Outsiders: o versátil Gijs Van Lennep

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RIO DE JANEIRO – A carreira deste piloto, quando vista do ângulo da Fórmula 1, pode não ter sido das melhores. Mas a coisa muda de figura se analisadas as performances dele quando disputou provas de longa duração. O holandês Johnkeer Gijsbert Van Lennep, ou melhor, Gijs Van Lennep, merece a distinção de um dos mais versáteis competidores do automobilismo em todos os tempos.

Nascido em Aerdenhout, no dia 16 de março de 1942, Van Lennep iniciou sua carreira na Fórmula Vê, passando à Fórmula 3, como piloto da DAF, que chegou a fabricar monopostos de competição e hoje é mais conhecida pelos caminhões monstruosos que disputam o Rali Dakar.

Em 1966, tornou-se integrante do Racing Team Holland, participando com o irmão David de provas como os 1000 km de Spa-Francorchamps e Nürburgring. A dupla fraterna venceu ambas as provas na categoria Esporte até 2 litros, com um Porsche 906. .

Em 1967, disputou as 12 Horas de Sebring, dividindo um Porsche 906 E com Udo Schütz e Rolf Stommelen. O trio não chegou ao fim da disputa em decorrência de um acidente. Naquele mesmo ano, fez diversas outras corridas com os modelos da marca alemã, sem conseguir resultados de vulto.

Nos 1000 km BOAC de 1968, em Brands Hatch, disputados no mesmo dia da morte de Jim Clark, ocorrida em Hockenheim, Van Lennep dividia um Porsche 910 com o compatriota Ben Pon. O carro foi inteiramente destruído num forte acidente e Gijs voltaria às provas longas somente um ano mais tarde, a bordo de um Abarth em parceria com o também holandês Toine Hezemans. Acabaram em 23º lugar, com o motor do carro quebrado.

Em maio de 1969, experimentou um Alpine A220 durante os 1000 km de Spa (17º colocado, em dupla com Jean-Claude Andruet) e fez os 1000 km de Nürburgring num Abarth-Osella 2 litros. No fim do ano, voltou a andar de Porsche: a Racing Team Holland adquirira um novo 908/02 K e ele foi escalado junto a Toine Hezemans para competir nos 1000 km de Paris.

Com o carro alaranjado, a dupla marcou a pole position, mas acabou a prova na 4ª colocação. O resultado fez surgir um convite para Gijs ingressar no Racing Team AAW para a disputa do World Sportscar Championship de 1970.

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O começo não foi animador: abandonos em Daytona e Sebring. Mas vieram os 1000 km BOAC em Brands Hatch, um 4º lugar na geral e a vitória na categoria Esporte até 3 litros. Em 17 de maio, Van Lennep e seu parceiro Hans Laine estrearam o poderoso Porsche 917 K com motor 5 litros. Com ele, terminaram num honroso 5º lugar nos 1000 km de Spa-Francorchamps.

Van Lennep ainda correria pelo Racing Team AAW em duas provas da Intersérie: venceu uma bateria disputada no circuito citadino de Norisring, na Alemanha e foi segundo na outra. Acabou em 2º lugar na classificação geral. No circuito de Höckenheim, fechou em terceiro.

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Antes do fim do ano, o holandês assinou com uma nova equipe e ganhou um novo parceiro: Gérard Larrousse, competente piloto francês, estreou com Van Lennep a bordo nas 6 Horas de Watkins Glen, num fim de semana que tinha também uma prova da Can-Am, série estadunidense de protótipos.

Com o mesmo Porsche 917K da equipe Martini International, a dupla chegou em nono na prova do Mundial de Carros-Esporte e Van Lennep ainda seria 6º colocado no dia seguinte, na corrida da Can-Am. O cara era mesmo versátil…

Para fechar o ano, o holandês emendou participações numa prova de Esporte-Protótipo na Suécia, disputou os 1000 km de Paris e as 9 Horas de Kyalami, esta com um Porsche 908/02K, terminando em quarto lugar.

O ano de 1971 seria um dos mais movimentados da carreira de Gijs Van Lennep. Com um contrato para acelerar os Porsches da equipe Martini International, ele ainda encontrou fôlego para estrear na Fórmula 1 e andar de carros de Turismo.

