Pequenas maravilhas – Especial Le Mans – Dome S101 (2004)

RIO DE JANEIRO – Mais um exemplar sensacional de 24 Horas de Le Mans em miniatura escala 1:43 – um oferecimento do amigo Cláudio Stringari, que só tem um grave defeito: é palmeirense enrustido. Ele autorizou a reprodução da foto que ele postou hoje no facebook de um dos carros que ele tem na coleção.

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Esse modelo da foto é o Dome S101 com motor Judd V10 4 litros, chassi #03. O número #15 foi conduzido na edição de 2004 da corrida francesa por Jan Lammers, Chris Dyson e Katsutomo Kaneishi, que chegaram na 7ª colocação ao fim da disputa. O #16, por Tom Coronel, Justin Wilson e Ralph Firman, abandonou com problemas mecânicos. A equipe era a Racing For Holland, dirigida por John Bosch e por Lammers, um veterano de guerras com 22 participações em Le Mans e que passou pela Fórmula 1.

Projeto de Akiyoshi Oku e Hiroshi Yuchi, o Dome S101 teve bons resultados nas competições da classe LMP1, quando ainda não havia o abismo de hoje entre os protótipos diesel e/ou híbridos contra os modelos a gasolina. O carro de 2004, como os antecessores desde 2001, tinha como grande característica as centenas de patrocinadores que ele carregava nos quadradinhos pretos e brancos da decoração. Cada um desses patrocinadores pagava a conta da equipe e o projeto da Racing For Holland seguiu nas pistas até 2007.

No ano seguinte, a Dome apresentava o S102. O projeto do S101, que já não recebia grandes investimentos na versão HB, que estreou em 2005, foi definitivamente abandonado. O carro deixou as pistas conquistando seis vitórias e mais de uma dezena de pódios em todas as corridas de que participou.

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“Arroz Amigo” na Indy 500

RIO DE JANEIRO – Para quem não entendeu a brincadeira do título do post: Buddy Rice, campeão das 500 Milhas de Indianápolis em 2004 quando defendia a equipe de Bobby Rahal, estará de volta ao lendário oval estadunidense para tentar disputar a corrida pela 7ª vez em oito aparições (em 2005, quando defenderia seu título, bateu nos treinos e não correu).

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O piloto de 37 anos de idade acertou sua participação na Indy 500 de 2013 com a equipe Schmidt Peterson Motorsports e guiará o carro com o numeral #99. O time já tem inscritos os carros do estreante Tristan Vautier e de Simon Pagenaud, ambos franceses. Rice volta a tentar se qualificar para a mais tradicional corrida da Fórmula Indy desde 2011, quando fez sua última corrida na categoria pela Panther Racing, lá mesmo em Indianápolis. Com 97 participações na F-Indy no currículo, Rice venceu três corridas e fez cinco pole positions.

A confirmação da participação do antigo vencedor da corrida neste ano faz com que o total de carros titulares inscritos suba para 35, com trinta e quatro pilotos garantidos. Isto significa que teremos, sim, o Bump Day no próximo dia 19.

Saudosas pequenas – Minardi, parte XI

RIO DE JANEIRO – Chegou o ano de 2003 e a Minardi entrava em mais um campeonato com uma nova dupla de pilotos. Paul Stoddart trouxe de volta para a categoria o holandês Jos Verstappen, que correra por Benetton, Simtek, Arrows, Tyrrell e Stewart, para formar dupla com o britânico Justin Wilson, estreante na categoria.

Este último chegava à Fórmula 1 com uma característica no mínimo incomum para um piloto de corridas. Com 1,92 metro de estatura, o porte de Wilson era totalmente fora do padrão e por isso várias equipes recusaram tê-lo até como piloto de testes. Mas seu currículo era bom e incluía o título de campeão da Fórmula 3000 em 2001, pela Arden. Stoddart já estava de olho nele no fim daquele mesmo ano, quando Tarso Marques saiu da escuderia – só que a estatura elevada de Wilson assustou o australiano, que em 2003 não hesitou em lhe confiar um carro.

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Pequenas maravilhas – Ferrari 575 GTC (2004)

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RIO DE JANEIRO – Mais um exemplar da coleção particular de miniaturas deste blogueiro e da Ferrari Collection, o 40º da série: esta é a reprodução em escala 1:43 da Ferrari 575 GTC da equipe Barron Connor Racing, que disputou as 24 Horas de Le Mans em 2004.

