Direto do túnel do tempo (190)

tommy_byrne__1982__by_f1_history-d6iuf5lRIO DE JANEIRO – O piloto a bordo do Theodore TY02, carro da equipe de Teddy Yip, é um dos aniversariantes de hoje, 6 de maio. O taurino Tommy Byrne completa 56 anos de idade.

Irlandês de Drogheda, o piloto tinha 24 anos quando fez suas únicas aparições na Fórmula 1 em 1982. Disputava em paralelo a Fórmula 3 inglesa, da qual foi campeão. E foi atirado às feras numa temporada das mais traumáticas da categoria, num carro pouco competitivo e que fora revezado, desde o início daquele ano, por Derek Daly, Geoff Lees e Jan Lammers.

A primeira aparição de Byrne foi no GP da Alemanha, em Hockenheim. Com um tempo mais de 11 segundos pior que a pole position, não se qualificou na ocasião. Em Zeltweg, fez sua primeira prova: largou de último, apenas um milésimo mais lento que a ATS de Manfred Winkelhock. Abandonou na 28ª volta, após uma rodada, quando vinha em 12º.

Após novos dois insucessos para os GPs da Suíça, disputado em Dijon-Prenois e da Itália – e já campeão de F-3 – Byrne reapareceu no GP de Las Vegas, última etapa do campeonato, entre os que alinharam. A bem da verdade, o irlandês era o primeiro reserva, mas foi repescado porque Jean-Pierre Jarier, da Osella, fez forfait. E novamente sua corrida acabou numa rodada, desta vez na 39ª volta, quando era 15º no circuito do estacionamento do hotel Caesars Palace.

Apesar do título na categoria de base, Byrne jamais teve uma nova chance na Fórmula 1. Como prêmio pela conquista na F-3, teve um teste a bordo de um McLaren, ao lado de Stefan Johansson e Thierry Boutsen. Após um breve retorno à categoria em que foi vitorioso, o irlandês se transferiu para a American Racing Series, o embrião da categoria que hoje conhecemos como Indy Lights. Em 55 corridas, venceu 10 e foi vice-campeão duas vezes, em 1988 e 1989. Retirou-se das pistas em 1992, aos 34 anos de idade.

Há 32 anos, direto do túnel do tempo.

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Direto do túnel do tempo (189)

s1_1RIO DE JANEIRO – 24 Horas de Le Mans, 1993. A bordo deste Sard-Toyota 93C, protótipo que disputou a tradicional competição francesa, estava o austríaco Roland Ratzenberger, dividindo o carro com o italiano Mauro Martini e o japonês Naoki Nagasaka.

E por que a citação a Ratzenberger? É muito simples, leitores. Todos teimam em esquecer que, no dia 30 de abril, o piloto morreu no treino classificatório para o GP de San Marino de Fórmula 1.

Enquanto o mundo tece loas a Ayrton Senna, que assim como Roland morreu há exatos 20 anos, a perda de Ratzenberger cai na vala comum do esquecimento. O tempo passou e não aprendemos que a morte de um e de outro foram brutais e chocantes. Mas havia um abismo que os separava: o brasileiro era tricampeão do mundo e virou um mito. Roland tentava se classificar para sua segunda corrida na categoria máxima e virou apenas estatística.

Como o “se” não existe no automobilismo, vai que Ratzenberger não tivesse gasto US$ 500 mil para comprar uma vaga na Simtek e continuado no automobilismo japonês? Poderia ter sido tudo diferente, mas foi obra do destino.

Em tempo: com o carro da foto, Ratzenberger chegou em 5º lugar na disputa das 24 Horas de Le Mans de 1993, menos de um ano antes de seu acidente fatal.

Há 21 anos, direto do túnel do tempo.

Direto do túnel do tempo (188)

Stock-Car - Tarumã - 1979 - Primeira CorridaRIO DE JANEIRO –  A foto acima pode não ser um primor, mas é histórica. É o registro da quadriculada para Affonso Giaffone, o primeiro vencedor da Stock Car em todos os tempos, no dia 22 de abril de 1979, em prova realizada no Autódromo de Tarumã, no Rio Grande do Sul.

A categoria surgiu, com o apoio da General Motors do Brasil, com os modelos Chevrolet Opala, já uma lenda das pistas brasileiras por conta do domínio nas provas de Divisão 1 a partir de 1976. Partindo do regulamento daquele campeonato, mas diminuindo o peso do carro, aumentando a taxa de compressão do motor e a potência do 250-S, mesmo com pneus radiais, a Stock Car atingia, já no começo do campeonato, respeitáveis 225 km/h de velocidade máxima.

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Na primeira prova, o grid foi modesto. Apenas 10 carros competiram, aumentando para onze com a chegada de ninguém menos que Ingo Hoffmann, que por lá permaneceria até se aposentar das pistas, com quase uma centena de triunfos e 12 títulos, um recorde bem difícil de ser batido. A categoria começou a mostrar sua força ainda naquele ano de 1979 e hoje, entre idas e vindas, altos e baixos, tornou-se uma das principais do automobilismo brasileiro.

