Para quem não viu: WRC Magazine, Rali da Argentina

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WRC: 40 duplas confirmadas para o Rali da Argentina

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RIO DE JANEIRO – Único país que recebe o Mundial de Rali (WRC) na América do Sul, a Argentina será mais uma vez sede de uma etapa da competição – pelo 34º ano. Entre os dias 8 e 11 deste mês, na província de Córdoba, as grandes feras da modalidade vão acelerar e dar show, possivelmente com a presença de um público cordobês apaixonado e ruidoso.

Os organizadores aparecem com números que atestam a qualidade da competição. Nada menos que 40 duplas foram confirmadas na lista de inscritos do WRC e um total deslumbrante de 75 carros vão competir pelo Campeonato Sul-Americano e também pelo Argentino da modalidade. Entre eles, uma dupla brasileira: Ilo Diehl/Eduardo Soneca estão duplamente inscritos no Sudam e no WRC com um Mitsubishi Lancer EVO X número #73. No Mundial, a dupla vai tentar pontuar na divisão WRC2, que conta com um total de 22 inscritos.

Na turma principal, vão alinhar onze carros e a Volkswagen persegue o quinto triunfo consecutivo da temporada. O construtor alemão lidera disparado entre os construtores e Sébastien Ogier/Julien Ingrassia comandam a classificação com três vitórias em quatro ralis disputados. Jari-Matti Latvala/Mikka Antila têm uma vitória no campeonato.

Entre os inscritos, a única novidade é a confirmação de Dani Sordo/Marc Martí a bordo do Hyundai i20 oficial, formando a equipe com Thierry Neuville/Nicolas Gilsoul. Sordo é um especialista nas trilhas de Córdoba e substituirá o finlandês Juho Hänninen. Citroën e M-Sport Ford vêm para a Argentina com força máxima, mais uma vez.

A lista do WRC nesta prova é reforçada não só pelos brasileiros Diehl/Soneca. Diversos chilenos, paraguaios, argentinos e equatorianos estarão presentes.

Confira aqui a lista do Mundial e aqui a do Sul-Americano/Argentino.

 

WRC no Brasil em 2015? Quem sabe…

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RIO DE JANEIRO – Informa o FlatOut, parceiro dos confrades do site Grande Prêmio que o Brasil trabalha para voltar ao WRC em 2015. O objetivo é fazer do Rali Internacional de Erechim, hoje válido pelos campeonatos Sul-Americano, Gaúcho e Brasileiro, a prova que marcaria o retorno do país ao calendário da competição após mais de 30 anos ausente.

O Rali de Erechim é sucesso absoluto de público. Noventa mil pessoas acompanharam a prova do ano passado e tudo indica que estes números se repetirão na 17ª edição do evento, que acontece no fim de maio e início de junho.

A boa notícia: os promotores do WRC e os delegados da FIA vêm acompanhar a prova para avaliar as condições de organização e da cidade, para sediar uma etapa do Mundial. O Brasil já está, desde o ano passado, na mira para voltar ao calendário. A China também faz parte dos planos.

Vamos aguardar, com expectativa e esperançosos. O problema é que os organizadores do Rali de Erechim foram buscar apoio no Ministério dos Esportes, o mesmo que nunca aproveitou o potencial do automobilismo como gerador de divisas e turismo para o país – uma vez que jamais tentamos pleitear a participação no Rali Dakar, tudo isso com a prova acontecendo agora em território sul-americano. Se o ministro Aldo Rebelo não for refratário ao investimento, poderemos comemorar o tão aguardado retorno do WRC ao Brasil.

Giorgio Pianta (1935-2014)

4432120140418154833A voz da experiência: Miki Biasion, um dos maiores pilotos do WRC em todos os tempos, ouve os conselhos de Giorgio Pianta, o “pai” do Lancia Delta S4

RIO DE JANEIRO – Faleceu na última semana um dos mais representativos nomes do automobilismo italiano em todos os tempos. Giorgio Pianta, o pai do Lancia Delta S4, foi o artífice do domínio do fabricante italiano nas provas do World Rally Championship (WRC) nos anos 80, com pilotos do naipe de Miki Biasion, Didier Auriol, Markku Alen e Juhä Känkkunen. Ele tinha 78 anos e estava às vésperas de completar mais um aniversário.

A carreira de Giorgio Pianta começou em 1953 na lendária prova Mille Miglia, disputada nas estradas da Itália e que inspiraram algumas cenas de Amarcord, o filme autobiográfico do cineasta Federico Fellini. Em grande parte de sua trajetória, ele guiou diversos modelos dos construtores italianos, feito os Fiat Abarth, a Alfa Romeo Giulietta e a Lancia Flaminia. Também andou de Porsche 911 S e com a lendária Giulia Sprint GTA do construtor do trevo de quatro folhas.

