Retrô

2014581621686_temp_Penske_Castroneves_IIRIO DE JANEIRO – E aí está a pintura retrô do carro #3 de Hélio Castroneves para a disputa das 500 Milhas de Indianápolis pelo Team Penske. Além do piloto brasileiro, somente Johnny Rutherford e Rick Mears guiaram – e venceram – com esta pintura no mítico oval de 2,5 milhas em toda a história. Lembrei que Al Unser venceu também com um carro amarelo em 1987, mas o patrocínio era Holset/Cummins.

Eu achei sensacional essa ideia e, se vocês prestarem atenção, o capacete que está ali em cima do defletor lateral também remete ao “casco” de Rick Mears, o Rei dos Ovais.

Indy 500 já conta com 33 inscritos

RIO DE JANEIRO – A 98ª edição das 500 Milhas de Indianápolis, marcadas para o último domingo de maio, já contam com o tradicional total de carros que disputam a corrida mais tradicional da Fórmula Indy. Com a confirmação do australiano James Davison, de 27 anos, atingiu-se 33 pilotos inscritos para a prova. A informação veio através do jornalista Curt Cavin.

Davison, aliás, não poderia ter escolhido número mais sugestivo. Ele vai justamente com o carro #33, que é o bólido da Panther Racing presente nos testes da pré-temporada e que, com o fechamento da equipe de John Barnes estava disponível. O piloto, aliás, sabe que não pode errar naquela que pode ser sua 3ª aparição na Fórmula Indy. “Não tenho carro reserva”, confessou. “Preciso ser conservador nos treinos”. O budget também não permite que Davison participe de todas as sessões preparatórias de treinos antes dos dois dias de qualificação.

James será o quarto piloto da KV Racing Technology na Indy 500. Além dos titulares Sébastien Bourdais e Sebastián Saavedra, Townsend Bell também vai guiar para a equipe de Kevin Kalkhoven e Jimmy Vasser. A KV é a equipe atual campeã da prova, mas Tony Kanaan, que ganhou a corrida em 2013, tentará o bicampeonato agora defendendo a Ganassi.

Sete dos inscritos são rookies e a grande atração é Kurt Busch, inscrito num dos cinco carros da numerosa esquadra da Andretti Autosport. E entre os 33 pilotos, somente uma mulher. Com Bia Figueiredo na Stock Car brasileira, Simona de Silvestro contratada pela Sauber e Danica Patrick concentrada em tempo integral na Nascar, apenas Pippa Mann está inscrita, pela Dale Coyne Racing.

Os treinos oficiais da Indy 500 começam no domingo, 11 de maio. No dia anterior, será disputada uma inédita prova no circuito misto – e com largada parada.

A lista atual de inscritos das 500 Milhas de Indianápolis é esta:

#2 TEAM PENSKE
Dallara DW12 Chevrolet
Juan Pablo Montoya (W)

#3 TEAM PENSKE
Dallara DW12 Chevrolet
Hélio Castroneves (W)

#5 SCHMIDT PETERSON HAMILTON MOTORSPORTS
Dallara DW12 Honda
Jacques Villeneuve (W)

#6 KV RACING TECHNOLOGY
Dallara DW12 Chevrolet
Townsend Bell

#7 SCHMIDT PETERSON HAMILTON MOTORSPORTS WITH SMP RACING
Dallara DW12 Honda
Mikhail Aleshin (R)

#8 CHIP GANASSI RACING
Dallara DW12 Chevrolet
Ryan Briscoe

#9 CHIP GANASSI RACING
Dallara DW12 Chevrolet
Scott Dixon (W)

#10 CHIP GANASSI RACING
Dallara DW12 Chevrolet
Tony Kanaan (W)

#11 KV RACING TECHNOLGY
Dallara DW12 Chevrolet
Sébastien Bourdais

#12 TEAM PENSKE
Dallara DW12 Chevrolet
Will Power

#14 AJ FOYT ENTERPRISES
Dallara DW12 Honda
Takuma Sato

#15 RAHAL LETTERMAN LANIGAN RACING
Dallara DW12 Honda
Graham Rahal

#16 RAHAL LETTERMAN LANIGAN RACING
Dallara DW12 Honda
Oriol Serviá

#17 KV RACING TECHNOLOGY WITH AFS RACING
Dallara DW12 Chevrolet
Sebastián Saavedra

#18 DALE COYNE RACING
Dallara DW12 Honda
Carlos Huertas (R)

#19 DALE COYNE RACING
Dallara DW12 Honda
Justin Wilson

#20 ED CARPENTER RACING
Dallara DW12 Chevrolet
Ed Carpenter

#21 ED CARPENTER RACING
Dallara DW12 Chevrolet
JR Hildebrand

#22 DREYER & REINBOLD KINGDOM WITH CHIP GANASSI RACING
Dallara DW12 Chevrolet
Sage Karam (R)

#25 ANDRETTI AUTOSPORT
Dallara DW12 Honda
Marco Andretti

#26 ANDRETTI AUTOSPORT
Dallara DW12 Honda
Kurt Busch (R)

