Bridgestone fora da MotoGP em 2016

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RIO DE JANEIRO – A Dorna, organizadora do Mundial de Motovelocidade, vai se defrontar com uma dor de cabeça para resolver: às vésperas do GP da Espanha, 4ª etapa da temporada, em Jerez de la Frontera, a Bridgestone anunciou que deixa de ser o fornecedor oficial de pneus da MotoGP após a temporada de 2015.

O fabricante japonês de pneus assinou um compromisso de renovação de contrato por apenas mais uma temporada com Carmelo Ezpeleta, CEO da Dorna, dando aos organizadores um prazo mais do que razoável para que seja fechado um acordo com um novo fornecedor, visando a temporada 2016.

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A Bridgestone entrou na MotoGP em 2002, como alternativa aos pneus Michelin, conquistando pole positions e pódios logo no ano seguinte e a primeira vitória em 2004, graças ao japonês Makoto Tamada (foto acima), no último GP do Brasil de Motovelocidade, realizado no Rio de Janeiro. Com a retirada dos franceses da categoria, os nipônicos figuram como únicos fornecedores de pneus da principal categoria do Mundial desde 2009.

Um leitor do blog perguntou se existe a opção da Dorna fechar com a Dunlop. Acho difícil que a marca assuma o compromisso de fazer pneus também para a MotoGP, mas não impossível. E não me surpreenderei se a Pirelli for escolhida a fornecedora única da principal categoria, pois já dispõe de tecnologia para a construção de pneus de alta performance, trabalhando no WSBK, o Mundial de Superbike.

WSBK: vitórias de Rea e Guintoli; liderança de Sykes

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RIO DE JANEIRO – Com o melhor grid da temporada (28 motos), foi disputada no último fim de semana a 3ª rodada do Mundial de Superbike (WSBK) em Assen, a catedral da Motovelocidade, na Holanda. Vencedor das duas provas em Aragão, o britânico Tom Sykes, que enverga o dorsal #1 em sua Kawasaki ZX-10R, ampliou sua vantagem na classificação do campeonato com um pódio e um 4º lugar, somando no total 33 pontos.

Mas o melhor piloto do fim de semana foi Jonathan Rea: com a Honda CBR1000RR da PATA Honda World Superbike, o britânico conquistou sua primeira vitória na temporada, numa corrida que durou apenas 10 voltas diante do mau tempo na pista, além do 3º lugar na primeira prova. Fez 41 pontos no total e é, informalmente, o vencedor do GP da Holanda.

Sylvain Guintoli, com uma das duas Aprília RSV4 Factory do time oficial, venceu a primeira prova, mas não repetiu a performance na segunda, relegado a um modesto 9º posto. Com o resultado, o francês está 12 pontos atrás de Sykes na classificação geral do WSBK, enquanto Jonathan Rea subiu para quarto com 89, quatro a menos que Loris Baz, o segundo piloto da Kawasaki.

Davide Giugiano segue em ascensão na temporada: fez um pódio com a Ducati 1199 Panigale R do time oficial e está agora em 6º no campeonato, com 59 pontos. Eugene Laverty é que não vem bem com a Suzuki, ocupando apenas a oitava colocação após seis corridas.

Novamente as Bimota BB3 EVO competiram sem contar pontos para o campeonato: Ayrton Badovini chegou em 11º lugar na primeira corrida e Christian Iddon foi o décimo-segundo colocado na prova #2. Mas nenhum dos dois pilotos ainda têm direito a figurar na classificação do campeonato, que continua extra-oficial.

Na Supersport, que disputou em paralelo sua 3ª etapa do Mundial, Michael Van den Mark fez a alegria da torcida local ao conquistar a primeira vitória na temporada 2014. Mas o italiano Florian Marino, da Kawasaki, é quem lidera com 49 pontos, quatro à frente de Van den Mark. Enquanto isso, na Superstock 1000, o triunfo foi de outro holandês, Kevin Valk, com uma Kawasaki. O líder do campeonato é o argentino Leandro Mercado, que já esteve competindo por aqui e chegou em 5º lugar. Com a vitória obtida na abertura do Mundial, “Tati” é o líder da competição com 36 pontos.

Próxima etapa: Imola, no Circuito Enzo e Dino Ferrari, no dia 11 de maio.

Classificação extra-oficial do WSBK após 6 corridas:

1. Tom Sykes – 108 pontos
2. Sylvain Guintoli – 96
3. Loris Baz – 93
4. Jonathan Rea – 89
5. Marco Melandri – 69
6. Davide Giugiano – 59
7. Chaz Davies – 47
8. Eugene Laverty – 46
9. Leon Haslam – 44
10. Alex Lowes – 36
11. Toni Elias – 34
12. Niccolò Canepa – 28
13. David Salom – 27
14. Luca Scassa e Leon Camier – 11
16. Sheridan Morais – 10
17. Fabien Foret – 9
18. Glenn Allerton – 6
19. Kervin Bos, Jéremy Guarnoni e Claudio Corti – 5
22. Michel Fabrizio – 2

Kawasaki é tricampeã do Bol d’Or de Magny-Cours

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RIO DE JANEIRO – Começou neste fim de semana o FIM World Endurance Championship, o Campeonato Mundial de Endurance de Motociclismo. A primeira das cinco provas do calendário foi o tradicional Bol d’Or, que durante mais de 20 anos foi em Paul Ricard e transferiu-se para Magny-Cours desde 2000.

A equipe SRC Kawasaki conquistou o tricampeonato da clássica prova francesa, com a ZX-10R Ninja número #11, guiada por Nicolas Salchaud, Grégory Leblanc e Matthieu Lagrive. Este último sofreu um violento acidente durante os treinos, fraturou uma vértebra e, mesmo lesionado, contribuiu para a grande vitória na abertura do Mundial.

O começo não foi dos melhores: um novo acidente, em decorrência da pista muito molhada, deixou a dupla fora dos 20 primeiros na classificação. Lagrive, mesmo com a lesão, fez um excelente trabalho e a trinca não só venceu, como abriu cinco voltas de vantagem sobre a Yamaha da equipe GMT94 conduzida por David Checa/Kenny Foray/Mathieu Gines.

Com três marcas diferentes nas três primeiras posições no pódio, a Suzuki festejou o 3º lugar de Baptiste Guittet/Etienne Masson/Gregg Black, que chegaram a onze voltas dos vencedores com uma moto dentro do regulamento Superstock. Já o trio pole position com a Honda CBR1000RR oficial de fábrica guiada por Sébastien Gimbert/Freddy Foray/Julien da Costa acabou apenas em 29º lugar, com 691 voltas completadas.

Entre as equipes, a SRC Kawasaki começa na frente neste Mundial de Endurance com 55 pontos, cinco à frente da Yamaha Racing GMT94 e dezoito a mais que o Team Bollinger-Switzerland. A próxima etapa será as 8 Horas de Suzuka, no dia 27 de julho.

O resultado final do Bol d’Or:

1. SRC Kawasaki (Gregory Leblanc/Mathieu Lagrive/Nicolas Salchaud), Kawasaki ZX-10R, Superbike, 743 voltas, 24:01:16.395

2. Yamaha Racing GMT 94 Michelin (David Checa/Kenny Foray/Mathieu Gines), Yamaha YZF-R1, Superbike, 738 voltas

3. Junior Team LMS Suzuki (Baptiste Guittet/Etienne Masson/Gregg Black), Suzuki GSX-R1000, Superstock, 732 voltas

4. Team Bolliger Switzerland 8 (Horst Saiger/Roman Stamm/Daniel Sutter), Kawasaki ZX-10R, Superbike, 731 voltas

5. Team Motors Events April Moto (Gregory Fastre/Michael Savary/Jimmy Storrar), Suzuki GSX-R1000, Superbike, 730 voltas

6. National Motos (Arturo Tizon/Olivier Four/Gregory Junod), Honda CBR1000RR, Superbike, 725 voltas

7. Team R2CL (Gareth Jones/Guy Martin/Gwen Giabbani), Suzuki GSX-R1000, Superbike, 722 voltas

8. Yamaha Viltais Experience (Loic Bardet/Cyril Carrillo/Johan Nigon), Yamaha YZF-R1, Superstock, 714 voltas

9. METISS JLC MOTO (Holub/Ayer/Cheron), METISS 1000, Open, 709 voltas

10. AM Moto Racing Competition (Anthony Loiseau/Romain Maitre/Dylan Buisson), Suzuki GSX-R1000, Superstock, 703 voltas

WSBK: Sykes 100% em Aragão

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RIO DE JANEIRO – Duas baterias, duas vitórias, 50 pontos e liderança do campeonato. O atual número #1 do World Superbike Championship (WSBK), o britânico Tom Sykes, foi o grande nome da 2ª rodada dupla da temporada 2014, no circuito espanhol de Aragão. A bordo de sua Kawasaki ZX-10R, o piloto do time oficial da fábrica das máquinas verdes não deu chances a nenhum de seus adversários no último domingo.

Pole positon, Sykes liderou todas as voltas das duas baterias, sempre – ou melhor, quase sempre  – escudado pelo companheiro de equipe Loris Baz, que só perdeu uma vez a 2ª posição, por duas voltas, na segunda bateria da corrida espanhola, com direito a um final sensacional. O britânico derrotou o francês por apenas 0″338 e Marco Melandri, 3º colocado com a Aprília da equipe oficial, cruzou a 0″470 do vencedor.

Na primeira prova, Jonathan Rea foi quem subiu ao pódio escudando a dobradinha da turma da Kawasaki, com Chaz Davies a bordo da melhor Ducati e Eugene Laverty acabou em quinto, a bordo da Suzuki da equipe Crescent. Sylvain Guintoli, que saiu da Austrália como líder provisório do Mundial, foi apenas 6º colocado. Entre as demais marcas, a única que teve pelo menos um piloto entre os 15 primeiros foi a BMW, 12ª colocada com o britânico Leon Camier.

A corrida #2 teve duas Kawasaki em dobradinha, com as Aprília de Melandri e Guintoli vindo a seguir. Jonathan Rea (Honda) foi o quinto, seguido por Eugene Laverty (Suzuki), Davide Giugiano (Ducati), Leon Haslam (Honda), Toni Elias (Aprília) e David Salom (Kawasaki). De novo Camier chegou em 12º com a melhor BMW na prova. Tal como na primeira prova, as EBR e a MV-Agusta não pontuaram.

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Como novidade, a presença de duas Bimota BB3 Evo do Team Alstare, com Ayrton Badovini e Christian Iddon. O italiano concluiu as duas provas em 13º e 12º, respectivamente. Mas como a motocicleta ainda carece de homologação, o resultado não foi validado.

A classificação do campeonato (extra-oficial) após duas rodadas e quatro corridas é esta:

1. Tom Sykes – 75 pontos; 2. Loris Baz – 71; 3. Sylvain Guintoli – 64; 4. Marco Melandri – 49; 5. Jonathan Rea – 48; 6. Eugene Laverty – 46; 7. Davide Giugiano – 43; 8. Chaz Davies – 30; 9. Leon Haslam – 25; 10. Toni Elias – 23; 11. David Salom – 22; 12. Niccolò Canepa – 16; 13. Alex Lowes e Fabién Foret – 9; 15. Leon Camier – 8; 16. Sheridan Morais – 7; 17. Glenn Allerton – 6; 18. Jéremy Guarnoni – 4; 19. Claudio Corti – 3; 20. Luca Scassa – 2

Mundial de Motovelocidade: quem é quem, classe MotoGP

RIO DE JANEIRO – Chegou a hora da cereja do bolo. Após a apresentação dos pilotos das classes Moto3 e Moto2, é a vez da turma de cima. A MotoGP, categoria principal do Mundial de Motovelocidade, vem para mais uma temporada repleta de novidades. Algumas delas, aliás, bastante polêmicas.

A primeira diz respeito à limitação do consumo de combustível para as motocicletas de fábrica, os chamados protótipos. Com apenas 20 litros à disposição, os pilotos das principais equipes terão contra si essa limitação. É aquela história: um olho no peixe, outro no gato. Além de controlar os adversários, os pilotos vão ter que economizar para não correr risco de pane seca.

Por outro lado, as motos Open – que congregam as antigas CRT e também, espertamente, as Ducati Desmosedici GP14, vão trabalhar com quatro litros a mais de combustível no tanque das máquinas e menos limitações com relação ao número de motores permitidos ao longo do ano. Como forma de diminuir os custos de preparação das motocicletas, foi determinado o uso de uma centralina eletrônica (ECU) padrão, fornecida pela Dorna, organizadora do campeonato, e desenvolvida pela italiana Magneti Marelli. Nas motos “factory”, a centralina pode ter um software próprio.

As novidades técnicas, porém, não devem mudar muito os protagonistas. O campeão Marc Márquez tentará um histórico segundo título seguido, mais uma vez num embate que promete contra Jorge Lorenzo, Valentino Rossi e Dani Pedrosa, agora totalmente em segundo plano na equipe Repsol HRC. Vale também observar os espanhóis Aleix e Pol Espargaró, que competirão juntos pela primeira vez na MotoGP e impressionaram positivamente na pré-temporada.

Conheça os pilotos:

#4 ANDREA DOVIZIOSO (Itália)
Equipe Ducati Team
Moto: Ducati Desmosedici GP14
Idade: 27 anos (23/03/1986)
8º colocado na MotoGP em 2013

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O italiano Andrea Dovizioso atingiu ano passado a histórica marca de 200 GPs na carreira. Mas a temporada de 2013 não foi das melhores. Com a Ducati GP13 em nível bem inferior às Honda e Yamaha, o piloto de 27 anos obteve apenas um 4º lugar no GP da França como resultado de melhor vulto. Acabou num modesto oitavo lugar – sua pior classificação desde que entrou na MotoGP. A Ducati resolveu a poucos dias do início do campeonato mudar a configuração de sua motocicleta de “Factory” para “Open”, visando melhor desempenho e rendimento. Vamos ver se a novidade dá resultado.