Em seu currículo, constaram também diversas participações em provas do World Sportscar Championship, notadamente nos anos 70. Correndo pela equipe Jolly Club, chegou em 7º lugar nos 1000 km de Dijon-Prenois de 1973, num Lola T280 em dupla com o compatriota Pino Pica, o parceiro que esteve com ele no maior número de provas. No ano seguinte, a dupla chegaria em 6º nos 1000 km de Monza.

24h81_68_Lancia_2Única vez: Pianta disputou as 24h de Le Mans em 1981 com este Lancia Beta Montecarlo Turbo. Chegou em 14º lugar

Venceu por três vezes o Giro d’Italia e sua última aparição como piloto foi nas 9 Horas de Kyalami, em 1982, quando já tinha 47 anos de idade, num Porsche 908/3 da Brunn Racing, chegando em sexto ao lado de Jean-Michel Martin e Alain de Cadenet. Nas 24 Horas de Le Mans, participou apenas uma vez: chegou em 14º com um Lancia Beta Montecarlo Turbo ao lado de Giorgio Schön e Martino Finotto.

giudici-giorgio-piantaTempos de Alfa Romeo e DTM, atuando como diretor. Na foto, com o então piloto da marca Gianni Giudici

Quando passou para o outro lado do balcão, como diretor e piloto de testes, Giorgio Pianta mostrou toda a sua competência. Sob sua batuta, a Lancia se tornou uma das marcas mais vitoriosas do WRC nos anos 80 e na década seguinte, o Grupo Fiat, dono da Alfa Romeo, o designou para ser o chefe do projeto da marca no DTM, o competitivo Campeonato Alemão de Turismo. Sob sua batuta, estiveram pilotos como Alessandro Nannini, Nicola Larini, Giancarlo Fischella, Stefano Modena e o saudoso Michele Alboreto. A lendária Alfa Romeo 155 Ti V6, apelidada La Piccola, deixou saudades.

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Augusto Farfus a bordo da Alfa Romeo 156, último projeto em que Pianta se envolveu antes da aposentadoria

Antes da aposentadoria, Pianta ainda deu sua última contribuição para o automobilismo, quando trabalhou na concepção do projeto da Alfa Romeo para o WTCC, o Mundial de Carros de Turismo, quando foi desenvolvido em parceria entre a Nordauto e a N. Technology o modelo 156 que teve, inclusive, o brasileiro Augusto Farfus a bordo.

WRC: Ogier absoluto em Portugal

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RIO DE JANEIRO – Quatro etapas do Mundial de Rali (WRC), três vitórias. Este é o saldo de Sébastien Ogier, atual campeão da modalidade. O francês reconfirmou a supremacia demonstrada no segundo dia de provas e hoje, nas três especiais restantes, fez o suficiente para chegar a mais um triunfo – com direito ao melhor tempo no Power Stage de Loulé, que encerrou o evento.

Na verdade, Ogier (que venceu pela quarta vez o evento em toda sua carreira) administrou a boa vantagem que possuía em relação ao finlandês Mikko Hirvönen, da M-Sport Ford. Com 38 segundos de vantagem para o rival, o piloto conseguiu que a diferença subisse para pouco mais de 43 segundos ao fim do evento. Para Hirvönen, foi o melhor resultado do ano.

Mads Östberg, que não teve a menor chance de brigar pela vitória neste Rali, pelo menos salvou um pódio com o Citröen DS3. Além disto, foi 3º colocado no Power Stage de Loulé, somando um pontinho a mais no campeonato de pilotos. O espanhol Dani Sordo poderia ter incomodado o norueguês, mas teve problemas de transmissão no trecho de ligação até o início da SS14 em Loulé, que o tiraram de esquadro. Por isso, o quarto posto caiu no colo de Andreas Mikkelsen, da Volkswagen.

Henning Solberg formou uma trinca de pilotos da Noruega entre a 3ª e 5ª posições, na melhor performance de um piloto não-oficial neste Rali de Portugal. Ele terminou com mais de três minutos de vantagem para Martin Prokop, o sexto colocado. Para a Hyundai, restou ver Thierry Neuville em sétimo e Juho Hänninen em nono.

A vitória na WRC2, com direito ao 9º posto na geral, ficou com Nasser Al-Attiyah. O piloto do Catar levou vantagem sobre o finlandês Jari Ketomäa por apenas onze segundos. Os dois somaram os primeiros pontos no campeonato. Na classificação paralela do WRC2, Yuriy Protasov lidera com 60 pontos, contra 44 de Lorenzo Bertelli e 37 de Karl Kruuda.

