E lá vamos nós…

RIO DE JANEIRO – Muito bem: é hora da bandeira quadriculada para o A Mil Por Hora.

Não… o blog NÃO encerrou sua trajetória. Muito pelo contrário: estamos iniciando, a partir de hoje, 9 de maio, uma nova fase.

O blog passa a fazer parte do leque de opções do Grande Prêmio, para o qual já escrevo colunas desde março. Será um prazer e uma honra fazer parte também com o blog do timaço comandado pelo Flavinho Gomes e pelo Victor Martins.

Conto com a valiosa audiência de todos vocês para alavancar ainda mais um espaço que, em menos de dois anos, somou 1,7 milhão de pageviews, sem estar vinculado a nenhum portal. A força de vocês foi fundamental para essa marca expressiva. E isso não tem preço.

Então, convido todos vocês a acessar o novo A Mil Por Hora, clicando neste link. O conteúdo que aqui estava, foi migrado para lá, na íntegra. Aos poucos, vamos afinando pequenos detalhes que ainda não foram corrigidos. Mas é questão de tempo.

Obrigado a todos, mais uma vez!

Surpresa

RIO DE JANEIRO – O artigo foi escrito em 24 de abril mas só hoje, dando uma fuçada no Google, terminei por descobrir que um blog de uma disciplina da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), cidade do interior do Paraná, teceu os mais rasgados elogios ao A Mil Por Hora.

O texto escrito por Daniel Schneider diz que o blog é uma ótima opção para acompanhar e conhecer novas séries de corridas. Não à toa, o total de pageviews ultrapassou a casa de 1,7 milhão nesta quarta-feira e com certeza os números chegarão a 2 milhões ainda antes do fim do ano.

Fico surpreso, agradecido e envaidecido porque o A Mil Por Hora virou alvo da matéria Crítica de Mídia, do 2º ano do curso de jornalismo da UEPG. São situações como esta que fazem valer a pena manter esse espaço.

Feliz Ano Novo

943257_3117459153455_325242005_nRIO DE JANEIRO – A foto acima é do dia que marcou um turning point na minha vida.

Era 6 de maio de 2013, uma segunda-feira. Cinco meses e meio depois de ser mandado embora do antigo emprego, assim fui para o primeiro dia de Fox Sports. O primeiro dia do resto de uma vida que, creiam, é muito melhor em qualidade do que antes.

365 dias passaram rápido, até demais. O tempo é sábio e, embora algumas mágoas ainda permaneçam, tenho certeza que o melhor ainda está por vir. Fico feliz por saber que ainda existem pessoas que acreditam em mim e nesse período de um ano, soube corresponder à confiança dos meus colegas e dos meus superiores no meu novo desafio.

Agradeço de coração aos que torceram e, principalmente, ao pessoal do Fox Sports que me acolheu tão bem e me fez sentir em casa. E maio, um mês especial em muitos sentidos, marca também o 11º aniversário de minha trajetória como comentarista de automobilismo. Só tenho motivos para comemorar.

Feliz Ano Novo! Torcemos juntos!

Loucura radical!

RIO DE JANEIRO – Bem que o xará Rodrigo Henrique, via Facebook, avisou: “Você vai pirar com esse vídeo”. Não é a especialidade do blog, mas o que o cidadão chamado Jon Olsson faz com um supercarro, o Rebellion R2K, com 600 HP de potência, na neve, é absurdo.

Olsson, que é sueco e especialista em provas radicais de esqui na neve, acelera morro acima um carro que tem valor de venda de € 500 mil, ou seja, mais de R$ 1,5 milhão. Tentem imaginar um bólido de 600 HP e uma tonelada subindo uma montanha cheia de neve. Pois foi exatamente o que ele fez.

Não foi por falta de aviso

10178340_10201542738838821_1559983024_nRIO DE JANEIRO – Foi para isso que destruíram o Autódromo de Jacarepaguá? Para não ter nada no terreno do chamado “Parque Olímpico”? Para mostrar que o Rio e o Brasil não têm capacidade NENHUMA de promover uma Olimpíada, a ponto do COI ter que intervir diante dos atrasos cada vez mais injustificáveis?

