Dead man’s party

RIO DE JANEIRO – O blog traz uma música fundamental de uma banda idem dos anos 80: o Oingo Boingo, liderado pelo genial Danny Elfman, marcou toda uma geração com suas músicas dançantes, alegres, divertidas e de ótimas melodias. Sem se prender ao básico de baixo-bateria-guitarra, o grupo tinha instrumentos de sopro e percussão dando um molho mais gostoso às composições.

Muitas delas fizeram sucesso no Brasil, entraram em trilha sonora de novela e de filmes e uma delas foi um estouro absoluto: “Dead man’s party”, que ganhou notoriedade por fazer parte da trilha sonora do hilário Back to School (De volta às aulas), um clássico blockbuster de comédia com o saudoso Rodney Dangerfield desempenhando o papel de um homem rico, porém bronco e de pouca instrução, que resolve entrar na mesma faculdade de seu filho. O filme, que tem ainda a presença de Sally Kellerman, Robert Downey Jr. e Burt Young, entre outros, é muito divertido.

“Dead man’s party”, com o Oingo Boingo, é o clip da semana.

Silly season USCC 2014: como ficarão as equipes de protótipos

RIO DE JANEIRO – Começa a especulação sobre quem vai correr do que e em que categoria no Tudor United Sportscar Championship. A pré-temporada começa já neste mês de novembro com testes de outono/inverno em Daytona e Sebring que nos devem apresentar uma polaroide de como será o campeonato em 2014 nas principais categorias de protótipos do certame: a Prototypes (com os Daytona Prototypes da Grand-Am, os LMP2 da ALMS e o Delta Wing) e a Prototype Challenge (com os Oreca LMPC da ALMS). Vamos ver em que pé está a participação das equipes para o próximo ano.

Classe Prototypes

Equipes confirmadas:

Wayne Taylor Racing
Carro: Corvette DP
Pilotos: Jordan Taylor/Ricky Taylor

O time campeão da DP na última temporada da Grand-Am segue envolvido no novo certame USCC com um carro, o Corvette DP. Além da adaptação do protótipo ao regulamento técnico, a equipe tem uma novidade: a volta de Ricky Taylor para formar dupla ao lado do irmão Jordan. Max Angelelli só disputará as provas do North American Endurance Challenge (NAEC) com os filhos do proprietário do time.

Chip Ganassi Racing
Carro: Ford DP
Pilotos: a confirmar

A equipe de Chip Ganassi Racing, maior vencedora da história da Rolex Sports Car Series, terá mudanças substanciais em 2014. O time deve anunciar um pacote técnico novo, vindo um protótipo Riley DP remodelado e com o novo motor Ford Ecoboost V6 Turbo. Possibilidade de dois carros alinhando na temporada completa. Na pior das hipóteses, será mantido o esquema com um protótipo a tempo inteiro e um segundo competindo nas corridas longas do calendário.

Spirit of Daytona Racing
Carro: Corvette DP
Pilotos: Richard Westbrook/Michael Valiante

Troy Flis confirmou a participação de sua escuderia com o Corvette DP atualizado para o novo regulamento e uma nova dupla de pilotos, formada por Richard Westbrook e Michael Valiante. Um terceiro nome será contratado para as corridas de maior duração do USCC.

Action Express Racing
Carro: Corvette DP
Pilotos: a confirmar

A Action Express deve voltar em 2014 no USCC, a princípio com dois Corvette DP. Mas não está descartada a possibilidade do time optar por um carro apenas a tempo inteiro e o segundo entrando nos eventos pré-selecionados do NAEC, com os irmãos Brian e Burt Frisselle a bordo. Provavelmente, o português João Barbosa permanece. Nada se falou ainda sobre Christian Fittipaldi para 2014. A ver.

Marsh Racing
Carro: Corvette DP
Pilotos: Eric Curran e Boris Said

Migraram da antiga divisão GT da Rolex Sports Car Series para os DPs da classe Prototypes do novo USCC, adquirindo um chassi Corvette DP (Coyote) da equipe Spirit of Daytona. O time de Ted Marsh terá Eric Curran e Boris Said a bordo, com um terceiro nome a ser definido para os eventos de longa duração do certame.

