McDreamy em Le Mans

RIO DE JANEIRO – Muita gente sabe que o ator Patrick Dempsey, de 47 anos de idade, é apaixonado por automobilismo e tem uma equipe com seu nome, que disputou a Rolex Sports Car Series e a American Le Mans Series. Neste ano, “McDreamy” pôde voltar às 24 Horas de Le Mans, corrida que disputou pela primeira vez em 2009, arrecadando US$ 253,5 mil com sua participação para o Mécenat Chirurgie Chardiaque.

Após a aparição filantrópica há quatro anos, Dempsey tentou levar sua segunda participação em Sarthe ao máximo. Conseguiu um Porsche 911 (997) GT3 RSR spec 2012 com a equipe alemã Proton Competition, que lhe deu o suporte técnico. E foi à luta com Patrick Long e Joe Foster, um dos seus sócios.

O resultado foi um honroso 4º lugar na classe LMGTE-AM. E um documentário que já passou aqui no Brasil através do canal Discovery Turbo. E que os leitores do blog poderão ver em diversos vídeos, aqui e agora. Vamos começar hoje com o episódio #1.

WEC, 6h do Bahrein: Toyota vence a última, como prêmio de consolação

MOTORSPORT : FIA WEC WORLD ENDURANCE CHAMPIONSHIP 6 HOURS OF BAHRAIN ROUND 8 11/28-30/2013

RIO DE JANEIRO – Antes tarde do que nunca: a Toyota não passou o Mundial de Endurance (WEC) em branco e venceu enfim uma corrida de verdade, já que as 16 voltas das 6 Horas de Fuji foram todas em regime de Safety Car. Neste sábado, nas 6 Horas do Bahrein, que encerraram a temporada 2013 do campeonato, o trio formado por Sébastien Buemi/Stéphane Sarrazin/Anthony Davidson venceu a corrida sem sustos, confirmando o 3º lugar no Mundial de Pilotos para a trinca do carro #8.

AUTO - WEC 6 HOURS OF BAHRAIN 2013

A vitória foi conquistada numa prova atípica, onde dos cinco LMP1 presentes, três quebraram. O primeiro a desistir foi o Lola B12/60 Toyota da Rebellion Racing, com uma monumental explosão de motor. Logo depois, quem deu adeus foi o Toyota #7, que largou da pole position e chegou a ocupar a liderança da corrida no início. E mais tarde, quando a noite já se fazia presente em Sakhir, quebrou o câmbio do Audi R18 e-tron quattro #2 com Loïc Duval a bordo. Foi o primeiro abandono por falha mecânica de qualquer carro do construtor de Ingolstadt desde 2011.

AUTO - WEC 6 HOURS OF BAHRAIN 2013

Com tantos rivais fora do caminho, o Audi #1 de Marcel Fässler/Andre Lotterer/Bénoit Tréluyer, mesmo com uma penalização drive through por ultrapassar um adversário numa zona de bandeiras amarelas, acabou em segundo lugar. E em 3º na geral, algo que também não acontecia havia algum tempo – precisamente desde as 12h de Sebring, quando o WEC fez sua primeira corrida ano passado – um LMP2: o #26 da G-Drive Racing, com Roman Rusinov/Mike Conway/John Martin.

O pódio na segunda divisão de protótipos teve ainda Alex Brundle/Olivier Pla/David Heinemeier-Hänsson e a trinca da Greaves Motorsport formada por Björn Wirdheim/Wolfgang Reip/Jon Lancaster, que por sinal fez ótima corrida. A tripulação do #35 da OAK Racing fez o suficiente para levar o carro ao final em 4º na divisão e sétimo na geral. E com o resultado, Martin Plowman/Bertrand Baguette/Ricardo Gonzalez deram à equipe o título de 2013 entre as escuderias, vencendo também o World Endurance Trophy na divisão.

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Na LMGTE-PRO, o panorama deu uma guinada de 180º a favor da Ferrari e da AF Corse na última corrida da temporada. Justamente quando não podia e não devia, o modelo Vantage V8 da Aston Martin teve problemas de confiabilidade, deitando por terra o esforço do construtor britânico – que ambicionava vencer o WEC na classe de Grã-Turismo no centenário da marca.

