Salut, Gilles

image1RIO DE JANEIRO – Lá se vão 32 anos desde o sábado, 8 de maio de 1982. Nesse dia, morreu o canadense Gilles Villeneuve, ídolo de toda uma geração que acompanhava automobilismo. Foi a primeira vez que chorei com a morte de um piloto – porque eu era fã do canadense – e não fui o único: meu pai, que estivera comigo no GP do Brasil em Jacarepaguá, naquele ano, não conseguiu conter as lágrimas de tristeza.

Em 2012, quando completou-se 30 anos da perda monumental, publiquei no meu ex-blog algumas frases ditas por ele e por outros sobre Gilles Villeneuve, que tomo a liberdade de republicar hoje, aqui e agora.

“O meu cheiro preferido é o da borracha queimada.”
(Gilles Villeneuve)

“Foi o piloto mais maluco que a Fórmula 1 já viu.”
(Niki Lauda)

“Saí da pista muitas vezes, mas me diverti muito.”
(Gilles Villeneuve)

“Ele era maluco, mas era um fenômeno. Conseguia fazer coisas que eram inalcançáveis para os demais.”
(Nelson Piquet)

“A minha estratégia? É andar o mais rápido possível o tempo todo.”
(Gilles Villeneuve)

“Penso que temos em Gilles um piloto maravilhoso.”
(Enzo Ferrari)

“Ele sempre arriscou mais do que qualquer outro piloto. Foi assim que construiu sua carreira.”
(Eddie Cheever Jr.)

“O homem é uma ameaça pública.”
(Ronnie Peterson)

“Enquanto eu queria me manter vivo, Gilles queria ser o mais rápido sempre – mesmo nos testes.”
(Jody Scheckter)

“O comendador, em pessoa, me telefonou e perguntou: ‘Você está pronto para guiar para nós?’ E eu respondi: ‘É claro que estou’”
(Gilles Villeneuve)

“Gilles foi o homem mais genuíno que conheci.”
(Jody Scheckter)

“Não se esqueçam que Nuvolari ganhou uma corrida só com três rodas.”
(Enzo Ferrari)

“Disse para mim mesmo: ‘Este é o Scheckter, este é o Andretti e eu consigo andar com eles.’ Fiquei muito satisfeito.”
(Gilles Villeneuve)

“Estava à espera de que uma Renault pudesse aparecer durante a largada, mas do nada veio uma Ferrari. Fui pego de surpresa e pensei: ‘De onde raios veio Villeneuve?’”
(Alan Jones)

“Ele é diferente de nós.”
(Jacques Laffite)

“Conheci apenas um piloto com a mesma capacidade que Villeneuve demonstrava ao controlar um carro: Jim Clark.”
(Chris Amon)

“Somente duas pessoas poderiam ter feito aquilo – Villeneuve e eu. Para mim, aquilo é a melhor memória de Gilles. Ele era uma ótima pessoa tanto fora, quanto dentro da pista. Gostava dele porque era natural. Ele era muito popular porque dizia exatamente o que estava na sua cabeça. Aquilo era muito importante para mim.”
(René Arnoux)

“Não penso em morrer. Mas aceito o fato de que a morte faz parte do jogo.”
(Gilles Villeneuve)

“Pensei que ele talvez fosse um pouco maluco.”
(Joanna Villeneuve)

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Direto do túnel do tempo (187)

RIO DE JANEIRO – Mais uma recordação de Luciano Do Valle nos tempos de Globo e na Fórmula 1, narrando o Mundial de 1981 ao lado de Reginaldo Leme. Imagens postadas pelo Adriano Favetta no YouTube com um trecho da transmissão do GP do Canadá, feita in loco pela dupla da emissora em Montreal.

A corrida foi disputada sob um toró digno de filme de pirata e o canadense Gilles Villeneuve, ídolo que após sua trágica morte rebatizaria esse mesmo circuito, fez barbaridades guiando sua Ferrari 126 CK com um bico inteiramente destruído, torto e tapando parte de sua visão. Engraçado é que tanto Luciano quanto o Regi tergiversaram várias vezes sobre uma possível desclassificação. Aí o bico se desprendeu por completo e, sem pressão aerodinâmica na dianteira, mesmo assim o saudoso Gilles foi 3º colocado, atrás de Jacques Laffite, da Ligier-Talbot e John Watson, da McLaren.

“É fantástico o Villeneuve”, rendeu-se o saudoso Luciano.

Há 33 anos, direto do túnel do tempo.

Saudade…

10153201_453924314738409_2131092299_nRIO DE JANEIRO – Dia 29 de março de 1981. Eu estava lá, há 33 anos, assistindo o GP do Brasil de Fórmula 1 na volta da categoria ao Rio de Janeiro. Chovia adoidado e eu, como 90% dos torcedores, estava ensopado até a alma na corrida em que todo mundo esperava uma vitória do Nelson Piquet – que não veio. Deu Carlos Reutemann na cabeça, com a Williams FW07C Cosworth.

Mas a saudade, mesmo, bateu duplamente: do Autódromo de Jacarepaguá e desse cara que desfilava arrojo, loucura e muita velocidade. Gilles Villeneuve, a lenda do #27 a bordo de sua Ferrari 126 CK, bico já quebrado por alguma barbaridade cometida no início do GP do Brasil.

Esse canadense era demais! Chorei muito quando ele morreu no ano seguinte. E em 1982, um ano depois dessa chuva, ele protagonizou uma disputa épica pela liderança com Keke Rosberg e Nelson Piquet, até rodar e bater.

Direto do túnel do tempo (78)

923295_304964949634730_1349322522_nRIO DE JANEIRO – Muitos de vocês podem nunca ter visto isso, mas a foto mostra ninguém menos que Gilles Villeneuve em sua estreia na Fórmula 1.

Na semana em que se completa 31 anos da morte do ídolo canadense, eis um instantâneo para recordar de sua primeira corrida na categoria máxima, que foi em Silverstone, na Inglaterra, no dia 16 de julho de 1977.

Sem nunca ter guiado um carro de F-1, posto que sua experiência prévia se resumia à Fórmula Atlantic e a algumas corridas de F-2, Villeneuve foi impressionante ao largar em 9º num grid de 26 pilotos, andar em sétimo por nove voltas e depois de enfrentar um problema de temperatura de óleo do motor, recuperar de 21º para chegar em décimo-primeiro, duas voltas atrás do vencedor, o britânico James Hunt, também com McLaren.

Após a estreia que deu o que falar, Chris Amon, que já o conhecia do automobilismo estadunidense, recomendou-o a Daniele Audetto e Villeneuve, naquele mesmo ano, já substituía Niki Lauda na Ferrari, para guiar por Maranello até o fim da vida.

Há 36 anos, direto do túnel do tempo.

Direto do túnel do tempo (74)

946580_479247652146822_631988705_nRIO DE JANEIRO – A foto mostra Gilles Villeneuve sendo mais Gilles Villeneuve do que nunca, durante o GP da Holanda em 1979. No circuito de Zandvoort, o canadense da Ferrari #12 aprontou poucas e boas, com direito a ultrapassagens monumentais até sair da pista – a ponto de, com a suspensão traseira esquerda quebrada, destruir o pneu e dilacerar a roda no afã de levar sua 312 T4 para os boxes. Olhem a roda dianteira direita totalmente levantada em relação ao solo…

Há 34 anos, direto do túnel do tempo.