Extreme Speed Motorsports
Carro: HPD ARX-03b LMP2
Pilotos: Ryan Dalziel/Scott Sharp e Johannes van Overbeek/Ed Brown

Única equipe até aqui confirmada com protótipos LMP2, a ESM apresenta como novidade a contratação de Ryan Dalziel, que deixa de colaborar com a Starworks e a SRT Motorsports, como aconteceu neste ano. O escocês formará dupla com Scott Sharp no primeiro dos dois HPDs do time – que segue com o apoio da Tequila Patrón em 2014. Ed Brown e Johannes van Overbeek seguem no segundo carro.

Equipes a confirmar:

Mike Shank Racing
Carro: Ford DP
Pilotos: a definir

A questão financeira é que irá definir o futuro da Mike Shank Racing no novo certame USCC – além, claro, do anúncio iminente da Ganassi como nova equipe oficial da Ford nas competições estadunidenses de protótipo. Se conseguirem uma sobrevida de grana, poderão ter dois carros a tempo inteiro no campeonato. Caso isto não ocorra, devem alinhar no máximo um Ford DP apenas.

Greaves Motorsport
Carro: Zytek Z11SN Nissan LMP2
Pilotos: a definir

O time britânico capitaneado por Jacob Greaves estuda a possibilidade de ingressar no USCC em 2014 com um protótipo LMP2, o Zytek Z11SN com motor Nissan. Não está descartada uma associação com a Dyson Racing, diante das boas relações da equipe com um dos sócios do time de Poughkeepsie, Chris Dyson, que guiou para o time no ELMS e no WEC neste ano.

Muscle Milk Pickett Racing
Carro: HPD ARX-03b LMP2
Pilotos: Klaus Graf/Lucas Luhr

Com um plano de expansão confirmado para 2014, contemplando uma das divisões GT do USCC, a Muscle Milk Pickett Racing ainda não é presença certa na categoria entre os protótipos. A princípio, os campeões da última temporada da ALMS na classe LMP1 devem fazer o downgrade do carro e competir como um LMP2 no próximo ano. Lucas Luhr e Klaus Graf renovaram contrato e seguem onde estão.

Conquest Endurance
Carro: a definir
Pilotos: a definir

Forçada a deixar as pistas em 2013 após competir com um Morgan LMP2 na ALMS durante o ano passado, a Conquest Racing do belga Eric Bachelart planeja seu regresso às pistas na próxima temporada. Têm como opções os chassis Oreca, Morgan ou Zytek para andar com um motor Nissan V8. Como “plano B”, a equipe poderá só aparecer nos eventos pré-selecionados do NAEC.

DeltaWing Racing Cars
Carro: DeltaWing DW13 Elan Coupé
Pilotos: a definir

A equipe liderada por David Price já trabalha no DeltaWing equipado com os pneus Continental, obrigatórios pelo regulamento do USCC. O estranho carro, que ficou mais estranho ainda com a conformação Coupé, poderá ter mais de uma unidade nas pistas em 2014.

Gainsco/Bob Stallings Racing
Carro: Corvette DP
Pilotos: Alex Gurney/Jon Fogarty

Para tristeza dos fãs do “Red Dragon”,  o carro da Gainsco/Bob Stallings não participará de toda a temporada do USCC em 2014. A equipe decidiu por um calendário reduzido de provas, concentrando nas etapas do NAEC – Daytona, Sebring, Watkins Glen e Petit Le Mans. Considera-se a presença na corrida “caseira” do time de Bob Stallings em Austin, no Texas. Jon Fogarty e Alex Gurney estão confirmados ao volante do Corvette DP.

Pecom Racing
Carro: Oreca 03 Nissan LMP2
Pilotos: a definir

O time do argentino Luis Perez-Companc pode optar por disputar o USCC inteiro ou apenas as principais provas longas (Daytona, Sebring e Petit Le Mans) do NAEC. A decisão de trocar o WEC pelo certame estadunidense ainda não foi tomada.

8Star Motorsports
Carro: Corvette DP ou um protótipo LMP2 a definir
Pilotos: a definir

A escuderia do venezuelano Enzo Potolicchio deve rever seus esforços no USCC por questão de custos. O time estuda a possibilidade de se concentrar só na categoria PC ou então alinhar um carro apenas – e não dois – na divisão Prototypes, podendo ser um Corvette DP apenas ou um carro dentro do regulamento técnico LMP2. A ver.

Starworks Motorsport
Carro: a definir
Pilotos: a definir

Outra escuderia cuja participação está em dúvida pela questão financeira e pelo custo alto de transformação dos atuais DPs dentro do novo Balance of Performance para o USCC, a Starworks de Peter Baron cogita a hipótese de executar o seu programa com um protótipo LMP2, de custo menos elevado. E não está descartada a passagem para os Oreca da classe PC, a tempo inteiro.