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Em janeiro, lá estava o holandês em Daytona para competir ao lado de Vic Elford, outro dos mais versáteis pilotos de todos os tempos. A dupla largou em 11º nas 24 Horas, mas acabou vítima de um acidente. Com Larrousse, o holandês chegou em 9º lugar nos 1000 km BOAC em Brands Hatch e com Helmut Marko (sim, ele mesmo), abandonou em Monza, com um problema de cabo de acelerador.

Após um motor quebrado em Spa-Francorchamps, Van Lennep deu uma pausa com os Porsches e foi correr de Alfa Romeo T33/3 na lendária Targa Florio, nas estradas da Sicília. Chegou em 2º, correndo em dupla com Andrea de Adamich, outro que já foi visto na série dos Outsiders.

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Em 30 de maio, a bordo do novo 908/03 da Martini International, veio o primeiro pódio – 3º lugar nos 1000 km de Nürburgring. E no dia 13 de junho de 1971, a maior vitória da carreira de Gijs Van Lennep: a conquista das 24 Horas de Le Mans.

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A bordo do Porsche 917 K número #22 da lendária equipe do vermute italiano, Van Lennep e Helmut Marko foram absolutos: completaram mais de 5,3 mil km ao longo de um dia – distância que foi recorde absoluto em Sarthe por mais de quatro décadas. Não satisfeitos, completaram a prova na média horária de 222,304 km/h, que também foi recorde por longo período.

O holandês não parava e na semana seguinte, diante de seu público, encarou o desafio da estreia na Fórmula 1. Com um Surtees TS7 pintado de laranja, Gijs Van Lennep faria sua primeira prova na categoria máxima do automobilismo.

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Chovia no dia da corrida e o piloto largou da 21ª posição. A experiência em provas longas ajudou-o a encarar o rigor da disputa e Van Lennep, sem um equipamento competitivo, fez uma corrida excelente. Terminou em 8º lugar, muito próximo da zona de pontuação.

Após uma rápida experiência com a Alfa Romeo GTAm, que rendeu a ele e a Toine Hezemans um 2º lugar numa prova de Turismo disputada em Nürburgring, Van Lennep fez sua estreia na equipe John Wyer com a lendária pintura Gulf em seu carro.

Sucedendo Pedro Rodriguez, morto numa prova de Intersérie em Norisring semanas antes, o holandês dividiu a pilotagem com Jo Siffert nas 6 Horas de Watkins Glen. A dupla chegou em 2º lugar. Van Lennep fez ainda mais uma incursão na Can-Am, terminando em nono. Ele chegou a ser cotado para disputar o GP dos EUA de Fórmula 1, mas o Surtees reservado a ele ficou com Sam Posey. Nada mais importava: o ano de 1971 tinha sido excelente em todos os sentidos.

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O fim dos poderosos protótipos 5 litros dentro do regulamento do World Sportscar Championship provocou mudanças radicais e a Gulf-John Wyer, sem Pedro Rodriguez e também sem Jo Siffert, que morreu numa prova extracampeonato de F-1 em Brands Hatch, trocou tudo: veio o protótipo Gulf-Mirage MR6 com motor Ford Cosworth DFV e Van Lennep teria como novo colega de esquadra o britânico Derek Bell.

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Num ano amplamente dominado pela Ferrari, tudo o que eles conseguiram foi um 4º lugar nos 1000 km de Spa-Francorchamps. Mas Van Lennep não guiou apenas para John Wyer: voltou a colaborar com a Autodelta, competindo – e abandonando – na Targa Florio junto com Vic Elford e fez as 24 Horas de Le Mans com um Lola T280 da Écurie Bonnier Switzerland, do antigo piloto de Fórmula 1 Joakim Bonnier.

Infelizmente, a corrida terminaria de forma trágica para ele e seu outro parceiro, Gérard Larrousse. Quando Jo Bonnier estava a bordo do carro número #8, na 18ª hora de corrida, houve uma colisão com a Ferrari 365 GTB/4 do piloto Florian Vetsch. Na batida, Bonnier varou o guard-rail e o Lola T280, destruído, tinha o corpo do piloto sueco inerte e muito ferido. Bonnier morrera, aos 42 anos de idade.

