Alboreto

s1_1RIO DE JANEIRO – Dia 25 de abril: 13 anos sem Michele Alboreto.

O italiano testava para a Audi com o protótipo R8 no circuito Eurospeedway em Lausitz, na Alemanha, quando um pneu estourou e provocou um acidente grave. Em decorrência dos ferimentos, Alboreto morreu aos 44 anos de idade.

Campeão das 24 Horas de Le Mans em 1997, 3º colocado nas edições de 1999 e 2000, o italiano disputou 194 corridas de Fórmula 1, com cinco vitórias, duas poles, cinco voltas mais rápidas em prova, 23 pódios e um vice-campeonato de pilotos em 1985.

Versátil, Alboreto andou também de Esporte-Protótipo, DTM e fez também cinco corridas de Fórmula Indy entre 1996 e 1997. Sua última vitória na carreira foi no mesmo ano de sua morte, nas 12 Horas de Sebring. Ele fez parte da profícua safra de pilotos italianos dos anos 70/80. E deixou saudades.

Direto do túnel do tempo (156)

michelealboretoRIO DE JANEIRO – Neste dia 23 de dezembro, se vivo fosse, Michele Alboreto teria completado 57 anos de idade. Graças a Ken Tyrrell, chegou à Fórmula 1 em 1981 quando ainda competia em paralelo no Europeu de Fórmula 2 pela Minardi. Com pouco mais de meia temporada cumprida em seu primeiro ano na categoria máxima, Alboreto conquistou a confiança do velho Ken e tornou-se primeiro piloto em 1982.

Com o Tyrrell 011, desenhado por Maurice Philippe e Brian Lisles, a carreira de “Il Marocchino” decolou, com bons resultados a despeito da situação orçamentária apertada do tradicional time britânico.

Sexto no GP do Brasil, Alboreto foi promovido a quarto, com a desclassificação de Keke Rosberg e Nelson Piquet. Repetiu o resultado em Long Beach, de novo beneficiado com a perda de pontos de um adversário, desta vez de Gilles Villeneuve. E chegou ao primeiro pódio no GP de San Marino, boicotado pela maioria absoluta dos times da Formula One Constructors Association (FOCA) em represália à desclassificação de Piquet e Rosberg no Brasil. A FOCA autorizou ao menos a Tyrrell para poder competir e fazer o número mínimo de carros inscritos para uma corrida válida pelo Mundial de Fórmula 1.

Após um período longe dos pontos, Alboreto voltou a andar bem na segunda metade do campeonato. Foi 6º colocado em Paul Ricard, quarto em Hockenheim e quinto em Monza. E veio Las Vegas, local da decisão do campeonato de 1981 e também de 1982.

No circuito montado no estacionamento do hotel Caesars Palace, Alboreto teve um de seus maiores momentos com a Tyrrell número #3 pintada de verde, por cortesia do patrocínio da Denim. O italiano só foi superado nos treinos classificatórios pelas duas Renault Turbo de Alain Prost e René Arnoux. Na corrida, conservou a 3ª posição até Arnoux abandonar, na décima-nona volta.

Prost, que comandava as ações desde a 15ª passagem, teve problemas em seu carro e perdeu rendimento. Alboreto se aproveitou da situação e assumiu a liderança na 52ª de um total de 75 voltas previstas. De quebra, registrou o recorde da pista em 1’19″539 na 59ª passagem, conquistando merecidamente a primeira vitória na Fórmula 1, coroando um belíssimo campeonato daquele que foi considerado a grande revelação do ano.

A imprensa italiana incensou seu compatriota, desejando que ele fosse o legítimo sucessor de Alberto Ascari. Como todo mundo sabe, Alboreto chegou à Ferrari em 1984, mas com exceção de um vice-campeonato em 1985, não obteve o sucesso esperado e desejado. O piloto perambulou por equipes de médio e pequeno escalão até 1994, quando encerrou sua trajetória na Fórmula 1.