O carro #97 dos então líderes do campeonato Darren Turner/Stefan Mücke começou a corrida enfrentando problemas de pneus e depois, uma repentina perda de potência atrapalhou o trabalho dos dois pilotos. O carro foi levado à garagem e de lá não saiu mais, após 109 voltas completadas. Também o #99, que poderia roubar pontos importantes dos rivais, sucumbiu: Bruno Senna e seus companheiros de equipe Pedro Lamy e Richie Stanaway abandonaram após 145 voltas percorridas.

Ferrari

Sem os britânicos no caminho, a AF Corse conquistou mais um título entre as equipes e a Ferrari virou o jogo na competição entre as marcas, levando a taça para Maranello. E com a modificação proposta por Amato Ferrari para a última corrida do ano, Gimmi Bruni levou o troféu de campeão da LMGTE sozinho, vencendo no Bahrein com Toni Vilander, resultado que rendeu à dupla o 9º lugar na classificação geral. Patrick Pilet/Jörg Bergmeister chegaram em segundo e Kamui Kobayashi/Giancarlo Fisichella completaram o pódio.

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Na LMGTE-AM, a Aston Martin se recompôs da frustração pela perda dos títulos relativos à divisão principal de Grã-Turismo: o carro #95 venceu mais uma vez com Nicki Thiim/Christoffer Nygaard/Kristian Poulsen e, com o 5º lugar no Bahrein, Stuart Hall e Jamie Campbell-Walter levaram o título do World Endurance Trophy na divisão, por um suado pontinho de vantagem. O pódio teve ainda Enzo Potolicchio/Rui Águas/Davide Rigon com o segundo posto e François Perrodo/Matt Griffin/Emmanuel Collard – ambas as trincas com Ferrari F458 – em segundo e terceiro, respectivamente.

O brasileiro Fernando Rees, da Larbre Competition, conseguiu um bom resultado na última corrida do ano – marcando talvez a despedida do Chevrolet Corvette C6-R do WEC. Ele e seus companheiros Patrick Bornhauser e Julien Canal acabaram em 4º lugar na classe e 17º na geral.

Confira a classificação final:

World Endurance Drivers Championship:

1. Loïc Duval/Tom Kristensen/Allan McNish – 162 pontos
2. Andre Lotterer/Marcel Fässler/Bénoit Tréluyer – 149,25
3. Anthony Davidson/Stéphane Sarrazin/Sébastien Buemi – 106,25
4. Alexander Wurz/Nicolas Lapierre – 69,5
5. Mathias Beche – 63,5
6. Nicolas Prost – 60
7. John Martin/Roman Rusinov/Mike Conway – 53
8. Nick Heidfeld – 48
9. Lucas Di Grassi/Marc Gené/Oliver Jarvis – 45
10. Bertrand Baguette/Martin Plowman/Ricardo González – 44,5

FIA Endurance Trophy for LMP2 Drivers:

1. Bertrand Baguette/Martin Plowman/Ricardo González – 141,5 pontos
2. Alex Brundle/David Heinemeier-Hänsson/Olivier Pla – 132,5
3. John Martin/Roman Rusinov/Mike Conway – 132
4. Luis Perez-Companc/Pierre Kaffer/Nicolas Minassian – 110
5. Tor Graves – 56
6. Jacques Nicolet – 51
7. James Walker – 44
8. Tom Kimber-Smith – 40
9. Björn Wirdheim – 37
10. Keiko Ihara – 35

World Endurance Cup for GT Drivers:

1. Gianmaria Bruni – 145 pontos
2. Giancarlo Fisichella – 135
3. Darren Turner/Stefan Mücke – 125,5
4. Marc Lieb/Richard Lietz – 123
5. Toni Vilander – 108
6. Patrick Pilet/Jörg Bergmeister – 99,5
7. Kamui Kobayashi – 98
8. Bruno Senna – 94
9. Fréderic Makowiecki – 73,5
10. Romain Dumas – 72

FIA Endurance Trophy for GTE-AM Drivers:

1. Jamie Campbell-Walter/Stuart Hall – 129
2. Enzo Potolicchio/Rui Águas – 128
3. Jean-Karl Vernay/Raymond Narac – 122
4. Christoffer Nygaard/Kristian Poulsen – 104,5
5. Patrick Bornhauser/Julien Canal – 97
6. Christian Ried/Gianluca Roda/Paolo Ruberti – 76,5
7. Fernando Rees – 73
8. Christophe Bourret e Matt Griffin – 68
10. Davide Rigon – 67

Doriano Romboni (1968-2013)

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A bordo desta HB-Honda NSR250, Doriano Romboni foi 4º colocado no Mundial de Motovelocidade da classe 250cc em 1994. Ele venceu o GP do Brasil em 1995, no finado Autódromo de Jacarepaguá

RIO DE JANEIRO – Este ano tem tudo para ser apagado da memória no que diz respeito a perdas no esporte a motor. Hoje, neste sábado, tivemos mais uma: o italiano Doriano Romboni, que disputou o Mundial de Motovelocidade nos anos 80/90, morreu hoje aos 44 anos após um acidente em Latina, na Itália.

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“Rombo” no Sic Supermoto Day, momentos antes do acidente fatal

O veterano piloto disputava o Sic Supermoto Day, um evento em memória do também italiano Marco Simoncelli, morto tragicamente há dois anos durante o GP da Malásia de MotoGP. Romboni sofreu um grave acidente e as consequentes lesões em decorrência dele levaram o piloto à morte.

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Nascido em Lerici, no dia 8 de dezembro de 1968, Doriano Romboni estreou no Mundial de Motovelocidade em 1989, na classe 125cc. Subiu dois anos depois para as 250cc, onde pilotou as Honda NSR250 pintadas com as cores dos cigarros HB. Pelo estilo aguerrido, ganhou o apelido de “Rambo” e em 1994 alcançou sua melhor classificação: 4º colocado, com 170 pontos.

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Aprília 380: com esta máquina, Doriano Romboni disputou o Mundial de 500cc em 1996 e 1997, com um pódio conquistado e o 10º lugar no campeonato de 97

Em 1996, a Aprília o requisitou para disputar o Mundial de 500cc com um modelo bicilíndrico da marca de Noale. Terminou em 10º na temporada de 1997, levando a problemática Aprília 380 a um pódio no GP da Holanda, em Assen. Sua última temporada no Mundial e nas 500cc seria a de 1998. Ele terminou o GP do Japão em 12º com a MuZ-Weber e ficou nisso. Ele disputou 101 corridas, com seis vitórias (a última delas no Rio de Janeiro, no GP do Brasil de 1995, na classe 250cc) e sete pole positions.

Após a Motovelocidade, Romboni entrou no Mundial de Superbikes, onde correu com uma Ducati não-oficial até se envolver num violento acidente com Aaron Slight em Monza, que lhe provocou graves lesões nas pernas. “Rambo” tentou voltar duas vezes às competições – em 2000 e depois em 2004 – sem sucesso.

Que grid!

1484775_10202603081703277_1860183860_nRIO DE JANEIRO – Dica preciosa do amigo Fred Sabino, mangueirense de quatro costados. Aí estão os carros de todos os triunfos da Penske Racing nas 500 Milhas de Indianápolis. Vamos identificá-los (da direita para a esquerda)?

1ª fila: #66 McLaren Offenhauser de Mark Donohue (1972); #9 Penske Cosworth de Rick Mears (1979); #3 Penske Cosworth de Bobby Unser (1981)

2ª fila: #5 March Cosworth de Rick Mears (1984); #5 March Cosworth de Danny Sullivan (1985); #25 March Cosworth de Al Unser (1987)

3ª fila: #4 Penske Chevrolet de Rick Mears (1988); #4 Penske Chevrolet de Rick Mears (1991); #4 Penske Chevrolet de Emerson Fittipaldi (1993)

4ª fila: #31 Penske Mercedes-Benz de Al Unser Jr. (1994); #68 Dallara Oldsmobile de Hélio Castroneves (2001); #3 Dallara Chevrolet de Hélio Castroneves (2002)

5ª fila: #6 Panoz Toyota de Gil De Ferran (2003); #6 Dallara Honda de Sam Hornish Jr. (2006); #3 Dallara Honda de Hélio Castroneves (2009)

Reparem que do carro do triunfo de Mears até o último, da terceira conquista de Helinho em Indianápolis, todos os carros do Team Penske tem a programação visual Marlboro, embora a marca de cigarros não pudesse ter seu nome exposto na carenagem dos carros em virtude da restrição à propaganda tabaqueira não só nos EUA como também mundialmente.

