Bridgestone fora da MotoGP em 2016

2013-motogp-new-bridgestone-hard-tire-introduced-at-brno-64087_1

RIO DE JANEIRO – A Dorna, organizadora do Mundial de Motovelocidade, vai se defrontar com uma dor de cabeça para resolver: às vésperas do GP da Espanha, 4ª etapa da temporada, em Jerez de la Frontera, a Bridgestone anunciou que deixa de ser o fornecedor oficial de pneus da MotoGP após a temporada de 2015.

O fabricante japonês de pneus assinou um compromisso de renovação de contrato por apenas mais uma temporada com Carmelo Ezpeleta, CEO da Dorna, dando aos organizadores um prazo mais do que razoável para que seja fechado um acordo com um novo fornecedor, visando a temporada 2016.

Makoto Tamada 01

A Bridgestone entrou na MotoGP em 2002, como alternativa aos pneus Michelin, conquistando pole positions e pódios logo no ano seguinte e a primeira vitória em 2004, graças ao japonês Makoto Tamada (foto acima), no último GP do Brasil de Motovelocidade, realizado no Rio de Janeiro. Com a retirada dos franceses da categoria, os nipônicos figuram como únicos fornecedores de pneus da principal categoria do Mundial desde 2009.

Um leitor do blog perguntou se existe a opção da Dorna fechar com a Dunlop. Acho difícil que a marca assuma o compromisso de fazer pneus também para a MotoGP, mas não impossível. E não me surpreenderei se a Pirelli for escolhida a fornecedora única da principal categoria, pois já dispõe de tecnologia para a construção de pneus de alta performance, trabalhando no WSBK, o Mundial de Superbike.

WSBK: vitórias de Rea e Guintoli; liderança de Sykes

1224939-25766174-640-360

RIO DE JANEIRO – Com o melhor grid da temporada (28 motos), foi disputada no último fim de semana a 3ª rodada do Mundial de Superbike (WSBK) em Assen, a catedral da Motovelocidade, na Holanda. Vencedor das duas provas em Aragão, o britânico Tom Sykes, que enverga o dorsal #1 em sua Kawasaki ZX-10R, ampliou sua vantagem na classificação do campeonato com um pódio e um 4º lugar, somando no total 33 pontos.

Mas o melhor piloto do fim de semana foi Jonathan Rea: com a Honda CBR1000RR da PATA Honda World Superbike, o britânico conquistou sua primeira vitória na temporada, numa corrida que durou apenas 10 voltas diante do mau tempo na pista, além do 3º lugar na primeira prova. Fez 41 pontos no total e é, informalmente, o vencedor do GP da Holanda.

Sylvain Guintoli, com uma das duas Aprília RSV4 Factory do time oficial, venceu a primeira prova, mas não repetiu a performance na segunda, relegado a um modesto 9º posto. Com o resultado, o francês está 12 pontos atrás de Sykes na classificação geral do WSBK, enquanto Jonathan Rea subiu para quarto com 89, quatro a menos que Loris Baz, o segundo piloto da Kawasaki.

Davide Giugiano segue em ascensão na temporada: fez um pódio com a Ducati 1199 Panigale R do time oficial e está agora em 6º no campeonato, com 59 pontos. Eugene Laverty é que não vem bem com a Suzuki, ocupando apenas a oitava colocação após seis corridas.

Novamente as Bimota BB3 EVO competiram sem contar pontos para o campeonato: Ayrton Badovini chegou em 11º lugar na primeira corrida e Christian Iddon foi o décimo-segundo colocado na prova #2. Mas nenhum dos dois pilotos ainda têm direito a figurar na classificação do campeonato, que continua extra-oficial.

Na Supersport, que disputou em paralelo sua 3ª etapa do Mundial, Michael Van den Mark fez a alegria da torcida local ao conquistar a primeira vitória na temporada 2014. Mas o italiano Florian Marino, da Kawasaki, é quem lidera com 49 pontos, quatro à frente de Van den Mark. Enquanto isso, na Superstock 1000, o triunfo foi de outro holandês, Kevin Valk, com uma Kawasaki. O líder do campeonato é o argentino Leandro Mercado, que já esteve competindo por aqui e chegou em 5º lugar. Com a vitória obtida na abertura do Mundial, “Tati” é o líder da competição com 36 pontos.

Próxima etapa: Imola, no Circuito Enzo e Dino Ferrari, no dia 11 de maio.

Classificação extra-oficial do WSBK após 6 corridas:

1. Tom Sykes – 108 pontos
2. Sylvain Guintoli – 96
3. Loris Baz – 93
4. Jonathan Rea – 89
5. Marco Melandri – 69
6. Davide Giugiano – 59
7. Chaz Davies – 47
8. Eugene Laverty – 46
9. Leon Haslam – 44
10. Alex Lowes – 36
11. Toni Elias – 34
12. Niccolò Canepa – 28
13. David Salom – 27
14. Luca Scassa e Leon Camier – 11
16. Sheridan Morais – 10
17. Fabien Foret – 9
18. Glenn Allerton – 6
19. Kervin Bos, Jéremy Guarnoni e Claudio Corti – 5
22. Michel Fabrizio – 2

Kawasaki é tricampeã do Bol d’Or de Magny-Cours

14054019633_afecc9062e_o

RIO DE JANEIRO – Começou neste fim de semana o FIM World Endurance Championship, o Campeonato Mundial de Endurance de Motociclismo. A primeira das cinco provas do calendário foi o tradicional Bol d’Or, que durante mais de 20 anos foi em Paul Ricard e transferiu-se para Magny-Cours desde 2000.

A equipe SRC Kawasaki conquistou o tricampeonato da clássica prova francesa, com a ZX-10R Ninja número #11, guiada por Nicolas Salchaud, Grégory Leblanc e Matthieu Lagrive. Este último sofreu um violento acidente durante os treinos, fraturou uma vértebra e, mesmo lesionado, contribuiu para a grande vitória na abertura do Mundial.

O começo não foi dos melhores: um novo acidente, em decorrência da pista muito molhada, deixou a dupla fora dos 20 primeiros na classificação. Lagrive, mesmo com a lesão, fez um excelente trabalho e a trinca não só venceu, como abriu cinco voltas de vantagem sobre a Yamaha da equipe GMT94 conduzida por David Checa/Kenny Foray/Mathieu Gines.

Com três marcas diferentes nas três primeiras posições no pódio, a Suzuki festejou o 3º lugar de Baptiste Guittet/Etienne Masson/Gregg Black, que chegaram a onze voltas dos vencedores com uma moto dentro do regulamento Superstock. Já o trio pole position com a Honda CBR1000RR oficial de fábrica guiada por Sébastien Gimbert/Freddy Foray/Julien da Costa acabou apenas em 29º lugar, com 691 voltas completadas.

Entre as equipes, a SRC Kawasaki começa na frente neste Mundial de Endurance com 55 pontos, cinco à frente da Yamaha Racing GMT94 e dezoito a mais que o Team Bollinger-Switzerland. A próxima etapa será as 8 Horas de Suzuka, no dia 27 de julho.

