The Prologue: primeiros instantâneos de Paul Ricard

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As máquinas do FIA WEC em foto coletiva

VSA_WEC_PRO14_OBGR8R1574Boxes da Millenium Racing com os dois Oreca LMP2 do time e o #23 de Stefan Johansson/Shinji Nakano/Mike Conway em primeiro plano

vsa_wec_toy14_7277Porsche 911 (997) GT3 RSR da Prospeed Competition, que será guiado por Matthieu Vaxivière/François Perrodo/Emmanuel Collard

vsa_wec_toy14_7285Oreca 03 Nissan #27 da equipe russa SMP Racing, que corre com suporte da AF Corse

vsa_wec_toy14_7287Uma das Ferrari F458 Italia da equipe AF Corse, com detalhes em amarelo na pintura. O time italiano confirmou James Calado como o parceiro de Davide Rigon na classe LMGTE-PRO

vsa_wec_toy14_7292RAM Racing terá uma Ferrari F458 Italia na classe LMGTE-AM para Johnny Mowlem/Ben Collins/Mark Patterson

vsa_wec_toy14_7289Enzo Potolicchio e sua 8Star Motorsports estão de volta ao WEC com novos parceiros: os italianos Gianluca Roda e Paolo Ruberti

vsa_wec_toy14_7288Ferrari #61 da AF Corse, classe LMGTE-AM, para Luis Perez-Companc/Mirko Venturi/Marco Cioci

vsa_wec_toy14_7283Invasão russa: carro #37 da SMP Racing será guiado por Viktor Shaitar e pelos irmãos Anton e Kyrill Ladygin

vsa_wec_toy14_7281Trabalho frenético nos boxes da Porsche com a montagem do novo 911 (991) GT3 RSR

dsc_0222G-Drive Racing vai de Morgan Nissan LMP2 em 2014

dsc_0216O novo ‘brinquedinho’ da Proton Competition: o Porsche 911 (991) GT3 RSR para Christian Ried/Klaus Bachler/Khaled Al Qubaisi

dsc_0218Velha roupa colorida: a Rebellion Racing regressa à pintura vermelha e branca com filetes dourados de seus protótipos, o que não acontecia desde 2011

dsc_0210Caminhões da Porsche estacionados no paddock de Paul Ricard

dsc_0211Confronto aguardado: a Porsche volta às competições de protótipos num duelo que se antevê fantástico contra Audi e Toyota

dsc_0219Segredos de liquidificador: os boxes foram um jogo de gato e rato entre Toyota, Porsche e Audi. Todo mundo escondendo suas armas, ou melhor, seus carros!

Fotos: Vision Sport Agency e Laurent Mercier (Endurance-Info.com)

Bigodinho de Zorro

1619453_613841568688373_819770484_nRIO DE JANEIRO – Acredite quem quiser, mas o rapaz aí da foto é ninguém menos que o tricampeão mundial de Fórmula 1 Nelson Piquet, em 1974. Aos 21 anos, ele corria com o sobrenome “Piket”, para não desagradar ao pai, o austero ex-ministro Estácio Souto Maior, que morreria naquele mesmo ano, durante o fim de semana da 3ª etapa do Campeonato Brasileiro de Fórmula Super Vê, que Nelson disputava com um Polar azul-escuro preparado por ele mesmo e patrocinado pela oficina mecânica Ideal e pela Induspina.

Agora… e esse visual do Piquet com o bigodinho hein? Lembra o Zorro, ou não?

Outro ângulo

BhApzknIgAA1ZHzRIO DE JANEIRO – O Pedro Migão compartilhou essa foto no twitter há instantes e lá vou eu fazer o mesmo com os leitores do blog: aqui acima, temos um outro ângulo do flagrante da chegada sensacional do GP da Itália de 1971, em Monza, na corrida que ficou marcada por décadas como a de maior média horária da história – 242,615 km/h e também pela volta mais rápida marcada por Henri Pescarolo, em 247,016 km/h.