#5 COLIN EDWARDS (EUA)
Equipe NGM Forward Racing
Moto: FTR-Yamaha YZR M-1
Idade: 40 anos (27/02/1974)
14º colocado na MotoGP em 2013

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“Vovô” da MotoGP, o estadunidense Colin Edwards completou 40 anos no fim de fevereiro. Interminável, o Tornado do Texas vai disputar mais uma temporada – sem prometer que é a última – pela equipe NGM Forward Racing, com um quadro FTR e motor Yamaha da M-1 “Factory”. Com a moto inscrita na subdivisão “Open”, as possibilidades de Edwards são razoáveis. O piloto completou a última temporada em décimo-quarto, com a 9ª colocação no GP da Catalunha como melhor resultado em 2013.

#6 STEFAN BRADL (Alemanha)
Equipe LCR Honda MotoGP
Moto: Honda RC213V
Idade: 24 anos (29/11/1989)
7º colocado na MotoGP em 2013

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O alemão Stefan Bradl vai para seu terceiro ano na MotoGP, novamente na equipe do italiano Lucio Cecchinello. Como objetivo para este ano, o piloto espera se envolver em menos acidentes, o que não tem sido fácil. Nos últimos testes em Losail, ele sofreu duas quedas. Cabe lembrar que, no ano passado, ele ficou de foram em duas corridas por problemas físicos. Conquistou seu primeiro pódio na categoria máxima no GP dos EUA, em Laguna Seca. Fechou o campeonato de 2013 na 7ª colocação.

#7 HIROSHI AOYAMA (Japão)
Equipe Drive M7 Aspar
Moto: Honda RCV1000RR
Idade: 32 anos (25/10/1981)
20º colocado na MotoGP em 2013

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Experiente, o japonês Hiroshi Aoyama permanece na MotoGP este ano, agora na equipe de Jorge “Aspar” Martinez após uma temporada fraca na Blusens-Avintia. Com 13 pontos apenas, o nipônico ficou num apagado 20º lugar ao fim do campeonato do ano passado. Muito pouco para quem chegou à categoria máxima em 2010 com o status de campeão mundial da última temporada da 250cc em 2009. A verdade é que, tirando o razoável ano de 2011, quando terminou o campeonato em décimo, Aoyama jamais brilhou na MotoGP. Neste ano, vai de Honda RCV1000RR na subclasse “Open”.

#8 HECTOR BARBERÁ (Espanha)
Equipe Avintia Racing
Moto: Avintia Kawasaki GP14
Idade: 27 anos (02/11/1986)
16º colocado na MotoGP em 2013

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O espanhol Hector Barberá tem frequentado as manchetes mais pelas confusões em que se meteu fora da pista do que propriamente pelos desempenhos na MotoGP, que não foram bons em 2013. O piloto foi preso duas vezes – uma por embriaguez e a outra por agredir a namorada. Mesmo assim, ele continua na principal categoria, renovando o compromisso com a Avintia Racing para esta temporada, a segunda dele com uma moto de fabricação artesanal e motor Kawasaki. Desta vez, o time espanhol abandonou o chassi FTR e construiu o seu próprio quadro – o que não se constitui em nenhuma garantia para que o piloto consiga vir melhor que o 16º lugar alcançado na última temporada.

#9 DANILO PETRUCCI (Itália)
Equipe Ioda Racing Project
Moto: ART Aprília GP14
Idade: 23 anos (24/10/1990)
17º colocado na MotoGP em 2013

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Danilo Petrucci vai para o seu terceiro ano na MotoGP e também na equipe Ioda. Desta vez, o piloto terá à disposição a ART Aprília, que nos últimos dois anos de CRT foi sempre o conjunto mais competitivo do lote, em vez do chassi Suter com motor BMW. Mas desta vez, com mais competidores na “Open” e os excelentes desempenhos dos rivais na pré-temporada, não dá para tecer nenhum tipo de comparação – até porque Petrucci foi um dos que menos testou em relação aos rivais. O objetivo é modesto: marcar mais pontos que em 2013 e conseguir uma classificação final melhor que o 17º lugar.

#17 KAREL ABRAHAM (República Tcheca)
Equipe Cardion AB Motoracing
Moto: Honda RCV1000RR
Idade: 24 anos (02/01/1990)
24º colocado na MotoGP em 2013

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Karel Abraham não desiste mesmo. O piloto tcheco está de volta para mais uma temporada na MotoGP, mesmo após o terrível ano de 2013, com lesões e acidentes que o deixaram de fora em nada menos que nove das 18 etapas do calendário. Como efeito, sua campanha a bordo de uma ART Aprília CRT foi abaixo da crítica. Fez cinco pontos somente no último campeonato, com um 14º lugar em Laguna Seca como melhor resultado. Se não domar o ímpeto agressivo, vai continuar dividido entre as pistas e os hospitais. E vai aqui uma curiosidade: o pai de Karel é proprietário de um dos principais hospitais particulares da República Tcheca. Será que o “paitrocínio” vai durar muito?

#19 ÁLVARO BAUTISTA (Espanha)
Equipe GO&FUN Honda Gresini
Moto: Honda RC213V
Idade: 29 anos (21/11/1984)
6º colocado na MotoGP em 2013

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Campeão mundial das 125cc em 2006, o espanhol Álvaro Bautista vai para o seu quinto ano na MotoGP – o terceiro com motocicleta Honda de fábrica, no que foi enormemente beneficiado pela morte trágica do italiano Marco Simoncelli. Em 2013, o piloto manteve a média de desempenhos em relação ao seu primeiro ano. Mesmo sem ter subido ao pódio desta vez, Bautista somou 171 pontos e terminou a temporada num mais do que convincente 6º lugar. Seus melhores resultados na última temporada foram três quartos lugares em Laguna Seca, Aragão e Motegi. A Honda RC213V do time Gresini, aliás, é a única que compete na MotoGP com suspensões Showa, ao contrário das Öhlins usadas pelas demais motocicletas do construtor japonês em 2014. O ineditismo desse sistema nesse ano pode render frutos à equipe.

#23 BROC PARKES (Austrália)
Equipe Paul Bird Motorsport
Moto: PBM
Idade: 32 anos (24/12/1981)
Estreante no Mundial de Motovelocidade

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Aos 32 anos de idade, finalmente o australiano Broc Parkes chega ao círculo de pilotos da MotoGP. Com uma única aparição no Mundial de Motovelocidade no GP da Austrália de 1999 (!) com uma motocicleta 125cc, Broc pode ser considerado sim um estreante de grande experiência, pois competiu cinco vezes no Mundial de Superbikes e em nove temporadas do Mundial de Supersport, do qual foi vice-campeão em 2004 e 2007. Neste ano, Broc corre pela equipe britânica Paul Bird Motorsport, que nunca primou por grandes desempenhos na MotoGP com seus próprios chassis. Marcar pontos já fará o piloto sair lucrando…

#26 DANI PEDROSA (Espanha)
Equipe Repsol Honda Team
Moto: Honda RC213V
Idade: 28 anos (29/09/1985)
3º colocado na MotoGP em 2013

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Muita gente aposta que Dani Pedrosa nunca será campeão da MotoGP. Três vezes vice-campeão da categoria e outras três em 3º lugar, o piloto de 28 anos não quer dar munição aos críticos desta vez e calar a boca dos que o têm como acabado. Tarefa das mais complicadas, embora a Honda RC213V seja a princípio a moto mais competitiva do lote da temporada deste ano. É que Pedrosa continuará dividindo a equipe Repsol Honda Team com o fenômeno Marc Márquez, que logo em seu primeiro ano foi campeão. Dani, que não trabalha mais com Alberto Puig, seu antigo manager, terá que aproveitar o fato de que o companheiro de equipe não está 100% fisicamente para poder abrir vantagem no campeonato deste ano. Do contrário…

#29 ANDREA IANNONE (Itália)
Equipe Pramac Racing
Moto: Ducati Desmosedici GP14
Idade: 24 anos (09/08/1989)
12º colocado na MotoGP em 2013

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Andrea Iannone fez um bom ano de estreia na principal categoria do Mundial de Motovelocidade. Apesar do melhor resultado do italiano ser um 8º lugar na Austrália, conseguiu pontuar em onze das 16 corridas de que participou. Acabou com 57 pontos, num razoável 12º lugar. Renovou com a equipe Pramac, que inscreveu sua motocicleta na subclasse “Open” para tirar partido das benesses do regulamento quanto a consumo de combustível e uso de motores. Vamos ver se o piloto tira partido disso neste ano.

#35 CAL CRUTCHLOW (Grã-Bretanha)
Equipe Ducati Team
Moto: Ducati Desmosedici GP14
Idade: 28 anos (29/10/1985)
5º colocado na MotoGP em 2013

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O britânico Cal Crutchlow, de 28 anos, vai para seu quarto ano na MotoGP. Após três temporadas como piloto da Tech 3, com performances extraordinárias na última temporada, que lhe renderam duas pole positions e quatro pódios – com dois segundos lugares em Le Mans e Sachsenring e dois terceiros lugares em Mugello e Assen, ele parte para um novo desafio. Assinou com a Ducati, que no meio da pré-temporada trocou a condição de “Factory” das máquinas do time dirigido por Gigi Dall’Igna pela chancela de “Open”, para se beneficiar do regulamento vigente. É aguardar se essas mudanças trarão benefícios aos pilotos representantes da turma de Borgo Panigale. Mas será difícil desta vez que Crutchlow consiga repetir o 5º lugar do ano passado.

#38 BRADLEY SMITH (Grã-Bretanha)
Equipe Monster Yamaha Tech 3
Moto: Yamaha YZR M-1
Idade: 23 anos (28/11/1990)
10º colocado na MotoGP em 2013

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A estreia do britânico Bradley Smith na MotoGP não impressionou ninguém no ano passado. Com o novo formato de qualificação, frequentemente o piloto de 23 anos ficou fora da Superpole que definia as primeiras posições dos grids das provas da última temporada. Mesmo assim, conseguiu pontuar em 15 das 18 etapas de 2013, com três sextos lugares como melhor resultado, fechando o ano entre os dez primeiros na classificação. A meta é melhorar ou manter o desempenho, já que o piloto está mais experiente e entrosado com o time dirigido por Hervé Poncharal.

#41 ALEIX ESPARGARÓ (Espanha)
Equipe NGM Forward Racing
Moto: FTR-Yamaha YZR M-1
Idade: 24 anos (30/07/1989)
11º colocado na MotoGP em 2013

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Aleix Espargaró é sério candidato a surpresa da temporada que começa no próximo domingo. O piloto de 24 anos foi disparado o melhor com as máquinas CRT nas duas últimas temporadas. Fechou em 11º o campeonato do ano passado, dando um pau homérico no experiente Randy de Puniet, seu companheiro de equipe no Team Aspar. Para 2014, assinou com a NGM Forward Racing, que vai correr com um quadro FTR de motor Yamaha. As perspectivas são excelentes: o desempenho do piloto na pré-temporada foi dos melhores, fazendo crer que ele dará muito trabalho em 2014.

#44 POL ESPARGARÓ (Espanha)
Equipe Monster Yamaha Tech 3
Moto: Yamaha YZR M-1
Idade: 22 anos (10/06/1991)
Campeão da Moto2 em 2013

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Dois anos mais jovem que o irmão Aleix, Pol Espargaró chega à MotoGP credenciado por uma campanha espetacular na Moto2, que o coroou campeão com seis vitórias, dez pódios e quatro pole positions. Mais jovem piloto da história a marcar pontos no Mundial de Motovelocidade, aos 15 anos e oito dias, no GP da Catalunha de 2006, o piloto quer marcar seu nome na história da categoria principal. O duelo entre ele e Aleix, que serão rivais pela segunda vez após correrem juntos na Moto2 em 2011, promete bastante.

#45 SCOTT REDDING (Grã-Bretanha)
Equipe GO&FUN Honda Gresini
Moto: Honda RCV1000RR
Idade: 21 anos (04/01/1993)
Vice-campeão da Moto2 em 2013

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Credenciado pelo vice-campeonato na Moto2 ano passado, quando corria pela Marc VDS Racing, o britânico Scott Redding atinge o sonho da MotoGP nesta temporada. Mais jovem piloto a vencer na história do Mundial com 15 anos e 170 dias, no GP da Inglaterra de 2008, em Silverstone, Redding terá um ano de aprendizado na categoria máxima. E não será um ano dos mais fáceis, pelo que fizeram crer os resultados opacos do piloto na pré-temporada. O que ele poderá fazer em 2014 é uma grande incógnita.

#46 VALENTINO ROSSI (Itália)
Equipe Movistar Yamaha MotoGP
Moto: Yamaha YZR M-1
Idade: 35 anos (16/02/1979)
4º colocado na MotoGP em 2013

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O “Doutor” Valentino Rossi pode chegar a mais uma marca histórica em sua vitoriosa carreira. Nove vezes campeão no Mundial de Motovelocidade e segundo no ranking de vitórias, com 106 triunfos, o italiano de 35 anos está próximo de completar 300 corridas disputadas desde a estreia em 1996. A 19ª temporada do maior piloto de sua geração e um dos melhores de todos os tempos pode, inclusive, ser a última da carreira. Valentino já é dono de equipe na Moto3 e pode estar pavimentando o caminho para o seu futuro fora das pistas. Apesar da idade pesar contra, Vale ainda tem lenha pra queimar, mostrando que ainda é competitivo, como provado nos treinos da pré-temporada. Afinal, não é galinha velha que dá um bom caldo?

#63 MIKE DI MEGLIO (França)
Equipe Avintia Racing
Moto: Avintia Kawasaki GP14
Idade: 26 anos (17/01/1988)
20º colocado na Moto2 em 2013

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Mike Di Meglio entra na MotoGP neste ano, mesmo após passar as últimas quatro temporadas sem nenhum brilho na Moto2. Fez muito pouco para quem foi campeão mundial das 125cc em 2008 e neste ano não se espera muita coisa do francês de 26 anos. Assinou com a Avintia Racing e vai correr na subclasse “Open”. Pontuar será vitória para quem vem de um modestíssimo 20º lugar na Moto2 ano passado, quando fez apenas 10 corridas e foi prejudicado por uma lesão que determinou o fim de sua campanha na temporada passada após o GP da República Tcheca.