#27 ANDRETTI AUTOSPORT
Dallara DW12 Honda
James Hinchcliffe

#28 ANDRETTI AUTOSPORT
Dallara DW12 Honda
Ryan Hunter-Reay

#33 KV RACING TECHNOLOGY
Dallara DW12 Chevrolet
James Davison (R)

#34 ANDRETTI AUTOSPORT
Dallara DW12 Honda
Carlos Muñoz

#41 AJ FOYT ENTERPRISES
Dallara DW12 Honda
Martin Plowman (R)

#63 DALE COYNE RACING
Dallara DW12 Honda
Pippa Mann

#67 SARAH FISHER HARTMAN RACING
Dallara DW12 Honda
Josef Newgarden

#68 SARAH FISHER HARTMAN RACING
Dallara DW12 Honda
Alexandre Tagliani

#77 SCHMIDT PETERSON HAMILTON MOTORSPORTS
Dallara DW12 Honda
Simon Pagenaud

#83 CHIP GANASSI RACING
Dallara DW12 Chevrolet
Charlie Kimball

#91 LAZIER PARTNERS RACING
Dallara DW12 Chevrolet
Buddy Lazier (W)

#98 BRYAN HERTA AUTOSPORT
Dallara DW12 Honda
Jack Hawksworth (R)

Buschão na Indy 500

10300084_10153140834592699_4311874600477905357_nRIO DE JANEIRO – Todo mundo já sabe: Kurt Busch vai disputar as 500 Milhas de Indianápolis pela primeira vez, com um monoposto Dallara DW12-Honda da Andretti Autosport. É o carro #26 da foto acima, com layout hoje revelado e patrocínio da Suretone, uma gravadora de discos.

Buschão é o primeiro piloto desde 2004 a fazer o chamado Double Duty, que consiste em correr as 500 Milhas de Indianápolis e a Charlotte 600 da Nascar. Ambas as provas são no mesmo dia e, somadas, dão 1.100 milhas, mais de 1.600 km de percurso. “Flash Gordon” completou as duas corridas em 2002, mas foi Tony Stewart, um ano antes, o único da história a completar as 200 voltas em Indianápolis (6º colocado) e as 400 em Charlotte, onde foi terceiro.

Outro piloto que fez o Double Duty foi John Andretti. O sobrinho do campeão de Fórmula 1 e Fórmula Indy Mario Andretti disputou as duas provas em 1994. Davy Jones foi outro que tentou a façanha – mas não se classificou para a Charlotte 600 – no ano seguinte. Assim, Buschão é apenas o quarto piloto nos últimos 20 anos a tentar fazer as duas corridas.

29 pilotos confirmados em Indianápolis

A edição 2014 da Indy 500 tem, por enquanto, 29 carros confirmados para a principal prova da temporada. Além das inscrições usuais, algumas equipes têm carros adicionais. Martin Plowman, que correrá na etapa de circuito misto no sábado, 10 de maio, também está inscrito para a prova do dia 25, no carro #41 da equipe do veterano A.J. Foyt. Na Ed Carpenter Racing, o pole position do ano passado Ed Carpenter, que só correrá em ovais, volta a bordo do #20, enquanto JR Hildebrand (ele mesmo!) correrá no #21.

Sage Karam estará num quinto carro da Chip Ganassi Racing e Towsend Bell volta com um terceiro bólido da KV Racing Technology. Oriol Serviá estará num carro extra da Rahal Letterman e Alexandre Tagliani vem com um segundo carro do time de Sarah Fisher. Campeão da prova em 1996, Buddy Lazier regressa para tentar a qualificação. O piloto tem 46 anos.

E, é claro, teremos Jacques Villeneuve, pela Schmidt Peterson Motorsports. O blog já falou disso, inclusive, em fevereiro último. Isso faz com que a Indy 500 tenha seis campeões da prova na pista: Dixon, Castroneves, Kanaan, Montoya, Lazier e, por fim, Villeneuve.

CRASH! – O bizarro acidente de Long Beach na F-Indy

RIO DE JANEIRO – O GP de Long Beach, 2ª etapa da Fórmula Indy, foi marcado por um acidente bizarro, na altura da 56ª volta da disputa. O pole position da prova, Ryan Hunter-Reay, campeão da categoria em 2012, mandou Josef Newgarden para o muro. Até aí, nada demais. O problema foi o que aconteceu depois… e aí, só vendo o vídeo abaixo para entender.

Foi uma espécie de “big one” no circuito urbano da Califórnia e nada menos que seis dos envolvidos abandonaram a corrida. Entre eles, claro, RHR e Newgarden, além de outros que compraram pronta a patacoada, como o brasileiro Tony Kanaan, da Ganassi.

A vitória, surpreendentemente, foi de Mike Conway, com o carro #20 da equipe de Ed Carpenter. Will Power chegou em 2º e lidera o campeonato. O rookie Carlos Munoz foi o terceiro e Juan Pablo Montoya foi o quarto. Hélio Castroneves chegou apenas em 11º.