Naquele 5 de setembro, Peter Gethin (braço erguido na foto, como eu desconfiara) superou Ronnie Peterson (número #25) a bordo de sua BRM por apenas 0″010. François Cevert chegou em terceiro com a Tyrrell #2, 0″09 atrás do vencedor. Mike Hailwood, que fez uma reaparição estrondosa na Fórmula 1 com o Surtees #9, foi o quarto a 0″18. O carro #28 que aparece à esquerda é o McLaren do sueco Jo Bonnier, que chegou em décimo, quatro voltas atrasado.

O outro carro que chegou a menos de um segundo do vencedor foi a BRM de James Howden Ganley, em quinto, a 0″61 de Gethin. Chris Amon foi o sexto, a 32 segundos da turma que brigou pela vitória.

Bons tempos… e que foto maravilhosa, não?

Adendo: lembra o sempre atento Paulo Alexandre Teixeira, do blog Continental Circus que, se vivo fosse, Peter Gethin, o vencedor do GP da Itália, teria completado 74 anos nesta sexta-feira. O piloto faleceu em 5 de dezembro de 2011.

Direto do túnel do tempo (174)

1920507_801963146485422_1887335023_nRIO DE JANEIRO – O colorido das inesquecíveis máquinas da Fórmula 1 em 1971, na primeira volta do GP de Mônaco, nas ruas de Monte-Carlo. Em primeiro plano na foto, a BRM P160 patrocinada pela Yardley e guiada pelo mexicano Pedro Rodriguez. Atrás dele, com o indefectível March 711 e seu aerofólio dianteiro “tábua de passar roupa”, o Sueco Voador Ronnie Peterson.

Mais atrás, no carro #9, vem o Urso Denny Hulme na McLaren – que ainda era alaranjada, seguido por uma Matra-Simca MS120 que tinha Jean-Pierre Beltoise a bordo. A Brabham BT 34 com seu bico característico, chamado pelos britânicos de Lobster Claw, vinha com Graham Hill, o “Mister Mônaco” de cinco vitórias no Principado. A Lotus 72 é do sueco Reine Wisell e o Surtees mais ao fundo, deixando a chicane do Porto, é de Big John Surtees.

Cabe lembrar que os três primeiros, no início da corrida, eram Jackie Stewart, Jacky Ickx e Jo Siffert, que já tinham passado no momento do registro deste instantâneo. Logo na segunda volta, Hill abandonaria após bater no Bureau du Tabac. Peterson deixou Rodriguez para trás, passou ainda por Ickx e Siffert e conseguiu chegar em segundo. Hulme foi o 4º colocado e Rodriguez ainda foi o nono, mesmo quatro voltas atrasado. Os demais integrantes da fotografia desistiram.

Há 43 anos, direto do túnel do tempo.

Suecos nervosos

Baazt7xIIAAtn05RIO DE JANEIRO – A dica é do Leonardo Buenno, que compartilhou a foto no twitter. GP dos EUA-Leste em Watkins Glen, 1977. Tempos de rivalidade intensa entre dois grandes pilotos nórdicos – ambos suecos. A imagem diz tudo: Ronnie Peterson ao volante da Tyrrell P34 #3, ignora solenemente a presença Gunnar Nilsson, a bordo da Lotus 78 #6, imprensando o rival contra o acostamento do circuito novaiorquino.

Desconfio que a fechada tenha resultado no acidente que tirou Nilsson da prova, na 18ª volta. Os dois brigavam pela 7ª posição quando o piloto da Lotus abandonou a disputa. Peterson despencou na classificação algumas passagens mais tarde. Acabou em décimo-sexto, três voltas atrasado, atrás inclusive dos brasileiros Emerson Fittipaldi (13º colocado) e Alex Dias Ribeiro, que chegou em décimo-quinto.