#68 YONNY HERNÁNDEZ (Colômbia)
Equipe Energy T.I. Pramac Racing
Moto: Ducati Desmosedici GP14
Idade: 25 anos (25/07/1988)
18º colocado na MotoGP em 2013

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Único piloto sul-americano da MotoGP no plantel de inscritos, o colombiano Yonny Hernández agradou ao pessoal da Pramac Racing, que o recrutou para substituir Ben Spies, cuja carreira foi prematuramente abreviada por inúmeras lesões, nas cinco últimas corridas do campeonato de 2013, onde começara pela Paul Bird Motorsport. Com seu estilo ultra-agressivo, Yonny conseguiu um bom 10º lugar na Malásia como melhor resultado do ano passado. Acabou o Mundial uma posição abaixo do ano de estréia, mas para este ano, ele espera mais – até porque sua moto está na classe “Open”. Veremos o que ele será capaz de fazer.

#69 NICKY HAYDEN (EUA)
Equipe Drive M7 Aspar Team
Moto: Honda RCV1000RR
Idade: 32 anos (30/07/1981)
9º colocado na MotoGP em 2013

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O campeão de 2006 da MotoGP, até hoje um daqueles mistérios insondáveis do esporte, tem que provar que não está na curva descendente da parábola. Aos 32 anos, o “Kentucky Kid” de outros tempos chega à sua 12ª temporada na categoria – a primeira em que não dispõe de uma motocicleta oficial de fábrica. Nicky Hayden assinou com o time de Jorge “Aspar” Martinez apostando numa mudança radical de ares e na redenção de uma carreira que parece ter caído no desvio após cinco anos de Ducati e somente três pódios conquistados – o último deles em 2011. Ano passado, terminou o Mundial em 9º lugar e seu melhor resultado foi um quinto posto em Le Mans. Top 10 ao fim do campeonato de 2014 será muito para ele.

#70 MICHAEL LAVERTY (Grã-Bretanha)
Equipe Paul Bird Motorsport
Moto: PBM
Idade: 32 anos (07/06/1981)
25º colocado na MotoGP em 2013

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A primeira temporada do britânico Michael Laverty na MotoGP esteve longe de ser expressiva. Com as motos inscritas pela Paul Bird Motorsport, o piloto só marcou pontos uma vez, com a 13ª posição no GP da Espanha, em Jerez de la Frontera. Dificilmente terá melhor sorte neste ano.

#93 MARC MÁRQUEZ (Espanha)
Equipe Repsol Honda Team
Moto: Honda RC213V
Idade: 21 anos (17/02/1993)
Campeão da MotoGP em 2013

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Como previsto e esperado, Marc Márquez barbarizou em seu ano de estreia na MotoGP. Nove pole positions, dezesseis pódios e seis vitórias – quatro delas, consecutivas – fizeram do piloto espanhol de 21 anos o grande nome da temporada de 2013. Destruiu Dani Pedrosa e foi o grande rival de Jorge Lorenzo, levando de forma merecida o título de campeão – terceiro de sua carreira. O desafio principal de Márquez é defender o posto de número #1 da principal categoria do Mundial e ele começa meio com o pé esquerdo, já que lesionou-se poucas semanas antes do início das atividades no Catar e o piloto não está 100% fisicamente. Mas tudo, em se tratando de Márquez, tudo mesmo, é possível.

#99 JORGE LORENZO (Espanha)
Equipe Movistar Yamaha MotoGP
Moto: Yamaha YZR M-1
Idade: 26 anos (04/05/1987)
Vice-campeão da MotoGP em 2013

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A grande ameaça a Marc Márquez chama-se Jorge Lorenzo. Não à toa, nos últimos cinco anos, o piloto de 26 anos foi campeão (duas vezes) ou vice (em três ocasiões). Por isso, sem medo algum, pode-se apontar o piloto como um dos favoritos ao título. Será a sétima temporada de “Lorenshow” como piloto da Yamaha e a 12ª dele no Mundial. Ano passado, Jorge venceu oito das 18 corridas da MotoGP, mas os resultados alcançados entre Assen e Brno, com um 5º posto, um sexto e dois terceiros – além de um abandono – tiraram qualquer possibilidade do piloto desbancar o campeão Márquez. A expectativa de Lorenzo é mais uma vez ser o principal nome da Motovelocidade em 2014.

Mundial de Motovelocidade 2014: quem é quem, classe Moto2

RIO DE JANEIRO – Apresentadas as equipes da classe Moto3, é hora do blog trazer para os leitores e leitoras os pilotos que vão competir na subcategoria Moto2. Criada em 2010 para substituir as 250cc de dois tempos, essa categoria tem motocicletas com motores Honda 600cc quatro tempos. Os quadros são de livre procedência. Freios de carbono são banidos e a parte eletrônica é de custo limitado a € 650 e fornecida apenas e tão-somente pelos fornecedores autorizados pela FIM.

A categoria caiu no gosto do público e as equipes encheram os grids que andavam “meia boca” na antiga classe de quarto de litro. A média é de mais de 30 pilotos por prova e as corridas quase sempre são espetaculares. Esse será um ano dos mais aguardados, pois chegam da Moto3 dois ótimos pilotos espanhóis: o campeão do ano passado Maverick Viñales e Luis Salom.

Conheça agora os pilotos:

#2 JOSH HERRIN (EUA)
Equipe AirAsia Caterham Moto Racing
Moto: Caterham Suter MMX2
Idade: 23 anos (23/05/1990)
Estreante no Mundial de Motovelocidade

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O estadunidense Josh Herrin, nascido no Arizona, chega à Moto2 credenciado pelo título de campeão da AMA Superbike Series, a principal classe do motociclismo do seu país. Com excelente cartel, ele espera não decepcionar em seu primeiro ano nos circuitos fora do território ianque. Desde o ano passado, o piloto de 23 anos anunciou sua passagem para o Mundial, pela equipe AirAsia Caterham Moto Racing, financiada por Tony Fernandes.

#3 SIMONE CORSI (Itália)
Equipe NGM Forward Racing
Moto: Forward KLX
Idade: 26 anos (24/04/1987)
11º colocado na Moto2 em 2013

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Pela quinta temporada, o italiano Simone Corsi, de 26 anos, estará na Moto2 e este será o segundo ano dele na equipe NGM Forward Racing. Sem subir a um pódio desde 2012, Corsi soma 179 participações em seu currículo de piloto no Mundial de Motovelocidade e sua última vitória, a quinta da carreira, já data de 2008. Querer que isto se repita na Moto2, ainda mais depois que o piloto foi 11º colocado na última temporada, repetindo o desempenho do ano anterior, seria demais. É esperar para ver o que o campeonato lhe reserva.

#4 RANDY KRUMMENACHER (Suíça)
Equipe IodaRacing Project
Moto: Suter MMX2
Idade: 24 anos (24/02/1990)
17º coloocado na Moto2 em 2013

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Veterano de oito temporadas no Mundial de Motovelocidade, o suíço Randy Krummenacher é aquele tipo de piloto que não incomoda nas corridas. Tenta fazer o papel dele, mas acaba envolvido sempre em confusões. Ano passado, apesar de um 6º lugar na Catalunha, seu melhor resultado desde a temporada de 2011, quando foi quarto na Alemanha, teve uma temporada irregular e marcada por uma lesão que o deixou de fora de quatro provas, sendo substituído por Robin Mulhauser, quando podia ter conseguido descolar algo melhor do que um modesto 17º lugar – que apesar de tudo é sua melhor classificação ao fim de um campeonato da Moto2. Com um cartel pouco brilhante de 110 corridas e somente um pódio, em 2007, na classe 125cc, o helvético não deve passar mais uma vez de mero figurante.

#5 JOHANN ZARCO (França)
Equipe AirAsia Caterham Moto Racing
Moto: Caterham Suter MMX2
Idade: 23 anos (16/07/1990)
9º colocado na Moto2 em 2013

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Nascido em Cannes, terra do famoso festival de Cinema, Johann Zarco foi vice-campeão mundial de 125cc em 2011, no último ano daquela categoria e logo ascendeu à Moto2. Com seu estilo aguerrido de pilotagem, melhorou um pouco ano passado em relação a 2012. Conquistou dois pódios em Mugello e Valência com a moto da equipe Ioda e neste ano o francês de 23 anos assinou com a Caterham. Será mais um difícil desafio na carreira do jovem que soma 84 GPs disputados no currículo, uma vitória e 13 pódios.

#7 LORENZO BALDASSARRI (Itália)
Equipe Gresini Moto2
Moto: Suter MMX2
Idade: 17 anos (06/11/1996)
Não pontuou na Moto3 em 2013

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Com apenas 17 anos, o italiano Lorenzo Baldassarri, que estreou ano passado no Mundial pela equipe de Fausto Gresini, na Moto3, dá um salto no escuro em sua curta carreira na competição. A julgar por uma temporada na qual os melhores resultados foram um 17º lugar no Japão e o 18º na Grã-Bretanha, a passagem para a Moto2 não é realmente um dos acontecimentos mais recomendáveis. Mas aí está o jovem piloto, apadrinhado pelo “chefe” Fausto Gresini, para correr o risco. Talvez com o físico avantajado de 1,81 metro de estatura, Baldassarri se adapte melhor às máquinas mais potentes de 600cc e quatro tempos do que às motocicletas de 250cc da Moto3.

#8 GINO REA (Grã-Bretanha)
Equipe AGT Rea Racing
Moto: Suter MMX2
Idade: 24 anos (18/09/1989)
26º colocado na Moto3 em 2013

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Antigo campeão europeu de Superstock, o britânico Gino Rea retorna à Moto2 para uma temporada completa desde 2012, quando deu show e foi 2º colocado no GP da Malásia, no único pódio do piloto em 28 corridas disputadas no Mundial de Motovelocidade. Para este ano, o piloto nascido em Londres vem com um esquema próprio. Ano passado, num campeonato em que fez aparições esparsas, somou pontos apenas duas vezes: foi 14º colocado na Austrália e no Japão.

#10 THITIPONG WAROKORN (Tailândia)
Equipe APH PTT The Pizza SAG
Moto: Kalex Moto 2
Idade: 25 anos (27/01/1989)
Estreante no Mundial de Motovelocidade

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O piloto Thitipong Warokorn, de 25 anos, é uma das caras novas da Moto2 neste ano. Tailandês tal como o folclórico Ratthapark Wilairot, que até fez boas corridas no Mundial, fará sua primeira temporada neste ano. Em 2013, disputou seis corridas, substituindo justamente o compatriota, que se encontrava lesionado. Acabou obtendo apenas um 23º lugar na Malásia como melhor resultado. Mesmo tendo uma moto com chassi Kalex, um dos melhores do lote, Warokorn não é dos mais cotados a pontuar nas corridas desta temporada.

#11 SANDRO CORTESE (Alemanha)
Equipe Dynavolt Intact GP
Moto: Kalex Moto 2
Idade: 24 anos (06/01/1990)
19º colocado na Moto2 em 2013

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Para quem veio credenciado pelo título incontestável da Moto3 ano retrasado, a estreia de Sandro Cortese na Moto2 foi, no mínimo, decepcionante. O piloto demorou a se adaptar e na primeira metade do ano, fez apenas 10 pontos. Seu desempenho pouco melhorou na segunda parte da temporada. Fez um 10º lugar no GP de Aragão, que foi o melhor resultado no ano. Mas com três abandonos, perdeu a possibilidade de figurar melhor que o 19º lugar, com apenas 22 pontos somados. É claro que o alemão de nome italiano espera fazer uma temporada mais competitiva agora que já está mais entrosado com o equipamento.

#12 THOMAS LÜTHI (Suíça)
Equipe Interwetten Paddock Moto2
Moto: Suter MMX
Idade: 27 anos (06/09/1986)
6º colocado na Moto2 em 2013

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“Em 2014 quero conquistar o que perdi no último ano”. Estas são palavras de um piloto confiante no próprio potencial. Thomas Lüthi, piloto que tem 180 GPs disputados no currículo, vai para sua 13ª temporada no Mundial de Motovelocidade, a quinta consecutiva na Moto2, sempre na equipe Paddock do compatriota Daniel Epp. No ano passado, embora tenha frequentado o pódio com alguma constância (seis vezes), não venceu. Seu último triunfo foi em Le Mans, ano retrasado. A última temporada do helvético foi atrapalhada por lesões na pré-temporada e agora, sem qualquer problema físico, ele quer mostrar porque é um competidor a ser respeitado.

#15 ALEX DE ANGELIS (San Marino)
Equipe Tasca Racing Moto 2
Moto: Suter MMX
Idade: 30 anos (26/02/1984)
14º colocado na Moto2 em 2013

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Já veterano no Mundial de Motovelocidade, Alex De Angelis regressa para mais um ano na Moto2. Na carreira, nada menos que 230 GPs disputados, inclusive 39 na MotoGP – o último deles no GP dos EUA, ano passado, em Laguna Seca. O samarinês de quatro vitórias no currículo fez ano passado uma temporada bem modesta pela NGM Forward Racing. Acabou o ano de 2013 em 14º lugar com apenas 81 pontos somados e dois quintos lugares – na Alemanha e na Austrália – como melhores resultados. Realmente, muito abaixo do que um piloto com sua experiência pode alcançar.

#18 NICOLÁS TEROL (Espanha)
Equipe Mapfre Team Aspar Moto2
Moto: Suter MMX
Idade: 25 anos (27/09/1988)
7º colocado na Moto2 em 2013

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O último ano de Nico Terol na Moto2 foi, sem dúvida, muito melhor que a temporada de estreia. O piloto do Team Aspar conseguiu três vitórias, realmente uma marca expressiva. Mas a irregularidade voltou a dar as cartas e, enquanto ele conseguia desempenhos excelentes, noutras provas ficava mais para trás e não pontuava. Com um total de quatro pódios, o piloto de 25 anos e 146 GPs no currículo – com um total de 16 vitórias – chegou ao fim do campeonato de 2013 em 7º lugar. Evidente que os planos são conquistar lugares mais além neste ano.

#19 XAVIER SIMÉON (Bélgica)
Equipe Federal Oil Gresini Moto2
Moto: Suter MMX
Idade: 24 anos (31/08/1989)
12º colocado na Moto2 em 2013

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Nascido na capital Bruxelas, o belga Xavier Siméon vai para seu quinto ano na Moto2, tentando alcançar algo melhor que o 12º lugar no Mundial de Pilotos ano passado, quando chegou ao seu primeiro e até hoje único pódio em Le Mans, na França. O piloto abandonou em seis corridas com sua Kalex, o que foi decisivo para um campeonato de altos e baixos. Nesta temporada, Siméon assinou com o competitivo time de Fausto Gresini e vai de Suter para a temporada 2014 da Moto2.

