Retrô

2014581621686_temp_Penske_Castroneves_IIRIO DE JANEIRO – E aí está a pintura retrô do carro #3 de Hélio Castroneves para a disputa das 500 Milhas de Indianápolis pelo Team Penske. Além do piloto brasileiro, somente Johnny Rutherford e Rick Mears guiaram – e venceram – com esta pintura no mítico oval de 2,5 milhas em toda a história. Lembrei que Al Unser venceu também com um carro amarelo em 1987, mas o patrocínio era Holset/Cummins.

Eu achei sensacional essa ideia e, se vocês prestarem atenção, o capacete que está ali em cima do defletor lateral também remete ao “casco” de Rick Mears, o Rei dos Ovais.

Vídeos históricos – Indy 500 (1974)

RIO DE JANEIRO – Trago hoje na série de vídeos históricos a vitória do primeiro carro de Fórmula Indy guiado por Emerson Fittipaldi. Não, leitores, não foi o tal March cor de rosa que ele guiou em 1984 e que era da Forsythe quando Teo Fabi fez a pole position nas 500 Milhas de Indianápolis no ano anterior. E sim o McLaren M16 Offenhauser com o qual Johnny Rutherford venceu a clássica prova em 1974, no dia 26 de maio.

Segundo mais veloz dos treinos, o piloto do carro #3 teve que largar da nona fila, na 25ª posição, pois só conseguira qualificação no Bump Day, com a média de 190.446 mph (306,433 km/h) em suas quatro voltas. Apesar da posição altamente desfavorável, o piloto da McLaren Cars ocupava a terceira posição já na vigésma-terceira passagem e assumiu a liderança pela primeira vez no 65º giro. Rutherford liderou 122 voltas, vencendo com impressionante autoridade para quem largara tão atrás.

Bobby Unser, com seu tradicional numeral #48, foi segundo num Eagle e Bill Vukovich III chegou em terceiro, com Gordon Johncock em quarto e David Hobbs, o único estrangeiro no grid de 33 carros, chegou em quinto. A transmissão da ABC, em cores, teve como host Chris Schenkel, narração de Jim McKay, comentário de Sam Posey e reportagens de Chris Economaki e Bill Flemming.

Aliás, de acordo com McKay, era para o tricampeão mundial de Fórmula 1 Jackie Stewart participar da cobertura da corrida, após estar presente no Pole Day. Mas, no mesmo dia, havia também o GP de Mônaco e o Escocês Voador estava em Monte-Carlo.

O teste de Emerson foi feito após a conquista do bicampeonato mundial de Fórmula 1 em 1974. O brasileiro recebeu dicas preciosas do próprio Johnny Rutherford e de A.J. Foyt, que lhe disse para ter muito cuidado. Na época, o Rato andou a mais de 260 km/h de média no teste e vale lembrar que os chassis eram verdadeiras cadeiras elétricas, como mostrado nos acidentes fatais de Art Pollard e Swede Savage no ano anterior e as pernas para fora de Salt Walther após a múltipla colisão na largada da Indy 500 de 1973.

Chega de mas-mas. Vamos ao vídeo.