O resultado final do Bol d’Or:

1. SRC Kawasaki (Gregory Leblanc/Mathieu Lagrive/Nicolas Salchaud), Kawasaki ZX-10R, Superbike, 743 voltas, 24:01:16.395

2. Yamaha Racing GMT 94 Michelin (David Checa/Kenny Foray/Mathieu Gines), Yamaha YZF-R1, Superbike, 738 voltas

3. Junior Team LMS Suzuki (Baptiste Guittet/Etienne Masson/Gregg Black), Suzuki GSX-R1000, Superstock, 732 voltas

4. Team Bolliger Switzerland 8 (Horst Saiger/Roman Stamm/Daniel Sutter), Kawasaki ZX-10R, Superbike, 731 voltas

5. Team Motors Events April Moto (Gregory Fastre/Michael Savary/Jimmy Storrar), Suzuki GSX-R1000, Superbike, 730 voltas

6. National Motos (Arturo Tizon/Olivier Four/Gregory Junod), Honda CBR1000RR, Superbike, 725 voltas

7. Team R2CL (Gareth Jones/Guy Martin/Gwen Giabbani), Suzuki GSX-R1000, Superbike, 722 voltas

8. Yamaha Viltais Experience (Loic Bardet/Cyril Carrillo/Johan Nigon), Yamaha YZF-R1, Superstock, 714 voltas

9. METISS JLC MOTO (Holub/Ayer/Cheron), METISS 1000, Open, 709 voltas

10. AM Moto Racing Competition (Anthony Loiseau/Romain Maitre/Dylan Buisson), Suzuki GSX-R1000, Superstock, 703 voltas

WSBK: Sykes 100% em Aragão

0026_p02_sykes_action_full

RIO DE JANEIRO – Duas baterias, duas vitórias, 50 pontos e liderança do campeonato. O atual número #1 do World Superbike Championship (WSBK), o britânico Tom Sykes, foi o grande nome da 2ª rodada dupla da temporada 2014, no circuito espanhol de Aragão. A bordo de sua Kawasaki ZX-10R, o piloto do time oficial da fábrica das máquinas verdes não deu chances a nenhum de seus adversários no último domingo.

Pole positon, Sykes liderou todas as voltas das duas baterias, sempre – ou melhor, quase sempre  – escudado pelo companheiro de equipe Loris Baz, que só perdeu uma vez a 2ª posição, por duas voltas, na segunda bateria da corrida espanhola, com direito a um final sensacional. O britânico derrotou o francês por apenas 0″338 e Marco Melandri, 3º colocado com a Aprília da equipe oficial, cruzou a 0″470 do vencedor.

Na primeira prova, Jonathan Rea foi quem subiu ao pódio escudando a dobradinha da turma da Kawasaki, com Chaz Davies a bordo da melhor Ducati e Eugene Laverty acabou em quinto, a bordo da Suzuki da equipe Crescent. Sylvain Guintoli, que saiu da Austrália como líder provisório do Mundial, foi apenas 6º colocado. Entre as demais marcas, a única que teve pelo menos um piloto entre os 15 primeiros foi a BMW, 12ª colocada com o britânico Leon Camier.

A corrida #2 teve duas Kawasaki em dobradinha, com as Aprília de Melandri e Guintoli vindo a seguir. Jonathan Rea (Honda) foi o quinto, seguido por Eugene Laverty (Suzuki), Davide Giugiano (Ducati), Leon Haslam (Honda), Toni Elias (Aprília) e David Salom (Kawasaki). De novo Camier chegou em 12º com a melhor BMW na prova. Tal como na primeira prova, as EBR e a MV-Agusta não pontuaram.

badovini-alstare-ducati

Como novidade, a presença de duas Bimota BB3 Evo do Team Alstare, com Ayrton Badovini e Christian Iddon. O italiano concluiu as duas provas em 13º e 12º, respectivamente. Mas como a motocicleta ainda carece de homologação, o resultado não foi validado.

A classificação do campeonato (extra-oficial) após duas rodadas e quatro corridas é esta:

1. Tom Sykes – 75 pontos; 2. Loris Baz – 71; 3. Sylvain Guintoli – 64; 4. Marco Melandri – 49; 5. Jonathan Rea – 48; 6. Eugene Laverty – 46; 7. Davide Giugiano – 43; 8. Chaz Davies – 30; 9. Leon Haslam – 25; 10. Toni Elias – 23; 11. David Salom – 22; 12. Niccolò Canepa – 16; 13. Alex Lowes e Fabién Foret – 9; 15. Leon Camier – 8; 16. Sheridan Morais – 7; 17. Glenn Allerton – 6; 18. Jéremy Guarnoni – 4; 19. Claudio Corti – 3; 20. Luca Scassa – 2

Mundial de Motovelocidade: quem é quem, classe MotoGP

RIO DE JANEIRO – Chegou a hora da cereja do bolo. Após a apresentação dos pilotos das classes Moto3 e Moto2, é a vez da turma de cima. A MotoGP, categoria principal do Mundial de Motovelocidade, vem para mais uma temporada repleta de novidades. Algumas delas, aliás, bastante polêmicas.

A primeira diz respeito à limitação do consumo de combustível para as motocicletas de fábrica, os chamados protótipos. Com apenas 20 litros à disposição, os pilotos das principais equipes terão contra si essa limitação. É aquela história: um olho no peixe, outro no gato. Além de controlar os adversários, os pilotos vão ter que economizar para não correr risco de pane seca.

Por outro lado, as motos Open – que congregam as antigas CRT e também, espertamente, as Ducati Desmosedici GP14, vão trabalhar com quatro litros a mais de combustível no tanque das máquinas e menos limitações com relação ao número de motores permitidos ao longo do ano. Como forma de diminuir os custos de preparação das motocicletas, foi determinado o uso de uma centralina eletrônica (ECU) padrão, fornecida pela Dorna, organizadora do campeonato, e desenvolvida pela italiana Magneti Marelli. Nas motos “factory”, a centralina pode ter um software próprio.

As novidades técnicas, porém, não devem mudar muito os protagonistas. O campeão Marc Márquez tentará um histórico segundo título seguido, mais uma vez num embate que promete contra Jorge Lorenzo, Valentino Rossi e Dani Pedrosa, agora totalmente em segundo plano na equipe Repsol HRC. Vale também observar os espanhóis Aleix e Pol Espargaró, que competirão juntos pela primeira vez na MotoGP e impressionaram positivamente na pré-temporada.

Conheça os pilotos:

#4 ANDREA DOVIZIOSO (Itália)
Equipe Ducati Team
Moto: Ducati Desmosedici GP14
Idade: 27 anos (23/03/1986)
8º colocado na MotoGP em 2013

04dovizioso_s5d9080_slideshow_169

O italiano Andrea Dovizioso atingiu ano passado a histórica marca de 200 GPs na carreira. Mas a temporada de 2013 não foi das melhores. Com a Ducati GP13 em nível bem inferior às Honda e Yamaha, o piloto de 27 anos obteve apenas um 4º lugar no GP da França como resultado de melhor vulto. Acabou num modesto oitavo lugar – sua pior classificação desde que entrou na MotoGP. A Ducati resolveu a poucos dias do início do campeonato mudar a configuração de sua motocicleta de “Factory” para “Open”, visando melhor desempenho e rendimento. Vamos ver se a novidade dá resultado.

#5 COLIN EDWARDS (EUA)
Equipe NGM Forward Racing
Moto: FTR-Yamaha YZR M-1
Idade: 40 anos (27/02/1974)
14º colocado na MotoGP em 2013

05edwards_s5d9248_slideshow_169

“Vovô” da MotoGP, o estadunidense Colin Edwards completou 40 anos no fim de fevereiro. Interminável, o Tornado do Texas vai disputar mais uma temporada – sem prometer que é a última – pela equipe NGM Forward Racing, com um quadro FTR e motor Yamaha da M-1 “Factory”. Com a moto inscrita na subdivisão “Open”, as possibilidades de Edwards são razoáveis. O piloto completou a última temporada em décimo-quarto, com a 9ª colocação no GP da Catalunha como melhor resultado em 2013.

#6 STEFAN BRADL (Alemanha)
Equipe LCR Honda MotoGP
Moto: Honda RC213V
Idade: 24 anos (29/11/1989)
7º colocado na MotoGP em 2013

stefan-bradl-alami-kecelakaan-pada-seri-perdana-motogp-2013-20130408114558-1161

O alemão Stefan Bradl vai para seu terceiro ano na MotoGP, novamente na equipe do italiano Lucio Cecchinello. Como objetivo para este ano, o piloto espera se envolver em menos acidentes, o que não tem sido fácil. Nos últimos testes em Losail, ele sofreu duas quedas. Cabe lembrar que, no ano passado, ele ficou de foram em duas corridas por problemas físicos. Conquistou seu primeiro pódio na categoria máxima no GP dos EUA, em Laguna Seca. Fechou o campeonato de 2013 na 7ª colocação.

