Toyota domina e vence mais uma no FIA WEC

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RIO DE JANEIRO – Aos que tinham dúvidas acerca do potencial do TS040 Hybrid da Toyota, principalmente depois do Prólogo em Paul Ricard – quando o desempenho dos dois protótipos foi muito questionado, pela diferença em relação às rivais, os japoneses vieram não só com a resposta da vitória das 6 Horas de Silverstone como também repetiram a dose neste sábado. Mais uma vez, a trinca do carro #8 guiado por Sébastien Buemi/Nicolas Lapierre/Anthony Davidson chegou na frente, fazendo a tripulação disparar na liderança do Mundial de Pilotos da classe LMP1 com 50 pontos. E tudo isso antes das 24 Horas de Le Mans, que dão pontuação dobrada para os vitoriosos.

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O triunfo enfático da Toyota, segundo consecutivo em 2014, coloca uma enorme pulga atrás da orelha dos germânicos. Audi e Porsche vão juntar os cacos e dimensionar o tamanho da sova que levaram na pista. A turma de Stuttgart até que mostrou serviço e o #14 de Romain Dumas/Marc Lieb/Neel Jani liderou a corrida partindo da pole, por um bom período. Após alguns problemas técnicos, perderam uma volta e acabaram na 4ª posição. Já a corrida do #20 foi muito mais atribulada, cheia de percalços, desde o início. Primeiro tiveram problemas com a suspensão e depois, várias falhas mecânicas. Acabaram em 23º lugar, vinte e três voltas atrasados.

Novamente a Audi tornou-se a maior derrotada no início do FIA WEC. Fica claro que a mudança de regulamento foi um tiro no pé da turma de Ingolstadt e a opção pela categoria 2MJ na Equivalência de Tecnologia é um retrocesso de desempenho dos R18 e-tron quattro. Mesmo assim, o Audi #1 fez uma boa corrida dentro das limitações do protótipo e o brasileiro Lucas Di Grassi salvou um importante 2º lugar, ao lado dos parceiros Tom Kristensen e Loïc Duval.

O carro #2 de Marcel Fässler/Bénoit Tréluyer/Andre Lotterer também não foi páreo na briga pela vitória, encerrando a disputa em 5º lugar, à frente do R18 e-tron quattro longtail de Filipe Albuquerque/Marco Bonanomi. Mau sinal? Cedo para dizer. Le Mans é território Audi nos últimos anos e não se pode dizer que os “quatrargólicos”, para usar uma expressão comum no blog do Flavinho Gomes, são carta fora do baralho.

A Rebellion Racing usou a prova de Spa como teste dinâmico do novo R-One. O carro parece ter potencial, mas precisa de desenvolvimento. Cinco dias de testes não representaram nada: o carro ganhou muita quilometragem neste fim de semana e, mesmo com 10 voltas de atraso, o #12 de Nick Heidfeld/Mathias Beche/Nicolas Prost completou a prova na sétima colocação. O #13 teve um sem fim de problemas e foi o único carro que abandonou a disputa na Bélgica.

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Na LMP2, a KCMG começou bem e na frente, mas o protótipo Oreca Nissan do time de Hong Kong foi perdendo terreno no correr da disputa e a vitória, pela segunda prova consecutiva, foi do #26 de Roman Rusinov/Julien Canal/Olivier Pla, que também disparam na liderança do campeonato com duas vitórias e os mesmos 50 pontos da turma da Toyota na LMP1. Em segundo ficou o trio da Jota Sport, com Marc Gené/Simon Dolan/Harry Tincknell, seguidos por Richard Bradley/Matthew Howson/Alexandre Imperatori. A SMP Racing ficou longe da briga pelo pódio: o carro #27 de Nicolas Minassian/Sergey Zlobin/Maurizio Mediani, inclusive, pagou um stop & go por queima de largada e não conseguiu mais se recuperar.

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Como sempre, na LMGTE-PRO as brigas por posição garantiram a emoção ao longo das 6 horas de disputa. Os Aston Martin Vantage começaram fortes e em dado momento, chegaram à dobradinha, com Stefan Mücke e o brasileiro Fernando Rees andando muito. Porém, prevaleceu a maior coesão da dupla da AF Corse no carro #51: vitória de Toni Vilander/Gimmi Bruni, seguidos por Patrick Pilet/Jörg Bergmeister, que conquistaram o segundo lugar após uma luta sensacional com a outra Ferrari do time italiano, guiada pela dupla James Calado/Davide Rigon.