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Campeão europeu de Fórmula 5000, categoria de monopostos que ganhava bastante popularidade pelo seu custo baixo e potência próxima dos Fórmula 1, Van Lennep voltou a guiar um Porsche com as cores da Martini International. Com um 911 Carrera RSR, venceu a Targa Florio em dupla com o suíço Herbert Müller e foi 4º colocado nas 24 Horas de Le Mans.

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O holandês voltou a sentar num Fórmula 1 para três corridas a bordo dos Iso-Rivolta IR patrocinados pela Marlboro e alinhados pela equipe de Frank Williams. Em seu retorno às pistas da categoria, cravou logo um 6º lugar em Zandvoort, numa corrida tristíssima – a da morte de Roger Williamson. Foi nono no GP da Áustria e abandonou no GP da Itália, por problemas de superaquecimento no motor Cosworth de seu carro.

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A temporada seguinte marcou a continuidade do binômio Porsche-Van Lennep nas provas de Endurance. Desta vez, a Martini Racing Team tinha um novo “brinquedinho”: um Porsche 911 Carrera RSR Turbo, com motor 2,1 litro equipado com turbina KKK, capaz de fazer o carro atingir mais de 500 HP de potência. Com ele, Van Lennep e Herbert Müller chegaram em 5º nos 1000 km de Monza e em Brands Hatch, 3º em Spa, 6º em Nürburgring, 2º nas 24 Horas de Le Mans e nas 6 Horas de Watkins Glen.

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Em paralelo, o holandês fez mais uma aparição na Fórmula 1, novamente pela Iso de Frank Williams. Ele foi chamado para disputar o GP da Bélgica, no circuito de Nivelles-Baulers, substituindo o antigo titular, Richard Robarts. Mesmo partindo da penúltima posição de um grid de 31 carros, Van Lennep conseguiu um razoável 14º lugar. Convocado de novo para guiar em casa, no GP da Holanda, desta vez o piloto não conseguiu um lugar no grid e ficou fora daquela corrida.

O ano de 1975 seria menos profícuo para o piloto nas provas de Endurance: o Porsche 908/03 com motor turbo, embora muito possante, não era ainda confiável e competitivo para derrotar as Alfa Romeo do time de Willi Kauhsen, que levaram de vencida o World Sportscar Championship daquele ano. O jeito, então, foi concentrar um pouco mais as atenções na Fórmula 1.

Naquela temporada, uma empresa holandesa, a HB Bewaking, fabricante de sistemas de alarme, patrocinava a pequena escuderia inglesa Ensign, do antigo piloto e então engenheiro Morris Nunn, que construía seus próprios carros. Era um time de estrutura precária, mas com muita garra e vontade de progredir na categoria máxima. O problema era que o piloto contratado para o Mundial, o também holandês Roelof Wunderink, era muito lento e muito inexperiente.

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Van Lennep, com sua experiência, foi chamado para ajudar e, mesmo sem nenhum treino a bordo do modelo N174, fez o que pôde no GP da Holanda, para o qual a presença do carro com as cores da HB era fundamental – assim o patrocínio poderia permanecer até o resto do campeonato.

Mais uma vez, foi uma corrida com chuva em Zandvoort, pelo menos no início e o piloto chegou a andar em 11º no início, antes da pista secar totalmente e os carros trocarem para pneus slicks. Van Lennep completou num razoável 10º lugar.

Em Paul Ricard, o piloto estreou o novo carro, o N175. Projeto de Dave Baldwin, tinha linhas mais harmoniosas que o antecessor e frente em cunha. A falta de treinos fez Van Lennep chegar em 15º no GP da França. Após não correr em Silverstone, lá foi o holandês para a disputa do GP da Alemanha, em Nürburgring.

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Largando de 24º (penúltimo) no grid, o holandês fez o que lhe foi possível nas primeiras voltas, guiando com máxima prudência e poupando o carro. Em meio à quebradeira geral, após a metade da prova Van Lennep já estava em sétimo. Quando o Hesketh de James Hunt, que vinha em segundo, desistiu, espanto geral: o Ensign N175 estava na zona de pontuação!