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Construída para ser a sucessora da 550 Maranello, ao contrário do modelo anterior a 575 GTC teve breve vida nas pistas. Estreou com a equipe JMB Racing durante a disputa dos 500 km do Estoril, válidos pelo Mundial do FIA GT em 2003 – e logo no topo do pódio, com Fabio Babini e Philipp Peter. No ano seguinte, as equipes GPC Giesse e JMB Racing competiram com a 575 GTC e foi neste carro que o brasileiro Jaime Melo venceu em Donington Park também pelo FIA GT, em dupla com o ex-piloto de Fórmula 1 Karl Wendlinger. Ao todo, foram feitas 12 unidades do carro de competição, que tinha motor V12 a 65º com cinco válvulas por cilindro e deslocamento de 5997 cc de capacidade cúbica.

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Em 2004, o time Barron Connor Racing adquiriu duas Ferrari 575 GTC (chassis #F131 MGT 2212 e 2214) e com elas disputou algumas provas de longa duração, como as 12 Horas de Sebring e as 24h de Le Mans. Na prova da Flórida, o carro #25 tripulado por Thomas Biagi/John Bosch/Danny Sullivan conseguiu o segundo lugar na classe LMGTS, mas muito distante do Corvette vencedor – 22 voltas atrás, com o 15º posto na geral e 307 passagens completadas. O #26 de Ange Barde/Mike Hezemans/Jean-Denis Déletraz, abandonou após 101 voltas.

No circuito de Sarthe, a sorte não sorriu para as duplas que partilhavam os carros desenvolvidos pela N. Technology: o #61 de Bosch/Biagi/Sullivan teve problemas de freios e desistiu. E o #62 da foto, tripulado novamente por Barde/Hezemans/Déletraz, também saiu da corrida: completou 200 voltas até abandonar com problemas eletrônicos.

O time holandês também fez parte do primeiro campeonato da Le Mans Series: o #61 chegou em 10º lugar nos 1000 km de Monza, décimo-primeiro em Nürburgring, 13º em Silverstone e vigésimo em Spa-Francorchamps. O #62 quebrou o diferencial em Monza, foi 19º em Nürburgring (sem Ange Barde), décimo em Silverstone (com Andrea Piccini a bordo) e 12º em Spa. Nada mal.

O último modelo construído foi o chassis #F131 MGT 2224, guiado por Andrea Montermini e Antonin Herbeck, da equipe Rock Media Motors, no Campeonato Italiano de GT em 2005. Contudo, a última aparição deste modelo foi três anos depois, quando Loris Kessel e Andrea Chiesa se inscreveram, mas não participaram, de uma etapa do FIA GT em Monza, na Itália.

Pequenas maravilhas – Ferrari 550 GT Maranello

RIO DE JANEIRO – Ao voltar para casa nesta calorenta tarde de terça-feira, estou eu passando por uma banca da Praça Saens Peña quando me deparo com esta miniatura da foto: é a Ferrari 550 GT Maranello alinhada pela Larbre Competition na edição de 2006 das 24 Horas de Le Mans.

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O chassi com número de série ZFFZR49B000117110 (#08) estreou no Journée Test das 24 Horas de Le Mans dois anos antes. Construído pela Prodrive, disputou nada menos que 25 corridas até 2008, quando finalmente foi “aposentado”.

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A Larbre Competition foi quem ficou mais tempo com este carro. Adquiriu-o da Prodrive após os 1000 km de Spa em 2004 e competiu com ele nas 12 Horas de Sebring, no FIA GT em 2005 (Pedro Lamy e Gabriele Gardel foram campeões mundiais com esse carro) e nas 24 Horas de Le Mans de 2005 e 2006.

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No ano em que a #50 foi alinhada com essa pintura da miniatura, os pilotos do carro foram Jean-Luc Blanchemain, Gabriele Gardel e Patrick Bornhauser. O trio largou em 36º com o tempo de 4’01″920 e abandonou após 222 voltas com problemas de embreagem.

A 550 GT voltaria às pistas em 2008, alinhada pela escuderia ACA Argentina no Mundial do FIA GT. Os pilotos naquele ano foram Esteban Tuero, Gastón Mazzacane, “Pechito” Lopez e Martín Basso. Após a corrida de San Luis em 23 de novembro daquele ano, o carro deixou as pistas de vez.