O carro #97 de Bruno Senna/Darren Turner/Stefan Mücke completou em quarto, seguido por Fernando Rees/Alex MacDowall/Darryl O’Young, num bom fim de semana da tripulação do #99.

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A disputa na LMGTE-AM foi menos intensa e a vitória também pertenceu aos italianos da AF Corse, com a Ferrari de Mirko Venturi/Marco Cioci/Luis Perez-Companc levando a melhor após completar 149 voltas na pista belga. A Aston Martin levou as posições seguintes de pódio com Richie Stanaway/Kristian Poulsen/David Heinemeier-Hänsson e Pedro Lamy/Paul Dalla Lana/Christoffer Nygaard.

Agora é esperar pela cereja do bolo: a edição 2014 das 24 Horas de Le Mans, a 82ª da história da prova francesa. E do jeito que a coisa vai, melhor a Audi pôr de uma vez por todas as barbas de molho. Duvido muito, no entanto, que a Toyota chegue a Sarthe achando que pode “chutar cachorro morto” na França, porque, repito, a prova francesa é território alemão há mais de 10 anos.

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FIA WEC: momento histórico em Spa; pole do 919 Hybrid!

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RIO DE JANEIRO – Um treino simplesmente espetacular para as 6 Horas de Spa-Francorchamps não poderia ter tido um final histórico: a Porsche conquistou a pole position para a 2ª etapa do Campeonato Mundial de Endurance, com largada prevista para este sábado às 9h30, pelo horário de Brasília. O carro #14 guiado por Neel Jani e Marc Lieb (que tem também Romain Dumas a bordo) roubou da Toyota uma pole que parecia certa e fez explodir de alegria os boxes do time de Stuttgart.

Com uma condução impecável, especialmente de Lieb, no chamado “apagar das luzes”, o 919 Hybrid ficou com a posição de honra no treino, cravando a média de voltas em 2’01″198, numa sessão que começou em condições adversas: choveu após o segundo treino livre, a pista ficou úmida e, mesmo com o frio (temperatura perto de 10ºC na pista), os tempos baixaram progressivamente.

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Em alguns momentos, as imagens mostravam o que, para os mais desavisados, parecia briga por posição numa corrida, tamanha a fome dos pilotos em busca do melhor tempo. E desta vez a Porsche saiu-se melhor, com o #8 partilhado no treino por Sébastien Buemi e Anthony Davidson em 2º lugar – na média, ficaram a 0″638 da pole.

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A Audi foi mais uma vez derrotada – e foi uma derrota feia: o #2 de Andre Lotterer e Marcel Fässler ficou em terceiro a 1″301 da pole e o #1, que teve o brasileiro Lucas Di Grassi a bordo, não passou da 6ª posição, a 2″683 do melhor tempo. Pior mesmo foi o #3: mesmo com o kit de aerodinâmica de Le Mans, na versão longtail, o carro de Marco Bonanomi/Filipe Albuquerque ficou apenas em sétimo lugar.

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Como previsto, os dois Rebellion R-One estiveram longe de ser competitivos: o #12 foi o único que efetivamente marcou tempo na qualificação e o carro guiado primeiro por Mathias Beche e depois por Nicolas Prost ficou a longos 13″736 da pole. O #13 quase não treinou: cheio de problemas desde o primeiro treino livre, Dominik Kraihamer ficou sem completar uma única volta. Vão largar no fim do pelotão, junto com o #37 da SMP Racing, vítima de uma batida na segunda sessão.

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Aliás, entre os LMP2, uma surpresa: a KCMG Racing fez um ótimo trabalho graças a Richard Bradley e Matt Howson, desbancando o #27 da SMP Racing conduzido por Nicolas Minassian e Maurizio Mediani e o Morgan #26 da G-Drive Racing vencedor das 6 Horas de Silverstone. Pole e 8º posto geral para a equipe de Hong Kong, portanto.

Nas classes LMGTE, domínio da AF Corse: os italianos ficaram com a pole não só na LMGTE-PRO como também na LMGTE-AM. Nesta última, Mirko Venturi e Marco Cioci conseguiram superar o Porsche da Prospeed Competition, equipe da casa e que tem um ótimo acerto para a pista. Aliás, destaque para o jovem (19 anos) Mathieu Vaxivière, muito bem a bordo do carro #75.