#21 FRANCO MORBIDELLI (Itália)
Equipe Italtrans Racing Team
Moto: Kalex Moto 2
Idade: 19 anos (04/12/1994)
Estreante no Mundial de Motovelocidade

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O sobrenome é italiano e ele nasceu na capital Roma. Mas dentro do macacão e do corpo de Franco Morbidelli pulsa um coração com raízes brasileiras. O piloto de apenas 19 anos vem para seu primeiro ano completo na Moto2, pela boa equipe Italtrans, na qual tem muito a aprender. Afinal, o seu colega de equipe é o veterano Julián Simón, com centenas de participações no Mundial de Motovelocidade. Franco teve uma experiência prévia ano passado na Moto2. Disputou três corridas e terminou todas. Foi 17º em Valência, 18º colocado em Motegi e vigésimo na estreia, em San Marino. Como não comprometeu, fez jus a uma vaga de titular em 2014. Vamos torcer para que Franco tenha uma temporada digna em seu ano de estreia, de fato.

#22 SAM LOWES (Grã-Bretanha)
Equipe SpeedUp
Moto: SpeedUp SF14
Idade: 23 anos (14/09/1990)
Estreante no Mundial de Motovelocidade

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Este é outro piloto cuja estreia é uma das mais aguardadas na temporada 2014. O britânico Sam Lowes, de 23 anos, vem de um título na competitiva classe Supersport 600cc e não deverá ter dificuldades de adaptação, embora os pneus de ambas as categorias – Supersport e Moto2 – sejam bem diferentes. Lowes tem como objetivo principal chegar o mais rápido possível à MotoGP e acredita que isso será possível. Neste ano, o britânico vai com a motocicleta italiana SpeedUp.

#23 MARCEL SCHRÖTTER (Alemanha)
Equipe Tech 3
Moto: Tech 3 Mistral 610
Idade: 21 anos (02/01/1993)
16º colocado na Moto2 em 2013

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O alemão Marcel Schrötter até que não fez feio em sua primeira temporada na Moto2. Marcou pontos em onze das 17 provas do calendário, mas seu melhor resultado foi uma modesta décima posição na França. Pelo menos mostrou regularidade e conseguiu um bom contrato para 2014. Fechou com a Tech3, escuderia francesa sediada em Bourges, e vai competir com o quadro construído pelo time de Hervé Poncharal. Terminar entre os 15 primeiros é a meta.

#25 AZLAN SHAH (Malásia)
Equipe Idemitsu Honda Team Asia
Moto: Kalex Moto 2
Idade: 29 anos (01/10/1984)
Estreante no Mundial de Motovelocidade

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Já perto dos 30 anos de idade, o malaio Azlan Shah teve uma boa oportunidade para estrear na Moto2, seguindo os passos de diversos outros pilotos do país e também da Tailândia e Indonésia. Substituindo o japonês Yuki Takahashi, que lesionou-se no meio do campeonato do ano passado, Shah fez seis provas e seu melhor resultado foi a 19ª posição na Austrália. Fará sua primeira temporada completa com um quadro Kalex, pela escuderia Idemitsu Honda Team Asia.

#30 TAKAAKI NAKAGAMI (Japão)
Equipe Idemitsu Honda Team Asia
Moto: Kalex Moto 2
Idade: 22 anos (09/02/1992)
8º colocado na Moto2 em 2013

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O japonês Takaaki Nakagami é um dos principais favoritos ao título da Moto2 neste ano. Pelo menos é o que fazem crer seus excelentes desempenhos nos testes de pré-temporada, nos quais o piloto se deu muito bem com o time e a motocicleta – que aliás ele já conhecia da Italtrans, sua antiga equipe. No ano passado, Nakagami impressionou em várias corridas, liderou, foi muito rápido mas… não venceu nenhuma. Chegou quatro vezes – consecutivas – em 2º lugar, terminando o ano em oitavo. Como a expectativa que recai sobre ele é bastante grande, vamos ver se ele alcança algo melhor em 2014.

#36 MIKA KALLIO (Finlândia)
Equipe Marc VDS Racing
Moto: Kalex Moto 2
Idade: 31 anos (08/11/1982)
4º colocado na Moto2 em 2013

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Um dos mais experientes pilotos da Moto2 é o finlandês Mika Kallio. Presente regularmente no Mundial desde 2002, o finlandês de 31 anos foi duas vezes vice-campeão nas 125cc e 3º colocado na classe 250cc. Teve uma passagem não muito boa pela MotoGP, mas recuperou a auto-estima nas máquinas da Moto2. O piloto vai para a quarta temporada com o time belga Marc VDS, pelo qual venceu enfim pela primeira vez desde 2008, quando ainda estava na quarto de litro. Kallio ganhou o GP da República Tcheca, em Brno. Ao todo, somou quatro pódios, pontuou em 16 corridas e terminou em quarto lugar na classificação final.

#39 LUIS SALOM (Espanha)
Equipe Pons HP 40
Moto: Kalex Moto 2
Idade: 22 anos (07/09/1991)
3º colocado na Moto3 em 2013

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O espanhol Luis Salom, de 22 anos, foi um dos melhores pilotos que competiu na Moto3 na curta existência da categoria como substituta das 125cc. Em 34 corridas, venceu nove. Conquistou vinte pódios. Mas não foi campeão. As honras ficaram primeiro com Sandro Cortese e, depois, com Maverick Viñales, a quem enfrentará dentro da própria equipe. Uma disputa e uma temporada que promete muito para Salom.

#40 MAVERICK VIÑALES (Espanha)
Equipe Pons HP 40
Moto: Kalex Moto 2
Idade: 19 anos (12/01/1995)
Campeão da Moto3 em 2013

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Mais um piloto com pinta de fenômeno do motociclismo espanhol. Explosivo, temperamental e competitivo, Maverick Viñales, do alto de seus 19 anos, é um perigo e talvez o nome a ser batido logo em seu ano de estreia na Moto2. Mesmo que não ganhe nada, o piloto de Figueres tem um longo caminho pela frente. Na Moto3, teve problemas com sua FTR Honda em 2012, abandonando o campeonato no fim e dando o título de bandeja para Sandro Cortese. Ano passado, a bordo da KTM do Team Calvo, Maverick foi o mais regular piloto do ano, com 15 pódios e três vitórias. Mereceu o título e, consequentemente, a vaga na Moto2 num dos times mais tradicionais da modalidade, o do antigo campeão – e ídolo – Sito Pons.

#45 TETSUTA NAGASHIMA (Japão)
Equipe Teluru Team JiR Webike
Moto: TSR 6
Idade: 21 anos (02/07/1992)
Estreante no Mundial de Motovelocidade

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Novato japonês de 21 anos, que estreou na prova local ano passado, Tetsuta Nagashima vem da Superbike de seu país para estrear na Moto2 pela equipe JiR, com o único quadro TSR entre todos os inscritos. Sua confirmação no Mundial veio em virtude de uma tragédia com o pai do piloto Kohta Nozane, que faleceu. Nozane alegou impossibilidade de participar da temporada e foi substituído pelo compatriota. Não será fácil a tarefa do nipônico em competir, com exceção ao traçado de Motegi, em pistas totalmente desconhecidas para si.

#49 AXEL PONS (Espanha)
Equipe AGR Team
Moto: Kalex Moto 2
Idade: 22 anos (09/04/1991)
25º colocado na Moto2 em 2013

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Filho de Sito Pons, o piloto Axel Pons não herdou metade do talento do pai, que é um dos grandes ídolos do motociclismo espanhol e muito respeitado. Em sua quinta participação na Moto2, agora pela equipe Arguiñano & Ginés, Axel tem como melhor resultado na carreira apenas um 9º lugar em 2012, no GP do Japão, como melhor resultado. Na última temporada, pontuou três vezes, com uma 13ª posição (de novo no Japão) se sobressaindo em meio aos outros desempenhos do catalão. Marcou somente seis pontos. Dificilmente fará coisa melhor em 2014.

#53 ESTEVE RABAT (Espanha)
Equipe Marc VDS Racing
Moto: Kalex Moto 2
Idade: 24 anos (25/05/1989)
3º colocado na Moto2 em 2013

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Destaque da pré-temporada com a moto da Marc VDS Racing, o espanhol Esteve “Tito” Rabat parece finalmente pronto para ser campeão na Moto2. Após uma ótima temporada com três vitórias, sete pódios e duas pole positions em 2013, quando terminou em 3º lugar, o piloto de 24 anos assinou com a equipe de Marc Van der Straeten para suceder o vice-campeão Scott Redding, que foi para a MotoGP. Parece que piloto e máquina estão em ótimo momento. Por isso, “Tito” está no rol dos favoritos ao título deste ano.

#54 MATTIA PASINI (Itália)
Equipe NGM Forward Racing
Moto: Forward KLX
Idade: 28 anos (13/08/1985)
15º colocado na Moto2 em 2013

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E lá vai o italiano Mattia Pasini para mais uma temporada na Moto2, sem conseguir desencantar. Ausente do topo do pódio desde 2009, o piloto até disputou parte de um campeonato na MotoGP, contudo com resultados que o fizeram deixar sua antiga equipe antes do fim da temporada do ano retrasado. Regressou com a equipe NGM Forward Racing, conquistando como melhor resultado em 2013 um 6º lugar em Le Mans, na França. E só. Até marcou pontos 10 vezes, mas sempre em posições de pouco ou nenhum brilho. Dificilmente o veremos fazendo algo superior nesta temporada.

#55 HAFIZH SYAHRIN (Malásia)
Equipe Petronas Raceline Malasyia
Moto: Kalex Moto 2
Idade: 19 anos (05/05/1994)
29º colocado na Moto2 em 2013

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O malaio Hafizh Syahrin chegou na Moto2 fazendo barulho logo em sua segunda corrida da vida, em 2012, no GP da Malásia. Com uma atuação monumental no traçado de Sepang, conquistou um impressionante 3º lugar – nada mal para um semiestreante. Ano passado, teve a chance de fazer quatro corridas, três delas substituindo pilotos lesionados. O piloto não brilhou tanto quanto da outra vez e fez um 15º lugar, pelo menos somando um pontinho que o deixou na tábua de classificação em 2013. Mas não se pode esperar muito de Syahrin. A temporada será de aprendizado para o piloto da equipe Petronas Raceline Malaysia.

#60 JULIÁN SIMÓN (Espanha)
Equipe Italtrans Racing Team
Moto: Kalex Moto 2
Idade: 25 anos (03/04/1987)
13º colocado na Moto2 em 2013

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Julián Simón chega neste ano à sua quinta temporada na Moto2 tentando recuperar o prestígio perdido após o título conquistado nas 125cc em 2009 e o vice-campeonato da subclasse de 600cc quatro tempos em 2010. Seu último pódio na Moto2 foi em Indianápolis 2012 e o melhor resultado ano passado foi um quarto posto em Indianápolis. Pontuou em 12 corridas, mas seus resultados foram bastante modestos. Agora na Italtrans, ele vai trabalhar ao lado do ítalo-brasileiro Franco Morbidelli.

#70 ROBIN MULHAUSER (Suíça)
Equipe Technomag carXpert
Moto: Suter MMX
Idade: 22 anos (07/11/1991)
Estreante no Mundial de Motovelocidade

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Mais um suíço nas fileiras da Moto2: Robin Mulhauser, de 22 anos, chega para sua primeira temporada completa com a equipe Technomag carXpert e chassi Suter. Ano passado, ele disputou uma corrida como substituto do compatriota Randy Krummenacher, que se encontrava lesionado – mas não impressionou. Acabou em 23º lugar no GP de Aragão. Mas agora é o titular com a saída do próprio Krummenacher para outra escuderia. Não será um ano fácil para Mulhauser, diante das inevitáveis comparações de desempenho que serão feitas com o experiente Dominique Aegerter.

#77 DOMINQUE AEGERTER (Suíça)
Equipe Technomag carXpert
Moto: Suter MMX
Idade: 23 anos (30/09/1990)
5º colocado na Moto2 em 2013

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Uma das boas surpresas do ano passado na Moto2 foi a performance de Dominique Aegerter. O piloto da Suter #77 foi o mais regular da temporada. Marcou pontos em todas as corridas e ainda chegou ao primeiro pódio, com um 3º posto em Assen, na Holanda. Pautando seu desempenho por isso, conquistou um honroso 5º lugar ao fim da temporada. O piloto até gostaria de ir além, mas o plantel da categoria apresenta fortes concorrentes ao título. Dominique quer ser a grande surpresa de 2014. Será que consegue?

#81 JORDI TORRES (Espanha)
Equipe Mapfre Aspar Team Moto2
Moto: Suter MMX
Idade: 26 anos (27/08/1987)
10º colocado na Moto2 em 2013

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Outro piloto que se afirmou bastante neste último ano dentro da Moto2 foi o espanhol Jordi Torres. Com três pódios, incluindo uma vitória no GP da Alemanha, o piloto de 26 anos conseguiu um convincente 10º lugar na classificação final do campeonato. Tais desempenhos o credenciam para fazer melhor neste ano, mas isto dependerá, logicamente, de mais regularidade. Torres não foi um pontuador constante entre os oito primeiros e isso poderá depor contra si em 2014.

#88 RICARD CARDÚS (Espanha)
Equipe Tech 3
Moto: Tech 3 Mistral 610
Idade: 26 anos (18/03/1988)
23º colocado na Moto2 em 2013

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Sobrinho do antigo piloto Carlos Cardús, Ricard “Ricky” Cardús só estará no grid da primeira etapa porque o titular da equipe Tech 3, o também espanhol Alex Marinelareña, lesionou-se na pré-temporada e não conseguirá se recuperar a tempo de competir no GP do Catar. Com 56 GPs no currículo, “Ricky”, de 26 anos, competiu de forma completa na última temporada com uma motocicleta SpeedUp e seu melhor resultado foi um razoável 12º lugar no GP da Austrália. Somou nove pontos e encerrou o campeonato na 23ª posição.

