WTCC: Citroën segue com 60 kg extras na Eslováquia

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RIO DE JANEIRO – O Mundial de Carros de Turismo segue em ritmo frenético na temporada 2014. No próximo domingo, teremos a quarta rodada dupla, marcada para o circuito Slovakia Ring, em Orechová Potôň, lugarejo de menos de 3 mil habitantes a 40 km da capital do país, Bratislava.

A corrida terá o maior número de carros inscritos na temporada: serão 21 autos no circuito de 5,922 km de extensão, por conta do retorno de Petr Fulín, da República Tcheca, a bordo de um segundo Seat da escuderia Campos Racing. Serão cinco os competidores na TC2 – além dele, estão inscritos Pasquale Di Sabatino, Franz Engstler, John Filippi e Yukinori Taniguchi.

O público da região dos Balcãs deve comparecer em bom número ao circuito, por conta da presença do sérvio Dusan Borkovic, atual campeão europeu de Turismo. Outro que pode arrastar uma legião de fãs é o húngaro Norbert Michelisz. Curioso notar que a etnia de Orechová Potôň é composta de 93% de descendentes de húngaros e pouco menos de 6% de eslovacos.

Na parte técnica, a Citroën continua com os mesmos 60 kg extras que carregou na rodada dupla da Hungria, por conta da diferença de performance aferida nas três primeiras provas do certame. Apesar deste lastro suplementar, quem chega à Eslováquia comandando o campeonato é José María López, com dez pontos de vantagem para Yvan Muller. O multicampeão do Rali Sébastien Loeb está em 3º lugar, a 31 pontos da liderança.

Acompanhe a lista de inscritos:

#1 CITROËN TOTAL WTCC FRA
Citroën C-Elysée WTCC
Yvan Muller

#2 CASTROL HONDA WTC TEAM ITA
Honda Civic WTCC
Gabriele Tarquini

#3 ROAL MOTORSPORT ITA
Chevrolet RML Cruze TC1
Tom Chilton

#4 ROAL MOTORSPORT ITA
Chevrolet RML Cruze TC1
Tom Coronel

#5 ZENGÖ MOTORSPORT HUN
Honda Civic WTCC
Norbert Michelisz

#6 LIQUI MOLY TEAM ENGSTLER DEU
BMW 320 E90 TC
Franz Engstler

#7 CAMPOS RACING SPA
Chevrolet RML Cruze TC1
Hugo Valente

#8 LIQUI MOLY TEAM ENGSTLER DEU
BMW 320 E90 TC
Pasquale Di Sabatino

#9 CITROËN TOTAL WTCC FRA
Citroën C-Elysée
Sébastien Loeb

#10 CAMOZZI MÜNNICH MOTORSPORT DEU
Chevrolet RML Cruze TC1
Gianni Morbidelli

#11 LADA SPORT LUKOIL RUS
Lada Granta 1.6T
James Thompson

#12 LADA SPORT LUKOIL RUS
Lada Granta 1.6T
Rob Huff

#14 LADA SPORT LUKOIL RUS
Lada Granta 1.6T
Mikhail Kozlovskiy

#18 CASTROL HONDA WTC TEAM ITA
Honda Civic WTCC
Tiago Monteiro

#22 CAMPOS RACING SPA
Seat Leon WTCC
Petr Fulín

#25 PROTEAM RACING ITA
Honda Civic WTCC
Mehdi Bennani

#27 CAMPOS RACING SPA
Seat Leon WTCC
John Filippi

#37 CITROËN TOTAL WTCC
Citroën C-Elysée WTCC
José María López

#77 ALL-INKL.COM MÜNNICH MOTORSPORT DEU
Chevrolet RML Cruze TC1
René Münnich

#98 NIS PETROL BY CAMPOS RACING SPA
Chevrolet RML Cruze TC1
Dusan Borkovic

#99 NIKA RACING SWE
Honda Civic WTCC
Yukinori Taniguchi

Morbidelli quebra série invicta da Citroën no WTCC

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RIO DE JANEIRO – Cai a invencibilidade da Citroën, vencedora de cinco das seis primeiras corridas do Mundial de Turismo, o WTCC. Graças ao italiano Gianni Morbidelli, da equipe Münnich Motorsport, a sequência de triunfos da “armada” francesa chegou ao fim neste domingo, no circuito de Hungaroring.

O italiano de 45 anos fez uma ótima largada, aproveitando o grid invertido entre os dez primeiros do Q2, para liderar de ponta a ponta, do início ao fim, numa pista de ultrapassagens quase impossíveis, ainda mais se considerarmos a pouca largura do traçado e também o fato da pista ter 4,381 km de extensão.

Tiago Monteiro foi o único que ofereceu resistência ao bravo Gianni, mas o italiano prevaleceu ao fim das 14 voltas e cruzou a linha final com 0″350 de vantagem para o português da Honda. Pole da prova #2, Hugo Valente completou um pódio sem – fato inédito no ano – nenhum piloto Citroën.

Tom Coronel chegou em 4º lugar, à frente de Yvan Muller, que vencera mais cedo, com folga absoluta, a corrida #1 saindo da pole position. “Pechito” López, líder do campeonato, foi o 6º colocado, seguido por Tom Chilton, Gabriele Tarquini, Sébastien Loeb e Norbert Michelisz, a esperança local.

Mais cedo, apesar do intenso frio de 10º C registrado neste domingo no Hungaroring, Muller vencera com 1″282 de vantagem para “Pechito” López e mais de oito de avanço sobre Tiago Monteiro. Tarquini completou em quarto, seguido por Mehdi Bennani (que não largou na prova #2 por problemas no turbo de seu carro) e Michelisz. Loeb foi 7º apenas, com Coronel, Morbidelli e Valente completando os 10 primeiros.

Na TC2, Pasquale Di Sabatino e Franz Engstler partilharam as vitórias no Yokohama Trophy, para as equipes que usam carros dentro do antigo regulamento. O campeonato ainda é dominado pelos pilotos da Citroën, com López na dianteira, 10 pontos à frente de Yvan Muller. E já no próximo domingo, teremos a 4ª rodada do campeonato, no circuito Slovakia Ring, em Orechová Potôň.

O resultado final da corrida #1:

1 – Yvan Muller – Citroen Elysée – Citroen – 14 voltas em 25’57″292, média de 141,69 km/h
2 – Josè Maria Lopez – Citroen Elysée – Citroen – 1”282
3 – Tiago Monteiro – Honda Civic – Honda Jas – 8”961
4 – Gabriele Tarquini – Honda Civic – Honda Jas – 13”980
5 – Mehdi Bennani – Honda Civic – Proteam – 14”747
6 – Norbert Michelisz – Honda Civic – Zengo – 16”672
7 – Sébastien Loeb – Citroen Elysée – Citroen – 17”475
8 – Tom Coronel – Chevrolet Cruze – Roal – 22”863
9 – Gianni Morbidelli – Chevrolet Cruze – Munnich – 27”891
10 – Hugo Valente – Chevrolet Cruze – Campos – 36”287

O resultado final da corrida #2:

1 – Gianni Morbidelli – Chrevrolet Cruze – Munnich – 14 voltas em 26’15″851, média de 140,02 km/h
2 – Tiago Monteiro – Honda Civic – Honda Jas – 0”350
3 – Hugo Valente – Chevrolet Cruze – Campos – 1”206
4 – Tom Coronel – Chevrolet Cruze – Roal – 5”104
5 – Yvan Muller – Citroen C-Elysée – Citroen – 5”435
6 – José Maria Lopez – Citroen C-Elysée – Citroen – 5”605
7 – Tom Chilton – Chevrolet Cruze – Roal – 6”306
8 – Gabriele Tarquini – Honda Civic – Honda Jas – 7”828
9 – Sebastien Loeb – Citroen C-Elysée – Citroen – 8”308
10 – Norbert Michelisz – Honda Civic – Zengo – 8”842

Classificação do campeonato após 6 corridas:

1. Pechito López – 115 pontos; 2. Yvan Muller – 105; 3. Sébastien Loeb – 84; 4. Tiago Monteiro – 65; 5. Gabriele Tarquini – 48; 6. Hugo Valente- 47; 7. Gianni Morbidelli – 37; 8. Tom Chilton – 36; 9. Mehdi Bennani – 26; 10. Norbert Michelisz – 23; 11. Tom Coronel – 16; 12. Dusan Borkovic – 15; 13. Rob Huff e Mikhail Kozloviskiy – 10; 15. Franz Engstler – 6; 16. John Filippi – 4; 17. Pasquale Di Sabatino e James Thompson – 2 pontos.

Oliveira/Yasuda vencem 500 km de Fuji e lideram campeonato

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RIO DE JANEIRO – Banzai! João Paulo de Oliveira e Hironobu Yasuda venceram neste domingo os 500 km de Fuji, 2ª etapa do Super GT japonês. Largando da pole position, a dupla do Calsonic Team Impul dominou amplamente as 110 voltas da disputa e após 3h07min de disputa, receberam a quadriculada com quase 25 segundos para cima dos atuais campeões Kohei Hirate/Yuji Tachikawa.

Com esse resultado, somado ao 3º posto em Okayama a dupla assumiu a liderança do campeonato com 31 pontos. Isso significa que Oliveira/Yasuda vão para a próxima corrida, em Autopolis, carregando nada menos que 62 kg de lastro adicional, quarenta a mais do que em Fuji.

Os modelos Nissan e Lexus continuam melhores que os Honda NSX neste começo de campeonato do Super GT. Entre os dez primeiros, nove eram das duas primeiras marcas, com o único Honda que terminou a corrida – o de Naoki Yamamoto/Jean-Karl Vernay – na 10ª posição. No último lugar do pódio ficou a dupla formada por Kazuya Oshima/Yuji Kunimoto.

O veterano Michael Krumm fez excelente corrida e chegou em 4º, correndo em dupla com Daiki Sasaki. Vencedores em Okayama, Andrea Caldarelli/Daisuke Ito completaram os cinco primeiros.

Na GT300, cuja disputa foi marcada pelo forte acidente do Lamborghini de Manabu Orido/Takayuki Aoki, mais uma vez deu BMW – e de novo com a dupla Nobuteru Taniguchi/Tatsuya Kataoka, para a alegria do folclórico chefe de equipe do time, ninguém menos que Ukyo Katayama. A dupla completou 102 voltas e venceu com apenas 1″061 de vantagem para a Mercedes da equipe Gainer Dixcel, guiada por Katsuyuki Hiranaka/Björn Wirdheim.

Com mais um triunfo, a dupla do carro #4 atinge a pontuação máxima na temporada e em Autopolis terão que competir com nada menos que 80 kg de troféu bigorna. O carro campeão do ano passado, guiado por Tomoki Nojiri/Yukhi Nakayama, completou o pódio em Fuji.

Pole position da divisão, a dupla Kazuki Hoshino/Lucas Ordonez acabou em 5º lugar, atrás dos experientes Jörg Müller/Seiji Ara, noutra BMW. O Toyota Prius com sistema híbrido chegou em 6º, à frente do McLaren da Cars Tokäi Dream 28. Completaram os 10 primeiros a Mercedes da equipe Leon e dois Nissan, da STP Gaia Taisan e da Iwasaki APR.