Gary Bettenhausen (1941-2014)

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RIO DE JANEIRO – Luto no automobilismo dos EUA: morreu neste domingo, aos 72 anos de idade, o antigo piloto da Fórmula Indy Gary Bettenhausen. Filho do lendário Tony Bettenhausen, vice-campeão da Indy 500 de 1955 e morto num acidente em 1961, ele teve dois irmãos também pilotos: Tony Bettenhausen, que também seria dono de equipe até morrer em 2000 e Merle Bettenhausen, ainda vivo e que sofreu um terrível acidente na Michigan 500 de 1972, provocando o fim de sua carreira.

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Gary foi o mais longevo do clã nas pistas, pois sua trajetória começou nos Midgets e Sprint Cars em meados dos anos 60 e início dos 70, passando logo à USAC, que promovia as corrida do tipo Indy em território ianque. Com 27 vitórias nos Midgets, ele tornou-se bicampeão dos Sprint Cars. Em 1974, sofreu um grave acidente com este tipo de carro em Syracuse, no estado de Nova Iorque. Como consequência, perdeu os movimentos do braço esquerdo. O piloto recuperou alguns movimentos, mas nunca ficou 100% curado da batida.

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Nas provas da USAC e da Fórmula Indy, Gary Bettenhausen correu a partir de 1968 até meados dos anos 90, quando já tinha mais de 50 anos de idade. Na Indy 500, largou 21 vezes. Seu melhor resultado foi um 3º lugar em 1980, após largar da última fila do grid com um Wildcat-DGS. Oito anos antes, o piloto liderou a prova por 138 voltas – mas uma falha mecânica lhe tirou a vitória, que ficou com Mark Donohue.

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Em 1992, Gary foi uma espécie de coach do tricampeão mundial de Fórmula 1 Nelson Piquet. Inscritos pela equipe de John Menard com chassis Lola T92/00 e motores Buick, os dois se tornaram grandes amigos e o brasileiro aprendeu muito rápido com as valiosas dicas de Bettenhausen – até o grave acidente que sofreu num dos treinos livres. Gary ainda se classificou com a 5ª posição no grid e acabou na décima-sétima posição, sem completar a disputa vencida por Al Unser Júnior. No ano seguinte, o piloto terminou novamente em 17º lugar após largar em 18º.

Já aposentado, o piloto foi laureado como membro do Hall da Fama da National Sprint Car em 1993 e, cinco anos mais tarde, entrou também para o Hall da Fama da National Midget Auto Racing.

Indy tem novo patrocinador principal

STORYRIO DE JANEIRO – Verizon IndyCar Series. Esse é o nome do campeonato da Fórmula Indy na temporada 2014. A companhia estadunidense de tecnologia substitui a griffe Izod, que era o primary sponsor do certame desde 2008. Ao fim dos cinco anos de contrato, não se buscou a renovação do mesmo e a troca pela Verizon não se constitui em nenhuma surpresa.

A empresa investe bastante na categoria, patrocinando os carros do Team Penske, especialmente os de Will Power e agora do colombiano Juan Pablo Montoya. De acordo com o comunicado oficial emitido pelos responsáveis da categoria, o acordo é multianual, com duração até aqui não revelada.

“A Verizon é a parceira perfeita para nós, para mostrar o alto nível de inovação e tecnologia, que é inerente ao nosso esporte”, disse Mark Miles, CEO da Hulman & Co.,no comunicado oficial. “A IndyCar irá proporcionar à empresa um grande número de consumidores interessados ​​e ansiosos para melhorar ainda mais suas experiências com novas tecnologias.”

As 1.100 Milhas do Buschão

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RIO DE JANEIRO – O sonho se realizará: Kurt Busch vai disputar pela primeira vez as 500 Milhas de Indianápolis. Campeão da Sprint Cup da Nascar, o piloto de 35 anos ganhou a benção dos chefões Tony Stewart e Gene Haas para competir na lendária prova neste ano. Buschão estará a bordo de um quinto carro da Andretti Autosport, equipe de Michael Andretti que terá ainda Marco Andretti (filho de Michael e neto do velho Mario), Ryan Hunter-Reay, James Hinchcliffe e Carlos Muñoz.

Será uma experiência inédita e cansativa para o piloto, por dois aspectos: no mesmo dia do treino classificatório para a Indy 500, haverá atividades de pista para mais uma corrida da Sprint Cup. E, como se não bastasse, tem o detalhe de que, no mesmo dia 25 de maio, Kurt correrá a prova de monopostos e também a Charlotte 600. Mil e cem milhas, mais de 1.700 km percorridos num único dia.

A última vez em que um piloto da Nascar fez o que se chama de “Double Day” foi em 2003. Robby Gordon se dividiu entre Indianápolis e Charlotte – e na última aparição de Tony Stewart na prova, dois anos antes, o “Smokey” chegou em sexto e também completou a Charlotte 600. Em 2004, Gordon tentou repetir a façanha pela sexta vez, mas as chuvas que atrapalharam a Indy 500 o fizeram abandonar o circuito mais cedo e ceder o lugar a Jaques Lazier.