#94 JONAS FOLGER (Alemanha)
Equipe AGR Team
Moto: Kalex
Idade: 21 anos (13/08/1993)
5º colocado na Moto3 em 2013

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Antigo companheiro de equipe do brasileiro Eric Granado na Moto3, o alemão Jonas Folger, 5º colocado na última temporada, sobe para a Moto2 com a equipe Arguiñano & Gines, na esperança de manter o padrão mostrado nas últimas temporadas. Veloz e impetuoso, Folger é dos pilotos que mais flerta com o risco de graves acidentes. Tanto que acabou lesionado no correr a última temporada e perdeu a chance de brigar pelo título contra a matilha de rivais espanhóis na Moto3. Com 21 anos apenas, Folger soma 84 GPs disputados em todas as classes, com duas vitórias, 12 pódios e quatro pole positions.

#95 ANTHONY WEST (Austrália)
Equipe QMMF Racing Team
Moto: SpeedUp SF14
Idade: 32 anos (17/07/1981)
21º colocado na Moto2 em 2013

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Mais experiente piloto do grid da Moto2, com 32 anos de idade e presente em pelo menos uma corrida do Mundial de Motovelocidade desde 1998, o australiano Anthony West se meteu numa encrenca das boas. Em 2012, após um teste de urina no GP da França, em Le Mans, ele deu positivo para estimulantes. A Corte Arbitral do Esporte (TAS) decidiu por invalidar todos os resultados do piloto a partir daquela corrida até 19 de outubro do ano passado, o que mudou os destinos da classificação final de pilotos na Moto2 nesses dois últimos anos. West recebeu o perdão da FIM e ano passado apenas três de seus resultados pela QMMF Racing Team foram validados, sendo o melhor um 8º lugar no GP de Valência. Apesar da punição, West segue na equipe em 2014.

#96 LOUIS ROSSI (França)
Equipe SAG Team
Moto: Kalex Moto 2
Idade: 24 anos (23/06/1989)
24º colocado na Moto2 em 2013

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Nascido em Le Mans, o francês Louis Rossi vai para seu segundo ano na Moto2. Ano passado, competiu com os compatriotas da Tech 3, mas não alcançou grandes desempenhos. Pontuou apenas duas vezes, com um 12º posto no GP da Holanda como seu melhor resultado. Dispensado da equipe de Hervé Poncharal, o piloto encontrou abrigo no SAG Team. Nada indica que fará algo para impressionar nossos olhos.

#97 ROMAN RAMOS (Espanha)
Equipe QMMF Racing Team
Moto: SpeedUp SF14
Idade: 23 anos (06/01/1991)
Estreante no Mundial de Motovelocidade

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Com cinco participações esparsas em provas da Moto2 desde 2010, o espanhol Roman Ramos, de 23 anos, não chegou a impressionar muito em suas corridas anteriores. Seu melhor resultado foi um 16º lugar na corrida de estreia, em Aragão. E foi tudo. Substituto do fraco indonésio Rafid Topan Sucipto na equipe financiada pela Federação de Motociclismo do Catar, Roman quer aprender e muito com o experiente Anthony West em sua primeira temporada completa na categoria.

Mundial de Motovelocidade 2014: quem é quem, classe Moto3

RIO DE JANEIRO – A partir desta terça-feira, o blog apresenta equipes e pilotos que vão disputar a temporada 2014 do Mundial de Motovelocidade. Começamos com a terceira categoria em ordem de importância – mas não menos emocionante: a Moto3.

Com máquinas de 250cc quatro tempos, esta subcategoria da competição é o nicho perfeito para a criação dos futuros talentos das duas rodas. Em sua maioria, os pilotos que compõem o plantel da Moto3 têm idades que variam entre 16 e 20 anos. Muitos deles são legalmente menores de idade, mas a FIM autoriza a participação de competidores a partir dos 16 anos, a idade mínima exigida – anteriormente, era 15.

As disputas sempre emocionantes desta categoria prometem bastante neste ano. Sem Maverick Viñales, campeão de 2013 que subiu para a Moto2, o campeonato tem tudo para ser disputado e equilibrado. Os torcedores brasileiros voltam mais uma vez a prestar atenção nas corridas da Moto3, pois Eric Granado, após um primeiro ano com o time de Aspar Martínez, muda de escuderia em busca de sua afirmação na carreira internacional. Outra grande atração é a criação de uma equipe com o nome do multicampeão Valentino Rossi, mostrando que caminho o Doutor seguirá quando achar que é o momento e a hora de parar de competir.

Conheça os pilotos:

#3 MATTEO FERRARI (Itália)
Equipe San Carlo Team Itália
Moto: Mahindra MGP30
Idade: 17 anos (12/02/1997)
27º colocado na Moto3 em 2013

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O italiano Matteo Ferrari não teve um ano de estreia dos mais fáceis na Moto3 ano passado. Competiu em praticamente toda a temporada, alinhando em 16 corridas. Para quem vinha credenciado por um título europeu, chegar duas vezes em 15º lugar nas etapas de Indianápolis e Valência foi muito pouco. Neste ano, ele troca de equipe, migrando da Ongetta para o Team Itália, que vai alinhar as motocicletas da marca indiana Mahindra, construídas com chassis Suter. Nos testes da pré-temporada, não impressionou, andando sempre no meio para o fim do pelotão.

#4 GABRIEL RAMOS (Venezuela)
Equipe Kiefer Racing
Moto: Kalex KTM Moto3
Idade: 19 anos (14/09/1994)
Estreante no Mundial de Motovelocidade

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A Venezuela, país que revelou craques como Johnny Cecotto (o pai, que fique claro) e Carlos Lavado, está de volta ao Mundial de Motovelocidade com a estreia do jovem Gabriel Ramos, de 19 anos. E é sob a proteção do bicampeão das 250cc em 1983 e 1986 que o bolivariano sobe do CEV, o prestigioso Campeonato Espanhol de Velocidade, uma verdadeira escola de pilotos, para a Moto3. Será um primeiro ano de aprendizado e o piloto sabe que não poderá cobrar grandes resultados. Marcar pontos é a meta. A equipe escolhida para a primeira temporada é a Kiefer Racing, que tem alguma tradição na modalidade.

#5 ROMANO FENATI (Itália)
Equipe Sky Racing Team by VR46
Moto: KTM RC250GP
Idade: 18 anos (15/01/1996)
10º colocado na Moto3 em 2013

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Considerado a grande revelação do Mundial de Moto3 em 2012, ano em que estreou na competição, o italiano Romano Fenati não correspondeu plenamente às expectativas ano passado. Chegou apenas em 10º lugar, distante da briga pelo título, com 73 pontos somados e um 5º lugar no Japão como melhor resultado. Mais experiente, o gordinho (62 kg para 1,63 metro de estatura) nascido em Ascoli Piceno quer apagar o ano que passou e fazer bonito em 2014. A responsabilidade é grande: Fenati agora é um dos protegidos de ninguém menos que Valentino Rossi, na estreia do time que leva o nome do ídolo italiano na Moto3. Na pré-temporada, o italiano fez bons tempos e parece ter recuperado a auto-estima perdida. Vamos ver como se sairá nas primeiras corridas.

#7 EFRÉN VÁZQUEZ (Espanha)
Equipe Saxoprint-RTG
Moto: Honda NSF250R
Idade: 27 anos (02/09/1986)
9º colocado na Moto3 em 2013

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Nascido em Bilbao, o espanhol Efrén Vázquez já é uma espécie de “Móveis e Utensílios” da Moto3. Aquele piloto que compõe grid, que pode fazer um brilhareco, mas nunca vai passar disso. Com 107 GPs disputados em toda a carreira, Efrén já esteve nas extintas 125 e 250cc, antes de partir para o terceiro ano na Moto3. Tem quatro pódios em sua campanha, nenhum deles ano passado, quando foi nono no Mundial de Pilotos, com direito a dois quintos lugares na Catalunha e em Valência. Não deve fazer muita coisa diferente neste ano, embora tenha sido rápido em algumas sessões de treinos na pré-temporada. Correrá desta vez de Honda, pela equipe Saxoprint-RTG.

#8 JACK MILLER (Austrália)
Equipe Red Bull KTM Ajo
Moto: KTM RC250GP
Idade: 19 anos (18/01/1995)
7º colocado na Moto3 em 2013

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O australiano Jack Miller, de 19 anos, desponta como um dos principais nomes da Moto3 para este ano. Deu um grande salto evolutivo na sua carreira dentro do Mundial de Motovelocidade, passando dos 17 pontos conquistados em 2012, no seu primeiro ano de Moto3 para 110 ano passado. Terminou 14 das 17 etapas, treze delas nos pontos. Seu melhor resultado foi um 5º lugar, duas vezes: em San Marino e diante de seu público, em Phillip Island. Para este ano, troca de equipe: o piloto está agora na equipe de Aki Ajo, com motocicleta KTM e patrocínio Red Bull. Na pré-temporada, foi muito bem. Deverá estar na linha de frente ao longo do campeonato.

#9 SCOTT DEROUE (Holanda)
Equipe RW Racing GP
Moto: Kalex KTM Moto3
Idade: 18 anos (23/12/1995)
Estreante no Mundial de Motovelocidade

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Com 18 anos, o holandês Scott Deroue sobe de outra categoria-escola, a Red Bull Rookies Cup, para o Mundial de Motovelocidade. Espigado (1,71 metro) e magro, Deroue já trabalhou com a RW Racing GP noutros certames, especialmente na Alemanha, Holanda e principalmente Espanha, ao longo do último ano. O team manager Roelof Wanninge e o diretor esportivo Jarno Janssen, este último um antigo piloto de 500cc, depositam nele as melhores esperanças. Mas, na pré-temporada, em comparação com a espanholinha Ana Carrasco, sua colega de equipe, chegou a ser superado em algumas sessões de treinos. O confronto se desenha bem interessante neste ano, pois Ana já tem experiência em praticamente todos os circuitos e Deroue, não.

#10 ALEXIS MASBOU (França)
Equipe Ongetta-Rivacold
Moto: Honda NSF250R
Idade: 26 anos (02/04/1987)
8º colocado na Moto3 em 2013

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Outro que também “perdeu o bonde” da história, assim como Efrén Vázquez: o francês Alexis Masbou, de 26 anos, ostenta no currículo nada menos que 123 corridas disputadas no Mundial de Motovelocidade desde 2003, com apenas um pódio. Vitórias? Nem pensar! E pelo visto, não será diferente neste ano, em que pese a boa temporada que realizou ano passado, com 94 pontos somados, o oitavo posto no Mundial de Pilotos e uma 6ª posição em Valência como melhor resultado. Seguirá mais um ano pela equipe Ongetta-Rivacold.

#11 LIVIO LOI (Bélgica)
Equipe Marc VDS Racing Team
Moto: Kalex KTM Moto3
Idade: 16 anos (27/04/1997)
22º colocado na Moto3 em 2013

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Com duas corridas a menos que a maioria absoluta dos rivais, pois só pôde estrear na Moto3 quando completou 16 anos no fim de semana do GP da Espanha, o belga Livio Loi teve em 2013 um ano para aprender. Marcou pontos em quatro etapas, conquistando como melhor posição um 12º lugar em Motegi, no Japão. Acabou a temporada em 22º e espera, neste ano, ter melhores resultados, uma vez que já conhece quase todos os circuitos. A equipe de Marc Van der Straeten confia no seu potencial e renovou o compromisso com o piloto para 2014. Será que é a hora do “Sniper” (Franco-Atirador) brilhar?

#12 ÁLEX MÁRQUEZ (Espanha)
Equipe Estrella Galicia 0,0
Moto: Honda NSF250R
Idade: 17 anos (23/04/1996)
4º colocado na Moto3 em 2013

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O pedigree, pelo menos, Álex Márquez carrega. Como o sobrenome denuncia, ele é o irmão mais jovem do novo fenômeno da Motovelocidade, o espanhol Marc Márquez. Ano passado, em sua primeira temporada completa na Moto3, o jovem de 17 anos fez corridas excelentes. Somou quatro pódios e conquistou sua primeira vitória no GP do Japão. Neste ano, mais uma vez a bordo da equipe Estrella Galicia, é considerado pela imprensa especializada o grande favorito ao título mundial.

#17 JOHN McPHEE (Grã-Bretanha)
Equipe Saxoprint-RTG
Moto: Honda NSF250R
Idade: 19 anos (14/07/1994)
19º colocado na Moto3 em 2013

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Nascido em Oban, na Escócia, John McPhee fará neste ano seu segundo ano completo na Moto3. Ano passado, fez uma temporada bem razoável, somando pontos em cinco provas e conquistando um 7º lugar bastante meritório no GP do Japão. Seu parâmetro para 2014 é o experiente Efrén Vázquez e o britânico já mostrou que pode andar no mesmo nível do rival e companheiro de equipe – e talvez, quem sabe, superá-lo.

#19 ALESSANDRO TONUCCI (Itália)
Equipe CIP Moto3
Moto: Mahindra MGP30
Idade: 20 anos (19/04/1993)
26º colocado na Moto3 em 2013

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Esperava-se mais deste piloto após seu ano de estreia na Moto3, em 2012. Alessandro Tonucci desapontou tendo marcado apenas seis pontos na última temporada, chegando entre os 15 primeiros apenas duas vezes. No fim da temporada, machucou-se e não pôde disputar as etapas finais por sua antiga equipe, a LaFonte Tascaracing. Para 2014, vai de Mahindra, com a boa equipe CIP Moto3, na qual esteve ano passado o espanhol Juanfran Guevara.

#21 FRANCESCO BAGNAIA (Itália)
Equipe Sky Racing Team by VR46
Moto: KTM RC250GP
Idade: 17 anos (14/01/1997)
Não pontuou na Moto3 em 2013

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Em seu ano de estreia na Moto3, o italiano Francesco Bagnaia teve um ano de poucos resultados. Na verdade, só chegou perto de pontuar três vezes e seu melhor resultado foi a 16ª posição na Malásia. Uma campanha com nenhum ponto somado poderia desencorajar qualquer outro, mas o jovem piloto volta para seu segundo ano prometendo evoluir. E sob a tutela do grande Valentino Rossi, talvez Bagnaia consiga vir melhor. O problema é o parâmetro que ele terá dentro da própria equipe: o já experiente e competitivo Romano Fenati. É aí que mora o perigo…

#22 ANA CARRASCO (Espanha)
Equipe RW Racing GP
Moto: Kalex KTM Moto3
Idade: 17 anos (10/03/1997)
21ª colocada na Moto3 em 2013

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A simpática – e rápida – espanholinha Ana Carrasco promete dar muito trabalho novamente nesta temporada da Moto3. A garota de 17 anos fez uma temporada de estreia bastante razoável. Em 17 corridas, abandonou apenas uma delas e conseguiu pontuar duas vezes, com direito a um espetacular 8º lugar no GP de Valência, no circuito Ricardo Tormo. Para este ano, Ana vem com a estrutura da RW Racing GP e o confronto com o jovem Scott Deroue pelo posto de mais rápido do time em treinos e corridas promete bastante. Aposto mais na Ana Carrasco. E vocês?