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Na divisão principal, Gimmi Bruni/Toni Vilander marcaram a média de voltas em 2’32″338, 0″167 abaixo do Aston Martin #97 partilhado por Stefan Mücke e Darren Turner na qualificação. Esse será o carro em que Bruno Senna vai participar da prova belga. O Porsche #92 de Fréderic Makowiecki/Marco Holzer ficou em terceiro. Já o Aston #99 de Fernando Rees/Darryl O’Young/Alex MacDowall foi razoavelmente bem, com a quinta posição no grupo e a 17ª média geral – 2’33″070.

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A AF Corse, que tem três Ferrari inscritas na LMGTE-AM e ainda dá assistência ao carro da 8Star Motorsports, ainda abiscoitou o 3º posto na divisão com Michele Rugolo e Andrea Bertolini no #81. O #90 de Enzo Potolicchio e Paolo Ruberti foi o quinto e a seguir veio o #60 de Lorenzo Casé e Raffaele Gianmaria, mais rápido que os dois Aston Martin que fecharam a raia nesta classe.

 Vale a dica: o site do FIA WEC – link aqui ao lado, no blog – transmite a corrida em live streaming ao vivo e na íntegra. Embora o acesso esteja sendo cobrado (€ 19.99 pela temporada completa, exceto Le Mans e € 4.99 corrida por corrida, exceto Le Mans também) a partir deste ano, basta ao usuário cadastrar nome, e-mail e senha, não concluir a transação, abrir uma nova janela (members.fiawec.com) e voilà: a transmissão se materializa. O narrador é o sempre excelente John Hindnaugh, com os comentários de Nick Daman.

Chuva e dobradinha da Toyota na abertura do WEC

RIO DE JANEIRO – A chuva deu o ar de sua graça nas 6 Horas de Silverstone, prova inaugural do Campeonato Mundial de Endurance (FIA WEC). Misturada à temperatura baixa, ela provocou uma reviravolta nas disputas que prometiam muito – e acabaram não acontecendo como todos nós gostaríamos de ver. E foi a água que caía em proporções bíblicas no correr da tarde inglesa que fez interromper a disputa antes do seu final.

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Para a Toyota, isto pouco importou. O construtor japonês conquistou uma vitória importante, para marcar território. É uma pequena amostra do quanto não será fácil a vida de Audi e Porsche e foi um triunfo que justificou o investimento: vitória em dobradinha, cabendo o primeiro posto ao novo Toyota TS040 Hybrid guiado por Anthony Davidson/Nicolas Lapierre/Sébastien Buemi e o segundo ao carro de Alex Wurz/Kazuki Nakajima/Stéphane Sarrazin.

Presente em Silverstone durante todo o fim de semana, o mau tempo foi o responsável direto pelos desígnios da sorte – e do azar – dos japoneses e das rivais Audi e Porsche na classe LMP1. O brasileiro Lucas Di Grassi, escalado para o primeiro turno no Audi #1 junto aos campeões mundiais Loïc Duval e Tom Kristensen, pareceu nervoso no começo. Depois de cometer alguns pequenos erros, o piloto se acalmou e vinha razoavelmente bem até a 24ª volta.

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Naquela altura, já chovia em vários pontos do traçado e a pista, com quase 6 km de extensão, fica traiçoeira. A Audi sabia disto e o piloto também. O erro de avaliação das condições do asfalto custou caro: Di Grassi perdeu o controle após o protótipo entrar em aquaplaning e bateu forte numa barreira de proteção, danificando toda a seção dianteira do R18 e-tron quattro.

A muito custo, Lucas levou o carro aos boxes, mas os mecânicos e engenheiros constataram um dano irremediável no monocoque, que inclusive poderá acarretar na troca do chassi para a próxima prova, as 6 Horas de Spa-Francorchamps, que se realizam em menos de duas semanas. Fim prematuro de corrida para o #1.

O dia não era mesmo da Audi pois, mais tarde, o outro R18 da equipe oficial, guiado por Bénoit Tréluyer, também saiu da pista e se chocou com a barreira de proteção. O esforço comovente do francês em regressar para o conserto foi em vão e algo jamais visto no WEC aconteceu. Os bicampeões mundiais de Construtores terminaram uma corrida sem um único ponto marcado.