A Stock Car está longe de ser comparada às referências do Turismo internacional, como quer fazer crer a Globo, que dá espaço à categoria em sua grade desde 2000 e divide as transmissões com o canal a cabo SporTV. Não há parâmetro de comparação com o DTM, com o V8 Supercars Australiano e, principalmente, com a Nascar, mesmo com os motores derivados da categoria estadunidense. Cada uma tem suas características, conceitos e regulamento. E tentar fazer paralelos entre elas é descabido.

A Stock Car é, sim, relevante, mas precisa deixar de ser refém de muitas coisas para que consiga, apesar de tanto tempo de existência, se consolidar como referência do esporte a motor.

Há 35 anos, direto do túnel do tempo.

Direto do túnel do tempo (187)

RIO DE JANEIRO – Mais uma recordação de Luciano Do Valle nos tempos de Globo e na Fórmula 1, narrando o Mundial de 1981 ao lado de Reginaldo Leme. Imagens postadas pelo Adriano Favetta no YouTube com um trecho da transmissão do GP do Canadá, feita in loco pela dupla da emissora em Montreal.

A corrida foi disputada sob um toró digno de filme de pirata e o canadense Gilles Villeneuve, ídolo que após sua trágica morte rebatizaria esse mesmo circuito, fez barbaridades guiando sua Ferrari 126 CK com um bico inteiramente destruído, torto e tapando parte de sua visão. Engraçado é que tanto Luciano quanto o Regi tergiversaram várias vezes sobre uma possível desclassificação. Aí o bico se desprendeu por completo e, sem pressão aerodinâmica na dianteira, mesmo assim o saudoso Gilles foi 3º colocado, atrás de Jacques Laffite, da Ligier-Talbot e John Watson, da McLaren.

“É fantástico o Villeneuve”, rendeu-se o saudoso Luciano.

Há 33 anos, direto do túnel do tempo.

Direto do túnel do tempo (186)

10259318_453094664835843_5243543208095340071_nRIO DE JANEIRO – Já que o post abaixo foi sobre a Fórmula 3, uma foto dos arquivos do Ronnie Silva para recordarmos os bons tempos da F-3 Sul-Americana. Se não me engano, o ano é 1996. Na foto, conseguimos divisar o #22 guiado pelo argentino Ricardo Risatti, o #9 de Fabián Malta, também argentino e o #7 de Tom Stefani. Alguém consegue identificar a pista em questão e alguns dos possíveis pilotos participantes desta corrida?

Há 18 anos, direto do túnel do tempo.

Direto do túnel do tempo (185)

10006974_725518457471187_4216938578857419181_nRIO DE JANEIRO – Houve um tempo em que a Fórmula 3, no auge do confronto entre Brasil e Argentina, teve carros inspirados em Brabham e Ferrari. A foto acima, publicada em 1989 na inesquecível revista Grid e tirada no Autódromo Victor Borrat Fabrini, em El Pinar, no Uruguai, reúne a “Ferrari” de Vital Machado e a “Brabham” de Dárcio dos Santos. Portanto, antes do carro do Pedro Piquet lembrar a lendária BT49 do pai Nelson Piquet, o tio de Rubens Barrichello trazia uma pintura que emulava a Brabham BT58 em seu carro.

Os dois velhos rivais da Fórmula Volkswagen 1600 voltavam aos monopostos naquela temporada e com esse lance de “Ferrari” e “Brabham”, atraíram a simpatia de muitos torcedores. O Reynard de Vital Machado era impulsionado por um motor Alfa Romeo e o carro do Darcião era um Reynard também, só que com motor Volkswagen e preparação de John Judd.

A foto foi escaneada pelo parceiro Renato Granito e postada no grupo Fórmula 3 Brasileira, no Facebook.

Há 25 anos, direto do túnel do tempo.

Direto do túnel do tempo (184)

10174849_652264094829495_333025274_nRIO DE JANEIRO – Isso é que é um grid colorido e com diversidade de carros. Aí está a largada do GP de Pau de Fórmula 2 em 1973. À frente, em primeiro plano, Jean-Ierre Beltoise num March 732 BMW. No carro #33, o britânico Gerry Birrell, prematuramente falecido naquele mesmo ano, num Chevron B25 Ford Hart. O March alaranjado – inconfundível, aliás – é de um dos irmãos Brambilla. Não dá para saber se é Vittorio ou Tino. E no carro #5, Reine Wisell com um GRD 273 Cosworth FVC.

Em tempo: nenhum dos citados venceu a corrida ou sequer foi ao pódio. A vitória foi de François Cevert num Elf 2 da equipe de John Coombs, seguido por Jean-Pierre Jarier de March BMW e Tim Schenken a bordo de um Rondel-Motul M1.

Há 41 anos, direto do túnel do tempo.