Surpresa

RIO DE JANEIRO – O artigo foi escrito em 24 de abril mas só hoje, dando uma fuçada no Google, terminei por descobrir que um blog de uma disciplina da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), cidade do interior do Paraná, teceu os mais rasgados elogios ao A Mil Por Hora.

O texto escrito por Daniel Schneider diz que o blog é uma ótima opção para acompanhar e conhecer novas séries de corridas. Não à toa, o total de pageviews ultrapassou a casa de 1,7 milhão nesta quarta-feira e com certeza os números chegarão a 2 milhões ainda antes do fim do ano.

Fico surpreso, agradecido e envaidecido porque o A Mil Por Hora virou alvo da matéria Crítica de Mídia, do 2º ano do curso de jornalismo da UEPG. São situações como esta que fazem valer a pena manter esse espaço.

Feliz Ano Novo

943257_3117459153455_325242005_nRIO DE JANEIRO – A foto acima é do dia que marcou um turning point na minha vida.

Era 6 de maio de 2013, uma segunda-feira. Cinco meses e meio depois de ser mandado embora do antigo emprego, assim fui para o primeiro dia de Fox Sports. O primeiro dia do resto de uma vida que, creiam, é muito melhor em qualidade do que antes.

365 dias passaram rápido, até demais. O tempo é sábio e, embora algumas mágoas ainda permaneçam, tenho certeza que o melhor ainda está por vir. Fico feliz por saber que ainda existem pessoas que acreditam em mim e nesse período de um ano, soube corresponder à confiança dos meus colegas e dos meus superiores no meu novo desafio.

Agradeço de coração aos que torceram e, principalmente, ao pessoal do Fox Sports que me acolheu tão bem e me fez sentir em casa. E maio, um mês especial em muitos sentidos, marca também o 11º aniversário de minha trajetória como comentarista de automobilismo. Só tenho motivos para comemorar.

Feliz Ano Novo! Torcemos juntos!

Obrigado, Luciano do Valle

luciano-do-valle-fez-50-anos-de-carreira-em-2013-depois-de-comecar-a-trabalhar-em-campinas-aos-16-1385034312001_1024x768

RIO DE JANEIRO – Quem ama o esporte de uma maneira geral, como eu ou muitos dos leitores deste blog está, sem dúvida, muito triste. Morreu neste sábado, aos 66 anos de idade (e não 70, como anteriormente havia escrito), o locutor esportivo Luciano do Valle. Ele viajava para Uberlândia, no Triângulo Mineiro, para trabalhar numa partida da 1ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro, passou mal no voo e não resistiu a um mal súbito, vindo a falecer às 16h15 no Hospital Santa Genoveva.

Na opinião deste blogueiro, Luciano foi o narrador mais completo da história da televisão brasileira. Ele não se limitava ao futebol, apenas e tão somente, como vários da atualidade. Era polivalente. E brilhante, em várias modalidades. Do boxe ao tênis, da Fórmula 1 ao judô, ele fazia de tudo. E bem-feito.

Digo isso sem medo de errar porque, felizmente, eu presenciei o auge da carreira do Luciano. Diria que no intervalo compreendido entre a Copa de 1982 e o início da década passada, o homem voava. E voou alto, em ares onde nenhum outro jornalista jamais ousou sobrevoar. Ao deixar a Rede Globo, pedindo demissão após a Copa do Mundo de 1982 e desafiar o poderio de sua antiga casa, introduzindo ao público brasileiro o vôlei ao vivo, trouxe na tela da Record, emissora pela qual passou ainda naquele ano, a ousadia de um Brasil x URSS sob chuva no Maracanã lotado por 95 mil pessoas para ver a formidável geração que tinha Zaitsev e Savin jogar contra Renan, Willian, Montanaro, Amauri e outros grandes nomes do esporte no país. E os russos perderam. E Luciano, de um dia para o outro, se tornou o dínamo do esporte na televisão brasileira.