Dyson Racing
Carro: a definir
Pilotos: a definir

O time de Rob e Chris Dyson aparentemente possui várias opções para a próxima temporada e uma delas é a associação com a Greaves, alinhando um Zytek Z11SN Nissan LMP2. No entanto, tudo isso não passa de especulação e as dúvidas continuam grandes.

Classe Prototype Challenge

Equipes confirmadas:

CORE Autosport
Carro: Oreca FLM09 Chevrolet
Pilotos: a confirmar

A escuderia de Jonathan Bennett deve dar continuidade ao seu projeto com os Prototype Challenge, tal qual fazia na ALMS, desta vez no USCC, com um único carro. O próprio Bennett candidata-se para ser um dos pilotos. Tom Kimber-Smith e Colin Braun estão cotados.

PR1/Mathiasen Motorsports
Carro: Oreca FLM09 Chevrolet
Pilotos: a confirmar

O time de Bobby Oergel tem planos de alinhar dois protótipos Oreca FLM09 no próximo ano, uma vez que após muito esforço, conseguiram adquirir um segundo chassi. Mas com um teto de 10 carros para esta classe em 2014, pode ser que tudo tenha sido em vão. Caso não tenham possibilidade de pôr dois bólidos na pista, permanecerão com um só no ano que vem.

BAR1 Motorsports
Carro: Oreca FLM09 Chevrolet
Pilotos: a confirmar

A BAR1 Motorsports vive a expectativa de tentar repetir em 2014 no USCC o bom desempenho alcançado neste ano na ALMS. O time chefiado por Brian Alder correu com dois carros na extinta LMPC na última temporada e teve ótimo desempenho, especialmente com o duo formado por Chris Cumming e Kyle Marcelli, que podem regressar – mas ainda não houve confirmação alguma.

RSR Racing
Carro: Oreca FLM09 Chevrolet
Pilotos: a confirmar

Outra escuderia que planejava alinhar dois carros no próximo ano, a RSR Racing de Paul e John Gentilozzi poderá ser forçada a voltar atrás em sua decisão de expansão da estrutura. Saberemos maiores detalhes nos testes de pré-temporada, onde o brasileiro Bruno Junqueira deve fazer parte, assim como Duncan Ende, que dividiu com ele a pilotagem na maioria das corridas da ALMS em 2013.

Performance Tech Motorsports
Carro: Oreca FLM09 Chevrolet
Pilotos: a confirmar

Após uma boa temporada em 2013, a Performance Tech Motorsports tem planos mais ambiciosos para o próximo ano no USCC. A escuderia chefiada por Brent O’Neill permanece com um único carro e apenas Charlie Shears está confirmado. Tristan Nunez pode prosseguir também.

Equipes a confirmar:

8Star Motorsports
Carro: Oreca FLM09 Chevrolet
Pilotos: a definir

Têm planos de fazer a temporada do USCC na divisão principal também, a exemplo da Prototype Challenge, porém se houver problema com relação a orçamento, a chance de concentrarem esforços na PC é bastante grande. Fizeram ótima estreia com o carro Oreca FLM09 na última corrida da ALMS, em Road Atlanta, com participação do brasileiro Oswaldo Negri.

Starworks Motorsport
Carro: Oreca FLM09 Chevrolet
Pilotos: a definir

A exemplo da 8Star Motorsports, o time de Peter Baron ressente-se de restrições orçamentárias para definir onde concentrará esforços no USCC em 2014. Caso seja gorada a hipótese de envolvimento na divisão principal do certame, poderão investir pesado na PC. Estrearam com um carro desta divisão no COTA, em Austin, com bom desempenho.

Level 5 Motorsports
Carro: Oreca FLM09 Chevrolet
Pilotos: a definir

Scott Tucker tinha comprado três novos chassis Oreca FLM09 para regressar à classe onde sua escuderia começou as atividades na extinta American Le Mans Series, mas já cogita a mudança para o WEC em 2014. Existe, entretanto, a chance da equipe permanecer nos EUA e assim disputar o USCC.