#7 HIROSHI AOYAMA (Japão)
Equipe Drive M7 Aspar
Moto: Honda RCV1000RR
Idade: 32 anos (25/10/1981)
20º colocado na MotoGP em 2013

07aoyama_aspartestmgpmal2014_12_slideshow_169

Experiente, o japonês Hiroshi Aoyama permanece na MotoGP este ano, agora na equipe de Jorge “Aspar” Martinez após uma temporada fraca na Blusens-Avintia. Com 13 pontos apenas, o nipônico ficou num apagado 20º lugar ao fim do campeonato do ano passado. Muito pouco para quem chegou à categoria máxima em 2010 com o status de campeão mundial da última temporada da 250cc em 2009. A verdade é que, tirando o razoável ano de 2011, quando terminou o campeonato em décimo, Aoyama jamais brilhou na MotoGP. Neste ano, vai de Honda RCV1000RR na subclasse “Open”.

#8 HECTOR BARBERÁ (Espanha)
Equipe Avintia Racing
Moto: Avintia Kawasaki GP14
Idade: 27 anos (02/11/1986)
16º colocado na MotoGP em 2013

08barbera,motogp_s1d8711-2_original

O espanhol Hector Barberá tem frequentado as manchetes mais pelas confusões em que se meteu fora da pista do que propriamente pelos desempenhos na MotoGP, que não foram bons em 2013. O piloto foi preso duas vezes – uma por embriaguez e a outra por agredir a namorada. Mesmo assim, ele continua na principal categoria, renovando o compromisso com a Avintia Racing para esta temporada, a segunda dele com uma moto de fabricação artesanal e motor Kawasaki. Desta vez, o time espanhol abandonou o chassi FTR e construiu o seu próprio quadro – o que não se constitui em nenhuma garantia para que o piloto consiga vir melhor que o 16º lugar alcançado na última temporada.

#9 DANILO PETRUCCI (Itália)
Equipe Ioda Racing Project
Moto: ART Aprília GP14
Idade: 23 anos (24/10/1990)
17º colocado na MotoGP em 2013

Petrucci_1NEU203jpg

Danilo Petrucci vai para o seu terceiro ano na MotoGP e também na equipe Ioda. Desta vez, o piloto terá à disposição a ART Aprília, que nos últimos dois anos de CRT foi sempre o conjunto mais competitivo do lote, em vez do chassi Suter com motor BMW. Mas desta vez, com mais competidores na “Open” e os excelentes desempenhos dos rivais na pré-temporada, não dá para tecer nenhum tipo de comparação – até porque Petrucci foi um dos que menos testou em relação aos rivais. O objetivo é modesto: marcar mais pontos que em 2013 e conseguir uma classificação final melhor que o 17º lugar.

#17 KAREL ABRAHAM (República Tcheca)
Equipe Cardion AB Motoracing
Moto: Honda RCV1000RR
Idade: 24 anos (02/01/1990)
24º colocado na MotoGP em 2013

Robe-Karel-Abraham-MotoGP-2014-ka3

Karel Abraham não desiste mesmo. O piloto tcheco está de volta para mais uma temporada na MotoGP, mesmo após o terrível ano de 2013, com lesões e acidentes que o deixaram de fora em nada menos que nove das 18 etapas do calendário. Como efeito, sua campanha a bordo de uma ART Aprília CRT foi abaixo da crítica. Fez cinco pontos somente no último campeonato, com um 14º lugar em Laguna Seca como melhor resultado. Se não domar o ímpeto agressivo, vai continuar dividido entre as pistas e os hospitais. E vai aqui uma curiosidade: o pai de Karel é proprietário de um dos principais hospitais particulares da República Tcheca. Será que o “paitrocínio” vai durar muito?

#19 ÁLVARO BAUTISTA (Espanha)
Equipe GO&FUN Honda Gresini
Moto: Honda RC213V
Idade: 29 anos (21/11/1984)
6º colocado na MotoGP em 2013

19bautista_d7t1882_original

Campeão mundial das 125cc em 2006, o espanhol Álvaro Bautista vai para o seu quinto ano na MotoGP – o terceiro com motocicleta Honda de fábrica, no que foi enormemente beneficiado pela morte trágica do italiano Marco Simoncelli. Em 2013, o piloto manteve a média de desempenhos em relação ao seu primeiro ano. Mesmo sem ter subido ao pódio desta vez, Bautista somou 171 pontos e terminou a temporada num mais do que convincente 6º lugar. Seus melhores resultados na última temporada foram três quartos lugares em Laguna Seca, Aragão e Motegi. A Honda RC213V do time Gresini, aliás, é a única que compete na MotoGP com suspensões Showa, ao contrário das Öhlins usadas pelas demais motocicletas do construtor japonês em 2014. O ineditismo desse sistema nesse ano pode render frutos à equipe.

#23 BROC PARKES (Austrália)
Equipe Paul Bird Motorsport
Moto: PBM
Idade: 32 anos (24/12/1981)
Estreante no Mundial de Motovelocidade

Broc Parker MotoGP Tests Sepang Day 2 IXHqrRISTJ6l

Aos 32 anos de idade, finalmente o australiano Broc Parkes chega ao círculo de pilotos da MotoGP. Com uma única aparição no Mundial de Motovelocidade no GP da Austrália de 1999 (!) com uma motocicleta 125cc, Broc pode ser considerado sim um estreante de grande experiência, pois competiu cinco vezes no Mundial de Superbikes e em nove temporadas do Mundial de Supersport, do qual foi vice-campeão em 2004 e 2007. Neste ano, Broc corre pela equipe britânica Paul Bird Motorsport, que nunca primou por grandes desempenhos na MotoGP com seus próprios chassis. Marcar pontos já fará o piloto sair lucrando…

#26 DANI PEDROSA (Espanha)
Equipe Repsol Honda Team
Moto: Honda RC213V
Idade: 28 anos (29/09/1985)
3º colocado na MotoGP em 2013

Dani-Pedrosa-PI-Tire-Test-2014-MotoGP

Muita gente aposta que Dani Pedrosa nunca será campeão da MotoGP. Três vezes vice-campeão da categoria e outras três em 3º lugar, o piloto de 28 anos não quer dar munição aos críticos desta vez e calar a boca dos que o têm como acabado. Tarefa das mais complicadas, embora a Honda RC213V seja a princípio a moto mais competitiva do lote da temporada deste ano. É que Pedrosa continuará dividindo a equipe Repsol Honda Team com o fenômeno Marc Márquez, que logo em seu primeiro ano foi campeão. Dani, que não trabalha mais com Alberto Puig, seu antigo manager, terá que aproveitar o fato de que o companheiro de equipe não está 100% fisicamente para poder abrir vantagem no campeonato deste ano. Do contrário…

#29 ANDREA IANNONE (Itália)
Equipe Pramac Racing
Moto: Ducati Desmosedici GP14
Idade: 24 anos (09/08/1989)
12º colocado na MotoGP em 2013

Ducati-Andrea_iannone

Andrea Iannone fez um bom ano de estreia na principal categoria do Mundial de Motovelocidade. Apesar do melhor resultado do italiano ser um 8º lugar na Austrália, conseguiu pontuar em onze das 16 corridas de que participou. Acabou com 57 pontos, num razoável 12º lugar. Renovou com a equipe Pramac, que inscreveu sua motocicleta na subclasse “Open” para tirar partido das benesses do regulamento quanto a consumo de combustível e uso de motores. Vamos ver se o piloto tira partido disso neste ano.