O resultado final do Rali de Portugal:

1. Ogier-Ingrassia (VW Polo WRC) em 3.33’20”4
2. Hirvonen-Lehtinen (Ford Fiesta RS WRC) a 43”3
3. Ostberg-Andersson (Citroen DS3 WRC) a 1’12”4
4. Mikkelsen-Markkula (VW Polo WRC) a 4’50”5
5. Solberg-Minor (Ford Fiesta RS WRC) a 5’10”1
6. Prokop-Jiranek (Ford Fiesta RS WRC) a 8’27”2
7. Neuville-Gilsoul (Hyundai i20 WRC) a 8’32”3
8. Hanninen-Tuominen (Hyundai i20 WRC) a 8’51”6
9. Al-Attiyah-Bernacchini (Ford Fiesta RRC WRC2) a 10’14″7
10. Ketomäa-Lindstrom (Ford Fiesta R5 WRC2) a 10’26″3

Classificação do campeonato:

1. Sébastien Ogier – 91 pontos
2. Jari-Matti Latvala – 62
3. Mads Östberg – 48
4. Andreas Mikkelsen e Mikko Hirvönen – 36
6. Thierry Neuville – 21
7. Elfyn Evans – 20
8. Bryan Bouffier e Martin Prokop – 18
10. Kris Meeke – 17
11. Henning Solberg – 16
12. Ött Tanak – 10
13. Benito Guerra – 8
14. Chris Atkinson – 6
15. Jaroslav Melicharek, Pontus Tidemand e Juho Hänninen – 4
18. Matteo Gamba, Craig Breen e Nasser Al-Attiyah – 2
21. Yuriy Protasov e Jari Ketomäa – 1

WRC: Ogier recupera liderança em Portugal

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RIO DE JANEIRO – Segundo dia de Rali de Portugal e o francês Sébastien Ogier volta a dar as cartas na quarta etapa do Mundial. Favorito absoluto a mais uma vitória, o piloto da Volkswagen mudou o foco e teve um sábado perfeito nas trilhas de Malhão, Santa Clara e Santana da Serra, sendo o mais rápido em cinco dos seis trechos cronometrados do dia. Como efeito, Ogier abriu vantagem confortável para o líder do primeiro dia, Mikko Hirvönen: mais de 30 segundos. Restando apenas três especiais, incluindo o Power Stage, tudo indica que Ogier vencerá pela terceira vez em quatro etapas no WRC.

O maior perdedor do dia, claro, foi o finlandês da M-Sport que tinha a ponta nas mãos e acabou superado de forma incontestável, sem nenhuma atenuante. Aliás, não foi um bom dia para o então líder e para o antigo vice-líder do Rali de Portugal: Ött Tanak acidentou-se durante a SS10 em Malhão, destruindo seu Ford Fiesta e pondo por terra qualquer possibilidade de um bom resultado neste evento.

Com os problemas do estoniano, Mads Östberg sobe para 3º na geral, mas já a quase um minuto e meio da liderança a bordo de seu Citroën DS3. Quem continua forte nas trilhas é a Hyundai, graças a Dani Sordo, quarto colocado na soma dos tempos. Thierry Neuville vinha em sétimo, mas levou um pênalti de 10 segundos e baixou para nono na geral, ultrapassado inclusive pelo terceiro piloto da marca sul-coreana, Juho Hänninen.

Quem melhorou muito no segundo dia de provas foi o norueguês Henning Solberg, que alcançou a quinta posição geral, com direito ao sexto melhor tempo na segunda passagem por Santa Clara. O compatriota Andreas Mikkelsen, com um terceiro Volkswagen Polo oficial, é a única ameaça à posição do piloto do Ford Fiesta RS WRC número #16.

Entre os pilotos do WRC2, a liderança está com Nasser Al-Attiyah e seu navegador Giovanni Bernacchini. Eles ocupam um honroso 10º posto na classificação geral e o piloto do Catar tem vantagem de 11 segundos para o finlandês Jari Ketomäa. Pontus Tidemand está em terceiro na categoria e Karl Kruuda é o quarto. Melhor piloto português nas trilhas, Bernardo Sousa é quinto na divisão e 15º na geral.

Classificação do Rali de Portugal, após o dia #2:

1. Ogier-Ingrassia (VW Polo Wrc) em 3.03’39”8
2. Hirvonen-Lehtinen (Ford Fiesta RS Wrc) a 38”1
3. Ostberg-Andersson (Citroen DS3 Wrc) a 1’26”7
4. Sordo-Marti (Hyundai i20 Wrc) a 1’46”7
5. Solberg-Minor (Ford Fiesta RS Wrc) a 4’29”9
6. Mikkelsen-Markkula (VW Polo Wrc) a 4’44”8
7. Prokop-Tomanek (Ford Fiesta RS Wrc) a 7’21”5
8. Hanninen-Tuominen (Hyundai i20 Wrc) a 7’30”6
9. Neuville-Gilsoul (Hyundai i20 Wrc) a 7’31″4
10. Al Attiyah-Bernacchini (Ford Fiesta R5) a 9’24”7