Boas notícias para o WEC: Rebellion volta a ter dois carros em 2014

RIO DE JANEIRO – Com o fim da LMP1 na American Le Mans Series e o investimento maciço na construção de um novo carro, em parceria tecnológica com a francesa Oreca, a Rebellion Racing revela que disputará o World Endurance Championshiop (WEC) do próximo ano com dois protótipos Rebellion R-One. Somados aos carros de Audi, Porsche e Toyota, a principal classe do WEC terá pelo menos oito carros nas pistas em 2014.

2013_ORECA_Technology_Rebellion_R-One

No ateliê da Oreca, o trabalho e intenso e a concepção do carro já teve início. O francês Nicolas Prost, que já renovou contrato para 2014, esteve nas instalações da fábrica em Signes, onde junto aos engenheiros da Rebellion e da própria Oreca, trabalhou em detalhes fundamentais para a pilotagem – especialmente a ergometria, para que nenhum dos tripulantes sinta-se desconfortável e, mais do que tudo, a questão da visibilidade, que sofrerá sutis e importantes mudanças, visando a segurança dos pilotos.

A Rebellion Racing informou que, a princípio, três chassis serão construídos para toda a próxima temporada do WEC. Os dois titulares vão disputar as oito provas do Mundial, incluindo as 24 Horas de Le Mans. O terceiro bólido ficará como carro-reserva, podendo ser utilizado em caso de um acidente grave com um dos titulares.

Sem Neel Jani, que foi para a Porsche, a Rebellion Racing terá que se socorrer de pelo menos um piloto novo para o próximo ano – e logicamente poderão vir outros. Prost é por enquanto o único confirmado para a campanha do time suíço, que disputará a desmembrada LMP1 na divisão Light, para carros sem ERS e pertencentes a escuderias não-oficiais de fábrica.

Campeão nos gramados e nas pistas

MOTORSPORT : GT TOUR ROUND 7 LE CASTELLET (FRA) 10/25-27/2013RIO DE JANEIRO – Preste atenção na foto e no segundo agachado à direita de quem a vê. Reconheceu? Pela careca, não é difícil: é Fabién Barthez, o antigo goleiro da seleção francesa campeã da Copa do Mundo de 1998 em cima do Brasil, naquele jogo onde o Zidane acabou com o baile e o Ronaldo… bem, melhor deixar quieto.

Pois é: após ganhar muitos títulos nas quatro linhas, Barthez agora é campeão no asfalto. O ex-goleiro abraçou o automobilismo faz alguns anos e parece levar a coisa cada vez mais a sério. Aos 42 anos, ele chegou no último fim de semana ao título máximo do Campeonato Francês FFSA GT, o equivalente local ao FIA GT Series.

Com uma Ferrari F458 Italia dividida com o parceiro Morgan Moulin-Traffort, Barthez venceu duas das 14 provas disputadas em sete rodadas duplas, uma em Imola, na Itália e a outra no circuito Val de Vienne. Vinte pontos conquistados no último fim de semana em Paul Ricard foram suficientes para a dupla do Team SOFREV-ASP ganhar o campeonato com 174 pontos somados, 21 a mais que Laurent Pasquali/Anthony Beltoise, que ficaram com o vice.

A equipe, aliás, vai disputar no fim de semana de 9 e 10 de novembro a última etapa do International GT Open em Barcelona, pensando em voos mais altos em 2014, que contemplam inclusive uma entrada nas 24 Horas de Le Mans, numa das subcategorias LMGTE – provavelmente na divisão AM, com gentlemen drivers.

Já pensaram se Barthez é um deles?

Os mais belos Esporte-Protótipos, pelos leitores

jaguar_xjr8_16RIO DE JANEIRO – Na foto, um Jaguar XJR-8 Grupo C. Com um carro igualzinho a este, Raul Boesel comemorava há 26 anos um histórico e até hoje inédito título mundial de Endurance por um piloto brasileiro. A razão deste post é a seguinte: de hoje até o dia 15 de novembro, vocês leitores do blog vão ter a chance de eleger, assim como foi feito com os Fórmula 1, os dez mais belos Esporte-Protótipos de todos os tempos.

Cada leitor pode indicar dez carros de diferentes épocas, aproveitando a área de comentários deste post e os mais votados serão elencados no blog a partir do dia 17. Então, mãos à obra e mandem bala!

Bodas de prata

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RIO DE JANEIRO – Para muitos torcedores brasileiros, a Fórmula 1 nunca mais seria a mesma a partir do dia 30 de outubro de 1988. Naquela data, há 25 anos, Ayrton Senna vencia a luta interna contra Alain Prost na McLaren, que tinha o carro dominante daquela temporada, para se consagrar pela primeira vez campeão mundial da categoria máxima do automobilismo.

