O novo Honda do Super GT?

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RIO DE JANEIRO – Capa da revista automobilística Auto Sport do Japão, com uma foto do que deverá ser o sucessor do Honda HSV-010 no Super GT em 2014. Notem que o NSX-GT Concept, que já deve estar em desenvolvimento e nos primeiros testes de pista, tem a asa traseira ao estilo do que já é usado no DTM, que adotou um conceito de asa móvel neste ano no certame alemão de turismo.

DRS à vista no Super GT? É o que parece…

Ah… a dica do post partiu do Nick Nagano, leitor assíduo do blog e fã de carteirinha das competições automobilísticas do Oriente.

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O lado humano do esporte…

1005348_640575045954920_1860041504_nRIO DE JANEIRO – O ano é 1954. Quem está inconsolável no ombro esquerdo de Juan Manuel Fangio é Jose Froilán González. O Touro dos Pampas chora copiosamente nos boxes de Nürburgring ao saber da notícia da morte do compatriota Onofre Marimón, que guiava uma Maserati 250F, durante os treinos livres para o GP da Alemanha.

Uma prova de que existe um lado humano no esporte. E que pilotos, às vezes, também choram.

 

Três classes com monomarca de pneus na USCR em 2014

continental-tire-labelsRIO DE JANEIRO – Foi confirmado hoje nos EUA: a United Sports Car Racing será monomarca de pneu em três das quatro categorias que irão compor o certame unificado entre Rolex Sports Car Series (Grand-Am) e American Le Mans Series, na próxima temporada.

A Continental, que em território ianque tem participação da Hoosier na construção e distribuição dos compostos, vai ficar responsável pelo fornecimento de pneus das subclasses Prototypes (englobando DPs, os LMP2 e o Delta Wing), PC (que já é suprida pela Continental neste ano) e GTD, que terá os GTs da Rolex Sports Car Series, os modelos GT3 que vão estrear em 2014, os Porsche Cup da ALMS e os Mazda6 hoje da divisão GX).

Somente a GTLM, com os modelos Grã-Turismo homologados pelo regulamento ACO/FIA terá multimarca de fornecimento de pneus. Neste ano, Michelin, Yokohama e Falken são fornecedoras para os carros e equipes da LMGT na American Le Mans Series.

 

Direto do túnel do tempo (112)

RIO DE JANEIRO – O blog hoje lembra de um piloto italiano que infelizmente perdeu a vida aqui no Brasil, em 1971. O italiano Giovanni Salvati foi a primeira vítima fatal do Autódromo de Tarumã, no Rio Grande do Sul.

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Nascido em Castellamare di Stabia, em 2 de novembro de 1941, Salvati foi o vencedor do prêmio Casco d’Oro da revista italiana Autosprint como o melhor piloto do ano de 1970. Foi o campeão italiano de Fórmula 3 com um chassi Tecno e disputou também provas no continente europeu e na América do Sul, no primeiro Torneio Internacional de F-3, vencido por Wilsinho Fittipaldi. No mesmo ano, ganhou o GP da Loteria de Fórmula 2, em Monza, ao volante de um Tecno-Pederzani.

Em 1971, prestes a completar 30 anos, assinou um contrato com a Abarth para fazer o desenvolvimento dos protótipos do construtor italiano e, ao mesmo tempo, fechou com a Scuderia Ala d’Oro para fazer o Europeu de Fórmula 2 com um March 712M de motor Cosworth.

Com esse carro, Salvati foi 2º colocado no GP Shell em Imola, atrás de José Carlos Pace, o Moco, batendo grandes cobras da própria F-2 e da F-1, feito Wilsinho, seu irmão Emerson, o francês François Cévert e o argentino Carlos Reutemann.

GIOVANNI SALVATI- MARCH 712 (F2) TARUMÃ, 1971

O italiano veio ao Brasil mais uma vez no fim do ano, para a disputa do 1º Torneio Brasileiro de Fórmula 2, uma das muitas competições internacionais que sedimentaram a vinda da Fórmula 1 ao país, graças ao empenho de Antonio Carlos Scavone, morto num acidente de avião anos depois.

Com um March da equipe de Aquilino Branca, Salvati disputou as duas primeiras rodadas em Interlagos, obtendo um 5º posto na primeira prova e abandonando a segunda. Seu desempenho chamou a atenção de Graham Hill, que segundo consta, o indicou para ser seu futuro companheiro na Brabham, no Mundial de Fórmula 1 de 1972.

Entretanto, Salvati não realizaria o sonho. Em 14 de novembro, durante a disputa da 3ª prova do Torneio Brasileiro, no recém-inaugurado Autódromo de Tarumã, Salvati vinha em 5º lugar atrás de Wilsinho Fittipaldi e tentou ultrapassar o brasileiro ao fim da reta dos boxes, quando o italiano saiu mais largo da trajetória da curva 1, perdeu o ponto de tangência e entrou reto, de frente, no guard-rail.

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A força do impacto fez o March de Salvati atravessar as lâminas da barreira de proteção e, segundo consta, o piloto foi degolado. Dias após seu 30º aniversário, Giovanni Salvati saiu da vida e entrou – infelizmente – para a história.

Em sua homenagem, a curva 1 de Tarumã passou a se chamar curva Salvati. E em 1973, foi criada uma equipe de formação de jovens talentos do automobilismo italiano rumo à Fórmula 1, a Scuderia Salvati. Um dos revelados por ela foi Michele Alboreto.

Há 42 anos, direto do túnel do tempo.

“Take… these broken wings…”

RIO DE JANEIRO – One hit wonder, pelo menos por aqui, do grupo Mister Mister (alguém lembra deles?). “Broken wings”, que tocou horrores por estas plagas em 1985/86, é o clip da semana. A banda tinha Richard Page, o vocalista, o baixo de Steve George, as guitarras de Steve Farris e a bateria de Pat Mastelotto.

Ouçam.

Vídeos históricos – Arnoux vs Villeneuve (1979)

RIO DE JANEIRO – O dia 1º de julho de 1979 foi histórico para a Fórmula 1. A Renault venceu sua primeira corrida com o carro de motor turbo, guiado por Jean-Pierre Jabouille. Mas disso poucos se recordam. O que ficou na memória foi a batalha épica e inominável entre René Arnoux e Gilles Villeneuve, no circuito de Dijon-Prenois.

No vídeo abaixo, eis as cinco últimas voltas da corrida, com o pega sensacional entre eles. A narração é de João Batista Belinaso Neto, ou melhor, Léo Batista, a querida figura que é um mito da televisão brasileira – e que no último dia 22 completou 81 anos bem-vividos, já que Luciano do Valle estava em San Juan de Porto Rico para os Jogos Pan-Americanos. Comentários de Reginaldo Leme.

Deliciem-se.