Classificação do campeonato após 2 etapas:

GT500

1. Hironobu Yasuda/João Paulo de Oliveira – 31 pontos
2. Daisuke Ito/Andrea Caldarelli e Kazuya Oshima/Yuji Kunimoto – 26
4. Yuji Tachikawa/Kohei Hirate – 15
5. Oliver Jarvis/Hiroaki Ishiure – 13
6. Michael Krumm/Daiki Sasaki – 8
7. Naoki Yamamoto/Jean-Karl Vernay e Tsugio Matsuda/Ronnie Quintarelli – 7
9. Koudai Tsukakoshi/Toshihiro Kaneishi – 5
10. Yuhi Sekiguchi/Juichi Wakisaka – 4
11. Vitantonio Liuzzi/Kosuke Matsuura – 3
12. James Rossiter, Ryo Hirakawa e Takashi Kogure/Hideki Mutoh – 2
15. Satoshi Motoyama/Masataka Yanagida – 1

GT300

1. Nobuteru Taniguchi/Tatsuya Kataoka – 40
2. Katsuyuki Hiranaka/Björn Wirdheim – 26
3. Jörg Müller/Seiji Ara – 23
4. Kazuki Hoshino/Lucas Ordonez – 14
5. Yukhi Nakayama/Tomoki Nojiri – 13
6. Haruki Kurosawa/Kyosuke Mineo – 9
7. Shinichi Takagi/Takashi Kobayashi e Morio Nitta/Koki Saga – 5
9. Kazuho Takahashi/Hiroki Katoh e Shinya Hosokawa/Koji Yamanishi – 4
11. Richard Lyons e Tomonobu Fujii – 3
13. Naoki Yokomizo/Shogo Mitsuyama – 2
14. Masayuki Ueda/Hideki Yamauchi e Yuki Iwasaki/Masami Kageyama – 1

WTCC: mais uma pole da Citroën

AUTO - WTCC HUNGARORING 2014

RIO DE JANEIRO (atualizado às 16h02) – Agora foi para valer, não por herança, feito a etapa de Paul Ricard. Yvan Muller conquistou neste sábado a pole position para a corrida #1 do WTCC, o Mundial de Carros de Turismo, no circuito de Hungaroring, em Budapeste. Mesmo com os 60 kg adicionais por força do regulamento, os C-Elysée da montadora francesa continuam muito rápidos e competitivos.

Na superpole, o atual campeão mundial bateu por 0″034 o líder do campeonato Pechito López e levou mais cinco pontos extras na classificação, enquanto o argentino ganhou mais quatro de bônus. A Citroën fez a trifeta, porque o multicampeão de Rali Sébastien Loeb foi o 3º, à frente da dupla oficial da Honda – com Tiago Monteiro desta vez melhor que Gabriele Tarquini.

O croata Dusan Borkovic, graças ao 10º tempo obtido no Q2, herdaria a pole position para a segunda corrida da 3ª rodada dupla do campeonato, que marca o retorno de Tom Coronel (8º no grid com o Chevrolet da ROAL Motorsport, reconstruído após o acidente em Marrakech) e a estreia do japonês Yukinori Taniguchi num Honda TC2 da Nika Racing. Mas na vistoria técnica verificou-se que o carro do croata da Campos Racing estava com o peso abaixo do mínimo exigido pelo regulamento e o tempo de Borkovic foi excluído. A pole da prova #2 passa às mãos de Hugo Valente, com o outro Chevrolet da equipe Campos.

Os Lada Granta ficaram devendo, de novo. Décimo-segundo tempo para o antigo campeão Rob Huff, seguido por James Thompson. Mikhail Kozloviskiy sai em décimo-quinto no grid de 20 carros neste domingo.

O grid:

1. fila
Yvan Muller – Citroen Elysée – Citroen – 1’48”727 Q3
Josè Maria Lopez – Citroen Elysée – Citroen 1’48”761 Q3
2. fila
Sébastien Loeb – Citroen Elysèe – Citroen 1’49”113 Q3
Tiago Monteiro – Honda Civic – Honda Jas – 1’49”166 Q3
3. fila 
Gabriele Tarquini – Honda Civici – Honda Jas – 1’50”576 Q3
Mehdi Bennani – Honda Civic – Proteam – 1’49”745 Q2
4. fila
Tom Chilton – Chevrolet Cruze – Roal – 1’49”757 Q2
Tom Coronel – Chevrolet Cruze – Roal – 1’50”428 Q2
5. fila
Gianni Morbidelli – Chevrolet Cruze – Munnich – 1’50”728 Q2
Hugo Valente – Chevrolet Cruze – Campos – 1’52”123 Q2
6. fila
Norbert Michelisz – Honda Civic – Zengo – S.T. Q2
Rob Huff – Lada Granta – Lada – 1’50”908 Q1
7. fila
James Thompson – Lada Granta – Lada – 1’50”995 Q1
René Munnich – Chevrolet Cruze – Munnich – 1’51”123 Q1
8. fila
Mikhail Kozlovskiy – Lada Granta – Lada – 1’52”451 Q1
Pasquale Di Sabatino – BMW 320 TC – Engstler – 1’54”584 Q1
9. fila
Franz Engstler – BMW 320 TC – Engstler – 1’55”121 Q1
Yukinori Taniguchi – Honda Civic –  Nika Racing – 1’56”561 – Q1
10. fila
John Filippi – Seat Leon – Campos – 1’56”588 – Q1
Dusan Borkovic – Chevrolet Cruze – Campos – 1’51”937 Q2 (*)

(*) desclassificado porque seu carro estava abaixo do peso mínimo

WSBK: vitórias de Rea e Guintoli; liderança de Sykes

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RIO DE JANEIRO – Com o melhor grid da temporada (28 motos), foi disputada no último fim de semana a 3ª rodada do Mundial de Superbike (WSBK) em Assen, a catedral da Motovelocidade, na Holanda. Vencedor das duas provas em Aragão, o britânico Tom Sykes, que enverga o dorsal #1 em sua Kawasaki ZX-10R, ampliou sua vantagem na classificação do campeonato com um pódio e um 4º lugar, somando no total 33 pontos.

Mas o melhor piloto do fim de semana foi Jonathan Rea: com a Honda CBR1000RR da PATA Honda World Superbike, o britânico conquistou sua primeira vitória na temporada, numa corrida que durou apenas 10 voltas diante do mau tempo na pista, além do 3º lugar na primeira prova. Fez 41 pontos no total e é, informalmente, o vencedor do GP da Holanda.

Sylvain Guintoli, com uma das duas Aprília RSV4 Factory do time oficial, venceu a primeira prova, mas não repetiu a performance na segunda, relegado a um modesto 9º posto. Com o resultado, o francês está 12 pontos atrás de Sykes na classificação geral do WSBK, enquanto Jonathan Rea subiu para quarto com 89, quatro a menos que Loris Baz, o segundo piloto da Kawasaki.

Davide Giugiano segue em ascensão na temporada: fez um pódio com a Ducati 1199 Panigale R do time oficial e está agora em 6º no campeonato, com 59 pontos. Eugene Laverty é que não vem bem com a Suzuki, ocupando apenas a oitava colocação após seis corridas.

Novamente as Bimota BB3 EVO competiram sem contar pontos para o campeonato: Ayrton Badovini chegou em 11º lugar na primeira corrida e Christian Iddon foi o décimo-segundo colocado na prova #2. Mas nenhum dos dois pilotos ainda têm direito a figurar na classificação do campeonato, que continua extra-oficial.

Na Supersport, que disputou em paralelo sua 3ª etapa do Mundial, Michael Van den Mark fez a alegria da torcida local ao conquistar a primeira vitória na temporada 2014. Mas o italiano Florian Marino, da Kawasaki, é quem lidera com 49 pontos, quatro à frente de Van den Mark. Enquanto isso, na Superstock 1000, o triunfo foi de outro holandês, Kevin Valk, com uma Kawasaki. O líder do campeonato é o argentino Leandro Mercado, que já esteve competindo por aqui e chegou em 5º lugar. Com a vitória obtida na abertura do Mundial, “Tati” é o líder da competição com 36 pontos.

Próxima etapa: Imola, no Circuito Enzo e Dino Ferrari, no dia 11 de maio.

Classificação extra-oficial do WSBK após 6 corridas:

1. Tom Sykes – 108 pontos
2. Sylvain Guintoli – 96
3. Loris Baz – 93
4. Jonathan Rea – 89
5. Marco Melandri – 69
6. Davide Giugiano – 59
7. Chaz Davies – 47
8. Eugene Laverty – 46
9. Leon Haslam – 44
10. Alex Lowes – 36
11. Toni Elias – 34
12. Niccolò Canepa – 28
13. David Salom – 27
14. Luca Scassa e Leon Camier – 11
16. Sheridan Morais – 10
17. Fabien Foret – 9
18. Glenn Allerton – 6
19. Kervin Bos, Jéremy Guarnoni e Claudio Corti – 5
22. Michel Fabrizio – 2

Super GT: 39 carros para os 500 km de Fuji

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RIO DE JANEIRO – A GTA, organizadora do Super GT, anunciou mais uma vez grid cheio numa etapa da competição nipônica de Grã-Turismo. A 2ª etapa, os 500 km de Fuji, será disputada no próximo dia 4 de maio, no circuito de 4,563 km de extensão que já recebeu o Mundial de Fórmula 1 e hoje tem uma corrida do Mundial de Endurance (WEC), com duração de 110 voltas.

O campeonato deste ano começou em Okayama, com surpreendente vitória de Daisuke Ito/Andrea Caldarelli, com o novíssimo Lexus LC-F dotado de motor 2 litros turbocomprimido e com quatro cilindros em linha. A dupla, logicamente, lidera o campeonato e leva, para esta prova, um lastro adicional de 40 kg no carro. Pelo terceiro lugar na GT500, a dupla formada por João Paulo de Oliveira/Hironobu Yasuda, do Calsonic Team Impul, leva 22 kg extras para a prova de Fuji. Ao todo, 15 carros disputam a corrida na classe principal.

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Entre os 24 carros da GT300, despontam a BMW Z4 GT3 do time do folclórico Ukyo Katayama, guiada por Tatsuya Tanaka/Nobuteru Taniguchi e o carro gêmeo do Team Studie, 2º colocado na abertura do campeonato com Jörg Müller/Seiji Ara. Muitos times da subclasse aproveitam os 500 km de Fuji, que são a segunda prova mais longa do campeonato, para incluir um terceiro piloto em suas tripulações. Entre os seis nomes adicionais está o do tailandês Nanin Indra-Payoong, que vai andar no Aston Martin V12 Vantage da equipe Arnage Racing.

Eis os inscritos:

GT500

#1 LEXUS TEAM ZENT CERUMO
Lexus RC-F (B)
Yuji Tachikawa/Kohei Hirate

#6 LEXUS TEAM LE MANS ENEOS
Lexus RC-F (B) +30 kg
Kazuya Oshima/Yuji Kunimoto

#8 AUTOBACS RACING TEAM AGURI
Honda NSX Concept GT (B) +6 kg
Vitantonio Liuzzi/Kosuke Matsuura

#12 CALSONIC TEAM IMPUL
Nissan GT-R (B) +22 kg
Hironobu Yasuda/João Paulo de Oliveira

#17 KEIHIN REAL RACING
Honda NSX Concept GT (B) +10 kg
Koudai Tsukakoshi/Toshihiro Kaneishi

#18 WEIDER MODULO DOME RACING
Honda NSX Concept GT (M) +12 kg
Naoki Yamamoto/Jean-Karl Vernay

#19 LEXUS TEAM WEDS SPORT BANDOH
Lexus RC-F (Y)
Juichi Wakisaka/Yuhi Sekiguchi

#23 NISMO MOTUL AUTECH
Nissan GT-R (M) +8 kg
Tsugio Matsuda/Ronnie Quintarelli

#24 D’STATION ADVAN KONDO RACING
Nissan GT-R (Y)
Michael Krumm/Daiki Sasaki

#32 EPSON NAKAJIMA RACING
Honda NSX Concept GT (B)
Bertrand Baguette/Daisuke Nakajima

#36 LEXUS TEAM PETRONAS TOM’S
Lexus RC-F (B)
James Rossiter/Ryo Hirakawa

#37 LEXUS TEAM KEEPER TOM’S
Lexus RC-F (B) +40 kg
Daisuke Ito/Andrea Caldarelli

#39 DENSO KOBELCO LEXUS TEAM SARD
Lexus RC-F (B)
Hiroaki Ishiura/Oliver Jarvis

#46 S-ROAD MOLA
Nissan GT-R (M) +2 kg
Masataka Yanagida/Satoshi Motoyama

#100 RAYBRIG TEAM KUNIMITSU
Honda NSX Concept GT (B) +4 kg
Takashi Kogure/Hideki Mutoh

