Rush no Globo de Ouro

rush-movie-wide

RIO DE JANEIRO – Lançado em setembro, em menos de cinco meses o filme “Rush”, que narra a luta entre Niki Lauda e James Hunt pelo título mundial de Fórmula 1 em 1976, já concorre ao Globo de Ouro, uma das principais premiações do cinema.

A película dirigida por Ron Howard concorre em apenas duas categorias. Melhor filme do ano na categoria Drama, competindo contra “Philomena”, “Gravity”, “Capitain Phillips” e “12 Years a Slave” e melhor ator coadjuvante. Daniel Brühl, que interpretou brilhantemente o piloto austríaco Niki Lauda, concorre ao lado de Bradley Cooper, Michael Fassbender, Jared Leto e Barkhad Abdi.

Na minha modesta opinião, ninguém podia prever que Brühl praticamente incorporaria Lauda nas filmagens, a ponto de deixar o que é considerado o ator principal, Chris Hemsworth, em segundo plano. A princípio, estranhei muito que o ator alemão fosse indicado para um prêmio secundário. Mas diante do inevitável, é melhor comemorar. Não é sempre que um filme sobre automobilismo acaba concorrendo a prêmios importantes na indústria cinematográfica. O feito de “Rush” merece ser altamente comemorado.

O que vi de “Rush”

6a00d8341c2f0953ef019aff591f00970d-800wi

RIO DE JANEIRO – Assisti no último sábado ao filme mais esperado do ano. “Rush”, que ganhou o subtítulo ‘No limite da emoção’ aqui no Brasil, tem como pano de fundo a rivalidade entre James Hunt e Niki Lauda no Mundial de Fórmula 1 de 1976, onde o britânico sagrou-se campeão.

Ron Howard, o diretor, redimiu completamente o esporte a motor enquanto enredo de filme de Hollywood. Uma das últimas tentativas ‘sérias’ foi o infame “Driven”, de Renny Harlin – uma coisa horrorosa produzida e estrelada por Sylvester Stallone, com a Fórmula Indy como tema. Situações e cenas toscas como o “pega” entre dois monopostos guiados por pilotos sem capacete e em plena rua fazem o espectador corar de vergonha e esquecer tamanho absurdo visto na telona.

Sim, eu assisti a “Driven” no cinema. Sim, me arrependo profundamente, hoje, de tê-lo feito.

Os mais atentos vão me lembrar de “Ricky Bobby”, com Will Ferrell como piloto de Nascar. Mas é um filme que não deve ser levado muito à sério, por conta dos histrionismos da personagem Jean Girard, interpretada por Sacha Baron Cohen, estereotipando os pilotos de Fórmula 1 como se fossem homossexuais. Nada menos exato.

Então, descontado o fato de que “Ricky Bobby” era uma comédia e “Driven”, uma porcaria, “Rush” é um dos melhores filmes de automobilismo de todos os tempos. Comparável a “Grand Prix”, a “Le Mans” e a “Winning”, que para mim formavam a tríade do gênero, com “Days of Thunder” logo depois.

É fato que algumas situações no filme não remetem totalmente à realidade, como por exemplo a disputa entre Hunt e Lauda no Crystal Palace numa prova de Fórmula 3. Omitiu-se também o fato de que o austríaco recorreu ao Raiffeisen, o banco de seu país que lhe deu um empréstimo, para pagar uma vaga não na BRM – como diz o filme – mas sim na March, em 1971. E também não foi citado o nome de François Cévert, como o piloto acidentado em Watkins Glen, no ano de 1973.

O que muita gente não entende é que “Rush” é um filme ‘romanceado’, misturando realidade e ficção em doses, no meu entender, palatáveis. Qual o problema de um filme como este ter algumas situações que não remetem à realidade? Acho lamentável que poucos tenham dado crédito ao diretor e à sua equipe de produção em buscar o máximo de realismo para fazer a história ter sentido.

E querem coisa mais real do que o ator Daniel Brühl incorporando o sotaque e os maneirismos de Niki Lauda? Claro… ficou fácil porque ele teve o próprio piloto como uma espécie de consultor. Eu, que já tinha ficado assustado com a verossimilhança que Chris Hemsworth já dera a James Hunt nos trailers que vi antes do filme ser exibido, fiquei pasmo com o trabalho de Brühl na pele de Lauda.

Li também por aí que a Hesketh não teria encerrado suas atividades como equipe de Fórmula 1 da forma como mostra o filme. Sim, de fato o Lorde Alexander Hesketh não pôde mais dar continuidade ao seu ambicioso projeto, sem patrocinadores, da forma como a equipe foi conduzida, entre 1973 e 1975. Não, a equipe não deixou de existir – verdade – mas seus carros foram para um outro esquema, chefiado por Bubbles Horsley e alguns dos Hesketh viraram primeiro os Wolf-Williams e depois os Kojima. A Hesketh, enquanto escuderia, existiu até meados de 1978.