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A temporada foi um mano-a-mano como poucas vezes pudemos presenciar, onde eles e só eles tiveram chance real de ser campeões. Era o último ano dos carros com motores turbocomprimidos, que competiam com enorme restrição de consumo, podendo gastar apenas 150 litros de combustível. E mesmo assim, o desempenho de Senna e de seu companheiro de equipe foi muito acima de todas as outras escuderias.

O domínio dos McLaren-Honda foi tão latente que, somando os pontos das demais equipes, quase que o time chefiado por Ron Dennis fez o total de todas as outras, que deu 201 pontos. A campeã de Construtores fez 199, com quinze vitórias em dezesseis corridas. Só não venceu todas porque o motor do carro de Prost quebrou em Monza e Senna atrapalhou-se com Jean-Louis Schlesser, ofertando a vitória em dobradinha à Ferrari, com Gerhard Berger em primeiro e Michele Alboreto em segundo.

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Foi um campeonato com grandes momentos de ambos, Senna e Prost. Ayrton começou de uma forma frustrante em Jacarepaguá, ganhando bandeira preta após largar com o carro reserva após uma quebra do titular, o que não era permitido pela regra. Prost venceu e fez 1 x 0 em cima do brasileiro, que deu o troco em San Marino, empatando a “peleja”.

Veio Mônaco e a famosa corrida onde Ayrton desconcentrou-se e bateu sozinho. O brasileiro foi até chamado de “barbeiro” por um jornal paulista, mas não se incomodou com o epíteto e foi à luta. Segundo no México, derrotou Prost no Canadá e em Detroit, em grande estilo. Em vitórias, estava 3 x 3.

No GP da França, Prost estava inspirado e veloz como poucas vezes víamos o francês naqueles tempos. Tido como um piloto ‘cerebral’ e com o apelido de Le Professeur, Alain raramente se arriscava. Mas diante de sua torcida, em Paul Ricard, ele tinha que derrotar Senna e abrir vantagem no Mundial de Pilotos. Àquela altura, com sete etapas, estava 54 a 39 para o francês.

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Só que veio uma corrida com chuva logo na sequência. E pista molhada nunca foi a especialidade de Prost, que no GP da Inglaterra foi humilhado a ponto de levar uma volta inteira de Senna, que venceu e descontou a diferença. Choveria de novo na Alemanha, em meio à floresta de Hockenheim, mas um campeonato estava em jogo, Prost foi obrigado a deixar a cautela para escanteio e chegou em segundo, novamente atrás de um inspirado Senna – que venceria também em Hungaroring e Spa-Francorchamps, desconcertando Prost.

“Parabéns, campeão”, disse o piloto para seu companheiro de equipe, líder naquele momento por três pontos de vantagem – 75 a 72.

A frase não passava de uma das muitas manobras ardilosas de Prost, que transitava com muita desenvoltura nos bastidores. Fora das pistas, o francês fazia articulações, choramingava, chiava, tudo para desviar a atenção da mídia a Senna, que caminhava célere para o título.

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Então veio Monza, a única corrida onde os dois não marcaram pontos juntos e uma sequência nada feliz para Ayrton, com direito a um 6º lugar em Portugal após uma disputa nada amistosa entre ambos no fim da primeira volta, onde Senna quase jogou Prost no muro e o quarto posto em Jerez de la Frontera. Prost, matreiro, venceu ambas.

Mas havia ainda um componente que poderia virar o jogo em favor de Ayrton: o descarte dos cinco piores resultados, obrigatório naqueles tempos. Para efeito de pontuação, só valiam onze corridas e Prost, com 90 pontos somados, tinha que descartar seis e estava com 84 válidos. Senna tinha 79 pontos líquidos e só iria descartar os resultados de Portugal e Espanha após as duas corridas finais no Japão e Austrália.

Foi um fim de semana de tensa expectativa. Na qualificação, Ayrton marcou mais uma pole em 1’41″853, com Prost em segundo, tendo marcado 1’42″177. Os dois largariam à frente do pelotão de 26 carros num domingo nublado no circuito de Suzuka para a decisão de um campeonato extraordinário para ambos.

