2008 DKR: a arma da Peugeot para o Rali Dakar

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RIO DE JANEIRO – Quase duas décadas e meia após a última vitória da marca no Rali Dakar, a Peugeot apresentou oficialmente nesta terça-feira o carro com que a montadora francesa regressa à competição mais tradicional do mundo do off-road.

Com linhas futuristas e visual ultra agressivo, parecendo sair de um filme da saga Mad Max, o 2008 DKR será o carro que vem para tentar incomodar o domínio recente dos Mini All4Racing, com plataforma e motor BMW diesel. Ao contrário da rival, a Peugeot construirá absolutamente tudo: chassi, carroceria, motor e transmissão. Apenas os pneus e combustíveis são de empresas parceiras: a Michelin e a Total, leia-se Elf.

Os detalhes técnicos não foram ainda revelados. Sabe-se que o 2008 DKR é equipado com tração total nas quatro rodas, para poder driblar os inúmeros desafios das trilhas do Rali Dakar e será movido a diesel assim como os Mini. O novo carro já tem dois pilotos conhecidos: o espanhol Carlos “El Matador” Sainz e Cyril Després, que trocou as duas pelas quatro rodas após ganhar quatro vezes a competição entre os motociclistas.

Contudo, a Autosport, bíblia do automobilismo internacional, garante que Stéphane Peterhansel, o maior vencedor da história da competição, também fará parte da equipe num terceiro carro.

A ver.

ASO oficializa a rota do Rali Dakar 2015

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RIO DE JANEIRO – No último dia 1º de abril, a Amaury Sports Organisation (ASO), responsável pelo Rali Dakar, oficializou o percurso completo para a edição do evento em 2015, marcada para passar em três países da América do Sul – Argentina, Chile e Bolívia – em formato “laço”, com partida e chegada na capital Buenos Aires.

Após o levantamento feito pelo braço direito David Castera, o diretor de percurso do evento, Etienne Lavigne, o homem-forte do Dakar, fez o comunicado lá mesmo em Buenos Aires, onde o evento terá início em 4 de janeiro.

Serão 13 etapas e 14 dias de provas, com o formato inédito adotado de dois dias diferentes de descanso. Pilotos e navegadores de carros e caminhões terão o dia 10 de janeiro de 2015 como um dia de pausa nas trilhas. Já a jornada para pilotos de motos e quadriciclos será dia 12. Tudo em Iquique, no Chile.

Vamos ao percurso oficial do Rali Dakar 2015:

Largada promocional – 3 de janeiro
Buenos Aires (Plaza de Mayo)

1º dia – 4 de janeiro
Buenos Aires-Villa Carlos Paz (Córdoba)

2º dia – 5 de janeiro
Villa Carlos Paz (Córdoba)-San Juan

3º dia – 6 de janeiro
San Juan-Chilecito

4º dia – 7 de janeiro
Chilecito-Copiapó

5º dia – 8 de janeiro
Copiapó-Antofagasta

6º dia – 9 de janeiro
Antofagasta-Iquique

7º dia – 10 de janeiro
Iquique (descanso carros/caminhões); Iquique-Uyuni (motos/quads)

8º dia – 11 de janeiro
Iquique-Uyuni (carros/caminhões); Uyuni-Iquique (motos/quads)

9º dia – 12 de janeiro
Iquique (descanso motos/quads); Uyuni-Iquique (carros/caminhões)

10º dia – 13 de janeiro
Iquique-Calama

11º dia – 14 de janeiro
Calama-Salta

12º dia – 15 de janeiro
Salta-Termas de Río Hondo

13º dia – 16 de janeiro
Termas de Río Hondo-Rosario

14º dia – 17 de janeiro
Rosario-Buenos Aires

O novo rugido do Leão

RIO DE JANEIRO – Quatro vezes campeã do Rali Dakar no fim dos anos 80 e início dos 90, a Peugeot está de volta ao desafio do maior evento off-road do mundo. A reboque do anúncio do percurso da prova para o ano de 2015, a montadora francesa, hoje pertencente ao grupo PSA, confirmou que está montando uma super equipe para derrotar a Mini e seu All4Racing, com mecânica e plataforma BMW diesel.

Após o grande sucesso da marca nas competições de Rali de Velocidade, nos áureos e perigosos tempos dos carros do chamado Grupo B, no qual a tragédia com Henri Toivonen/Sergio Cresto no Tour de Corse fez a montadora se direcionar ao Rali Dakar, a Peugeot foi a grande dominadora desta prova entre 1987 e 1990. Um redivivo Ari Vatanen, que sobrevivera a um pavoroso acidente no Rali da Argentina de 1986, venceu pela primeira vez a prova com um Peugeot 205 T16, carro substituído pelo 405 T16 no ano seguinte, ganho por outro finlandês, Juha Kankkunen. Vatanen venceu no polêmico ano de 1989 e também em 1990, ano em que a marca direcionou seus investimentos para a construção de um protótipo de Endurance e abandonou os ralis.

Agora, praticamente 25 anos após a última vitória, ouve-se ao longe o rugido do Leão. Segundo a imprensa francesa, a Total (leia-se Elf) e a Red Bull estão abraçando o projeto, do qual já faz parte “El Matador” Carlos Sainz, o primeiro piloto oficialmente anunciado e com um contrato de três anos com a Peugeot. Tudo indica que vem por aí um supertime, pois Stéphane Peterhansel, insatisfeito com o resultado do Rali Dakar neste ano, pode trocar a Mini pelo construtor francês. Aliás, pensou-se que Peter, onze vezes campeão do Dakar em motos e carros, seria o primeiro anunciado – mas até agora não houve um acerto oficial.

A surpresa, contudo, é a confirmação de Cyril Despres como novo piloto Peugeot nos carros. O francês de 39 anos deixa as motocicletas, que o fizeram ser campeão do Dakar em cinco oportunidades (2005, 2007, 2010, 2012 e 2013), numa mudança previsível – posto que vários pilotos de moto passam das duas às quatro rodas. O que é surpresa é a vinda de Despres após assinar um contrato para desenvolver a Yamaha e tentar devolver a marca dos três diapasões ao topo do pódio. Neste ano, o francês chegou em 4º lugar, atrás de Marc Coma, Jordi Viladoms e Olivier Pain – que pelo visto passa a ser o principal piloto da Yamaha nas motocicletas.

ASO anuncia percurso do Rali Dakar 2015

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RIO DE JANEIRO – A sétima edição do Rali Dakar em território sul-americano já tem percurso conhecido. A Amaury Sports Organisation (ASO) anunciou hoje em Paris, na França, a rota da maior competição off-road do planeta. Tal como neste ano, os competidores passarão por Argentina, Bolívia e Chile – mas com substanciais mudanças em relação a 2014.

A começar que a largada volta à capital da Argentina. Buenos Aires recebe os veículos das quatro categorias em disputa – carros, motos, caminhões e quadriciclos – com a largada promocional marcada para 3 de janeiro em frente à Casa Rosada, sede do governo, na Praça de Maio. O Rali Dakar propriamente dito inicia no dia seguinte e vai até 17 de janeiro.

Desta vez, a ASO programou quatro etapas em solo boliviano – neste ano foram apenas duas especiais no país governado por Evo Morales – no que indica um maior investimento deles na passagem do Rali Dakar naquele território. Em 2015, ao contrário do que aconteceu na última edição, carros e caminhões vão fazer trechos cronometrados na Bolívia.