#35 CAL CRUTCHLOW (Grã-Bretanha)
Equipe Ducati Team
Moto: Ducati Desmosedici GP14
Idade: 28 anos (29/10/1985)
5º colocado na MotoGP em 2013

Crutchlow-Day-2-Valencia-2014

O britânico Cal Crutchlow, de 28 anos, vai para seu quarto ano na MotoGP. Após três temporadas como piloto da Tech 3, com performances extraordinárias na última temporada, que lhe renderam duas pole positions e quatro pódios – com dois segundos lugares em Le Mans e Sachsenring e dois terceiros lugares em Mugello e Assen, ele parte para um novo desafio. Assinou com a Ducati, que no meio da pré-temporada trocou a condição de “Factory” das máquinas do time dirigido por Gigi Dall’Igna pela chancela de “Open”, para se beneficiar do regulamento vigente. É aguardar se essas mudanças trarão benefícios aos pilotos representantes da turma de Borgo Panigale. Mas será difícil desta vez que Crutchlow consiga repetir o 5º lugar do ano passado.

#38 BRADLEY SMITH (Grã-Bretanha)
Equipe Monster Yamaha Tech 3
Moto: Yamaha YZR M-1
Idade: 23 anos (28/11/1990)
10º colocado na MotoGP em 2013

38smith0260_t02_smith_2014_slideshow_169

A estreia do britânico Bradley Smith na MotoGP não impressionou ninguém no ano passado. Com o novo formato de qualificação, frequentemente o piloto de 23 anos ficou fora da Superpole que definia as primeiras posições dos grids das provas da última temporada. Mesmo assim, conseguiu pontuar em 15 das 18 etapas de 2013, com três sextos lugares como melhor resultado, fechando o ano entre os dez primeiros na classificação. A meta é melhorar ou manter o desempenho, já que o piloto está mais experiente e entrosado com o time dirigido por Hervé Poncharal.

#41 ALEIX ESPARGARÓ (Espanha)
Equipe NGM Forward Racing
Moto: FTR-Yamaha YZR M-1
Idade: 24 anos (30/07/1989)
11º colocado na MotoGP em 2013

41espargaro__s5d0305_slideshow_169

Aleix Espargaró é sério candidato a surpresa da temporada que começa no próximo domingo. O piloto de 24 anos foi disparado o melhor com as máquinas CRT nas duas últimas temporadas. Fechou em 11º o campeonato do ano passado, dando um pau homérico no experiente Randy de Puniet, seu companheiro de equipe no Team Aspar. Para 2014, assinou com a NGM Forward Racing, que vai correr com um quadro FTR de motor Yamaha. As perspectivas são excelentes: o desempenho do piloto na pré-temporada foi dos melhores, fazendo crer que ele dará muito trabalho em 2014.

#44 POL ESPARGARÓ (Espanha)
Equipe Monster Yamaha Tech 3
Moto: Yamaha YZR M-1
Idade: 22 anos (10/06/1991)
Campeão da Moto2 em 2013

40espargaro_s5d9808_slideshow_169

Dois anos mais jovem que o irmão Aleix, Pol Espargaró chega à MotoGP credenciado por uma campanha espetacular na Moto2, que o coroou campeão com seis vitórias, dez pódios e quatro pole positions. Mais jovem piloto da história a marcar pontos no Mundial de Motovelocidade, aos 15 anos e oito dias, no GP da Catalunha de 2006, o piloto quer marcar seu nome na história da categoria principal. O duelo entre ele e Aleix, que serão rivais pela segunda vez após correrem juntos na Moto2 em 2011, promete bastante.

#45 SCOTT REDDING (Grã-Bretanha)
Equipe GO&FUN Honda Gresini
Moto: Honda RCV1000RR
Idade: 21 anos (04/01/1993)
Vice-campeão da Moto2 em 2013

e384f78e-a86f-4d95-9495-7878cabf9a84

Credenciado pelo vice-campeonato na Moto2 ano passado, quando corria pela Marc VDS Racing, o britânico Scott Redding atinge o sonho da MotoGP nesta temporada. Mais jovem piloto a vencer na história do Mundial com 15 anos e 170 dias, no GP da Inglaterra de 2008, em Silverstone, Redding terá um ano de aprendizado na categoria máxima. E não será um ano dos mais fáceis, pelo que fizeram crer os resultados opacos do piloto na pré-temporada. O que ele poderá fazer em 2014 é uma grande incógnita.

#46 VALENTINO ROSSI (Itália)
Equipe Movistar Yamaha MotoGP
Moto: Yamaha YZR M-1
Idade: 35 anos (16/02/1979)
4º colocado na MotoGP em 2013

46rossi_s5d9836_slideshow_169

O “Doutor” Valentino Rossi pode chegar a mais uma marca histórica em sua vitoriosa carreira. Nove vezes campeão no Mundial de Motovelocidade e segundo no ranking de vitórias, com 106 triunfos, o italiano de 35 anos está próximo de completar 300 corridas disputadas desde a estreia em 1996. A 19ª temporada do maior piloto de sua geração e um dos melhores de todos os tempos pode, inclusive, ser a última da carreira. Valentino já é dono de equipe na Moto3 e pode estar pavimentando o caminho para o seu futuro fora das pistas. Apesar da idade pesar contra, Vale ainda tem lenha pra queimar, mostrando que ainda é competitivo, como provado nos treinos da pré-temporada. Afinal, não é galinha velha que dá um bom caldo?

#63 MIKE DI MEGLIO (França)
Equipe Avintia Racing
Moto: Avintia Kawasaki GP14
Idade: 26 anos (17/01/1988)
20º colocado na Moto2 em 2013

avintia_mikedimeglio_002_slideshow_169

Mike Di Meglio entra na MotoGP neste ano, mesmo após passar as últimas quatro temporadas sem nenhum brilho na Moto2. Fez muito pouco para quem foi campeão mundial das 125cc em 2008 e neste ano não se espera muita coisa do francês de 26 anos. Assinou com a Avintia Racing e vai correr na subclasse “Open”. Pontuar será vitória para quem vem de um modestíssimo 20º lugar na Moto2 ano passado, quando fez apenas 10 corridas e foi prejudicado por uma lesão que determinou o fim de sua campanha na temporada passada após o GP da República Tcheca.

#68 YONNY HERNÁNDEZ (Colômbia)
Equipe Energy T.I. Pramac Racing
Moto: Ducati Desmosedici GP14
Idade: 25 anos (25/07/1988)
18º colocado na MotoGP em 2013

Yonny_Hernandez_C_GnGjpg

Único piloto sul-americano da MotoGP no plantel de inscritos, o colombiano Yonny Hernández agradou ao pessoal da Pramac Racing, que o recrutou para substituir Ben Spies, cuja carreira foi prematuramente abreviada por inúmeras lesões, nas cinco últimas corridas do campeonato de 2013, onde começara pela Paul Bird Motorsport. Com seu estilo ultra-agressivo, Yonny conseguiu um bom 10º lugar na Malásia como melhor resultado do ano passado. Acabou o Mundial uma posição abaixo do ano de estréia, mas para este ano, ele espera mais – até porque sua moto está na classe “Open”. Veremos o que ele será capaz de fazer.

#69 NICKY HAYDEN (EUA)
Equipe Drive M7 Aspar Team
Moto: Honda RCV1000RR
Idade: 32 anos (30/07/1981)
9º colocado na MotoGP em 2013

nicky-hayden

O campeão de 2006 da MotoGP, até hoje um daqueles mistérios insondáveis do esporte, tem que provar que não está na curva descendente da parábola. Aos 32 anos, o “Kentucky Kid” de outros tempos chega à sua 12ª temporada na categoria – a primeira em que não dispõe de uma motocicleta oficial de fábrica. Nicky Hayden assinou com o time de Jorge “Aspar” Martinez apostando numa mudança radical de ares e na redenção de uma carreira que parece ter caído no desvio após cinco anos de Ducati e somente três pódios conquistados – o último deles em 2011. Ano passado, terminou o Mundial em 9º lugar e seu melhor resultado foi um quinto posto em Le Mans. Top 10 ao fim do campeonato de 2014 será muito para ele.

#70 MICHAEL LAVERTY (Grã-Bretanha)
Equipe Paul Bird Motorsport
Moto: PBM
Idade: 32 anos (07/06/1981)
25º colocado na MotoGP em 2013

440865

A primeira temporada do britânico Michael Laverty na MotoGP esteve longe de ser expressiva. Com as motos inscritas pela Paul Bird Motorsport, o piloto só marcou pontos uma vez, com a 13ª posição no GP da Espanha, em Jerez de la Frontera. Dificilmente terá melhor sorte neste ano.