Bons tempos…

1422520_668829229804108_548722551_nRIO DE JANEIRO – O automobilismo brasileiro já foi muito mais valorizado pelos patrocinadores. E sobretudo, muito criativo.

Esse protótipo da foto é o Casari A-2 (a.k.a. Repe 227), construído pelas mãos habilíssimas de Renato “Martelinho de Ouro” Peixoto, tendo como base um chassi de Fórmula Ford que ficou por aqui quando do Torneio BUA, vencido por Emerson Fittipaldi.

Todo com carroceria em alumínio, o carro tinha motor Ford Cortina 1,6 litro quando foi concebido, em 1970. No ano seguinte, o motor era um Holbay também de 1,6 litro – com bloco de ferro e mais potente. Com o fim da equipe de Norman Casari, o Casari A-2 virou Repe – as iniciais de Renato Peixoto.

Aliás, a equipe de Norman Casari foi uma das primeiras que trouxe patrocínios de grandes empresas brasileiras – muito antes da criação da lendária escuderia Hollywood. Em 1970, ele montou sua equipe para a disputa das Mil Milhas com a lendária Lola T70 Chevrolet arrendada junto aos irmãos De Paoli para ele e Jan Balder competirem – com o patrocínio da Brahma. O visual dos carros foi feito por um uruguaio, Eddie Moyna.

Na corrida disputada há 43 anos, em 22 de novembro, o Casari A-1 correu com Milton Amaral/Bob Sharp e o A-2 com Renato Peixoto/Carlos Erimá, terminando ao fim da disputa como o melhor carro do time, em 8º lugar, com 190 voltas completadas. A Lola chegou em 10º e o Casari A-1 não chegou ao fim.

 

Os 10 mais belos carros da F-1, pelos leitores

RIO DE JANEIRO – Desculpem o atraso, mas finalmente trago a lista dos carros que os leitores do blog elencaram como os dez mais belos da Fórmula 1 em todos os tempos. Foram votados nada menos que 190 modelos diferentes de todas as décadas nessa eleição onde cada um podia apontar até dez carros de sua preferência. Sem maiores delongas, vamos aos mais votados então – sendo que estarão aqui os onze que receberam mais indicações, visto que houve um empate entre dois dos escolhidos.

10º lugar, com 11 votos – McLaren M23 (1973/1978)

moremsportshistoryUm carro emblemático – e resistente –  na história da Fórmula 1. Esteve presente em seis temporadas, de 1973 a 1978, com fôlego insuspeito para dar dois títulos mundiais a pilotos da McLaren – o brasileiro Emerson Fittipaldi e o britânico James Hunt, afora um vice em 1975. Projeto de Gordon Coppuck, o McLaren M23 disputou nada menos que 83 GPs ao longo desse período, com 16 vitórias de saldo e catorze pole positions. O M23 foi  o carro que marcou a estreia de Gilles Villeneuve em 1977, no GP da Inglaterra. E outro campeão do mundo que o conduziu, ainda no início da carreira, foi Nelson Piquet – o último a andar no modelo durante uma temporada de F-1, no GP da Itália de 1978.

9º lugar, com 12 votos – Copersucar-Fittipaldi FD01 (1975)

copersucar-fd01-03A lista não teria sentido se o Copersucar-Fittipaldi FD01 não fizesse parte dela. Felizmente os leitores compartilham do sentimento de que este é um dos mais belos carros de todos os tempos. Nascido do traço criativo de Ricardo Divila, o primeiro Fórmula 1 construído na América do Sul é ainda hoje moderno e impressionante. Tinha a menor área frontal da época, tomada de ar ultrabaixa e soluções como o radiador montado na parte traseira. Embora belo, trouxe problemas na estreia da equipe no GP da Argentina e já no GP do Brasil, na segunda corrida, apareceu totalmente modificado e já batizado como FD02. Mas é o FD01 que ficou para sempre na memória dos apaixonados por automobilismo.