GT300

#0 TEAM MUGEN
Honda CR-Z (B) +4 kg
Yukhi Nakayama/Tomoki Nojiri

#2 SYNTIUM APPLE CARS TOKÄI DREAM 28
McLaren MP4-12C GT3 (Y)
Kazuho Takahashi/Hiroki Katoh

#3 B-MAX NDDP RACING
Nissan GT-R Nismo GT3 (Y) +16 kg
Kazuki Hoshino/Lucas Ordoñez

#5 MACH SYAKEN WITH TRANSFORMERS 30th
Nissan GT-R Nismo GT3 (Y)
Tetsuji Tamanaka/Junichiro Yamashita/Kazuya Tsuruta

#7 BMW SPORTS TROPHY TEAM STUDIE
BMW Z4 GT3 (Y) +30 kg
Seiji Ara/Jörg Müller

#9 OTONOKIZAKA HIGH NAC PACIFIC DIRECTION RACING
Porsche 911 GT3 R (Y)
Takuya Shirasaka/Yuya Sakamoto/Taiyo Iida

#10 GAINER RN-SPORTS
Mercedes-Benz SLS AMG GT3 (D) +2 kg
Masayuki Ueda/Hideki Yamauchi

#11 GAINER DIXCEL
Mercedes-Benz SLS AMG GT3 (D) +22 kg
Katsuyuki Hiranaka/Björn Wirdheim

#21 AUDI TEAM HITOTSUYAMA
Audi R8 LMS Ultra (Y) +6 kg
Tomonobu Fujii/Carlo Van Dam

#22 GREENTEC R’Qs MOTOR SPORTS
Mercedes-Benz SLS AMG GT3 (Y)
Hisashi Wada/Takeshi Tsuchiya

#30 IWASAKI APR
Nissan GT-R Nismo GT3 (Y)
Yuki Iwasaki/Masami Kageyama

#31 OGT PANASONIC APR
Toyota Prius (Y)
Morio Nitta/Koki Saga

#33 PUMA KRH PORSCHE TEAM KTR
Porsche 911 GT3 R (Y)
Akihiro Tsuzuki/Tim Bergmeister

#48 SNAP-ON DIJON RACING
Nissan GT-R Nismo GT3 (Y)
Hiroshi Takamori/Masaki Tanaka/Keiichi Inoue

#50 WAKO’S EXE ARNAGE RACING
Aston Martin V12 Vantage (Y)
Masaki Kano/Hideto Yasuoka/Nanin-Indra Payoong

#55 AUTOBACS RACING TEAM AGURI
Honda CR-Z (B) +10 kg
Shinichi Takagi/Takashi Kobayashi

#60 TWS LM CORSA
BMW Z4 GT3 (Y)
Akira Iida/Hiroki Yoshimoto

#61 R&D SPORT
Subaru BRZ GT300 (M)
Kota Sasaki/Takuto Iguchi

#65 LEON RACING
Mercedes-Benz SLS AMG GT3 (Y) +12 kg
Haruki Kurosawa/Kyosuke Mineo/Tsubasa Kurosawa

#67 STP TEAM TAISAN GAIA
Nissan GT-R Nismo GT3 (Y)
Naoki Yokomizo/Shogo Mitsuyama

#86 CRYSTAL CROCO JLOC LAMBORGHINI
Lamborghini Gallardo GT3 (Y) +8 kg
Shiniya Hosokawa/Koji Yamanishi

#88 MANEPA JLOC LAMBORGHINI
Lamborghini Gallardo GT3 (Y)
Manabu Orido/Takayuki Aoki

#360 OKINAWA IMP TOMEI SPORTS
Nissan GT-R Nismo GT3 (Y)
Atsushi Tanaka/Hiroroki Yoshida/Ryuju Fujita

Outsiders: Riccardo Patrese, o fiel escudeiro

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RIO DE JANEIRO – Longe vão os tempos em que a Itália foi um esteio de pilotos para a Fórmula 1. Desde a compulsória aposentadoria de Jarno Trulli, nenhum nome daquele país despontou para a categoria máxima – um contraponto com a profícua safra dos anos 70/80/90. Um desses nomes, aliás, completou 60 anos no último dia 17 e sua carreira será relembrada no blog. Refiro-me a Riccardo Patrese, que por 15 anos manteve o recorde de participações na Fórmula 1, com 256 largadas em quase vinte anos de carreira.

Nascido em Padova, na região do Veneto e batizado Riccardo Gabriele Patrese na religião judaica, em 17 de abril de 1954, o garoto abraçou a carreira automobilística aos onze anos, em 1965. Em 72, disputou seu primeiro Mundial em Kalmar, na Suécia, completando-o em 4º lugar. Foi campeão de Kart na 1ª categoria em seu país e proclamado o piloto do ano na modalidade, com o troféu Pilota d’Oro.

Em 73, disputou seu segundo Mundial em Nivelles, completando em 9º lugar. Ajudou a equipe italiana formada por ele, Piero Necchi, Gabriele Gorini e Eddie Cheever a levar o título europeu por nações – duas vezes, aliás. E, com 20 anos de idade, finalmente explodiu no Mundial de Kart. O evento foi realizado em Portugal, no Kartódromo do Estoril. Entre os concorrentes, futuras promessas do esporte como Eddie Cheever Jr., Alain Prost, os também italianos Beppe Gabbiani e Piero Necchi, e um tal de Terry Fullerton, que derrotaria Ayrton Senna anos mais tarde na mesma competição.

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Ricardo tinha um chassi Birel com motor Komet e nos treinos classificatórios bateu Fullerton por quatro décimos de segundo. A competição tinha várias provas eliminatórias e Patrese, ao vencer uma delas e obter outros bons resultados, ficou com a segunda posição, atrás do belga François Goldstein e à frente de Eddie Cheever, para as três baterias finais.

O italiano venceu de cara as duas primeiras provas e chegou em 3º na terceira. Suficiente para a conquista do título. Cheever foi o vice-campeão e Goldstein o 3º colocado. Curioso notar, entre os finalistas, a presença de Henri Toivonen, que se tornaria uma lenda do WRC, com a 18ª posição. Lake Speed, que fez carreira na Nascar, acabou em vigésimo-quinto. Alain Prost foi apenas o 23º colocado.

Em 1975, Riccardo migrou para a Formula Italia, uma categoria de monopostos existente desde 72, com motores Abarth. Venceu quatro baterias naquele ano, mas não chegou ao título. Foi vice-campeão com 39 pontos, seis a menos que Bruno Giacomelli, outro jovem valor do automobilismo italiano que despontava rumo à Fórmula 3, o caminho a seguir na carreira esportiva. Outro dos rivais de Patrese e Giacomelli era Enzo Coloni, que anos mais tarde se tornaria construtor e dono de equipe de Fórmula 1.rmp012

Patrese optou por disputar o Campeonato Europeu de F-3, enquanto Bruno foi para a Inglaterra, como piloto oficial da March Engineering. Ao assinar com a Scuderia Trivellato, Riccardo recebeu um chassis Chevron B34 no qual foi instalado um motor Toyota/Novamotor, preparado em Novara, próximo a Milão, pelos irmãos Pederzani.

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Estreou com um 2º posto numa prova do Campeonato Alemão em Nürburgring para pegar a mão da pista e na corrida do Europeu, no dia seguinte, foi o 3º colocado. Venceu sua primeira corrida em Zandvoort, na Holanda e acumularia mais triunfos ao longo do ano em Enna-Pergusa, Monza (GP da Loteria), Kassel-Calden e Magione. Contudo, nas provas preliminares de Fórmula 1, não se classificou para a finalíssima em Mônaco e terminou em 3º em Zeltweg.

Apesar disso, Patrese superou com galhardia o principal rival, o sueco Conny Andersson. Somou os mesmos 52 pontos válidos de 56 possíveis – Conny somara 54, mas levou o título por ter conquistado o maior número de vitórias ao longo da temporada. Mais um obstáculo vencido e o italiano rumou para a Fórmula 2, de carros e motores mais possantes.

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Ainda pela mesma Scuderia Trivellato, o piloto correu de início com o modelo B35 de 1976 e depois teve à disposição o chassis B40, sempre com motor BMW. Fez duas pole positions, conquistou cinco pódios – com três segundos lugares consecutivos – e duas voltas mais rápidas em prova. Porém, acabou o ano em 5º lugar com 32 pontos – não sem antes fazer sua estreia, aos 23 anos, na Fórmula 1.

Num tempo em que os pilotos podiam disputar duas ou mais categorias, o italiano viu com bons olhos o convite feito pelo chefe da equipe Shadow, Don Nichols, para que ele substituísse o também italiano Renzo Zorzi, de atuações pífias na categoria máxima, como o companheiro do australiano Alan Jones, que sucedera o galês Tom Pryce, morto tragicamente no GP da África do Sul, em Kyalami.

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A estreia de Patrese foi no GP de Mônaco, em Monte-Carlo, no dia 22 de maio de 1977. A bordo do Shadow DN8 Cosworth número #16, ele classificou-se tranquilamente em 15º num grid de 20 carros e chegou em nono, sem cometer erros. O garoto agradou na estreia, mas sua prioridade até o fim do ano era a F-2. Por isso mesmo, não correu na Suécia (Jackie Oliver, então aposentado, foi em seu lugar) e nos EUA (Jean-Pierre Jarier fez sua última corrida pelo time).

Mesmo com meia temporada, o italiano deixou boa impressão. Completou três corridas e na última, em Fuji, no GP do Japão, chegou em 6º lugar, somando seu primeiro ponto. Nos bastidores, Patrese já estava sendo requisitado como um dos pilotos de uma nova equipe que se desenhava, oriunda de uma dissidência da Shadow – embora tenha assinado um pré-contrato com a Ferrari, que nunca saiu do papel, evidentemente.

Alan Rees, Jackie Oliver, Dave Wass e Tony Southgate, amparados e apoiados pelo então principal patrocinador da Shadow, o italiano Franco Ambrosio, deram uma rasteira em Don Nichols e fundaram, em tempo recorde, a escuderia Arrows. Mas, de saída, começaram os primeiros problemas: Ambrosio foi preso por fraude fiscal e tempos depois soube-se do envolvimento dele com a loja maçônica P2, envolvida na rumorosa morte do Papa João Paulo I. Para piorar, o sueco Gunnar Nilsson, confirmado como o companheiro de Riccardo Patrese na Arrows, foi diagnosticado com um devastador câncer nos testículos e precisou se afastar das pistas para o tratamento da doença.

Apesar dos pesares, a Arrows arregaçou as mangas e fez surgir seu carro em 60 dias. E veio logo a polêmica: com design de Tony Southgate, que deixara pronto o DN9 da Shadow, o Arrows FA1 era uma cópia-carbono do carro do time de Don Nichols, que ficou furioso e entrou com queixa-crime contra a nova equipe.

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Patrese e a Arrows estrearam no GP do Brasil com um 10º lugar e logo no GP da África do Sul, a segunda corrida do time, carro e piloto lideraram por 37 voltas até a quebra do motor do FA1. Uma performance impressionante, que aumentou o desejo de Don Nichols em ver a Arrows fracassada durante o ano de 1978.

Só que isso não aconteceria: Riccardo foi 6º em Long Beach e Mônaco, além de 2º colocado na Suécia, com uma grande atuação. Afora isso, o piloto andara muito bem na Bélgica e na Inglaterra, quando seu carro sofreu quebras que o deixaram sem pontuar. O DN9 da Shadow, em contrapartida, só colecionava fracassos.

Mas os tribunais deram razão a Don Nichols e a Arrows, por causa do plágio, teve que lançar o A1, o novo carro que já estava pronto. Com ele, Patrese foi apenas 4º colocado no Canadá e a bordo desse modelo, ele foi considerado um dos grandes culpados pelo acidente do GP da Itália que mataria Ronnie Peterson. O italiano carregou por anos essa pecha, que maculou sua carreira e o deixou inclusive de fora do GP dos EUA-Leste, em Watkins Glen.