Van Lennep levou o carro com o máximo de cuidado. Cinco minutos após a passagem do vencedor Carlos Reutemann, ele cruzou a linha de chegada, conquistando o 6º lugar e entrando para a história como o primeiro piloto do Team Ensign a pontuar na Fórmula 1.

Embora tenha alcançado um feito importante para o time, Morris Nunn optou por não precisar mais dos serviços de Van Lennep. De mais a mais, com 33 anos, o piloto holandês não tinha pretensão de seguir carreira na categoria máxima. E ele também sentiu que seu tempo no automobilismo estava chegando ao fim.

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Assim foi: em 1976, aos 34 anos, Johnkeer Gijsbert Van Lennep despediu-se das pistas de forma clássica: a bordo de um Porsche 936 Turbo, venceu as 24 Horas de Le Mans pela segunda vez na carreira, ao lado da lenda Jacky Ickx. Missão mais do que cumprida.

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Hoje, aos 72 anos, Van Lennep curte uma merecida aposentadoria. Em 1999, mereceu do Real Automóvel Clube Holandês a distinção de “Maior Piloto Holandês” do Século XX, superando os compatriotas Carel Godin de Beaufort, Jan Lammers, Toine Hezemans e Jos Verstappen, entre outros.

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Direto do túnel do tempo (189)

s1_1RIO DE JANEIRO – 24 Horas de Le Mans, 1993. A bordo deste Sard-Toyota 93C, protótipo que disputou a tradicional competição francesa, estava o austríaco Roland Ratzenberger, dividindo o carro com o italiano Mauro Martini e o japonês Naoki Nagasaka.

E por que a citação a Ratzenberger? É muito simples, leitores. Todos teimam em esquecer que, no dia 30 de abril, o piloto morreu no treino classificatório para o GP de San Marino de Fórmula 1.

Enquanto o mundo tece loas a Ayrton Senna, que assim como Roland morreu há exatos 20 anos, a perda de Ratzenberger cai na vala comum do esquecimento. O tempo passou e não aprendemos que a morte de um e de outro foram brutais e chocantes. Mas havia um abismo que os separava: o brasileiro era tricampeão do mundo e virou um mito. Roland tentava se classificar para sua segunda corrida na categoria máxima e virou apenas estatística.

Como o “se” não existe no automobilismo, vai que Ratzenberger não tivesse gasto US$ 500 mil para comprar uma vaga na Simtek e continuado no automobilismo japonês? Poderia ter sido tudo diferente, mas foi obra do destino.

Em tempo: com o carro da foto, Ratzenberger chegou em 5º lugar na disputa das 24 Horas de Le Mans de 1993, menos de um ano antes de seu acidente fatal.

Há 21 anos, direto do túnel do tempo.

Debandada: cinco forfaits anunciados para as 24h de Le Mans

RIO DE JANEIRO – O Automobile Club de l’Ouest (ACO) anunciou hoje uma debandada recorde de inscritos para a edição de 2014 das 24 Horas de Le Mans. Cinco dos competidores titulares previamente anunciados estão oficialmente fora da prova francesa, a mais tradicional da história da Endurance.

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Mais uma vez fora: Millenium Racing não será vista em Le Mans; temporada do time no FIA WEC corre sérios riscos para o resto do ano

A Millenium Racing, cuja situação financeira permanece indefinida, pondo sob sérias dúvidas a presença do time com bandeira dos Emirados Árabes e sede em Silverstone para o resto do WEC, anunciou também seu forfait para Sarthe – já se ausentaram em Silverstone e também não vão correr em Spa-Francorchamps, no próximo sábado, abrindo duas vagas na classe LMP2.

Além disto, a Aston Martin Racing preferiu optar por se concentrar melhor na preparação de seus quatro carros oficiais de fábrica, reduzindo o pacote anunciado anteriormente, que contemplava seis inscritos. Assim, o #89 previsto para a LMGTE-PRO e o #96 da LMGTE-AM estão fora. Também a Craft Racing, que já está em Le Mans em parceria com a Bamboo Engineering e a própria Aston Martin Racing, alinhando o carro #99 do brasileiro Fernando Rees, retirou o #87 da divisão LMGTE-AM.