E como parte de uma nova rota, a organização anunciou também a separação do chamado Rest Day, o dia de descanso, em duas partes. Carros e caminhões numa ocasião (10 de janeiro), motos e quadriciclos noutra (dois dias depois). A ASO também bateu o martelo quanto à realização de etapas maratona. Haverá especiais do gênero para todas as categorias, desta vez.

Após a passagem por Iquique, os competidores sobem rumo ao norte do Chile e depois atravessam a Bolívia de volta ao território argentino. A chegada será também em Buenos Aires.

A equipe da organização, chefiada por David Castera, vai começar o trabalho de levantamento de percurso e em breve será revelada a rota definitiva do Rali Dakar 2015, que terá cerca de 9 mil km percorridos em duas semanas no território sul-americano.

Time forte

RIO DE JANEIRO – Informa a turma do site da revista francesa Auto Hebdo que a Peugeot não está para brincadeiras com relação ao projeto de uma equipe para desafiar a Mini no Rali Dakar 2015.

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Após a contratação do multicampeão Stéphane Peterhansel, os gauleses fecharam com ninguém menos que Carlos Sainz. “El Matador”, de 51 anos, assinou por um período de três anos, conforme as informações vindas da Europa. Não se sabe ainda sobre o futuro do espanhol dentro da Volkswagen, com quem tem um contrato de conselheiro desportivo para o programa do WRC, no qual a marca alemã foi campeã com seu modelo Polo em 2013 e lidera o campeonato deste ano.

O site informa, também, que o próximo alvo da Peugeot Sport será Giniel De Villiers, que representa a Toyota. Isto se Sébastien Loeb não for convencido a enfrentar o desafio, o que tornará o time um dos mais fortes da história do Dakar.

Escândalo: caminhão de assistência do Rali Dakar traficava cocaína

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RIO DE JANEIRO – Um caminhão de assistência do Rali Dakar foi usado para tráfico de drogas. O veículo da equipe espanhola Epsilon foi detido na França, no porto de Le Havre, no Canal da Mancha, na maior apreensão de narcóticos da história daquele país: ele levava nada menos que 1,4 tonelada de cocaína, escondida nos jogos de pneus que estavam na parte de carga do caminhão-assistência que viajaria a caminho da Espanha, sede da escuderia que disputou o evento no último mês de janeiro na América do Sul e saiu de Valparaíso, no Chile, rumo à Europa.

Foram detidas também cinco pessoas – dois búlgaros, que a polícia suspeita serem os ‘cabeças’ do tráfico de cocaína – e três espanhóis, entre eles o chefe de equipe David Oliveras, que disputou algumas vezes o Rali Dakar como piloto, tendo conseguido o 8º lugar geral na categoria dos caminhões, em 2010.

Segundo o portal do jornal “El Mundo”, a justiça chilena já abriu uma investigação para apurar em que circunstâncias o caminhão que acompanhara todo o Rali Dakar conseguiu sair do porto de Valparaíso carregado com tanta droga.

A carga é avaliada em € 270 milhões, cerca de US$ 371 milhões. Trocando em miúdos, R$ 872,5 milhões na nossa moeda. É dinheiro pra burro…

Depois dessa, será muito difícil que a equipe Epsilon volte a disputar o Rali Dakar. Alguém tem dúvidas quanto a isso?

Adendo: segundo o bróder Dú Cardim, não é novidade o envolvimento de veículos de apoio com tráfico no Rali Dakar. Em 2010, um caminhão de apoio foi igualmente apreendido com uma carga de 800 kg de cocaína, afora 15 mil pílulas de ecstasy, uma boa quantidade de haxixe e armas. A carga ilegal saiu da Argentina e tinha como destino o balneário de Ibiza – mas acabou apreendida pela polícia em Bilbao, nos países bascos. Na época, sete envolvidos na operação foram presos.

Karginov confirma primeiro título nos caminhões

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RIO DE JANEIRO – O exército russo volta a sobressair no Rali Dakar entre os caminhões, os “monstros” do deserto. Com seu Kamaz 4326, o piloto Andrey Karginov, ao lado dos tripulantes IAndrey Mokeev e Igor Devyatkin conquistou o quinto título para a marca em seis provas disputadas na América do Sul. Foi também o primeiro troféu para Karginov na classificação geral.

A vitória no último dia de prova, nos 157 km entre La Serena e Valparaíso, foi do Tatra da trinca formada por Ales Loprais, Serge Bruynkens e Radim Pustejovsky, com o segundo lugar conquistado por Gerard De Rooy, Tom Colsoul e Darek Rodewald. Na trilha, bem que a trinca do Iveco “bicudo” fez sua parte e conseguiu reduzir a diferença para os rivais – insuficiente, porém, para virar o jogo. Karginov e cia. chegaram em 7º lugar e a diferença entre eles foi a menor deste Rali Dakar – apenas 3min11seg.

A categoria dos caminhões foi a que apresentou o melhor índice técnico: 50 dos 82 “brutos” que largaram em Rosário no dia 5 de janeiro terminaram a competição em Valparaíso.

Classificação na 13ª etapa La Serena-Valparaíso:

1º Loprais/Bruynkens/Pustejovsky (Tatra) – 2h17min37seg
2º De Rooy/Colsoul/Rodewald (Iveco) – 2h20min02seg
3º Nikolaev/Yakovlev/Rybakov (Kamaz) – 2h20min30seg
4º Stacey/Ruf/Der Kinderen (Iveco) – 2h21min59seg
5° Adua/Marco Alcayna/Torres (Iveco) – 2h22min02seg
6º Viazovich/Neviarovich/Haranin (MAZ) – 2h23min30seg
7º Karginov/Mokeev/Devyatkin (Kamaz) – 2h24min16seg
8º Sotnikov/Mizyukaev/Aferin (Kamaz) – 2h25min08seg
9º Vasilievski/Kazlouski/Zaparoschanka (MAZ) – 2h25min18seg
10º Shibalov/Amatych/Khisamiev (Kamaz) – 2h25min50seg

Classificação Final:

1º Karginov/Mokeev/Devyatkin – 55h00min28seg
2º De Rooy/Colsoul/Rodewald – 55h03min39seg
3º Nikolaev/Yakovlev/Rybakov – 56h35min20seg
4º Sotnikov/Mizyukaev/Aferin – 58h22min38seg
5º Shibalov/Amatych/Khisamiev – 59h37min53seg
6º Loprais/Bruynkens/Pustejovsky – 60h04min29seg
7º Stacey/Ruf/Der Kinderen – 60h15min25seg
8º Kuipers/Torrallardona/Van der Vaet – 61h31min36seg
9º Van Vliet/Pronk/Klein – 62h07min21seg
10º Vila Roca/Colomé Roqueta/Van Eerd – 62h54min03seg

Dez anos depois, Roma finalmente vence nos carros

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RIO DE JANEIRO – Valeu a espera. Dez anos depois de ganhar o Rali Dakar entre os motociclistas, o espanhol Joan “Nani” Roma leva o título da competição na categoria dos carros, após uma intensa disputa interna com o francês Stéphane Peterhansel – que infelizmente contou com a interferência externa dos dirigentes do Team X-Raid para que a situação se decidisse em favor do piloto e do navegador francês Michel Périn.