WRC: Ford domina primeiro dia do Rali de Portugal

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RIO DE JANEIRO – Perto do que aconteceu nas três primeiras provas do WRC neste ano, o primeiro dia do Rali de Portugal, quarta etapa do Mundial da modalidade, foi totalmente atípico: a Volkswagen não teve uma sexta-feira das mais felizes e já perdeu um de seus três Polo oficiais. O finlandês Jari-Matti Latvala voltou aos velhos tempos e acidentou-se no quinto trecho cronometrado em Silves, justamente quando as condições das estradas pareciam melhores do que mais cedo, quando choveu e a lama tomou conta das trilhas. Um péssimo presente de aniversário para o piloto que completou ontem 29 anos de idade.

Para completar, Sébastien Ogier está menos inspirado do que de costume e isso explica o fato do atual campeão mundial figurar apenas em 3º lugar na classificação geral ao fim do primeiro dia, após estar momentaneamente na liderança geral. A desvantagem é de seis segundos e meio – não é nada do outro mundo e nada que Ogier não possa recuperar nos dois próximos dias de Rali. Andreas Mikkelsen, no terceiro carro do construtor alemão, teve um início claudicante, mas recuperou-se e já está em 9º na geral.

Com os problemas dos principais favoritos, a M-Sport Ford beneficiou-se e o finlandês Mikko Hirvönen junto a seu navegador Jere Lehtinen, fecham o primeiro dia do Rali de Portugal na liderança e com a missão de abrir a estrada no primeiro trecho cronometrado do sábado. Hirvonen pegou a ponta com a vitória na sétima especial, na segunda passagem por Almodovar, em que Ogier perdeu oito segundos em relação ao nórdico.

A segunda posição geral é do estoniano Ött Tanak, que faz excelente trabalho no Fiesta revezado por vários pilotos – entre eles Brian Bouffier e Benito Guerra. O piloto e o navegador Raïgo Mölder também estão no páreo e acabaram superados por apenas 3s7 em relação a Hirvönen/Lehtinen.

Mads Östberg é o melhor piloto Citroën, mas isso não indica que o norueguês reúne chances de vitória. Pelo contrário: o nórdico perdeu 25 segundos nas trilhas, o que pode lhe custar caro também na luta por um pódio. Bem próximo a ele ficou o espanhol Dani Sordo, o melhor dos representantes da Hyundai e que teve um excelente primeiro dia de Rali de Portugal, com vitórias em duas das seis passagens efetuadas.

O belga Thierry Neuville segue bem, obrigado: venceu a SS6 na segunda passagem por Ourique e está agora em 6º na geral a 42 segundos da liderança. Henning Solberg vem em sétimo, com Juho Hanninen, no terceiro i20 da Hyundai, ocupando a oitava posição. Martin Prokop, no seu Ford Fiesta não-oficial, completa o grupo dos 10 primeiros colocados.

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Mais uma vez o polonês Robert Kubica envolveu-se num acidente com o seu Ford Fiesta WRC, durante a SS4 que compreendeu a primeira passagem por Almodovar, que acabou interrompida por 15 minutos em razão do choque do carro com uma pedra, provocando a consequente capotagem. O galês Elfyn Evans, em sua primeira aparição no Rali de Portugal, também saiu da estrada e não completou a especial.

Entre os competidores do WRC2, liderança para Jari Ketomäa, da Finlândia. O piloto do Ford Fiesta R5 vem em 11º na geral, cinco segundos adiante de Nasser Al-Attiyah, em sua primeira aparição no Mundial deste ano. Pontus Tidemand é o terceiro na classe. O ucraniano Yuriy Protasov e seu navegador Pavel Cherepin, líderes do campeonato com duas vitórias nas três primeiras etapas, tiveram um primeiro dia bastante atribulado e estão muito atrás, ocupando apenas o 48º posto na geral.

Classificação do Rali de Portugal, dia #1:

1. Hirvonen-Lehtinen (Ford Fiesta RS Wrc) em 1.25’05”6
2. Tanak-Molder (Ford Fiesta RS Wrc) a 3”7
3. Ogier-Ingrassia (VW Polo Wrc) a 6”5
4. Ostberg-Andersson (Citroen DS3 Wrc) a 25”6
5. Sordo-Marti (Hyundai i20 Wrc) a 25”7
6. Neuville-Gilsoul (Hyundai i20 Wrc) a 42”0
7. Solberg-Minor (Ford Fiesta RS Wrc) a 1’42”3
8. Hanninen-Tuominen (Hyundai i20 Wrc) a 1’58”2
9. Mikkelsen-Markkula (VW Polo Wrc) a 2’16”2
10. Prokop-Tomanek (Ford Fiesta RS Wrc) a 2’59”2