Tudo isso significa o seguinte: todos os carros que estavam na lista de espera acabam de ser repescados para a disputa da edição 2014 das 24 Horas de Le Mans e eventuais forfaits até o dia da corrida não serão mais cobertos, o que significa que o grid terá 56 carros – ou menos.

MOTORSPORT : ELMS 4 HOURS OF SILVERSTONE - SILVERSTONE (GBR) 04/18-19/2014Primeira suplente da classe LMP2, a Larbre Competition ganha a titularidade com seu Morgan Judd número #50, para felicidade de Jack Lecomte, o dono da equipe

Como foram cinco desistências, mesmo assim a divisão LMP2 ganha três novas adesões: entram o Morgan Judd #50 da Larbre Competition, o Zytek #42 da Greaves Motorsport (inscrito pela Caterham Racing, que inclusive tinha sido anunciado como o primeiro forfait, mas depois voltaram atrás na decisão) e o Morgan Nissan #29 da Pegasus Racing.

Entre os LMGTE-AM, mais dois carros aparecem na lista de titulares: o #76 da IMSA Performance Matmut – que já tem inclusive lineup completo, com Raymond Narac/Nicolas Armindo/David Hallyday e o #79 da Prospeed Competition, que pela primeira vez terá dois carros nas 24 Horas de Le Mans. O total de carros passa a ser de 10 LMP1, 18 LMP2, nove LMGTE-PRO, 18 LMGTE-AM e o Nissan ZEOD RC, inscrito como hors-concours.

A nova lista oficial é esta:

LMP1-H

#1 AUDI SPORT TEAM JOEST DEU
Audi R18 e-tron quattro (M)
Tom Kristensen/Loïc Duval/Lucas Di Grassi

#2 AUDI SPORT TEAM JOEST DEU
Audi R18 e-tron quattro (M)
Bénoit Tréluyer/Marcel Fässler/Andre Lotterer

#3 AUDI SPORT TEAM JOEST DEU
Audi R18 e-tron quattro (M)
Filipe Albuquerque/Oliver Jarvis/Marco Bonanomi

#7 TOYOTA RACING JPN
Toyota TS040 Hybrid (M)
Alexander Wurz/Stéphane Sarrazin/Kazuki Nakajima

#8 TOYOTA RACING JPN
Toyota TS040 Hybrid (M)
Anthony Davidson/Nicolas Lapierre/Sébastien Buemi

#14 PORSCHE TEAM DEU
Porsche 919 Hybrid (M)
Romain Dumas/Neel Jani/Marc Lieb

#20 PORSCHE TEAM DEU
Porsche 919 Hybrid (M)
Timo Bernhard/Mark Webber/Brendon Hartley

LMP1-L

#9 TEAM LOTUS DEU
Lotus T129 AER (M)
Christijan Albers/pilotos a confirmar

#12 REBELLION RACING CHE
Rebellion R-One Toyota (M)
Nicolas Prost/Mathias Beche/Nick Heidfeld

#13 REBELLION RACING CHE
Rebellion R-One Toyota (M)
Andrea Belicchi/Dominik Kraihamer/Fabio Leimer

LMP2

#21 STRAKKA RACING GBR
Dome-Strakka S103 Nissan (M)
Nick Leventis/Danny Watts/Jonny Kane

#24 SÉBASTIEN LOEB RACING FRA
Oreca 03 Nissan (M)
René Rast/Jan Charouz/Vincent Capillaire

#26 G-DRIVE RACING RUS
Morgan Nissan LMP2 (D)
Roman Rusinov/Olivier Pla/Julien Canal

#27 SMP RACING RUS
Oreca 03 Nissan (M)
Kirill Ladygin/Anton Ladygin/Viktor Shaitar

#29 PEGASUS RACING DEU
Morgan Nissan LMP2 (D)
Julien Schell/Niki Leutwiller/piloto a confirmar

#33 OAK RACING TEAM ASIA FRA
Ligier JS P2 HPD (M)
David Cheng/Ho-Pin Tung/piloto a confirmar

#34 RACE PERFORMANCE CHE
Oreca 03 Judd (D)
Michel Frey/Franck Mailleux/Jon Lancaster

