Saudosas pequenas – British Racing Partnership (BRP)

Trevor Taylor Behind the Wheel

RIO DE JANEIRO – Após lembrarmos de dezenas de finadas escuderias de Fórmula 1 a partir dos anos 70, é hora de dar espaço a uma equipe que começou de forma independente e enveredou como construtora na década de sessenta. Eis a British Racing Partnership, conhecida pela sigla BRP.

Fundada por Alfred Moss, pai do piloto Stirling Moss e pelo manager do britânico, Ken Gregory, a BRP começou como um time independente. Estreou alinhando um modelo T45 da Cooper com motor Climax para Tom Bridger no GP do Marrocos de 1958, corrida esta que ficaria marcada pela morte do piloto Stuart Lewis-Evans. No ano seguinte, Stirling Moss foi 2º colocado no GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps, com uma BRM P25 da equipe de seu pai.

Em 1960, pilotos do calibre de Olivier Gendebien, Phil Hill e Tony Brooks guiaram para a BRP com bons resultados – Gendebien foi 2º colocado em Reims, no GP da França. Nos anos seguintes – 61 e 62 – a equipe comprou chassis Lotus e os resultados rarearam, com Innes Ireland, que brigara com Colin Chapman, indo competir ao lado de Masten Gregory, além de outros nomes menos votados.

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No ano de 1963, a BRP deu um passo além e se inscreveu não só como equipe, mas também como construtora de chassis. O modelo MK1, projetado por Tony Robinson, tinha monocoque em alumínio, motor BRM V8 e um interessante desenho de suspensão. Innes Ireland foi escalado para guiar o único bólido do time naquela temporada.

O irlandês começou bem com um 7º posto no grid do GP da Bélgica em Spa, abandonando por quebra do câmbio. Mas, logo na segunda corrida do MK1, em Zandvoort, Ireland chegou em quarto, resultado excepcional para o pequeno construtor britânico. O desempenho em treinos e corridas seguiu bom: 9º na França, o piloto acabaria desclassificado no GP da Inglaterra por ser empurrado na largada. Na Itália, mesmo com o motor quebrado na última volta, chegou em quarto novamente.

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A BRP não disputou as corridas finais daquele ano de 1963 e na temporada seguinte apareceu com uma versão evoluída do MK1 – o chassis MK2. E um segundo piloto: o também britânico Trevor Taylor, que na estreia pelo time abandonou em Mônaco com um vazamento de óleo no motor BRM do carro.

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Ao contrário do ano anterior, a British Racing Partnership não repetiu as boas atuações. Ireland ainda conseguiu dois quintos lugares nas corridas da Áustria, em Zeltweg e da Itália, em Monza. Trevor Taylor fez um pontinho com o 6º posto no GP dos EUA, em Watkins Glen.

Apesar do potencial existente ali, Alfred Moss e Ken Gregory cansaram da brincadeira – talvez cedo demais. A BRP encerrou sua trajetória na Fórmula 1 como construtora após 13 GPs disputados, somando entretanto 11 pontos, uma média de quase um por corrida – bem razoável para uma escuderia que durou tão pouco tempo na categoria máxima do automobilismo.

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