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Com 11 pontos somados no Mundial de Pilotos de 1978, Patrese terminou o campeonato em 12º lugar, resultado que não minou a confiança da Arrows em seus préstimos. Tanto que o piloto renovou contrato e disputou as temporadas de 79 e 80 ao lado do alemão Jochen Mass.

No primeiro ano, ele foi prejudicado pelo malogro do chassis A2, uma revolução em estilo e aerodinâmica que se revelou um retumbante fracasso. Acabou o Mundial de 1979 com dois pontos, em 19º lugar, fruto de um 5º lugar no GP da Bélgica. Na temporada seguinte, a bordo do Arrows A3, mais “convencional”, digamos assim, Riccardo foi 6º colocado no GP do Brasil após luta hercúlea com Alain Prost e segundo colocado no GP dos EUA-Oeste, em Long Beach. Acabou o campeonato em nono, com sete pontos.

No fim daquela temporada, o engenheiro Carlo Chitti, chefão da Alfa Romeo, procurou o piloto e iniciou tratativas visando o campeonato de 1981. Riccardo estava inclinado a aceitar a oferta e se tornar companheiro de equipe de Bruno Giacomelli. Só que a turma de Milão não quis conversa com Patrese e fechou com Mario Andretti. O piloto renovou o vínculo com a Arrows por mais um ano.

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Em 1981, com a mudança de regulamento técnico, os carros perderam o efeito-solo e a Arrows vinha com uma novidade: saía a pintura dourada da cerveja alemã Warsteiner, entrava o laranja da cerâmica italiana Ragno, nova patrocinadora do time. E que deu sorte: Patrese conquistou em Long Beach, na abertura do campeonato, uma surpreendente pole position. O piloto liderou até o carro ter problemas com a pressão de combustível, obrigando-o a desistir.

Em Jacarepaguá, no GP do Brasil e em Imola, no GP de San Marino, vieram dois pódios, com o 3º posto no Rio e a segunda posição na prova italiana. Mas o Arrows A3B foi prejudicado com a decisão da Michelin em limitar o número de equipes clientes e o bom desempenho inicial foi por água abaixo quando o carro passou a ser equipado com os pneus Pirelli, bem menos competitivos. A única corrida que Patrese conseguiu terminar na segunda metade do ano foi o GP de Las Vegas, em 11º lugar.

Contrafeito, o italiano deixou a Arrows, seduzido por uma oferta de Bernie Ecclestone para ser o segundo piloto de Nelson Piquet na emergente Brabham. Era um belo emprego: trabalhar ao lado do melhor piloto do mundo, aprender com ele e guiar para um patrocinador italiano, a Parmalat. Mas as coisas não começaram tão bem assim.

A Brabham fechara um contrato com a BMW para o fornecimento de motores turbo e o chassis BT50 ainda não era competitivo quando a temporada começou na África do Sul. Mesmo assim, Patrese largou em 4º até o motor perder óleo e o turbo quebrar. Só que Ecclestone optou por voltar ao velho modelo BT49 com motor Cosworth enquanto os alemães trabalhavam para dar resistência aos seus motores.

Riccardo fez seu primeiro pódio pela equipe com o 3º lugar em Long Beach, largando de décimo-oitavo. E em Mônaco, numa das corridas mais caóticas da história, o italiano venceu sua primeira prova de Fórmula 1.

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Foi mais ou menos assim: René Arnoux, pole position com a Renault Turbo, liderou no início com grande vantagem, mas rodou sozinho e deixou o motor morrer, abandonando a prova. Prost, companheiro de equipe do compatriota, herdou a ponta, mas bateu quando começava a chover no Principado. Patrese pegou a dianteira, mas escorregou na freada do grampo da curva Loews e ficou com duas rodas na calçada. Didier Pironi passou para primeiro, mas ficou sem gasolina. Lentamente, Riccardo se dirigiu à quadriculada, achando que o francês da Ferrari vencera. Mas foi ele quem cruzou a linha de chegada em primeiro.

Ele só teve certeza disso ao encontrar Pironi fora de sua Ferrari, dentro do túnel. Em meio ao barulho, o francês disse “Bravo, Patrese! Você venceu!”. E foi com cara de espanto que o piloto recebeu seu troféu no pódio, diante da família Grimaldi.

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No GP do Canadá, Patrese, ainda com o BT49 Cosworth, chegou em segundo atrás de Nelson Piquet, na primeira vitória do BT50. A partir daí, o italiano também correria com o carro de motor turbo. E em meio a um fim de ano atribulado, com várias quebras de motor e um acidente na Inglaterra, Patrese só conseguiu um 5º posto no GP da Suíça, em Dijon-Prenois. Curiosamente, acabou o ano de 1982 em décimo, um ponto à frente de Piquet – 21 a 20.

Em 1983, a Brabham preparou um novo carro: o BT52, um dos mais belos da história. Os motores BMW eram mais competitivos, mas do Brasil até Silverstone, no GP da Inglaterra, Riccardo acumulou nove abandonos consecutivos. O mais constrangedor de todos foi no GP de San Marino, quando foi massacrado com uma vaia descomunal ao superar a Ferrari de Patrick Tambay. Ao bater numa freada, a poucas voltas do fim, seu acidente foi aplaudido pelos tiffosi, que desejavam a vitória da Ferrari.

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Num ano difícil para ele, Patrese foi apenas 3º colocado no GP da Alemanha e venceu na África do Sul como um prêmio dado por Nelson Piquet pelos serviços prestados durante a corrida realizada em Kyalami. Fora das pistas, o italiano foi procurado por Bernie Ecclestone para a renovação do contrato e incomodou-se com os valores considerados “demasiadamente modestos” propostos pelo dirigente ao piloto, que recusou a oferta. Ecclestone dispensou-o, contratou Teo Fabi e Patrese mudou-se para a Alfa Romeo.

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Cabe aqui um parêntese: desde 1979, Patrese também participava – e bem – de competições de Endurance. Como contratado da Lancia, correu com o lendário modelo Beta Montecarlo e com os Esporte-Protótipos LC1 e LC2, pintados nas cores do vermute Martini & Rossi. Com esses carros, disputou duas vezes as 24 Horas de Le Mans, venceu 12 corridas e foi vice-campeão mundial de pilotos em 1982 no World Sportscar Championship. Fecha parêntese.

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Pela escuderia dirigida por Gianpaolo Pavanello, Patrese repetiu a parceria dos tempos de kart com o velho amigo Eddie Cheever. O modelo 184T com motor V8 turbo era pouco competitivo. Quebrava demais e consumia muito combustível. Por duas vezes, em Brands Hatch e Zeltweg, acabou sem gasolina antes da quadriculada. Mas somou oito pontos em três corridas: 4º colocado na África do Sul, 3º em Monza e sexto no GP da Europa, realizado em Nürburgring. Acabou em 13º no Mundial de Pilotos, com oito pontos.

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O ano de 1985 seria um autêntico pesadelo: o novo chassis 185T foi um desastre em termos de desempenho e nem o retorno ao velho 184T salvou as coisas. Além de se envolver num acidente histórico com Nelson Piquet em Mônaco, Patrese enroscou-se com Eddie Cheever logo após a largada do GP da África do Sul. A prova seguinte, na Austrália, foi o canto do cisne da Euroracing/Alfa Romeo, que fechou as portas. O piloto não fez um único ponto – fato raro em sua carreira na Fórmula 1.

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O jeito foi aceitar voltar à Brabham, que apostava no arrojado BT55 “Skate” de Gordon Murray, o carro mais baixo da categoria em 1986. Tudo o que o piloto conseguiu foi chegar em 6º lugar no GP de San Marino e dos EUA, em Detroit. A equipe perdeu a confiança após a morte de Elio de Angelis num teste em Paul Ricard, até o modelo BT54 do ano anterior foi ressuscitado e o baque definitivo foi a perda do apoio da Olivetti, patrocinadora do time.

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A Brabham cumpriu tabela em 1987: os motores BMW não eram mais tão competitivos quanto antes, sofriam várias quebras e mesmo assim Riccardo foi 5º colocado no GP da Hungria e terceiro no México. No fim do ano, sem pestanejar, ele aceitou uma oferta da Williams para substituir Nigel Mansell e reeditar, pelo menos no GP da Austrália, a velha parceria com Nelson Piquet. Assinou com a equipe para todo o campeonato de 1988 e ficou lá por cinco temporadas.

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No primeiro ano, Patrese correu com motores Judd e fechou a temporada em 11º lugar, com oito pontos. Mas em 1989, já com os propulsores Renault V10 a bordo dos carros do time britânico, o italiano fez uma de suas melhores temporadas na Fórmula 1. Foi ao pódio seis vezes e terminou em 3º no Mundial com 40 pontos, atrás apenas de Alain Prost e Ayrton Senna, no famoso ano da desclassificação do brasileiro no GP do Japão.

Em 1990, sete anos depois da conquista de Kyalami, Patrese alcançou a terceira vitória da carreira no GP de San Marino, na mesma pista de Imola onde fora vaiado quando guiava para a Brabham. Mas não foi um grande ano: o chassi FW13B não era competitivo e o piloto terminou em 7º lugar na temporada com 23 pontos.

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Nigel Mansell voltou à Williams em 1991 e a parceria de dois anos rendeu muitos frutos para o time. Patrese venceu três provas, conquistou outros 14 pódios e seu trabalho de fiel escudeiro lhe rendeu mais um 3º lugar no Mundial de Pilotos e um inédito vice-campeonato em 1992, com quase metade dos pontos somados por Nigel Mansell, o campeão absoluto.

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A Williams, porém, optou por Alain Prost e Damon Hill para 1993 e Patrese, já recordista absoluto de GPs disputados desde o ano de 1989, tendo comemorado a 200ª prova da carreira em Hockenheim, no ano de 1990, assinou com a Benetton para mais uma temporada. Tendo Michael Schumacher como novo companheiro de equipe, acabou impiedosamente massacrado pelo jovem alemão. Pelo menos conquistou dois pódios – foi 3º colocado no GP da Inglaterra e 2º na Hungria. Terminou o Mundial num honroso 5º lugar, com 20 pontos. E aos 39 anos, com 256 corridas disputadas, seis vitórias, 8 pole positions, 13 melhores voltas em prova e 37 pódios, o italiano deu sua carreira por encerrada na Fórmula 1.

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Patrese demorou a abandonar de vez o automobilismo: fez mais duas aparições em Le Mans, a primeira em 1995 com um protótipo Ferrari 333SP e dois anos depois, como integrante do time oficial Nissan, ao lado dos também veteranos Eric Van de Poele e Aguri Suzuki. Largaram em quarto com o protótipo R390, mas abandonaram. Dois anos antes, fizera aparições melancólicas no Superturismo alemão com um modelo Ford Mondeo. Suas últimas corridas foram no extinto certame GP Masters, para antigos pilotos de Fórmula 1. Patrese fez as três provas da categoria e chegou em 3º lugar na corrida de Kyalami, em 2005, quando já tinha 51 anos de idade.

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Apesar de aposentado das pistas, ele não cortou os laços com a categoria máxima. Fez relações-públicas para a equipe Honda e estava lá quando Rubens Barrichello bateu seu recorde de participações. Nesse mesmo período, Patrese foi protagonista de um viral que se tornou uma lenda nas redes sociais.

A bordo de um modelo Honda CivicType-R de passeio, o piloto enlouqueceu a carona, ninguém menos que Francesca Patrese, a segunda companheira do piloto, separado de Susi, mãe de seus quatro filhos (Simone, Luca, Beatrice e Maddalena) – e que despejou uma torrente de palavrões e gritos de desespero, chamando o piloto de “Riccardino” e mandando-o parar a todo custo. Quando o ‘passeio’ acabou, veio a impagável reação de Francesca ao perceber que toda a volta a bordo do Honda tinha sido gravada. O vídeo é um dos maiores sucessos do YouTube em qualquer tempo.

patrese1Quando o piloto completou 54 anos, em 2008, a Honda deu de presente a Patrese a oportunidade de guiar pela última vez um carro de Fórmula 1 em Jerez de la Frontera, na Espanha. Foi o reconhecimento a um piloto que, se não foi dos mais brilhantes, deixou sua marca na história do esporte a motor pela sua longevidade, carisma e experiência.