Em maio do ano passado, o piloto teve a oportunidade de andar num monoposto da Fórmula Indy pela primeira vez, completando todo o Rookie Orientation Program, o programa de orientação a novatos, no qual os pilotos têm que cumprir um determinado número de voltas, superando progressivamente as velocidades determinadas.

E pode ser que a Stewart-Haas Racing também libere mais alguém para a Indy 500. Há rumores de que Danica Patrick pode seguir o mesmo caminho do Buschão e acabar confirmada na lista de inscritos para a corrida.

JV na Indy 500

JV95RIO DE JANEIRO – Bom dia, leitores. Ao olhar essa foto e ao saber da notícia que vou comentar agora, achei que estava em 1995. Mas não fui ao Túnel do Tempo dar um passeio. É que Jacques Villeneuve, aos 42 anos de idade, marca seu retorno às 500 Milhas de Indianápolis para o ano da graça de 2014.

O piloto canadense, campeão da prova justamente com o carro acima, um Reynard da equipe de Barry Green, no último ano antes da cizânia entre CART e IRL, já tem até equipe. Villeneuve acertou com a Schmidt Peterson Motorsports, que assim terá três carros na prova: um para Simon Pagenaud, outro para o russo Mikhail Aleshin e um terceiro para JV.

Oficialmente, o anúncio ainda não foi feito. Segundo o site Italiaracing.net, haverá uma coletiva nesta quarta-feira para a confirmação da participação do piloto na Indy 500. E, vamos e venhamos: o retorno do canadense vai roubar todas as atenções que seriam destinadas ao colombiano Juan Pablo Montoya, cuja ausência no mítico oval e em provas da Fórmula Indy já remonta a 13 anos.

Vai ser engraçado, isso…

Nas asas da Toyota

AUTO - WEC 6 HOURS OF FUJI 2013

RIO DE JANEIRO – Sétimo colocado no Mundial de Pilotos do WEC e 3º no FIA Endurance Trophy da classe LMP2, dividindo posições com Roman Rusinov e John Martin, o britânico Mike Conway, de 30 anos, é o novo reforço da Toyota para 2014.

O piloto foi contratado para ser o novo piloto de testes e desenvolvimento do construtor japonês no Mundial de Endurance, bem como o reserva imediato de qualquer um dos pilotos titulares do time – os mesmos deste ano – que renovaram contrato para o próximo certame.

Em paralelo com as atividades como contratado da Toyota, Conway poderá ser visto na Fórmula Indy. Ele assinou com a equipe de Ed Carpenter para competir com o carro número #20 em 12 das dezoito etapas do certame no próximo ano. Carpenter vai se dedicar apenas aos eventos em circuitos ovais e Conway guiará nos mistos, começando em St. Petersbourg, na Flórida, no dia 30 de março. Na última temporada, o britânico fez aparições eventuais pela Rahal-Letterman e pela Dale Coyne Racing, com direito a uma vitória incontestável numa das corridas da rodada dupla disputada em Detroit.

Com isso, a G-Drive Racing, que deverá funcionar como time satélite da AF Corse no WEC em 2014 pela divisão LMP2, terá pelo menos um piloto novo para defender o time, que deverá contar com Roman Rusinov, o homem do dindim. Sobre o australiano John Martin, nada foi dito – por enquanto.

Que grid!

1484775_10202603081703277_1860183860_nRIO DE JANEIRO – Dica preciosa do amigo Fred Sabino, mangueirense de quatro costados. Aí estão os carros de todos os triunfos da Penske Racing nas 500 Milhas de Indianápolis. Vamos identificá-los (da direita para a esquerda)?

1ª fila: #66 McLaren Offenhauser de Mark Donohue (1972); #9 Penske Cosworth de Rick Mears (1979); #3 Penske Cosworth de Bobby Unser (1981)

2ª fila: #5 March Cosworth de Rick Mears (1984); #5 March Cosworth de Danny Sullivan (1985); #25 March Cosworth de Al Unser (1987)

3ª fila: #4 Penske Chevrolet de Rick Mears (1988); #4 Penske Chevrolet de Rick Mears (1991); #4 Penske Chevrolet de Emerson Fittipaldi (1993)

4ª fila: #31 Penske Mercedes-Benz de Al Unser Jr. (1994); #68 Dallara Oldsmobile de Hélio Castroneves (2001); #3 Dallara Chevrolet de Hélio Castroneves (2002)

5ª fila: #6 Panoz Toyota de Gil De Ferran (2003); #6 Dallara Honda de Sam Hornish Jr. (2006); #3 Dallara Honda de Hélio Castroneves (2009)

Reparem que do carro do triunfo de Mears até o último, da terceira conquista de Helinho em Indianápolis, todos os carros do Team Penske tem a programação visual Marlboro, embora a marca de cigarros não pudesse ter seu nome exposto na carenagem dos carros em virtude da restrição à propaganda tabaqueira não só nos EUA como também mundialmente.