#35 OAK RACING FRA
Morgan Nissan LMP2 (D)
Alex Brundle/pilotos a confirmar

#36 SIGNATECH-ALPINE FRA
Alpine A450 Nissan (M)
Nelson Panciatici/Paul-Loup Chatin/Oliver Webb

#37 SMP RACING RUS
Oreca 03 Nissan (M)
Nicolas Minassian/Sergey Zlobin/Maurizio Mediani

#38 TEAM JOTA SPORT GBR
Zytek Z11SN Nissan (D)
Simon Dolan/Harry Tincknell/Marc Gené

#41 GREAVES MOTORSPORT GBR
Zytek Z11SN Nissan (D)
Tom Kimber-Smith/Chris Dyson/Matt McMurry

#42 CATERHAM RACING MYS
Zytek Z11SN Nissan (D)
Alessandro Latif/pilotos a confirmar

#43 NEWBLOOD BY MORAND RACING CHE
Morgan Judd LMP2 (D)
Christian Klien/Gary Hirsch/Romain Brandela

#46 TDS RACING FRA
Ligier JS P2 Nissan (D)
Pierre Thiriet/Ludovic Badey/Tristan Gommendy

#47 KCMG HKG
Oreca 03 Nissan (M)
Richard Bradley/Matthew Howson/Alexandre Imperatori

#48 MURPHY PROTOTYPES IRL
Oreca 03 Nissan (D)
Tor Graves/Rodolfo Gonzalez/Karun Chandhok

#50 LARBRE COMPETITION FRA
Morgan Judd LMP2 (M)
Keiko Ihara/Ricky Taylor/piloto a confirmar

LMGTE-PRO

#51 AF CORSE ITA
Ferrari F458 Italia (M)
Gianmaria Bruni/Toni Vilander/Giancarlo Fisichella

#52 RAM RACING GBR
Ferrari F458 Italia (M)
Matt Griffin/Álvaro Parente/James Rossiter

#71 AF CORSE ITA
Ferrari F458 Italia (M)
Davide Rigon/James Calado/Olivier Beretta

#73 CORVETTE RACING USA
Chevrolet Corvette C7-R (M)
Jan Magnussen/Antonio Garcia/Jordan Taylor

#74 CORVETTE RACING USA
Chevrolet Corvette C7-R (M)
Oliver Gavin/Tommy Milner/Richard Westbrook

#91 PORSCHE AG TEAM MANTHEY DEU
Porsche 911 (991) GT3 RSR (M)
Patrick Pilet/Jörg Bergmeister/Nick Tandy

#92 PORSCHE AG TEAM MANTHEY DEU
Porsche 911 (991) GT3 RSR (M)
Marco Holzer/Fréderic Makowiecki/Richard Lietz

#97 ASTON MARTIN RACING GBR
Aston Martin Vantage V8 (M)
Stefan Mücke/Darren Turner/Bruno Senna

#99 ASTON MARTIN RACING-BAMBOO ENGINEERING GBR
Aston Martin Vantage V8 (M)
Darryl O’Young/Fernando Rees/Alex MacDowall

LMGTE-AM

#53 RAM RACING GBR
Ferrari F458 Italia (M)
Johnny Mowlem/Ben Collins/Mark Patterson

#58 TEAM SOFREV-ASP FRA
Ferrari F458 Italia (M)
Fabién Barthez/Anthony Pons/Soheil Ayari

#60 AF CORSE ITA
Ferrari F458 Italia (M)
Peter Ashley Mann/Lorenzo Casé/Raffaele Gianmaria

#61 AF CORSE ITA
Ferrari F458 Italia (M)
Luis Perez-Companc/Mirko Venturi/Marco Cioci

#62 AF CORSE ITA
Ferrari F458 Italia (M)
Yannick Mallegol/Jean-Marc Bachellier/Howard Blank

#66 JMW MOTORSPORT GBR
Ferrari F458 Italia (M)
Seth Neiman/Spencer Pumpelly/Abdulaziz Al Faisal

#67 IMSA PERFORMANCE MATMUT FRA
Porsche 911 (991) GT3 RSR (M)
Erik Maris/Jean-Marc Merlin/Eric Hélary