“Il marocchino” correu ainda no ITC/DTM, na Fórmula Indy e depois foi andar de Esporte-Protótipo. Ele, que já havia sido piloto da Lancia no começo de suas atividades na F-1, teve oito aparições nas 24 Horas de Le Mans, com direito a uma vitória em 1997, ao lado de Stefan Johansson e Tom Kristensen. Quando já integrava a Audi no time oficial do construtor alemão, Alboreto sofreu o acidente que o matou aos 44 anos, em 25 de abril de 2001, ao capotar com o R8 da marca de Ingolstadt durante um teste em Lausitzring.

Há 31 anos, direto do túnel do tempo.

Esporte-Protótipos Inesquecíveis – Lancia LC1 Spyder (1982)

1982-lancia-lc1-group-6RIO DE JANEIRO – Vamos dar início aqui no blog a uma nova série para lembrar de carros históricos – agora entre os Esporte-Protótipos. O primeiro é este exemplar da foto: o Lancia LC1 Spyder, que disputou o Mundial de Endurance (World Sportscar Championship) em 1982.

Com as cores da Martini & Rossi e dos cigarros MS, este protótipo fez estardalhaço ao competir contra os Porsche 956 nas corridas longas. Originalmente um Grupo 6, este Lancia LC1 foi concebido pela Dallara e construído para receber um motor 4 cilindros em linha com 1.425cc turbocomprimido, ‘calçado’ com pneus Pirelli.

O LC1 era muito veloz, mas tinha problemas de confiabilidade. Logo nos 1000 km de Monza (Trofeo Filippo Caracciolo), primeira corrida do Mundial, fez a pole com Riccardo Patrese/Michele Alboreto, mas tanto este carro quanto o de Piercarlo Ghinzani/Teo Fabi acabaram pelo caminho. Nas 6 Horas de Silverstone (Pace Petroleum), Alboreto/Patrese venceram com três voltas de vantagem para o segundo colocado.

A terceira etapa foi os 1000 km de Nürburgring (Troféu Rudi Caracciola), ainda no velho Nordscheleife. E o protótipo italiano venceu, mais uma vez com Michele Alboreto e Riccardo Patrese, que tiveram a companhia de Teo Fabi. Em Le Mans, com Hans Heyer e Rolf Stommelen reforçando a esquadra italiana de pilotos, nada pôde ser feito para derrotar a Porsche, que venceu com sobras: os dois Lancia quebraram.

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Em Spa-Francorchamps, na 5ª corrida do campeonato (Troféu Diners Club), Teo Fabi passou a dividir o carro #50 com Riccardo Patrese e Michele Alboreto foi para o #51 com Pier Carlo Ghinzani. A pista belga já tinha sofrido uma redução de traçado de 14,1 km para 6,94 km e os Lancia LC1 até que foram bem: chegaram em 3º e quarto, respectivamente. Alboreto/Ghinzani conquistariam a terceira vitória em seis etapas nos 1000 km de Mugello (Trofeo Banca Toscana), na segunda corrida “caseira” do fabricante em 1982.

Nos 1000 km de Fuji, Patrese/Fabi chegaram em 2º lugar, enquanto Alboreto/Ghinzani, que partiram da pole position, abandonaram por batida. Na última corrida do campeonato de 1982, os Shell Oils 1000 km de Brands Hatch, novo segundo posto para Fabi/Patrese e mais um abandono, desta vez por falha mecânica, para Alboreto/Ghinzani.

Como o Lancia LC1 era um Grupo 6, a marca não pôde pontuar no Mundial de Marcas que, teoricamente, tinha mais peso que o certame paralelo de pilotos. A Porsche, com seu modelo 956, levou o título entre os construtores com 75 pontos somados nas cinco provas que contaram para o Mundial de Marcas, contra 70 da Ford-Rondeau e 24 da Aston Martin Nimrod.

Já entre os pilotos, quase deu para Riccardo Patrese: com 87 pontos, ele foi vice-campeão mundial do World Sportscar Championship em 1982. O campeão foi Jacky Ickx, com 95. Teo Fabi somou apenas três pontos a mais que Michele Alboreto (66 a 63) e acabou o campeonato em 4º lugar. Pier Carlo Ghinzani foi o 15º, com 21 pontos somados.