 

Farda nova

1457718_10152022437880211_1230718287_nRIO DE JANEIRO – O ano de 2014 começou cedo para Juan Pablo Montoya. O novo contratado da Penske para a próxima temporada da Fórmula Indy fez hoje no circuito misto de Sebring o primeiro reconhecimento do chassi Dallara DW12 com que irá disputar a série estadunidense de monopostos pelo Team Penske, após quase sete anos na Nascar. O colombiano completou 20 voltas no primeiro contato com a nova máquina, enquanto Will Power, que também andou hoje pela manhã, deu uma dezena de voltas após fazer o shakedown do bólido.

E aí está Montoya na foto, envergando o macacão da nova escuderia. Para o primeiro teste, ele coube não só na farda nova como também no carro.

Será que veremos “Montoyucho” mais magro e acelerando como nos velhos tempos da própria Fórmula Indy e nos seus primeiros anos de Fórmula 1? Sabe-se que ele está empenhado a perder peso, se dedicando a muitos treinos físicos. Só há um jeito de saber se JPM vai manter a forma: conferindo nas redes sociais se ele frequentará as filiais da churrascaria Fogo de Chão da mesma forma como fazia nos tempos de Nascar.

 

From Russia to Indy

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RIO DE JANEIRO – A Rússia terá o primeiro piloto de sua história na Fórmula Indy em 2014. O piloto Mikhail Aleshin, de 26 anos, fechou contrato com a equipe de Sam Schmidt para disputar o certame estadunidense de monopostos ao lado do francês Simon Pagenaud, 3º colocado na última temporada. Na verdade, a escuderia troca um estreante por outro no próximo ano.

E o estreante Aleshin traz o que a equipe precisava para o próximo campeonato: dinheiro. O patrocínio do SMP Bank, já presente nos carros da Russian Bears em diversas competições de Endurance mundo afora aparecerá pelo menos no carro de Mikhail na próxima temporada. A Schmidt ainda busca patrocinadores para o carro de Simon Pagenaud, pois a Hewlett-Packard, segundo informações que eu recebi, também bateu em retirada.

Aleshin teve até aqui uma carreira errática no automobilismo, repleta de altos e baixos. Só para se ter uma ideia, em 2011 ele disputou cinco – isso mesmo, cinco – certames diferentes: GP2 Series, GP2 Asia, Fórmula 3 Alemã, Superleague Formula e também a World Series by Renault.

Em termos históricos, ele tornou-se o primeiro piloto de seu país a vencer uma corrida internacional, na World Series by Renault (categoria onde foi campeão em 2010), em 2007, no circuito italiano de Monza. A partir de 2001, quando começou sua carreira no exterior, o piloto russo disputou praticamente todas as categorias de acesso aos principais certames de monoposto. Demorou mais de uma década para que finalmente ele conseguisse alcançar o seu objetivo.

Bomba: Franchitti anuncia aposentadoria

0801500x250RIO DE JANEIRO – Acabo de ver pelo twitter que o escocês Dario Franchitti, três vezes vencedor das 500 Milhas de Indianápolis e quatro vezes campeão da Fórmula Indy, anunciou nesta quinta-feira sua aposentadoria definitiva do automobilismo. O piloto de 40 anos foi aconselhado pelos médicos que o assistiram após o acidente sofrido na etapa de Houston, no Texas, a parar com a atividade automobilística. E é o que o piloto fará após 265 corridas disputadas, com 31 vitórias e 33 pole positions.

Abaixo reproduzo o trecho do comunicado emitido hoje pela Chip Ganassi Racing com a declaração de Franchitti sobre sua aposentadoria das pistas.

“Desde o meu acidente em Houston, eu estive sob os cuidados de especialistas, médicos e enfermeiros, os quais fizeram a minha saúde, a minha segurança e da minha recuperação a principal prioridade. Sou eternamente grato pela assistência médica que tenho recebido ao longo das últimas semanas. Eu também gostaria de agradecer a minha família e amigos pelo apoio inacreditável.

Um mês após o acidente e com base no aconselhamento dos médicos que trataram e avaliaram minha cabeça e lesões na coluna vertebral pós-acidente, a opinião médica é que eu devo parar de correr. Eles deixaram muito claro que os riscos envolvidos em mais corridas são grandes e pode ser prejudicial para o meu longo prazo bem-estar. Com base nessa orientação médica, eu não tenho outra escolha a não ser parar.

O automobilismo tem sido a minha vida por mais de 30 anos e é muito difícil pensar que minha carreira acabou. Eu estava realmente ansioso para a temporada de 2014 com a Target Chip Ganassi Racing, com o objetivo de ganhar uma quarta Indianapolis 500 e um quinto campeonato IndyCar Series .

Eu gostaria de agradecer a todos os meus colegas concorrentes, colegas, equipe e os patrocinadores pelo apoio incrível ao longo deste período incrível. Eu também gostaria de agradecer a Hogan Racing, Team KOOL Green e Andretti Green Racing para as oportunidades de competir na pista e, especialmente, Target Chip Ganassi Racing, que se tornaram como uma família para mim desde que entrei para o time em 2008. Eu seria negligente se eu não agradecer a todos os meus fãs ao redor do mundo. Eu não tenho como agradecer o suficiente aos que estiveram do meu lado por todos esses anos.

Guardarei boas lembranças de minha carreira na CART e IndyCar Series e as relações que eu forjei no esporte e que vão durar toda uma vida.

