in Rio Grande cravou 1’01″627, média de 177,52 km/h. A seu lado, na primeira fila, figura o MRX #10 de Cristiano Tigrinho Almeida/Machão Cardoso/Vicente Orige. Tiel de Andrade pôs o MC Tubarão com o terceiro tempo e os sul-matogrossenses Nilson e José Ribeiro qualificaram o MRX com motor Ford Duratec em quarto – pole da categoria II. Serão, aliás, sete classes na pista.

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O site da Cronomap, do querido amigo Aldo Pastore, terá o live timing das 3 Horas de Tarumã, a primeira corrida do Gaúcho de Endurance 2014.