Provavelmente disputando seu último Rali Dakar pelo time de Sven Quandt, Peterhansel, que ontem havia assumido a liderança geral da categoria dos carros por apenas 26 segundos, fez mesmo o jogo de equipe a favor de Roma. Com o 13º lugar na etapa e o espanhol chegando em quarto, Roma sagrou-se campeão por 5min38seg de vantagem.

A vitória no último dia de provas foi da Toyota, que conseguiu enfim um resultado de consolo após uma difícil prova para Giniel De Villiers/Dirk Von Zitzewitz. Os dois foram os únicos a se imiscuir no meio do exército Mini (além de Carlos Sainz, claro), vencendo na subcategoria T1.1, para carros derivados de veículos de produção de série com tração total e movidos a gasolina. Era nessa categoria que estavam os Mitsubishi ASX das duas duplas brasileiras, que infelizmente abandonaram.

A Mini, inclusive, teve sete carros entre os 10 primeiros na classificação final e mais quatro chegando ao final. Só um dos 12 carros inscritos não terminaram a disputa. Além dos sete Mini, dois Toyota e um Great Wall Haval figuraram no top 10 final. Ao todo, 62 carros conseguiram terminar a prova em Valparaíso.

Classificação na 13ª etapa La Serena-Valparaíso:

1º Giniel De Villiers/Dirk Von Zitzewitz (Toyota) – 1h57min07seg
2º Krzyzstof Holowczyc/Konstantin Zhiltsov (Mini) – 1h57min30seg
3º Vladimir Vasilyev/Vitaly Yevtekhov (Mini) – 1h57min48seg
4º Nani Roma/Michel Périn (Mini) – 1h58min47seg
5º Orly Terranova/Paulo Fiuza (Mini) – 1h59min00seg
6º Christian Lavieille/Jean-Pierre Garcin (Haval) – 2h00min04seg
7º Federico Villagra/Jorge Pérez-Companc (Mini) – 2h00min16seg
8º Martin Kaczmarski/Filipe Palmeiro (Mini) – 2h01min52seg
9º Nasser Al-Attiyah/Lucas Cruz Senra (Mini) – 2h01min58seg
10º Boris Garafulic/Gilles Picard (Mini) – 2h04min06seg

Classificação Final:

1º Roma/Périn – 50h44min58seg
2º Peterhansel/Cottret – 50h50min36seg
3º Al-Attiyah/Cruz Senra – 51h41min50seg
4º De Villiers/Von Zitzewitz – 52h04min05seg
5º Terranova/Fiuza – 52h12min42seg
6º Holowczyc/Zhiltsov – 54h40min40seg
7º Dabrowski/Czachor – 56h19min23seg
8º Lavieille/Garcin – 56h20min48seg
9º Kaczmarski/Palmeiro – 57h43min10seg
10º Vasilyev/Yevtekhov – 57h44min32seg

Chave de ouro: Casale vence e faz a alegria da torcida chilena

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RIO DE JANEIRO – Pela primeira vez, o Chile tem um campeão no Rali Dakar. E para quem pensava que seria o motociclista Francisco “Chaleco” López, as honras acabaram com Ignácio Casale. O piloto do Team Tamarugal reinou absoluto nas trilhas desde que o grande favorito Marco Patronelli abandonou a disputa dos quadriciclos após um sério acidente na 3ª etapa. Casale só teve algum trabalho com o uruguaio Sergio Lafuente, mas este também ficou pelo caminho, facilitando o trabalho do piloto sul-americano.

Para coroar a histórica e inédita conquista de um piloto do país, Casale venceu a última etapa disputada hoje entre La Serena e Valparaíso, com o tempo de 2h11min37seg e levando seus fãs à loucura. Na soma dos tempos, ele derrotou o polonês Rafal “Super” Sonik por 1h26min49seg. Não foi dessa vez que um europeu foi campeão e lá se vão cinco anos desde que Josef Machacek levou o caneco para a República Tcheca.

O holandês Sebastian Husseini fez um bom Rali e apesar de enfrentar alguns problemas conseguiu ainda a 3ª posição final, à frente do representante do Catar Mohammad Abu-Issa e de outro chileno, Victor Gallegos, o melhor estreante da competição na categoria. O garoto Jeremías Gonzalez Ferioli, de 18 anos apenas, mostrou valentia e terminou num ótimo 6º lugar.

A italiana Camelia Liparoti também chegou ao fim, na 13ª colocação entre quinze competidores que terminaram a prova – o último deles foi o argentino Eugenio Favre, o mesmo que apareceu num dos boletins do Rali exibidos pelo Fox Sports soldando o braço oscilante da suspensão de seu quadriciclo, na Bolívia. O tempo final dele: 141h48min20seg.

Classificação na 13ª etapa La Serena-Valparaíso:

1º Ignácio Casale (Yamaha) – 2h11min37seg
2º Sebastian Husseini (Honda) – 2h12min31seg
3º Rafal Sonik (Yamaha) – 2h14min44seg
4º Victor Manuel Gallegos (Honda) – 2h16min18seg
5º Sergey Karyakin (Yamaha) – 2h20min24seg
6º Jeremías Gonzalez Ferioli (Yamaha) – 2h21min09seg
7º Alexis Hernandez (Yamaha) – 2h22min15seg
8º Santiago Hansen (Yamaha) – 2h22min31seg
9º Mohammad Abu-Issa (Honda) – 2h22min42seg
10º Nelson Sanabria Galeano (Yamaha) – 2h24min18seg

Classificação Final:

1º Ignácio Casale – 68h28min04seg
2º Rafal Sonik – 69h29min53seg
3º Sebastian Husseini – 74h08min28seg
4º Mohammad Abu-Issa – 78h35min15seg
5º Victor Manuel Gallegos – 78h51min45seg
6º Jeremías Gonzalez Ferioli – 80h18min21seg
7º Sergey Karyakin – 84h08min05seg
8º Daniel Mazzucco – 86h15min52seg
9º Santiago Hansen – 86h19min49seg
10º Daniel Domaszewski – 88h53min17seg

Quatro vezes Coma

MOTORSPORT -  DAKAR 2014 PART 2

RIO DE JANEIRO – O espanhol Marc Coma deu o que se chama de “volta por cima”, após não disputar o Rali Dakar no ano passado em decorrência de uma contusão. O piloto da KTM chegou ao quarto título dele na competição, o 13º do construtor austríaco entre as motocicletas.

Com uma vantagem muito confortável em relação ao vice-líder e “mochileiro” do piloto, o catalão Jordi Viladoms, Coma nem precisou terminar entre os dez primeiros na última etapa. Correu com cautela nos 157 km da especial entre La Serena e Valparaíso, chegando à terra do poeta Pablo Neruda em 18º, resultado mais do que suficiente para lhe dar a taça de campeão na categoria.

O piloto não esqueceu de Kurt Caselli, seu substituto no Rali Dakar do ano passado e que morreu após um acidente na Baja 1000 ano passado, nos EUA. “De algum lugar, onde quer que esteja, Kurt nos ajudou muito”, comentou Coma.

A vitória na última especial, a 13ª desta edição 2014 do evento, foi do espanhol Joan Barreda Bort, que se converteu no maior vencedor de especiais nas motos – cinco. O piloto perdeu um vice-campeonato certo na penúltima especial, com problemas elétricos decorrentes de um dos muitos tombos que sofreu ao longo da competição. Barreda mostrou que é um excelente piloto. Só precisa ter paciência – o que Coma, pelo visto, tem de sobra.