Entre os LMP1, só a Toyota teve uma corrida livre de contratempos, pois a Porsche também enfrentou os seus. O 919 Hybrid #14 do trio Romain Dumas/Neel Jani/Marc Lieb fez uma longa parada de 16 minutos em decorrência da perda de uma roda e da consequente quebra da suspensão dianteira esquerda e, não obstante, o protótipo do construtor de Stuttgart seria alijado da disputa por um problema hidráulico com a transmissão.

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Menos mal que o outro carro, o #20 de Mark Webber/Timo Bernhard/Brendon Hartley teve boa atuação e cumpriu uma boa prova. Foi uma excelente estreia do ex-piloto da Red Bull na Fórmula 1, logo com um pódio numa corrida cheia de percalços.

Os muitos abandonos ajudaram o velho Lola B12/60 Toyota de Nicolas Prost/Nick Heidfeld/Mathias Beche a terminar em quarto lugar. A despedida – agora parece que definitiva – do carro foi bastante honrosa. Já o outro bólido da Rebellion Racing, guiado por Fabio Leimer/Dominik Kraihamer/Andrea Belicchi, ficou pelo caminho.

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Na LMP2, a luta pela vitória foi polarizada entre o Morgan da G-Drive Racing guiado por Olivier Pla/Julien Canal/Roman Rusinov e o Oreca da KCMG conduzido por Matthew Howson/Richard Bradley/Tsugio Matsuda. Pla teve, como de hábito, uma prestação fortíssima no início, mas a trinca do time de Hong Kong mostrou qualidades e com Howson a bordo, o carro #47 chegou a liderar com uma volta de vantagem.

Porém, a bandeira amarela e a entrada do Safety Car em decorrência da batida de Tréluyer beneficiaram a tripulação da G-Drive, que descontou a volta perdida e retomou a chance de vitória. Após um pit stop, o Oreca foi punido com um stop & go por excesso de velocidade nos boxes e a situação se resolveu em favor do #26.

A estreia da SMP Racing no WEC foi bastante atribulada. Os dois carros do time russo tiveram vários problemas mecânicos no correr da disputa e o #37 acabou nocauteado com menos de 2h30 de competição. O #27 de Nicolas Minassian/Sergey Zlobin/Maurizio Mediani, mesmo após alguns contratempos, foi até o fim, mesmo nove voltas atrás da trinca vencedora da LMP2.

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A LMGTE-PRO assistiu no início a uma luta titânica entre a Ferrari de Gianmaria Bruni/Toni Vilander contra os Porsches do Team Manthey. O carro #51 da AF Corse não resistiu muito tempo e os carros do fabricante alemão dominaram a disputa até o seu final. A vitória foi do trio do #92, formado por Fred Makowiecki/Marco Holzer/Richard Lietz, tendo Nick Tandy/Patrick Pilet/Jörg Bergmeister em segundo.

Após um treino modesto, Darren Turner/Stefan Mücke fizeram uma boa corrida e terminaram em 3º, superando Bruni/Vilander e também Davide Rigon/James Calado, na outra Ferrari da AF Corse. O brasileiro Fernando Rees e seus parceiros Alex MacDowall e Darryl O’Young pelo menos conseguiram concluir a disputa, embora um pouco atrasados em relação aos primeiros colocados. Acabaram em 7º na classe e em 14º na geral, com 144 voltas completadas.

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A Aston Martin bisou o triunfo na LMGTE-AM, subclasse na qual vencera ano passado. O #95 de Nicki Thiim/David Heinemeier-Hänsson/Kristian Poulsen faturou a prova em dobradinha com o #98 de Paul Dalla Lana/Pedro Lamy/Christoffer Nygaard. O pódio foi completado por Sam Bird/Steve Wyatt/Michele Rugolo.

 

FIA WEC: Toyota na pole em Silverstone

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RIO DE JANEIRO – Nem Porsche, nem Audi. As marcas alemãs foram batidas no treino de classificação da prova de abertura do Mundial de Endurance (FIA WEC). As 6 Horas de Silverstone começam com o novo Toyota TS040 Hybrid na frente do pelotão de 27 carros que largarão neste domingo. O carro #7 de Alex Wurz/Kazuki Nakajima/Stéphane Sarrazin foi o mais eficiente na média das quatro melhores voltas de dois dentre os três pilotos escalados e conquistou a posição de honra – 1’42″774, apenas 0″005 melhor que o Audi R18 e-tron quattro #1 revezado pelo mito Tom Kristensen e pelo francês Loïc Duval, e que terá também o brasileiro Lucas Di Grassi na pilotagem.