 

WEC, 6h do Bahrein: Toyota em dobradinha no último treino de 2013

MOTORSPORT : FIA WEC WORLD ENDURANCE CHAMPIONSHIP 6 HOURS OF BAHRAIN ROUND 8 11/28-30/2013

RIO DE JANEIRO – A Toyota monopoliza a primeira fila para as 6 Horas do Bahrein, última etapa do Campeonato Mundial de Endurance (WEC), que acontece neste sábado no circuito de Sakhir. Alex Wurz e Kazuki Nakajima foram os responsáveis por classificar o TS030 Hybrid #7, que levou a pole position com a média de melhores voltas dos dois pilotos em 1’42″449. Stéphane Sarrazin e Anthony Davidson qualificaram o #8 e ficaram com o 2º tempo, a 0″332 da média da pole.

Os Audi R18 e-tron quattro ficaram com a segunda fila do grid: o #1, partilhado por Marcel Fässler e Andre Lotterer na qualificação, ficou com o tempo médio de 1’42″976, mais de meio segundo acima da pole, enquanto o #2 de Loïc Duval e Allan McNish, que se revezaram a bordo, foi o quarto a 0″696 de Wurz e Nakajima. Único inscrito entre os LMP1 não-oficiais, o Lola #12 da Rebellion Racing foi partilhado por Mathias Beche e Nicolas Prost, ficando a 4″279 do melhor tempo acumulado.

MOTORSPORT : FIA WEC WORLD ENDURANCE CHAMPIONSHIP 6 HOURS OF BAHRAIN ROUND 8 11/28-30/2013

Na divisão LMP2, o francês Nicolas Minassian e o alemão Pierre Kaffer levaram a melhor com o Oreca 03 Nissan #49 da Pecom Racing. Os dois conseguiram a pole da subclasse e o 6º tempo geral, com 1’50″941, menos de um décimo de segundo abaixo do #26 da G-Drive Racing, partilhado no treino oficial por Mike Conway e John Martin. Olivier Pla e Alex Brundle deixaram o Morgan #24 da OAK Racing na terceira colocação, a mais de sete décimos no tempo acumulado, enquanto a quarta posição foi do Zytek Z11SN Nissan que Björn Wirdheim e Jon Lancaster dividiram na qualificação.

Líderes do campeonato, os pilotos do #35 da OAK Racing não foram além do 6º lugar. Bertrand Baguette e Martin Plowman (Ricardo Gonzalez completa a trinca) acabaram a 1″436 do tempo médio dos poles da classe. Só foram mais velozes que os dois Lotus T128 e que o Morgan #45 de Jacques Nicolet/David Cheng/Keiko Ihara.

Três formações ainda lutam pelo título de pilotos: Baguette/Plowman/Gonzalez somam 129,5 pontos, contra 114,5 de Brundle/Pla/Heinemeier-Hänsson e 107 de Martin/Conway/Rusinov.

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A Porsche, que aproveitou o fim de semana barenita para estrear o modelo 2014 – e confirmar a permanência da equipe oficial na divisão LMGTE-PRO, superou Aston Martin e Ferrari, obtendo a dobradinha na classificação. Marc Lieb e Richard Lietz fecharam o treino com o tempo de 1’58″833, contra 1’58″960 de Jörg Bergmeister e Patrick Pilet. Darren Turner e Stefan Mücke ficaram em terceiro, com a média de 1’59″038.