Com o tempo de 1h59min24seg, o piloto da Honda completou a etapa quarenta segundos à frente de Olivier Pain, que assim se converteu no 3º colocado na classificação geral, superando ninguém menos que Cyril Despres, que acabou mesmo em quarto, à frente do português Hélder Rodrigues, na soma dos tempos.

Outros destaques deste Dakar foram o 6º lugar do polonês Kuba Przygonski e a oitava posição do chileno Daniel Gouet, que foi o melhor piloto sul-americano na classificação geral. A espanhola Laia Sanz também deu show, terminando em décimo-sexto na geral e reinando absoluta entre as mulheres que participaram da prova. Ao todo, 78 motociclistas conseguiram terminar o Rali em 2014.

Classificação na 13ª etapa La Serena-Valparaíso:

1º Joan Barreda Bort (Honda) – 1h59min24seg
2º Olivier Pain (Yamaha) – 2h00min24seg
3º Hélder Rodrigues (Honda) – 2h01min07seg
4º Juan Pedrero Garcia (Sherco) – 2h01min19seg
5º Cyril Despres (Yamaha) – 2h02min14seg
6º Jordi Viladoms (KTM) – 2h03min15seg
7º Michael Metge (Yamaha) – 2h03min52seg
8º Daniel Gouet (Honda) – 2h04min01seg
9º Kuba Przygonski (KTM) – 2h05min00seg
10º David Casteu (KTM) – 2h07min04seg

Classificação Final:

1º Marc Coma – 54h50min53seg
2º Jordi Viladoms – 56h43min20seg
3º Olivier Pain – 56h50min56seg
4º Cyril Despres – 56h56min31seg
5º Hélder Rodrigues – 57h02min02seg
6º Kuba Przygonski – 57h22min39seg
7º Joan Barreda Bort – 57h44min54seg
8º Daniel Gouet – 58h01min27seg
9º Stefan Svitko – 58h41min03seg
10º David Casteu – 58h49min02seg

De Rooy vence como prêmio de consolação e Karginov segue líder

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RIO DE JANEIRO – A uma etapa do fim do Rali Dakar 2014, o holandês Gerard De Rooy conseguiu mais uma vitória com seu Iveco “bicudo” na especial entre El Salvador e La Serena. Insuficiente, contudo, para tirar a diferença que o separava do líder geral Andrey Karginov. O russo da Kamaz foi superado por apenas 31 segundos e a diferença entre eles é de 7min25seg no agregado dos tempos.

Edouard Nikolaev, campeão do Dakar no ano passado, conserva seu 3º lugar na geral perdendo 3min18seg para De Rooy ao longo do dia. A desvantagem dele é superior a uma hora e meia e sua vantagem para Dmitry Sotnikov, quarto na geral, é bem confortável.

O tcheco Ales Loprais, que vinha em espiral ascendente na classificação com seu Tatra, ficou encalhado nas dunas durante a etapa, perdendo precioso tempo – 2h53min15seg, para ser mais exato. Com o resultado, o piloto e sua tripulação caíram para sexto na geral, atrás de Sotnikov e Anton Shibalov.

Siarhei Viazovich fez sua melhor especial com o caminhão MAZ, completando a etapa em sexto, seguido por Hans Stacey. Aleksandr Vasilievski, outro bielorusso em mais um MAZ, chegou em oitavo. Pep Vila Roca e Wuifert Van Ginkel completaram os dez melhores do dia.

Classificação na 12ª etapa El Salvador-La Serena:

1º De Rooy/Colsoul/Rodewald (Iveco) – 4h10min24seg
2º Karginov/Mokeev/Devyatkin (Kamaz) – 4h10min55seg
3º Nikolaev/Yakovlev/Rybakov (Kamaz) – 4h13min42seg
4º Shibalov/Amatych/Khisamiev (Kamaz) – 4h21min03seg
5º Sotnikov/Mizyukaev/Aferin (Kamaz) – 4h21min54seg
6º Viazovich/Neviarovich/Haranin (MAZ) – 4h31min02seg
7º Stacey/Ruf/Der Kinderen (Iveco) – 4h40min59seg
8º Vasilievski/Kazlouski/Zaparoshchanka (MAZ) – 4h48min40seg
9º Vila Roca/Colomé Roqueta/Van Eerd (Iveco) – 4h51min26seg
10º Van Ginkel/Kupper/Van Donkelaar (Ginaf) – 4h54min07seg

Classificação Geral:

1º Karginov/Mokeev/Devyatkin – 52h36min12seg
2º De Rooy/Colsoul/Rodewald – 52h43min37seg
3º Nikolaev/Yakovlev/Rybakov – 54h14min50seg
4º Sotnikov/Mizyukaev/Aferin – 55h57min30seg
5º Shibalov/Amatych/Khisamiev – 57h17min03seg
6º Loprais/Bruynkens/Pustejovsky – 57h46min52seg
7º Stacey/Ruf/Der Kinderen – 57h53min26seg
8º Kuipers/Torrallardona/Van der Vaet – 59h01min02seg
9º Van Vliet/Pronk/Klein – 59h40min58seg
10º Vila Roca/Colomé Roqueta/Van Eerd – 60h27min22seg

Casale muito perto do título nos quads

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RIO DE JANEIRO – Mais uma vitória para a conta: o chileno Ignácio Casale levou a melhor na penúltima especial do Rali Dakar nos quadriciclos. O piloto do Team Tamarugal conduziu muito bem a sua Yamaha 700 com a competência de sempre e levou a melhor nos 349 km de El Salvador a La Serena. Ele completou o trecho cronometrado em 5h05min18seg.

Com o abandono do uruguaio Sergio Lafuente, ocorrido na 11ª etapa, Casale fica cada vez mais próximo do título. O piloto tem mais de 1h20min de vantagem para o polonês Rafal Sonik, que herdou a segunda colocação e foi o quarto na especial desta sexta-feira, a 19min10seg.

O holandês Sebastian Husseini chegou em segundo na especial, seguido pelo russo Sergey Karyakin. Victor Gallegos, que fez a dobradinha com Casale no último estágio, terminou em quinto, seguido por Mohammad Abu-Issa, Mauro Almeida, Santiago Hansen, Daniel Domaszewski e Jeremías González Ferioli.

Classificação na 12ª etapa El Salvador-La Serena:

1º Ignácio Casale (Yamaha) – 5h05min08seg
2º Sebastian Husseini (Honda) – 5h10min13seg
3º Sergey Karyakin (Yamaha) – 5h22min21seg
4º Rafal Sonik (Yamaha) – 5h24min18seg
5º Victor Manuel Gallegos (Honda) – 5h29min50seg
6º Mohammad Abu-Issa (Honda) – 5h43min51seg
7º Mauro Almeida (Yamaha) – 5h47min45seg
8º Santiago Hansen (Yamaha) – 5h58min11seg
9º Daniel Domaszewski (Honda) – 6h01min38seg
10º Jeremias Gonzalez Ferioli (Yamaha) – 6h08min02seg

Classificação Geral:

1º Ignácio Casale – 66h16min27seg
2º Rafal Sonik – 67h40min09seg
3º Sebastian Husseini – 71h55min07seg
4º Mohammad Abu-Issa – 76h12min33seg
5º Victor Manuel Gallegos – 76h35min27seg
6º Jeremias Gonzalez Ferioli – 77h57min12seg
7º Sergey Karyakin – 81h17min41seg
8º Daniel Mazzucco – 83h48min56seg
9º Santiago Hansen – 83h57min18seg
10º Daniel Domaszewski – 86h27min44seg

Chutando o balde: Peterhansel vence penúltima etapa e assume a ponta nos carros

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RIO DE JANEIRO – Ordem de equipe? Nani Roma na liderança? Stéphane Peterhansel pelo visto fez que não era com ele. Chateado com a decisão do Team X-Raid em preservar as posições e levar a Mini à vitória, independentemente do piloto em questão, o francês deu de ombros para o que ficou acordado fora da trilha e venceu a 12ª etapa do Rali Dakar nos carros, entre El Salvador e La Serena.

