Vídeos históricos – o pega antológico do GP da Holanda (1980)

RIO DE JANEIRO – Tinha 9 anos em 1980 e aquela foi a primeira temporada de Fórmula 1 que lembro claramente de ter assistido. Essa corrida do vídeo acima, então, foi a melhor. O GP da Holanda, em Zandvoort, foi épico. As primeiras voltas foram alucinantes, espetaculares realmente. E houve uma disputa por posição que é de arrepiar, até hoje.

Dois veteranos da categoria, o argentino Carlos Reutemann, 38 anos de idade e o ítalo-estadunidense Mario Andretti, 40, lutaram como dois garotos a bordo de seus carros. E era uma batalha sem precedentes pela… quarta posição!

Andretti não tinha pontos no campeonato e estava desesperado para mostrar serviço. O velho Mario fez uma corrida digna do grande campeão mundial que fora em 1978, com direito a ultrapassagem por fora sobre Reutemann na curva do Tarzã. Vale observar também como os carros passavam por bumps no fim do retão antes da freada.

Pena que a disputa não foi até o fim: Andretti acabou parado a duas voltas da quadriculada por… falta de gasolina.

No vídeo acima, a narração é de Murray Walker e os comentários de James Hunt que, em dado momento, solta um “WOW! They’re banging each other!”

Outros tempos, outra Fórmula 1. Saudades…

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Vídeos históricos – a maior última volta da história da MotoGP (2009)

[vimeo http://vimeo.com/32756097]

RIO DE JANEIRO – Faltam palavras para descrever o que foi essa chegada do GP da Catalunha de 2009. Luta histórica e titânica entre Jorge Lorenzo e Valentino Rossi, com direito a um show do Doutor a bordo de sua Yamaha com o indefectível #46. E nos últimos metros, a chegada mais espetacular de todos os tempos. A ovação consagradora. E em plena Catalunha. Na terra de Lorenzo. Um espetáculo para a eternidade.

Valentino Rossi. Esse é craque.

Vídeos históricos – Bobby Unser vence a Indy 500 (1981)

RIO DE JANEIRO – O vídeo acima é uma dupla homenagem aos dois aniversariantes deste dia 20 de fevereiro. Duas lendas do automobilismo estadunidense têm o que comemorar: Robert “Bobby” Unser completa 80 anos. E Roger Penske, um dos maiores chefes de equipe da história, chega a 77 “primaveras”.

Os dois têm alguns fatos em comum. Os dois correram pelo menos um Grande Prêmio de Fórmula 1. Penske, que nunca foi grande coisa como piloto, apareceu em duas edições da corrida disputada em seu país, ambas em Watkins Glen. Foi 8º colocado em 1961 a bordo de um Cooper T53 Climax e nono em 1962, quando dispôs de um Lotus 24 Climax.

Bobby Unser fez uma aparição: guiou um BRM P138 no GP dos EUA em 1968. Largou em 19º e abandonou com quebra de motor. Como a Fórmula 1 nunca foi o forte dos dois, tanto Penske quanto Unser se destacaram mesmo nas provas da USAC, especialmente nas 500 Milhas de Indianápolis.

Não é para menos: o Team Penske tem 15 vitórias no mítico oval de 2,5 milhas, a primeira em 1972, com Mark Donohue. Bobby Unser foi participante regular da clássica prova a partir de 1963 e a venceu três vezes: em 1968, 1975 e 1981.

Nesta última oportunidade, na qual o piloto disputou sua última Indy 500, Bobby guiava um Penske PC9B Cosworth do Team Penske. Os dois, que já haviam juntado forças a partir de 1979, ganharam juntos a prova pela terceira vez. Vale lembrar que Bobby não era nenhum garotinho: tinha 47 anos quando comemorou a conquista.

E foi uma corrida bastante polêmica, pois o 2º colocado, Mario Andretti – que largou inclusive da última fila com o carro #40 da equipe de U.E. “Pat” Patrick, fez um protesto formal à direção de prova contra Bobby Unser, que teria feito ultrapassagens sob bandeira amarela na volta 149 de um total de 200 da corrida. O protesto foi primeiramente acolhido após a análise do tape da corrida e Unser trocou de posição com Andretti, que chegou a ser declarado o vencedor da prova – o que teria acontecido pela segunda vez na carreira do velho Mario. Mas o Team Penske fez novo protesto e o resultado da pista foi mantido.