Em 1984, na Bandeirantes, casa em que trabalhou até o fim da vida (com um pequeno hiato entre 2003 e 2006, quando voltou à Record), revolucionou o conceito de esporte na telinha. Introduziu o lendário Show do Esporte e fez história, não só com o programa, de mais de oito horas initerruptas nas tardes/noites de domingo, como também foi capaz de trazer ao nosso dia-a-dia, modalidades que nunca tinham tido projeção.

Luciano foi um pioneiro, a ponto de fazer a sinuca, dos malandros da Lapa e dos bares pouco frequentáveis, um esporte para se assistir, torcer e vibrar. Não há quem não conheça Rui Chapéu e se lembre de Carne Frita, Praça e Roberto Carlos graças a ele. No boxe, por suas mãos, vieram Chiquinho de Jesus, Luciano “Todo Duro” e Adílson “Maguila” Rodrigues. Vimos lutas lendárias de Sugar Ray Leonard com sua personalíssima voz. E presenciamos o surgimento de um fenômeno que massacrava adversários em menos de três minutos: Mike Tyson.

Não paro por aqui, não. O Luciano foi o primeiro a narrar NBA na televisão brasileira – e na TV aberta! Desfilou sua competência ao lado de Edvar Simões, narrando a histórica final entre Lakers e Boston em 1987, que me fez apaixonar de imediato pelo Showtime de Byron Scott, James Worthy, AC Green, Earvin ‘Magic’ Johnson e Kareem Abdul-Jabbar. Virei um torcedor devotado dos Lakers de Los Angeles, e o culpado disso foi o Luciano. A NFL também ganhou espaço na Band graças a ele, que narrou um Superbowl com o Washington Redskins campeão.

Pensa que acabou? Calma, gente… tem mais, muito mais: como é que todos nós conhecemos a Fórmula Indy? Claro, pela voz do Luciano do Valle. Voz de narrações épicas das vitórias de Emerson Fittipaldi nas 500 Milhas de Indianápolis e o título de 1989. Afora outros triunfos fantásticos dos nomes que sucederam o grande Rato. Ele também pode – e deve – ter o mérito de fazer de Paula e Hortência mitos do basquete, assim como Oscar Schmidt. Quem há de esquecer das narrações do Mundial de 1994, histórica conquista das meninas? Ou então do épico jogo do Pan de Indianápolis, Oscar comendo a bola e deixando os ianques atônitos diante de uma vitória inesquecível?

E não podia faltar o futebol: o Luciano criou a seleção de Masters, trouxe para os holofotes do presente (isso nos anos 80/90) velhos ídolos de um passado nem tão distante, mas que um país sem memória feito o nosso trata de enterrar na vala do esquecimento sem a maior piedade. Voltamos a vibrar com a “Patada Atômica” do Rivellino, os gols de Cláudio Adão, os lançamentos de Mário Sérgio, a bomba de Nelinho, a graça de Cafuringa… vimos Zico e Pelé ainda mostrando classe infinita. Tudo graças ao Luciano Do Valle, que não só ousou com o projeto como se tornou treinador dessa turma toda!

O esporte deve muito a ele. Com desprendimento, ousadia e personalidade, Luciano do Valle deixou a sua marca na televisão e em diversas modalidades. Fez, sozinho, muito mais do que muitos dirigentes de cargos bem-remunerados, que prometem e nada fazem.

Luciano completou 50 anos de carreira ano passado e se preparava para trabalhar em mais uma Copa do Mundo, se não me engano seria a 11ª dele como profissional de televisão – errei nas contas: ele caminhava para a 12ª. O homem de uma carreira tão longeva, tão bem-sucedida, mas que vinha prejudicada por seguidos problemas de saúde, não pensava em parar.

O esporte foi a vida desse homem. Do começo, ao fim.