Espero que com o tempo, eu seja capaz de exercer alguma atividade extrapista com a IndyCar Series. Eu amo as corridas de monopostos e eu quero ver o sucesso delas. Eu conversarei com Chip para ver como posso ficar envolvido com a equipe, e com todos os amigos incríveis que eu fiz ao longo dos anos.

Como meu amigo Greg Moore dizia: ‘Vejo você na frente ‘”

Com o fim da carreira de Franchitti, Chip Ganassi terá que buscar um substituto à altura para um dos quatro carros do time em 2014. Uma excelente vaga se abre, lamentavelmente, em razão deste anúncio.

Outras frentes

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RIO DE JANEIRO – Contratado pela Aston Martin para disputar o Campeonato Mundial de Endurance (WEC), Bruno Senna vai disputar a 7ª etapa da temporada neste fim de semana em Xangai, na China. O piloto brasileiro de 30 anos, embora tenha feito boas corridas com os carros do fabricante britânico nas divisões LMGTE, pelo visto não esqueceu sua passagem pelos monopostos, onde esteve em grande parte de sua carreira.

Segundo matéria do site da ESPN, o piloto mira a Fórmula Indy e os EUA. Mas aí há um problema: o calendário de corridas de Bruno não contemplaria os circuitos ovais – Indianápolis, Pocono, Fontana, Milwaukee, Texas e Iowa, o que inviabilizaria qualquer chance dele ser campeão. E o próprio piloto reconhece isso.

“Comecei negociação com algumas equipes, mas a dificuldade é que não eu correria em ovais, porque tenho um histórico familiar complicado… Não dá para abrir chances para essas coisas. Isso dificulta um pouco as condições para fazer isso lá. Vamos ver se eu consigo fazer uma temporada só de circuitos mistos na Indy, o que provavelmente limita a chance de ganhar campeonato. Não é tão fácil fazer assim, e se sair, pode ser um programa que eu possa fazer no ano que vem”, reconheceu.

O piloto considera corridas de monoposto mais “divertidas”, mas disse que a experiência com os GTs da Aston Martin no WEC tem sido até aqui bastante positiva.

“Foi bom, me adaptei rápido ao carro, temos sido super bem-sucedidos, largamos na pole em todas as corridas – menos uma – e estamos vencendo, as duas últimas corridas eu venci. Estou me divertindo bastante, mas claro que monopostos são sempre os carros mais divertidos de se pilotar”.

Eu tenho uma opinião a respeito dessa frente que o Bruno Senna quer abrir para sua carreira: ou ele faz a coisa bem feito, e isso significa disputar todo o campeonato, incluindo as 500 Milhas de Indianápolis, ou corre o sério risco de sofrer críticas por todos os lados por realizar a vontade dele pela metade. Até entendo as razões que permeiam o medo do piloto em correr em ovais, por conta da morte do tio Ayrton e também do pai do piloto, Flávio Lalli, embora não tenha acontecido numa pista de corrida.

Automobilismo, como todos nós sabemos, é esporte de risco. Se não for pra correr em oval, que Bruno continue sendo feliz no WEC, uma ótima alternativa aos que não têm mais chance de andar na Fórmula 1 ou não se sentem confortáveis em guiar nos ovais. Aliás, onde está mesmo Mike Conway, rival do piloto na Fórmula 3 inglesa?

Foto: Bruno Senna defende a Aston Martin no WEC, mas mira a Fórmula Indy para 2014 (divulgação)

Novidade a caminho

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RIO DE JANEIRO – Parece que o destino de Luiz Razia em 2014 será a volta aos monopostos. O piloto baiano pelo visto desistiu de vez da Fórmula 1 e existem grandes chances de que ele se junte a seu conterrâneo Tony Kanaan e a Hélio Castroneves na Fórmula Indy.

Atualmente no International GT Open, onde defende a equipe italiana BhaiTech Racing com um McLaren MP4-12C GT3 da classe GTS junto a outro brasileiro, Rafael Suzuki, ao ex-piloto de F-1 e F-Indy Giorgio Pantano e a outro refugiado das competições de monopostos, o neozelandês Chris van der Drift, Razia já teria inclusive contrato assinado para disputar a próxima temporada no certame estadunidense – porém, com o nome da equipe ainda em sigilo para não atrapalhar as negociações.

Após o passo em falso rumo à F-1, quando perdeu seu lugar na Marussia para Jules Bianchi porque alguns apoiadores não honraram seus compromissos, Razia parece disposto a dar uma guinada de 180º em sua carreira. Diante da falta de oportunidade para os pilotos brasileiros na categoria máxima, cada vez maior nos últimos tempos, a Fórmula Indy passou a ser uma alternativa viável, principalmente com relação a orçamento. Uma equipe de porte médio da categoria ainda gasta menos que a maioria dos times da F-1 e com chances de conseguir bons resultados no certame ianque.

Só resta aguardar pela confirmação e que tudo corra bem desta vez. Porque não há nada mais frustrante para um piloto do que estar perto de um sonho e não concretizá-lo.