Vitória cala-boca

RIO DE JANEIRO – Tão ou mais competitivo que o WTCC, o British Touring Car Championship (BTCC) chama muito a atenção neste ano pelo fato de que, entre os 31 inscritos, duas peruas foram inscritas para correr entre os modelos homologados para o certame.

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Isso mesmo: duas peruas. Repetindo o que a Volvo fez no passado, quando associada à equipe de Tom Walkinshaw, a escuderia Honda Yuasa Racing, do antigo campeão da competição Matt Neal e de Gordon Shedden, preparou o modelo Civic Tourer, a versão perua da Honda Civic, com motores by Neil Brown.

Em Brands Hatch, na abertura do campeonato em fins de março, o novo Civic Tourer impressionou de saída. Três pódios – dois com Matt Neal e um com Gordon Shedden, um em cada uma das baterias realizadas na tradicional pista britânica.

Mas no último domingo, veio a surpresa: após o 3º lugar na segunda das três baterias disputadas em Donington Park, Gordon Shedden levou o Civic Tourer a uma surpreendente vitória, que deixa o piloto na 3ª posição do campeonato com 86 pontos, um a menos que os líderes Andrew Jordan e Jason Plato. Matt Neal, que levou seu carro ao terceiro posto, está em 5º com 79.

Essa é a chamada vitória cala-boca daqueles que achavam que a experiência da Honda com o Civic Tourer seria um fracasso.

Como se diz no popular, “sabem nada, inocentes!”

WTCC: Muller imperial, López infernal

RIO DE JANEIRO – A primeira visita do Mundial de Carros de Turismo (WTCC) ao circuito francês de Paul Ricard rendeu uma corrida desprovida de muitas emoções e, em contrapartida absoluta, a melhor prova do ano – tudo num mesmo dia. Apesar da chuva e do frio, um ótimo público tomou conta das arquibancadas, sedento para assistir dois triunfos do novo Citroën C-Elysée, correndo em casa.

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De fato, a Citroën não decepcionou. Venceu ambas as provas, uma com Yvan Muller e outra com o argentino José María López. Pechito, aliás, começa a pôr as manguinhas de fora como a nova estrela do WTCC. Com três vitórias em seis provas disputadas nesta categoria (50% de aproveitamento), ele sai de Paul Ricard líder do campeonato com 12 pontos de vantagem para Sébastien Loeb.

Aliás, o multicampeão de Rali e o argentino acabaram punidos por conta de uma irregularidade técnica e tiveram que fazer corridas de recuperação, pois largaram da última fila em ambas as provas. Na primeira, com o asfalto molhado e a presença da chuva, o pole Yvan Muller largou mal, permitindo que Gabriele Tarquini, da Honda, liderasse. Mas o atual campeão do WTCC logo retomou a posição e venceu com grande tranquilidade.

Atacando desde o início apesar de um asfalto traiçoeiro, Loeb – que é íntimo de pisos do gênero – e Pechito recuperaram muitas posições. O francês ainda superou Gabriele Tarquini e chegou ao pódio – 12 segundos atrás de Muller. López foi o quarto, sem ter a oportunidade de superar o italiano da Honda.

Rob Huff fez excelente corrida com o Lada Granta e chegou em 5º, seguido pelo francês Hugo Valente. Norbert Michelisz, que saltou para segundo no início, perdeu o fôlego no fim e foi sétimo apenas. Tiago Monteiro, Tom Chilton e James Thompson fecharam os dez primeiros. Franz Engstler ganhou na TC2.

Quatro horas após a corrida #1, já com pista seca, foi realizada a corrida #2 – muito mais disputada e mais emocionante que a primeira. O português Tiago Monteiro fez ótima largada e despachou o pole Mehdi Bennani e o 2º colocado René Münnich. Mas, mais impressionante foi a largada de Pechito López. Logo na primeira freada, o argentino deixou cinco para trás. Em duas voltas, ele já era o 7º colocado.

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E duas entradas de Safety Car – a primeira por Loeb bater numa pilha de pneus numa chicane e a segunda por John Filippi se acidentar com Franz Engstler – beneficiaram López, que assumiu a liderança com uma ultrapassagem pra lá de arrojada sobre Tiago Monteiro. Yvan Muller pegou carona e também superou o português da Honda.

Loeb, que chegou a tocar com Muller numa disputa anterior ao incidente que provocou a entrada do Safety Car, desta vez não conseguiu ir mais para a frente. Teve muito trabalho com o croata Dusan Borkovic e a muito custo o piloto francês chegou em 6º lugar.

Ao fim de 18 voltas, sob os olhares atentos do ex-piloto de Fórmula 1 Jacques Laffite, Pechito López tornou-se o primeiro piloto a vencer duas provas no WTCC neste ano. No parque fechado, a nova fera da categoria recebeu o carinho e o abraço do pai, emocionado com o triunfo histórico do piloto que fez valer o velho ditado. “Os últimos são os primeiros”.

A próxima etapa do WTCC será dia 4 de maio, em Hungaroring, na Hungria.

Resultado final da corrida #1:

1 – Yvan Muller (Citroen) – Citroen – 16 voltas em 27’58”347
2 – Sebastien Loeb (Citroen) – Citroen – 12”727
3 – Gabriele Tarquini (Honda) – Honda – 15”026
4 – Jose Maria Lopez (Citroen) – Citroen – 18”663
5 – Robert Huff (Lada) – Lada – 31”393
6 – Hugo Valente (Chevrolet) – Campos – 34”415
7 – Norbert Michelisz (Honda) – Zengo – 34”896
8 – Tiago Monteiro (Honda) – Honda – 37”918
9 – Tom Chilton (Chevrolet) – ROAL – 41”014
10 – James Thompson (Lada) – Lada – 45”739

Resultado final da corrida #2:

1 – Jose Maria Lopez (Citroen) – Citroen – 18 voltas em 30’24”551
2 – Yvan Muller (Citroen) – Citroen – 1”886
3 – Tiago Monteiro (Honda) – Honda – 7”994
4 – Gabriele Tarquini (Honda) – Honda – 8”459
5 – Mehdi Bennani (Honda) – Proteam – 17”407
6 – Sebastien Loeb (Citroen) – Citroen – 17”924
7 – Dusan Borkovic (Chevrolet) – Campos – 18”592
8 – Norbert Michelisz (Honda) – Zengo – 18”927
9 – Gianni Morbidelli (Chevrolet) – Munnich – 20”531
10 – Hugo Valente (Chevrolet) – Campos – 21”787

Classificação do campeonato após duas rodadas e quatro corridas:

1. José María López – 85 pontos; 2. Sébastien Loeb – 63; 3. Yvan Muller – 65; 4. Gabriele Tarquini e Hugo Valente – 31; 6. Tiago Monteiro e Tom Chilton – 30; 8. Mehdi Bennani – 16; 9. Dusan Borkovic – 15; 10. Norbert Michelisz – 14; 11. Mikhail Kozloviskiy, Rob Huff e Gianni Morbidelli – 10; 14. Franz Engstler – 6; 15. John Filippi – 4; 16. Pasquale Di Sabatino – 2; 17. James Thompson – 1

WTCC: primeira fila é toda desclassificada; Muller herda P1

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Antes da desclassifcação na vistoria técnica, Sébastien Loeb comemorou a pole recebendo a visita ilustre do príncipe Albert de Mônaco (Foto: Italiaracing.net)

RIO DE JANEIRO (atualizado às 14h45) – Soltem os melhores pilotos da atualidade no automobilismo numa pista e certamente ele dará espetáculo. Sébastien Loeb está sem dúvida entre esses nomes e há quem diga que ele é o melhor entre os melhores. O piloto francês, nove vezes campeão do WRC, começa a pôr as asinhas de fora no WTCC, o Mundial de Carros de Turismo.

Com o Citroën C-Elysée número #9, Loeb cravou uma volta sensacional na superpole em 1’29’527, média horária de 154,45 km/h, para liderar a trifeta da marca da Terra da Bastilha no grid de 18 carros. Pechito López, líder do campeonato após a etapa inaugural no Marrocos, ficou a 0″092 da pole position e o francês Yvan Muller, quatro vezes campeão, foi o terceiro a 0″330 de Loeb.

Todavia, a vistoria técnica realizada após o treino classificatório “canetou” os dois carros da primeira fila. Uma irregularidade no corte automático de combustível do C-Elysée de Loeb e do argentino López manda os dois para o fim do pelotão. Assim, a pole position é de Yvan Muller, por herança. Na corrida #2, Loeb e López também serão obrigados a partir do fim do pelotão.

Gabriele Tarquini não teve chances de chegar perto dos três carros franceses e considerando as circunstâncias, fez um ótimo trabalho – com a desclassificação dos rivais, herdou a 2ª posição do grid. A bordo de um novo Honda Civic WTCC, já que o carro anterior foi bem destruído numa batida em Marrakech, o italiano merece aplausos por ter alcançado a Superpole, no melhor desempenho de um carro do construtor japonês no grid. E o francês Hugo Valente brilhou competindo em casa. Além de fazer o melhor tempo no primeiro treino livre, avançou para o Q3 e conseguiu um honroso 5º posto, transformado em terceiro.

Na corrida que abre a programação de rodada dupla do Mundial de Turismo na França, Norbert Michelisz sai em quarto com o Honda da Zengö, seguido por um batalhão de Chevys Cruze, com Tom Chilton à frente de Dusan Borkovic e Gianni Morbidelli.

Para nenhuma surpresa, os três Lada Granta não avançaram para além da primeira fase do treino classificatório, uma vez que o modelo do fabricante de Togliatti carece de desempenho em pistas com muitas retas e curvas velozes. Entre os TC2 inscritos, John Filippi aproveitou o “fator casa” para bater as BMW do Team Engstler.

O grid para a corrida #1 do Mundial de Carros de Turismo é este:

1ª fila:

#1 Yvan Muller (Citroën C-Elysée WTCC TC1) – 1’29″857 – Q3
#2 Gabriele Tarquini (Honda Civic WTCC TC1) – 1’30″808 – Q3

2ª fila:

#7 Hugo Valente (Chevrolet RML Cruze TC1) – 1’31″139 – Q3
#5 Norbert Michelisz (Honda Civic WTCC TC1) – 1’30″741 – Q2

3ª fila:

#3 Tom Chilton (Chevrolet RML Cruze TC1) – 1’30″897 – Q2
#98 Dusan Borkovic (Chevrolet RML Cruze TC1) – 1’31″099 – Q2

4ª fila:

#10 Gianni Morbidelli (Chevrolet RML Cruze TC1) – 1’31″207 – Q2
#18 Tiago Monteiro (Honda Civic WTCC TC1) – 1’31″224 – Q2

5ª fila:

#77 René Münnich (Chevrolet RML Cruze TC1) – 1’31″345 – Q2
#25 Mehdi Bennani (Honda Civic WTCC) – 1’32″458 – Q2

6ª fila:

#12 Rob Huff (Lada Granta 1.6T TC1) – 1’32″142 – Q1
#11 James Thompson (Lada Granta 1.6T TC1) – 1’33″162 – Q1

7ª fila:

#14 Mikhail Kozloviskiy (Lada Granta 1.6 TC1) – 1’34″210 – Q1
#27 John Filippi (Seat León WTCC TC2) – 1’35″972 – Q1

8ª fila:

#6 Franz Engstler (BMW E90 320 TC2) – 1’36″022 – Q1
#8 Pasquale Di Sabatino (BMW E90 320 TC2) – 1’36″083 – Q1

9ª fila:

#9 Sébastien Loeb (Citroën C-Elysée WTCC TC1) – 1’29″527 – Q3 (*)
#37 José María López (Citroën C-Elysée WTCC TC1) – 1’29″619 – Q3 (*)

Grid enxuto com 18 carros em Paul Ricard

RIO DE JANEIRO – Neste fim de semana, o Mundial de Carros de Turismo (WTCC) terá a segunda rodada dupla do campeonato em Paul Ricard, na França. As consequências dos problemas e incidentes ocorridos durante o fim de semana do Marrocos se fazem sentir na lista de inscritos. Dois carros já estão oficialmente fora e há riscos de um terceiro fazer forfait, o que reduziria o plantel a apenas 17 inscritos.

