Retrô

2014581621686_temp_Penske_Castroneves_IIRIO DE JANEIRO – E aí está a pintura retrô do carro #3 de Hélio Castroneves para a disputa das 500 Milhas de Indianápolis pelo Team Penske. Além do piloto brasileiro, somente Johnny Rutherford e Rick Mears guiaram – e venceram – com esta pintura no mítico oval de 2,5 milhas em toda a história. Lembrei que Al Unser venceu também com um carro amarelo em 1987, mas o patrocínio era Holset/Cummins.

Eu achei sensacional essa ideia e, se vocês prestarem atenção, o capacete que está ali em cima do defletor lateral também remete ao “casco” de Rick Mears, o Rei dos Ovais.

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Novidade a caminho

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RIO DE JANEIRO – Parece que o destino de Luiz Razia em 2014 será a volta aos monopostos. O piloto baiano pelo visto desistiu de vez da Fórmula 1 e existem grandes chances de que ele se junte a seu conterrâneo Tony Kanaan e a Hélio Castroneves na Fórmula Indy.

Atualmente no International GT Open, onde defende a equipe italiana BhaiTech Racing com um McLaren MP4-12C GT3 da classe GTS junto a outro brasileiro, Rafael Suzuki, ao ex-piloto de F-1 e F-Indy Giorgio Pantano e a outro refugiado das competições de monopostos, o neozelandês Chris van der Drift, Razia já teria inclusive contrato assinado para disputar a próxima temporada no certame estadunidense – porém, com o nome da equipe ainda em sigilo para não atrapalhar as negociações.

Após o passo em falso rumo à F-1, quando perdeu seu lugar na Marussia para Jules Bianchi porque alguns apoiadores não honraram seus compromissos, Razia parece disposto a dar uma guinada de 180º em sua carreira. Diante da falta de oportunidade para os pilotos brasileiros na categoria máxima, cada vez maior nos últimos tempos, a Fórmula Indy passou a ser uma alternativa viável, principalmente com relação a orçamento. Uma equipe de porte médio da categoria ainda gasta menos que a maioria dos times da F-1 e com chances de conseguir bons resultados no certame ianque.

Só resta aguardar pela confirmação e que tudo corra bem desta vez. Porque não há nada mais frustrante para um piloto do que estar perto de um sonho e não concretizá-lo.

O mingau tricampeão do Dixon

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RIO DE JANEIRO – No último sábado, finalmente consegui assistir grande parte de uma corrida de Fórmula Indy. Tarefa que tem sido difícil para mim, desde que voltei a trabalhar. Nem sempre os horários permitem e quando estou de folga, tenho evitado ao máximo ficar em frente a uma televisão assistindo a uma corrida de qualquer categoria. Desta vez consegui. E vi Scott Dixon ser tricampeão.

Surpresa? Nenhuma. O neozelandês comeu pelas beiradas e a conquista do terceiro título do piloto da Ganassi pode ser considerada como aquele saboroso mingau de farinha láctea igual ao da minha infância. Era servido quente, mas era mais gostoso quando esfriava. A campanha do piloto de 33 anos foi muito boa na segunda metade da temporada, quando realmente ele rumou ao título. Nas primeiras corridas, ninguém acreditava um níquel na possibilidade de mais um campeonato de um piloto da Chip Ganassi Racing. A escuderia dos carros vermelhos com o alvo branco pintado se fingiu mais uma vez de morta. E acabou em Fontana campeã, mais uma vez.

Frustração total para a Penske e para Hélio Castroneves, que novamente foi vice-campeão (pela terceira oportunidade). O time do velho Roger não consegue ser na atual Fórmula Indy a mesma força que foi na antiga ChampCar. O último título foi conquistado em 2006 com Sam Hornish Júnior, no regulamento antigo e com os velhos modelos Dallara. Castroneves só venceu uma corrida neste ano e pautou seu campeonato pela regularidade. Mas bastou um fim de semana absolutamente desastroso em Houston para que tudo fosse por água abaixo. Que a Penske tome este campeonato como lição. Ainda é uma grande equipe, mas não pode permitir que um de seus pilotos ganhe apenas uma vez contra quatro do principal rival e campeão.

E a coisa promete ficar pior para Castroneves: dentro da própria equipe haverá a concorrência fortíssima de Juan Pablo Montoya que, disciplinado, poderá ser um piloto muito difícil de ser batido em seus melhores dias. A Ganassi contra-ataca com a vinda de Tony Kanaan, que finalmente se livra da KV Racing Technology após um ano com a consagração em Indianápolis e apenas quatro pódios, marcado também por diversos problemas e abandonos – nada novo em se tratando do time de Jimmy Vasser e Kevin Kalkhoven.

Cabe aqui, para encerrar, uma curiosa estatística: dos 38 pilotos que participaram em pelo menos uma etapa da Fórmula Indy em 2013, 50% deste total terminou pelo menos uma vez entre os três primeiros. Houve 10 vencedores diferentes em 19 etapas e, pela primeira vez em anos, Dario Franchitti, o campeão do ano passado, não estava entre eles.

Foto: Hélio Castroneves cumprimenta Scott Dixon pela conquista do título da Fórmula Indy em 2013 (Yahoo!)

Que porrada!

RIO DE JANEIRO – Não assisti a Fórmula Indy em Houston. Aliás, a nenhuma das duas corridas da rodada dupla. Estava ocupado em fim de semana de plantão no Fox Sports e o máximo que fiz foi acompanhar parte da corrida #1 em tempo real e da #2, só soube do que aconteceu na última volta.