8º lugar, com 13 votos – Williams FW14 (1991/1992)

williamsfw14Um dos mais perfeitos carros que a Fórmula 1 já conheceu: este foi o Williams FW14, que em suas duas versões fez barulho entre 1991 e 1992. No primeiro ano, assustou a McLaren, com Nigel Mansell quase atrapalhando o tricampeonato de Ayrton Senna. No segundo, um massacre: com as suspensões ativas funcionando a contento, o carro projetado por Adrian Newey, que viera da Leyton House March, era chamado por todo mundo de “o F-1 de outro planeta”. Foi com esse carro que Nigel Mansell tornou-se campeão mundial com a maior antecedência registrada até então e que perduraria por uma década, quando Michael Schumacher triturou o recorde em 2002. O britânico levou a taça na 11ª etapa, o GP da Hungria, disputado em 16 de agosto, há 21 anos.

7º lugar, com 14 votos – Lotus 79 (1978/1979)

1978_zolder__mario_andretti__lotus_79_Decorado com a imortal pintura negra e dourada e com o patrocínio dos cigarros John Player Special, este foi um carro que – além de belíssimo – revolucionou os conceitos vigentes na Fórmula 1 dos anos 70. Aproveitando os princípios aeronáuticos, Colin Chapman e sua equipe de projetistas conceberam o Lotus 79 com o chamado “efeito-solo”, onde o carro tinha o perfil de uma asa de avião invertida. Em 26 corridas onde competiu, venceu seis e conquistou 10 pole positions, dando também ao ítalo-americano Mario Andretti a glória do título mundial de pilotos – o último de um representante do time, que entraria numa entressafra de resultados a partir do ano seguinte, quando praticamente todas as outras equipes já haviam aperfeiçoado a ideia genial de Anthony Colin Bruce Chapman.

7º lugar, com 14 votos – Arrows A2 (1979)

8233Os leitores não hesitaram em apontar o Arrows A2 como um dos mais belos carros da história da Fórmula 1, o que é um feito para um carro que era belo, estiloso e revolucionário, mas que se mostrou um retumbante fracasso. Projeto de Dave Wass, foi o terceiro carro da história do time britânico, estreando no GP da França de 1979. Talvez tenha sido o modelo mais arrojado dentre os que seguiram o conceito de carro-asa naquele ano, pelas ideias aplicadas – como a suspensão totalmente carenada na dianteira e pelo uso de um aerofólio traseiro ultrabaixo, no limite do exigido pelo regulamento. Mas o A2 não tinha o downforce suficiente para conseguir velocidade em curva e os resultados foram ridículos – dois sextos lugares, ambos com Jochen Mass, nos GPs da Alemanha e Holanda. O Arrows A2 disputou apenas oito grandes prêmios.

6º lugar, com 16 votos – Lotus 49 (1967/1970)

jimclark_lotus_brandshatch_1967Mais um carro com teor histórico na votação dos mais belos Fórmula 1 de todos os tempos e outro modelo revolucionário da Lotus: obra-prima de Colin Chapman, o Lotus 49 foi concebido com chassi monocoque (mais um conceito de aeronáutica aplicado no automobilismo) e pensado para receber o motor Ford Cosworth DFV, que estreou com vitória pelas mãos e pés de Jim Clark no GP da Holanda de 1967. A estrutura do bólido era autoportante, ancorando motor, suspensões traseiras e transmissão ao restante do chassi, uma revolução naquela época, e foi uma referência de estilo durante o fim dos anos 60 na categoria máxima. Com diferentes evoluções, sobreviveu por quatro temporadas e foi o carro com o qual Emerson Fittipaldi estreou, no GP da Inglaterra de 1970, em Brands Hatch. O Lotus 49 levou Graham Hill ao título mundial em 1968 e ao todo conquistou dez vitórias e 19 pole positions.