É um sábado muito triste. Mesmo eu, que jamais tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente, feito muitos colegas de profissão que tiveram a chance, fico arrasado.

Obrigado, Luciano do Valle. Obrigado por tudo. Só nos resta lhe pagar tributo, relembrando suas narrações que, felizmente, serão eternas.

Abaixo, alguns vídeos em homenagem a esse grande profissional da televisão e do jornalismo esportivo brasileiro.

Programa Bola da Vez, ESPN Brasil, em 24 de setembro de 2013

Antológica narração de um gol de Zico no Mundão do Arruda, numa partida entre Brasil x Iugoslávia, 1986

Copa América de 1979, num Maracanã lotado: Brasil x Argentina, com Maradona em campo

5 de julho de 1982: o dia da última narração de Luciano Do Valle pela Globo. O que ele faz no gol de Falcão arrepia, até hoje

Outro momento épico: 500 Milhas de Indianápolis, 1989. Vitória de Emerson Fittipaldi. Narração histórica do Luciano

A última corrida de Fórmula 1 que Luciano Do Valle narrou ao vivo na Globo. Título de Nelson Piquet no GP dos EUA, 17 de outubro de 1981. Inesquecível!

A voz emocionante e emocionada de um momento histórico: Brasil campeão mundial feminino de Basquete, em 1994. Auge da geração de Paula e Hortência

Passou voando…

RIO DE JANEIRO – Parece que foi ontem. Vai ver que é mesmo.

No meio do furacão, daquela maré brabíssima, uma luz surgiu sob forma de esperança, de uma nova perspectiva profissional e pessoal.

Há um ano, dia 21 de fevereiro de 2013, foi o dia em que pisei pela primeira vez na sede do Fox Sports, aqui no Rio de Janeiro. Na condição de convidado e por indicação do fera Hamilton Rodrigues, vim comentar os Duels da Sprint Cup que definiram o grid da Daytona 500.

Fazia oito anos que eu não comentava nada de Nascar. Dizem que a gente não desaprende. E eu estava fora da televisão desde o começo de novembro. Repito: a gente não desaprende. E o diferencial de todo bom comentarista, sem falsa modéstia alguma, é o conhecimento. Isso seguiu – e ainda segue – comigo.

Não sei externar em palavras a minha gratidão aos colegas que já conhecia de outros trabalhos e outras emissoras, que me receberam de braços abertos. Não digo que foi fácil ganhar a oportunidade de vir trabalhar aqui, o que aconteceria em definitivo somente em maio. Mas acho que com aquela participação na transmissão dos Duels, há exatos 365 dias, as portas se abriram, fazendo valer o que muitos me disseram. “Deus fecha uma porta e escancara outras.”

Só posso dizer que estou feliz. No fim das contas, isso é o que importa.

O incômodo viés jornalístico

ARARUAMA – Interrompo momentaneamente o meu sagrado direito à folga de fim de ano, onde estou desfrutando do sol escaldante de Araruama e virando um camarão em forma de gente, para escrever algumas linhas sobre o que ocorreu ontem com o heptacampeão mundial de Fórmula 1 Michael Schumacher.

Ocioso dizer que o alemão está em estado crítico, em coma induzido e isso todo mundo já noticiou. É de domínio público. Mas o que mais incomoda este blogueiro aqui é o viés jornalístico de uma situação impactante como esta.

Estigmatizou-se Schumacher, especialmente no Brasil, como inimigo público número #1, um demônio em forma de gente, uma pedra no sapato da pachecada, porque atrapalhava Ayrton Senna em 1994 e fez o mesmo durante muitos anos com Rubens Barrichello. Nada menos exato. Schumacher era um vencedor e mostrou isso ao longo de todo o seu tempo no automobilismo. Como todo sujeito determinado a atingir seus objetivos, passou por cima da ética e de muitos valores para chegar onde chegou.

Quem foi mesmo o agraciado com o apelido de Dick Vigarista? Quem será o vilão de enredo de escola de samba no Rio de Janeiro em 2014?

