Desaforados!

1379747_10153325271350182_1678374248_nRIO DE JANEIRO – Imagem “roubartilhada” do facebook do Ricardo Landi: o anúncio que poderia soar desaforado e que tecia loas ao massacre da Porsche nas 24h de Le Mans de 1983, com nove carros nos dez primeiros lugares. “Ninguém é perfeito”, diz a peça publicitária. Só que eles podiam se dar ao luxo de ser superiores a todo mundo. Na letrinha mais miúda, comemoravam que em 1982 fecharam as cinco primeiras posições. E lançavam o desafio para 1984: “No próximo ano, quem sabe?”

Há 30 anos, o carro #3 de Al Holbert/Vern Schuppan/Hurley Haywood, que na teoria era o mais fraco dos três inscritos pela equipe oficial Rothmans Porsche, foi quem venceu a corrida. Jacky Ickx, que tentava sua sétima conquista e fracassou, chegou em 2º, tendo Derek Bell como parceiro no #1.

A terceira posição, num carro inscrito pela Sonauto, foi de Philippe Alliot, Mario Andretti e Michael Andretti, que ainda nem tinha 20 anos de idade. Volkert Merl/Clemens Schickentanz/Mauricio de Narvaez (Sorga S. A.) chegaram em quarto e a 5ª posição foi de Rupert Keegan/Guy Edwards/John Fitzpatrick (Fitzpatrick Racing).

Em sexto, Stefan Johansson/Klaus Ludwig/Bob Wollek (Sorga S.A.), seguidos por Axel Plankenhorn/Jürgen Lässig/Desiré Wilson (Obermaier) e Jonathan Palmer/Jan Lammers/Richard Lloyd (Canon Racing).

Só aí em 9º é que veio o primeiro “não-Porsche” como a própria imagem diz: um Sauber C7-BMW guiado por Albert Naon/Tony Garcia/Diego Montoya – este último é o pai do piloto colombiano Juan Pablo Montoya. E por fim, em décimo, o nono Porsche guiado por Preston Henn/Jean-Louis Schlesser/Claude Ballot-Lena, também inscrito pela Fitzpatrick Racing.

Tempos em que a Porsche mandava e desmandava em Sarthe… não é à toa que a marca possui o maior número de vitórias na história das 24h de Le Mans.

Ainda.

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Título na Intersérie também é motivo de anúncio

E_Intersie-1974-MullerRIO DE JANEIRO –  Olha só o que achei navegando nos Googles da vida: um anúncio da Martini Racing publicado numa revista europeia, exaltando o título de Herbert Müller na Interserie, uma espécie de Can-Am Europeia.

O suíço guiou o monstruoso Porsche 917/30, o mesmo carro com que Mark Donohue ganhou a série estadunidense em 1973. Consta que Emerson Fittipaldi também andou numa prova da Interserie no mesmo ano de 1974 em que Müller foi campeão, e com o infame patrocínio da salsicharia Redlefsen ornamentando o protótipo.

De resto, vale dizer que, no auge da Interserie, entre 1970 e meados dos anos 90, os carros da marca de Stuttgart foram os que mais títulos conquistaram – quinze ao todo. A categoria começou a descaracterizar-se com a presença de velhos carros de Fórmula 1 transformados em protótipos com a adaptação de carenagens nas rodas e o interesse se esvaneceu.

O reencontro

RIO DE JANEIRO – Uma velha rivalidade volta à tona sob o pretexto do lançamento de um novo carro. A Ford convocou para garotos-propaganda do modelo Fusion Grand Prix dois campeões mundiais de Fórmula 1: ninguém menos que Nelson Piquet e Nigel Mansell.

Hoje foi divulgado no YouTube o primeiro vídeo da campanha, que vinha sendo ansiosamente esperado. Segundo meu brother Flávio Gomes, os dois foram levados ao Velopark para a gravação desta campanha em dezembro do ano passado.

Ao que consta, pois logicamente houve testemunhas, o tricampeão de 81/83/87 e o campeão de 92 e da Fórmula Indy em 93 andaram detonando alguns dos carros usados nas filmagens.

Promete ser divertido… e será que veremos alguma peça publicitária na televisão?

Só o tempo dirá.