O câmbio do carro de Senna teimou em não colaborar quando o brasileiro quis engatar a primeira marcha e arrancar à frente de Prost. Com o problema e a hesitação de Ayrton, o piloto foi engolido por metade do grid e ele chegou a cair para 16º. Mas na primeira volta, fez uma série de ultrapassagens e já estava em oitavo. Em mais 20 passagens, Senna tinha deixado cinco adversários para trás, ganhando a 2ª posição com a quebra de motor do March Judd de Ivan Capelli que – suprema audácia – chegou a liderar a corrida ultrapassando Prost.

Foi um momento crucial da corrida, pois o francês claramente reduziu o ritmo em decorrência de uma chuva fininha que caía no circuito e podia pôr tudo a perder. Prost foi cauteloso como sempre e Senna arriscou tudo para se aproximar do rival e companheiro de equipe. E deu tudo certo.

No início da 28ª volta, o brasileiro vislumbrou a possibilidade de superar Prost e deixá-lo para trás. Com a presença de dois retardatários à sua frente, o francês hesitou, como de hábito, e não dobrou os carros mais lentos. Senna aproveitou a brecha e passou onde dava, assumindo a liderança sem perdê-la até o fim da 51ª passagem. O brasileiro relegou Prost a 13″363 de distância na quadriculada e comemorou de forma emocionada e intensa o seu primeiro título mundial de Fórmula 1.

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Mais relaxado, Senna foi derrotado por Prost em Adelaide na última corrida do ano, que contou com Nelson Piquet de coadjuvante no pódio. Com oito triunfos contra sete de Alain, Ayrton Senna da Silva, aos 28 anos, entrava para o rol dos grandes campeões da história do automobilismo. Pena que a parceria e o respeito que parecia existir entre os dois rivais e companheiros de equipe deitaria por terra em 1989 e mudaria os rumos da Fórmula 1 naqueles tempos.

Hora da decisão no Japão

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RIO DE JANEIRO – Na próxima madrugada de sábado para domingo, aqui no Brasil, teremos a decisão da temporada 2013 do Super GT nas divisões GT500 e GT300. O circuito de Twin Ring Motegi, mais uma vez, será o palco da última etapa, disputada no traçado misto com 4,801 km de extensão.

Nada menos que oito duplas ainda podem ser campeãs na classe principal, cujo campeonato, ao contrário do ano passado, ficou para ser decidido na corrida derradeira. Com 20 pontos em disputa, até a dupla formada por Juichi Wakisaka/Hiroaki Ishiura, que soma 41, pode levar o título – dependendo, claro, de uma combinação monstruosa de resultados a favor deles. Na mesma situação se encaixam João Paulo de Oliveira/Tsugio Matsuda, que poderiam estar mais próximos dos primeiros lugares se não fosse a chuva em Autopolis a tirar o carro #12 da disputa.

Com o Nissan azul do Team Calsonic Impul, a dupla nipobrasileira soma 46 pontos, doze a menos que os líderes do campeonato, Yuji Tachikawa/Kohei Hirate, que correm com um Lexus, mesmo modelo dos vice-líderes Kazuki Nakajima/James Rossiter. Duas duplas estão empatadas em 3º lugar com o mesmo número de pontos, mas Naoki Yamamoto/Fred Makowiecki venceram os 1000 km de Suzuka, prova de maior pontuação do campeonato. Koudai Tsukakoshi/Toshihiro Kaneishi perdem no desempate, pois não venceram e chegaram duas vezes em segundo.

Na GT300, a decisão é entre cinco duplas, também com a matemática favorecendo mais a umas do que outras. Nesta subclasse, é bom lembrar, houve uma etapa a mais com a presença dos carros da categoria na etapa de Fuji do Asian Le Mans Series (AsLMS) e por isso a liderança é de Hideki Mutoh/Yukhi Nakayama, com o Honda CR-Z do Team Mugen, somando 70 pontos, oito a mais que a dupla da BMW Z4 guiada por Nobuteru Taniguchi/Tetsuya Kataoka.

Duas tripulações a bordo dos Mercedes SLS AMG GT3 vêm em terceiro e quarto: Björn Wirdheim/Katsuyuki Hiranaka somam 60 pontos e Hironori Takeuchi/Takeshi Tsuchiya têm 56. Tetsuya Yamano/Kota Sasaki ocupam a quinta posição, com 55 pontos somados a bordo do Subaru BRZ.

Como se trata de uma etapa decisiva, nenhum lastro adicional será imposto aos carros de ambas as classes. A corrida do domingo também será de tiro curto, com duração de 250 km, a menor de toda a temporada em extensão.