Pena que esse triunfo, o 65º do Monsieur Dakar em especiais ao longo de toda sua carreira, ampliando o recorde batido há poucos dias e que pertencia a Vladmir Chagin, esteja em segundo plano diante da polêmica acerca do jogo de equipe. Mas há algo nos bastidores que pode se confirmar muito em breve: Peterhansel estaria insatisfeito com tudo isso e resolveu, como se diz no popular, “chutar o balde” porque há quem diga que ele está vinculado a um programa da Peugeot para a reestreia da marca no Rali em 2015. A ver…

Certo é que o francês, que tinha 5min32seg de desvantagem para Nani Roma, cruzou com 5min58seg de vantagem para o espanhol, que não teve qualquer tipo de problema ao longo da etapa e agora está apenas 26 segundos atrás do novo líder. E aí: dá Roma ou Peterhansel, amanhã? Cartas para a redação.

Nasser Al-Attiyah e seu navegador Lucas Cruz Senra confirmaram a ótima fase, completando em 2º na etapa a 3min38seg de Peterhansel/Cottret. Giniel De Villiers foi o quarto, consolidando a liderança da Toyota na categoria T1.1, onde ele domina absoluto desde o início do Rali. Krzysztof Holowczyc chegou em 5º e Ronan Chabot mais uma vez foi bem com o buggy SMG, com a sexta posição.

O chileno Boris Garafulic, com mais um Mini All4Racing, foi o melhor sul-americano na trilha: 7º colocado, seguido por Lucio Álvarez, Orly Terranova e Christian Lavieille.

Classificação na 12ª etapa El Salvador-La Serena:

1º Stéphane Peterhansel/Jean-Paul Cottret (Mini) – 3h38min19seg
2º Nasser Al-Attiyah/Lucas Cruz Senra (Mini) – 3h41min57seg
3º Nani Roma/Michel Périn (Mini) – 3h44min17seg
4º Giniel De Villiers/Dirk Von Zitzewitz (Toyota) – 3h49min07seg
5º Krzyzstof Holowczyc/Konstantin Zhiltsov (Mini) – 3h56min25seg
6º Ronan Chabot/Gilles Pillot (SMG) – 3h56min43seg
7º Boris Garafulic/Gilles Picard (Mini) – 4h03min45seg
8º Lucio Álvarez/Bernardo Graue (Ford) – 4h04min34seg
9º Orly Terranova/Paulo Fiuza (Mini) – 4h08min09seg
10º Christian Lavieille/Jean-Pierre Garcin (Haval) – 4h09min28seg

Classificação Geral:

1º Peterhansel/Cottret – 48h45min45seg
2º Roma/Périn – 48h46min11seg
3º Al-Attiyah/Cruz Senra – 49h39min52seg
4º De Villiers/Von Zitzewitz – 50h06min58seg
5º Terranova/Fiuza – 50h13min42seg
6º Holowczyc/Zhiltsov – 52h43min10seg
7º Dabrowski/Czachor – 54h11min54seg
8º Lavieille/Garcin – 54h20min44seg
9º Kaczmarski/Palmeiro – 55h41min18seg
10º Vasilyev/Yevtekhov – 55h46min44seg

Despres fatura 12ª etapa; Coma se preserva e Barreda sofre acidente

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RIO DE JANEIRO (atualizado 16h33) – A penúltima etapa do Rali Dakar trouxe mudanças profundas na classificação geral entre os motociclistas, pelo menos até o momento desta postagem. Com 349 km cronometrados entre El Salvador e La Serena, o percurso com muitas variações de altitude e dentro do Deserto do Atacama, foi mais um dos desafios propostos pelo ASO para a competição em 2014.

O francês Cyril Despres reinou absoluto na trilha. Venceu a especial com o tempo de 3h58min18seg, pouco mais de dois minutos adiante de Marc Coma. O espanhol, inclusive, optou pela troca do motor usado desde o início da competição para evitar uma quebra desnecessária. Acabou punido com um acréscimo de tempo de 15 minutos, o que diante dos 52 que tinha de vantagem para Joan Barreda, não se revelou uma desvantagem. O piloto da KTM continua com a situação sob controle: chegou em segundo na penúltima etapa, a 2min17seg do vencedor.

Para melhorar ainda mais a situação de Coma, o espanhol Joan Barreda Bort, que venceu quatro especiais e vinha numa sólida vice-liderança, sofreu uma queda durante a etapa de hoje e destruiu sua Honda CRF450. A muito custo, o piloto conseguiu chegar ao fim da especial: chegou a 2h29min15seg do vencedor. Com este resultado, ele cai da vice-liderança para o sétimo posto na geral. Após tantos acidentes sofridos no Rali Dakar, este lhe custou caro. Muito caro.

Voltando à etapa, o português Hélder Rodrigues chegou em 4º a 7min21seg de Despres. Como sua vantagem para o rival da Yamaha não era tão grande, o francês superou o piloto da Honda e ainda pode sonhar com um lugar no pódio – isto se Joan Barreda Bort perder mais horas a caminho de La Serena. Despres sobe por enquanto para 4º na geral.

Jordi Viladoms fechou em 5º e com a etapa ruim de Barreda, pode fechar o dia como o novo vice-líder geral, mas a quase duas horas de Coma. O chileno Daniel Gouet fez uma excelente etapa, chegando em 6º lugar a 9min52seg de Despres. Kuba Przygonski foi o 7º colocado, seguido por David Casteu, Ivan Jakes e Javier Pizzolito.

A espanhola Laia Sanz foi novamente muito bem: ela chegou em 12º lugar na etapa e está em 16º na classificação geral.

Classificação na 12ª etapa El Salvador-La Serena:

1º Cyril Despres (Yamaha) – 3h58min18seg
2º Marc Coma (KTM) – 4h00min35seg
3º Olivier Pain (Yamaha) – 4h04min11seg
4º Hélder Rodrigues (Honda) – 4h05min39seg
5º Jordi Viladoms (KTM) – 4h07min28seg
6º Daniel Gouet (Honda) – 4h08min10seg
7º Kuba Przygonski (KTM) – 4h09min03seg
8º David Casteu (KTM) – 4h09min21seg
9º Ivan Jakes (KTM) – 4h10min22seg
10º Javier Pizzolito (Honda) – 4h11min07seg

Classificação Geral:

1º Marc Coma – 52h40min16seg
2º Jordi Viladoms – 54h40min05seg
3º Olivier Pain – 54h50min32seg
4º Cyril Despres – 54h54min17seg
5º Hélder Rodrigues – 55h00min55seg
6º Kuba Przygonski – 55h17min39seg
7º Joan Barreda Bort – 55h45min10seg
8º Daniel Gouet – 55h57min26seg
9º Stefan Svitko – 56h33min01seg
10º David Casteu – 56h41min58seg

Filme repetido

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RIO DE JANEIRO – A notícia de que a Mini “ordenou” que as posições de Nani Roma e Stéphane Peterhansel sejam mantidas até o fim do Rali Dakar no próximo sábado em Valparaíso – após o francês reduzir a diferença entre eles de quase meia hora no cronômetro para pouco mais de dois minutos, subindo hoje para somente 5min32seg, o que torna a decisão um tanto quanto descabida – fez pairar no ar um velho conhecido de quem acompanha o automobilismo: o fantasma do jogo de equipe.