Digo de novo: há falhas que precisam e merecem ser perdoadas. “Rush” humaniza as relações dos pilotos com o automobilismo. Mostra a dicotomia entre James Hunt, playboy alcóolatra e por vezes irresponsável, talentoso ao volante e que – de fato – vomitava antes das corridas, o que diziam ser um sinal de expulsão de toda a ansiedade que tomava conta de seu corpo – e o mocinho Niki Lauda, tido como frio, arrogante, calculista e que, ao ver a morte de perto e passar pelo drama que o manteve fora das pistas por 40 dias, provavelmente mudou sua visão de vida e do mundo ao seu redor.

Os pilotos sempre conviveram com o medo. Mas naqueles tempos era muito pior. Afinal de contas, de 25 nomes que iniciavam cada temporada, um ou dois corriam o risco de não voltar. Foram tempos de heroísmo e que muito me orgulham por terem me feito gostar tanto desse esporte que hoje sustenta a mim e minha família, ainda que indiretamente.

Adendo: estou excluindo os últimos parágrafos, onde constava uma reclamação minha em relação à Califórnia Filmes. Isso não diz respeito a nenhum dos leitores, apenas a mim. E por não querer mais me envolver em polêmicas desnecessárias, estou encerrando o assunto aqui e agora.

Fui claro?

Vem aí (5)

23920_181538262024230_1862731881_nRIO DE JANEIRO – Que o James Hunt não era fácil, isso todo mundo sabe. E a produção do filme “Rush” está se esmerando para tornar o filme cada vez mais próximo do que se viu em 1976.  E olha, mesmo que a pose não seja parecida, a turma de Ron Howard está caprichando.

13 de setembro… tá chegando o grande dia. Eu não vou perder. E vocês?

 

Tá chegando a hora!

RIO DE JANEIRO – Acaba de ser divulgado mais um trailer do filme “Rush”, de Ron Howard, que no Brasil ganhou o subtítulo ‘No limite da emoção’. Embora no vídeo apareça que é o terceiro, trata-se do quarto vídeo promocional da película mais aguardada do ano. O filme terá Chris Hemsworth como James Hunt e Daniel Brühl como Niki Lauda.

Anotem na agenda: a estreia é em 13 de setembro!

13 de setembro!

rushnacionalcinema10Podem anotar mentalmente ou em suas agendas: dia 13 de setembro, estreia o mais aguardado filme do ano. “Rush”, dirigido por Ron Howard, que aqui ganhou também o subtítulo ‘No limite da emoção’, já tem os seus cartazes de divulgação em português. E, cá pra nós, impressiona demais a caracterização de Chris Hemsworth como James Hunt e a de Daniel Brühl como Niki Lauda. Esse filme eu não perco por nada nesse mundo. E vocês?

Vem aí! (4)

RIO DE JANEIRO – Cada vez mais me convenço que este filme será espetacular. Aí está para leitores e leitoras do blog o terceiro trailer de “Rush”, película de Ron Howard sobre o duelo entre Niki Lauda e James Hunt pelo título mundial de Fórmula 1 de 1976.

Já podemos contar os dias para a estreia?

Vem aí! (3)

20134241858502_RUSH-poster_IIRIO DE JANEIRO (e a ansiedade, onde fica?)  – É em setembro o lançamento oficial. E desde o ano passado, “Rush” é um dos filmes mais comentados, principalmente entre os fãs de automobilismo. Os trailers já veiculados na internet botaram água na boca. Agora vem o primeiro pôster promocional.

O destaque absoluto é o ator Chris Hemsworth, o Thor de “Os Vingadores”, que será ninguém menos que James Hunt no filme dirigido por Ron Howard, que contará a história do Campeonato Mundial de Fórmula 1 de 1976, com a batalha entre Hunt e o austríaco Niki Lauda.

Mal posso esperar. E vocês?

Vem aí! (2)

RIO DE JANEIRO – Cada vez que pinga um trailer de “Rush” no YouTube, fico com a sensação, que espero ser certeza também, de que veremos em setembro o maior filme com automobilismo como tema desde “Grand Prix”.

Nos últimos 46 anos, Hollywood não acertou a mão com nenhuma outra película – aliás, ninguém acertou. Adoro “Le Mans”, mas a produtora do filme foi à bancarrota. Gosto de “Days of Thunder”, só que o filme soa piegas. E “Driven” é uma porcaria, trash até a raiz do cabelo. Também pudera: o que esperar de um filme onde Sylvester Stallone faz o papel de um piloto?

O frisson que “Rush” causa há um ano naqueles que gostam de esporte e, mais ainda, sabem que aquela época da Fórmula 1 retratada na película é inesquecível, tem que corresponder às nossas expectativas. E tomara que Ron Howard tenha acertado a mão.

Vem aí!