30 anos do bi, parte VII – GP dos EUA Leste de 1983

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RIO DE JANEIRO – No dia 5 de junho de 1983, a Capital Mundial do Automóvel voltava a receber uma corrida do Mundial de Fórmula 1. O GP dos EUA Leste, em Detroit, era mais uma chance para equipes como Williams, McLaren e Tyrrell reverterem o favoritismo dos carros turbocomprimidos em resultados positivos. Numa altura onde o campeonato já tinha seis etapas disputadas e Prost liderava entre os pilotos com quatro pontos de vantagem para Nelson Piquet, qualquer ponto somado dali em diante passava a ser decisivo.

A lista de inscritos tinha 27 carros, o que representava que somente um dos competidores ficaria de fora. É que a escuderia RAM não levou seu carro para os Estados Unidos, em razão da ruptura de contrato entre John McDonald e o chileno Eliseo Salazar, que abandonou definitivamente a Fórmula 1. Em termos de novidade técnica, nada de novo.

Treinos

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Embora fosse imputada alguma chance aos carros com o velho motor Ford Cosworth V8, nos treinos eles não tiveram possibilidade de se sobressair: os quatro primeiros colocados foram modelos com motores turbo e René Arnoux, com Ferrari, fez a pole position virando em 1’44″744, pouco mais de 0s1 abaixo de Nelson Piquet, que colocou a Brabham em segundo – um ano depois de, no mesmo circuito, não conseguir classificação para o grid pela primeira vez na carreira.

Elio de Angelis, com a Lotus Renault rendendo bem em conjunto com o pneu Pirelli, fez o 4º tempo e foi a surpresa da classificação, atrás da outra Ferrari, com Patrick Tambay. Novidade também entre os aspirados: o melhor deles foi Marc Surer, 5º com a Arrows, com Alboreto fechando os seis mais rápidos.

Prost, líder do campeonato, foi um apagado 13º colocado, a mais de três segundos da pole de Arnoux. Raul Boesel conseguiu o 23º lugar em mais um treino repleto de problemas com o Ligier. E Corrado Fabi, da Osella, foi o único piloto que teve que assistir o GP dos EUA pela televisão.

Corrida

A primeira largada foi anulada: o motor da Arrows do suíço Marc Surer apagou na hora da luz vermelha e o procedimento foi repetido, excluindo-se uma volta das 61 previstas. Mas os problemas não pararam por aí, porque a Ferrari de Patrick Tambay não se moveu ao acender da luz verde, prejudicando quem estava na fila ímpar atrás do francês.

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Alheio a isto, Nelson Piquet conseguiu um belo arranque com a Brabham e ultrapassou René Arnoux antes da primeira curva. Elio de Angelis assumiu o terceiro lugar e Andrea de Cesaris pulou de oitavo para quarto. Michele Alboreto fechou a primeira volta em quinto, com Derek Warwick em sexto.

O bom início de prova da Lotus durou muito pouco: na 6ª volta, a transmissão do carro de Elio de Angelis quebrou e ele desistiu. Pouco depois, Arnoux partiu para cima de Piquet e, numa bela ultrapassagem, assumiu a liderança. O campeão mundial Keke Rosberg, 12º no grid, avançou para cima de Andrea de Cesaris e lhe roubou a terceira posição.

O finlandês não se deu por satisfeito: foi ao encalço da Brabham de Piquet e pegou a vice-liderança na 19ª volta. Andrea de Cesaris, nesta altura, também tinha perdido posições para Alboreto e Warwick. Prost vinha num medíocre 14º lugar e Boesel, fazendo o melhor que podia com um carro péssimo, era o 19º.

Warwick teve problemas na 25ª passagem, saindo da zona de pontos e dando lugar a Jacques Laffite. A Alfa Turbo de Andrea de Cesaris também quebrou, o que ajudou o irlandês John Watson. Rosberg fez sua parada para troca de pneus e reabastecimento na 30ª volta e Piquet voltou ao segundo lugar.