Dona do melhor tempo dos testes da Pré-Temporada em Paul Ricard, a Porsche acabou em terceiro com o melhor dos seus 919 Hybrid. O carro #14 guiado por Romain Dumas e Neel Jani ficou a 0″313 da pole e menos de um décimo à frente do Audi #2 guiado por Bénoit Tréluyer e Andre Lotterer.

O Toyota #8 partilhado por Anthony Davidson e Nicolas Lapierre ficou com a quinta posição, a 0″415 apenas da pole, seguido do Porsche #20 de Mark Webber e Timo Bernhard. Seis carros dentro de menos de meio segundo, antevendo um enorme equilíbrio à vista na corrida deste domingo.

Únicos carros sem ERS dentro da LMP1, os dois velhos Lola B12/60 Toyota da Rebellion Racing até que não comprometeram. Na média de voltas dos dois carros, o #13 de Kraihamer/Belicchi/Leimer fez um ótimo trabalho, ficando a apenas 1″511 da pole e batendo o #12 de Heidfeld/Prost/Beche na briga doméstica dos dois carros helvéticos.

Com apenas quatro dos sete carros previstos para o WEC, a LMP2 foi dominada pelo Morgan #26 da G-Drive Racing. O carro de Olivier Pla/Roman Rusinov/Julien Canal conseguiu a média de 1’49″156 nas quatro melhores voltas da qualificação. Como curiosidade, esse carro foi mais lento que os cinco melhores do grid do ELMS, nessa mesma pista.

O Oreca #47 da KCMG conseguiu o segundo tempo no grupo e o 10º posto geral no grid, superando os dois carros da SMP Racing, com o #37 dos russos Viktor Shaitar/Anton Ladygin/Kyrill Ladygin surpreendendo ao ficar à frente do #27 de Sergey Zlobin/Nicolas Minassian/Maurizio Mediani.

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Na LMGTE-PRO e na LMGTE-AM, ótima performance da AF Corse. Duas poles para o time de Amato Ferrari, com o #51 de Gimmi Bruni/Toni Vilander se impondo na classe principal e o #81 de Steve Wyatt/Michele Rugolo/Sam Bird alcançando não só o melhor tempo da LMGTE-AM como também superando três dos sete carros inscritos na LMGTE-PRO.

Ao contrário do ano passado, a Aston Martin não foi bem na classe principal: o #97 de Darren Turner/Stefan Mücke ficou em quinto no grupo e em 18º na geral, superado também pelo pole da LMGTE-AM. Já o #99 de Alex MacDowall/Darryl O’Young/Fernando Rees foi o carro de pior desempenho da LMGTE-PRO, ficando atrás também dos dois carros do construtor inglês inscritos na LMGTE-AM. O trio do piloto brasileiro larga da 23ª posição entre 27 carros.

As 6 Horas de Silverstone têm largada programada para 8h da manhã, pelo horário de Brasília. O site do FIA WEC transmite a corrida em live streaming ao vivo e na íntegra. Embora o acesso esteja sendo cobrado (€ 19.99 pela temporada completa, exceto Le Mans e € 4.99 corrida por corrida, exceto Le Mans também) a partir deste ano, basta ao usuário cadastrar nome, e-mail e senha, não concluir a transação, abrir uma nova janela (members.fiawec.com) e voilà: a transmissão se materializa.

Quem é quem: European Le Mans Series 2014 – equipes LMGTE

RIO DE JANEIRO – A classe LMGTE é a segunda em importância na temporada 2014 do European Le Mans Series, uma vez que os LMPC não darão o ar da graça e no próximo ano chega a nova subdivisão LMP3. Enquanto isso, a subclasse multimarcas de Grã-Turismo se reveste de importância, num ano de crescimento. O grid terá 13 carros inscritos e diversas equipes com passagem pelo WEC e outras séries internacionais. Aqui, ao contrário do Mundial de Endurance, não há distinção por categoria de pilotos. As diferentes graduações – platina, ouro, prata e bronze – se misturam no mesmo campeonato, tornando a disputa bem mais interessante.