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Por enquanto, quem não vão para Paul Ricard são o tcheco Petr Fulin, da Campos Racing e Tom Coronel, da ROAL Motorsport. O primeiro teve que ceder seu motor para o companheiro de equipe John Filippi e não haveria tempo hábil para a reconstrução de um propulsor para que o piloto campeão do ETCC ano passado pudesse participar do evento na França. O carro de Coronel foi destruído num acidente ocorrido no início da corrida #2 em Marrakech e o monobloco será despachado via Paul Ricard para a sede da RML na Inglaterra, onde será reconstruído, conforme informou o chefe de equipe Roberto Ravaglia. O simpático piloto holandês volta às pistas na rodada da Hungria, em 4 de maio.

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A JAS, equipe que faz o running do time oficial da Honda no WTCC, trabalha febrilmente em suas instalações para construir um carro “zero-bala” para o italiano Gabriele Tarquini, alijado da disputa marroquina por uma colisão com o Chevrolet do compatriota Gianni Morbidelli, ainda nos treinos livres. As peças que sobreviveram à batida e poderiam ser utilizadas serão instaladas no novo monobloco. O tempo urge e será um milagre dos grandes se os italianos conseguirem dar condição de corrida a Tarquini neste fim de semana. O Facebook da equipe tem uma regressiva do trabalho de reconstrução do carro, que pode ser acompanhada aqui.

Estes são os inscritos para a rodada de Paul Ricard:

#1 CITROËN TOTAL WTCC FRA
Citroën C-Elysée
Yvan Muller (França)

#2 CASTROL HONDA WTC TEAM JPN
Honda Civic WTCC
Gabriele Tarquini (Itália)

#3 ROAL MOTORSPORT ITA
Chevrolet RML Cruze TC1
Tom Chilton (Grã-Bretanha)

#5 ZENGÖ MOTORSPORT HUN
Honda Civic WTCC
Norbert Michelisz (Hungria)

#6 LIQUI MOLY TEAM ENGSTLER DEU
BMW 320 TC
Franz Engstler (Alemanha)

#7 CAMPOS RACING SPA
Chevrolet RML Cruze TC1
Hugo Valente (França)

#8 LIQUI MOLY TEAM ENGSTLER DEU
BMW 320 TC
Pasquale Di Sabatino (Itália)

#9 CITROËN TOTAL WTCC FRA
Citroën C-Elysée
Sébastien Loeb (França)

#10 ALL-INKL.COM MÜNNICH MOTORSPORT DEU
Chevrolet RML Cruze TC1
Gianni Morbidelli (Itália)

#11 LADA SPORT LUKOIL RUS
Lada Granta 1.6T
James Thompson (Grã-Bretanha)

#12 LADA SPORT LUKOIL RUS
Lada Granta 1.6T
Rob Huff (Grã-Bretanha)

#14 LADA SPORT LUKOIL RUS
Lada Granta 1.6T
Mikhail Kozlowskiy (Rússia)

#18 CASTROL HONDA WTC TEAM JPN
Honda Civic WTCC
Tiago Monteiro (Portugal)

#25 PROTEAM RACING ITA
Honda Civic WTCC
Mehdi Bennani (Marrocos)

#27 CAMPOS RACING SPA
Seat León WTCC
John Filippi (França)

#37 CITROËN TOTAL WTCC FRA
Citroën C-Elysée
José María López (Argentina)

#77 ALL-INKL.COM MÜNNICH MOTORSPORT DEU
Chevrolet RML Cruze TC1
René Münnich (Alemanha)

#98 NIS PETROL BY CAMPOS RACING SPA
Chevrolet RML Cruze TC1
Dusan Borkovic (Croácia)

Duval reina na abertura da Super Formula

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RIO DE JANEIRO – Os novos carros da Super Formula, que agora usa chassis Dallara SF14 com motores Honda e Toyota 2 litros com quatro cilindros, injeção direta e turbocompressor proporcionaram no domingo um belo espetáculo na abertura da temporada em Suzuka. A corrida teve muita ação porque, aliado ao novo regulamento, existe também a opção do sistema push-to-pass para facilitar ultrapassagens e os carros têm novos freios, de carbono, bem mais eficientes.

A surpresa foi, de fato, o vencedor da corrida. Ao fim de 43 voltas, prevaleceu o francês Loïc Duval, que com o Dallara-Toyota do Team Le Mans Sunoco cruzou a linha de chegada com mais de 16 segundos de vantagem para o britânico James Rossiter, da Kondo. Hiroaki Ishiura, da Inging, foi o 3º colocado, num pódio totalmente dominado pelos monopostos com o motor Toyota – numa pista de propriedade da Honda, sempre bom lembrar.

Na verdade, o massacre da Toyota sobre a rival se estendeu até o 7º colocado, pois na sequência do pódio vieram Ryo Hirakawa, o pole position Andre Lotterer, Kazuki Nakajima e o brasileiro João Paulo de Oliveira, que saiu da corrida com a melhor volta, em 1’39″995. O único piloto com motor Honda a pontuar foi Vitantonio Liuzzi, que veio de 15º para completar em oitavo e marcar um pontinho em sua estreia na Super Formula.

Campeão do ano passado, Naoki Yamamoto completou num distantíssimo 11º lugar com o carro do Team Mugen. Narain Kartikheyan, que nos treinos brilhou ao conseguir dividir a primeira fila com Andre Lotterer na largada, abandonou na 15ª volta.

O resultado final:

1 – Loic Duval (Dallara-Toyota) – LeMans – 43 voltas em 1.15’49″802
2 – James Rossiter (Dallara-Toyota) – Kondo – 16″221
3 – Hiroaki Ishiura (Dallara-Toyota) – Inging – 22″125
4 – Ryo Hirakawa (Dallara-Toyota) – LeMans – 29″690
5 – Andre Lotterer (Dallara-Toyota) – Tom’s – 33″617
6 – Kazuki Nakajima (Dallara-Toyota) – Tom’s – 43″092
7 – Joao Paulo de Oliveira (Dallara-Toyota) – Impul – 44″843
8 – Vitantonio Liuzzi (Dallara-Honda) – Real – 52″138
9 – Tomoki Nojiri (Dallara-Honda) – Dandelion – 53″585
10 – Hideki Mutoh (Dallara-Honda) – Dandelion – 54″164
11 – Naoki Yamamoto (Dallara-Honda) – Mugen – 1’06″499
12 – Yuhki Nakayama (Dallara-Honda) – Mugen – 1’07″197
13 – Yuji Kunimoto (Dallara-Toyota) – Inging – a 2 voltas
14 – Koudai Tsukakoshi (Dallara-Honda) – Real – a 5 voltas

Abandonos

28 voltas – Daisuke Nakajima
24 voltas – Takashi Kogure
14 voltas – Narain Karthikeyan
2 voltas – Koki Saga
Não completou a primeira volta – Yuichi Nakayama

Vitórias da Citroën e caos no WTCC em Marrakech

4425320140413203436RIO DE JANEIRO – Uma pole position, duas corridas, duas vitórias. A trajetória da Citroën no Mundial de Carros de Turismo (WTCC) não poderia ter começado melhor – em que pese o caótico fim de semana em Marrakech, no Marrocos. O argentino Pechito López e o francês Sébastien Loeb, lenda do Rali, foram os grandes vitoriosos da primeira rodada dupla do campeonato, a bordo do novíssimo C-Elysée.

O fim de semana marroquino de corridas foi problemático para alguns pilotos. O italiano Gabriele Tarquini se envolveu num entrevero com o Chevrolet do compatriota Gianni Morbidelli e o Honda Civic do veterano ex-piloto de Coloni, AGS, Fondmetal e Tyrrell ficou completamente destruído, impossibilitando-o de participar da prova. Também o tcheco Petr Fulin foi obrigado a desistir da corrida, mas por outro motivo: o motor do carro do francês John Filippi quebrou e não havia um propulsor reserva para substitui-lo. A Campos Racing sacrificou então o campeão do ETCC no ano passado e o grid foi reduzido a 18 carros.

Na primeira prova, os três C-Elysée dominaram de forma incontestável: Pechito López ganhou sem problemas, embora sua vantagem sobre Sébastien Loeb fosse pouco superior a sete décimos de segundo. Yvan Muller, atual campeão do Mundial de Carros de Turismo, chegou em terceiro, logo depois.

Tom Chilton foi o quarto com um dos Chevrolet RML Cruze da ROAL, seguido pelo estreante croata Dusan Borkovic e pelo português Tiago Monteiro. Entre os TC2, Franz Engstler terminou como o mais bem colocado, na 12ª posição.

Para a corrida #2, quinze dos 18 carros largaram, porque o intervalo entre as duas provas foi relativamente curto para a efetuação dos reparos necessários. E logo na primeira volta, um acidente tirou de esquadro Yvan Muller e Tom Coronel. Culpa do marroquino Mehdi Bennani, que provocou a confusão e acabou punido apenas e tão somente com um drive through. Certas decisões da FIA são realmente difíceis de se entender – mas depois o bom senso prevaleceu e o piloto da equipe Proteam foi excluído do resultado final.

A corrida foi suspensa por conta da batida e reiniciada logo depois, com 13 ‘sobreviventes’. E foi aí que Loeb, nono no grid, foi beneficiado por todos os incidentes para vencer brilhantemente logo em sua segunda participação no WTCC. Pechito López chegou em segundo, com o francês Hugo Valente em terceiro, no melhor resultado deste piloto na competição.

Tom Chilton mais uma vez foi bem, completando em quarto, seguido pelo russo Mikhail Kozlowskiy, outro que alcançou seu melhor resultado no Mundial de Turismo. Gianni Morbidelli, num fim de semana muito atribulado, foi o 6º e Franz Engstler, com a sétima posição, foi de novo o melhor na subclasse TC2.

A próxima prova em Paul Ricard será no próximo fim de semana e alguns pilotos poderão nem competir na França. Gabriele Tarquini e Tom Coronel são dois entre os que correm sérios riscos de saltar a corrida francesa. A equipe JAS e a ROAL Motorsport vão ter que ir atrás do prejuízo sob pena de ver seus pilotos do lado de fora.

Resultado da corrida #1:

1 – Josè Maria Lopez – Citroen Elysée – Citroen – 14 giri em 24’40″950
2 – Sébastien Loeb – Citroen Elysée – Citroen – 0”713
3 – Yvan Muller – Citroen Elysée – Citroen – 1”607
4 – Tom Chilton – Chevrolet Cruze – Roal – 8”222
5 – Dusan Borkovic – Chevrolet Cruze – Campos – 11”849
6 – Tiago Monteiro – Honda Civic – Honda Jas – 20”495
7 – Mehdi Bennani – Honda Civic – Proteam – 25”111
8 – Hugo Valente – Chevrolet Cruze – Campos – 29”953
9 – Norbert Michelisz – Honda Civic – Zengo – 44”583
10 – James Thompson – Lada Granta – Lada – 38”596

Resultado da corrida #2:

1 – Sébastien Loeb – Citroen Elysée – Citroen – 16 voltas em 47’50″589
2 – Josè Maria Lopez – Citroen Elysée – Citroen – 4”321
3 – Hugo Valente – Chevrolet Cruze – Campos – 7”598
4 – Tom Chilton – Chevrolet Cruze – Roal – 18”305
5 – Mikhail Kozlovskiy – Lada Granta – Lada – 19”757
6– Gianni Morbidelli – Chevrolet Cruze – Munnich – 23”117
7– Franz Engstler – BMW 320 TC – Engstler – 38”957
8– John Filippi – Seat Leon – Campos – 48”611
9– Pasquale di Sabatino – BMW 320 TC – 50”553
10– Tiago Monteiro – Honda Civic – Honda Jas – a 2 voltas

Classificação do campeonato:

1. Pechito López – 48 pontos; 2. Sébastien Loeb – 47; 3. Tom Chilton – 27; 4. Hugo Valente – 19; 5. Yvan Muller – 17; 6. Tiago Monteiro – 11; 7. Mikhail Kozlowskiy – 10; 8. Dusan Borkovic – 9; 9. Gianni Morbidelli – 8; 10. Franz Engstler e Mehdi Bennani – 6; 12. John Filippi – 4; 13. Pasquale di Sabatino e Norbert Michelisz – 2; 15. James Thompson – 1.