De repente, logo depois, a surpresa: com pane elétrica, René Arnoux encostava à margem da pista, abandonando a corrida. Piquet assumiu de novo a ponta, com Alboreto em segundo, Rosberg em terceiro, Watson em quarto, Laffite em quinto e o belga Thierry Boutsen, em boa corrida, na sexta posição. Prost era o oitavo, beneficiado pelos muitos abandonos, assim como Raul Boesel, que vinha em 12º.

Durante mais de 10 voltas, a Brabham se preparou para o pit stop com reabastecimento e troca de pneus – mas muita gente percebeu o estratagema de Gordon Murray e Nelson Piquet, que calcularam com exatidão a quantidade de gasolina que precisavam carregar no BT52 para poder completar a corrida inteira sem parar.

Mas o tiro e o blefe saíram pela culatra: a nove voltas do final, furou um pneu da Brabham e Piquet precisou se arrastar até os boxes para a troca. O brasileiro voltou à pista em quarto, resultado insuficiente para arrancar das mãos de Alain Prost a liderança do Mundial de Pilotos.

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Michele Alboreto, bafejado pela sorte, herdou a liderança e pela 2ª vez na carreira, venceu – e de novo nos Estados Unidos, pois ganhara o GP de Las Vegas em 1982. Rosberg foi o segundo com John Watson fechando o pódio. Jacques Laffite conseguiu a quinta posição e Nigel Mansell – acredite quem quiser – fez o primeiro ponto da Lotus em 83, com o modelo 92 de motor Ford Cosworth. Prost foi o oitavo, apenas. Raul Boesel ainda chegou na décima posição.

O resultado final do GP dos EUA Leste de 1983:

1. Michele Alboreto (Tyrrell 011 Cosworth) – 60 voltas em 1h50min53s669, média de 130,600 km/h
2. Keke Rosberg (Williams FW08C Cosworth) – a 7s702
3. John Watson (McLaren MP4/1C Cosworth) – a 9s283
4. Nelson Piquet (Brabham BT52 BMW Turbo) – a 1min12s185
5. Jacques Laffite (Williams FW08C Cosworth) – a 1min32s603
6. Nigel Mansell (Lotus 92 Cosworth) – a 1 volta
7. Thierry Boutsen (Arrows A6 Cosworth) – a 1 volta
8. Alain Prost (Renault RE40 Turbo) – a 1 volta
9. Bruno Giacomelli (Toleman TG183B Hart Turbo) – a 1 volta
10. Raul Boesel (Ligier JS21 Cosworth) – a 2 voltas
11. Marc Surer (Arrows A6 Cosworth) – a 2 voltas
12. Mauro Baldi (Alfa Romeo 183T Turbo) – a 4 voltas
13. Niki Lauda (McLaren MP4/1C Cosworth) – AB/49 voltas/suspensão
14. Roberto Guerrero (Theodore N183 Cosworth) – a 22 voltas (*)
15. Johnny Cecotto (Theodore N183 Cosworth) – AB/34 voltas/caixa de câmbio
16. Andrea de Cesaris (Alfa Romeo 183T Turbo) – AB/33 voltas/turbo
17. René Arnoux (Ferrari 126C2B Turbo) – AB/31 voltas/pane elétrica
18. Danny Sullivan (Tyrrell 011 Cosworth) – AB/30 voltas/pane elétrica
19. Jean-Pierre Jarier (Ligier JS21 Cosworth) – AB/29 voltas/rolamento de roda
20. Manfred Winkelhock (ATS D6 BMW Turbo) – AB/26 voltas/acidente
21. Derek Warwick (Toleman TG183B Hart Turbo) – AB/25 voltas/fuga de água
22. Riccardo Patrese (Brabham BT52 BMW Turbo) – AB/24 voltas/freios
23. Elio de Angelis (Lotus 93T Renault Turbo) – AB/5 voltas/transmissão
24. Eddie Cheever (Renault RE40 Turbo) – AB/4 voltas/distribuidor
25. Pier Carlo Ghinzani (Osella FA1E Alfa Romeo) – AB/4 voltas/superaquecimento
26. Patrick Tambay (Ferrari 126C2B Turbo) – AB/não largou

Classificação do Mundial após 7 etapas: 1. Alain Prost – 28 pontos; 2. Nelson Piquet – 27; 3. Patrick Tambay – 23; 4. Keke Rosberg – 22; 5. John Watson – 15; 6. Niki Lauda e Jacques Laffite – 10; 8. Michele Alboreto – 9; 9. Eddie Cheever e René Arnoux – 8; 11. Marc Surer – 4; 12. Danny Sullivan – 2; 13. Nigel Mansell, Mauro Baldi e Johnny Cecotto – 1 ponto.