Não é segredo para ninguém que essa é uma prática antiga no automobilismo e que tem sido altamente condenada – especialmente na Fórmula 1, quando dos casos mais notórios – Áustria 2002, com a patacoada envolvendo Schumacher e Barrichello; Alemanha 2010, do famoso “Fernando is faster than you”; e, por fim, o “Multi 21” da Red Bull na Malásia, ano passado.

Assim como não concordei com nada do que foi feito acima, não posso concordar também com a decisão do Team X-Raid, ou de onde quer que tenha vindo, de não permitir que Nani Roma e Stéphane Peterhansel tenham uma luta direta pelo título dos carros. O chefe de equipe Sven Quandt foi taxativo. “Quero os carros de volta para casa e nossos pilotos também em segurança e com as posições atuais mantidas até o final.”

Tem um detalhe, também: o automobilismo envolve competição mas, infelizmente, tem o seu lado interesseiro. Pensem bem, leitores e leitoras: o que é mais lucrativo para a Mini? Ter um piloto campeão pela 12ª vez no Rali Dakar ou ganhar com qualquer um dos que ali representam a marca britânica hoje sob a égide da BMW? Parece que a segunda opção é a que fala mais alto hoje, concordam? Só que não é todo dia que um piloto chega a doze títulos em 35 edições de uma corrida. Por outro lado, Nani Roma pode chegar a uma conquista inédita (nos carros, pois já venceu o Dakar nas motos), das mais almejadas de sua carreira. São fatores que podem pesar na balança pró e contra determinadas posições da equipe.

Um “causo” que marcou a história do Rali Dakar e entra para o rol dos escandalosos jogos de equipe no esporte a motor ocorreu em 1989. Naquele ano, quando a corrida ainda largava em Paris e começava num outro país africano, cruzando grande parte do continente para chegar a Dakar, capital do Senegal, a Peugeot reinava absoluta na categoria dos carros. Tinha dois pilotos excepcionais: a lenda do Rali de Velocidade Ari Vatanen e o belga Jacky Ickx, que muitos conheciam da Fórmula 1 e de seis vitórias nas 24 Horas de Le Mans.

A competição entre ambos foi acirrada desde o início. Eram companheiros de equipe e se respeitavam, mas se preciso fosse, deglutiriam um ao outro nas trilhas do Dakar. Nas quatro primeiras etapas, os dois mostraram isso de forma veemente: Ickx e seu navegador Christian Tarin venceram as duas primeiras especiais, no que Vatanen e seu parceiro Bruno Berglund deram o troco, ganhando no terceiro e no quarto dia.

Após duas etapas sem vitória, Vatanen conseguiu a 3ª especial dele na ocasião e emplacou mais dois triunfos até a etapa Niamey-Gao, a nona da competição, onde Ickx, graças à sua costumeira regularidade, liderava o Dakar na geral, com o finlandês em seus calcanhares, mesmo com cinco especiais ganhas até ali.

Quando a situação começou a tomar contornos incontroláveis, a Peugeot se viu pressionada a tomar uma decisão sob pena de perder seus dois 405 T16 numa luta hercúlea pela vitória. E lá mesmo em Gao, antes da 10ª etapa do Dakar de 1989, a decisão foi tomada.

Jean Todt, o mesmo que hoje é o presidente da FIA e que na época era apenas o diretor desportivo da Peugeot, lançou mão da prosaica moedinha para definir o vencedor da prova.

Isso mesmo: o dirigente fez um cara ou coroa com uma moeda de 10 francos entre Ickx e Vatanen que, contrafeitos, tiveram que aceitar a ideia. E o belga ficaria mais contrafeito ainda, pois perdeu na moeda para um Vatanen automaticamente proclamado o primeiro piloto nas trilhas.

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Vatanen e Berglund venceram mais duas especiais até Bamako, a capital do Mali. Mas Ickx/Tarin, após dois insucessos dos carros do construtor francês, voltaram à carga para ganhar a penúltima etapa, entre Tambacounda e Saint Louis, já no Senegal. E no último trecho cronometrado, o belga disparou com tudo para passar por cima das ordens de Jean Todt.

A diferença entre Ickx e Vatanen não era muito grande, de modo que se o piloto que perdeu no cara ou coroa quisesse, era só mandar a ordem de Todt às favas e comemorar a vitória passando por cima da decisão via moedinha. Mas não foi isso que aconteceu: para mostrar todo o seu desagrado com a decisão, Ickx acelerou o máximo até faltarem centenas de metros para o fim da especial, que tinha apenas 40 km de percurso.

Adivinhem o que ele fez?

Simplesmente o piloto desceu do carro, fez uma mesura do tipo “passe por favor” e deixou que Vatanen cruzasse à frente dele ao fim da especial. Um recado claro de que, se não houvesse o tal sorteio, a luta podia ter acontecido até o final.

Mais ridículo do que tudo isso, no entanto, foi ouvir de uma personagem polêmica do automobilismo em todos os tempos a seguinte frase:

“Estou muito triste que o Paris-Dakar tenha se transformado em Paris-Gao.”

O autor da frase que ficou para a história foi ninguém menos que Jean-Marie Balestre, que ainda não havia mostrado a sua real face ao mundo do esporte. Afinal, estávamos no começo de 1989…

Então é isso. Estamos conversados: com tudo isso exposto, reitero que não gostei nada da atitude tomada pela Mini, mas como eu disse anteriormente, existem interesses que podem ser contrários ao que gostaríamos que acontecesse na pista. Paciência… mais uma vez o filme se repete.

Quebra de Lafuente ajuda Casale, que vence mais uma nos quads

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RIO DE JANEIRO – A categoria dos quadriciclos é, sem sombra de dúvidas, aquela onde os pilotos sofrem o maior desgaste no Rali Dakar. Pela complexidade das máquinas, com poderosos motores de 700cc, pelo fato do peso do conjunto mecânico ser maior do que as motocicletas normais com apenas duas rodas, os quads são um osso duríssimo de se administrar numa prova longa como esta.

A dificuldade foi evidenciada na 11ª etapa entre Antofagasta e El Salvador, onde as dunas foram um obstáculo que poucos conseguiram transpor. No fechamento deste post, apenas nove pilotos tinham conseguido chegar ao ponto final da especial de 601 km.

E entre esses seis pilotos não está o uruguaio Sergio Lafuente: ele sofreu uma quebra de motor no seu quadriciclo Yamaha entre o nono e o décimo checkpoint e está fora da competição. Vice-líder na classificação geral, ele deixa a disputa e o caminho facilitado para o chileno Ignácio Casale.