Um estreante chama a atenção. Aos 42 anos de idade, o antigo goleiro da seleção francesa campeã em 1998, Fabién Barthez, faz sua estreia num certame internacional visando a primeira aparição nas 24 Horas de Le Mans.

Eis as equipes participantes:

AF CORSE
Sede: Piacenza, Itália
Chefe de equipe: Battistino Pregliasco
Diretor técnico: Luigi Urbinelli
Carro: Ferrari F458 Italia GTE
Motor: Ferrari F142 4,5 litros V8
Câmbio: Hewland sequencial de 6 marchas
Pneus: Michelin
Pilotos: Piergiuseppe Perazzini/Marco Cioci/Michael Lyons (#54) e Duncan Cameron/Matt Griffin/Michele Rugolo (#55)

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AT RACING
Sede: Viena, Áustria
Chefe de equipe: Aliaksandr Talkanitsa
Diretor técnico: (?)
Carro: Ferrari F458 Italia GTE
Motor: Ferrari F142 4,5 litros V8
Câmbio: Hewland sequencial de 6 marchas
Pneus: Michelin
Pilotos: Aliaksandr Talkanitsa/Aliaksandr Talkanitsa Jr./Pierre Kaffer (#56)

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TEAM SOFREV-ASP
Sede: Nogaro, França
Chefe de equipe: Jerôme Policand
Diretor técnico: Olivier Hebutème
Carro: Ferrari F458 Italia GTE
Motor: Ferrari F142 4,5 litros V8
Transmissão: Hewland sequencial de 6 marchas
Pneus: Michelin
Pilotos: Fabién Barthez/Anthony Pons/Soheil Ayari (#58)

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JMW MOTORSPORT
Sede: Colchester, Essex (Inglaterra)
Chefe de equipe: Jim McWhiter
Diretor técnico: Steve “Doc” Bunkhall
Carro: Ferrari F458 Italia GTE
Motor: Ferrari F142 4,5 litros V8
Transmissão: Hewland sequencial de 6 marchas
Pneus: Michelin
Pilotos: Daniel McKenzie/Daniel Zampieri/George Richardson (#66)

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IMSA PERFORMANCE MATMUT
Sede: St. Jean du Chardonnay, Haute-Normandie (França)
Chefe de equipe: Franck Rava
Diretor técnico: Arnaud Soudey
Carro: Porsche 911 (991) GT3 RSR
Motor: Porsche 4 litros Flat 6
Transmissão: Porsche sequencial de 6 marchas
Pneus: Michelin
Pilotos: Eric Hélary/Erik Maris/Jean-Marc Merlin (#67) e Raymond Narac/Nicolas Armindo/David Hallyday (#76)

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SMP RACING
Sede: Moscou, Rússia
Chefe de equipe: Boris Rotemberg
Diretor técnico: Benjamin Durand
Carro: Ferrari F458 Italia GTE
Motor: Ferrari F142 4,5 litros V8
Transmissão: Hewland sequencial de 6 marchas
Pneus: Michelin
Pilotos: Andrea Bertolini/Viktor Shaitar/Sergey Zlobin (#72)

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KESSEL RACING
Sede: Grancia-Lugano, Suíça
Chefe de equipe: Ronnie Kessel
Diretor técnico: Pier Deldon
Carro: Ferrari F458 Italia GTE
Motor: Ferrari F142 4,5 litros V8
Transmissão: Hewland sequencial de 6 marchas
Pneus: Michelin
Pilotos: Michael Broniszewski/Giacomo Piccini/Marco Frezza (#80) e Kolawuke Aluko/Thomas Kemenater/Matteo Cressoni (#81)

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CRUBILÉ SPORT
Sede: Bures-Sur-Yvette, França
Chefe de equipe: Sébastien Crubilé
Diretor técnico: Laurent Corric
Carro: Porsche 911 (997) GT3 RSR
Motor: Porsche 4 litros Flat 6
Transmissão: Porsche sequencial de 6 marchas
Pneus: Michelin
Pilotos: François Perrodo/Sébastien Crubilé/Emmanuel Collard (#82)