Mundial de Construtores: 1. Renault – 36; 2. Williams – 32; 3. Ferrari – 31; 4. Brabham – 27; 5. McLaren – 25; 6. Tyrrell – 11; 7. Arrows – 4; 8. Lotus, Alfa Romeo e Theodore – 1 ponto.

Direto do túnel do tempo (87)

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RIO DE JANEIRO – Os fãs da finada escuderia de Fórmula 1 Tyrrell merecem a distinção. Hoje, dia 5 de junho, completam-se 30 anos da última vitória de um carro alinhado por Ken Tyrrell na categoria máxima.

Aconteceu no GP dos EUA disputado em Detroit, onde Michele Alboreto, uma descoberta – das muitas – de “Tio Ken”, aproveitou-se de um furo de pneu na Brabham BMW de Nelson Piquet para assumir a ponta na 51ª de um total de 60 voltas. Com o Tyrrell 011 de motor Ford Cosworth DFY V8, de aspiração normal, o Marocchino também deu à griffe Benetton, que começava a aparecer no automobilismo – e mais tarde passaria de patrocinadora à dona de equipe – sua primeira vitória.

O triunfo de Alboreto na capital do automóvel foi o último de um motor aspirado na chamada “Era Turbo” e o último suspiro da geração DFV da Cosworth, onde os motores mudaram de sigla porque eram, teoricamente, mais potentes que a vetusta unidade construída a pedido da Ford por Mike Costin e Keith Duckworth, lá pelos idos de… 1967. Até hoje, o Cosworth V8 é o motor mais vitorioso da história da Fórmula 1.

Há 30 anos, direto do túnel do tempo.

Il marocchino

tumblr_meh6po6A7x1rx33q7o1_500RIO DE JANEIRO – Hoje, neste 23 de dezembro, o italiano Michele Alboreto – se vivo fosse – teria completado seu 56º aniversário. “Il marocchino”, um dos mais queridos pilotos de sua época, correu na Fórmula 1 entre 1981 e 1994, defendendo Tyrrell, Ferrari, novamente Tyrrell, Lola-Larrousse, Arrows-Footwork, Scuderia Italia e, por fim, Minardi.

Até abandonar a categoria, quando já tinha 37 anos, Alboreto disputou 194 GPs de um total de 217 em que esteve inscrito, sendo o 15º piloto a disputar mais corridas, de acordo com as estatísticas. Venceu cinco GPs, dois com a Tyrrell e três pela Ferrari. Descoberto por Ken Tyrrell quando corria de Fórmula 2 pela Minardi, foi saudado pelos tifosi da Ferrari quando assinou com o time italiano para 1984 como o “novo Ascari”, mas não passou de um vice-campeonato em 1985. Daí para diante, sua trajetória foi marcada por momentos esparsos de brilho nas pistas.

tumblr_meiz5wZ8Tv1rx33q7o1_500Alboreto ainda correu no DTM e no ITC como piloto da Alfa Romeo, disputou as 500 Milhas de Indianápolis de 1996 e venceu também as 24 Horas de Le Mans de 1997, com um TWR-Porsche da Joest Racing, na companhia de Stefan Johansson e Tom Kristensen.

O italiano tornou-se piloto da Audi, pela qual participaria de diversas corridas de Endurance nos anos seguintes. E quando se preparava para a disputa das 24 Horas de Le Mans de 2001, Alboreto sofreu um acidente fatal em 25 de abril daquele ano, no circuito alemão de Lausitzring, capotando numa reta com o protótipo Audi R8 após um furo num pneu. A Audi venceu a prova francesa na ocasião e dedicou seu triunfo à memória de “Il marocchino”.