#70 TEAM TAISAN JPN
Ferrari F458 Italia (M)
Matteo Malucelli/Nic Jönsson/Tracy Krohn

#72 SMP RACING RUS
Ferrari F458 Italia (M)
Andrea Bertolini/pilotos a confirmar

#75 PROSPEED COMPETITION BEL
Porsche 911 (997) GT3 RSR (M)
François Perrodo/Matthieu Vaxivière/Emmanuel Collard

#76 IMSA PERFORMANCE MATMUT FRA
Porsche 911 (991) GT3 RSR (M)
Raymond Narac/Nicolas Armindo/David Hallyday

#77 DEMPSEY RACING-PROTON USA
Porsche 911 (991) GT3 RSR (M)
Patrick Dempsey/Joe Foster/piloto a confirmar

#79 PROSPEED COMPETITION BEL
Porsche 911 (997) GT3 RSR (M)
Jeroen Bleekemolen/Cooper MacNeil/Bret Curtis

#81 AF CORSE ITA
Ferrari F458 Italia (M)
Steve Wyatt/Michele Rugolo/Sam Bird

#90 8STAR MOTORSPORTS USA
Ferrari F458 Italia (M)
Enzo Potolicchio/Gianluca Roda/Paolo Ruberti

#95 ASTON MARTIN RACING-YOUNG DRIVER GBR
Aston Martin Vantage V8 (M)
Nicki Thiim/Kristian Poulsen/David Heinemeier-Hänsson

#98 ASTON MARTIN RACING GBR
Aston Martin Racing V8 (M)
Paul Dalla Lana/Pedro Lamy/piloto a confirmar

INVITATIONAL

#0 NISSAN MOTORSPORTS JPN
Nissan ZEOD RC (M)
Lucas Ordoñez/Wolfgang Reip/Thomas Erdos

Alboreto

s1_1RIO DE JANEIRO – Dia 25 de abril: 13 anos sem Michele Alboreto.

O italiano testava para a Audi com o protótipo R8 no circuito Eurospeedway em Lausitz, na Alemanha, quando um pneu estourou e provocou um acidente grave. Em decorrência dos ferimentos, Alboreto morreu aos 44 anos de idade.

Campeão das 24 Horas de Le Mans em 1997, 3º colocado nas edições de 1999 e 2000, o italiano disputou 194 corridas de Fórmula 1, com cinco vitórias, duas poles, cinco voltas mais rápidas em prova, 23 pódios e um vice-campeonato de pilotos em 1985.

Versátil, Alboreto andou também de Esporte-Protótipo, DTM e fez também cinco corridas de Fórmula Indy entre 1996 e 1997. Sua última vitória na carreira foi no mesmo ano de sua morte, nas 12 Horas de Sebring. Ele fez parte da profícua safra de pilotos italianos dos anos 70/80. E deixou saudades.

Giorgio Pianta (1935-2014)

4432120140418154833A voz da experiência: Miki Biasion, um dos maiores pilotos do WRC em todos os tempos, ouve os conselhos de Giorgio Pianta, o “pai” do Lancia Delta S4

RIO DE JANEIRO – Faleceu na última semana um dos mais representativos nomes do automobilismo italiano em todos os tempos. Giorgio Pianta, o pai do Lancia Delta S4, foi o artífice do domínio do fabricante italiano nas provas do World Rally Championship (WRC) nos anos 80, com pilotos do naipe de Miki Biasion, Didier Auriol, Markku Alen e Juhä Känkkunen. Ele tinha 78 anos e estava às vésperas de completar mais um aniversário.

A carreira de Giorgio Pianta começou em 1953 na lendária prova Mille Miglia, disputada nas estradas da Itália e que inspiraram algumas cenas de Amarcord, o filme autobiográfico do cineasta Federico Fellini. Em grande parte de sua trajetória, ele guiou diversos modelos dos construtores italianos, feito os Fiat Abarth, a Alfa Romeo Giulietta e a Lancia Flaminia. Também andou de Porsche 911 S e com a lendária Giulia Sprint GTA do construtor do trevo de quatro folhas.

