Vergonha

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RIO DE JANEIRO – Foto “roubartilhada” do facebook do Flávio Quick, com um flagrante da situação tenebrosa do asfalto do Kartódromo do Eusébio, onde teoricamente aconteceria a segunda fase do Campeonato Brasileiro de Kart, em sua 48ª edição.

Os problemas com a pista começaram ontem. O asfalto se deteriorou de tal forma que as atividades de pista foram canceladas. Ontem e hoje, também, porque não há condição de ninguém andar num traçado onde os reparos têm sido feitos com… concreto!

As categorias que estão lá em Fortaleza são Sênior B, Graduados, Sênior A, Novatos e Super Sênior. Mais de 100 pilotos no total. E, pergunto eu: sem atividades de pista por dois dias, será mesmo que teremos evento? A programação (provisória, segundo um release que acabei de receber) será apertada entre quinta, sexta e sábado. E caso haja o cancelamento dessa fase do Brasileiro, quem irá arcar com o enorme prejuízo dos competidores com a preparação dos karts, alimentação, traslado e hospedagem?

Esse é o kartismo brasileiro que recebe “incentivos” da Confederação Brasileira de Automobilismo. É uma VERGONHA que uma pista como esta, com todo respeito ao povo cearense e do Nordeste, receba uma prova do Campeonato Brasileiro. Cadê a Comissão Nacional de Kart? A vistoria foi feita de forma adequada?

Depois não reclamem porque eu bato pesado no automobilismo brasileiro. Porque se ninguém bater, ele afunda e todos nós afundamos junto.

Até quando continuaremos assim?

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Foto 2: reprodução do site Allkart.net

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Mais um?

1001700_603089329711432_72404925_nRIO DE JANEIRO – Vejam só a foto acima e o sobrenome que está no macacão do garoto no alto do pódio. É Pedro Piquet, o herdeiro em quem o tricampeão mundial de Fórmula 1 Nelson Piquet deposita hoje as suas fichas, depois de ver o primogênito Geraldo na Fórmula Truck, Nelsinho agora na Nascar e Laszlo se aventurando em corridas de Supermotard.

O menino de 15 anos venceu neste fim de semana as duas baterias da CIK FIA Academy Trophy em Ortona, na 4ª rodada do Europeu e segunda do FIA Academy Trophy, que já disputara uma etapa em Genk, na Bélgica.

Mais um?

Será?

Vamos aguardar.

 

Pantano no Mundial de Kart Indoor

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RIO DE JANEIRO – O amigo Ed Cordeiro, que é um entusiasta dos bons do automobilismo e viu sair do kart indoor nomes como os de Nicolas Costa e Luir Miranda aqui num Rio de Janeiro sem autódromo – e evidentemente sem kartódromo também, claro, me mandou e-mail dizendo que um ex-piloto de Fórmula 1 vai disputar o Mundial da modalidade neste ano, na Dinamarca, de 21 a 26 de julho.

O ex-piloto em questão é ninguém menos que Giorgio Pantano, campeão da GP2 Series em 2008 e que disputou algumas corridas da categoria máxima pela Jordan. O italiano de 34 anos será indubitavelmente o grande nome da competição, que também terá como um dos participantes o piloto local Allan Simonsen, que venceu as 6 Horas de Silverstone no último domingo na classe LMGTE-AM.

Registre-se que Pantano foi, também, um kartista dos bons, ganhando praticamente tudo o que pôde disputar entre 1993 e 1999. Vamos ver se valerá para ele aquela velha máxima de “quem é rei, não perde a majestade”. O site oficial do Mundial de Kart Indoor está aqui.

Em tempo: Pantano deve correr o International GT Open com um brasileiro. Há chances dele dividir uma McLaren MP4-12C GT3 com Rafael Suzuki ou Luiz Razia, neste campeonato de Grã-Turismo que começa no próximo dia 27 em Paul Ricard, na França.

“Disfarçado”, filho de Schumi é kartista há cinco anos

RIO DE JANEIRO – A descoberta é do camarada Luiz Gustavo Rangel, via twitter: o caçula de Michael Schumacher corre de kart há cinco anos – e, pelo visto pouca gente sabe disso. Eu, confesso, não sabia ou não me lembrava. Mick, filho do heptacampeão mundial de Fórmula 1, está atualmente na categoria KFJ, a mesma do brasileiro Gabriel Sereia.

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Aos 13 anos, Mick carrega uma curiosidade: ele corre ‘disfarçado’ para fugir do assédio da imprensa, com o sobrenome da mãe, Corinna. Ou seja: Mick Schumacher é inscrito como Mick Betsch. O “nome de guerra” do adolescente é o mesmo desde que começou a correr numa categoria própria para sua pouca idade em 2008, com um kart ironicamente chamado “Fernando Alonso”.

Recentemente, entre 69 inscritos, Mick disputou o WSK no kartódromo de La Conca, em Muro Leccese, na Itália, e chegou em 4º lugar na final vencida pelo italiano Alessio Lorandi.

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Tal como o pai famoso e campeão do mundo, Mick Betsch integra hoje a equipe Tony Kart-Vortex. Será que o guri vai ser um dos cada vez mais raros casos de sucesso de um filho de piloto no automobilismo ou irá engrossar a fileira dos herdeiros que não deram certo?

Só o tempo dirá.