Gimmi Bruni e Toni Vilander puseram a Ferrari #51 da AF Corse em quarto, com 1’59″049, a 0″216 da pole. O carro #99 do brasileiro Bruno Senna, partilhado com Pedro Lamy e Richie Stanaway ficou em quinto, a apenas 0″334 do melhor tempo do grupo, enquanto Giancarlo Fisichella e Kamui Kobayashi fecharam o treino oficial a 0″626 de Lieb/Lietz.

Com a pole, a dupla do Porsche #92 começa a etapa do Bahrein com 111 pontos e em 3º lugar no campeonato, com chances de ainda conquistar o título. Correndo separados, Giancarlo Fisichella e Gianmaria Bruni estão em segundo com 120 e a liderança é de Darren Turner/Stefan Mücke, com 125,5 pontos. Bruno Senna é o quarto colocado, com 94.

MOTORSPORT : FIA WEC WORLD ENDURANCE CHAMPIONSHIP 6 HOURS OF BAHRAIN ROUND 8 11/28-30/2013

A Aston Martin teve que se contentar com a pole position da LMGTE-AM, graças a Nicki Thiim e Christoffer Nygaard, que se revezaram a bordo do #95 e marcaram a média de 2’00″303, apenas 0″034 melhor que a Ferrari #81 revezada pelo português Rui Águas e pelo italiano Davide Rigon. Stuart Hall e Jamie Campbell-Walter conduziram o outro Aston ao terceiro tempo do grupo, seguidos pela Ferrari #61 de Matt Griffin e Manu Collard, com o Porsche #76 da IMSA Performance Matmut em quinto.

O Corvette da Larbre Competition só conseguiu completar uma volta: com problemas mecânicos, Fernando Rees e Julien Canal não puderam fazer mais nada e o carro #50 larga da 28ª e última posição do grid.

Amanhã, o blog A Mil Por Hora terá o live streaming com a íntegra das 6h do Bahrein. A transmissão começa pouco antes das 10h da manhã, pelo horário de Brasília.

Acompanhe o treino classificatório no vídeo abaixo.

Dupla explosiva

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RIO DE JANEIRO – Nem Quantum, muito menos Nico Hülkenberg. A tábua de salvação da Lotus será sul-americana. Mais precisamente, vinda da Venezuela: o dinheiro da PDVSA e do governo bolivariano de Nicolás Maduro cacifou a entrada de Pastor Maldonado no time com sede em Enstone, para a temporada de 2014 do Mundial de Fórmula 1.

O piloto de 28 anos, nascido em Maracay, no estado de Aragua, deixa enfim a Williams após 58 corridas disputadas pelo time de Grove e muita polêmica – principalmente nesta última temporada, quando marcou um único e solitário ponto, repetindo a campanha de 2011 e em contraste absoluto com o campeonato do ano passado, quando venceu o GP da Espanha de forma incrível e somou 45 pontos no Mundial de Pilotos.

Maldonado formará a dupla da Lotus com Romain Grosjean. Uma dupla explosiva, sem nenhuma dúvida. São dois pilotos que têm no currículo um arsenal de trapalhadas, embora sejam extremamente velozes e arrojados. Em 2013, Grosjean errou bem menos do que no ano passado e teve desempenhos muito elogiados ao volante do Lotus E21. Já Maldonado não teve atenuantes com o Williams FW35. O carro não era tão bom quanto o do ano passado e o venezuelano cansou de levar ferro do finlandês Valtteri Bottas, que fez uma temporada honesta.

Nas últimas corridas pela sua ex-equipe, Maldonado carregou nas tintas. Criticou a Williams, acusou a escuderia de perseguição e sabotagem, mas depois pediu desculpas e se calou.

Para assegurar o lugar na Lotus, além do “dindim” valioso que salva a equipe em 2014, Maldonado terá resolvido – pelo visto – uma quizila que vem de oito anos atrás com Eric Boullier. Na época, o piloto defendia a Dams na World Series by Renault e aprontou poucas e boas na etapa de Mônaco, preliminar da Fórmula 1. Perdeu o status de piloto do RDD (Renault Driver Development) e, com apenas quatro pontos somados no campeonato, angariou a antipatia de muita gente na categoria e principalmente de Boullier. Arestas aparadas, vamos ver se ele e Grosjean darão trabalho, juntos, no próximo campeonato da categoria máxima.