Só quero ver se algum leitor vai dizer que isto aqui é fanfarronice ou sensacionalismo, pois avisamos há anos que isto não iria dar certo e as consequências para o país e para o esporte como um todo serão seriíssimas.

Fanfarrão é o prefeito Eduardo Paes, que diz com a cara mais lavada que “tudo será feito a tempo”. Sabe-se desde 2010 que o Rio seria a sede dos jogos. Quatro anos se passaram. Faltam pouco mais de dois, agora. E nada foi feito de relevante.

Agradeço ao amigo Diego Ximenes pelo envio do print da matéria, capa do jornal O Globo desta sexta-feira, 11 de abril.

Sem notícias, sem melhoras

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RIO DE JANEIRO – Vamos chegar a três meses desde o infausto acidente de esqui de Michael Schumacher nos últimos dias de dezembro do ano passado e o estado do heptacampeão mundial de Fórmula 1 não teve nenhum sinal de melhora. Muito menos qualquer tipo de notícia acerca de seu estado de saúde. Para todos os efeitos, o alemão de 45 anos continua em coma induzido no hospital no qual está internado, em Grenoble, na França, desde o ocorrido em Méribel, na região dos Alpes daquele país.

Uma coisa incomoda não só a mim como a todo mundo que acompanha o drama. Esse silêncio que aumenta os rumores de que há algo muito ruim por vir. A assessora de imprensa de Schumacher, Sabine Kehm, faz a parte dela, filtrando informações e, talvez, omitindo fatos do público em geral. É o papel que ela, fiel escudeira do alemão, tem que desempenhar nesses momentos duros, até porque a família certamente ficou incomodada com muitas besteiras escritas na imprensa, com o disse-me-disse e a boataria que tomou conta do noticiário.

Mas, por outro lado, ficamos órfãos de notícias que nos digam o que realmente está acontecendo com Michael Schumacher. E esse silêncio, que já dura pelo menos duas semanas desde o último comunicado, não é um bom sinal.

Li n’O Globo, salvo engano, que ele teria perdido cerca de 25% do peso do seu corpo desde a internação. É bem possível que isso tenha acontecido. Três meses sem reação, sem movimentos, sem atividade física de nenhuma espécie provocam realmente a queda de massa corpórea e, por consequência, do peso do paciente. Supondo que Schumacher estivesse com 77 kg, mantendo o peso de antes da aposentadoria, já que sempre foi preocupado com a forma física, o peso do alemão estaria na faixa de 57 kg.

É uma informação preocupante. E mais preocupante ainda é a recente declaração do médico oficial da Fórmula 1 entre 2005 e 2012, o dr. Gary Hartstein. Em seu blog, numa postagem intitulada Odds and Ends, o médico acha que o terreno está sendo preparado para o que os fãs de Schumacher jamais gostariam de ouvir.

“Eu sempre soube que Michael era adorado. Passei anos em circuitos tomados pela cor vermelha de bonés, bandeiras e camisetas da Ferrari. Ainda estou sensibilizado pela persistência do amor de seus fãs para ele. E, enquanto ficava preocupado sobre o que vai acontecer quando, e se, as notícias muito ruins forem anunciadas, percebi que a falta de atualizações no quadro clínico também pode ser uma chance para começarmos a nos despedir dele. E acho que este é o “benefício” inesperado da estratégia de mídia escolhida pela família de Michael. De alguma forma, acho que os fãs vão ficar bem, porque eles estão tendo tempo para processar tudo isso.”

Diante de tudo isso, só nos resta esperar. E torcer. Sempre achei que por sua condição privilegiada de esportista, Schumacher sairia bem desta. Mas pelo visto o quadro é profundamente desalentador. As lesões, as cirurgias e as consequências de tudo isto podem nos trazer um homem diferente daquele que nos acostumamos a conhecer dentro e fora das pistas.

Ou então teremos que ficar, para sempre, com as imagens que hoje são história e poderão ser memória.