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GULF RACING UK
Sede: Milton Keynes, Inglaterra
Chefe de equipe: Matt Beers
Diretor técnico: Brad Fincham
Carros: Aston Martin Vantage V8 e Porsche 911 (997) GT3 RSR
Motores: Aston Martin 4,5 litros V8 e Porsche 4 litros Flat 6
Transmissões: Xtrac sequencial de 6 marchas e Porsche sequencial de 6 marchas
Pneus: Michelin
Pilotos: Roald Goethe/Stuart Hall/Dan Brown (#85) e Adam Carroll/Michael Wainwright/Ben Barker (#86)

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Quem é quem – Mundial de Endurance 2014: equipes LMGTE-PRO

RIO DE JANEIRO – O blog volta a apresentar as equipes do Mundial de Endurance 2014. É a hora e a vez da turma da LMGTE-PRO, dos pilotos profissionais e dos carros que sofreram os últimos upgrades visando uma temporada que promete ser das mais equilibradas e disputadas.

Quatro equipes apresentam-se para a disputa – RAM Racing, Porsche AG Team Manthey, AF Corse e Aston Martin Racing. A novidade é a vinda do time campeão do ELMS, que se junta aos antigos participantes do WEC. Já quanto às marcas, nada muda: a briga será, mais uma vez, entre Ferrari, Porsche e Aston Martin. No prólogo, houve algum equilíbrio entre as duas primeiras. A Aston Martin apenas trabalhou com a trinca do carro #99, buscando entrosamento entre os novos pilotos.

Vamos às equipes participantes da LMGTE-PRO, portanto:

RAM RACING
Sede: Silverstone, Northamptonshire (Grã-Bretanha)
Chefe de equipe: Dan Shufflebottom
Diretor técnico: Mark Schomann
Carro: Ferrari F458 Italia
Motor: Ferrari F142 4,5 litros V8
Transmissão: Hewland sequencial de 6 marchas
Pneus: Michelin

4d5a8742Novidade na LMGTE-PRO em 2014, a RAM Racing entra como a segunda equipe representante da Ferrari no FIA WEC nesta divisão. O time de Dan Shufflebottom tem como principal trunfo, fora da pista, o trabalho do competente engenheiro Mark Schomann, que já serviu a diversas escuderias nos EUA. Matt Griffin, irlandês de 31 anos, permanece como titular do time. Seu parceiro neste fim de semana será o veloz português Álvaro Parente, de 29 anos. Com a anuência da McLaren, com quem o piloto tem um contrato de test driver, ele faz sua estreia no WEC neste fim de semana.

AF CORSE
Sede: Piacenza, Itália
Chefe de equipe: Amato Ferrari
Diretor técnico: Luigi Urbinelli
Carro: Ferrari F458 Italia
Motor: Ferrari F142 4,5 litros V8
Transmissão: Hewland sequencial de 6 marchas
Pneus: Michelin

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Campeã da última temporada graças a Gianmaria Bruni, a AF Corse segue como uma das principais equipes da LMGTE-PRO e, logicamente, é uma das favoritas ao título deste ano. O time italiano apresenta algumas mudanças substanciais em relação a 2013, no que diz respeito às formações de pilotos. Como Giancarlo Fisichella tomou o rumo dos EUA e Kamui Kobayashi optou por regressar à Fórmula 1, Amato Ferrari reorganizou suas duplas: trouxe o ótimo finlandês Toni Vilander para compor a dupla do #51 com Gianmaria Bruni e no carro #71, uma formação rejuvenescida: Davide Rigon, contratado do programa de pilotos da Ferrari, ascende à LMGTE-PRO ao lado do recém-chegado James Calado, antigo piloto da GP2 Series e que guiou várias vezes os carros da Force India na categoria máxima. É uma equipe com potencial para assustar Porsche e Aston Martin, mais uma vez.

PORSCHE AG TEAM MANTHEY
Sede: Meuspath, Alemanha
Chefe de equipe: Harmut Kristen
Diretor técnico: Olaf Manthey
Carro: Porsche 911 (991) GT3 RSR
Motor: Porsche 4 litros Flat 6
Transmissão: Porsche sequencial de 6 marchas
Pneus: Michelin

4d5a9250Em seu segundo ano na LMGTE-PRO, a Porsche vem com força total para impedir mais um título da Ferrari na divisão. O carro de 2014 estreou com as novas especificações no Bahrein ano passado e revelou-se competitivo de saída. Para a próxima temporada, que se inicia no domingo, o objetivo é conquistar bem mais do que a vitória nas 24 Horas de Le Mans. Para isso, a casa de Stuttgart confiará seus dois carros a um time muito forte de pilotos. Os titulares fixos do #91 serão Patrick Pilet e Jörg Bergmeister, enquanto Nick Tandy disputa as provas de Silverstone, Spa-Francorchamps e Le Mans. Já no #92, a pilotagem ficará a cargo de Marco Holzer e do recém-chegado Fred Makowiecki, que vem da Aston Martin. Richard Lietz completa a tripulação nas três primeiras provas do WEC.