#23 NICCOLÒ ANTONELLI (Itália)
Equipe Junior Team Go&Fun Moto3
Moto: KTM RC250GP
Idade: 18 anos (23/02/1996)
16º colocado na Moto3 em 2013

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Com mais horas de voo dentro da Moto3, o italiano Niccolò Antonelli entra para sua terceira temporada completa com o status de um dos favoritos ao título deste ano. De fato, seus bons desempenhos da pré-temporada o credenciam, mas como dizia o grande craque Didi, “treino é treino e jogo é jogo”. Logo, Antonelli terá que ser melhor em corrida do que foi ano passado, quando terminou o campeonato num modesto 16º lugar, com 47 pontos, numa temporada mais irregular que seu ano de estreia. Em 2013, o italiano do Junior Team de Fausto Gresini abandonou nada menos que seis vezes, quatro delas de forma consecutiva.

#31 NIKLAS AJO (Finlândia)
Equipe Avant Tecno Husqvarna Ajo
Moto: KTM RC250GP
Idade: 20 anos (10/07/1994)
14º colocado na Moto3 em 2013

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O finlandês Niklas Ajo parece ter colocado a cabeça no lugar, após as terríveis atitudes de 2013, quando chegou a dar uma cabeçada num rival e ser merecidamente desclassificado em Indianápolis. Seus resultados em comparação ao outro ano foram melhores na última temporada, mas ainda o deixaram um pouco longe da linha de frente da Moto3. Sua melhor performance foi em Jerez de la Frontera, quando terminou em 6º lugar. Na pré-temporada, teve resultados razoáveis. Continua sob os olhares atentos do pai, Aki Ajo, correndo com uma KTM apesar do nome da equipe ter a lendária marca nórdica Husqvarna.

#32 ISAAC VIÑALES (Espanha)
Equipe Calvo Team
Moto: KTM RC250GP
Idade: 20 anos (06/11/1993)
17º colocado na Moto3 em 2013

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Primo do campeão de 2013 Maverick Viñales, Isaac troca neste ano a equipe Ongetta e as motos FTR-Honda pela equipe na qual seu parente mais próximo levou o título do ano passado. É um bom sinal para o jovem de 20 anos, que fez uma temporada apenas razoável na última temporada. Marcou pontos 12 vezes, mas somente duas entre os dez primeiros, com um 7º lugar em Valência como melhor resultado. Se conseguir repetir minimamente o que fez na pré-temporada, deverá melhorar – e muito – seu cartel na competição.

#33 ENEA BASTIANINI (Itália)
Equipe Junior Team Go&Fun Moto3
Moto: KTM RC250GP
Idade: 16 anos (30/12/1997)
Estreante no Mundial de Motovelocidade

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Mais um dos jovens talentos que surge das fileiras da Red Bull Rookies Cup, o italiano Enea Bastianini, de apenas 16 anos, fará sua estreia no Mundial de Motovelocidade nesta temporada. O piloto não começa numa equipe qualquer: foi inscrito no Junior Team de Fausto Gresini e cercado de grande expectativa. Ano passado, foi 4º colocado no campeonato patrocinado pela marca de energéticos, com vitórias em Jerez de la Frontera e Aragão. No Campeonato Italiano, fez cinco provas de Moto3 como um primeiro contato para este ano – ou seja, não entra totalmente “verde”. E na pré-temporada, ganhou quilometragem com a KTM, embora seus desempenhos não tenham sido dos mais expressivos.

#38 HAFIQ AZMI (Malásia)
Equipe SIC-Ajo
Moto: KTM RC250GP
Idade: 17 anos (08/12/1996)
Estreante no Mundial de Motovelocidade

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Seguindo os passos do compatriota Zulfahmi Khairuddin, que tem tido bons desempenhos na Moto3, Hafiq Azmi, de apenas 17 anos, chega para seu ano de estreia na categoria de acesso à MotoGP. Ele também é mais um egresso da Red Bull Rookies Cup e fará a primeira temporada completa dele com uma KTM da equipe de Aki Ajo, após disputar as três provas finais de 2013, sem muito brilho. Com a valiosa experiência de algumas provas no CEV e também dos donos do circuito de Sepang, que vão bancar a empreitada, Azmi quer fazer um bom ano em 2014 e dar sequência à sua carreira no futuro.

#41 BRAD BINDER (África do Sul)
Equipe Ambrogio Racing
Moto: Mahindra MGP30
Idade: 18 anos (11/08/1995)
13º colocado na Moto3 em 2013

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O bom piloto sul-africano Brad Binder vai para sua terceira temporada na Moto3, em busca de um ano melhor que o último. E pelo potencial que a Mahindra demonstrou no fim de 2013 e na pré-temporada deste ano, talvez as esperanças do representante da Ambrogio Racing não sejam tão infundadas assim. Seu melhor resultado na última temporada, quando fez 66 pontos e chegou em 13º no Mundial de Pilotos, foi um quarto posto no GP da Espanha. Ele somou pontos em 13 das 17 provas do calendário. Se conseguir uma regularidade melhor e boas posições, poderá terminar no top ten pela primeira vez na carreira.

#42 ÁLEX RINS (Espanha)
Equipe Estrella Galicia 0,0
Moto: Honda NSF250R
Idade: 18 anos (08/12/1995)
Vice-campeão da Moto3 em 2013

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O grande rival de Maverick Viñales em 2013. Este foi Álex Rins, o jovem catalão de 18 anos que se apresenta como uma realidade do motociclismo espanhol – mais um, aliás, entre tantos nomes promissores e talentosos. Somou seis vitórias ao longo da última temporada, foi ao pódio 14 vezes, marcou pontos em quinze GPs e só ficou de fora da zona dos pontos uma única vez – resultado que provavelmente lhe custou o título, pois ficou a somente 12 pontos do campeão. Entra nesta temporada como um dos favoritos – talvez o maior deles – ao título.

#43 LUCA GRÜNWALD (Alemanha)
Equipe Kiefer Racing
Moto: Kalex KTM Moto3
Idade: 19 anos (10/11/1994)
Estreante no Mundial de Motovelocidade

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Campeão alemão de Moto3 na temporada passada, Luca Grünwald, de 19 anos de idade, sobe para o Mundial neste ano. Credenciado pela boa campanha no certame regional, o piloto assinou com a Kiefer Racing para disputar a temporada completa. A falta de experiência em 90% das pistas deve pesar contra e isso deve se refletir nos resultados no início do campeonato. Ano passado, fez duas provas de Moto3 e seu melhor resultado foi a 22ª colocação no GP da Austrália.

#44 MIGUEL OLIVEIRA (Portugal)
Equipe Mahindra Racing
Moto: Mahindra MGP30
Idade: 19 anos (04/01/1995)
6º colocado na Moto3 em 2013

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O português Miguel Oliveira segue a bordo de uma Mahindra MGP30 para mais uma temporada na Moto3. Ano passado, o piloto de 19 anos conseguiu apenas um pódio e o 6º lugar na temporada, com 150 pontos somados. Diante das ausências de Maverick Viñales, Luis Salom e Jonas Folger, todos agora na Moto2, o luso pode ser chamado de “terceira força” para esta temporada. Talento ele já provou que tem. Resta saber se tem estofo de campeão.

#51 BRYAN SCHOUTEN (Holanda)
Equipe CIP Moto3
Moto: Mahindra MGP30
Idade: 19 anos (10/09/1994)
Estreante no Mundial de Motovelocidade

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Com quatro provas no Mundial de Motovelocidade no currículo, três delas como piloto convidado, o holandês Bryan Schouten, de 19 anos, entra para sua primeira temporada completa de Moto3 credenciado pela experiência adquirida nas competições do CEV com uma FTR-Honda. Não obstante, o piloto competiu de 125cc e também de Moto3 no Campeonato Holandês, bem como no certame alemão, nas mesmas categorias. Sua participação é, portanto, uma grande incógnita no horizonte.

#52 DANNY KENT (Grã-Bretanha)
Equipe Red Bull Husqvarna Ajo
Moto: KTM RC250GP
Idade: 20 anos (25/11/1993)
22º colocado na Moto2 em 2013

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Após um excelente 4º lugar no ano de estreia da Moto3 em 2012, o britânico Danny Kent quase jogou no lixo sua boa reputação ao aceitar correr de Moto2 ano passado pela Tech3 de Hervé Poncharal. Sucumbiu à inexperiência em conduzir uma moto de 600cc quatro tempos e, embora tenha somado pontos em seis corridas, nunca brilhou. Seu melhor resultado foi um 12º lugar – duas vezes – na República Tcheca e na Malásia. Decidiu dar um passo atrás para dar dois à frente e voltou para a Moto3, na equipe de Aki Ajo, onde espera lutar por pódios, vitórias e, talvez, pelo título deste ano.

#55 ANDREA LOCATELLI (Itália)
Equipe San Carlo Team Itália
Moto: Mahindra MGP30
Idade: 17 anos (16/10/1996)
Estreante no Mundial de Motovelocidade

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Sem parentesco algum com o antigo piloto de 125 e 250cc Roberto Locatelli, o jovem Andrea Locatelli, de 17 anos, assinou com o San Carlo Team Itália para a sua primeira temporada completa de Moto3. Ano passado, fez duas aparições como wild-card, obtendo um 22º posto em Mugello como melhor resultado. Não deve figurar entre os primeiros neste ano de aprendizado, onde o importante será conhecer ao máximo todas as pistas, ganhar experiência e permanecer no circuito em 2015.

#57 ERIC GRANADO (Brasil)
Equipe: Calvo Team
Moto: KTM RC250GP
Idade: 17 anos (10/06/1996)
25º colocado na Moto3 em 2013

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Primeiro brasileiro a disputar o Mundial numa temporada completa desde Alex Barros, Eric Granado optou por descer ano passado à Moto3, uma categoria bem mais compatível com sua idade e também com a relativa falta de experiência nos circuitos do Mundial. Ao assinar com a equipe de Aspar Martinez, o paulista de 17 anos criou boa expectativa, mas os resultados foram, na maioria, frustrantes. Salvou-se apenas a 9ª colocação no GP da Itália e Eric até chegou perto de marcar mais pontos noutras ocasiões, mas ficou nisso. O piloto e a equipe anunciaram a continuidade do programa para 2014, mas no início de janeiro houve um desacerto entre patrocinadores e Granado perdeu o lugar no Team Aspar. A solução, com a intervenção do próprio Martinez, foi abrir uma vaga no Team Calvo e inscrever uma terceira moto, criando um time fantasia para o tcheco Jakub Kornfeil, já com a temporada paga, não ficar de fora. Esta será uma temporada decisiva para Eric Granado, porque certamente será mais cobrado em 2014 do que foi no ano passado.

#58 JUANFRAN GUEVARA (Espanha)
Equipe Mapfre Aspar Team
Moto: Kalex KTM Moto3
Idade: 18 anos (19/08/1995)
Não pontuou na Moto3 em 2013

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Único piloto do Mapfre Aspar Team após a saída de Eric Granado, o espanhol Juanfran Guevara não teve um bom primeiro ano na Moto3. Seu melhor resultado foi um 16º lugar na segunda etapa, em Austin – a única na qual esteve perto realmente de somar pontos. No mais, um ano sem pontos e abaixo do esperado. O que torna a missão do piloto nascido em Lorca bem mais difícil. Afinal de contas, ele está numa equipe de tradição e será cobrado se os resultados não vierem. Vamos ver se Guevara saberá lidar com pressões.

#61 ARTHUR SISSIS (Austrália)
Equipe Mahindra Racing
Moto: Mahindra MGP30
Idade: 19 anos (15/01/1995)
15º colocado na Moto3 em 2013

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Esperava-se bem mais do australiano Arthur Sissis no último ano. Pela equipe de Aki Ajo, o piloto nascido em Adelaide conseguiu ter desempenho ainda inferior que o da temporada 2012. Marcou pontos em onze etapas, mas seu melhor resultado foi apenas um 6º lugar em Indianápolis. Acabou o campeonato em décimo-quinto e perdeu a vaga no time finlandês. Neste ano, junta-se a Miguel Oliveira na equipe Mahindra, na qual pretende fazer uma temporada melhor.

#63 ZULFAHMI KHAIRUDDIN (Malásia)
Equipe Ongetta-AirAsia
Moto: Honda NSF250R
Idade: 22 anos (20/10/1991)
12º colocado na Moto3 em 2013

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O malaio Zulfahmi Khairuddin tornou-se o melhor piloto de seu país na Motovelocidade, mas com 22 anos e 67 GPs no currículo, todos nas categorias 125cc e Moto3, sua carreira começa a entrar num perigoso desvio. Comparada com a temporada de estreia na Moto3, sua participação em 2013 foi abaixo da expectativa. Acabou em 12º lugar, somando 68 pontos, sem nenhum pódio e com dez presenças nos pontos. A exemplo de Arthur Sissis, também perdeu seu lugar na equipe de Aki Ajo e o piloto mudou de ares, indo para o time Ongetta, levando consigo o valioso patrocínio da companhia aérea AirAsia, de Tony Fernandes.

#65 PHILLIP ÖTTL (Alemanha)
Equipe Interwetten Paddock Moto3
Moto: Kalex KTM Moto3
Idade: 17 anos (03/05/1996)
18º colocado na Moto3 em 2013

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Filho do antigo piloto Peter Öttl, que disputou o Mundial de Motovelocidade com as famosas “cinquentinhas” e também nas “oitentinhas”, Phillip Öttl fez um primeiro ano completo bastante razoável na Moto3. Pontuou seis vezes e conquistou um impressionante 6º lugar no GP de Aragão. Neste ano, o piloto de 17 anos segue competindo na estrutura montada por Daniel Epp, com o mesmo patrocínio do experiente Thomas Luthi. Agora que conhece praticamente todos os circuitos, o alemão deve vir melhor em 2014.