RIO DE JANEIRO (voltei!) – Vem aí mais um campeão de audiência entre os fãs de automobilismo: “Rush”, película dirigida pelo craque Ron Howard já tem data marcada para a estreia mundial: 20 de setembro.

A partir desta data, a história sobre a rivalidade entre James Hunt e Niki Lauda, a velha dicotomia mocinho versus bandido, que sempre existiu no automobilismo, vai para as telonas para aquele que promete ser o melhor filme sobre motorsport desde “Grand Prix”, de John Frankenheimer.

Esse vai valer a pena. Cada segundo.

Acelerar, antes de partir

RIO DE JANEIRO – Uma das partes boas – ou não – de estar desempregado é ter tempo para ver quantos filmes a gente quiser, no conforto do lar. É o que tenho feito com alguma constância, desde o último dia 16.

Hoje, peguei na minha DVDteca, que considero razoavelmente bem abastecida, um filme que não via faz muito tempo e que com certeza vai me emocionar quando chegar ao fim – como em todas as vezes que o assisti.

É “Antes de Partir” – a bonita história de Carter Chambers (Morgan Freeman) e Edward Cole (Jack Nicholson). Um, negro, mecânico por 45 anos na vida. O outro, branco, rico, milionário, filantrópico, dono de hospitais. Os dois se descobrem com câncer e vão, praticamente desenganados pelos médicos, curtir os últimos meses de vida que lhes restam.

Entre os desejos da chamada “Lista da Bota”, que é a tradução literal para os desejos que uma pessoa pode enumerar querer realizar entes de bater as botas, estava o de andar em carros possantes. E como este blog, na maioria dos posts, fala de carros e automobilismo, eis a cena do “pega” entre Carter e Edward no circuito californiano de Fontana. Morgan Freeman pegou o Ford Mustang Shelby e Jack Nicholson, o Chrysler Mopar. “Muscle Cars” para ninguém botar defeito.

Ni! Ni! Ni! Ni!

RIO DE JANEIRO – Revi ontem, em mais uma madrugada sem sono e sem trabalho nenhum no dia seguinte, o DVD de um clássico do cinema: “Monty Python and The Holy Grail”, com pérolas sensacionais e o humor cáustico comum ao grupo que marcou a história da cultura inglesa e nos proporcionou momentos de rachar de rir.

Como o das cenas do vídeo acima, com os Cavaleiros Que Dizem Ni! Impossível não   achar graça diante do absurdo que é Rei Arthur e Sir Bevedere encontrarem um cidadão com quase quatro metros de altura, com uma inflexão vocal beirando o nonsense e com ideias mais estapafúrdias ainda. Confesso que só assistindo ao filme com som original e legendas entendi qual era a palavra que os Cavaleiros Que Dizem Ni! não podiam ouvir.

É “it”.

Um clássico absoluto!

Lua viajante

RIO DE JANEIRO – Feriado que celebra o Dia da Consciência Negra, e os shoppings pondo gente pelo ladrão. Foi assim que passei parte da minha terça-feira, com os cinemas entulhados de fãs dos vampiros da “saga” Crepúsculo e outros ávidos por ver até onde vai James Bond no novo filme da série 007. Optei por um caminho um pouco mais simples: assistir na telona a história de Luiz Gonzaga e seu filho, Gonzaguinha, dirigida por Breno Silveira, o mesmo que já contara há alguns anos a vida dos Dois Filhos de Francisco.

Valeu a pena esperar quase um mês inteiro para ver como se desenhou a trajetória do Rei do Baião desde Exu, no sertão de Pernambuco, até a difícil relação com Gonzaguinha, fruto de um relacionamento de Gonzagão com uma dançarina do famoso Dancing Avenida, lá pelos anos 40.

Enquanto o velho “Lua” desfilava Brasil afora com seus xotes e baiões que conquistaram o povo, Gonzaguinha sofria com a ausência do pai e da mãe, falecida prematuramente vítima da tuberculose. Talvez aí esteja o cerne do porquê de tantas canções do filho de Gonzagão serem por vezes difíceis, qual coração dilacerado, qual carne cortada a faca com sua lâmina fria. Não foi à toa que, quando iniciou carreira musical e num estilo diametralmente oposto ao pai, já que era um ativo militante de esquerda, Gonzaguinha tinha o apelido nada singelo de “cantor rancor”.

Buscando o passado a limpo e sua própria história de vida, Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior fez o que tinha de ser feito. Deixou para trás tudo o que passou, a ausência, a saudade e se reaproximou do velho Gonzagão, surpreendendo o país inteiro nos anos 80 com uma turnê que foi um sucesso nacional.

A relação entre pai e filho, tão tempestuosa, tornou-se intensa e de um imenso respeito. De ambas as partes. Gonzagão se foi em 1989. Gonzaguinha, menos de dois anos depois, num acidente de carro. Como dito várias vezes, saíram da vida e entraram para a história de uma música que ainda tinha muito a dizer – totalmente o inverso dos tchus tchas que infestam as rádios.