Em seu currículo, constaram também diversas participações em provas do World Sportscar Championship, notadamente nos anos 70. Correndo pela equipe Jolly Club, chegou em 7º lugar nos 1000 km de Dijon-Prenois de 1973, num Lola T280 em dupla com o compatriota Pino Pica, o parceiro que esteve com ele no maior número de provas. No ano seguinte, a dupla chegaria em 6º nos 1000 km de Monza.

24h81_68_Lancia_2Única vez: Pianta disputou as 24h de Le Mans em 1981 com este Lancia Beta Montecarlo Turbo. Chegou em 14º lugar

Venceu por três vezes o Giro d’Italia e sua última aparição como piloto foi nas 9 Horas de Kyalami, em 1982, quando já tinha 47 anos de idade, num Porsche 908/3 da Brunn Racing, chegando em sexto ao lado de Jean-Michel Martin e Alain de Cadenet. Nas 24 Horas de Le Mans, participou apenas uma vez: chegou em 14º com um Lancia Beta Montecarlo Turbo ao lado de Giorgio Schön e Martino Finotto.

giudici-giorgio-piantaTempos de Alfa Romeo e DTM, atuando como diretor. Na foto, com o então piloto da marca Gianni Giudici

Quando passou para o outro lado do balcão, como diretor e piloto de testes, Giorgio Pianta mostrou toda a sua competência. Sob sua batuta, a Lancia se tornou uma das marcas mais vitoriosas do WRC nos anos 80 e na década seguinte, o Grupo Fiat, dono da Alfa Romeo, o designou para ser o chefe do projeto da marca no DTM, o competitivo Campeonato Alemão de Turismo. Sob sua batuta, estiveram pilotos como Alessandro Nannini, Nicola Larini, Giancarlo Fischella, Stefano Modena e o saudoso Michele Alboreto. A lendária Alfa Romeo 155 Ti V6, apelidada La Piccola, deixou saudades.

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Augusto Farfus a bordo da Alfa Romeo 156, último projeto em que Pianta se envolveu antes da aposentadoria

Antes da aposentadoria, Pianta ainda deu sua última contribuição para o automobilismo, quando trabalhou na concepção do projeto da Alfa Romeo para o WTCC, o Mundial de Carros de Turismo, quando foi desenvolvido em parceria entre a Nordauto e a N. Technology o modelo 156 que teve, inclusive, o brasileiro Augusto Farfus a bordo.

Pequenas maravilhas – Porsche 911 GT1-98 (1998)

1797034_10201523251752127_1350723655_nRIO DE JANEIRO – Cortesia do Milton Pecegueiro Rubinho, o “Fio”, aí está uma miniatura caprichadíssima do Porsche 911 GT1-98, o último carro da marca de Stuttgart a ganhar as 24 Horas de Le Mans na classificação geral, com os pilotos Laurent Aiello/Stéphane Ortelli/Allan McNish.

Na verdade, o que está na foto é o #25, de “Brilliant” Bob Wollek/Jörg Müller/Üwe Alzen, que chegou em 2º lugar. Portanto, a turma alemã faturou a prova em grandíssimo estilo, em dobradinha.

Foi também a última vitória de um carro com motor flat de cilindros opostos, em Sarthe. Nesse ano, a Porsche, em seu retorno às competições de Protótipos tenta sua 17ª vitória na geral, com o novo 919 Hybrid. Em 2013, a marca alcançou e superou a casa de 100 triunfos na história da prova francesa.

Quinta coluna

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RIO DE JANEIRO – Domingo é dia de Coluna Parabólica no site Grande Prêmio. Como na semana que vem começam, numa só tacada, o Europeu e o Mundial de Endurance, o assunto desta vez é a volta de duas marcas francesas, ícones do automobilismo: a Alpine, campeã da LMP2 no Europeu ano passado e a Ligier, que regressa através da OAK Racing.

É um sinal de que o automobilismo da Terra da Bastilha volta a reencontrar um caminho, após uma entressafra longa de bons pilotos na Fórmula 1 e do fim do programa de Endurance da Peugeot e da equipe do lendário Henri Pescarolo.

O link para a coluna está aqui. Boa leitura a todos. Aguardo os comentários de vocês.