Boas notícias para o WEC: Rebellion volta a ter dois carros em 2014

RIO DE JANEIRO – Com o fim da LMP1 na American Le Mans Series e o investimento maciço na construção de um novo carro, em parceria tecnológica com a francesa Oreca, a Rebellion Racing revela que disputará o World Endurance Championshiop (WEC) do próximo ano com dois protótipos Rebellion R-One. Somados aos carros de Audi, Porsche e Toyota, a principal classe do WEC terá pelo menos oito carros nas pistas em 2014.

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No ateliê da Oreca, o trabalho e intenso e a concepção do carro já teve início. O francês Nicolas Prost, que já renovou contrato para 2014, esteve nas instalações da fábrica em Signes, onde junto aos engenheiros da Rebellion e da própria Oreca, trabalhou em detalhes fundamentais para a pilotagem – especialmente a ergometria, para que nenhum dos tripulantes sinta-se desconfortável e, mais do que tudo, a questão da visibilidade, que sofrerá sutis e importantes mudanças, visando a segurança dos pilotos.

A Rebellion Racing informou que, a princípio, três chassis serão construídos para toda a próxima temporada do WEC. Os dois titulares vão disputar as oito provas do Mundial, incluindo as 24 Horas de Le Mans. O terceiro bólido ficará como carro-reserva, podendo ser utilizado em caso de um acidente grave com um dos titulares.

Sem Neel Jani, que foi para a Porsche, a Rebellion Racing terá que se socorrer de pelo menos um piloto novo para o próximo ano – e logicamente poderão vir outros. Prost é por enquanto o único confirmado para a campanha do time suíço, que disputará a desmembrada LMP1 na divisão Light, para carros sem ERS e pertencentes a escuderias não-oficiais de fábrica.

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WEC: mudanças a caminho

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RIO DE JANEIRO – O Campeonato Mundial de Endurance (WEC) terá mudanças na edição de 2014, a terceira após o regresso deste certame desde que a FIA abraçou a ideia do ACO em criar um certame continental. O Conselho Mundial da entidade máxima do desporto automobilístico referendou três novidades na reunião realizada na última sexta-feira.

A primeira diz respeito ao critério de pontuação para o Mundial de Construtores, que no ano que vem será disputado – a princípio – por Audi, Toyota e Porsche. Dois carros poderão marcar pontos para cada marca, ao contrário do que aconteceu ano passado e neste ano, onde apenas um bólido pontuava. Um terceiro carro, se inscrito, poderá pontuar obedecendo ao artigo 16.A do regulamento desportivo do WEC, evidentemente sendo descartados os pontos do pior carro de cada fabricante.

O regulamento técnico terá mudanças que ocasionarão na separação da LMP1 em duas subdivisões dentro dela mesma. Entrarão em ação a LMP1-H (LMP1-Hybrid), para protótipos oficiais e particulares com sistemas híbridos de energia; e a LMP1-L (LMP1-Light), só para os protótipos de equipes sem vínculo com times oficiais de fábrica, desde que sem sistemas híbridos acoplados aos propulsores normais dos bólidos.

Os modelos Grã-Turismo FIA GT3, que experimentalmente já disputam provas do European e do Asian Le Mans Series, deverão ser aceitos pelo regulamento do ACO/FIA em 2016, o que deve provocar um boom semelhante ao que houve diversas vezes em Sarthe noutras vezes em que houve modificações no Código Desportivo do WEC. Não deverá existir mais a equiparação GTE-PRO e GTE-AM no Mundial, cabendo à classe GT+ os modelos GTE (GT2) e a subdivisão GT ficará com os atuais FIA GT3, o que poderá acarretar na volta da Mercedes a Le Mans com seu modelo SLS AMG GT3, bem como no regresso da Bentley.

A conferir…