ASTON MARTIN RACING
Sede: Banbury, Oxfordshire (Grã-Bretanha)
Chefe de equipe: John Gaw
Diretor técnico: Dan Sayers
Carro: Aston Martin Vantage GTE
Motor: Aston Martin 4,5 litros V8
Transmissão: Xtrac sequencial de 6 marchas
Pneus: Michelin

4d5a8750No bojo da última temporada, a Aston Martin acabou por ter mais dividendos do que lucros. Não obstante a morte trágica de Allan Simonsen no início das 24 Horas de Le Mans, a equipe perdeu o título mundial de construtores e não foi capaz de oferecer a qualquer um de seus pilotos a possibilidade de ganhar na LMGTE-PRO. Apesar dos revezes, os ânimos estão renovados para 2014. Para este ano, a AMR optou por uma separação de esquemas. O time do #97, de Darren Turner e Stefan Mücke segue assistido diretamente pela fábrica. Já o #99, que conta com uma tripulação 100% nova, formada pelo britânico Alex MacDowall, por Darryl O’Young e pelo brasileiro Fernando Rees, entra na temporada do WEC com assistência dividida entre a Bamboo Engineering e a Craft Racing, que solidificaram uma parceria tecnológica para este ano.

 

Comitê de Endurance da FIA confirma ajustes no BoP dos Grã-Turismo e especificações do Lola-Toyota para Silverstone

RIO DE JANEIRO – A Comissão de Endurance da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) confirmou as alterações no chamado Balance of Performance (BoP) de alguns modelos Grã-Turismo para o início do WEC daqui a alguns dias em Silverstone. As mudanças serão mais profundas no Aston Martin Vantage GTE e no Porsches 911 GT3 RSR, tanto na versão 997 quanto na 991.

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Após o Prólogo em Paul Ricard, foi decidido que os Aston Martin spec 2014 da classe LMGTE-PRO e spec 2013 da LMGTE-AM vêm com um decréscimo de peso de 15 kg em relação aos valores do ano passado. A altura do carro em relação ao solo foi aumentada em 5mm, o que deixa os modelos do construtor britânico dentro do limite de 55mm exigido pelo regulamento. Ano passado não era assim (o carro andava fora da altura mínima), mas a FIA concedeu um beneplácito que trouxe muita discussão no correr do último campeonato.

Também para os modelos da LMGTE-AM da Aston Martin haverá um incremento de 0,3 mm no diâmetro do restritor de ar do motor V8 do bólido e cinco litros a mais no tanque de combustível.

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Entre os Porsches, os novos 991 correrão em Silverstone com a mesma configuração técnica já adotada nas 6 Horas do Bahrein, última corrida do ano passado. Já os 997 vão poder correr com uma restrição de ar 0,6 mm maior que em 2013.

O Comitê de Endurance também deliberou sobre o Lola B12/60 Toyota da Rebellion Racing, que ainda será visto na pista britânica enquanto o novo Rebellion R-One, desenvolvido pela Oreca, não fica pronto – o que acontecerá apenas para maio, nas 6 Horas de Spa-Francorchamps.4d5a9602

De acordo com a decisão da FIA, o protótipo LMP1-L do time anglo-helvético poderá correr com restrição de 44,4mm na entrada de ar do motor Toyota V-8 que equipa os carros do time. O peso mínimo do protótipo será de 890 kg e o tanque de combustível armazenará 83 litros de gasolina.

As equipes oficiais de fábrica da classe LMP1-H já sabem qual será a alocação do fluxo de combustível de seus carros para as primeiras provas da temporada, mas esses dados ainda não foram publicados, assim como possíveis mudanças no BoP da classe LMP2. Entre os protótipos da classe principal será adotado o princípio do EoT – Equivalence of Technology.