5º lugar, com 17 votos – Tyrrell P34 (1976/1977)

P34-Scheckter-1976Este carro é um dos maiores exercícios de criatividade que o automobilismo já conheceu. Projeto de Derek Gardner, a Tyrrell P34 com seis rodas é até hoje o mais celebrado entre todos os carros ultrarrevolucionários do esporte a motor em qualquer tempo. Com quatro pneus dianteiros especialmente construídos pela Goodyear a pedido da equipe, o P34 tinha como principal objetivo romper melhor a resistência do ar na seção dianteira. Não era um carro rápido no contorno de curva, mas na entrada e saída era o melhor de seu tempo. Em 30 corridas, seus pilotos terminaram 14 vezes entre os três primeiros, com direito a uma vitória no GP da Suécia de 1976, com Jody Scheckter. A equipe terminou o Mundial de Construtores daquele ano em 3º lugar, mas nunca mais o desempenho do P34 foi o mesmo quando Ronnie Peterson juntou-se a Patrick Depailler no segundo e último ano de participação do bólido na Fórmula 1.

4º lugar, com 19 votos – Jordan 191 (1991)

jordan191Um carro de uma equipe que fazia sua estreia na Fórmula 1 é um dos mais votados pelos leitores. O Jordan 191, primeiro carro do time de Eddie Jordan, que ascendia à categoria máxima após bem-sucedidas passagens pela F-3 e F-3000, não podia ficar de fora dessa lista. Projeto de Gary Anderson, foi conhecido como “Batmóvel”, em razão do desenho do difusor traseiro. Tinha aerodinâmica refinada e bico “bigode” com degrau. Elegante com a pintura verde do refrigerante 7Up, o Jordan 191 participou de 16 corridas no ano de 1991, conquistando como melhor resultado um 4º lugar no GP do Canadá, com Andrea de Cesaris. A equipe, que conquistou um honroso 5º posto no Mundial de Construtores, também foi a primeira a receber um certo Michael Schumacher, que sentou no carro e fez o 7º tempo para o GP da Bélgica, em Spa. Detalhe: sem conhecer a pista.

3º lugar, com 20 votos – McLaren MP4/4 (1988)

Ayrton SennaO mais dominante carro de todos os tempos na Fórmula 1. Este é o McLaren MP4/4, concebido por Steve Nichols com a luxuosíssima assessoria de Gordon Murray, que já aplicara no fracassado Brabham BT55 “skate” os mesmos conceitos que permeavam o desenho do carro do time de Ron Dennis. Os pilotos – Alain Prost e Ayrton Senna – guiavam em posição quase deitada. E o MP4/4 foi uma máquina de vitórias – foram quinze, mesmo número de pole positions conquistadas em 1988. A única equipe que conseguiu quebrar a invencibilidade dos carros #11 e #12 naquele ano foi a Ferrari. Desnecessário dizer que a McLaren foi campeã mundial de construtores com mais que o dobro dos pontos do time italiano e que Ayrton Senna sagrou-se campeão de pilotos pela primeira vez.

2º lugar, com 30 votos – Brabham BT52 (1983)

0550_016.jpgObra-prima sobre rodas, o Brabham BT52 concebido por Gordon Murray para a conquista do segundo título mundial de Fórmula 1 do brasileiro Nelson Piquet é, também, um carro emblemático. Marcou, como muitos outros modelos da época, a ruptura com o conceito de efeito-solo, que havia sido abolido para o campeonato de 1983. Com o desenho imitando uma flecha em posição de ataque, o carro era um dos mais bonitos daqueles tempos e ficou ainda mais elegante quando veio a versão BT52B, que no final do campeonato atropelou Renault e Ferrari, dando a Piquet o primeiro título de um piloto com um carro de motor turbo. O BT52 largou em 15 corridas, conquistando quatro vitórias e duas pole positions.