Super Formula: nova era, velho domínio

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RIO DE JANEIRO – Começa neste fim de semana no circuito de Suzuka a nova era da Super Formula, nome com o qual foi batizada a Fórmula Nippon. Com novos chassis Dallara e motores Honda e Toyota movidos por turbocompressores, 19 pilotos estão inscritos para toda a temporada de um campeonato que promete bastante pela adoção deste novo pacote técnico.

Entretanto, embora chassis e motores sejam “zero-bala”, nenhuma novidade no que diz respeito ao pole position. Sempre rápido, o alemão Andre Lotterer dominou a qualificação e colocou o carro #36 do Petronas Team Tom’s na posição de honra, com o tempo de 1’37″022. A seu lado, a grande surpresa: o indiano Narain Kartikheyan, que já disputara a categoria (quando era Fórmula Nippon, claro) em 2001, mostrou muita velocidade a bordo de um dos carros do Team Impul e foi batido por apenas 0″146 na fase final do treino classificatório.

Kazuki Nakajima, com um segundo monoposto do Team Tom’s e James Rossiter, da Kondo, formam a segunda fila. O brasileiro João Paulo de Oliveira larga em quinto, com 0″377 de diferença para a pole de Lotterer.

Curioso notar que, numa pista pertencente à Honda, os sete carros mais rápidos fossem impulsionados pelos motores da rival Toyota. O único piloto com motor Honda a avançar ao Q3, com oito carros na pista, foi o novato Tomoki Nojiri, que – claro – ficou em oitavo. O atual campeão Yuji Kunimoto, do Team Mugen, larga na 9ª posição. Vitantonio Liuzzi, outro que vem para a Super Formula após vários anos na Fórmula 1, larga em 15º com o Dallara-Honda SF14 da Real Racing..

Eis o grid:

1.fila
Andre Lotterer (Dallara-Toyota) – Tom’s – 1’37″022 – Q3
Narain Karthikeyan (Dallara-Toyota) – Impul – 1’37″148 – Q3
2.fila
Kazuki Nakajima (Dallara-Toyota) – Tom’s – 1’37″159 – Q3
James Rossiter (Dallara-Toyota) – Kondo – 1’37″284 – Q3
3.fila
Joao Paulo de Oliveira (Dallara-Toyota) – Impul – 1’37″399 – Q3
Hiroaki Ishiura (Dallara-Toyota) – Inging – 1’37″404 – Q3
4.fila
Loic Duval (Dallara-Toyota) – LeMans – 1’37″543 – Q3
Tomoki Nojiri (Dallara-Honda) – Dandelion – 1’39″380 – Q3
5.fila
Naoki Yamamoto (Dallara-Honda) – Mugen – 1’38″086 – Q2
Hideki Mutoh (Dallara-Honda) – Dandelion – 1’38″108 – Q2
6.fila
Ryo Hirakawa (Dallara-Toyota) – LeMans – 1’38″127 – Q2
Yuji Kunimoto (Dallara-Toyota) – Inging – 1’38″223 – Q2
7.fila
Yuichi Nakayama (Dallara-Toyota) – KCMG – 1’38″260 – Q2
Koudai Tsukakoshi (Dallara-Honda) – Real – 1’38″509 – Q2
8.fila
Vitantonio Liuzzi (Dallara-Honda) – Real – 1’38″908 – Q1
Takashi Kogure (Dallara-Honda) – Nakajima – 1’39″063 – Q1
9.fila
Yuhki Nakayama (Dallara-Honda) – Mugen – 1’39″109 – Q1
Daisuke Nakajima (Dallara-Honda) – Nakajima – 1’39″113 – Q1
10.fila
Koki Saga (Dallara-Toyota) – Le Beausset – 1’39″615 – Q1

Eis o novo HPD LMP2

arx04bRIO DE JANEIRO – Sem previsão de desenvolvimento de um novo protótipo para a classe LMP1, a HPD (leia-se Honda Performance Development) concentra esforços no desenvolvimento e produção de um esporte-protótipo para a divisão LMP2. Quem trouxe o croqui do novo carro foi o competente e bem-informado jornalista John Dagys, no excelente site Sportscar365, com link aqui no lado direito do blog.

Batizado HPD ARX-04b, o novo carro é o segundo LMP2 de uma nova leva de modelos Coupé para esta subclasse. Será concorrente direto do Ligier JS P2 produzido pela Onroak Automotive e do Oreca 05 Coupe, cuja estreia acontece também em 2015, assim como o modelo do fabricante nipônico.

O protótipo é o primeiro carro novo construído pela Wirth Research a pedido da Honda em cinco anos, desde o lançamento do HPD ARX-01 que, por força de regulamento foi ‘transmutado’ em HPD ARX-03. O desenvolvimento está em andamento e até o fim do ano, espera-se que o HPD ARX-04b – que terá o motor 2,8 litros V-6 biturbo a impulsioná-lo – esteja em testes visando a estreia nas 24 Horas de Daytona.

A Honda Racing não deverá ter dificuldades de obter clientes interessadas neste novo projeto. Já existem negociações com possíveis times para comprar o carro e usá-lo no Tudor United SportsCar Championship e, lógico, o construtor mira os mercados europeu, mundial e asiático com as séries ELMS, FIA WEC e AsLMS.

Vinte carros na abertura do WTCC no Marrocos

RIO DE JANEIRO – Saiu a lista oficial de inscritos para a rodada dupla de abertura do Mundial de Carros de Turismo (WTCC), que acontece neste fim de semana no circuito Moulay El Hassam, nas ruas de Marrakech, uma das principais cidades do Marrocos. Vinte carros de seis construtores diferentes estarão na pista urbana de 4,545 km de extensão disputando as primeiras vitórias de 2014.

Dividido pela primeira vez em duas subclasses em razão da mudança de regulamento, o WTCC tem 16 carros dentro da nova regra que prevê motores mais fortes, carros com suspensão independente McPherson e apêndices aerodinâmicos capazes de torná-los mais velozes que os carros homologados até 2013. Os carros que disputaram o campeonato ano passado podem continuar nas pistas, mas na nova subdivisão TC2T, que se apresenta em Marrakech com apenas quatro competidores, das equipes Liqui Moly Team Engstler e Campos Racing.

A grande atração do início do campeonato é a estreia da Citroën, que traz o campeão mundial Yvan Muller e um estreante de muito peso – o multicampeão dos Ralis Sébastien Loeb. Nove vezes vitorioso no WRC, o francês de 40 anos chega ao WTCC para um grande desafio na carreira – provar que pode ser campeão do mundo também em autódromos e circuitos urbanos. O time se completa com a presença do argentino José María “Pechito” López, que ano passado deixou excelente impressão na prova de Termas de Río Hondo, na Argentina.

As duas provas de Marrakech do WTCC têm duração de 14 voltas e estão marcadas para 16h15 (hora local) e 17h15. O Marrocos está quatro horas à frente de Brasília no fuso horário mundial.

Os inscritos:

#1 CITROËN TOTAL WTCC FRA
Citroën C-Elysée
Yvan Muller (França)

#2 CASTROL HONDA WTC TEAM JPN
Honda Civic WTCC
Gabriele Tarquini (Itália)

#3 ROAL MOTORSPORT ITA
Chevrolet RML Cruze TC1
Tom Chilton (Grã-Bretanha)

#4 ROAL MOTORSPORT ITA
Chevrolet RML Cruze TC1
Tom Coronel (Holanda)

#5 ZENGÖ MOTORSPORT HUN
Honda Civic WTCC
Norbert Michelisz (Hungria)

#6 LIQUI MOLY TEAM ENGSTLER DEU
BMW 320 TC
Franz Engstler (Alemanha)

#7 CAMPOS RACING SPA
Chevrolet RML Cruze TC1
Hugo Valente (França)

#8 LIQUI MOLY TEAM ENGSTLER DEU
BMW 320 TC
Pasquale Di Sabatino (Itália)

#9 CITROËN TOTAL WTCC FRA
Citroën C-Elysée
Sébastien Loeb (França)

#10 ALL-INKL.COM MÜNNICH MOTORSPORT DEU
Chevrolet RML Cruze TC1
Gianni Morbidelli (Itália)

#11 LADA SPORT LUKOIL RUS
Lada Granta 1.6T
James Thompson (Grã-Bretanha)

#12 LADA SPORT LUKOIL RUS
Lada Granta 1.6T
Rob Huff (Grã-Bretanha)

#14 LADA SPORT LUKOIL RUS
Lada Granta 1.6T
Mikhail Kozlowskiy (Rússia)

#18 CASTROL HONDA WTC TEAM JPN
Honda Civic WTCC
Tiago Monteiro (Portugal)

#22 CAMPOS RACING SPA
Seat León WTCC
Petr Fulin (República Tcheca)

#25 PROTEAM RACING ITA
Honda Civic WTCC
Mehdi Bennani (Marrocos)

#27 CAMPOS RACING SPA
Seat León WTCC
John Filippi (França)

#37 CITROËN TOTAL WTCC FRA
Citroën C-Elysée
José María López (Argentina)

#77 ALL-INKL.COM MÜNNICH MOTORSPORT DEU
Chevrolet RML Cruze TC1
René Munnich (Alemanha)

#98 CAMPOS RACING SPA
Chevrolet RML Cruze TC1
Dusan Borkovic (Croácia)

Super GT: Ito/Caldarelli vencem na abertura em Okayama

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RIO DE JANEIRO – Uma vitória inesperada na abertura do Super GT em Okayama, neste domingo: a dupla formada por Daisuke Ito/Andrea Caldarelli, jamais apontada entre os favoritos, fez uma excelente corrida com o novo Lexus RC-F inscrito dentro do novo regulamento da classe GT500 e o carro #37 pintado nas cores da KeePer venceu a corrida após 81 voltas percorridas em pouco mais de 1h57min.

A marca que pertence à Toyota comemorou a dobradinha, pois a dupla pole position formada por Kazuya Oshima/Yuji Kunimoto, do Team LeMans Eneos, chegou em segundo a cerca de cinco segundos dos vencedores. E já na abertura do campeonato, o brasileiro João Paulo de Oliveira chegou ao pódio: o piloto do Team Calsonic Impul colocou o melhor Nissan GT-R da prova em 3º lugar, formando a dupla com Hironobu Yasuda.

Hiroaki Ishiura/Oliver Jarvis, do Team Denso Kobelco SARD, chegaram em quarto com outro Lexus RC-F, antecedendo o Honda NSX Concept da Weider Modulo Dome, guiado por Naoki Yamamoto e pelo estreante Jean-Karl Vernay. Koudai Tsukakoshi/Toshihiro Kaneishi, noutro Honda, completaram os seis primeiros.

Enquanto Bertrand Baguette chegou num modesto 15º lugar na GT500 com seu Honda dividido com Daisuke Nakajima, Vitantonio Liuzzi fez jus aos primeiros três pontos no campeonato. O ex-piloto de Fórmula 1 completou em oitavo ao lado do colega de equipe na Aguri, Kosuke Matsuura.

Na classe GT300, dobradinha da BMW: vitória do #4 da equipe Goodsmile Hatsunemiku, guiado por Tetsuya Kataoka/Nobuteru Taniguchi, que completaram 77 voltas ao total. Jörg Müller/Seiji Ara chegaram a apenas 0″329 no carro da Studie. Os modelos bávaros fizeram a festa, concluindo com uma volta de vantagem para o 3º colocado, o Mercedes SLS AMG GT3 da Jim Gainer Dixcel, guiado por Katsuyuki Hiranaka/Björn Wirdheim.

