O dia em que Plant chorou

RIO DE JANEIRO – As irmãs Ann e Nancy Wilson formam o Heart, duo musical fundado em Vancouver, no estado canadense da Columbia Britânica, há exatos 40 anos. Quatro décadas depois, elas tiveram a prova cabal de que valeu a pena investir na carreira musical.

Querem uma prova?

Vejam então o vídeo abaixo, onde as duas conseguem levar às lágrimas a turma do Led Zeppelin, em especial Robert Plant, que declarou – não faz muito tempo, acredito – que jamais cantaria esta canção, depois que ele se  reuniu para fazer shows bem-sucedidos com Jimmy Page, que inclusive chegaram ao Brasil e eu assisti, me emocionando com muitos “tiozinhos” e “tiozões” – como hoje eu sou – com as músicas do Zeppelin. Pombas! Não temos mais John Bonham e JPJ, o excepcional baixista, não participou do projeto UnLedEd, mas foi um prazer ver os caras aqui.

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Mais um anti-Loeb para Pikes Peak

RIO DE JANEIRO – Acirra-se a concorrência para a edição 2013 do Pikes Peak International Hill Climb. Após a apresentação do monstro da Peugeot, que tem relação peso-potência de 1kg por cavalo-força do motor e da confirmação de inscrição de um Mini com uma mecânica Nissan de 900 HP, eis o Toyota Super 86 especialmente desenvolvido para a prova de 2013.

O carro será guiado por Nobuhiro “Monster” Tajima, conhecido como o Rei da Montanha. O piloto de 62 anos baixou em 2011 o recorde da subida de montanha disputada no Colorado, conseguindo pela primeira vez superar a barreira dos 10 minutos – precisamente 9’51″278. Todavia, a marca histórica do percurso é de Rhys Millen, que ano passado levou 9’46″164 para cumprir a subida até 4.300 metros acima do nível do mar.

Wolfgang Sauer (1931-2013)

RIO DE JANEIRO – Abro o blog do Flavio Gomes, que sempre leio – afinal de contas, tenho enorme respeito pelo FG e o considero um companheiro de profissão, nunca um concorrente – e deparo com um post escrito por ele há poucos minutos, contando do falecimento do antigo presidente da Volkswagen do Brasil, o alemão Wolfgang Sauer.

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O executivo, nascido em 1931 na cidade de Stuttgart, naturalizou-se brasileiro e foi presidente da sucursal da montadora de Wolfsburg entre 1973 e 1989. Foi em seu período no comando da Volkswagen que foi lançada a Brasília e o Passat, sucessos absolutos de público e ocorreu a renovação da linha de produção nos anos 80, com a vinda dos modelos Gol, Santana, Parati, Saveiro e Voyage.

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Sauer também tem uma importância imensa dentro do nosso automobilismo. Foi com seu incentivo que nasceu a Fórmula Super Vê, depois Fórmula Volkswagen 1600, talvez a maior categoria de monopostos que este país já conheceu. Não obstante, a reboque da Super Vê, a Fórmula Vê (VW 1300 a partir de 1976) foi ressuscitada e criado o Torneio Nacional Passat, com apoio das revendas oficiais da montadora, quando acabou o Brasileiro de Divisão 1.

Homens como ele não existem mais, nem para as montadoras e muito menos para o esporte a motor no Brasil. A Wolfgang Sauer, nossa gratidão por tudo que fez e alcançou em seu cargo na Volkswagen do Brasil.

O esquecido

RIO DE JANEIRO – O tempo passa. Ora sábio, ora cruel. Sempre inexorável. Hoje, 30 de abril, faz 19 anos que o fim de semana da maior tragédia do automobilismo contemporâneo aconteceu. O aviso de que alguma coisa errada aconteceria foi o acidente de Rubens Barrichello na véspera. Carro arrebentado após decolar numa zebra. Foi milagre o então jovem piloto brasileiro ter escapado somente com contusões e  escoriações.

E veio o sábado do treino classificatório.

Nunca esqueci aquele dia. Segui meu ritual de acompanhar os treinos oficiais, o que fazia desde 1991, quando a sessão decisiva de classificação, aos sábados, começou a ser transmitida com regularidade. Eram 9h18 da manhã pelo horário de Brasília, 14h18 em Imola, quando o carro violeta número #32 da Simtek, pilotado pelo austríaco Roland Ratzenberger, então com 33 anos de idade, apareceu na tela da minha televisão destruído em decorrência de um grave acidente.

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ALMS: prévia de 35 carros para Laguna Seca

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RIO DE JANEIRO – A IMSA divulgou nesta segunda-feira a primeira prévia de inscritos para a 3ª etapa da American Le Mans Series, no circuito Mazda Raceway, em Laguna Seca, no próximo dia 11. Serão 35 carros disputando a corrida, que neste ano terá quatro horas de duração. A novidade é a volta do Delta Wing (provavelmente ainda na versão sem capota), que será guiado por Katherine Legge/Andy Meyrick, deixando o plantel da LMP1 com quatro carros.

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MCR, made in Brasil, vencendo no “Velho Mundo”

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RIO DE JANEIRO – O camarada Luiz Fernando Cruz não cabe em si de orgulho: mais uma vez o protótipo MCR, cujo projeto é de sua autoria, venceu na Inglaterra.

Patrick Sherrington (carro #66 na foto), a bordo de um dos seis carros da marca, faturou a corrida de abertura do British Sports 2000 Championship, disputada em Silverstone, no último sábado. A corrida contou com quarenta e seis carros no grid. Outro MCR, de Dave Connor, partiu da pole position.

A categoria, bastante popular no Reino Unido, reúne outros onze fabricantes, entre eles Lola, Van Diemen, Tiga, Crossle e Royale, construtores tradicionalíssimos no automobilismo europeu e internacional. E o produto “made in Brasil” derrotou todos eles.

Mais uma vez, palmas para o Luiz Fernando Cruz, que quando deixou as pistas, revelou seu talento como engenheiro e projetista, trabalhando para a Swift, construindo os chassis que foram campeões da Fórmula Ford e Renault nos anos 90.

O cara é do ramo.

Corcunda de Notre Dame

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RIO DE JANEIRO – O título do post é uma referência ao apelido que ganhou o primeiro carro da Ligier na Fórmula 1. O modelo JS5 que estreou no GP do Brasil de 1976 em Interlagos era um projeto de Paul Carillo para abrigar o motor Matra MS73 V12, de volta à categoria após uma malfadada experiência com a Shadow.

Com uma tomada de ar enorme, desproporcional ao carro guiado por Jacques Laffite, o “Corcunda de Notre Dame” só deixou satisfeita a Seita (sigla para Societé Nationale d’Exploration Industrielle des Tabacs et Allumettes), dona da marca Gitanes, porque a cigana-símbolo do produto era exposta em tamanho bem visível no JS5. A festa acabou no GP da Espanha, quando os chamados periscópios desapareceram da Fórmula 1 e os carros ganharam entradas de ar que não podiam superar a altura máxima do santoantônio, o arco de proteção anticapotagem atrás do cockpit dos pilotos.