#84 JAKUB KORNFEIL (República Tcheca)
Equipe Calvo Team
Moto: KTM RC250GP
Idade: 20 anos (08/04/1993)
11º colocado na Moto3 em 2013

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O tcheco Jakub Kornfeil melhora ano após ano suas participações no Mundial de Motovelocidade. Em 2013, conseguiu o 11º lugar na temporada da Moto3, mesmo tendo falhado o sonho de conquista de um pódio. Para este ano, o piloto troca a equipe RW Racing GP pelo Calvo Team, da Espanha. É uma boa estrutura e Kornfeil sonha com melhores resultados. Na pré-temporada, seu desempenho pela KTM do novo time foi bem discreto.

#95 JULES DANILO (França)
Equipe Ambrogio Racing
Moto: Mahindra MGP30
Idade: 18 anos (18/05/1995)
Estreante no Mundial de Motovelocidade

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Com apenas quatro provas isoladas no currículo dentro da Moto3, todas ano passado, o jovem Jules Danilo, de 18 anos, vai para seu primeiro ano a tempo inteiro na categoria. Ele será o novo companheiro de Brad Binder na Ambrogio Racing, substituindo o britânico Danny Webb, que deixou a Moto3. O piloto esteve também próximo de uma vaga na Marc VDS Racing – para quem fez duas corridas ano passado, mas o budget apertado não deu condições ao time belga de oferecer a Danilo uma segunda motocicleta para dividir os boxes com Livio Loi. Será, certamente, um ano de muito aprendizado para o piloto da Terra da Bastilha que, curiosamente, tem dupla cidadania, pois nasceu em Milão, na Itália.

#98 KAREL HANIKA (República Tcheca)
Equipe Red Bull KTM Ajo
Moto: KTM RC250GP
Idade: 17 anos (14/04/1996)
Estreante no Mundial de Motovelocidade

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Campeão do Red Bull Rookies Cup em 2013, o tcheco Karel Hanika, de apenas 17 anos, chega para engrossar as fileiras dos novatos na Moto3. Com vasta cabeleira, o piloto é o mais novo apadrinhado da marca de energéticos de Dietrich Mateschitz e fará sua estreia pelo time de Aki Ajo, com uma KTM.

Vídeos históricos – a maior última volta da história da MotoGP (2009)

[vimeo http://vimeo.com/32756097]

RIO DE JANEIRO – Faltam palavras para descrever o que foi essa chegada do GP da Catalunha de 2009. Luta histórica e titânica entre Jorge Lorenzo e Valentino Rossi, com direito a um show do Doutor a bordo de sua Yamaha com o indefectível #46. E nos últimos metros, a chegada mais espetacular de todos os tempos. A ovação consagradora. E em plena Catalunha. Na terra de Lorenzo. Um espetáculo para a eternidade.

Valentino Rossi. Esse é craque.

Fim do sonho: GP do Brasil é oficialmente retirado do calendário da MotoGP

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RIO DE JANEIRO – Vou ser chato, mas eu avisei e muitos não deram a menor pelota. Era arriscado demais apostar na volta do GP do Brasil de Motovelocidade para este ano de 2014, principalmente por ter Copa do Mundo – ainda mais em Brasília. As obras prometidas e previstas sequer saíram do papel e, como efeito, a Dorna anunciou oficialmente o que já se sabia: não teremos corrida neste ano, válida pelas classes MotoGP, Moto2 e Moto3, na data prevista – 28 de setembro.

Os organizadores confirmaram o remanejamento do GP de Aragão para a data que seria da corrida brasileira e um calendário, agora definitivo, com 18 etapas. As demais corridas permanecem do jeito como estavam e o Mundial de Motovelocidade começa no próximo dia 23 em Losail, com o noturno GP do Catar.

Eis as datas definitivas:

23 Mar – Qatar* – Doha/Losail
13 Abr – Americas – Austin
27 Abr – Argentina – Termas de Rio Hondo
04 Mai – Spain – Jerez de la Frontera
18 Mai – France – Le Mans
01 Jun – Italy – Mugello
15 Jun – Catalunya – Barcelona-Catalunya
28 Jun – Netherlands** – TT Assen
13 Jul – Germany – Sachsenring
10 Ago – Indianapolis GP – Indianapolis
17 Ago – Czech Republic – Brno
31 Ago – Great Britain – Silverstone
14 Set – San Marino & Riviera di Rimini – Marco Simoncelli Misano
28 Set – Aragon – MotorLand Aragon
12 Out – Japan – Motegi
19 Out – Australia – Phillip Island
26 Out – Malaysia – Sepang
09 Nov – Valencia – Ricardo Tormo-Valencia

(*) corrida noturna (**) corrida num sábado

Foto: Dorna

WSBK: Guintoli e Laverty vencem na abertura do Mundial

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RIO DE JANEIRO – O Mundial de Superbike deu neste domingo a largada para a temporada 2014. Vinte e um pilotos largaram para a primeira rodada dupla, disputada em Phillip Island, na Austrália. Na primeira bateria, deu Suzuki e na segunda, Aprília. Eugene Laverty e Sylvain Guintoli foram os grandes vencedores do fim de semana e o francês da moto #50 começa como o líder do campeonato.

A vitória de Laverty na primeira prova foi a primeira de um piloto a bordo de uma moto Suzuki no WSBK desde o GP de Kyalami, na África do Sul, em 2010. Portanto, lá se vão quatro anos. O irlandês assumiu a liderança superando o pole Guintoli na 17ª de um total de 22 voltas, para vencer com quase três segundos de vantagem para Marco Melandri, que superou o companheiro de equipe para ocupar a segunda posição na quadriculada.

Segundo no grid, o italiano Davide Giugiano chegou em quarto na primeira bateria, com Loris Baz (Kawasaki) em quinto e Jonathan Rea (Honda) em sexto. O atual campeão mundial Tom Sykes, também com Kawasaki, foi apenas um modesto sétimo colocado. Chaz Davies chegou em oitavo, seguido por David Salom e Niccolò Canepa.

Na corrida #2, Laverty não teve a oportunidade de bisar sua vitória. O irlandês vinha muito perto do líder Guintoli na briga pela liderança, mas sua moto se entregou com problemas mecânicos e o piloto da Suzuki teve de abandonar. Guintoli recebeu depois grande pressão do compatriota Loris Baz para vencer a prova e também o GP da Austrália, com apenas 0″283 de vantagem. Tom Sykes salvou um fim de semana discreto para conquistar o primeiro pódio de 2014. Davide Giugiano foi de novo 4º colocado, seguido pelas duas Honda CBR1000RR de Jonathan Rea e Leon Haslam.

A grande decepção do fim de semana, após o excelente começo dos treinos livres, foi Alex Lowes, que abandonou a primeira prova e chegou apenas em 13º lugar na segunda corrida do fim de semana.

Na Supersport, a corrida acabou sendo disputada em duas partes. Na primeira, Kenan Sofuoglu, o pole position, vinha na liderança com sua Kawasaki ZX-6R, quando a disputa foi interrompida após sete voltas completadas. A corrida foi interrompida e reiniciada para somente cinco voltas. E logo na segunda passagem, Sofuoglu deixou a disputa. Assim, de forma surpreendente, o francês Jules Cluzel, que largou de 14º com uma MV-Agusta. Kev Coghlan chegou em 2º lugar e Raffaele de Rosa completou o pódio na Austrália.

WSBK: Guintoli é o primeiro pole de 2014

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RIO DE JANEIRO – O piloto francês Sylvain Guintoli, da equipe Aprília Factory Racing, conquistou neste sábado a pole position para a rodada dupla de abertura do Campeonato Mundial de Superbike, o GP da Austrália, no circuito de Phillip Island. Com o tempo de 1’30″038 marcado na Superpole, ele lidera uma primeira fila formada 100% por máquinas italianas: a Ducati de Davide Giugiano alcançou a segunda posição do grid e Marco Melandri, a bordo da outra Aprília oficial de fábrica, larga em terceiro.

Destaque do primeiro dia de treinos livres na Austrália, Alex Lowes acabou em quinto, a 0″383 da pole e ainda por cima foi superado pelo companheiro de equipe na Crescent Suzuki, o irlandês Eugene Laverty. Jonathan Rea colocou a melhor Honda CBR1000RR na 6ª posição do grid, à frente do mais rápido entre os pilotos da Kawasaki – que não foi o atual campeão mundial Tom Sykes – e sim o francês Loris Baz. Ah, sim… Sykes larga em oitavo.

Dois pilotos com motos EVO passaram para a Superpole: Niccolò Canepa foi o décimo colocado e David Salom ficou com a 12ª posição. Já os velhos conhecidos Toni Elias e Claudio Corti, que até há bem pouco tempo atrás ainda frequentavam os grids do Mundial de Motovelocidade, se qualificaram em décimo-terceiro e décimo-quarto, respectivamente.

Na Supersport, o turco Kenan Sofuoglu confirmou o favoritismo e fez a pole position com sua Kawasaki ZX-6R, com o tempo de 1’32″769. O holandês Michael Van den Mark conseguiu o segundo lugar do grid com sua Honda e o italiano Roberto Tamburini, noutra Kawasaki, classificou-se na 3ª posição. Ao todo, 25 pilotos participarão da primeira prova do campeonato das máquinas de 600cc.

Superbike começa com Lowes na frente em Phillip Island

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RIO DE JANEIRO – Já tem motor roncando na Austrália: o Mundial de Superbike começou finalmente a temporada 2014. Nesta sexta-feira, foram realizadas duas sessões de treinos livres e quem deu as cartas foi o britânico Alex Lowes, da equipe Crescent Suzuki. Com o tempo de 1’31″100, ele registrou o melhor tempo de uma sessão na qual onze dos 24 pilotos participantes ficaram na mesma faixa de segundo.

Num treino onde cinco marcas ficaram nas cinco primeiras posições, o italiano Marco Melandri, do time oficial Aprília, foi superado por apenas 0″037 e o compatriota Davide Giugiano, com uma Ducati Panigale, acabou vindo logo a seguir, secundado por mais dois britânicos – o atual campeão mundial Tom Sykes (Kawasaki) e Jonathan Rea (Honda), além do irlandês Eugene Laverty com uma segunda Suzuki e a outra Honda oficial, com Leon Haslam, filho do grande Ron Haslam.

O top 10 do primeiro dia de treinos teve ainda Loris Baz em oitavo, Chaz Davies em nono e Sylvain Guintoli na décima colocação. Davies sofreu uma forte queda numa das curvas do circuito e precisou ser transportado a um hospital para ser examinado com mais precisão.

Entre os demais inscritos, Niccolò Canepa foi o melhor com as máquinas “EVO”, ocupando a 12ª colocação. O grid de 24 pilotos ganhou dois convidados de última hora, ambos australianos, para substituir pilotos lesionados nos treinos de pré-temporada, lá mesmo em Phillip Island. Glenn Allerton foi quem se saiu melhor, a bordo da BMW de Sylvain Barrier. Acabou em décimo-quinto na segunda sessão de treinos livres. Já o substituto de Luca Scassa, Matt Walters, que vem da categoria ProStock, foi o 22º colocado.

Na Supersport, que também realizará neste fim de semana sua primeira corrida da temporada 2014, o turco Kenan Sofuoglu foi o destaque entre os 25 pilotos inscritos. Com sua Kawasaki ZX-6R, ele estabeleceu a marca de 1’33″618, enfiando uma luneta de 0″645 no britânico Kevin Coghlan, que está com uma Yamaha. Raffaele de Rosa, com Honda e Michael Van Den Mark, também com uma CBR600RR, ficaram com a terceira e quarta posições, respectivamente. O francês Jules Cluzel, de MV-Agusta, foi o quinto. O grid da Supersport tem vários outros pilotos com passagem pelo Mundial de Motovelocidade, incluindo o russo Vladimir Leonov, o tailandês Ratthapark Wilairot, o australiano Bryan Staring e os italianos – e xarás – Roberto Tamburini e Roberto Rolfo.

Mundial de Superbike: vai começar a temporada 2014

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RIO DE JANEIRO – O Mundial de Superbike, a segunda categoria mais importante da Motovelocidade mundial, vai começar neste fim de semana. Os pilotos da categoria se preparam para um campeonato que terá 28 corridas, em 14 rodadas duplas. Muita emoção à vista.

E dentre os inscritos anunciados para a temporada 2014, pelo menos um nome desponta como favorito: atual campeão do WSBK, o britânico Tom Sykes foi o mais veloz da última atividade de pista na pré-temporada, realizada no mesmo circuito australiano de Phillip Island onde começa o campeonato no próximo domingo.

Sykes marcou 1’30″239 (média horária de 177,329 km/h), quase três décimos abaixo do tempo do britânico Eugene Laverty, agora na Suzuki. O destaque foi outro súdito da Rainha, o novato Alex Lowes, de 23 anos. O companheiro de Laverty foi muito bem a bordo da moto número #22 e foi o terceiro mais rápido.

Líder da equipe Aprília, o italiano Marco Melandri, nosso velho conhecido do Mundial de Motovelocidade, ficou com a quarta colocação, seguido por Davide Giugiano na melhor Ducati dos treinos e do francês Loris Baz, numa segunda Kawasaki ZX-10R. Apesar do sexto tempo, o piloto sofreu dois acidentes, felizmente sem se machucar com gravidade.

Em contrapartida, alguns pilotos passaram por maus bocados. O campeão da Superstock 1000, Sylvain Barrier, dificilmente vai alinhar no grid da primeira rodada do campeonato. Num acidente nos treinos, ele sofreu fratura de pélvis – o mesmo acontecendo ao italiano Luca Scassa, do Team Pedercini Kawasaki.

Entre os demais inscritos, a curiosidade fica pela participação do “vovô” Aaron Yates, de 40 anos. O piloto dos EUA vai disputar o WSBK com uma EBR 1190 RX, mesma máquina do também ianque Geoff May. Toni Elias, outro velho conhecido do Mundial de Motovelocidade, vai de Aprília. Ele acabou os treinos na 12ª colocação. Ao todo, nove marcas disputam o campeonato: Kawasaki, Suzuki, Honda, Ducati, Bimota, Aprília, BMW, MV Agusta e EBR.