O mingau tricampeão do Dixon

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RIO DE JANEIRO – No último sábado, finalmente consegui assistir grande parte de uma corrida de Fórmula Indy. Tarefa que tem sido difícil para mim, desde que voltei a trabalhar. Nem sempre os horários permitem e quando estou de folga, tenho evitado ao máximo ficar em frente a uma televisão assistindo a uma corrida de qualquer categoria. Desta vez consegui. E vi Scott Dixon ser tricampeão.

Surpresa? Nenhuma. O neozelandês comeu pelas beiradas e a conquista do terceiro título do piloto da Ganassi pode ser considerada como aquele saboroso mingau de farinha láctea igual ao da minha infância. Era servido quente, mas era mais gostoso quando esfriava. A campanha do piloto de 33 anos foi muito boa na segunda metade da temporada, quando realmente ele rumou ao título. Nas primeiras corridas, ninguém acreditava um níquel na possibilidade de mais um campeonato de um piloto da Chip Ganassi Racing. A escuderia dos carros vermelhos com o alvo branco pintado se fingiu mais uma vez de morta. E acabou em Fontana campeã, mais uma vez.

Frustração total para a Penske e para Hélio Castroneves, que novamente foi vice-campeão (pela terceira oportunidade). O time do velho Roger não consegue ser na atual Fórmula Indy a mesma força que foi na antiga ChampCar. O último título foi conquistado em 2006 com Sam Hornish Júnior, no regulamento antigo e com os velhos modelos Dallara. Castroneves só venceu uma corrida neste ano e pautou seu campeonato pela regularidade. Mas bastou um fim de semana absolutamente desastroso em Houston para que tudo fosse por água abaixo. Que a Penske tome este campeonato como lição. Ainda é uma grande equipe, mas não pode permitir que um de seus pilotos ganhe apenas uma vez contra quatro do principal rival e campeão.

E a coisa promete ficar pior para Castroneves: dentro da própria equipe haverá a concorrência fortíssima de Juan Pablo Montoya que, disciplinado, poderá ser um piloto muito difícil de ser batido em seus melhores dias. A Ganassi contra-ataca com a vinda de Tony Kanaan, que finalmente se livra da KV Racing Technology após um ano com a consagração em Indianápolis e apenas quatro pódios, marcado também por diversos problemas e abandonos – nada novo em se tratando do time de Jimmy Vasser e Kevin Kalkhoven.

Cabe aqui, para encerrar, uma curiosa estatística: dos 38 pilotos que participaram em pelo menos uma etapa da Fórmula Indy em 2013, 50% deste total terminou pelo menos uma vez entre os três primeiros. Houve 10 vencedores diferentes em 19 etapas e, pela primeira vez em anos, Dario Franchitti, o campeão do ano passado, não estava entre eles.

Foto: Hélio Castroneves cumprimenta Scott Dixon pela conquista do título da Fórmula Indy em 2013 (Yahoo!)

Indy com 13 pistas e 18 etapas para 2014

2012 IndyCar Milwaukee

RIO DE JANEIRO – A Fórmula Indy terá 18 etapas em 2014, distribuídas em treze circuitos diferentes, entre ovais, mistos e pistas de rua. Novamente a categoria apela para o sistema de rodadas duplas, adotado neste ano e que permanece para o próximo, em três circuitos: Houston, no Texas, Toronto, no Canadá e Detroit, em Michigan. A única coisa que não se sabe é se as largadas paradas continuarão fazendo parte das provas da categoria.

Com o anúncio do calendário, também fica confirmado o fim da São Paulo Indy 300 no circuito do Anhembi. Os promotores da corrida foram informados que não deveriam investir no evento, por ser extremamente dispendioso. A categoria não abre mão de fazer uma etapa no Brasil em 2015 e as dúvidas são: em que circuito? E quem vai promover a corrida?

A data brasileira ficou com… Indianápolis! O circuito sediará não só a Indy 500 no dia 25 de maio como também uma corrida no dia 10 do mesmo mês, no circuito misto. Uma alternativa para cortar custos, é verdade, mas que tira – no meu entendimento – o brilho da mais tradicional corrida do calendário.

O campeonato do próximo ano, que terá como atrações a volta de Juan Pablo Montoya pela Penske e a estreia de Tony Kanaan na Ganassi, começa no dia 30 de março com a etapa de St. Petersburg e acaba em exatos cinco meses: em 30 de agosto, no oval de Fontana, será conhecido o campeão da Fórmula Indy em 2014.