Mas Michael é humano como todos nós. E, encerrada a carreira, podia muito bem curtir os filhos Mick e Gina, a mulher Corinna e desfrutar uma merecida aposentadoria sem fazer absolutamente nada. Ocorre que, após décadas vivendo a linha tênue entre a vida e a morte, Schumacher convive e continuou convivendo com o risco, mesmo retirado do automobilismo. E aí, numa queda de esqui, aconteceu o que todo mundo já sabe.

Falo tudo isso porque me indigna a pouca importância que se dá a um incidente como este, em paralelo ao ocorrido com o lutador de MMA Anderson Silva, em Las Vegas.

Respeito a quem opta por gostar de MMA. Não é o meu caso, nem nunca será, por uma questão óbvia. Não me atrai ver dois caras num octógono se surrando até quase a morte. Anderson Silva, a exemplo de Schumacher, também convive com o risco. Não só de perder a vida, como também de sofrer lesões graves feito a fratura dupla de sua perna esquerda, na luta contra Chris Weidman no último sábado.

Porém, a notícia do ocorrido com o “gladiador do terceiro milênio”, como diz um filósofo, é fichinha perto do que aconteceu com Schumacher e a notícia da fratura do lutador foi tratada como se fosse uma tragédia, uma hecatombe. O alemão luta pela vida e a cobertura da mídia brasileira é rasteira, para não dizer simplesmente medíocre – salvo honrosas exceções.

Eu gostaria de saber o seguinte: caso fosse um brasileiro a sofrer o acidente de esqui e tivesse ele sete títulos mundiais, quem seria notícia? A questão agora é o interesse sobrepujando o bom jornalismo?

Que pena que as coisas caminhem num mau sentido. O ano de 2013 se encerra da pior maneira possível. Para o esporte e, pasmem, para o jornalismo.

Ah… e antes que eu me esqueça: eu considero automobilismo esporte SIM, da mesma forma que os defensores do MMA o reputam como tal.

Vou voltar à minha folga. E boa noite a todos.

Um novo tempo

1240666_3480402386809_1209681983_n

RIO DE JANEIRO – Um ano. Como passou rápido… e como as coisas mudam. Para melhor, de preferência.

Porque, pior do que estavam em 16 de novembro do ano passado, não dava para ficar.

Quando deixei 13 anos de trabalho numa mesma empresa para trás, numa sexta-feira de fim de tarde nebuloso, melancólico, frio e chuvoso, não chorei. Mas fiquei sem chão e sem norte, por um bom tempo.

Página virada, uma nova história começou a ser escrita em fevereiro e em maio, novos capítulos vieram para incrementar uma nova fase na carreira profissional desse blogueiro. Vieram mais de 1,1 milhão de pageviews no novo A Mil Por Hora – uma marca respeitável. E as participações nas transmissões do Fox Sports – Nascar, Rolex Sports Car Series, American Le Mans Series e até Motocross.

Choveu na minha horta. Que bom.

Humildemente, só posso agradecer aos que tornaram tudo isso possível. Claro que parte de tudo de positivo que me aconteceu é fruto do meu trabalho, mas se não fossem as pessoas que torcem e gostam de mim, eu não teria ido tão longe e conseguido voltar a fazer o que mais gosto, nos últimos seis meses.

Obrigado pela força, pelo apoio e pelo incentivo.

Torcemos juntos!

Ao mestre, com carinho

1318_624286490924006_1322162207_n

RIO DE JANEIRO – Estou devastado.

Acabo de saber via Miltão Alves da notícia da morte do querido Marcus 
Zamponi, o grande Zampa, um dos maiores jornalistas de automobilismo do país. Gravemente enfermo, sucumbiu a um câncer (sempre esta doença fatal…) e faleceu hoje em São José do Rio Preto, interior de São Paulo.