Dizem que, revoltado com a perda da vitória, Mario Andretti atirou o anel de vencedor da Indy 500 num rio. Mas pode ser só lenda…

Vídeos históricos – Race of a Thousand Years (2000)

RIO DE JANEIRO – Última etapa da American Le Mans Series, no dia 31 de dezembro de 2000: uma corrida que tinha tudo para dar certo: Audi, Panoz e Cadillac presentes com suas equipes principais. Vinte e cinco carros no grid. Cento e cinquenta mil espectadores ao longo dos dias de atividades de pista (80 mil no dia da corrida). Contrato de uma década assinado com Don Panoz. E o atrativo da festa de fim de ano que marcava a virada do milênio.

A Race of Thousand Years, no circuito urbano de Adelaide, na Austrália, foi muito interessante de se acompanhar, embora o nível técnico tenha deixado um pouco a desejar. Tanto que o Audi R8 de Allan McNish/Dindo Capello, decorado com motivos que evocavam o país (o carro foi decorado como se fosse um Crocodilo) venceu com 21 voltas de vantagem sobre o Lola de Franz Konrad/Charlie Slater/Alan Heath.

Mas parece que o lobby da V8 Supercars diante do governo do estado da Austrália Meridional agiu e fez de tudo para que fosse retirado o apoio a uma competição que, de cara, foi imensamente popular.

O blog traz em vídeo os melhores momentos da Race of Thousand Years. Confiram!

Vídeos históricos – o “pega” épico entre John Bowe e Larry Perkins em Adelaide (1994)

RIO DE JANEIRO – Finalmente! Sempre quis postar esse vídeo aqui no blog e hoje chegou o dia. Achei de novo no YouTube as imagens do “pega” épico entre John Bowe e Larry Perkins no circuito urbano de Adelaide, em 1994, durante uma prova do Australian Touring Car Championship (ATCC). Vejam a partir de 5:19 do que os dois foram capazes de fazer numa pista molhada e traiçoeira.

Vídeos históricos – estreia de Jacarepaguá no GP do Brasil (1978)

RIO DE JANEIRO – Saudade imensa de Jacarepaguá. E para matar essa saudade, eis a transmissão do GP do Brasil de 1978 realizado no extinto autódromo da cidade do Rio de Janeiro.

Podem me criticar, me acusar de saudosista, mas eu não me conformo com o que os políticos fizeram, destruindo um aparelho esportivo para favorecer a desenfreada especulação imobiliária na região onde o circuito ficava localizado, sob a desculpa esfarrapada da construção de um “Parque Olímpico”. Um dos maiores absurdos já vistos para se pôr fim a um autódromo que já tive a oportunidade de conhecer.

A corrida de 1978, a mesma em que Emerson Fittipaldi chegou em 2º lugar com o Copersucar-Fittipaldi F5A, aparece aqui em três vídeos diferentes. Narração original da transmissão da época, feita por Luciano do Valle. Nos comentários, Ciro José.

Vídeos históricos: GP do Brasil de 1973

RIO DE JANEIRO – Há quatro décadas, um momento histórico: a vitória de Emerson Fittipaldi no GP do Brasil de 1973 em Interlagos. As imagens são poucas – apenas 3’38”, mas são um verdadeiro tesouro no acervo da Cultura, posto que o vídeo tem o selo da emissora paulista. Mas o áudio é o original da transmissão da corrida, feita por Júlio de Lamare.

O narrador, que se tornou o primeiro chefe do departamento de esportes da Globo, morreria em 11 de julho daquele mesmo ano, no famoso desastre do voo da Varig (RG-820) que ia para o aeroporto de Orly, na França, mas acabou forçado a pousar num campo de cebolas em decorrência de um incêndio que começou num dos toilettes no fundo da aeronave. A fumaça foi tanta que houve 123 vítimas e somente um único passageiro, então com 19 anos de idade, sobreviveu ao desastre, além de dez dos dezessete tripulantes.

Júlio e Antonio Carlos Scavone, o homem que trouxe primeiro a Fórmula Ford e depois, F-3, F-2 e F-1 a estas plagas – e que também faleceu no acidente – iam dali para Silverstone trabalhar na transmissão do GP da Inglaterra.

Aliás, uma narração sem firulas, sem pachequismos, sem deixar de ser emocionante.