Aliás, para vencer a especial de hoje, Casale também teve alguns contratempos que o deixaram parado com sua Yamaha no meio do trajeto. Só que ele se recuperou o suficiente para superar o tempo do compatriota Victor Manuel Gallegos e ficou com o melhor tempo, em incríveis 8h47min00seg.

A dobradinha chilena confirmou-se, com Gallegos chegando a 5min12seg de Casale, enquanto o terceiro colocado foi Mohammad Abu-Issa, do Catar. Rafal Sonik foi o quarto, seguido por Sebastian Husseini e Sergey Karyakin, vencedor da etapa de ontem.

O argentino Jeremías Gonzalez Ferioli completou a especial a mais de uma hora do tempo do vencedor, em 7º lugar, seguido por Santiago Hansen e Daniel Domaszewski, ambos argentinos. E ficamos nisso.

Dobradinha da Kamaz, virada e liderança para Karginov nos “monstros”

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RIO DE JANEIRO – A Kamaz está de volta à liderança da classificação geral do Rali Dakar nos caminhões. O russo Andrey Karginov, com performances sensacionais nas últimas etapas, conseguiu descontar a diferença que o separava do líder provisório Gerard De Rooy – e não foi só isso: com a vitória na 11ª etapa hoje entre Antofagasta e El Salvador, o piloto do #506 assumiu a liderança a dois estágios para o fim da competição.

Detalhe: somando os tempos de carros e caminhões, Karginov ficou com o SEXTO tempo geral do dia. Com 6h22min32seg, ele completou com mais de 14 minutos de vantagem para Edouard Nikolaev, que completou a dobradinha do construtor russo na etapa. Gerard De Rooy foi derrotado por 15min51seg, resultado que o deixou em 3º na etapa e a 7min56seg de Karginov na soma de tempos.

Ales Loprais e seu Tatra Queen 69 conseguiram o quarto lugar na etapa, seguido por mais dois russos – Anton Shibalov e Dmitry Sotnikov. Siarhei Viazovich foi o sétimo, com três holandeses – Hans Stacey, Marcel Van Vliet e Rene Kuipers completando os dez mais rápidos da especial.

Classificação na 11ª etapa Antofagasta-El Salvador:

1º Karginov/Mokeev/Devyatkin (Kamaz) – 6h22min32seg
2º Nikolaev/Yakovlev/Rybakov (Kamaz) – 6h36min50seg
3º De Rooy/Colsoul/Rodewald (Iveco) – 6h38min23seg
4º Loprais/Bruynkens/Pustejovsky (Tatra) – 6h45min08seg
5º Shibalov/Amatych/Khisamiev (Kamaz) – 6h51min07seg
6º Sotnikov/Mizyukaev/Aferin (Kamaz) – 6h52min58seg
7º Viazovich/Neviarovich/Haranin (MAZ) – 7h11min37seg
8º Stacey/Ruf/Der Kinderen (Iveco) – 7h13min43seg
9º Van Vliet/Pronk/Klein (MAN) – 7h31min44seg
10º Kuipers/Torrallardona/Van der Vaet (MAN) – 7h34min57seg

Classificação Geral:

1º Karginov/Mokeev/Devyatkin – 48h25min17seg
2º De Rooy/Colsoul/Rodewald – 48h33min13seg
3º Nikolaev/Yakovlev/Rybakov – 50h01min08seg
4º Loprais/Bruynkens/Pustejovsky – 50h43min13seg
5º Sotnikov/Mizyukaev/Aferin – 51h35min36seg
6º Shibalov/Amatych/Khisamiev – 52h56min00seg
7º Stacey/Ruf/Der Kinderen – 53h12min27seg
8º Kuipers/Torrallardona/Van der Vaet – 54h04min54seg
9º Van Vliet/Pronk/Klein – 54h40min30seg
10º Vila Roca/Colomé Roqueta/Van Eerd – 55h35min56seg

Roma respira na volta do “Tango de Orly”

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RIO DE JANEIRO – O “Tango de Orly” está de volta no Rali Dakar: Orly Terranova, melhor sul-americano na competição dos carros, venceu nesta quinta a 11ª etapa disputada entre Antofagasta e El Salvador. Com o Mini #307, ele e o navegador português Paulo Fiuza completaram os 601 km cronometrados em 5h58min00seg.

Foi uma etapa conquistada, aliás e a propósito, nos últimos quilômetros das Dunas de Copiapó, presentes no último quarto do percurso. Tudo porque o príncipe Nasser Al-Attiyah, que rumava para uma vitória enfática e categórica, teve um inesperado problema com os pneus do Mini All4Racing e acabou a etapa no aro da roda, em 5º lugar, quase 21 minutos atrás do tempo de Terranova. Uma pena.

A segunda posição caiu no colo de Nani Roma/Michel Périn, que enfim tiveram um respiro na batalha contra Stéphane Peterhansel/Jean-Paul Cottret. A dupla do #304 chegou a 10min57seg de Terranova e o francês do #300 foi quarto colocado, a 14min14seg do vencedor. Trocando em miúdos, a diferença entre os dois primeiros é de exatamente cinco minutos e 32 segundos e restando duas etapas para terminar o Rali Dakar. Mas apesar disso, a decisão está tomada: veio a ordem da equipe para que Peterhansel reduza o ritmo a partir de amanhã, o que indica que o Team X-Raid – leia-se Sven Quandt – está inclinado a dar o título a Nani Roma e a Michel Périn desta vez.

“Devo dizer que foi 100% correto dizer  para os pilotos abrandarem para “trazer os carros para casa” e que a única maneira de trazer os carros para casa em segurança é trazê-los para casa nas posições que ocupam agora”, afirmou o chefe de equipe.

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Giniel De Villiers continua como líder na categoria T1.1, para modelos 4 x 4 derivados de veículos de série com motor a gasolina. O gnomo sul-africano foi o 3º colocado da etapa, com o melhor não-Mini entre os dez primeiros colocados. Ronan Chabot, a bordo do único SMG restante, fez um bom trabalho hoje e chegou em 6º na etapa, seguido pelos argentinos Federico Villagra e Lucio Álvarez.

Mais dois Mini completaram o top ten da etapa, com Krzyzstof Holowczyc chegando à frente do russo Vladimir Vasliyev. Na geral, onde três pilotos poloneses figuram com destaque, Holowczyc, que é inclusive deputado em seu país, está em sexto lugar.