Batizado Marcus Cícero Zamponi há 63 anos (ainda tinha muita estrada pra percorrer, pombas…), o “gordo”, como era conhecido por todos nós, era um tarado pelo esporte que amamos. Talvez o mais tarado dentre os que conheci. Um apaixonado que largou tudo no Brasil, o Rio de Janeiro e a Ilha do Governador e se aventurou trabalhar para escroques como Max Mosley e Sandro Angeleri, seus patrões na March nos anos 70.

Certamente aprendeu um bocado, viu e ouviu muita coisa e compartilhou grandes, maravilhosas histórias como uma de um teste onde o Vittorio Brambilla, após comer dois pratos inteiros de massa e beber uma garrafa inteira de vinho, inconformado com um piloto que quebrara sua marca num teste de Fórmula 1, entrou no carro para melhorar o tempo e… bateu. Mais Brambilla – e mais Zampa – impossível.

Nos anos 80, quando comecei, taradinho de dez, onze anos que já era por automobilismo, a comprar os exemplares da Auto Esporte (não perdia um), cuja editora era na Felisbelo Freire, em Ramos, bairro onde nasci e cresci, achava do cacete os textos do Zampa. Sem desmerecer ninguém da área, e acho que todos concordam, o melhor texto do jornalismo automobilístico brasileiro em qualquer tempo. Escreveu páginas inesquecíveis do nosso esporte. E até arriscou algumas incursões como repórter em provas da Stock Car, na Bandeirantes. Acho que o próprio Zampa viu que não era do ramo e seguiu com sua pena ainda mais afiada.

Trabalhou com tudo que estivesse ao seu alcance, com a competência que Deus lhe premiou. Desconheço algum colega da imprensa que não gostasse daquela figura engraçada que não perdoava ninguém. Nem mesmo o compadre Lito Cavalcanti, de quem falava “cobras e lagartos”, mas pelas costas – claro – porque cara a cara, a admiração saltava aos olhos e era, certamente, recíproca.

Eu não sei precisar em que corrida nos conhecemos. Provavelmente lá pelo fim dos anos noventa e aqui no Rio de Janeiro. Guardo com carinho as intermináveis gozações do Zampa para comigo e com o Amir Nasr. A nós, netos e descendentes de libaneses, ele não perdoava e, abusado, chamava nós dois de “turcos filhos da puta”, com aquela voz de baixo profundo que era uma marca registrada nos autódromos. Ele cutucava na ferida da nossa origem porque sabia que nós detestamos ser chamados de turcos. Mas tínhamos que levar na esportiva. O Zampa era assim, um tirador de sarro por excelência.

Foi aquela figura que, numa premiação do Capacete de Ouro da revista Racing, da qual foi colaborador até os últimos dias de sua vida, que me chamou num “particular” e disse pra eu liderar uma salva de palmas – de pé – para o querido Luiz Pereira Bueno, o saudoso “Peroba”. Não me fiz de rogado. Quando o Luizinho foi chamado ao palco, levantei-me da minha cadeira e o aplaudi de pé. Quase todo mundo no recinto fez o mesmo, emocionando o “Peroba”.

Hoje, quem merece o nosso aplauso é o Zampa. O nosso aplauso e o nosso agradecimento, por tudo o que fez no jornalismo esportivo. Um mestre ao escrever, um cara de quem todos nós vamos guardar as melhores e mais divertidas lembranças. Porque o que se leva da vida é o que a vida tem de melhor.

Zampa, muito obrigado. Você foi inspiração para muitos de nós. Com certeza, da minha parte, nunca vou esquecer dos papos que tivemos. E com sua morte, meu caro, se vai uma grande parte das histórias do nosso automobilismo.

Aliás, concordo ipsis litteris com o craque da fotografia, Luca Bassani.

“O automobilismo acordará mais burro amanhã”.

Valeu, mestre! Vá em paz…

(Foto de Vinícius Nunes)