O espanhol Lucas Ordonez fez um belo trabalho ao lado do parceiro Kazuki Hoshino no Nissan GT-R Nismo GT3 da B-Max NDDP. A dupla chegou num excelente 4º lugar, à frente de outra Mercedes guiada por Haruki Kurosawa/Kyosuke Mineo e pelo Honda CR-Z de Shinichi Takagi/Takashi Kobayashi.

A corrida não foi das mais felizes para o Toyota Prius de Morio Nitta/Koki Saga. Pole position da GT300, a dupla abandonou a prova após a 23ª volta. O carro campeão do ano passado, guiado por Yukhi Nakayama/Tomoki Nojiri, chegou apenas em 9º lugar.

A 2ª etapa do Super GT será no tradicional circuito Fuji Speedway, programada para o próximo dia 4 de maio.

Super GT: pole de Oshima em Okayama; Oliveira é 2º

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RIO DE JANEIRO – O Super GT conheceu neste sábado o primeiro pole position da temporada 2014, que marca a adoção do novo regulamento técnico da GT500, com carros semelhantes aos do DTM alemão. O Lexus RC-F do Team Le Mans Eneos conquistou a honraria: Kazuya Oshima levou a melhor num treino classificatório disputadíssimo e faturou a posição de honra, com a marca de 1’19″404, média de 167,886 km/h.

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A apenas 70 milésimos do carro alaranjado, ficou o Nissan GT-R da equipe Calsonic Team Impul, guiado pelo brasileiro João Paulo de Oliveira. No Q1, seu companheiro de equipe Hironobu Yasuda fora também o segundo mais rápido, atrás apenas do compatriota Daisuke Ito. Oliveira fez um belo trabalho no Q2 e assegurou uma posição na primeira fila com seu carro, um décimo mais rápido que o #46 de Satoshi Motoyama, da equipe S-Road Mola.

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Kazuki Nakajima qualificou o #36 da equipe Petronas Team Tom’s na quarta colocação do grid, seguido pelos italianos Andrea Caldarelli, com Lexus e Ronnie Quintarelli, da Nissan. O melhor Honda NSX Concept no grid larga em 7º, com a dupla formada por Koudai Tsukakoshi/Toshihiro Kaneishi, da Keihin Real Racing. Naoki Yamamoto/JK Vernay completaram o grupo das oito duplas que avançaram ao Q2.

Na primeira aparição de Vitantonio Liuzzi no Super GT, o italiano larga em 12º fazendo dupla com Kosuke Matsuura. Bertrand Baguette, outro gaijin que estreia na categoria, sai de décimo-quinto no carro #32 que divide com Daisuke Nakajima.

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A classe GT300 teve pole position do Toyota Prius da APR, graças ao excelente desempenho de Morio Nitta a bordo do carro #31. O piloto marcou 1’26″774 no Q2 e embolsou o melhor tempo do treino com uma média horária de 153,627 km/h. A BMW Z4 GT3 de Tatsuya Kataoka obteve o segundo lugar do treino na classe, seguido pelo Honda CR-Z de Shinichi Takagi e da BMW Z4 GT3 guiada pelo veterano Jörg Müller. O carro do Team Mugen, atual campeão, ficou em 5º graças a Tomoki Nojiri. Katsuyuki Hiranaka colocou o Mercedes-Benz SLS AMG GT3 da Jim Gainer na sexta posição.

Destaque também para o espanhol Lucas Ordonez, piloto Nissan que tem a assessoria do engenheiro brasileiro Ricardo Divila neste fim de semana. Ele classificou o melhor dos dois Nissan GT-R Nismo GT3 que avançaram para o Q2 na sétima posição do grid. Takayuki Aoki (JLOC Lamborghini), Haruki Kurosawa (Leon Mercedes-Benz) e Akira Iida (TWS LM Corsa BMW) completaram o grupo dos 10 mais rápidos na GT300.

 

Super GT: 39 carros para a abertura do campeonato em Okayama

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RIO DE JANEIRO – Vai começar neste fim de semana a temporada 2014 do Super GT japonês, no circuito de Okayama, aquele mesmo que quando se chamava Aida teve duas corridas de Fórmula 1 nos anos 90. É uma corrida que marca uma nova fase da competição, especialmente na GT500. A divisão principal tem carros novos, com regulamento semelhante ao do DTM alemão.

Quase 40 carros compõem a lista de entradas para a rodada inaugural, que terá uma prova de 300 km de percurso pelos 3,703 km de extensão do circuito, localizado numa das zonas mais remotas do Japão. Apesar da longa viagem, as equipes gostam de competir na pista travada e o público aparece em bom número para acompanhar as provas do certame mais popular do país.

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A GT500, além das novidades técnicas, vem com diversos pilotos que farão sua primeira temporada no Super GT. A Honda foi quem mais investiu: trouxe de uma vez só o italiano Vitantonio Liuzzi, que já esteve na Fórmula 1; o francês Jean-Karl Vernay e o belga Bertrand Baguette. O brasileiro João Paulo de Oliveira continua no Calsonic Team Impul, equipe chefiada por Kazuyoshi Hoshino, com um Nissan GT-R – e desta vez com um novo parceiro: Hironobu Yasuda entra na vaga de Tsugio Matsuda, agora na equipe Motul Autech Nismo.

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Dez marcas diferentes figuram na sempre numerosa lista de inscritos da GT300. A subdivisão secundária do Super GT também tem suas atrações, como a estreia do espanhol Lucas Ordoñez com um Nissan GT-R GT3; a presença dos experientes Jörg Müller (BMW), Björn Wirdheim (Mercedes-Benz) e Richard Lyons (Audi); e a celebrada volta do alemão Tim Bergmeister, que passou praticamente dois anos fora das pistas, após um grave acidente sofrido nos 500 km de Fuji.

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Recuperado das fraturas de costelas, hemorragias e lesões pulmonares, o irmão de Jörg Bergmeister regressa com um Porsche do Porsche Team KTR, em dupla com Akihiro Tsuzuki. Esta equipe troca os pneus Hankook coreanos pelos Yokohama, fabricados no Japão. Além deste fabricante, Dunlop, Bridgestone e Michelin fornecem compostos não só para a GT300 como também para a GT500.

Vamos aos inscritos:

GT500

#1 LEXUS TEAM ZENT CERUMO
Lexus RC-F (B)
Yuji Tachikawa/Kohei Hirate

#6 LEXUS TEAM LE MANS ENEOS
Lexus RC-F (B)
Kazuya Oshima/Yuji Kunimoto

#8 AUTOBACS RACING TEAM AGURI
Honda NSX Concept GT (B)
Vitantonio Liuzzi/Kosuke Matsuura

#12 CALSONIC TEAM IMPUL
Nissan GT-R (B)
Hironobu Yasuda/João Paulo de Oliveira

#17 KEIHIN REAL RACING
Honda NSX Concept GT (B)
Koudai Tsukakoshi/Toshihiro Kaneishi

#18 WEIDER MODULO DOME RACING
Honda NSX Concept (M)
Naoki Yamamoto/Jean-Karl Vernay

#19 LEXUS TEAM WEDSPORT BANDOH
Lexus RC-F (Y)
Juichi Wakisaka/Yuhi Sekiguchi

#23 MOTUL AUTECH NISMO
Nissan GT-R (M)
Tsugio Matsuda/Ronnie Quintarelli

#24 D’STATION ADVAN KONDO RACING
Nissan GT-R (Y)
Michael Krumm/Daiki Sasaki

#32 EPSON NAKAJIMA RACING
Honda NSX Concept (D)
Daisuke Nakajima/Bertrand Baguette

#36 LEXUS TEAM PETRONAS TOM’S
Lexus RC-F (B)
Kazuki Nakajima/James Rossiter

#37 LEXUS TEAM KEEPER TOM’S
Lexus RC-F (B)
Daisuke Ito/Andrea Caldarelli

#39 DENSO KOBELCO LEXUS TEAM SARD
Lexus RC-F (B)
Hiroaki Ishiura/Oliver Jarvis

#46 S-ROAD MOLA
Nissan GT-R (M)
Satoshi Motoyama/Masataka Yanagida

#100 RAYBRIG TEAM KUNIMITSU
Honda NSX Concept (B)
Takashi Kogure/Hideki Mutoh

GT300

#0 TEAM MUGEN
Honda CR-Z (B)
Yukhi Nakayama/Tomoki Nojiri

#2 SYNTIUM APPLE CARS TOKÄI DREAM 28
McLaren MP4-12C GT3 (Y)
Kazuho Takahashi/Hiroki Katoh

#3 B-MAX NDDP RACING
Nissan GT-R GT3 (Y)
Kazuki Hoshino/Lucas Ordoñez

#4 GOODSMILE HATSUNEMIKU RACING & TEAM UKYO
BMW Z4 GT3 (Y)
Nobuteru Taniguchi/Tatsuya Kataoka

#5 MACH SYAKEN WITH TRANSFORMERS 30TH
Nissan GT-R GT3 (Y)
Tetsuji Tamanaka/Junichiro Yamashita

#7 BMW SPORTS TROPHY TEAM STUDIE
BMW Z4 (Y)
Jörg Müller/Seiji Ara

#9 OTONOKIZAKA HIGH NAC PACIFIC DIRECTION RACING
Porsche 911 (997) GT3-R (Y)
Takuya Shirasaka/Yuya Sakamoto

#10 GAINER RN-SPORTS
Mercedes-Benz SLS AMG GT3 (D)
Masayuki Ueda/Hideki Yamauchi

#11 GAINER DIXCEL
Mercedes-Benz SLS AMG GT3 (D)
Björn Wirdheim/Katsuyuki Hiranaka

#21 AUDI TEAM HITOTSUYAMA
Audi R8 LMS Ultra (Y)
Richard Lyons/Tomonobu Fujii

#22 GREENTEC R-Q’S MOTORSPORTS
Mercedes-Benz SLS AMG GT3 (Y)
Hisashi Wada/Masaki Jyonai

#30 IWASAKI APR
Nissan GT-R GT3 (Y)
Yuki Iwasaki/Masami Kageyama

#31 OGT PANASONIC APR
Toyota Prius (Y)
Morio Nitta/Koki Saga

#33 PUMA ARH PORSCHE TEAM KTR
Porsche 911 (997) GT3-R (Y)
Akihiro Tsuzuki/Tim Bergmeister

#48 SNAP-ON DIJON RACING
Nissan GT-R GT3 (Y)
Hiroshi Takamori/Masaki Tanaka

#50 WAKO’S EXE ARNAGE RACING
Aston Martin Vantage V12 GT3 (Y)
Masaki Kanou/Hideto Yasuoka

#55 AUTOBACS RACING TEAM AGURI
Honda CR-Z (B)
Shinichi Takagi/Takashi Kobayashi

#60 TWS LM CORSA
BMW Z4 GT3 (Y)
Akira Iida/Hiroki Yoshimoto

#61 R&D SPORT
Subaru BR-Z GT300 (M)
Kota Sasaki/Takuto Iguchi

#65 LEON RACING
Mercedes-Benz SLS AMG GT3 (Y)
Haruki Kurosawa/Kiyosuke Mineo

#67 STP GAIA TEAM TAISAN KEN DIMMAK
Nissan GT-R GT3 (Y)
Naoki Yokomizo/Shogo Mitsuyama

#86 CRYSTAL CROCO JLOC
Lamborghini Gallardo GT3 (Y)
Shiniya Hosokawa/Koji Yamanishi

#88 MANEPA JLOC
Lamborghini Gallardo GT3 (Y)
Manabu Orido/Takayuki Aoki

#360 OKINAWA IMP.RUN UP TOMEI SPORTS
Nissan GT-R GT3 (Y)
Atsushi Tanaka/Hironoki Yoshida