#93 MARC MÁRQUEZ (Espanha)
Equipe Repsol Honda Team
Moto: Honda RC213V
Idade: 21 anos (17/02/1993)
Campeão da MotoGP em 2013

301b7d48-f0a6-4734-85c7-6c5d5825c93e

Como previsto e esperado, Marc Márquez barbarizou em seu ano de estreia na MotoGP. Nove pole positions, dezesseis pódios e seis vitórias – quatro delas, consecutivas – fizeram do piloto espanhol de 21 anos o grande nome da temporada de 2013. Destruiu Dani Pedrosa e foi o grande rival de Jorge Lorenzo, levando de forma merecida o título de campeão – terceiro de sua carreira. O desafio principal de Márquez é defender o posto de número #1 da principal categoria do Mundial e ele começa meio com o pé esquerdo, já que lesionou-se poucas semanas antes do início das atividades no Catar e o piloto não está 100% fisicamente. Mas tudo, em se tratando de Márquez, tudo mesmo, é possível.

#99 JORGE LORENZO (Espanha)
Equipe Movistar Yamaha MotoGP
Moto: Yamaha YZR M-1
Idade: 26 anos (04/05/1987)
Vice-campeão da MotoGP em 2013

PA1412669

A grande ameaça a Marc Márquez chama-se Jorge Lorenzo. Não à toa, nos últimos cinco anos, o piloto de 26 anos foi campeão (duas vezes) ou vice (em três ocasiões). Por isso, sem medo algum, pode-se apontar o piloto como um dos favoritos ao título. Será a sétima temporada de “Lorenshow” como piloto da Yamaha e a 12ª dele no Mundial. Ano passado, Jorge venceu oito das 18 corridas da MotoGP, mas os resultados alcançados entre Assen e Brno, com um 5º posto, um sexto e dois terceiros – além de um abandono – tiraram qualquer possibilidade do piloto desbancar o campeão Márquez. A expectativa de Lorenzo é mais uma vez ser o principal nome da Motovelocidade em 2014.

Mundial de Motovelocidade 2014: quem é quem, classe Moto2

RIO DE JANEIRO – Apresentadas as equipes da classe Moto3, é hora do blog trazer para os leitores e leitoras os pilotos que vão competir na subcategoria Moto2. Criada em 2010 para substituir as 250cc de dois tempos, essa categoria tem motocicletas com motores Honda 600cc quatro tempos. Os quadros são de livre procedência. Freios de carbono são banidos e a parte eletrônica é de custo limitado a € 650 e fornecida apenas e tão-somente pelos fornecedores autorizados pela FIM.

A categoria caiu no gosto do público e as equipes encheram os grids que andavam “meia boca” na antiga classe de quarto de litro. A média é de mais de 30 pilotos por prova e as corridas quase sempre são espetaculares. Esse será um ano dos mais aguardados, pois chegam da Moto3 dois ótimos pilotos espanhóis: o campeão do ano passado Maverick Viñales e Luis Salom.

Conheça agora os pilotos:

#2 JOSH HERRIN (EUA)
Equipe AirAsia Caterham Moto Racing
Moto: Caterham Suter MMX2
Idade: 23 anos (23/05/1990)
Estreante no Mundial de Motovelocidade

02joshherrin_img_6731_josh-herrin_slideshow_169

O estadunidense Josh Herrin, nascido no Arizona, chega à Moto2 credenciado pelo título de campeão da AMA Superbike Series, a principal classe do motociclismo do seu país. Com excelente cartel, ele espera não decepcionar em seu primeiro ano nos circuitos fora do território ianque. Desde o ano passado, o piloto de 23 anos anunciou sua passagem para o Mundial, pela equipe AirAsia Caterham Moto Racing, financiada por Tony Fernandes.

#3 SIMONE CORSI (Itália)
Equipe NGM Forward Racing
Moto: Forward KLX
Idade: 26 anos (24/04/1987)
11º colocado na Moto2 em 2013

Simone Corsi Moto2 Moto3 Tests Jerez Day 3 4LzEUJAEiB_l

Pela quinta temporada, o italiano Simone Corsi, de 26 anos, estará na Moto2 e este será o segundo ano dele na equipe NGM Forward Racing. Sem subir a um pódio desde 2012, Corsi soma 179 participações em seu currículo de piloto no Mundial de Motovelocidade e sua última vitória, a quinta da carreira, já data de 2008. Querer que isto se repita na Moto2, ainda mais depois que o piloto foi 11º colocado na última temporada, repetindo o desempenho do ano anterior, seria demais. É esperar para ver o que o campeonato lhe reserva.

#4 RANDY KRUMMENACHER (Suíça)
Equipe IodaRacing Project
Moto: Suter MMX2
Idade: 24 anos (24/02/1990)
17º coloocado na Moto2 em 2013

04krummenacher_8gn_0531_slideshow_169

Veterano de oito temporadas no Mundial de Motovelocidade, o suíço Randy Krummenacher é aquele tipo de piloto que não incomoda nas corridas. Tenta fazer o papel dele, mas acaba envolvido sempre em confusões. Ano passado, apesar de um 6º lugar na Catalunha, seu melhor resultado desde a temporada de 2011, quando foi quarto na Alemanha, teve uma temporada irregular e marcada por uma lesão que o deixou de fora de quatro provas, sendo substituído por Robin Mulhauser, quando podia ter conseguido descolar algo melhor do que um modesto 17º lugar – que apesar de tudo é sua melhor classificação ao fim de um campeonato da Moto2. Com um cartel pouco brilhante de 110 corridas e somente um pódio, em 2007, na classe 125cc, o helvético não deve passar mais uma vez de mero figurante.

#5 JOHANN ZARCO (França)
Equipe AirAsia Caterham Moto Racing
Moto: Caterham Suter MMX2
Idade: 23 anos (16/07/1990)
9º colocado na Moto2 em 2013

05zarco,action_12480313234_6cd8b73daa_o_slideshow_169

Nascido em Cannes, terra do famoso festival de Cinema, Johann Zarco foi vice-campeão mundial de 125cc em 2011, no último ano daquela categoria e logo ascendeu à Moto2. Com seu estilo aguerrido de pilotagem, melhorou um pouco ano passado em relação a 2012. Conquistou dois pódios em Mugello e Valência com a moto da equipe Ioda e neste ano o francês de 23 anos assinou com a Caterham. Será mais um difícil desafio na carreira do jovem que soma 84 GPs disputados no currículo, uma vitória e 13 pódios.

#7 LORENZO BALDASSARRI (Itália)
Equipe Gresini Moto2
Moto: Suter MMX2
Idade: 17 anos (06/11/1996)
Não pontuou na Moto3 em 2013

77baldassarri_img_1288_slideshow_169

Com apenas 17 anos, o italiano Lorenzo Baldassarri, que estreou ano passado no Mundial pela equipe de Fausto Gresini, na Moto3, dá um salto no escuro em sua curta carreira na competição. A julgar por uma temporada na qual os melhores resultados foram um 17º lugar no Japão e o 18º na Grã-Bretanha, a passagem para a Moto2 não é realmente um dos acontecimentos mais recomendáveis. Mas aí está o jovem piloto, apadrinhado pelo “chefe” Fausto Gresini, para correr o risco. Talvez com o físico avantajado de 1,81 metro de estatura, Baldassarri se adapte melhor às máquinas mais potentes de 600cc e quatro tempos do que às motocicletas de 250cc da Moto3.

#8 GINO REA (Grã-Bretanha)
Equipe AGT Rea Racing
Moto: Suter MMX2
Idade: 24 anos (18/09/1989)
26º colocado na Moto3 em 2013

8rea_img_3158_gino-rea_slideshow_169

Antigo campeão europeu de Superstock, o britânico Gino Rea retorna à Moto2 para uma temporada completa desde 2012, quando deu show e foi 2º colocado no GP da Malásia, no único pódio do piloto em 28 corridas disputadas no Mundial de Motovelocidade. Para este ano, o piloto nascido em Londres vem com um esquema próprio. Ano passado, num campeonato em que fez aparições esparsas, somou pontos apenas duas vezes: foi 14º colocado na Austrália e no Japão.