1º lugar, com 34 votos – Lotus 72 (1970/1975)

1972britain08lotus72dfifr6Alguma dúvida de que este seria o carro preferido pelos leitores? Difícil imaginar que não. O Lotus 72 foi o modelo que mais marcou época na Fórmula 1 contemporânea. A exemplo do McLaren M23, teve vida longa e muitas conquistas. Entre 1970, ano de seu lançamento e 1975, quando finalmente ficou obsoleto, o carro projetado por Colin Chapman e seu principal assistente, Maurice Philippe, levou Jochen Rindt a um até hoje inédito título post-mortem e Emerson Fittipaldi também foi campeão com ele em 1972 – e poderia ter sido outra vez vitorioso no ano seguinte, não fosse Colin contratar Ronnie Peterson. Foram 20 vitórias e 17 pole positions, que fazem deste carro com frente em cunha, freios a disco inboard na dianteira e outras ‘bossas’ o mais bem-sucedido da história na categoria máxima do automobilismo.

Mercedes-Benz C292: o Grupo C que nunca andou

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RIO DE JANEIRO – O blog apresenta hoje um Esporte-Protótipo da época do Grupo C que nunca riscou o asfalto de qualquer pista: o Mercedes-Benz C292, que disputaria o World Sportscar Championship na temporada de 1992.

Naquele início de década, a FIA, graças primeiro a Jean-Marie Balestre e depois a Max Mosley, mudara o regulamento do WSC, obrigando os construtores a optar por mecânica 3,5 litros de aspiração normal em seus carros. Foi o início da dèbacle da competição como a conhecíamos. No primeiro ano, em 1991, ainda eram permitidos os Porsche 962C, mas os carros alemães, que corriam com motor turbo, sofriam grandes restrições de potência e consumo de combustível.

Mesmo assim, Jaguar (com motores Ford HB), Peugeot, Toyota e Mercedes-Benz construíram seus carros dentro do novo regulamento e independentes como Walter Brun e Franz Konrad também desenvolveram carros novos para abrigar motores de aspiração atmosférica.

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A Mercedes-Benz investira no protótipo C291 no primeiro ano do novo regulamento do WSC. O carro tinha um motor de 12 cilindros flat com 180º de inclinação nas bancadas – e que era o ponto fraco do projeto capitaneado por Peter Sauber e sua trupe. Esse motor começou com apenas 580 HP de potência, mas ganhou evoluções ao longo do ano e quando o C291 conquistou enfim uma vitória no circuito japonês de Autopolis, já desenvolvia 100 HP a mais, batendo na casa de 13,5 mil rotações por minuto.

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O C292 teve o seu desenvolvimento cancelado por iniciativa da própria Mercedes-Benz, que não ficou satisfeita com os resultados do ano anterior e com a relação custo-benefício da empreitada. Talvez os alemães previssem a verdadeira debandada que tomou conta do WSC, que perdeu não só a Mercedes como também a Jaguar como construtores. O fracasso dos projetos de Walter Brun e Franz Konrad também tirou os independentes de cena e em 1992 só havia a Toyota, a Peugeot, a Mazda (com o Jaguar XJR-14 e motores Judd), os ingleses da Spice e a Lola com a equipe Euro Racing.

Um dos exemplares do C292 – não se sabe quantos foram construídos – repousa hoje no museu da Sauber, em Hinwill, na Suíça. O que se sabe é que o carro tinha sido construído para aproveitar o máximo do potencial do motor M291, apresentando diversas modificações em relação ao projeto do ano anterior. O carro que nunca correu foi o último projeto da Mercedes-Benz antes da estreia do CLK-GTR para a disputa do FIA GT em 1997.

Tributo a Sean Edwards

BW4OuOnCEAAUTK1Pilotos britânicos e australianos da American Le Mans Series em foto-homenagem a Sean Edwards, prematura e tragicamente falecido na última terça-feira. Da esquerda para a direita, estão Peter Dumbreck, Richard Westbrook, Robin Liddell, Ryan Briscoe, Ryan Dalziel, Nick Tandy, Jonny Kane, Oliver Gavin, Tom Kimber-Smith, Rob Bell, David Brabham, Katherine Legge e Andy Meyrick. Faltou só o Marino Franchitti. Bela homenagem da turma!