Eis as datas:

30/03 – GP de St. Petersburg (rua)
13/04 – GP de Long Beach (rua)
26/04 – GP de Birmingham (Barber Motorsports Park)
10/05 – GP de Indianápolis (misto)
25/05 – 500 Milhas de Indianápolis (oval)
31/05 – GP de Detroit (rua)
01/06 – GP de Detroit (rua)
07/06 – GP do Texas (oval)
28/06 – GP de Houston (rua)
29/06 – GP de Houston (rua)
06/07 – GP de Pocono (oval)
12/07 – GP de Iowa (oval)
19/07 – GP de Toronto (rua)
20/07 – GP de Toronto (rua)
03/08 – GP de Mid-Ohio (Mid-Ohio Sports Car Course)
17/08 – GP de Milwaukee (oval)
24/08 – GP de Sonoma (Infineon Raceway)
30/08 – GP de Fontana (oval)

Foto: largada da corrida de Milwaukee em 2012; o tradicional circuito oval recebe a antepenúltima corrida da Fórmula Indy ano que vem (arquivo)

Que coisa feia…

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RIO DE JANEIRO – Poucos devem se lembrar quem foi Jon Herb. De fato, o piloto nascido em Milwaukee, no estado do Wisconsin, nunca deixou saudades em quem acompanha a Fórmula Indy. Disputou umas poucas corridas na categoria (dezesseis, com direito a uma única aparição na Indy 500 em 2007) e também na Indy Lights, além de provas da ARCA Series, uma divisão de Stock Cars da Automobile Racing Club of America.

Muito bem: eis que chega a notícia de que Herb, 43 anos de idade, foi preso no último dia 4 de outubro em Collier County, na Flórida. Sob uma grave acusação: pornografia infantil e pedofilia.

A denúncia partiu da própria mulher do piloto, que descobriu farto material fotográfico de meninas nuas no notebook de Jon Herb. E não é só isso: havia também três videos onde o ex-piloto mantinha relações sexuais com uma menina de, aparentemente, quatro anos de idade.

“Não estou surpresa, porque ele é um pervertido”, contou à polícia a mulher de Herb, que responderá a um triplo processo por pedofilia, pornografia e agressão sexual. O notebook e duas câmeras de vídeo foram apreendidos pela polícia, que deve buscar mais provas dos atos criminosos do ex-piloto da Fórmula Indy.

Que coisa feia…

Que porrada!

RIO DE JANEIRO – Não assisti a Fórmula Indy em Houston. Aliás, a nenhuma das duas corridas da rodada dupla. Estava ocupado em fim de semana de plantão no Fox Sports e o máximo que fiz foi acompanhar parte da corrida #1 em tempo real e da #2, só soube do que aconteceu na última volta.

E o que aconteceu, claro, foi o fato mais comentado no automobilismo neste domingo: o enorme acidente entre Takuma Sato e Dario Franchitti, num dos pontos de maior velocidade do circuito Reliant Park.

A batida, guardadas as devidas proporções, lembrou bem o que ocorreu com Jeff Krosnoff em Toronto, no Canadá, numa corrida da antiga CART nos anos 90, onde um bandeirinha também veio a falecer. Neste domingo, a carambola entre Sato e Franchitti provocou ferimentos em treze torcedores e também no escocês da Ganassi.

O piloto teve concussão cerebral, fraturas de tornozelo e vértebras. Dificilmente tomará parte da última etapa do campeonato, que se realizará em menos de duas semanas no oval de Fontana, na Califórnia.

Em tempo: o fim de semana foi desastroso para Hélio Castroneves. O piloto da Penske não conseguiu terminar nenhuma das duas corridas e, pior, viu Scott Dixon vencer no sábado e chegar em segundo no domingo. Como efeito, Helinho perdeu a liderança para o neozelandês, que agora tem 25 pontos de vantagem. Impressionante como o brasileiro parece estar a ponto de perder um título que parecia ganho.

A hora e a vez de Kanaan na Ganassi

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RIO DE JANEIRO – Agora sim: Antoine Rizkallah Kanaan Filho, o Tony Kanaan, é o novo piloto da Chip Ganassi Racing na Fórmula Indy. O piloto de 38 anos foi confirmado hoje para a temporada 2014 do certame estadunidense de monopostos, após três temporadas defendendo a KV Racing.

A contratação do brasileiro por uma das mais fortes equipes da categoria mostra o respeito que ele adquiriu nos EUA – que aumentou logicamente com sua extraordinária performance nas 500 Milhas de Indianápolis, vencidas por Tony após várias tentativas frustradas. A Ganassi já o recrutara para a disputa de uma corrida da Rolex Sports Car Series em Indianápolis e, sem conhecer o BMW Riley do time, Kanaan andou muito e só reforçou no dono da equipe o desejo de contar com seus préstimos para 2014.

Os rumores sobre a negociação ganharam corpo, a imprensa dos EUA passou a tratar o assunto da contratação como fato consumado e hoje, em Houston, a equipe confirmou o acerto. Pondo fim a outros burburinhos no paddock da Indy, a Ganassi também fez saber que seus três pilotos – Dario Franchitti, Scott Dixon e Charlie Kimball – permanecem onde estão, pondo fim a especulações sobre a contratação de James Hinchcliffe.

Kanaan correrá com um carro patrocinado pela NTT Data, a mesma empresa que estampou seu nome no carro #02 que o brasileiro guiara ao lado de Joey Hand na Grand-Am.

Adendo: a Ganassi também anunciou o fim da parceria com a Honda como fornecedora de motores. A partir de 2014, o time terá os propulsores da Chevrolet.

Foto: Tony Kanaan, o mais novo contratado da Ganassi (divulgação)