#10 THITIPONG WAROKORN (Tailândia)
Equipe APH PTT The Pizza SAG
Moto: Kalex Moto 2
Idade: 25 anos (27/01/1989)
Estreante no Mundial de Motovelocidade

10warokorn_img_0887_thitipong-warokorn_slideshow_169

O piloto Thitipong Warokorn, de 25 anos, é uma das caras novas da Moto2 neste ano. Tailandês tal como o folclórico Ratthapark Wilairot, que até fez boas corridas no Mundial, fará sua primeira temporada neste ano. Em 2013, disputou seis corridas, substituindo justamente o compatriota, que se encontrava lesionado. Acabou obtendo apenas um 23º lugar na Malásia como melhor resultado. Mesmo tendo uma moto com chassi Kalex, um dos melhores do lote, Warokorn não é dos mais cotados a pontuar nas corridas desta temporada.

#11 SANDRO CORTESE (Alemanha)
Equipe Dynavolt Intact GP
Moto: Kalex Moto 2
Idade: 24 anos (06/01/1990)
19º colocado na Moto2 em 2013

11cortese_img_4677_sandro-cortese_slideshow_169

Para quem veio credenciado pelo título incontestável da Moto3 ano retrasado, a estreia de Sandro Cortese na Moto2 foi, no mínimo, decepcionante. O piloto demorou a se adaptar e na primeira metade do ano, fez apenas 10 pontos. Seu desempenho pouco melhorou na segunda parte da temporada. Fez um 10º lugar no GP de Aragão, que foi o melhor resultado no ano. Mas com três abandonos, perdeu a possibilidade de figurar melhor que o 19º lugar, com apenas 22 pontos somados. É claro que o alemão de nome italiano espera fazer uma temporada mais competitiva agora que já está mais entrosado com o equipamento.

#12 THOMAS LÜTHI (Suíça)
Equipe Interwetten Paddock Moto2
Moto: Suter MMX
Idade: 27 anos (06/09/1986)
6º colocado na Moto2 em 2013

12luthi_img_6585_thomas-luthi_slideshow_169

“Em 2014 quero conquistar o que perdi no último ano”. Estas são palavras de um piloto confiante no próprio potencial. Thomas Lüthi, piloto que tem 180 GPs disputados no currículo, vai para sua 13ª temporada no Mundial de Motovelocidade, a quinta consecutiva na Moto2, sempre na equipe Paddock do compatriota Daniel Epp. No ano passado, embora tenha frequentado o pódio com alguma constância (seis vezes), não venceu. Seu último triunfo foi em Le Mans, ano retrasado. A última temporada do helvético foi atrapalhada por lesões na pré-temporada e agora, sem qualquer problema físico, ele quer mostrar porque é um competidor a ser respeitado.

#15 ALEX DE ANGELIS (San Marino)
Equipe Tasca Racing Moto 2
Moto: Suter MMX
Idade: 30 anos (26/02/1984)
14º colocado na Moto2 em 2013

15deangelis_img_3345_alex-de-angelis_slideshow_169

Já veterano no Mundial de Motovelocidade, Alex De Angelis regressa para mais um ano na Moto2. Na carreira, nada menos que 230 GPs disputados, inclusive 39 na MotoGP – o último deles no GP dos EUA, ano passado, em Laguna Seca. O samarinês de quatro vitórias no currículo fez ano passado uma temporada bem modesta pela NGM Forward Racing. Acabou o ano de 2013 em 14º lugar com apenas 81 pontos somados e dois quintos lugares – na Alemanha e na Austrália – como melhores resultados. Realmente, muito abaixo do que um piloto com sua experiência pode alcançar.

#18 NICOLÁS TEROL (Espanha)
Equipe Mapfre Team Aspar Moto2
Moto: Suter MMX
Idade: 25 anos (27/09/1988)
7º colocado na Moto2 em 2013

nico_slideshow_169

O último ano de Nico Terol na Moto2 foi, sem dúvida, muito melhor que a temporada de estreia. O piloto do Team Aspar conseguiu três vitórias, realmente uma marca expressiva. Mas a irregularidade voltou a dar as cartas e, enquanto ele conseguia desempenhos excelentes, noutras provas ficava mais para trás e não pontuava. Com um total de quatro pódios, o piloto de 25 anos e 146 GPs no currículo – com um total de 16 vitórias – chegou ao fim do campeonato de 2013 em 7º lugar. Evidente que os planos são conquistar lugares mais além neste ano.

#19 XAVIER SIMÉON (Bélgica)
Equipe Federal Oil Gresini Moto2
Moto: Suter MMX
Idade: 24 anos (31/08/1989)
12º colocado na Moto2 em 2013

simeon_slideshow_169

Nascido na capital Bruxelas, o belga Xavier Siméon vai para seu quinto ano na Moto2, tentando alcançar algo melhor que o 12º lugar no Mundial de Pilotos ano passado, quando chegou ao seu primeiro e até hoje único pódio em Le Mans, na França. O piloto abandonou em seis corridas com sua Kalex, o que foi decisivo para um campeonato de altos e baixos. Nesta temporada, Siméon assinou com o competitivo time de Fausto Gresini e vai de Suter para a temporada 2014 da Moto2.

#21 FRANCO MORBIDELLI (Itália)
Equipe Italtrans Racing Team
Moto: Kalex Moto 2
Idade: 19 anos (04/12/1994)
Estreante no Mundial de Motovelocidade

21morbidellifranco_8gn_0428_slideshow_169

O sobrenome é italiano e ele nasceu na capital Roma. Mas dentro do macacão e do corpo de Franco Morbidelli pulsa um coração com raízes brasileiras. O piloto de apenas 19 anos vem para seu primeiro ano completo na Moto2, pela boa equipe Italtrans, na qual tem muito a aprender. Afinal, o seu colega de equipe é o veterano Julián Simón, com centenas de participações no Mundial de Motovelocidade. Franco teve uma experiência prévia ano passado na Moto2. Disputou três corridas e terminou todas. Foi 17º em Valência, 18º colocado em Motegi e vigésimo na estreia, em San Marino. Como não comprometeu, fez jus a uma vaga de titular em 2014. Vamos torcer para que Franco tenha uma temporada digna em seu ano de estreia, de fato.

#22 SAM LOWES (Grã-Bretanha)
Equipe SpeedUp
Moto: SpeedUp SF14
Idade: 23 anos (14/09/1990)
Estreante no Mundial de Motovelocidade

lowes-2_slideshow_169

Este é outro piloto cuja estreia é uma das mais aguardadas na temporada 2014. O britânico Sam Lowes, de 23 anos, vem de um título na competitiva classe Supersport 600cc e não deverá ter dificuldades de adaptação, embora os pneus de ambas as categorias – Supersport e Moto2 – sejam bem diferentes. Lowes tem como objetivo principal chegar o mais rápido possível à MotoGP e acredita que isso será possível. Neste ano, o britânico vai com a motocicleta italiana SpeedUp.

#23 MARCEL SCHRÖTTER (Alemanha)
Equipe Tech 3
Moto: Tech 3 Mistral 610
Idade: 21 anos (02/01/1993)
16º colocado na Moto2 em 2013

marcel-schrotter-tech-3-moto2

O alemão Marcel Schrötter até que não fez feio em sua primeira temporada na Moto2. Marcou pontos em onze das 17 provas do calendário, mas seu melhor resultado foi uma modesta décima posição na França. Pelo menos mostrou regularidade e conseguiu um bom contrato para 2014. Fechou com a Tech3, escuderia francesa sediada em Bourges, e vai competir com o quadro construído pelo time de Hervé Poncharal. Terminar entre os 15 primeiros é a meta.