E o que aconteceu, claro, foi o fato mais comentado no automobilismo neste domingo: o enorme acidente entre Takuma Sato e Dario Franchitti, num dos pontos de maior velocidade do circuito Reliant Park.

A batida, guardadas as devidas proporções, lembrou bem o que ocorreu com Jeff Krosnoff em Toronto, no Canadá, numa corrida da antiga CART nos anos 90, onde um bandeirinha também veio a falecer. Neste domingo, a carambola entre Sato e Franchitti provocou ferimentos em treze torcedores e também no escocês da Ganassi.

O piloto teve concussão cerebral, fraturas de tornozelo e vértebras. Dificilmente tomará parte da última etapa do campeonato, que se realizará em menos de duas semanas no oval de Fontana, na Califórnia.

Em tempo: o fim de semana foi desastroso para Hélio Castroneves. O piloto da Penske não conseguiu terminar nenhuma das duas corridas e, pior, viu Scott Dixon vencer no sábado e chegar em segundo no domingo. Como efeito, Helinho perdeu a liderança para o neozelandês, que agora tem 25 pontos de vantagem. Impressionante como o brasileiro parece estar a ponto de perder um título que parecia ganho.

O fim de semana dos pequenos na Indy

RIO DE JANEIRO – É sempre assim: na Fórmula Indy, todo mundo só fala de Penske e Ganassi. Mas em sete corridas disputadas em 2013, nenhum carro das duas potências da categoria venceu. Surreal, mas verdadeiro: até Detroit, tínhamos três vitórias da Andretti (duas com James Hinchcliffe e outra com Ryan Hunter-Reay), uma da AJ Foyt com Takuma Sato e o recente triunfo da KV com Tony Kanaan na corrida mais importante do ano, as 500 Milhas de Indianápolis.

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Neste fim de semana de rodada dupla, foi a vez de duas equipes do bloco dos times pequenos da Indy engrossarem o rol: a Dale Coyne Racing e a Schmidt-Hamilton HP Motorsports. Por cortesia de Mike Conway e Simon Pagenaud, respectivamente.

Não, caro leitor, você não leu errado: Mike Conway venceu uma corrida com um carro da Dale Coyne – por sinal, o mesmo que vinha com Bia Figueiredo ao comando até a Indy 500. O britânico foi dominante neste sábado e 3º hoje. Se tivesse vencido as duas provas, ganharia um bônus de US$ 50 mil de prêmio.

Só que ele esqueceu de combinar com Pagenaud, excelente piloto francês que já mostrou – e bem – sua classe nos protótipos e que deixou ótima impressão em sua estreia na Indy ano passado. Desta vez, ele não decepcionou e venceu sua primeira corrida na categoria, num domingo muito movimentado por acidentes – no maior deles, dez carros colidiram e Will Power, em dia de fúria, perdeu a linha e jogou as… luvas… em cima de Sébastien Bourdais, que teria provocado a confusão. Que meigo…

No fim das contas, as estratégias e o caminhão de amarelas nas primeiras 30 voltas definiram a vitória em favor de Pagenaud, a sexta de um piloto diferente em sete corridas no ano. Hélio Castroneves cruzou em 8º lugar, resultado que o deixa na liderança do campeonato. Tony Kanaan foi apenas o décimo-segundo.

Definido o grid da Indy 500

RIO DE JANEIRO – As 500 Milhas de Indianápolis edição 2013 já têm os 33 pilotos classificados para a corrida do próximo domingo. Vinte e nove homens e quatro mulheres vão dar a largada para 200 voltas pelo oval mais tradicional do planeta em busca de milhões de dólares em prêmios e de uma vitória mais valorizada – e por vezes mais celebrada – que a conquista do próprio campeonato da Fórmula Indy.

Neste ano, o Bump Day teve alguma valia, pois em 2012 havia 33 pilotos para as vagas do grid e desta vez havia um piloto a mais na lista para tentar a sorte. Quem ficou chupando o dedo foi o mexicano Michel Jourdain Junior. Inscrito com o terceiro carro da Rahal Letterman Lanigan Racing, ele não conseguiu velocidade suficiente para se qualificar. Mesmo com médias ao redor de 223 mph no último dia de treinos e pouco tempo de pista durante os treinos livres, o veterano Buddy Lazier e a britânica Katherine Legge, inscrita de última hora no terceiro carro do time de Sam Schmidt que Buddy Rice declinou guiar, conseguiram se qualificar, com o campeão da prova de 1996 em 32º e Legge na última colocação do grid.

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Diga 33: sai a lista de inscritos da Indy 500 2013

2012 IndyCar Indy 500 Race Priority

RIO DE JANEIRO – Na justa: a IndyCar conseguiu anunciar a lista de inscritos para a edição 2013 das 500 Milhas de Indianápolis com trinta e três carros e 32 pilotos confirmados até o momento, restando apenas uma vaga a preencher no carro #40 inscrito pela Ed Carpenter Racing.

Além dos pilotos fixos da temporada da categoria, a corrida terá carros adicionais de times fortes como a Penske, que inscreveu um terceiro Dallara para AJ Allmendinger e a Ganassi, que colocará um quarto bólido para Ryan Briscoe. E mesmo times de menor estrutura como a Dale Coyne também entram na disputa com mais competidores. A britânica Pippa Mann fará companhia ao compatriota Justin Wilson e à brasileira Bia Figueiredo. Ela, Hélio Castroneves (tricampeão da prova) e Tony Kanaan serão os três representantes do país na tradicional corrida pelo oval estadunidense de 2,5 milhas de extensão.

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