Auguri, Vale!

capacete-agv-valentino-rossiRIO DE JANEIRO – O blog A Mil Por Hora faz aqui uma singela homenagem àquele que é, sem sombra de dúvidas, o maior piloto em duas rodas de sua geração e um dos três maiores de todos os tempos. O Doutor Valentino Rossi, que deve disputar em 2014 uma de suas últimas temporadas na MotoGP, completa neste 16 de fevereiro 35 anos de idade.

Por tudo o que este cara representou e ainda representa, não se pode deixar esta data em branco.

Auguri, Vale!

Rabat e Antonelli confirmam melhor tempo na Moto2 e Moto3 em Valência

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RIO DE JANEIRO – Terminaram nesta quinta-feira os treinos coletivos das categorias Moto2 e Moto3, realizados por três dias no circuito Ricardo Tormo, em Valência. E sem muitas surpresas: Esteve “Tito” Rabat e Niccolò Antonelli confirmaram as melhores marcas de ambas as classes durante as atividades de pista que envolveram, no total, 64 pilotos – 33 na Moto3 e os demais na Moto2.

Na subclasse das máquinas de 600cc quatro tempos, Rabat se impôs com o tempo de 1’35″155 a bordo da Kalex da equipe belga Marc VDS. O segundo tempo foi de um piloto que promete incomodar muito nesta temporada: Maverick Viñales, que ficou a apenas 0″147 do tempo do compatriota. Vale lembrar que é a estreia dele na Moto2 após ganhar o título da Moto3 ano passado. Ele correrá pela equipe de Sito Pons, também com uma Kalex.

Takaaki Nakagami, agora na equipe Idemitsu Honda Team Asia, mostrou mais uma vez seus dotes de velocista e estabeleceu o 3º melhor tempo dos ensaios, seguido pelo experiente Thomas Luthi, com uma Suter. Sandro Cortese, que vai para sua segunda temporada na Moto2, teve bom desempenho com o quinto tempo, seguido por Jordi Torres, Mika Kallio, Nico Terol, Julián Simón e Luis Salom.

Algumas curiosidades: dois estreante no top 10 (Viñales e Salom) e predomínio absoluto dos quadros Kalex e Suter entre os mais rápidos, sendo que apenas três desses quadros são da empresa do ex-piloto Eskil Suter. E seis dos melhores pilotos nos treinos da Moto2 são espanhóis, nunca é demais lembrar.

O ítalo-brasileiro Franco Morbidelli, que estará em sua primeira temporada completa com a equipe Italtrans, na qual seu colega de equipe é Julián Simón, fez o 20º tempo no agregado dos três dias. Ele registrou 1’36″785, pouco mais de um segundo e meio acima da marca de Rabat.

Na Moto3, brilharam os italianos, com quatro pilotos entre os dez primeiros. E Niccolò Antonelli, da equipe de Fausto Gresini, estabeleceu a melhor marca das sessões das motocicletas 250cc quatro tempos com 1’39″454, somente oito milésimos abaixo da marca do australiano Jack Miller, da equipe Red Bull KTM.

A surpresa foi Danny Kent, de volta à Moto3 agora com uma Husqvarna: o piloto britânico foi o terceiro na soma dos tempos, seguido por Romano Fenati, o gordinho voador do time do “Doutor” Valentino Rossi. Isaac Viñales foi o melhor espanhol com o 5º tempo, seguido por Francesco Bagnaia, Juanfran Guevara, o novato Enea Bastiannini, o português Miguel Oliveira (de novo com a Mahindra) e por Alex Rins.

Eric Granado, em sua estreia pelo Team Calvo, fez um bom trabalho: acabou em 17º no combinado das sessões, com o tempo de 1’40″694, a 1″240 do melhor tempo dos três dias e somente dois décimos mais lento que o tcheco Jakub Kornfeil. Nada mal.

Os tempos combinados dos treinos da Moto2 estão aqui e da Moto3, aqui.

Moto2 e Moto3 a todo vapor no Ricardo Tormo

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RIO DE JANEIRO – As categorias secundárias do Mundial de Motovelocidade – Moto2 e Moto3 – começaram oficialmente os treinos de pré-temporada para o campeonato de 2014. O circuito Ricardo Tormo, em Valência, está repleto de pilotos. São sessenta e quatro no total – alguns já veteranos de guerra, outros nem tanto e diversos estreantes, que merecem ser observados.

A Moto2 conta com um plantel de trinta e um nomes, alguns deles até com passagem pela MotoGP. Caso do finlandês Mika Kallio, da Marc VDS Racing, que abriu os trabalhos com o melhor tempo do primeiro dia, apenas 0″001 abaixo da marca do espanhol Jordi Torres. As marcas melhoraram bastante com a pista mais emborrachada no segundo dia e isto permitiu a Tito Rabat, o novo recruta do time de Marc Van Der Straeten, marcar o melhor tempo nesta quarta-feira, 0″354 melhor que o experiente Thomas Luthi. Kallio ficou em terceiro, seguido pelos dois pilotos da Mapfre Aspar, com Jordi Torres mais rápido que Nico Terol.

Campeão da Moto3 ano passado, Maverick Viñales começou forte: fez o 6º melhor tempo hoje, após o nono posto no primeiro dia, no qual o melhor estreante fora Sam Lowes, uma posição acima do espanhol da equipe de Sito Pons. Outro egresso da Moto3, Luis Salom – por coincidência companheiro de Viñales – ficou em décimo.

O ítalo-brasileiro Franco Morbidelli, que correrá toda a temporada pela Italtrans Racing Team, fez um bom primeiro dia de treinos, com a 18ª colocação em 1’37″780. Hoje ele baixou em sete décimos o tempo da véspera, mas acabou em vigésimo-primeiro. Outra novidade foi a troca de piloto na JIR: Kohta Nozane, confirmado para a temporada 2014, decidiu não disputar o Mundial após a trágica morte de seu pai. O piloto japonês foi substituído pelo compatriota Tetsuta Nagashima, que foi o mais lento dos dois dias de atividades.

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Na Moto3, a nova promessa italiana Niccolò Antonelli, protegido de Fausto Gresini, foi o mais rápido dos dois primeiros dias de treinos no Ricardo Tormo. Nesta quarta, o piloto da moto #23 baixou em quase seis décimos o tempo da véspera, estabelecendo 1’39″454. Ennea Bastianini, que veio do Red Bull Rookies Cup, também mostrou credenciais e ficou em segundo, mas tomando sete décimos do compatriota.

A equipe do “Doutor” Valentino Rossi disse ao que veio: Romano Fenati e Francesco Bagnaia fizeram bonito e acabaram o segundo dia com o terceiro e quarto tempos. Jack Miller, segundo mais rápido na terça-feira, está com a quinta posição no agregado dos dois dias.

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Eric Granado fez sua estreia com a terceira motocicleta do Team Calvo, após os desentendimentos que o fizeram ficar de fora da Mapfre Team Aspar para esta temporada da Moto3. Com a KTM número #57, o piloto brasileiro marcou 1’41″605 – 13º mais rápido do primeiro dia, menos de um segundo acima de Isaac Viñales e dois décimos melhor que o tcheco Jakub Kornfeil. O tempo baixou hoje para 1’41″280, mas Granado completou apenas sete voltas e foi obrigado a assistir os treinos da mureta dos boxes. Kornfeil devolveu os dois décimos da véspera e Viñales, primo do campeão Maverick, foi desta vez o 9º colocado.

Os treinos de Moto2 e Moto3 terminam nesta quinta-feira.

Big John, 80

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RIO DE JANEIRO – O blog não pode esquecer que hoje, 11 de fevereiro, o único campeão mundial em duas e quatro rodas completa 80 anos de vida. “Big” John Surtees, de bela trajetória no esporte a motor, é também o segundo campeão mundial de Fórmula 1 mais velho ainda vivo – o primeiro é Jack Brabham, que fará 88 anos em 2 de abril.

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John Norman Surtees é uma lenda porque, antes de seu título em 1964, derrotando mitos como Graham Hill e Jim Clark, foi nada menos que sete vezes campeão mundial de Motociclismo, nas categorias 350cc e 500cc. Em tempos tremendamente perigosos, guiando motos já velocíssimas e em pistas sem a menor condição de segurança, o britânico era um herói.

Quando, ainda em 1960, fez suas primeiras corridas em quatro rodas, com direito a um 2º lugar no GP da Inglaterra, em Brands Hatch, alguns até se surpreenderam. Outros, nem tanto. Sabia-se que a transição das motos para os carros era considerada normal, nunca o contrário.

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John começou a pôr as manguinhas de fora, de fato, na temporada de 1962, a segunda com a equipe Bowmaker-Yeoman Credit e a primeira do modelo Lola, construído por Eric Broadley. Logo na estreia do carro, fez a pole position do GP da Holanda. Acabou em 4º lugar no Mundial de Pilotos com 19 pontos, posição que repetiria no ano seguinte, já como piloto da Ferrari. E em 1964, aos 30 anos, era campeão mundial de Fórmula 1.

Surtees não era de fácil trato, apesar do largo sorriso. Teve atritos, exceto com Franco Lini, dentro da equipe Ferrari e com praticamente todos os homens que lhe eram superiores na hierarquia de Maranello. Após vencer o GP da Bélgica de 1966, saiu da equipe italiana reclamando do “excesso de pressão”. E num ambiente bem mais calmo, foi para a Cooper-Maserati. Ainda foi vice-campeão do mundo, faturando o GP do México.

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Assumiu o desafio de competir pela Honda nas duas temporadas seguintes e os modelos RA300 e RA301 nada mais eram que chassis Lola construídos por Broadley a pedido dos japoneses. “Big” John conquistou sua última vitória no GP da Itália de 1967, derrotando Jack Brabham por míseros dois décimos de segundo. Sem contar que Jim Clark, até enfrentar problemas de alimentação de combustível, fora também um duríssimo adversário.

Não foi feliz com a BRM no ano de 1969 e na temporada seguinte, montou sua própria escuderia – com o objetivo de construir também o seu próprio carro, aproveitando a crescente onda dos motores Ford Cosworth V8. John começou com um McLaren M7A e depois estreou no Surtees TS7, com o qual venceu a Gold Cup, um evento extracampeonato, em Oulton Park.

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Em 1971, já com 37 anos, disputou sua última temporada completa de F-1, chegando em quinto no GP da Holanda e em sexto na Inglaterra. A sua largada derradeira num total de 111 foi no GP da Itália em 1972, na estreia do modelo Surtees TS14. A partir daí e até 1978, tornaria-se projetista, dono e chefe de equipe, até o Team Surtees fechar as portas por insolvência financeira – apesar de já ter contratado dois pilotos para o Mundial de 1979, o sueco Eje Elgh e o italiano Beppe Gabbiani.

Indicado ao Motorsports Hall of Fame em 1996, John Surtees passou por um dos momentos mais tristes de sua vida em 2009, no dia 19 de julho. Numa prova da extinta categoria Fórmula 2, no circuito de Brands Hatch, seu filho Henry – de apenas 18 anos – morreu após ser atingido na cabeça por uma roda solta do carro do piloto Jack Clarke, após um acidente.

Antes disto, ele já fora igualmente indicado ao Grand Prix Legend da MotoGP em 2003, além de trabalhar como chefe de equipe da A1 Great Britain Team, na extinta A1GP, entre 2005 e 2007. Não obstante, tornou-se membro da Ordem do Império Britânico, condecoração dada pela monarquia inglesa, pelos grandes serviços prestados ao esporte.

Happy Birthday, “Big” John!

Roda a roda

tumblr_mzurvfg0eW1rod8iso1_500RIO DE JANEIRO – Lindo registro de uma disputa em 2002 no primeiro ano das máquinas de 990cc quatro tempos da MotoGP nas pistas do Mundial de Motovelocidade. Na moto #4 está o brasileiro Alex Barros, da West Honda Pons, em luta direta, roda a roda, contra o espanhol Carlos Checa, então piloto da equipe Marlboro Yamaha com sua M-1. O pega foi no GP da Austrália, em Phillip Island. Enquanto Checa foi apenas o 11º colocado, Barros foi segundo, atrás de Valentino Rossi.

Era a terceira corrida do brasileiro com a RC211V da Honda, já que ele vinha com a NSR500 de dois tempos até o GP do Japão – e operando milagres a bordo daquela moto, diga-se de passagem. Alex venceu não só na sua primeira aparição com a moto nova em Motegi como também ganhou o GP da Comunidade Valenciana e foi terceiro na Malásia. Quatro pódios seguidos, portanto.

Bons tempos…

Márquez conclui testes da MotoGP em primeiro

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RIO DE JANEIRO – A Repsol Honda HRC e o campeão da MotoGP Marc Márquez começam a temporada 2014 com nota positiva em relação aos adversários no primeiro teste coletivo do ano, realizado em Sepang, na Malásia. O piloto espanhol foi novamente o mais rápido na pista de 5,543 km de extensão, virando abaixo de dois minutos – 1’59″533, menos de dois décimos à frente de Valentino Rossi, que novamente andou muito bem com a nova Yamaha YZR-M1.

No cômputo dos três dias de atividades, os dois acabaram à frente, enquanto Jorge Lorenzo, que teve desempenhos discretos na terça e na quarta, melhorou nesta quinta-feira e acabou com a terceira marca, também abaixo dos 2 minutos. E quem seguiu surpreendendo foi o espanhol Aleix Espargaró, que desta vez foi o quarto mais rápido não só da sessão como também do combinado dos três dias – um desempenho excepcional do piloto da NGM Forward Racing a bordo da FTR-Yamaha.

Os resultados também apontam Stefan Bradl, já plenamente recuperado de uma fratura que o prejudicou no fim do ano passado em 5º lugar, com Dani Pedrosa num distante sexto posto e a 0″690 de Márquez. Andrea Dovizioso melhorou bastante a performance da Ducati Desmosedici GP14 e foi o sétimo, seguido por Pol Espargaró, Andrea Iannone e Álvaro Bautista.

Entre as demais motos Open, Nicky Hayden conseguiu o 13º tempo em 2’01″514, pouco à frente de Colin Edwards. A Suzuki, que acabou os treinos em 17º graças a Randy de Puniet, deu uma oportunidade a Nobuatsu Aoki de conduzir a XRH-1 no último dia de testes: o piloto completou apenas 12 voltas e ficou com a penúltima posição do dia – e o pior tempo dos três dias em Sepang.

Confira aqui o resultado combinado dos testes da MotoGP em Sepang