#25 AZLAN SHAH (Malásia)
Equipe Idemitsu Honda Team Asia
Moto: Kalex Moto 2
Idade: 29 anos (01/10/1984)
Estreante no Mundial de Motovelocidade

MotoGP-2014-Moto2-Moto3-Tests-in-Valencia-Azlan-Shah-793x528-4203fba3a82f8003

Já perto dos 30 anos de idade, o malaio Azlan Shah teve uma boa oportunidade para estrear na Moto2, seguindo os passos de diversos outros pilotos do país e também da Tailândia e Indonésia. Substituindo o japonês Yuki Takahashi, que lesionou-se no meio do campeonato do ano passado, Shah fez seis provas e seu melhor resultado foi a 19ª posição na Austrália. Fará sua primeira temporada completa com um quadro Kalex, pela escuderia Idemitsu Honda Team Asia.

#30 TAKAAKI NAKAGAMI (Japão)
Equipe Idemitsu Honda Team Asia
Moto: Kalex Moto 2
Idade: 22 anos (09/02/1992)
8º colocado na Moto2 em 2013

nakagami-1024x643

O japonês Takaaki Nakagami é um dos principais favoritos ao título da Moto2 neste ano. Pelo menos é o que fazem crer seus excelentes desempenhos nos testes de pré-temporada, nos quais o piloto se deu muito bem com o time e a motocicleta – que aliás ele já conhecia da Italtrans, sua antiga equipe. No ano passado, Nakagami impressionou em várias corridas, liderou, foi muito rápido mas… não venceu nenhuma. Chegou quatro vezes – consecutivas – em 2º lugar, terminando o ano em oitavo. Como a expectativa que recai sobre ele é bastante grande, vamos ver se ele alcança algo melhor em 2014.

#36 MIKA KALLIO (Finlândia)
Equipe Marc VDS Racing
Moto: Kalex Moto 2
Idade: 31 anos (08/11/1982)
4º colocado na Moto2 em 2013

kallio_slideshow_169

Um dos mais experientes pilotos da Moto2 é o finlandês Mika Kallio. Presente regularmente no Mundial desde 2002, o finlandês de 31 anos foi duas vezes vice-campeão nas 125cc e 3º colocado na classe 250cc. Teve uma passagem não muito boa pela MotoGP, mas recuperou a auto-estima nas máquinas da Moto2. O piloto vai para a quarta temporada com o time belga Marc VDS, pelo qual venceu enfim pela primeira vez desde 2008, quando ainda estava na quarto de litro. Kallio ganhou o GP da República Tcheca, em Brno. Ao todo, somou quatro pódios, pontuou em 16 corridas e terminou em quarto lugar na classificação final.

#39 LUIS SALOM (Espanha)
Equipe Pons HP 40
Moto: Kalex Moto 2
Idade: 22 anos (07/09/1991)
3º colocado na Moto3 em 2013

img_2700lsalomdoingsonmeinstalllaps_slideshow_169

O espanhol Luis Salom, de 22 anos, foi um dos melhores pilotos que competiu na Moto3 na curta existência da categoria como substituta das 125cc. Em 34 corridas, venceu nove. Conquistou vinte pódios. Mas não foi campeão. As honras ficaram primeiro com Sandro Cortese e, depois, com Maverick Viñales, a quem enfrentará dentro da própria equipe. Uma disputa e uma temporada que promete muito para Salom.

#40 MAVERICK VIÑALES (Espanha)
Equipe Pons HP 40
Moto: Kalex Moto 2
Idade: 19 anos (12/01/1995)
Campeão da Moto3 em 2013

00 Jerez TEST pre 2014. 14 y 15 de noviembre de 2013;  m2, moto2

Mais um piloto com pinta de fenômeno do motociclismo espanhol. Explosivo, temperamental e competitivo, Maverick Viñales, do alto de seus 19 anos, é um perigo e talvez o nome a ser batido logo em seu ano de estreia na Moto2. Mesmo que não ganhe nada, o piloto de Figueres tem um longo caminho pela frente. Na Moto3, teve problemas com sua FTR Honda em 2012, abandonando o campeonato no fim e dando o título de bandeja para Sandro Cortese. Ano passado, a bordo da KTM do Team Calvo, Maverick foi o mais regular piloto do ano, com 15 pódios e três vitórias. Mereceu o título e, consequentemente, a vaga na Moto2 num dos times mais tradicionais da modalidade, o do antigo campeão – e ídolo – Sito Pons.

#45 TETSUTA NAGASHIMA (Japão)
Equipe Teluru Team JiR Webike
Moto: TSR 6
Idade: 21 anos (02/07/1992)
Estreante no Mundial de Motovelocidade

45nagashimatetsuta_img_1733_tetsuta-nagashima_slideshow_169

Novato japonês de 21 anos, que estreou na prova local ano passado, Tetsuta Nagashima vem da Superbike de seu país para estrear na Moto2 pela equipe JiR, com o único quadro TSR entre todos os inscritos. Sua confirmação no Mundial veio em virtude de uma tragédia com o pai do piloto Kohta Nozane, que faleceu. Nozane alegou impossibilidade de participar da temporada e foi substituído pelo compatriota. Não será fácil a tarefa do nipônico em competir, com exceção ao traçado de Motegi, em pistas totalmente desconhecidas para si.

#49 AXEL PONS (Espanha)
Equipe AGR Team
Moto: Kalex Moto 2
Idade: 22 anos (09/04/1991)
25º colocado na Moto2 em 2013

axel-pons-agr-moto2

Filho de Sito Pons, o piloto Axel Pons não herdou metade do talento do pai, que é um dos grandes ídolos do motociclismo espanhol e muito respeitado. Em sua quinta participação na Moto2, agora pela equipe Arguiñano & Ginés, Axel tem como melhor resultado na carreira apenas um 9º lugar em 2012, no GP do Japão, como melhor resultado. Na última temporada, pontuou três vezes, com uma 13ª posição (de novo no Japão) se sobressaindo em meio aos outros desempenhos do catalão. Marcou somente seis pontos. Dificilmente fará coisa melhor em 2014.

#53 ESTEVE RABAT (Espanha)
Equipe Marc VDS Racing
Moto: Kalex Moto 2
Idade: 24 anos (25/05/1989)
3º colocado na Moto2 em 2013

tito-rabat-marc-vds-racing-moto2-valencia-test

Destaque da pré-temporada com a moto da Marc VDS Racing, o espanhol Esteve “Tito” Rabat parece finalmente pronto para ser campeão na Moto2. Após uma ótima temporada com três vitórias, sete pódios e duas pole positions em 2013, quando terminou em 3º lugar, o piloto de 24 anos assinou com a equipe de Marc Van der Straeten para suceder o vice-campeão Scott Redding, que foi para a MotoGP. Parece que piloto e máquina estão em ótimo momento. Por isso, “Tito” está no rol dos favoritos ao título deste ano.

#54 MATTIA PASINI (Itália)
Equipe NGM Forward Racing
Moto: Forward KLX
Idade: 28 anos (13/08/1985)
15º colocado na Moto2 em 2013

img_2854mpasini_slideshow_169

E lá vai o italiano Mattia Pasini para mais uma temporada na Moto2, sem conseguir desencantar. Ausente do topo do pódio desde 2009, o piloto até disputou parte de um campeonato na MotoGP, contudo com resultados que o fizeram deixar sua antiga equipe antes do fim da temporada do ano retrasado. Regressou com a equipe NGM Forward Racing, conquistando como melhor resultado em 2013 um 6º lugar em Le Mans, na França. E só. Até marcou pontos 10 vezes, mas sempre em posições de pouco ou nenhum brilho. Dificilmente o veremos fazendo algo superior nesta temporada.