A day in the life

548987_10151534015759782_961907947_nRIO DE JANEIRO – Acredito que o instantâneo tenha sido tirado em 1991, até porque o Nelson Piquet corria com uma Benetton que era calçada com pneus Pirelli – mas pode ser 1985, por que não? Até porque naquele ano, Piquet também corria com os pneus italianos, só que na Brabham. O que vale é o momento de descontração onde Ringo Starr tira um sarro de Jackie Stewart, sob o olhar complacente e sacana do nosso tricampeão do mundo e também do grande George Harrison, que amava esse negócio chamado automobilismo.

Saudade do George, dos Beatles e de uma Fórmula 1 que não existe mais.

 

Zzzzzz…

1240405_10152645544082699_2052349813_nRIO DE JANEIRO – Acredite quem quiser, mas o piloto que “puxa um ronco” na foto é Ken Schrader, o veterano participante de corridas da Nascar que hoje tem 58 anos de idade. O instantâneo é de três décadas atrás, durante as 500 Milhas de Indianápolis de 1983.

Schrader foi chamado para tentar classificar o carro com o numeral #98, mas não obteve êxito. Acidentou-se durante a qualificação e ficou de fora da Indy 500 junto com outros 25 pilotos.

Outros e bons tempos…

 

Mais uma vez campeão

imageParabéns, mestre Ricardo Divila! Campeão no Blancpain Endurance Series com a equipe Nissan GT Academy Team RJN e com o piloto espanhol Lucas Ordoñez, na classe Pro-Am Cup. Se não deu Brasil na pista, já que Cesar Ramos ficou em 4º lugar na Pro Cup, fora dela o automobilismo do nosso país volta a ser muito bem representado por uma das figuras mais queridas por quem está envolvido no esporte.

 

Um Porsche com jeito de Audi

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RIO DE JANEIRO – Alguém surpreso? Pois a Porsche não fez mais segredo e trouxe a público algumas fotos do “seu” protótipo LMP1 para 2014 no Mundial de Endurance. Quando digo “seu” é porque o carro, por mais que tenha o trem de força do cavalinho empinado de Stuttgart, movido a gasolina e com sistema híbrido, lembra muito o Audi R18 e-tron quattro, principalmente na seção dianteira.

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Muito embora o carro, que já está em fase de testes e desenvolvimento, tenha sido fotografado com esta camuflagem que o decora, é impossível não perceber que existe uma enorme semelhança estética e aerodinâmica entre o modelo de Ingolstadt e o carro que virá à luz ano que vem sob a marca da Porsche. Também pudera: as duas são do mesmo grupo, o Volkswagen Auto Group (VAG). Vocês esperavam algo diferente?

Alemão pode ser tudo. Menos burro.

Decolar.com

tumblr_mo2x2ctAd61repad8o1_1280RIO DE JANEIRO – É um avião? Pois é… parece uma aeronave decolando, mas é o March 83G Porsche da série estadunidense IMSA guiado por Gianpiero Moretti nas 6 Horas de Riverside de 1983. Foi nessa corrida, inclusive, em que o alemão Rolf Stommelen faleceu após acidente a bordo de um Porsche 935/78 da equipe de John Fitzpatrick. Correram 56 carros na ocasião e o protótipo do velho “Momo” não chegou ao final.

 

Solidão, que nada…

tumblr_mr6nlkPJSA1repad8o1_500RIO DE JANEIRO – Se fotografia tivesse som, ouviríamos o ronco fabuloso do motor Matra V-12 do protótipo Matra-Simca MS670C na disputa dos 1000 km de Spa em 1974. Clique fantástico do carro solitário saindo de Stavelot rumo a Blanchimont, no lendário circuito belga.