Classificação na 11ª etapa Antofagasta-El Salvador:

1º Orly Terranova/Paulo Fiuza (Mini) – 5h58min00seg
2º Nani Roma/Michel Périn (Mini) – 6h08min57seg
3º Giniel De Villiers/Dirk Von Zitzewitz (Toyota) – 6h10min38seg
4º Stéphane Peterhansel/Jean-Paul Cottret (Mini) – 6h12min14seg
5º Nasser Al-Attiyah/Lucas Cruz Senra (Mini) – 6h18min57seg
6º Ronan Chabot/Gilles Pillot (SMG) – 6h28min18seg
7º Federico Villagra/Jorge Pérez-Companc (Mini) – 6h31min55seg
8º Lucio Álvarez/Bernardo Graue (Ford) – 6h33min38seg
9º Krzysztof Holowczyc/Konstantin Zhiltsov (Mini) – 6h36min17seg
10º Vladimir Vasilyev/Vitaly Yevtekhov (Mini) – 6h37min06seg

Classificação Geral:

1º Roma/Périn – 45h01min54seg
2º Peterhansel/Cottret – 45h07min26seg
3º Al-Attiyah/Cruz Senra – 45h57min55seg
4º Terranova/Fiuza – 46h05min33seg
5º De Villiers/Von Zitzewitz – 46h17min51seg
6º Holowczyc/Zhiltsov – 48h46min45seg
7º Dabrowski/Czachor – 49h53min28seg
8º Lavieille/Garcin – 50h11min16seg
9º Kaczmarski/Palmeiro – 51h19min40seg
10º Vasilyev/Yevtekhov – 51h36min51seg

Coma é absoluto na 11ª especial e abre vantagem rumo ao título

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RIO DE JANEIRO – O Rali Dakar finalmente chegou ao Deserto do Atacama. Com os pilotos chegando a passar por trechos com cerca de 3 mil metros de altitude, a antepenúltima etapa disputada nesta quinta-feira entre Antofagasta e El Salvador, passando pelas temidas Dunas de Copiapó, representou mais uma dentre as inúmeras dificuldades enfrentadas pelos pilotos na competição desde a primeira etapa.

Hoje os pilotos percorreram 605 km de trecho cronometrado, numa das etapas mais longas – no que tange a tempo de trilha – de todo o evento. E nas motos, prevaleceu a categoria do líder geral e cada vez mais favorito ao título Marc Coma. O espanhol da KTM cruzou em primeiro com o tempo de 6h36min08seg, mantendo o eterno rival Cyril Despres sob controle durante todo o percurso – mesmo após sofrer uma queda que não lhe trouxe consequências físicas, mas que provocou alguns danos em sua motocicleta.

Olivier Pain, companheiro do francês na Yamaha, chegou em 3º na especial a 5min28seg de Coma, descontando por sua vez apenas 25 segundos para Jordi Viladoms, que segue em 3º na soma dos tempos. O vice-líder geral Joan Barreda Bort, ao chegar em quinto, perdeu 8min12seg em relação a Coma e a diferença entre eles torna a subir, chegando a 52min36seg.

O terceiro lugar de Viladoms na geral também não está garantido: o catalão tem pouco mais de 14 minutos de avanço sobre Olivier Pain e Hélder Rodrigues, 6º colocado hoje, também não está longe – nem Despres, que poderá ainda ganhar mais uma posição se continuar chegando à frente do português da Honda.

A sétima colocação na etapa de hoje foi de Juan Pedrero Garcia, da Sherco, seguido por Stefan Svitko, eslovaco que corre com uma KTM. Kuba Przygonski veio em nono e Ivan Jakes completou os dez mais rápidos do dia. Na geral, o polonês está em sétimo, secundado pelo melhor sul-americano sobre duas rodas, o chileno Daniel Gouet.

Classificação na 11ª etapa Antofagasta-El Salvador:

1º Marc Coma (KTM) – 6h36min08seg
2º Cyril Despres (Yamaha) – 6h38min59seg
3º Olivier Pain (Yamaha) – 6h41min36seg
4º Jordi Viladoms (KTM) – 6h42min01seg
5º Joan Barreda Bort (Honda) – 6h44min20seg
6º Hélder Rodrigues (Honda) – 6h45min31seg
7º Juan Pedrero Garcia (Sherco) – 6h45min58seg
8º Stefan Svitko (KTM) – 6h49min33seg
9º Kuba Przygonski (KTM) – 6h50min48seg
10º Ivan Jakes (KTM) – 6h50min55seg

Classificação Geral:

1º Marc Coma – 48h24min41seg
2º Joan Barreda Bort – 49h17min17seg
3º Jordi Viladoms – 50h32min37seg
4º Olivier Pain – 50h46min21seg
5º Hélder Rodrigues – 50h55min16seg
6º Cyril Despres – 50h55min19seg
7º Kuba Przygonski – 51h08min36seg
8º Daniel Gouet – 51h49min16seg
9º Stefan Svitko – 52h11min13seg
10º David Casteu – 52h32min37seg

Loprais vence tardiamente nos caminhões e Karginov aumenta pressão em De Rooy

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RIO DE JANEIRO – O terreno difícil na 10ª etapa do Rali Dakar, com muita areia, favoreceu alguns caminhões em detrimento de outros e os Tatra, fabricados na República Tcheca, conseguiram enfim se destacar na competição. Tanto que a vitória na especial entre Iquique e Antofagasta foi para o Tatra Queen 69 de Ales Loprais/Serge Bruynkens/Radim Pustejovsky, completando o percurso em 5h10min55seg. Este resultado elevou a tripulação ao 4º lugar na classificação geral.

A disputa pelo título está cada vez mais acirrada nos “monstros”, posto que Andrey Karginov e cia. chegaram hoje em segundo a apenas 37 segundos dos vencedores, e com quase seis minutos de vantagem para Gerard De Rooy e parceiros. Com 13 minutos de diferença entre os dois na véspera e a defasagem de hoje, o holandês do Iveco “bicudo” lidera ainda – só que com 7min55seg de vantagem apenas.

Edouard Nikolaev, já sem chances de repetir o feito de 2013, quando foi o campeão do Rali Dakar, chegou em quarto, seguido por Siarhei Viazovich, da Bielorússia. Nas demais posições, terminaram Anton Shibalov com mais um Kamaz, Rene Kuipers num MAN, o francês Joseph Adua e o holandês Hans Stacey, ambos com Iveco e na 10ª posição chegou Wuifert Van Ginkel num Ginaf.

Classificação na 10ª etapa Iquique-Antofagasta:

1º Loprais/Bruynkens/Pustejovsky (Tatra) – 5h10min55seg
2º Karginov/Devyatkin/Mokeev (Kamaz) – 5h11min32seg
3º De Rooy/Colsoul/Rodewald (Iveco) – 5h17min05seg
4º Nikolaev/Yakovlev/Rybakov (Kamaz) – 5h24min52seg
5º Viazovich/Neviarovich/Haranin (MAZ) – 5h39min26seg
6º Shibalov/Amatych/Khisamiev (Kamaz) – 5h46min17seg
7º Kuipers/Torrallardona/Van der Vaet (MAN) – 6h04min35seg
8º Adua/Marco Alcayna/Torres (Iveco) – 6h06min20seg
9º Stacey/Ruf/Der Kinderen (Iveco) – 6h06min44seg
10º Van Ginkel/Kupper/Van Donkelaar (Ginaf) – 6h14min22seg

Classificação Geral:

1º De Rooy/Colsoul/Rodewald – 41h54min50seg
2º Karginov/Devyatkin/Mokeev – 42h02min45seg
3º Nikolaev/Yakovlev/Rybakov – 43h24min18seg
4º Loprais/Bruynkens/Pustejovsky – 43h58min05seg
5º Sotnikov/Mizyukaev/Aferin – 44h42min38seg
6º Stacey/Ruf/Der Kinderen – 45h58min44seg
7º Shibalov/Amatych/Khisamiev – 46h04min53seg
8º Kuipers/Torrallardona/Van der Vaet – 46h29min57seg
9º Vila Roca/Colomé Roqueta/Van Eerd – 47h54min13seg
10º Adua/Marco Alcayna/Torres – 48h38min57seg