#55 HAFIZH SYAHRIN (Malásia)
Equipe Petronas Raceline Malasyia
Moto: Kalex Moto 2
Idade: 19 anos (05/05/1994)
29º colocado na Moto2 em 2013

55hafizhsyahrin_img_0008d_hafizhsyarhin_slideshow_169

O malaio Hafizh Syahrin chegou na Moto2 fazendo barulho logo em sua segunda corrida da vida, em 2012, no GP da Malásia. Com uma atuação monumental no traçado de Sepang, conquistou um impressionante 3º lugar – nada mal para um semiestreante. Ano passado, teve a chance de fazer quatro corridas, três delas substituindo pilotos lesionados. O piloto não brilhou tanto quanto da outra vez e fez um 15º lugar, pelo menos somando um pontinho que o deixou na tábua de classificação em 2013. Mas não se pode esperar muito de Syahrin. A temporada será de aprendizado para o piloto da equipe Petronas Raceline Malaysia.

#60 JULIÁN SIMÓN (Espanha)
Equipe Italtrans Racing Team
Moto: Kalex Moto 2
Idade: 25 anos (03/04/1987)
13º colocado na Moto2 em 2013

60simon_8gn_0537_slideshow_169

Julián Simón chega neste ano à sua quinta temporada na Moto2 tentando recuperar o prestígio perdido após o título conquistado nas 125cc em 2009 e o vice-campeonato da subclasse de 600cc quatro tempos em 2010. Seu último pódio na Moto2 foi em Indianápolis 2012 e o melhor resultado ano passado foi um quarto posto em Indianápolis. Pontuou em 12 corridas, mas seus resultados foram bastante modestos. Agora na Italtrans, ele vai trabalhar ao lado do ítalo-brasileiro Franco Morbidelli.

#70 ROBIN MULHAUSER (Suíça)
Equipe Technomag carXpert
Moto: Suter MMX
Idade: 22 anos (07/11/1991)
Estreante no Mundial de Motovelocidade

70mulhauserrobin_img_4537_robin-mulhauser_slideshow_169

Mais um suíço nas fileiras da Moto2: Robin Mulhauser, de 22 anos, chega para sua primeira temporada completa com a equipe Technomag carXpert e chassi Suter. Ano passado, ele disputou uma corrida como substituto do compatriota Randy Krummenacher, que se encontrava lesionado – mas não impressionou. Acabou em 23º lugar no GP de Aragão. Mas agora é o titular com a saída do próprio Krummenacher para outra escuderia. Não será um ano fácil para Mulhauser, diante das inevitáveis comparações de desempenho que serão feitas com o experiente Dominique Aegerter.

#77 DOMINQUE AEGERTER (Suíça)
Equipe Technomag carXpert
Moto: Suter MMX
Idade: 23 anos (30/09/1990)
5º colocado na Moto2 em 2013

77aegerter_img_5669_dominique-aegerter_slideshow_169

Uma das boas surpresas do ano passado na Moto2 foi a performance de Dominique Aegerter. O piloto da Suter #77 foi o mais regular da temporada. Marcou pontos em todas as corridas e ainda chegou ao primeiro pódio, com um 3º posto em Assen, na Holanda. Pautando seu desempenho por isso, conquistou um honroso 5º lugar ao fim da temporada. O piloto até gostaria de ir além, mas o plantel da categoria apresenta fortes concorrentes ao título. Dominique quer ser a grande surpresa de 2014. Será que consegue?

#81 JORDI TORRES (Espanha)
Equipe Mapfre Aspar Team Moto2
Moto: Suter MMX
Idade: 26 anos (27/08/1987)
10º colocado na Moto2 em 2013

81-jordi_torres_slideshow_169

Outro piloto que se afirmou bastante neste último ano dentro da Moto2 foi o espanhol Jordi Torres. Com três pódios, incluindo uma vitória no GP da Alemanha, o piloto de 26 anos conseguiu um convincente 10º lugar na classificação final do campeonato. Tais desempenhos o credenciam para fazer melhor neste ano, mas isto dependerá, logicamente, de mais regularidade. Torres não foi um pontuador constante entre os oito primeiros e isso poderá depor contra si em 2014.

#88 RICARD CARDÚS (Espanha)
Equipe Tech 3
Moto: Tech 3 Mistral 610
Idade: 26 anos (18/03/1988)
23º colocado na Moto2 em 2013

Ricky+Cardus+Moto2+Moto3+Tests+Day+3+YOwLH8Yg7hBl

Sobrinho do antigo piloto Carlos Cardús, Ricard “Ricky” Cardús só estará no grid da primeira etapa porque o titular da equipe Tech 3, o também espanhol Alex Marinelareña, lesionou-se na pré-temporada e não conseguirá se recuperar a tempo de competir no GP do Catar. Com 56 GPs no currículo, “Ricky”, de 26 anos, competiu de forma completa na última temporada com uma motocicleta SpeedUp e seu melhor resultado foi um razoável 12º lugar no GP da Austrália. Somou nove pontos e encerrou o campeonato na 23ª posição.

#94 JONAS FOLGER (Alemanha)
Equipe AGR Team
Moto: Kalex
Idade: 21 anos (13/08/1993)
5º colocado na Moto3 em 2013

Jonas_Folger_C_Gutierrezjpg

Antigo companheiro de equipe do brasileiro Eric Granado na Moto3, o alemão Jonas Folger, 5º colocado na última temporada, sobe para a Moto2 com a equipe Arguiñano & Gines, na esperança de manter o padrão mostrado nas últimas temporadas. Veloz e impetuoso, Folger é dos pilotos que mais flerta com o risco de graves acidentes. Tanto que acabou lesionado no correr a última temporada e perdeu a chance de brigar pelo título contra a matilha de rivais espanhóis na Moto3. Com 21 anos apenas, Folger soma 84 GPs disputados em todas as classes, com duas vitórias, 12 pódios e quatro pole positions.

#95 ANTHONY WEST (Austrália)
Equipe QMMF Racing Team
Moto: SpeedUp SF14
Idade: 32 anos (17/07/1981)
21º colocado na Moto2 em 2013

95west_img_4501_anthony-west_slideshow_169

Mais experiente piloto do grid da Moto2, com 32 anos de idade e presente em pelo menos uma corrida do Mundial de Motovelocidade desde 1998, o australiano Anthony West se meteu numa encrenca das boas. Em 2012, após um teste de urina no GP da França, em Le Mans, ele deu positivo para estimulantes. A Corte Arbitral do Esporte (TAS) decidiu por invalidar todos os resultados do piloto a partir daquela corrida até 19 de outubro do ano passado, o que mudou os destinos da classificação final de pilotos na Moto2 nesses dois últimos anos. West recebeu o perdão da FIM e ano passado apenas três de seus resultados pela QMMF Racing Team foram validados, sendo o melhor um 8º lugar no GP de Valência. Apesar da punição, West segue na equipe em 2014.

#96 LOUIS ROSSI (França)
Equipe SAG Team
Moto: Kalex Moto 2
Idade: 24 anos (23/06/1989)
24º colocado na Moto2 em 2013

96rossi_img_4918_luis-rossi_slideshow_169

Nascido em Le Mans, o francês Louis Rossi vai para seu segundo ano na Moto2. Ano passado, competiu com os compatriotas da Tech 3, mas não alcançou grandes desempenhos. Pontuou apenas duas vezes, com um 12º posto no GP da Holanda como seu melhor resultado. Dispensado da equipe de Hervé Poncharal, o piloto encontrou abrigo no SAG Team. Nada indica que fará algo para impressionar nossos olhos.

#97 ROMAN RAMOS (Espanha)
Equipe QMMF Racing Team
Moto: SpeedUp SF14
Idade: 23 anos (06/01/1991)
Estreante no Mundial de Motovelocidade

97ramosroman_8gn_0440_slideshow_169

Com cinco participações esparsas em provas da Moto2 desde 2010, o espanhol Roman Ramos, de 23 anos, não chegou a impressionar muito em suas corridas anteriores. Seu melhor resultado foi um 16º lugar na corrida de estreia, em Aragão. E foi tudo. Substituto do fraco indonésio Rafid Topan Sucipto na equipe financiada pela Federação de Motociclismo do Catar, Roman quer aprender e muito com o experiente Anthony West em sua primeira temporada completa na categoria.